Heresia da libertação

A partir do Concílio Vaticano II, onde se discutiu e regulamentou uma série de novos conceitos para a conduta católica, a partir de 1962, a Igreja Católica viu surgir, no seio da sua doutrina, algumas interpretações diversas do modo tradicional. Visando ampliar o diálogo com o mundo moderno, o Concílio, chefiado pelo então pontífice, João Paulo II, abriu uma brecha para novas interpretações. A mais conhecida delas foi a que deu origem à Teologia da Libertação, cujo representante maior é o peruano Gustavo Gutierrez e, no Brasil, Leonardo Boff.

Essa nova visão que se diz cristã, no entanto, foi repudiada por Roma e considerada herética. A expressão “heresia da libertação” é do padre brasileiro Paulo Ricardo, um fervoroso defensor da doutrina tradicional da Igreja. A principal característica da Teologia da Libertação é, ainda segundo o padre, a macroheresia, ou seja, a heresia de todos os dogmas clericais. Nela é possível compreender todo o Cristianismo sob uma ótica diferente e essencialmente marxista.

Link: >>veja o site do padre Paulo Ricardo

Os conceitos cristãos são adaptados totalmente aos valores marxistas, sejam eles, a luta de classes, o proletariado, et cetera. Trata-se de uma doutrina verdadeiramente anti-cristã. Sua existência está prevista, inclusive, no Apocalipse, onde a primeira besta é um governo divinizado (comuno-fascismo totalitário a exemplo de Cuba) e a segunda besta, uma religião que justifique o governo total (teologia da libertação).

Entre os objetivos dessa corrente está a destruição da Igreja Católica, como instituição, por meio da sua transformação. Além disso, a destituição do conceito de fé no mundo espiritual e imaterial, pois crê na redenção terrena, em vida, que é o socialismo. É fácil fazer do socialismo uma paixão e uma religião, pois nele estão as características do paraíso, como as pessoas o imaginam manifestando-se temporalmente, ou seja, no plano material.

O grande futuro hipotético, pelo qual tudo vale, tudo pode. Os benefícios do fim, valerão por todos os meios, sejam quais forem. Tal é a máxima do pensamento socialista, que desde anos vem se infiltrando nas universidades e também na Igreja Romana.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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