Marcha da Maconha está marcada para este sábado em Florianópolis

Afronta à sociedade e à sanidade mental

Está marcada para este sábado a Marcha da Maconha em Florianópolis (SC). Trabalhando juntos: de um lado o exército de jovens mortos-vivos e, do outro, juristas sequelados.

RBS-SC | A juíza de direito Maria Paula Kern, titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis, indeferiu o pedido de suspensão da Marcha da Maconha Brasil, que acontece neste sábado em Florianópolis. A ação foi ajuizada pelo Centro Terapêutico Vida – CTV e JC _ Associação Brasileira de Combate às Drogas, que pediam a suspensão da Marcha da Maconha Brasil.

Os autores alegam que a realização do evento seria ilícita, pois existiria a probabilidade da prática de crime (consumo de droga). De acordo com a magistrada, há impossibilidade jurídica do pedido. Para ela o pedido ofende o bom senso, pois seria uma liminar proibindo o que já é proibido — ela citou como exemplo uma decisão em que se proibisse o furto em uma determinada região.

Para reforçar sua decisão a juíza transcreveu argumentação do magistrado paulista Marcelo Semer, que assinala: “Não há espaço nesse admirável mundo novo para uma democracia que interdite o debate, um Estado que decida apenas ouvindo suas elites, uma política que sirva para o enriquecimento de seus burocratas, e juízes que se estabeleçam como censores.”

— Segundo essa lógica, poderíamos fazer uma marcha pedindo a legalização do estúpro, o que não poderia ser proibido, pois já é proibido. Então, o que é proibido não pode ser proibido, ou reprimido. É assim. E a apologia ao crime? Nossos juristas se preocupam  mais com a fama internacional de evoluídos do que em raciocinar segundo o que aprenderam. Isso só mostra que a militância da maconha será vencedora, pois encontra militantes em todas as esferas sociais inclusive no meio jurídico.

A Marcha da Maconha: “Um Mundo Mais Legal” está marcada para este sábado às 16h20min no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte.

O ato é organizado pelo Instituto da Cannabis — InCa e o coletivo Marcha da Maconha Santa Catarina.

Nesta sexta-feira o seminário “Um mundo mais legal: perspectivas de mudança na lei de drogas no Brasil” abre o debate. O evento acontece a partir das 9h30min no Centro Sócioeconômico da UFSC.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
2 respostas
  1. Renata ganja
    Renata ganja says:

    “Segundo essa lógica, poderíamos fazer uma marcha pedindo a legalização do estúpro, o que não poderia ser proibido, pois já é proibido. Então, o que é proibido não pode ser proibido, ou reprimido. ”

    UMA PESSOA QUE TRATA ESSE ASSUNTO DESSA FORMA NÃO PODE SER LEVADA MUITO A SÉRIO, E MEU AMIGO VERGONHA É POUCO… PESSOAS ALIENADAS AGEM COMO SE FOSSEM OS DONOS DO MUNDO SÓ PQ ACHAM QUE SÃO A MAIORIA E SE SÃO É PQ TEM A LIVRE PASSAGEM PELA TV FALAM OQUE QUEREM CONTRA OS MACONHEIROS PQ PODE FALAR ABERTAMENTE, MAS NÓS NÃO TEMOS O DIREITO DE RESPOSTA POR CAUSA DO PRECONCEITO E O DO DINDIM$ QUE ROLA EM TORNO DESSA SITUAÇÃO, A MACONHA É CONSUMIDA POR MUITAS MAS MUITAS PESSOAS MESMO, E ESSA COMPARAÇAO RÍDICULA NÃO TEM FUNDAMENTO APOSTO QUE O ESTUPRADOR NÃO FUMA MACONHA MAS COM CERTEZA DEVE FUMAR CIGARROS E BEBER CACHAÇA… HIPÓCRITAS… GENTE IGNORANTE…

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