A religião global da URI

A organização trabalha para a extinção das religiões atuais, mediante o esvaziamento do seu conteúdo simbólico, descaracterização de dogmas e desvinculação das almas de seus lugares de origem, para enfim criar dentro do espírito humano uma necessidade vazia de fé, cuja forma final reside em uma crença relativista na universalidade e multiplicidade do cosmos.

Em outubro de 2010, em Florianópolis, aconteceu o Seminário Internacional deTecnologia para a Mudança Social[1], promovido por diversas organizações nacionais e regionais, entre elas o ICom (Instituto Comunitário Grande Florianópolis), além de grandes empresas como o Grupo RBS, Fundação Social Itaú, Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, UN Volunteers, entre outras. Sob o slogan “Together is better”, o evento propunha-se a:

“construir uma presença digital relevante e aproveitar os meios tecnológicos disponíveis para propagar sua causa social.

“As organizações da sociedade civil devem utilizar as tecnologias como um meio de mobilizar recursos, atrair e gerenciar voluntários e prestar contas para todos os seus públicos. A internet é hoje o meio mais rápido e efetivo de estabelecer relacionamentos e formar redes sociais”.[2]

A causa social, neste caso, é o grande mote. A mensagem do evento é um resultado da apropriação empresarial da proposta da mudança social e promoção de uma nova cidadania com ênfase na utilização da tecnologia para melhorar as relações sociais e, com isso, angariar mais negócios dinamizando a economia. Este é um perfeito exemplo de ação positiva de empresas, ongs e instituições públicas, unidas para uma causa aparentemente única e benéfica para todos. A mensagem principal da campanha, dessa forma, aparenta não só uma proposta inofensiva mas algo natural e de um elevado grau de boa intenção. É necessário, porém, que analizemos profundamente as relações por trás de toda essa benevolência apostolar.

Não há novidade nenhuma nesta retórica. Toda essa argumentação está presente na maioria dos movimentos sociais influenciados pela filosofia humanista e os seus descendentes, mais precisamente pelo novo humanismo promovido por intelectuais e políticos globalistas como Salvatore Puledda e Michail Gorbachev.

O destaque do seminário foi a presença de um palestrante internacional, o professor Emmet D. Carson, presidente e fundador da Sillicon Valley Community Foundation, considerado uma das principais lideranças do terceiro setor (ongs) nos Estados Unidos. Carson é responsável pela gestão de mais de 1500 fundos de investimento social de empreendedores da área de tecnologia e de empresas como eBay, Google e Sun Microsystems.

A Sillicon Valley Community tem publicado a lista das doações que faz em seu Relatório Anual. Eis um dado revelador, descoberto pelo jornalista americano Lee Penn[3]: no ano de 2000, consta a doação de cerca de US$1 milhão para uma organização chamada United Religions Initiate (URI). A Sillicon Valley Community não é a única organização empresarial que faz doações à URI. Descendo ainda mais os degraus do intrincado mundo oculto das finanças e ongs, encontramos enfim, o fundo falso que há no subterrâneo das relações institucionais vigentes, até nos depararmos com o sinistro significado por trás das belas palavras ditas nas palestras do Sr. Carson.

É possível que Emmett Carson nem desconfie, mas a organização que ele preside faz anualmente doações milionárias para uma organização com objetivos macabros e, como mostrarei a seguir, realmente satânicos.

Muitos dizem que a URI busca ter o status da ONU. Ora, mas ela é parte dessa grande rede de ongs que formam a mais cara das ongs, nas palavras de Heitor de Paola. As ideias difundidas pela URI vêm se espalhando pelo mundo desde o século XIX, mas só na década de 1990 é que surgiu como entidade jurídica. Desde então a organização tem arrecadado todos os anos somas milionárias por meio de 72 organizações diretas e mais de 500 Círculos de Cooperação fixados em 167 países[4]. No livro False Dawn, ainda não publicado no Brasil, o jornalista Lee Penn desmembra toda a teia de relações envolvendo essa grande Ong.

