Mudanças Climáticas e a Arca de Noé

Os mais recentes relatórios da Organização das Nações Unidas, seguidos posteriormente pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil, prevê uma série de mudanças climáticas para o Sul do País, em especial, Santa Catarina, cuja importância não está de fato tendo a atenção merecida pelas autoridades da Defesa Civil. Os estudos mostram que nos próximos
100 anos, haverá precipitações fora do normal. Isso quer dizer muita chuva, inundações e catástrofes de todos os tipos.

Todas as previsões dos relatórios da ONU dão conta de desenhar para nós, um futuro negro e devastador, cujos únicos sobreviventes serão aqueles que se adequarem às normas impostas pelos respeitáveis cientistas que “descobriram” o aquecimento global, o efeito estufa, causas únicas e indiscutíveis das mudanças climáticas mais terríveis que o planeta já viu.

Para que todos os problemas advindos destas lamentáveis causas – culpa única dos governos que não se curvaram diante de grupos ambientalistas, há anos atrás – acredito que só há uma solução: que a ONU, na autoridade de mediadora mundial e portadora única do bom senso terrestre, aproprie-se imediatamente de todas as reservas biológicas existentes no globo, impondo que países, donatários dessas terras, cedam de bom grado seus territórios pelo bem do planeta, visando evitar a destruição total da vida humana.

Amazônia, Patagônia, Mata Atlântica, Grandes Glaciais, Pampas e Serrados de todo o mundo devem transformar-se em Territórios Internacionais sob administração do Exército da ONU e mantidos sob custódia a fim de protegê-los do homem, seu maior predador. E mais: sugiro também que, de posse destas terras, verdadeiros “Pulmões do Mundo”, a Organização Mundial puna severamente aqueles países que não se aterem às normas dos Protocolos e, por representarem um perigo para toda a Terra, percam seus territórios em nome de um grande governo mundial comandado por esta sublime Organização das Nações Unidas.

E, por fim, organizemos aqui no Sul do Brasil, a fim de sobrevivermos ao holocausto que cairá dos céus, uma grande embarcação. E nela poremos um casal de cada animal, sem esquecermos de todas as espécies em extinção, dos mico-leão-dourados, dos sagüis, das araras e, é claro, dos bois e vacas que o homem tem exterminado, alimentando-se cruelmente de sua carne. Fundaremos então um novo mundo, repleto de coisas inefáveis e maravilhosas onde o homem poderá usufruir sem destruir e viver feliz para sempre, pois a ONU é o nosso grande irmão e devemos amá-lo sobre todas as coisas.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta