“Botão nuclear” está em minha escrivaninha, diz Kim Jong-Un

Nesta segunda-feira (01), o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, advertiu os Estados Unidos que o “botão nuclear” está instalado em sua mesa. O fato ocorreu no programa norte-coreano de ano novo, na televisão.

“Todos os estados americanos estão dentro do alcance de nossas armas nucleares, e o ‘botão nuclear’ está sempre na minha mesa. Esta é a realidade, não uma ameaça”, disse Kim.

O ditador ainda se vangloriou dizendo que os EUA “nunca começariam uma guerra contra mim e meu país”, prometendo aumentar a produção em massa de ogivas nucleares e mísseis balísticos em 2018.

“Este ano, devemos nos concentrar na produção em massa de ogivas nucleares e mísseis balísticos para implantação operacional. Essas armas serão usadas somente se nossa sociedade estiver ameaçada”, disse Kim.

revista estudos nacionais

No entanto, o ditador tomou um tom mais reservado ao se dirigir à Coreia do Sul, pedindo negociações imediatas na tentativa de levar Pyongyang para as próximas Olimpíadas de Inverno.

“A participação da Coreia do Norte nos jogos de inverno será uma boa oportunidade para mostrar a unidade do nosso povo, e desejamos que os jogos sejam um sucesso”, disse Kim.

Em 2017, a Coreia do Norte realizou inúmeros testes como parte de seu programa de armas nucleares, sendo o de setembro o mais poderoso. Entretanto, em novembro, o míssil balístico intercontinental (ICBM) Hwasong-15 voou mais longe do que qualquer outro anterior, passando, inclusive, por cima do território japonês.

No último domingo (31), o Almirante Mullen, dos Estados Unidos, afirmou que os países estavam mais perto do que nunca de uma guerra nuclear.

“Estamos realmente mais perto do que nunca, em minha opinião, de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte”, disse Mullen. “Não enxergo oportunidades para resolver diplomaticamente esta questao”.

Também, um relatório realizado em dezembro pelo noticiário The Telegraph afirmou que a administração Trump vem elaborando planos para um ataque militar “sangrento” contra Pyongyang, como uma tentativa parar interromper o programa nuclear do país.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta