“Criminalização da LGBTFOBIA” é “uma campanha reacionária”, diz PCO

Imagem: PCO.

Na prática, a criminalização da homofobia pode dar condições para que se prenda qualquer um que discorda da ideologia de gênero, ou que defenda a sua fé ou a sua filosofia de vida. A luta pela equiparação ao crime de racismo agora corre tanto no Senado quanto no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação no STF ocorre no dia 23/05.

O pleito é baseado em preceitos indiscutíveis, que é da não discriminação, porém, a medida abre brechas para a imputação de crime grave e inafiançável sob argumentações subjetivista para qualquer pessoa, com o agravante de que vivemos em um país em tempos de analfabetismo funcional, vitimização, desonestidade intelectual e relativismo generalizado.

A surpreendente oposição à pauta advinda de um dos partidos alinhados à extrema esquerda como o PCO (Partido da Causa Operária) confirma análises que temos feito no sentido de que essa agenda culmina em um regime de repressão e supressão de liberdades, atentando contra a democracia, e pior, com aparente apoio de instituições como o STF. Destaca o PCO em seu post no Facebook:

Mais uma vez a confusão da esquerda pequeno-burguesa é demonstrada nas redes sociais, na campanha “criminaliza STF”. Uma esquerda que não compreende que quanto mais dispositivos de repressão a burguesia dispor, mais trabalhadores, negros e pobres irão para a cadeia.

O post do PCO completa:

“nenhum juiz deve ser responsável por determinar o que pode e o que não pode se dizer”

Mais uma vez a confusão da esquerda pequeno-burguesa é demonstrada nas redes sociais, na campanha "criminaliza STF". Uma…

Posted by PCO – Partido da Causa Operária on Thursday, May 23, 2019

 

Experiências internacionais também mostram que a criminalização nesses temas e cenários pode trazer consequências graves. É evidente que não há qualquer relação entre a atitude de discordar dos programas educacionais com enfoque de ideologia de gênero e atitudes discriminatórias contra homossexuais.  Mas o perigo começa exatamente pelo fato de que, no atual contexto, antes mesmo de uma lei como a que se pretende instaurar, grupos ideológicos de esquerda discordam frontalmente da possibilidade de que alguém possa não ser homofóbico e discordar dos enfoques de programas de ideologia de gênero. Isso mostra que uma eventual criminalização da homofobia poderá representar a criminalização da oposição às abordagens educacionais que envolvem “ideologia de gênero”, como programas de educação sexual em escolas, e muitas outras manifestações de pensamento. No Canadá em 2017 foi aprovada uma lei que passou a considerar crime se a pessoa usar o pronome de tratamento divergente do gênero que a outra pessoa se identifica. Ou seja, alguém pode ir para cadeia se chamar Pablo Vittar de “ele” ou de “ela” (não sei como Vittar deseja ser chamado – espero não ser preso por esse desconhecimento com uma futura lei com efeito retroativo – que nem isso mais está garantido no Brasil). Em escolas na Inglaterra, foi importado um novo pronome de tratamento de um dialeto europeu para que se pudesse designar pessoas com gênero neutro sem “ofender” o interlocutor que tem outras identidades de gênero. Trata-se do pronome “hen”, para quem não é nem “He” (ele) nem “She” (Ela).

Mas as consequências não envolvem apenas a linguagem, podendo ser imputado crime para pais que discordem que seus filhos recebam educação sexual no viés da ideologia de gênero, como já ocorreu na Alemanha.

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5 thoughts on ““Criminalização da LGBTFOBIA” é “uma campanha reacionária”, diz PCO

  1. A criminalização do que se espera já existe em outras leis.

    Só que, se usarem essa “criminalização” para praticarem a “viadagem” contra a sociedade normal, só irão piorar as coisas para si mesmos.

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