“Socialismo é amor” – Hugo Chavez

É preciso organizar as idéias quando ficamos diante de fatos que exigem, na melhor hipótese, o silêncio temeroso dos que conhecem o mapa sociológico da escatologia brasileira, ou simplesmente dizendo, da sociedade civil deste país. A mais recente manifestação violenta acontecida em Florianópolis ressucita o bom e velho medo que o restante do Brasil tem do Sul do País. Jovens apelidados de Skinheads agrediram homossexuais na Capital catarinense. O velho nazismo aqui, não deve mais ser chamado por este nome. Deve ser retratado em sua origem. Mas não deixaremos de lado o motivo pelo qual a mídia assim denomina estes jovens desprovidos de qualquer ideologia.

Hitler não era somente um louco vegetariano. Seu objetivo, declarado no famoso livro de sua autoria (“Minha Luta”), era o de planificar a sociedade alemã, sob os moldes do socialismo marxista. Para isso, foi abastecido por Lênin, da Rússia, que posteriormente veio a traí-lo por questões meramente políticas (e não ideológicas). Hitler admitia que a maior praga da humanidade era o Cristianismo. Pretendia tornar a religião proibida em toda a Europa e, diferente da teoria maçônia atualmente aceita, rejeitava todas as formas de cristianismo existentes.

O que isso tem a ver com os skinheads de Desterro? Vejamos: Praticamente toda a juventude rebelde dos anos 2000 é inegavelmente anti-cristã, isso qualquer estudante de geografia da Udesc teria o bom senso de admitir. O que poucos conhecem, no entanto, é que nem só de Movimento Passe Livre, vive o comuno-fascismo adolescente das capitais da América Latina. As univerisidades “esquerdopatas”, aliadas á “presença de espírito” da imprensa desleixada e o descaso de pais que relegam a educação infantil à escolas cujos professores foram formados nas mesmas universidades esquerdopatas, vai criar, em poucos anos, uma legião de adolescentes que, se não forem freados, farão muito mais do que os pequenos-burgueses de 1968.

Os skinheads que atuaram recentemente na cidade não só estão de acordo com a ideologia marxista do divisionismo, seja ele de classes ou raças, orientação sexual, etc, como também os próprios leninistas do governo, e porque não dizer, da mídia, fomentam a divisão ao apoiarem políticas que diferenciem as raças, classes e orientações sexuais. Estes segmentos humanos, perfeitamente normais à luz dos direitos individuais que a extinta “direita” prezava, estão agora elevados á posição de “diferenças criadas pela desigualdade do capitalismo”, quando são os próprios anti-capitalistas que fazem o que podem para potencializar essas diferenças.

A ação dos skinheads bem que poderia ser um ato de desrespeito como qualquer outro, não fosse ele uma reação previzível pelos adeptos de leis divisionistas como a lei de cotas e da chamada “mordaça gay”, que criminaliza a simples rejeição de uma opção sexual que seja. Portanto, os culpados dessas atrocidades são os próprios ativistas que lutam pelos direitos dos “fracos e oprimidos”, pois tentam dividir ainda mais a sociedade que o liberalismo tentou unir por meio do entendimento dos direitos individuais, herança máxima da tradição judaico-cristã.

Esses movimentos estão surgindo para sepultar de vez alguma “direita” que pudesse existir, por meio do apelo á moralidade. Tal apelo somente reitera a falsa semântica que há no discurso da esquerda brasileira, que tenta culpar a direita acusando-a de “nazista”. Como disse Lênin: “chame-os do que você é” e  “A verdade é um conceito burguês”.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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