Tea Party: “o nosso é melhor do que o deles”

KLAUBER CRISTOFEN PIRES | 26 MAIO 2011

MÍDIA SEM MÁSCARA | Se o problema dos republicanos era encontrar um negão para desbancar o Obama, eles já o acharam, e mais, este tem pedigree!

O candidato republicano atualmente favorito do Tea Party chama-se Herman Cain, tem 65 anos e larga experiência como executivo, tendo trabalhado para a Coca-Cola, Pillsbury, Burger King, Godfather’s Pizza, a National Restaurants Association e o Federal Reserve Bank de Kansas City.

Filho de um pai choffeur e de uma mãe camareira, ao que parece, temos aqui um autêntico “self-made man“, um homem trabalhador talhado na vida para a superação de desafios, que já veio dar o seu recado para a corrida à Casa Branca: “- Eu estou concorrendo para Presidente dos Estados Unidos e não estou concorrendo para o segundo lugar”

Entre as suas propostas estão uma defesa nacional forte, a oposição ao aborto, a extinção do imposto de renda pela sua substituição por um imposto sobre vendas e o que temos já anunciado aqui e que promete desencadear uma verdadeira revolução global: o retorno ao padrão-ouro. Os keynesianistas do mundo todo devem estar “tremendo na base”. Da mesma forma, o imposto de renda é a menina dos olhos da estratégia marxista de confisco gradual dos cidadãos, e a sua extinção pode significar o começo do fim da hegemonia marxista-gramscista atualmente vigente, mesmo em face de sua eventual derrota, já que as idéias já terão alcançado um amplo espaço.

Herman Cain já foi descrito por Jack Kemp, um ex-vice-presidente do Partido Republicano, como um homem “com a voz de Othelo, a aparência de um jogador de futebol (americano), um inglês de qualidade “oxfordiana” e a coragem de um leão”.

Em seu último discurso em Macon, no estado da Geórgia, Cain deu um rápido vislumbre do raciocínio para a sua candidatura. Ele disse que “o sonho americano está sob ataque da dívida infindável, de uma economia estagnada e de uma administração democrata que força uma agenda legislativa que os cidadãos não querem.”

No fundo, o que Cain disse aos americanos é válido também para o Brasil. A legiferância abusiva de origem administrativa é hoje a principal ferramenta de que faz uso o governo petista, confiante na estratégia do “se colar, colou”, pois são poucos os brasileiros que se apresentam inconformados aos tribunais e estes cidadãos, quando muito, conseguem apenas vitórias com efeitos “inter partes”, isto é, válidas somente para os demandantes (eles mesmos), o que faz com que os abusos constitucionais e legais contidos nestes atos administrativos continuem valendo para todos os demais jurisdicionados.

Ainda não li uma vírgula sequer sobre esta bombástica revelação no cenário político norte-americano nos jornais nacionais, e se bem conheço a coisa, só vão dar conhecimento ao público quando não for mais possível segurar a notícia, e mesmo assim somente depois de ter nas mãos alguma coisa com que menosprezá-lo ou difamá-lo, nem que seja absolutamente inverídica.

Ah, e embora eu tenha feito nas linhas acima uma referência lúdica à cor da sua pele, em nenhuma matéria dos jornais americanos o próprio candidato ou o seu Partido Republicano fazem menção ao seu índice de melanina, mas somente sobre o seu extenso e bem-sucedido currículo.

Com Herman Cain, concorrem também à indicação Tim Pawlenty, Newt Gingrich, Gary Johnson and Ron Paul, e aguardam-se as confirmações de Mitt Romney, Sarah Palin, Michele Bachmann e Jon Huntsman.

Enquanto isto, nós sonhamos com a ilusão de um Capitão Nascimento que já abandonou o barco…

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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