Essa organização gigantesca tem entre seus objetivos públicos o relacionamento e a integração entre as várias religiões afim de criar uma “cultura de paz, justiça e igualdade para todos os seres vivos”. Entre as ações propostas pelo grupo para chegar a esse objetivo, Lee Penn lista as seguintes:

 

1. Limitar a evangelização cristã em nome da promoção interreligiosa da paz;

2. Marginalizar os cristãos conservadores como intolerantes e fundamentalistas;

3. Preparar o caminho para uma nova espiritualidade global que possa acomodar formas mais domésticas das atuais religiões e movimentos espirituais;

4. Promover uma nova “ética global” coletivista;

5. A idéia de que o principal objetivo da religião é a reforma social a serviço de Deus;

6. A idéia de que todas as religiões e movimentos espirituais são iguais, verdadeiros, e igualmente eficazes como caminho para a comunhão com Deus;

7. Controle populacional – especialmente no Terceiro Mundo;

8. Elevar a respeitabilidade de cultos como ocultismo, bruxaria, theosofia, e outras formas discriminadas de religião[5];

 

A URI foi fundada pelo Bispo episcopal da Califórnia William Swing, em 1995, e suas idéias têm atraído um número gigantesco de grupos ativistas dos mais diversos. Por mais diversos que sejam, entretanto, têm demonstrado uma impressionante capacidade de desarmar conflitos entre eles em prol de objetivos comuns. Entre os tipos de grupos apoiadores da URI estão:

Dalai Lama e religiosos apoiadores do regime chinês;

pró-gay e anti-gay seguidores da Revolução Chinesa;

muçulmanos radicais e feninistas radicais;

fundações capitalistas e partidos comunistas;

entidades de George Soros e George W. Bush.

 

Não é preciso dizer que grupos como estes dificilmente se entendem em suas zonas de influência. Mas a URI tem uma estranha capacidade para agregar acólitos dos mais díspares. Essa propensão à “diversidade para a unidade” demonstrada pela URI, é fruto de uma articulação e conciliação entre diferentes objetivos em comum. Trata-se de um grupo que vê a multiplicidade de religiões como um fator de exclusão e de divisão dos seres humanos. Para minimizar os efeitos nocivos da separação entre as pessoas, a URI milita em uma causa que, em última instância, promove uma religião internacional, uma fé única e universalista a ser imposta para todo o Planeta.

A forma mais fácil de fazer isso, segundo a maioria dos religiosos que pertencem a entidades ligadas a este grande grupo, seria mesclar os conhecimentos adquiridos pelas várias religiões de modo que se crie um “conhecimento único”, uma “multi-fé”, sem dogmas e de um certo modo planetária, que una os homens em uma cultura de paz independente de denominações religiosas. A URI não prega somente um sincretismo religioso tal como o Brasil conhece, nomeadamente, entre catolicismo e umbanda. Busca uma mudança muito mais profunda no entendimento do que seja religião. Mostraremos como por diversos motivos a URI trabalha para a extinção de todas as religiões atuais, mediante o esvaziamento do seu conteúdo simbólico, descaracterização de dogmas e desvinculação das almas aos seus lugares de origem, para enfim criar dentro do espírito humano uma necessidade vazia de fé, cuja mais nobre forma reside em uma crença relativista na universalidade e multiplicidade do cosmos.

A origem, porém, deste pensamento, está longe de ter motivações pacíficas e de união das religiões. Entre os principais teóricos orientadores e fundadores de grupos pertencentes a URI estão ocultistas e satanistas como Helena Blavatsky, Alice Bailey, Aleister Crowley, entre muitos outros. E seus continuadores têm relacionamentos tão promíscuos com sociedades secretas (ou meramente discretas) que aliam-se desde a poderosas organizações capitalistas a perigosos grupos revolucionários e comunistas; em todos os países do mundo, sua causa é compartilhada tanto entre partidos de direita quanto de esquerda. Um claro exemplo dessa multiplicidade unitária da URI e de seus tentáculos está na relação próxima que têm com acionistas majoritários das Organizações Ford e ex-dirigentes da KGB, políticos do partido republicano dos EUA e militantes socialistas na América Latina. Essa teia de relações, como veremos, é um emaranhado de convivências tenebrosas entre o pior do conhecimento que o homem já produziu e a tentativa de perpetuação dos maiores erros da humanidade.

