Lançada a segunda edição de A transformação social, primeiro título da editora

O livro A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, de autoria do jornalista Cristian Derosa, ganha segunda edição pela editora Estudos Nacionais. O título, que foi o primeiro lançado pela editora, em setembro de 2016, hoje faz parte do catálogo de diversas livrarias online e físicas.

Fruto de pesquisa iniciada na dissertação de mestrado intitulada O discurso das mudanças climáticas no jornal Diário Catarinense, em 2013, o livro acrescentou uma revisão teórica da comunicação social aplicada às técnicas de engenharias sociais, que se tornaram prática comum especialmente nos meios noticiosos.

O livro insere a história das teorias da comunicação dentro de um processo de centralização do poder das mídias por meio de grandes fundações, ONGs e milionários, no anseio de uniformizar visões de mundo. A formatação do que hoje chamamos de politicamente correto só foi possível a partir do processo de mudança de função dos meios de comunicação, que o livro classifica como a mais importante e menos falada mudança na comunicação.

As notícias e a mídia em geral se tornaram meios de transformação, mas a sua velha função informativa ainda faz parte das expectativas de um público que passa a ter os critérios de julgamento e o comportamento modificados em processos de longo prazo. Ocorre que em um ambiente dominado por propaganda de teorias democráticas, que preferem acreditar na ideia do cidadão plenamente consciente e esclarecido, os alertas a respeito de possíveis manipulações massivas são invariavelmente tratados como teorias conspiratórias. Na utopia democrática e liberal, a autonomia do indivíduo é o motor das transformações sociais e históricas, não deixando espaço para a descoberta da complexidade maior de forças que influenciam e determinam comportamentos, opiniões e ações no curso da história nos ambientes democráticos.

Além de uma explanação sobre a estrutura das ideologias que disputam o poder global na atualidade, o livro expõe os instrumentos teóricos e estruturais de que se valem para determinar o conteúdo da grande mídia. Como exemplo, o livro traz a análise de conteúdo feita da cobertura do jornal Diário Catarinense sobre o tema das mudanças climáticas, mensurando os tipos de discurso presente e a função pretendida do jornalismo em um período específico. O resultado mostrou um interessante percurso discursivo que revelou a forma da persuasão nos jornais, que vai da informação seletiva até o viés pedagógico e cultural.

Por fim, o livro traz também uma revisão dos debates internos sobre regulação da mídia e controle das opiniões, feito por entidades internacionais que financiam iniciativas de mediawatch e observatórios de mídia, precursores das atuais agências de fact-checking.

O livro está sendo vendido na Livraria Pius e também na Vide Editorial.


 
 

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