“A missão de Bolsonaro é vital para toda a América Latina”, diz líder conservador chileno

“A missão de Bolsonaro é vital para toda a América Latina”, diz líder conservador chileno

20/09/2018 18 Por Estudos Nacionais

O ex-deputado e candidato presidencial no Chile, José Antonio Kast, líder do movimento Acción Republicana, declarou em entrevista que Bolsonaro é a esperança do Brasil e, em carta de apoio direto a Bolsonaro, após o atentado, vai além: “A missão que lidera não é vital somente para o Brasil, mas para toda a América Latina”.

“Por meio da violência e da mentira, querem seguir impondo sua ideologia às pessoas e promovendo uma agenda que destrói as famílias, as empresas e que busca derrotar o sentido comum. Muita força e ânimo!”. Assim termina a carta de solidariedade enviada a Bolsonaro.

Em recente entrevista ao jornal chileno La Tercera, Kast disse ver com bons olhos a candidatura de Bolsonaro que, junto com a eleição de Ivan Duque, na Colômbia, representa uma mudança positiva do cenário político no continente.

ENTREVISTA (tradução: Cristian Derosa)

O senhor condenou, no Twitter, o ataque a Bolsonaro, questionando os que com violência querem “frear o triunfo da liberdade na América Latina”. Em sua opinião, Bolsonaro representa o triunfo da liberdade?

O triunfo de Ivan Duque, na Colômbia, e o potencial triunfo de Jair Bolsonaro, no Brasil, são sinais muito positivos da mudança que está ocorrendo na América Latina. As pessoas estão cansadas de governos autoritários e intervencionistas, que vêem o Estado como resposta a todos os problemas e logo o utilizam para doutrinar as pessoas e submetê-las à sua ideologia. Depois de quase uma década de submissão à esquerda chavista, a América Latina está dando uma virada em direção à liberdade e à defesa de um sentido comum.

O senhor gostaria que Bolsonaro ganhasse as eleições no Brasil?

Evidente que me alegraria se Jair Bolsonaro fosse eleito presidente. Embora eu não compartilhe de todas e cada uma de suas propostas, sim, considero que é um ator que se diferencia do resto e que se coloca a favor da ordem, da autoridade, do desenvolvimento econômico e contra a corrupção e a violência.

O que ele representa como candidato?

Acredito que ele representa a esperança para o Brasil, a ideia de que se pode governar pensando nas pessoas e não nos partidos ou benefícios ilícitos da política.

Muitos consideram Bolsonaro um populista de direita. Você criticou o “populismo de esquerda”…

O que vejo muitas vezes é que existe esta tendência em alguns meios de comunicação, mais liberais ou de esquerda, em caricaturar as diferentes lideranças que existem. Bolsonaro pelo menos diz com força e com coragem as coisas que acredita, diferente de outros políticos. É uma pessoa que fala forte contra a delinquência, o narcotráfico, a corrupção, ideologia de gênero; é uma pessoa que defende com força a família. Não está envolvido em atos de corrupção. Portanto, o que vejo é mais uma tendência dos meios de comunicação ou de certos comentaristas que colam rótulos nas pessoas.

Não gera polêmica que ele seja um defensor da ditadura brasileira?

É como quando me acusam de pinochetista. O que eu respondo é que defendo as coisas boas do governo militar, que sentou as bases da modernidade, que restabeleceu a institucionalidade, mas rejeito as violações dos direitos humanos.

Bolsonaro é um personagem controverso. Você não se sente desconfortável em aparecer vinculado a ele ou toda a publicidade é boa afinal?

Não, pelo contrário, eu creio que quem deveria ficar constrangido são as pessoas da Frente Ampla (coligação de esquerda do Chile) que estiveram com Maduro em Cuba e que saíram de lá apoiando os três: o Foro de São Paulo apoiou Maduro, Ortega e Castro. Isso me envergonharia. Mas reunir-me com político de direita, que pode ser controverso, mas que vem sendo eleito como parlamentar por via democrática e participando de uma eleição democrática, não me seria motivo de vergonha alguma.