A surpresa do PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro elevou-se para 3,35% no primeiro mandato do presidente Lula. Isso segundo a nova metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que considera uma série de outros setores como por exemplo, o de serviços.

Essa mudança substancial no modo de ver as coisas, fez com que surgisse uma série de matérias na mídia em geral sobre a elevação do País ao 10º lugar na economia mundial. Se não fossem os casos bizarros, como o do Diário Catarinense, em que foi feita uma comparação descarada entre os governos de FHC e Lula, não teria me atentado ao verdadeiro objetivo desta “mudança” no modo de calcular o PIB. Está claro que foi feito um auspicioso acordo entre a imprensa e o poder federal. Portanto, pouco me surpreendi quando vi, no canto da página do diário, a informação descarada de que a “atualização” dos dados foi proposta pela Organização das Nações Unidas, o que amplia este auspicio para a escala mundial.

A comparação feita pelo DC, aqui em Santa Catarina, foi também usada em diversos periódicos. Ela serve para mostrar ao povo que tudo vai bem com Lula lá. Tudo tem melhorado desde que a “direita” tucana deixou o poder. De repente, o País navega em mares mais calmos, pois tem um governo de esquerda e nada pode ser melhor e mais benéfico. Essa é a idéia clara do “revisionismo” do IBGE, conquanto tenha de se submeter ás ordens imperiosas da Organização Mundial que premia os governos e instituições esquerdistas como o governo de Chavez e as Farc.

O que poucos veículos deixaram claro é que não houve aumento no PIB e sim, no reslutado de uma mudança na medição. O país não está mais rico, mas agora estaria vendo melhor a sua situação “verdadeira”.

Quem sabe um dia descobriremos que, além do PIB, também a criminalidade tenha um índice menor do que o conhecido. Ou até mesmo a corrupção, que se analisarmos os índices de forma mais otimista talvez cheguemos ao resultado “mais perto da realidade”.

A esquerda brasileira, burra, comemora por achar que deixou o país mais rico. A direita por sua vez, igualmente ignóbil, tenta negar os números do órgão oficial, pois suas mentes não conseguem alcançar a dimensão do que acontece no mundo e do que a ONU planeja para a América Latina.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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