Jornal Financial Times nomeia George Soros como pessoa do ano

Foto: Breitbart

“Eu sou culpado por tudo, inclusive por ser o anti-Cristo”, disse Soros ao Times. “Eu gostaria de não ter tantos inimigos, mas considero isso uma indicação de que devo estar fazendo algo certo.”

O jornal inglês Financial Times anunciou na última quarta-feita que irá estampar o bilionário George Soros como a pessoa do ano.

Apesar de há muito tempo Soros ser acusado de ter ligações com movimentos de esquerda (chamados de “progressistas”) e disruptivos ao redor do mundo, o Times o descreve como “… um dos filantropos mais proeminentes do mundo, que apoiou incansavelmente uma ordem democrática liberal em todo o mundo. O artigo observou que a seleção de Soros é tanto um reflexo de suas realizações e também sobre os valores que ele representa(grifo nosso), escreveu o The Jerusalem Post.

Numa rápida passada pelo Wikipédia, é possível ver também que George Soros jamais é associado explicitamente à palavra “esquerda”. Lá ele é descrito como “um investidor, magnata dos negócios e filantropo húngaro-americano[…] Soros também é conhecido por apoiar causas políticas progressistas e liberais, doando enormes somas de dinheiro para entidades políticas e ativistas através da sua fundação Open Society Foundations(grifo nosso).

Todavia, as controvérsias girando em torno do magnata de 88 anos estão longe de terminar. Mostrando o outro lado do bilionário Soros, o Breitbart cita o trecho de uma reportagem que o jornalista James Kirchick fez a um jornal judeu:

“Polarização, tribalização, partidarismo e um colapso geral no discurso cívico são todos problemas sérios nos Estados Unidos atualmente, mas dificilmente são uma exclusividade da direita americana. E, na medida em que esses fenômenos funestos se manifestam na esquerda americana, George Soros deve responder por alguns dos danos. Soros foi um dos primeiros apoiadores da MoveOn, a organização agressivamente partidária de esquerda que publicou um anúncio de página inteira no The New York Times que difamava o general David Petraeus como ‘General Betray Us’. No ano passado, a MoveOn publicou um guia intitulado ‘How to Bird-Dog’, fornecendo aos seus seguidores dicas para assediar as autoridades eleitas em público. Soros também é um grande financiador do Media Matters, o grupo de vigilância fundado pelo homem que antes era de extrema-direita e hoje é de extrema-esquerda, David Brock, cujas ações são o boicote organizado de figuras conservadoras da mídia.

[…]

Tais táticas de pressão, ajudadas grandemente pela evolução das mídias sociais no fórum primário para o discurso público americano, são um marco dos grupos financiados por Soros. O ‘Centro para a Democracia Popular’, cujo diretor executivo abordou Jeff Flake em um elevador do Senado, organizou no ano passado uma campanha contra ‘Empresas Apoiadoras de Ódio’, voltada para empresas que supõe ‘lucrar com a odiosa agenda de Trump’. O grupo criou um site que permite apoiadores inundar as caixas de entrada de CEOs de empresas que eles decidem são culpadas. Esse ‘lobby em massa de indivíduos no setor privado’ é ‘sem precedentes’ de acordo com a revista Time.”

Kirchick também disse que, através da organização não governamental Open Society, George Soros tem se empenhado em desestabilizar seus oponentes, chamando membros do Partido Republicano – o partido que representa a direita americana – de “nazis”.

No mês passado a Suprema Corte do México abriu um precedente em que reconhece a legalidade do uso recreativo da maconha. Em sua conta oficial no twitter, Soros comemorou a decisão:

“Graças a uma série de decisões do Supremo Tribunal do México, o país está finalmente repensando a forma como regula a maconha.”

 
 

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