ministro fachin e relação com jbs PT e CUT

Nomeação de Fachin ao STF teve ajuda da JBS

Ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, admitiu ter pedido ajuda da JBS durante as articulações para sua nomeação para o cargo do Ministro do STF em 2015, segundo informações do jornalista Jorge Bastos Moreno (do jornal O GLOBO).

Segundo o portal Sul21, ao ser procurado para comentar a ligação com Saud, o gabinete de Edson Fachin, relator da Lava Jato, disse que ele não fala sobre casos que estão sob sua relatoria.

A ajuda teria sido solicitada por Fachin ao executivo da JBS Ricardo Saud, era para articulação  junto aos senadores, na prévia da sabatina.

Ricardo Saud é hoje réu na Lava-Jato e assinou delação premiada. Ele era responsável por operacionalizar pagamentos de propina no grupo J&F. Como vêm sendo apurado na Lava-Jato, Saud tem grande envolvimento junto ao mundo jurídico. Nas eleições de 2014, Saud articulou com 100 escritórios de advocacia notas falsas, visando arrecadar recursos para o então ministro do Tribunal de Contas União (TCU), Vital do Rêgo, que na época era candidato a governador da Paraíba pelo PMBD.

Ministro Fachin, nomeação e ligações políticas

Luiz Fachin foi nomeado pela então presidente Dilma em 2015. Havia sido indicado anos antes, pela CUT, para integrar a Comissão da Verdade do Paraná. Fachin foi nomeado logo após a aposentadoria de Joaquim Barbosa. Contou com forte apoio de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, ambos petistas do Paraná, estado onde Fachin fez carreira. Também ganhou apoio de Luiz Martinho (PT – ex prefeito São Bernardo do Campo).

Petistas tentaram nomeá-lo pela primeira vez em 2011, mas na época quem foi nomeado foi o Ministro Luis Roberto Barroso.  Fachin também gravou vídeo na época da campanha de 2014 mostrando apoio e pedindo votos a candidatura de Dilma à presidência.

Polêmicas envolvendo Fachin

O ministro criou uma página na internet para responder críticas que vinham circulando na internet desde que uma nota técnica do Senado apontou dupla atividade profissional, quando ocupou cargo de procurador do Estado no Paraná.

Foi descoberto mais tarde por sites de notícias, que o site criado em defesa de Fachin está registrado em nome de Renato Rojas da Cruz, da UNB, que trabalhou na publicadade da campanha presidencial de Dilma Roussef, quando foi chefe de criação de redes sociais. Em apuração pelo O Globo, Rejato Rojas informou que prestou serviço como freelancer para Fachin. O site FachinSim.com.br encontra-se atualmente fora do ar, mas é possível visualizá-lo pelo website Web.Archive.org. por esse link.

O objetivo do site FachinSim era fazer campanha pelo nome de Fachin frente a sabatina que sofreria no Senado, indicando que fossem enviados e-mails com a hashtag #FachinSim. Como dizia o site:

“A nomeação do professor Luiz Edson Fachin ao STF é um importante passo para uma sociedade mais justa. No dia 12 de maio, Fachin será sabatinado pelos senadores, que precisam aprovar a indicação de seu nome para que ele seja nomeado ministro. Portanto, precisamos fazer a nossa parte e dizer aos senadores que votem #FachinSim.”

Fachin e Barroso: nomeações com objetivos revolucionários?

Assim como o site FachinSim apresentava, a nomeação seria um passo importante para uma sociedade mais justa. O conceito de justiça social, como suscita sua ligação com CUT e PT, segue os padrões e compreensões sociais desses grupos.

Fachin e polêmica do apoio à poligamia

Fachin escreveu o prefácio do livro “Da Monogamia: A Superação como Princípio Estruturante do Direito da Família”. Livro de Marcos Alves da Silva. Como cita reportagem do UOL Notícias, seu prefácio foi interpretado por muitos como uma defesa do direito à poligamia, que é vetado pela Constituição. Em um vídeo posterior, Fachin se defende e diz que isso seria uma interpretação equivocada e que ele não defende a poligamia e não defende a desestruturação da família.

Fachin e polêmica de apoio ao MST

Enquanto procurador do Incra e membro da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Fachin foi citado algumas vezes como simpatizante da organização dos sem terra. Em vídeo divulgado na internet o ministro se defendeu dizendo que não tem posições radicais e que respeita o direito de propriedade.

Barroso e polêmica de apoio ao aborto

Em 2016, os ministros Barroso, Fachin e Rosa Weber votaram a favor da revogação da prisão preventiva de funcionários de uma clínica de abortos clandestinos, alegando que não consideravam que era crime se praticada a interrupção da gravidez no primeiro trimestre, justificando a decisão com analogia à leis de outros países em que o aborto é permitido. A decisão repercutiu na Câmara dos Deputados, que reagiu criando uma comissão para legislar em sentido contrário ao decidido pelo tribunal. Também acirrou a discussão do ativismo jurídico do STF em prol da questão do aborto. A questão do aborto é rejeitada pela maioria dos deputados na Câmara. Critica-se ainda, que a Constituição Federal dá o poder de legislar ao legislativo.

Independente do que pensam os ministros sobre a questão do aborto essa posição de buscar sua descriminalização parece estar relacionada ao fato dos três ministros terem sido indicados pelo PT e fazer parte do estatuto do PT a obrigatoriedade de buscar a legalização do aborto. No 3º Congresso do PT,  em 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”. Essa resolução obriga todo filiado a acatar e buscar esse objetivo. O Estatuto impõe inclusive punições em caso de não engajamento a causa. Em 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional do PT. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”.

FRIBOI NO SETOR JUDICIÁRIO BRASILEIRO

O site Poder360 apresenta resumo das recorrentes ligações de Joesley e Wesley Batista com a justiça.

– Relação com juízes: conversa gravada com Michel Temer em 07/03/2017, Joesley alega ter 2 juízes sob controle para travar seus processos.
– Procuradores: no mesmo diálogo, Joesley alegou receber informações sigilosas de procuradores da República.
– Procurador-geral da república: O advogado do grupo JBS, Marcelo Miller era um dos braços direitos de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

 

Informações:

Fachin e suas ligações com PT e JBS – Yahoo notícias

Portal Sul21 – Caso da relação do ministro com a JBS

Jota.Info – Sócio do escritório citado em delação e reu por corrupção

2015: Dilma indica Luiz Edson Fachin como Ministro do STF

Site criado para apoiar Fachin foi desenvolvido por ex-publicitário das campanhas do PT

Fatos sobre Edson Fachin – Wikipedia

Fatos sobre Ministro Barroso e aborto – Wikipedia

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