Novo projeto nuclear de Donald Trump permite respostas imediatas

Um novo projeto nuclear está prestes a ser revelado pela administração Trump. O sistema chamado Hawkish incorpora o desenvolvimento de ogivas pequenas e simples

O novo projeto será informado no documento oficial sobre a postura nuclear do país frente a outras nações, o Nuclear Posture Review (NPR), a ser publicado após o mês de janeiro. É a primeira edição do relatório oficial nos últimos oito anos. Criado em 1994, o NPR costuma informar o número de ogivas e o poderio nuclear total dos Estados Unidos, assim como as metas de produção e projetos.

De acordo com Jon Wolfsthal, ex-assistente especial de Barack Obama no controle de armas e não-proliferação, o último rascunho do projeto Hawkish, continha sugestões bem agressivas, apesar das mais poderosas terem sido descartadas.

“No início, o projeto era muito radical, mas não está mais tão terrível quanto originariamente. Mas ainda é agressivo”, disse Wolfsthal.

Uma das principais mudanças da nova política militar americana está na consideração de possíveis ataques nucleares. Diante do novo NPR, qualquer ataque nuclear contra os EUA poderia desencadear uma resposta rápida e violenta.

Novas ogivas

O governo Trump também quer desenvolver novos tipos de ogivas nucleares. Uma delas poderiam ser usadas em mísseis balísticos Trident D5, utilizados por submarinos, fazendo com que o resultado da explosão apresentasse menor abrangência, úteis para ataques em pequena escala.

A justificativa declarada pelo governo para o desenvolvimento de novos tipos de armas é que, caso a Rússia entre em conflito com membros da OTAN, na Europa Oriental, presumivelmente usaria armas nucleares táticas logo de início, esperando que os EUA hesitem em usar suas armas nucleares mais poderosas em resposta, por medo da repercussão.

No entanto, a postura nuclear russa defende que o país apenas usaria seu arsenal nuclear caso fosse atacada por armas de destruição em massa ou que ataques ameaçassem a existência da Rússia como estado soberano. Segundo o documento russo, a nação usaria armas nucleares táticas contra a OTAN apenas se a OTAN iniciasse uma guerra para derrubar o governo de Moscou.

O documento sobre a postura russa foi atualizado em 2014, em meio a crescente tensão com a OTAN, e alega que as armas nucleares táticas são apenas uma forma de equilibrar a supremacia da aliança internacional com a Rússia.

Wolfsthal questionou a necessidade de se desenvolver ogivas de menor abrangência, alegando que os EUA já possuem tais armas em seu arsenal, sob a forma de bombas de gravidade B61, algumas das quais estão estacionadas na Europa em forma de mísseis cruzeiro lançados pelo ar.


fonte: Infowars

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