ORIGEM DA URI

A United Religions Initiate foi fundada oficialmente pelo bispo episcopal da Califórnia, William Swing, em 1995. A iniciativa da organização existia já há cinco anos e cerca seus primeiros fundadores foram não mais do que 55 pessoas. Mas o fundamento principal, motivo verdadeiramente fundador da URI teve início ainda no século XIX, no I Parlamento Mundial das Religiões, um encontro que ocorreu na cidade de Chicago, em setembro de 1893[6]. O evento marcou o início do diálogo entre as religiões de todo o mundo e deu origem a uma agenda que iria ter continuidade pelos próximos séculos. Cem anos depois, em 1993, o Parlamento reuniu-se novamente, também na cidade de Chicago, quando já havia sido formado o Conselho do Parlamento das Religiões. Em 1993, o evento contou com cerca de 8 mil pessoas e tem sido organizado sem periodicidade certa, em diversas cidades pelo mundo.

O principal objetivo desse parlamento fora a elaboração da Declaração das Religiões para a Ética Global. Em uma introdução explicativa à sua proposta para essa declaração, o teólogo ecumênico holandês Hans Küng, autor do livro Projeto de Ética Mundial, escreveu em 1992[7]:

Depois de duas guerras mundiais, do colapso do fascismo, nazismo, comunismo e colonialismo, e do fim da guerra fria, a humanidade entrou numa nova fase de sua história. Ela tem hoje suficientes recursos econômicos, culturais e espirituais para instaurar uma ordem mundial melhor. Mas novas tensões étnicas, nacionais, sociais e religiosas ameaçam a construção pacífica de um mundo assim. Nossa época experimentou um progresso tecnológico nunca antes ocorrido, e, no entanto ainda somos confrontados pelo fato de que a pobreza, a fome, a mortalidade infantil, o desemprego, a miséria e a destruição da natureza, em âmbito mundial, não diminuíram, mas aumentaram. Muitas pessoas estão ameaçadas pela ruína econômica, desordem social, marginalização política e pelo colapso nacional.

Em outro ponto, ele sustenta ainda:

Nosso planeta continua a ser impiedosamente pilhado. Um colapso dos ecossistemas nos ameaça. Repetidamente, vemos líderes e membros de religiões incitar a agressão, o fanatismo, o ódio e a xenofobia – e até inspirar e legitimar conflitos violentos e sangrentos. A religião é muitas vezes usada apenas para fins de poder político, incluindo a guerra.

O Parlamento Mundial das Religiões, ou das Religiões do Mundo, defende, portanto, a co-existência entre as religiões e a paz entre os seres humanos. Propõe que o mundo caminha para uma época próspera, devido os avanços científicos e tecnológicos, e que esta nova era seria incompatível com antigas visões de mundo que mais separam os homens do que unem. Daqui para frente, as soluções para os novos problemas devem ser, por sua vez, igualmente novas.

Novamente temos afirmações claramente bem intensionadas e, em certa medida, acalentadoras para a humanidade. Mas, como já disse antes, a mensagem verdadeira está oculta entre verbos e adjetivos, entre nomes e sobrenomes, dilemas e soluções. O parágrafo anterior bem que poderia ser dito de outra forma, sem tantas beneses ou agrados ao gênero humano. No jargão acadêmico e científico de nosso tempo, a expressão “mudança de paradigma”, possivelmente tirada de Thomas Kuhn, ganhou uma nova feição, esotérica, mística e existencial. Tal expressão cabe perfeitamente na crença alegada pelos teóricos do Parlamento das Religiões de que um novo período se aproxima e de que as antigas soluções não podem mais resolver os supostos novos impasses. Nem o mundo empresarial ficou livre desse jargão que em toda parte ecoa, como um mantra, nos corredores das corporações, órgãos públicos, terceiro setor, etc.

