FHC e a subversão revolucionária

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, membro do seleto grupo de iluminados chamado The Elders, (http://www.theelders.org/), tem defendido abertamente a legalização da maconha e das demais drogas alegando que a guerra contra o tráfico fracassou.

Esta não é uma ideia dele, surgida da pequena cabecinha do velho socialista fabiano. Ele obedece às determinações dos globalistas da sua turma que têm o Brasil como terreno fértil em matéria obediência a modinhas que soem como humanitárias.

Essa falácia do fracasso da guerra às drogas parte do pressuposto de que o Brasil, algum dia, combateu o tráfico de drogas fechando as fronteiras para a entrada de membros das Farc e demais grupos narcoterroristas. Pelo contrário, nosso atual comandante Lula (que governa como chefe supremo enquanto Dilma representa), junto do amigo Fidel, criou nos anos 80, o Foro de São Paulo, grupo que congrega partidos de esquerda do qual as Farc são um membro efetivo.  Isto é, a luta contra as drogas não vingou justamente porque nunca existiu.

É preciso muita ingenuidade pra acreditar na retórica de que a legalização iria acabar com os crimes decorrentes do tráfico. Estas propostas representam  só mais um passo em direção à legalização dos próprios crimes e nada têm a ver com a droga em si. É como no caso do aborto e eutanásia, que legaliza o homicídio e não está pensando nas mulheres ou nos velhos — menos ainda nas crianças. Ou no caso da PL122 que propõe perseguir a opinião, pouco importando-se com direitos dos gays.

Em uma guerra, interesses ideológicos são muito maiores do que os econômicos, pois estes servem para angariar fundos para aqueles. As drogas servem para a fragilização do inimigo, com bem mostra o livro Red Cocaine, de Joseph D. Douglas.

Não foi por interesse econômico que as Farc, grupo guerrilheiro comunista, escolheu as drogas como nicho de mercado. A desculpa do interesse econômico só pode alertar engajamento e cooperação na corrente de desinformação que, presente nas análises mais profundas que se pode encontrar na internet, só serve para desorientar ainda mais o público sobre os verdadeiros motivos por trás deste intento puramente ideológico.

É claro que o interesse econômico existe, mas ele trabalha muito mais em favor do ideológico do que contra. Basta ver os louros com que o brasileiro cobre a economia chinesa, que cresce a cada dia em cima dos milhares de escravos e presos políticos. A mão que mata não pode ser a mesma que acaricia.

Mas o brasileiro, dinheirista e sovina como poucos povos do mundo, só vê este interesse, como se todos o estivessem querendo roubar ou explorar de todos os lados.

Segue análise trecho de review do livro Red Cocaine, do site Mídia a Mais (leia o artigo na íntegra no link: http://www.midiaamais.com.br/resenhas/52-red-cocaine-the-drugging-of-america)

As Origens da Estratégia Comunista de Guerra Política Via Drogas

Foi a China comunista que primeiro percebeu o potencial da disseminação de drogas derivadas do ópio (morfina e heroína) como armas tão ou mais eficazes que fuzis ou morteiros. No início dos anos 1950, Mao Tse-tung e Chou En-lai se encarregaram pessoalmente de planejar o que viria a ser um grande esquema de tráfico de drogas, vendidas a preço baixo para os soldados americanos na Coréia, no Japão e em Okinawa. O Partido Comunista Japonês teve participação,  tanto na coleta de informações repassadas aos comunistas chineses, como financeira, na forma de pagamento pelos “serviços”. Comentários sobre as operações ou a simples menção dos planos chineses era motivo para execução sumária, mesmo de generais, tamanho o grau de segredo que os comunistas chineses deram à execução de seus intentos. Os objetivos chineses eram basicamente os seguintes:

1. Com o dinheiro do tráfico, financiar atividades subversivas no exterior;

2. Corromper e enfraquecer o moral dos povos do mundo livre;

3. Destruir o moral das tropas americanas que lutavam na Coréia (e depois, no Vietnã).

Outro detalhe importante do esquema chinês era a cooperação, ou coordenação de outros países sob sua esfera de influência. Isso trazia várias vantagens, sendo uma delas o fato de que isso desviava o foco de atenção da China para a Coréia do Norte ou para o Vietnã do Norte; outra vantagem era a ampliação dos campos de produção de ópio, ainda que os principais e melhores ficassem em território chinês. Tudo isso teria o efeito de confundir os serviços de inteligência americanos e de outros países do Ocidente. Houve também muito trabalho e cuidado no desenvolvimento de heroína da melhor qualidade, i.e., com maior poder de adicção. A droga era passada aos soldados americanos através dos conhecidos traficantes locais e de prostitutas aliciadas ou chantageadas. Prisioneiros de guerra americanos e sul-coreanos foram usados como cobaias para experimentos de drogas mais refinadas e potentes, além de testes de resistência física, quando se verificou que eram justamente os bem jovens os mais propensos às overdoses.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

1 responder
  1. João-ninguém
    João-ninguém says:

    uma outra forma de olhar para esse mesmo fato. tenho um certo receio de alguns dos tais centros de “mídia independente” ou mesmo do conhecimento que se recebe nas universidades que são muitas vezes puro comunismo disfarçado. deixo um link para um artigo da revista que, certa ou errada, é lida nos gabinetes de muitos dos governos do mundo.

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