Argentina tem primeiro partido pró-vida do mundo

Argentina tem primeiro partido pró-vida do mundo

29/08/2018 0 Por Estudos Nacionais

O primeiro partido político exclusivamente dedicado à defesa da vida, “da concepção à morte natural”, foi lançado ontem (28/08), na Argentina pelo presidente da Fundación Más Vida, Raúl Magnasco, com a intenção de “promover a defesa do primeiro direito humano, o direito à vida”.

Durante a votação do Senado, milhares de pessoas se reuniram em Buenos Aires para a defesa “das duas vidas”, da mãe e de seu filho. O movimento de grande intensidade teve forças para ampliar o debate nacional sobre a defesa da vida, que de maneira alguma parece vencido. A iniciativa também busca dar uma resposta à crescente crise de representatividade, tornando-se uma força política com maior participação popular.

O evento, ocorrido em um hotel de Buenos Aires, teve o objetivo de apresentar o Partido Celeste, que busca dar voz à imensa população que apoiou a defesa da vida no grande debate que culminou com a votação vencedora no Senado argentino. A bandeira do movimento dos Celestes, que se manifestaram durante as discussões, é a “defesa das duas vidas” em um consenso que, segundo seus líderes, representa todas as religiões e confissões.

“Este é o lançamento oficial de uma ideia que já vinhamos trabalhando diante do debate no Congresso sobre a despenalização do aborto”, declarou Magnasco à imprensa argentina.

O partido está em processo de criação em seis distritos da Argentina – Distrito Federal, província de Buenos Aires, Catamarca Salta, Chubut e Mendoza. Outras províncias já demonstraram interesse e o objetivo é se alastrar pelo país em um engajamento nacional em defesa da vida.

Uma das propostas diferenciadas do partido é ampliar a representatividade por meio de votações na sociedade para que o partido a represente com maior fidelidade, uma iniciativa na direção de compensar a imensa crise de representatividade.

“Compreendemos que a política é a maneira de se fazer com maior eficiência as coisas para as quais não temos recursos, porque somos organizações que não recebem financiamento externo”, acrescenta.

Fonte: Telefenoticias