O beijo aos cristãos

Ativistas gays tomaram as escadarias da Catedral e esticaram a bandeira do movimento em protesto contra a tal homofobia

A manifestação pública Um Beijo a Bolsonaro, ocorrida na última sexta-feira 13, em Florianópolis, foi, na verdade, um recado claro aos 89% de cristãos homofóbicos do Brasil: “queremos é calar”, resumiu um dos manifestantes.

O dia de Nossa Senhora de Fátima foi escolhido pelo movimento gay de Florianópolis para o protesto, segundo eles, por ser também o dia da Abolição da Escravatura no Brasil. Do mesmo modo, a escolha do local, em frente à Catedral Metropolitana, símbolo máximo da Igreja Católica, foi devido à localização central da cidade. Ora, a ingenuidade de alguns tem colaborado covardemente com a malícia totalitária de agitadores que buscam subverter o mundo que lhes garantiu a liberdade para fazê-lo.

Os cristãos levaram um pito, um recado a um silêncio que, se obedecido, trará a destruição de uma instituição que inspirou e lutou por todas as liberdades conhecidas e defendidas hoje. As igrejas cristãs, por meio de seus seguidores, não podem se calar diante da gradual criminalização do seu culto.

A religião construiu a humanidade e é o berço de todos os seus valores, ao passo que todas as tentativas de destruí-la terminaram nas piores ditaduras que o homem já viu.

Só em um país com um descaso histórico com a educação, o ateísmo pode ser sinônimo de inteligência e “evolução” e a religiosidade relegada aos pobres alienados que ficaram no passado. Em nome de um estado laico, tentam criar um estado ateu. Em nome de verdades consagradas por um senso comum positivista e burro, admite-se paradoxalmente calar e perseguir qualquer um sem a menor culpa, alegando estar lutando por liberdade e respeito.

O movimento gay, que nada tem a ver com o homossexual individual (este sim, uma vítima útil ao movimento), ataca a religião com argumentos do século 18, embora julguem-se evoluídos e considerem os cristãos representantes de um Ancien Regimen autoritário, como se a intimidade destes cidadãos algum dia houvesse sido invadida.

A argumentação que defende estas insanidades não existe. Ela é facilmente destruída à menor exposição de conceitos lógicos da mais primária simplicidade. Por isso mesmo, estes ativistas preferem não debater e partem para insultos e palavras de “efeito imoral”, desmoralizante. Iniciar o debate sério com um destes é mais difícil do que vencê-los. Mas é preciso desafiá-los publicamente e assumir a oposição a esta causa espúria e imoral que é a judicialização e criação de uma nova casta detentora de benefícios inconcebíveis.

Reação necessária

Neste contexto, temer ser processado por homofobia seria contraditório a própria ideia que se defende. A contrariedade da parte sã da sociedade é justamente em relação à punição, que não pode valer mais do que a liberdade de expressão e opinião de qualquer cidadão.

É necessário que cristãos e conservadores em geral se unam contra essa proposta insana que aposta na covardia e apatia. “Os mornos serão vomitados” e não haverá motivo para chorar depois de instalado o hospício em todo o país. Toda a reação será legítima, tanto aos olhos de Deus, como em qualquer constituição política democrática.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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