Os estudos sobre ideologia de gênero e transgêneros visam trazer uma visão científica e técnica sobre este tema, que tem ganhado visibilidade na mídia nos últimos anos.

Os estudos estão em andamento e em breve artigos e pesquisas mais extensas serão disponibilizadas aqui.

Veja alguns artigos já publicados no site Estudos Nacionais sobre os temas ideologia de gênero e transgêneros.

foto do garoto bruce reimer que sofreu mudança de sexo e cometeu suicidio

caso Reimer: experiência de troca de sexo leva gêmeos ao suicídio

Pouco antes de se suicidar, Bruce Reimer decidiu tornar sua história pública para desencorajar que outras pessoas fizessem experiências de troca de sexo.

“Os gêmeos são Bruce e Brian Reimer e a infeliz circuncisão de Bruce aconteceu em 1965. Seus pais, Janet e Ron Reimer, viram o Dr. Money em um programa de  televisão, onde este “.. garantia que é possível que os bebês tenham um sexo neutro ao nascer, um sexo indefinido, que pode ser mudado no desenvolvimento de sua vida”, explicou Janet Reimer, mais tarde, a John Colapinto, autor do livro sobre essa experiência intitulado “Sexo Trocado: a história real do menino criado como menina” (edição brasileira).

Os pais entraram em contato com o Dr. Money, que aceitou o desafio de intervir cirurgicamente e educar Bruce como mulher, utilizando Brian (com a mesma herança genética) como um controle teoricamente perfeito da experiência.  Em 3 de julho de 1967, Bruce foi mutilado e simularam-lhe genitais femininos externos. A partir dessa data, Bruce foi chamado de Brenda. “Dr. Money mandou a família de volta para casa com instruções muito rigorosas. “Disse-nos que não falássemos do assunto, que não contássemos a verdade a ele e que, sobretudo, jamais deveria saber que não era menina”.

“As coisas foram mal desde o começo. Janet Reimer lembra o que aconteceu quando colocou em Brenda seu primeiro vestido, pouco antes de completar dois anos de idade. “Tentou arrancá-lo, rasgá-lo. Lembro que pensei: meu Deus, ele sabe que é um menino e não quer se vestir como menina!”.

O menino lembrou o drama do seguinte modo: “Foi uma espécie de lavagem cerebral…daria qualquer coisa para que um hipnotizador conseguisse apagar todas essas lembranças do meu passado. É uma tortura que não suporto. O que me fizeram no corpo não é tão grave como o que provocou em minha mente”.

Quando a adolescência de Brenda chegou, Dr. Money, que já tinha usufruído de suas experiências, se afastou da família Reimer. Em 1980, seu pai contou-lhe toda a verdade; depois de poucas semanas, Brenda optou por um longo processo cirúrgico – faloplastia – que, depois de cinco anos devolveu a ele a aparência masculina perdida, e adotou o pseudônimo David. Aos 23 anos, conheceu Jane, uma mãe solteira com três filhos, com a qual mais tarde se casou. No ano 2000, sua história tornou-se pública através do livro do Dr. John Colopinto, citado acima. Pouco depois de sua publicação, David e Jane se divorciaram. No ano de 2002, seu irmão gêmeo Brian Reimer se suicidou. David se sentiu responsável por sua morte e por isso visitava seu túmulo diariamente. Dois anos depois, o próprio David – ou Bruce – Reimer, também se suicidou, concluindo assim, definitivamente, a trágica experiência do Dr. Money. O gênero nunca teve nenhuma comprovação empírica.

[do livro Ideologia de Gênero, de Jorge Scala, páginas 33-34]

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
médicos americanos condenam transgenero e ideologia de genero

Médicos americanos alertam sobre Ideologia de gênero e transgêneros

A Faculdade Americana de Pediatria alerta profissionais da saúde, professores e legisladores, para rejeitar políticas que condicionem crianças a aceitar como normal a ideologia de gênero e transgêneros.

Conforme estudos da Associação Americana de Pediatras, a ideologia de gênero e as experiências com transgêneros trazem uma série de riscos à saúde das crianças e caracterizam-se uma violência.

1. Sexualidade humana é uma questão objetiva, biológica e binária. XY e XX, são os indicadores genéticos de um macho e uma fêmea, respectivamente. Não há indicadores genéricos.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico.

Pessoas que se identificam como tendo outro sexo não são um terceiro sexo. Eles permanecem biologicamente homens ou mulheres.

3. Quando um homem ou uma mulher pensa ter um ‘gênero’ conflitante com sua condição biológica, trata-se de um transtorno psicológico, e precisa do tratamento adequado para isso.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios inibidores da puberdade podem ser perigoso.
– Reversíveis ou não, usar medicamentos para bloquear a puberdade pode trazer uma série de consequências ruins à saúde, como problemas de crescimento e fertilidade, em crianças que até então estavam saudáveis.

