Estudo mostra que a maioria de crianças apontadas como “transgênero” mudam de ideia quando crescem

Estudo mostra que a maioria de crianças apontadas como “transgênero” mudam de ideia quando crescem

10/10/2018 1 Por Julio Gonzaga

De acordo com o Breitbart, muitas crianças e jovens que pedem para mudar de sexo em tenra idade mudam naturalmente de ideia com o passar dos anos. O Estudo ainda derruba a assertiva de que “algumas pessoas já nascem transgênero”.

Recente estudo acerca da famigerada cirurgia de “troca de sexo” para crianças e adolescentes mostra que não há qualquer evidência de que pessoas nessa faixa etária devem ser encorajadas a fazer cirurgia de redesignação sexual quando expressam o mero desejo de serem do sexo oposto.

O estudo de 144 páginas, publicado no jornal New Atlantis e assinado por renomados psiquiatras, ainda faz um alerta aos pais de tais crianças: não impor a cirurgia sobre seus filhos como o único remédio em caso de transtornos de gênero.

“Eles revisaram centenas de estudos sobre sexualidade e gênero nas áreas de biologia, psicologia e ciências sociais. Eles exploraram pesquisas em epidemiologia, genética, endocrinologia, psiquiatria, neurociência, embriologia e pediatria. Eles concluíram que a ciência não apoia as afirmações que se acredita popularmente sobre homossexualidade e transgenerismo. O relatório deles vem com a ressalva de que muitos acadêmicos consultados pelos autores da pesquisa pediram para não ser identificados com o relatório porque temiam a inevitável reação do lobby LGBT e das universidades onde trabalham (grifo nosso), escreveu o Breitbart.

A pesquisa critica a noção genericamente aceita no sentido de que a orientação sexual deve ser automaticamente associada à famosa expressão “as pessoas já nascem desse jeito”. Para o Dr. Lawrence S. Mayer, a ideia de que a orientação sexual como uma propriedade do ser humano, fixa, absoluta, que já nasce com as pessoas e é imutável ao longo da vida, não é embasada em evidências científicas. “Eles analisaram genes e hormônios e concluíram que, apesar de tais fatores ‘estarem associados a comportamentos sexuais e atrações, não há explicações biológicas causais para a orientação sexual humana.’”

O mesmo estudo ainda conluiu que problemas mentais relacionados a transtornos de gênero têm uma maior taxa de incidência neste grupo de pessoas. A taxa de suicídio roda em torno de 41% entre transgêneros americanos, contra apenas 5% em relação a população em geral.

A porcentagem de pessoas que deixam de ser “transgênero” ao longo da vida é bastante alta também: “Os autores também descobriram que a literatura científica mostra que a orientação sexual ‘pode ser bastante fluida ao longo da vida de algumas pessoas’, apontando para um estudo que mostra que até 80% dos adolescentes do sexo masculino que relatam atração pelo mesmo sexo não o fazem mais quando adultos.”

Projeto de Lei propõe cirurgias para transgêneros no Brasil

Há, em trâmite na Câmara dos Deputados, um projeto de lei (PL 5002/2013) cuja autoria é dos Deputados Federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF). Nele é possível verificar a assunção de que pessoas com transtorno de gênero simplesmente nascem assim por obra da natureza e que é necessária a cirurgia de redesignação sexual para corrigir o “corpo errado” em que nasceram. O projeto não considera que o transtorno de gênero tem uma correlação forte com a simples opção sexual, que é volátil e pode mudar no decorrer da vida inúmeras vezes – justamente a conclusão a que o estudo citado chegou.

O art. 5.°, §1, do PL 5002/2013 vai a fundo ao prever que a cirurgia de redesignação sexual deve ser feita inclusive em crianças e, em alguns casos, mesmo sem o consentimento dos pais:

“Artigo 5º — Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.”

Comentando o projeto, o Deputado Jean Wyllys disse que “não faz sentido que uma pessoa trans espere até os 18 anos para iniciar o processo transexualizador (que é um longo processo) ou fazer qualquer tipo de intervenção no corpo[…] É preciso conhecer os aspectos, fases e possibilidades.”