Venezuelanos arrependem-se de terem entregado suas armas ao governo

Fox news

Todas as armas (incluindo estilingue e airsoft) estão banidas da população civil e só podem pertencer ao governo. A legislação desarmamentista foi votada em 2012, durante a presidência de Hugo Chávez. A partir daí a opressão estatal intensificou à medida que a defesa da população civil diminuiu. Punição a quem ilicitamente carrega consigo armas ou as vende é de 20 anos de prisão.

Enquanto a Venezuela sucumbe ao socialismo – que já se apresenta como uma ostensiva ditadura –, cidadãos estão lamentando o dia em que foram forçados a entregar suas armas em razão da dura legislação implantada no país.

“Armas teriam servido como um pilar vital para manter um povo livre, ou pelo menos capaz de lutar”, disse à Fox News Javier Vanegas, professor de inglês venezuelano exilado no Equador. “As forças de segurança do governo, no início deste desastre, sabiam que não tinham uma oposição real à sua força. Quando as coisas estavam tão ruins, foi uma clara declaração de guerra contra uma população desarmada.”

A legislação mencionada foi aprovada em 2012, ainda sob o governo de Hugo Chávez. Com o título de “Controle de Armas, Munições e Lei de Desarmamento”, o novo diploma legal teve o claro intuito de tirar de circulação as armas em mãos da população civil.

“Chávez inicialmente promoveu um programa de anistia de meses de duração e que encorajava os venezuelanos a trocar suas armas por eletrodomésticos. Naquele ano, havia apenas 37 registros de rendições voluntárias de armas, enquanto a maioria das armas tomadas pelo governo – mais de 12.500 – foram à base da força” (grifo nosso), acrescentou a Fox News.

Apenas podem ser proprietários de armas na Venezuela membros do governo. A restrição é tão forte que inclusive estilingues e armas de airsoft só podem transitar nas mãos dos agentes estatais, segundo informou um ex-vendedor de armas venezuelano, que hoje vende produtos de pesca após a política desarmamentista do governo ganhar corpo.

“A Venezuela mostra o quão mortal é o perigo quando os cidadãos são privados dos meios de resistir às depredações de um governo criminoso”, disse David Kopel, analista político e diretor de pesquisa do Independence Institute e professor adjunto de Direito Constitucional Avançado da Universidade de Denver. Os governantes venezuelanos – como seus semelhantes cubanos – aparentemente veem a posse de armas pelo cidadão como um perigo potencial para um permanente monopólio comunista do poder (grifo nosso).

O pretexto de toda legislação restritiva à propriedade de armas é a segurança da população, redução da criminalidade etc. Contudo, à medida que as feições totalitárias do governo ficam mais evidentes, é conveniente imaginar que cidadãos desarmados são presas mais fáceis e oferecem uma resistência menor ao senhor que detém o monopólio das armas – o estado.

Desde abril de 2017, quase 200 manifestantes pró-democracia na Venezuela armados principalmente com pedras foram mortos a tiros pelas forças do governo em retaliação brutal ao seu apelo ao fim do opressivo regime socialista. A outrora nação rica em petróleo continuou sua espiral descendente na ruína financeira, violência extrema e violações massivas dos direitos humanos. Estima-se que três milhões de venezuelanos foram forçados a fugir desde 2015” (grifo nosso).

No Brasil, a legislação desarmamentista está na mira do futuro governo de Jair Bolsonaro

Durante a campanha presidencial, o presidente eleito Jair Bolsonaro era claro quanto à injustiça da Lei n.º 10.826/03, batizada de Estatudo do Desarmamento. Embora não restrinja totalmente a posse de armas para a população civil, o diploma legal regula de forma tão severa a venda e aquisição de armas de fogo que hoje poucas pessoas têm a sorte de passar incólumes pelo calvário da burocracia e, ao final, adquirirem uma arma.

Apesar de extremamente restritivo, o Estatuto do Desarmamento sobreviveu ao referendo feito em 2005 e que pretendia banir totalmente o direito de possuir armas de fogo. Entre a restrição total e a permissão excessivamente regulamentada, a população rejeitou o banimento, mas vem amargando a excessiva regulação que tem sido implementada desde então e que tem quase o mesmo objetivo – deixar o maior número de civis longe das armas.

Na foto abaixo, Jair Bolsonaro aparece em Brasília alertando a população antes do referendo de 2005.

O Deputado Dederal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), autor do projeto de lei que visa revogar o Estatuto do Desarmamento e implementar um processo mais flexível para compra de armas, comentou, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, como ficará a batalha no parlamento a partir do ano que vem: “Acabo de receber ligação do presidente Jair Bolsonaro. Ele concordou em deixarmos para o ano que vem a votação do projeto de minha autoria que revoga o Estatuto do Desarmamento. Se forçássemos a barra para votar esse ano, haveria risco de a proposta ser rejeitada. E um trabalho de seis anos iria pelo ralo. A composição do novo Congresso é mais conservadora. Com os novos deputados, as chances de aprovarmos o PL 3722 são bem maiores.”


 
 

4 thoughts on “Venezuelanos arrependem-se de terem entregado suas armas ao governo

  1. Quem não deve ter acesso a armas é criminoso!Quem tiver habilidade,responsabilidade e condições para ter uma,que seja responsável e justamente avaliado para tal.

  2. Pingback: ripaimi.com

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