Mais de 100 mil aderem a protesto online contra ONU

Já passa de 100 mil o número de assinaturas contrárias à estratégia da ONU que incluiria aborto e educação sexual como direitos básicos em Comissão sobre o Status da Mulher (CSW, na sigla em inglês). A denúncia é da ONG CitizenGO, que coordena o abaixo-assinado.

Oficialmente, a 61º sessão da Comissão promete: “encontrar soluções para erradicar a pobreza e a fome, melhorar a saúde, a educação e o acesso à água tratada são algumas das medidas mais urgentes a serem tomadas para tornar  melhor a vida de mulheres e meninas das nações mais pobres”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu que o empoderamento da mulher deve ser uma “prioridade chave” no mundo e algo que permitirá criar “um novo futuro”.

Agenda paralela

ONGs pró-vida e em defesa da família denunciam que há uma agenda paralela na Comissão, objetivando outros fins, entre eles a inclusão do aborto e educação sexual para crianças de até 4 anos.

Uma coalizão de nações, liderada pela União Europeia, Brasil, Cuba, Canadá e outras, pretende utilizar essa importante conferência para a discussão dessas questões.

Para essas delegações, a prioridade deve ser o financiamento do aborto, garantia do acesso ao controle de natalidade, a educação sexual para crianças e a inclusão das questões de gênero, chamada ideologia de gênero, entre os direitos humanos básicos.

Além do abaixo-assinado, uma das iniciativas da ONG CitizenGO é o FreeSpeechBus (ônibus da liberdade de expressão), que estará presente até o fim do evento e também viajará em outras cidades americanas.

Educação sexual de crianças visando a “igualdade de gênero”

A ONU Mulheres caracteriza a Comissão que está sendo realizada como “o maior fórum intergovernamental sobre direitos da mulher e igualdade de gênero. O tema deste ano é sobre o empoderamento econômico das mulheres na mudança do mundo do trabalho”. As questões do trabalho e do assédio sexual contra mulheres inclui discussões mais amplas que abrangem amplo trabalho de conscientização.

ONGs de defesa da família acusam a ONU de tentar destruir o conceito de família por meio do que os ativistas do gênero chamam de “desconstrução da heteronormatividade”.

Segundo membros do ONU Mulheres, a única arma eficiente contra a exploração da mulher é a educação sexual para a igualdade de gênero.

Ideologia derrotada no Brasil

No Brasil, a chamada Ideologia de Gênero foi derrotada após rejeição pela ampla maioria da população. Depois de derrota legislativa que tentava incluir a obrigatoriedade do debate de gênero com crianças no Plano Nacional de Educação (entre outras coisas, por meio de cartilhas que abordavam questões homossexuais), foi rejeitada em todo o país, nos planos municipais e estaduais, após ampla discussão popular.

 

Fontes: ONUBR, ONU Mulheres, CitizenGO

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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