Cristãos e Judeus são os mais perseguidos no Ocidente, diz estudo

Cristãos e Judeus são os mais perseguidos no Ocidente, diz estudo

12/12/2017 1 Por Raulf Effting

Para cada 1256 ataques a judeus e 369 a cristãos, muçulmanos sofrem 185 ataques anuais

pesquisa mostra como cristãos e judeus estão entre os mais perseguidos no mundo

No dia 16 de novembro deste ano, o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), publicou um levantamento – avassalador – realizado em diversos países, dentre eles, participaram os Estados Unidos, Canadá, Europa e alguns da Ásia Ocidental, que uniu dados de mais de 125 organizações internacionais.

A pesquisa levantou que, para cada 369 ataques a cristãos, há 185 ataques a muçulmanos, ou seja, para cada 2 cristãos atacados apenas pela sua religião, 1 muçulmano é atacado. Isto foi de causar um enorme estranhamento, uma vez que a pesquisa tomou como pauta os países ocidentais, todos de origem cristã, e que possuem como religião predominante o cristianismo.

 E não acaba por aí: considerando as três grandes religiões abraâmicas, a menor em termos populacionais é também a mais perseguida: os judeus, com 1256 ataques anuais.

Talvez o mais o curioso tenha sido o fato de a pesquisa ser oriunda de uma instituição de Direitos Humanos, onde, geralmente, só se fala em islamofobia, homofobia e direito dos presidiários, portanto, uma fonte insuspeita.

Todavia, é possível observar esta realidade nas relações geopolíticas que predominam no mundo atual.

Os judeus, além de terem sido massacrados no século XX – 6 milhões de mortos pelo regime nazista-, são diariamente bombardeados por residirem em seu país, Israel, tanto literalmente – pelos terroristas palestinos do Hamas -, quanto pela grande mídia e todo o tipo de mainstream predominante.

E, como se não fosse coincidência, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reconhecido Jerusalém como a capital de Israel, o ex-presidente ‘americano’, Barack Hussein Obama, fez uma declaração em que, por alusão, comparou o governo de Trump ao de Adolf Hitler. Obama disse que devemos “cultivar o jardim da democracia”, lembrando que, na época de Hitler, tudo estava indo bem, até que virou um caos. Ora, proteger o povo perseguido pelos nazistas é ser nazista? Parece que, para o senhor Obama, o cinismo não tem limites. Soa ainda mais estranho vindo de alguém que pertence a um partido apoiado, no passado, pela Ku Klux Klan.

Sobre o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo

Ainda, vale ressaltar o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo, que são assassinados apenas por serem cristãos. Em 2013, o Monsenhor Silvano Maria Tomasi, observador da Santa Sé, na ONU, denunciou através da rádio do vaticano que mais de 100 mil cristãos são assassinados por ano, principalmente no Oriente Médio e na Ásia, porém, as Nações Unidas quase não tocam no assunto, muito menos a grande mídia e o ‘beautiful people’, os quais dizem se preocupar tanto com direitos humanos e guerras. O Monsenhor também relatou que recebeu informações de que diversos padres ortodoxos estariam sendo executados e torturados na Síria, em Aleppo, onde também, seguidores de outras correntes do cristianismo estariam sendo obrigados a renunciar a sua fé e destruírem seus locais de culto.

Após a declaração feita por Tomasi, o secretário do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, o arcebispo Maria Toso, durante uma conferência, fez uma crítica à reação ocidental perante a perseguição dos Cristãos, dizendo que a discriminação não deve ser combatida somente para grupos específicos, mas também a que os cristãos enfrentem; a maioria, em seu próprio país.

foto mostra cristão perseguidos no mundo

Cristão crucificado na Síria

Concluindo, existem apenas duas hipóteses: a primeira é que os governos do ocidente estão mais preocupados com palavras que ofendem do que com assassinatos reais, demonstrado o descaso que é feito com o genocídio de cristãos e a importância que é dada a um apelido pejorativo, que pode configurar crime inafiançável no Brasil; a segunda, é que os grupos defendidos são selecionados a dedo, como pretexto para censurar os cristãos e às bases culturais da civilização ocidental, ignorando os que, prioritariamente, deveriam ser socorridos, posto que pertencem a um grupo de risco MUITO superior.

 

revista estudos nacionais