5. De acordo com estudos da DMS-V(Manual de Estatísticas Americanas da Associação de Psiquiatria), 98% das confusões de gênero em meninos e 88% das confusões de gênero em meninas passam com o fim da puberdade.

6. Crianças que passam por tratamentos inibidores/bloqueadores da puberdade desde cedo poderão sofrer permanente esterilização. Serão impedidos de conceber filhos inclusive por tecnologias artificiais de reprodução. Os hormônios testosterona e estrogênio estão associados a sérios riscos a saúde incluindo problemas cardíacos, pressão alta, diabetes, câncer e outros.

7. A taxa de suicídios entre pessoas que sofreram alterações de sexo(e/ou gênero) são 20 vezes maiores do que o normal.

[Tradução dos principais tópicos da pesquisa científica elaborada pelo American College of Pediatricians]

Fonte: American College of Pediatricians.

Leia Também: a experiência de troca de sexo que levou os gêmeos Reimer ao suicídio.

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Onibus-protesto “Free-Speech-Bus” está em NY para reunião da ONU

O Free-Speech-Bus (ônibus da liberdade de expressão) que provocou polêmicas e quase foi apreendido na Espanha por levar escrito as palavras “Meninos têm pênis, meninas têm vagina”, estará presente na Comissão sobre o Status da Mulher nas Nações Unidas, que acontecerá entre os dias 16 de março e 1º de abril, na sede da ONU em Nova York.

A campanha, organizada pelo site espanhol HazteOir, (CitizenGO) vai estar presente nessa conferência para protestar contra a coalizão de países que pretende, segundo os representantes brasileiros do grupo, “utilizar o evento para promover prioridades como o acesso geral ao aborto, ao controle de natalidade, educação sexual para crianças a partir dos 4 anos de idade e elevar a Ideologia de Gênero ao status de direito humano”.

Sabendo a polêmica causada na Espanha, celebridades e políticos já temem a presença do ônibus em território americano. A filha de Hillary Clinton, Chelsea Clinton, já demonstrou sua reprovação à presença do FreeSpeechBus pelo Twitter.

Campanha enfrentou perseguição na Espanha

Na Espanha, as reações enfrentadas pelos organizadores da campanha foram agressivas, inclusive ameaças de apreensão e impedimento de circulação do ônibus pela cidade. Os organizadores acabaram convocando uma manifestação popular em favor da liberdade de expressão. Ao levar escrito um simples fato biológico, o ônibus acabou gerando revolta entre ativistas das causas LGBT e até mesmo da prefeita de Madrid, que é simpatizante da causa.

A campanha começou em resposta a outra, feita pelo movimento LGBT espanhol, que utiliza crianças como ativistas. A campanha espalhou cartazes dizendo: “Há meninas que têm pênis; há meninos que tem vagina”.

Há algumas leis regionais, na Espanha, que impõem a doutrinação sexual nas escolas (inclusive para os níveis escolares mais básicos) a partir da perspectiva da ideologia de gênero. Os pais não podem recusar essa doutrinação sexual obrigatória imposta aos seus filhos.

Dentre outras coisas, essas leis estabelecem, por exemplo, que grupos LGBT poderão ir até as escolas para realizar conferências e até aulas ‘práticas’ sobre sexualidade e identidade de gênero para crianças.

De acordo com informações do editor do CitizenGO no Brasil, o ônibus já está presente em Washington, NY e Boston. A previsão é que ele esteja presente em outras cidades.

Será que veremos um dia este ônibus no Brasil?

Fontes:

CitizenGO (Brasil)

CitizenGO (EUA)

HazteOir (Espanha)

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Entretendo e modificando o comportamento: as ideologias presentes na diversão pública

capa do livro em 3dTrecho do livro A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda

Há séculos que as narrativas são eficientes para a transmissão de ideias e sugestão de comportamentos. Gustav LeBon, em seu livro Opiniões e as Crenas, explica o importante papel das histórias de cavalaria na Espanha do século XV, quando os reis as tiveram de proibir devido a quantidade de homens a abandonarem suas famílias em busca de aventuras. A influência das histórias vinha sendo percebida como um efeito mais ou menos fortuito das narrativas e não uma deliberada busca por mudança de padrões. Mas este potencial não poderia ficar de fora das ambições dos reformadores. O Brasil é internacionalmente conhecido pelas suas telenovelas e o seu potencial transformador já foi há muito percebido pelos engenheiros sociais.

Em 2009, dois estudos realizados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) comprovaram que nos últimos 40 anos as telenovelas tiveram um impacto profundo nas famílias brasileiras. O resultado comprovou o efeito delas no tocante à estrutura familiar: Menos filhos e mais divórcios, apontou o estudo. A pesquisa coordenada pelo economista Alberto Chong, analisou 115 novelas transmitida pela Rede Globo entre os anos de 1965 e 1999, nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros, o que suavizou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é um excelente canal de difusão de programas sociais, como prevenção à AIDS e direitos das minorias. “A família está no centro dessas transformações”, declarou Chong.