Poucos atêm-se, porém, a origem desse termo, ou ainda, a origem da idéia que o termo enceta. Há muitos escritores que admitem que o começo disso tudo está no esoterismo de inspiração oriental que tão rapidamente tem tomado de assalto o mundo cultural do Ocidente. O chamado Movimento Nova Era, do qual a URI apropria o conteúdo,constitui-se hoje de um emaranhado de seitas e grupos esotéricos que creem em uma mudança astral que daria início à Era de Aquários. Esse novo período, segundo a profecia astrológica, irá trazer paz e prosperidade à humanidade como nunca houve. A Nova Era e todas as suas subdivisões, é uma fusão de crenças e teorias metafísicas que mistura influência oriental, teológica, crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas. Sua proposta é a criação de um modelo de consciência moral e social, mediante orientações psicológicas, resultando no amálgama entre Natureza, Cosmos e o Homem.

Não é coincidência o fato de que muitos princípios dos movimentos Nova Era tenham íntima concordância com as idéias propostas pelo Parlamento das Religiões que culmina com a fundação da URI já que ambos defendem uma nova ética global e universalista. Além de reunir as principais religiões do mundo, o Parlamento, assim como o Conselho das Religiões formado por ele, integrou, desde sua origem, teóricos fundadores das principais seitas esotéricas e ocultistas do século XIX. Não podemos esquecer que muitas dessas seitas participantes, ainda hoje ativamente dos movimentos que orientam o Conselho das Religiões e a URI, objetivavam em seu início a inversão das crenças cristãs.

A URI não cessa de trabalhar para implantar a sua religião global. Desde o início de suas atividades, tem arrecadado dinheiro e acólitos no serviço que se propos. Já em fevereiro de 1996, o bispo William Swing iniciou uma longa jornada ao redor do mundo, onde se encontrou com lideranças religiosas que incluem a Madre Teresa de Calcutá, o Dalai Lama, o arcebispo anglicano de Canterbury, o arcebispo Fittzgerald, o cardeal Arinze do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e o próprio papa João Paulo II.

Vejamos então, o que mais diz a URI sobre sí mesma:

Em junho de 1996, aconteceu a I Conferência Mundial da URI, com 55 pessoas. A partir daí, seu crescimento tem sido vertiginoso. Hoje, está presente em mais de 167 países. Um mutirão de líderes religiosos dos cinco continentes escreveu sua Carta Fundacional. Em julho de 2000, a Carta da Iniciativa das Religiões Unidas foi assinada, com peregrinações de caminhadas e celebrações da paz entre as religiões, nas vilas, cidades e metrópoles em todo o mundo, marcando o início oficial da URI. A Iniciativa das Religiões Unidas é uma rede global dedicada à promoção permanente da cooperação inter-religiosa.

Seu objetivo é colocar um fim à violência por motivos religiosos, cultivar culturas de paz e cura para a Terra e todos os seres vivos. A cura da terra traz em si todo o desafio da questão ecológica, da necessidade do uso sustentável dos recursos do planeta, ameaçados pelo mau uso. Diz respeito, também, às relações injustas entre países e povos e à distribuição desigual das riquezas.

Sendo “uma iniciativa global por mudanças, a URI é um convite à participação de todos, procurando trazer as religiões e as tradições espirituais a uma mesa comum, a um encontro global permanente e cotidiano, no qual, a partir das peculiaridades de cada um, seja possível buscar a paz entre as religiões e trabalhar juntos pelo bem de toda a vida e para a cura do mundo”.

Ela não quer se tornar uma espécie de nova religião mundial ou a porta-voz única das religiões. Faz parte de seus princípios, estimular cada pessoa a enraizar-se profundamente em sua própria identidade religiosa. O seu fundador argumenta que, “da mesma forma que as Nações Unidas não são uma nação, as Religiões Unidas não serão uma religião”.

Dela podem fazer parte todas as pessoas e grupos que aceitam o Preâmbulo, o Propósito e os Princípios da Carta de Fundação, assinada no Encontro Estadual de URI dia 01/06 2000, por meio um Círculo de Cooperação (CC) que a partir do Preâmbulo, do Propósito e dos Princípios, tem autonomia e responsabilidade de condução e escolha de atuação.

