Militância pela pedofilia no UOL

Militância pela pedofilia no UOL

16/10/2015 5 Por Cristian Derosa

Yannik-DelbouxO blog Mulher, do UOL, traz uma matéria com o seguinte título: “Pedofilia não é sinônimo de abuso sexual e também requer ajuda”.

http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2015/10/16/pedofilia-nao-e-sinonimo-de-abuso-sexual-e-tambem-requer-ajuda.htm

A matéria se encaixa nas tentativas já conhecidas e comuns na mídia de estabelecer diferenças entre a atração sexual por crianças e o abusador de crianças ou estuprador. Este tipo de argumentação já apareceu em páginas como o Humaniza Redes, do Governo Federal, o mesmo governo que tem investido pesado para inserir no sistema de ensino princípios que defendem uma educação sexual com base na Ideologia de Gênero.

20150709213305760672eEmbora a diferença entre os que sentem atração por crianças e os abusadores exista em tese, a intenção da matéria é a de causar confusão entre duas coisas para relativizar a moralidade das duas e ampliar a aceitação da pedofilia (que abrange ambas).

O que está por trás do raciocínio da separação entre pedofilia e abuso sexual é a ideia de que não há relação entre desejo sexual e moralidade, já que parece não ser imoral a mera atração subjetiva por crianças.

Imoral parece ser somente o ato. Mas retirado o aspecto negativo da atração, sobra ao abuso um único obstáculo moral: o consentimento da criança. Havendo o consentimento, não haverá nada de errado. Ora, o consentimento de uma criança não é difícil para um adulto conseguir.

Toda argumentação contrária ao abuso sexual e à violência contra crianças é propositalmente fraco. O problema parece ser somente a violência não consensual e possíveis problemas psicológicos que criariam novos pedófilos no futuro. Mas nada disso ocorrerá se a criança for ensinada a aceitar explorar o seu corpo e ser libertada da repressão sexual imposta pela família.

A única verdadeira imoralidade para os militantes pedófilos é a repressão de todo e qualquer desejo sexual.

Herbert Marcuse dizia que a repressão sexual era a origem da exploração capitalista, o que tornava o corpo humano um instrumento do trabalho e não do prazer. A única forma de livrar-se disso é a liberação sexual total, para que a personalidade humana readquirisse a posse sobre o corpo.

As militâncias feministas e movimentos gays pela pedofilia, portanto, assimilaram o marxismo em suas causas subjetivas como uma modelo ideológico preenchido pela hermenêutica dos desejos.