As condições de criação de um CC são, ao menos, reunir sete membros, representando no mínimo três religiões, expressões espirituais ou tradições indígenas. Como a URI é auto-organizativa, cada CC pode escolher a forma de agir na sociedade e determinar o que quer fazer. Há grupos que trabalham das mais variadas formas e na mais diversas atividades: AIDS, mulheres, direitos humanos, meio-ambiente, justiça e paz… tudo o que contribua para a segurança, a felicidade e o bem estar de toda a vida.

Uma das organizações associadas à URI, no Brasil, é a ong VivaRio, que entre outras coisas, atuou ativamente na Campanha pelo Desarmamento, em 2006. Em seu site oficial, a ong dispõe sobre sua missão e seus objetivos:

 

Integrar a cidade partida através da cultura de paz, trabalhando com a sociedade civil, o setor privado e o governo, com foco na promoção do desenvolvimento social e na redução da violência urbana.

O Viva Rio é uma organização não-governamental, com sede no Rio de Janeiro, engajada no trabalho de campo, na pesquisa e na formulação de políticas públicas com o objetivo de promover a cultura de paz e o desenvolvimento social.

Fundado em dezembro de 1993, por representantes de vários setores da sociedade civil, como resposta à crescente violência no Rio de Janeiro, o Viva Riodesenvolveu e consolidou uma ampla gama de atividades e estratégias bem sucedidas.Através de pesquisa, elaboração e teste, as soluções propostas pelo Viva Rio são, inicialmente, realizadas em pequena escala. Atingindo resultados positivos, essas ações podem ganhar grandeza e se tornarem políticas públicas reproduzidas pelo Estado, pelo mercado e por outras ONGs.

Apesar do trabalho do Viva Rio ter se iniciado em resposta a problemas locais, com os quais permanece profundamente comprometido, a natureza multifacetada da segurança o conduziu ao envolvimento internacional. Assim, as soluções precisam ser simultaneamente globais e locais.

Assim como diversas outras ongs atuantes no Brasil e no mundo, a Viva Rio possui uma série de parceiros internacionais que financiam programas de assistência social em diversos países do mundo. Muitas vezes, porém, estas organizações se envolvem ativamente em campanhas de âmbito nacional como é o caso do Desarmamento, uma das principais bandeiras da Viva Rio. A lista de parceiros da Viva Rio é dividida em dois grupos: Parceiros nas Ações Comunitárias e Parceiros Institucionais. Dentre os primeiros, como o próprio nome já diz, estão as organizações locais de moradores, etc.

Parceiros da ong Viva Rio, maior representante da URI no Brasil:

 

Direitos Humanos e Segurança Pública

Clínica da Violência Coca-Cola Conselho Mundial de Igrejas Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Ford Fundação Roberto Marinho

IANSA – International Action Network on Small Arms Igreja da Noruega INSS – Instituto Nacional de Seguridade SocialInstituto Ayrton Senna Instituto Noos IPUR – Instituto de Psiquiatria da UFRJMinistério da Justiça Ministério da Justiça / Secretaria de Estado de Direitos Humanos Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro OAB/ RJ – Ordem dos Advogados do Brasil / Seccional Rio de Janeiro PNUD – Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ação Social, Esporte e Lazer, RJSecretaria de Estado de Segurança Pública, RJ Secretaria de Estado de Trabalho, RJ Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social , RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SESI- Serviço Social da Indústria, RJ SUDERJ – Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro / Vara de Execução Penal UnescoEducaçãoAMESIA – Associação Missionária de Educação Social para Infância e Adolescência Banco do Brasil Casas Sendas Comissões Municipais de Emprego Comunidade Solidária DETRAN Escola Técnica Federal de Química FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Roberto Marinho FUNENSEG – Fundação Escola Nacional de Seguros Grupo Ipiranga Hemorio

Instituto Moreira Salles Mercadinho Bom Pastor Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério de Educação e Cultura / FNDE

Ministério da Justiça / Secretaria de Estado de Direitos Humanos, RJ Ministério do Trabalho e Emprego / FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador Ministério do Trabalho e Emprego / Secretaria de Políticas Públicas e Emprego Museu de Astronomia / CNPq Nova Riotel Empreendimentos Hoteleiros LTDA Petrobrás SEBRAE Secretaria de Estado de Educação, RJ

Secretaria de Estado de Trabalho, RJ Secretaria Municipal de Habitação, RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial , RJ SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, RJ SESI – Serviço Social da Indústria, RJ Desenvolvimento ComunitárioBNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Banco Bozano Simonsen British Petroleum BID – Banco Inter-Americano de Desenvolvimento C&A CDI – Comitê pela Democratização da Informática Comunidade Solidária Consulado dos Estados Unidos da América Consulado da França

FININVEST FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Doen da Holanda Fundação Roberto Marinho Fundação Rui Barbosa Furnas Centrais Elétricas

Globo.com Hype Babilônia Eventos e Produições

IBM International Newcomers Club Knoll

Organizações Globo

Rabo de Saia Riotur Santista Alimentos S.A. Secretaria de Estado de Saúde, RJSecretaria Municipal de Habitação, RJ Secretaria Municipal de Meio Ambiente/Fundação Parques e Jardins, RJ Secretaria Municipal de Saúde, RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SESC/Departamento Nacional – Serviço Social do Comércio, RJ SESI – Serviço Social da Indústria, RJ Shering

União Européia USAID – United States Agency for International Development Wella

 

Meio AmbienteUnibanco EcologiaPrograma de VoluntariadoBP Almoco Conselho Britânico Consulado da Suécia Embaixada Britânica Igreja Menonita Ministério da Família, Terceira Idade, Mulheres e Jovens do Governo Alemão NSC/USA – National Safety Council Rede Globo de Televisão Volkswagen Brasil

A URI não se encontra nesta lista, é claro. E navegando pelo site, é quase impossível estabelecer uma ligação entre as duas organizações a não ser por um detalhe óbvio: o site da URI no Brasil é hospedado pelo da ong (www.vivario.org/uri). Mas por que isso acontece? É estranho pensarmos em um grupo como o Viva Rio, que está presente em todas as campanhas aparentemente humanitárias, mas que oculta (ou não preocupa-se em divulgar) uma relação tão íntima com uma organização internacional tão poderosa e influente no mundo todo, o que seria uma ótima publicidade para eles. Talvez a resposta seja a mesma para todas as outras seccionais da URI pelo planeta.

O site que abre na url: www.vivario.org/uri, chama-se Iniciativa das Religiões Unidas, América Latina e Caribe. Neste site há informação suficiente para quem queira ingressar no que chamam de “ativismo inter-religioso pela paz”, um tipo de militância claramente difícil de definir.

Todos os mais de 300 círculos de cooperação da URI pelo mundo respeitam e obedecem às Cartas da URI, dispostas em seu site oficial cujo link se encontra em todos os sites locais em diversos idiomas.

Mas lendo e relendo os sites deste emaranhado de relações entre ongs nacionais e internacionais, passando por esta infinidade de entidades e grupos privados, já é possível compreendermos o tamanho do problema. Ocorre que, por trás das belas palavras, encontramos o alçapão que permeia todo o fundamento ou os fundamentos que regulam as Cartas da URI e, por meio delas, milhares de mentes pelo mundo.

[1] Site oficial do evento. http://seminariotib.org.br/

[2] Lucia Dellagnelo, coordenadora geral do ICom – Instituto Comunitário Grande Florianópolis, um dos realizadores do seminário”. http://seminariotib.org.br/release-florianopolis-promove-seminario-internacional-sobre-tecnologia-para-mudanca-social/

[3] PENN, Lee. False Dawn. 2009.

[4] www.vivario.org/uri

[5] www.uri.org.

[6] Site official do Parlamento Mundial das Religiões: http://www.parliamentofreligions.org.

[7] Texto na íntegra pode ser lido em: http://www.comitepaz.org.br/religioes_1.htm.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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