As novelas de hoje, porém, vão muito além do adultério. As produções investem em todo tipo de causas sociais visando a conscientização de modo que pouco das tramas pode ser chamado de entretenimento em sentido estrito.

O padre Paulo Ricardo de Azevedo, em seu site, chama atenção para uma novela em especial que foi ao ar nos anos de 1970 e que bem representou o marco para a mudança de mentalidade da população sobre a questão do divórcio. Na novela Roque Santeiro, ficava evidente a luta do autor Dias Gomes contra o que acreditava ser o grande entrave para o desenvolvimento do Brasil: o Cristianismo. A trama que envolvia um amor impossível colocava a proibição do divórcio como uma norma cruel da sociedade patriarcal e antiga, ligada à Igreja, caracterizando o povo brasileiro como um povo atrasado, preconceituoso e avesso às “novidades”. Não é preciso dizer que pouco tempo depois foi aprovado o divórcio no Brasil.

Não se trata aqui de condenar ou aprovar a possibilidade do divórcio. O fato inegável é que a partir daquele momento esta porta foi escancarada e a família como era conhecida passou a ser modificada, dando origem a uma legião de pessoas atomizadas e órfãs cada vez mais carentes de atenção estatal. Como já dissemos, o alvo da família sempre foi caro aos socialistas que a veem como berço por excelência da exploração do homem pelo homem, já que é um dos chamados “aparelhos ideológicos de estado”, encarnando o que consideram a ideologia burguesa por excelência.

Se uma mudança nos padrões morais dessas proporções foi levada a efeito em pouco mais de 40 anos, calculemos o estrago feito pelo aumento à exposição de conteúdos de entretenimento entre jovens entre 10 e 19 anos observado nas últimas décadas. Desde as tradicionais formas de diversão dos anos 80 e 90, resumidas a programas de TV, novelas, filmes e seriados, a transformação ocorrida com programas de incentivo governamental para as novas produções cinematográficas ligadas à febre das séries possibilitada por serviços como o Netflix, novas formas de entretenimento estão mudando drasticamente a estrutura social. Ferramentas tecnológicas que antes tinham simples interesses lucrativos, hoje se transformaram em verdadeiras máquinas de propaganda política, servindo a operações pouco disfarçadas que se resumem à atividade do advocacy para ideologias. Longe de representar uma abertura ao uso de lobbys simplesmente, o advocacy direciona todo o poder em uma única direção ideológica, não servindo meramente a quem paga mais e sim aos já consagrados donos da hegemonia cultural, algo bem mais sutil.

Em 2015, o Netflix estreou a série brasileira e norte-americana Narcos, dirigida por José Padilha, famoso pelo sucesso de Tropa de Elite. O ator Wagner Moura interpretou ninguém menos que o narcoterrorista colombiano Pablo Escobar em uma verdadeira epopeia sobre as relações entre cartéis de drogas e os governos da América Latina. A série perdeu a oportunidade de fazer uma verdadeira denúncia da atividade comunista das Farc junto ao Foro de São Paulo para, na verdade, empenhar-se na denúncia do suposto fracasso ou hipocrisia inerente à guerra contra as drogas, com o claro objetivo de mobilizar e conduzir a opinião pública na direção da descriminalização de drogas hoje ilícitas. Os indícios deste objetivo vão além da simples análise da trama. Basta lembrar as clássicas produções cinematográficas sabida e declaradamente financiadas pelo narcotráfico mexicano, conhecidas como “narcos”, cujo intuito é o de glamourizar vida e obra de chefes do crime organizado. Uma rápida busca pela palavra no Google e o leitor encontrará centenas de filmes mexicanos independentes que cumprem esse papel, além de músicas, formando juntas uma verdadeira “narcocultura”. É igualmente conhecido o culto religioso prestado em outros países de língua hispânica a traficantes famosos que contam até mesmo com imagens, orações e capelas feitas em sua homenagem. Pablo Escobar é um deles, conhecido na Colômbia como Pablito. A série Narcos, além de homenagear o estilo consagrado naqueles países, fortalece a narrativa romantizada que põe a polícia e forças armadas dos países como caricaturas ineficientes e por vezes más.

São incontáveis os esforços de conformação da opinião por meio das narrativas ficcionais ou revisões históricas e seria tedioso listar todos os empreendimentos neste sentido nos últimos anos. As novelas brasileiras abordam cada vez mais os temas sociais e com isso acumulam duvidosos prêmios globalistas. A temática homossexual tem sido a mais recorrente, o que providencialmente vem junto da defesa da adesão da Ideologia de Gênero no sistema educacional, há muito já hegemônica nos meios jornalísticos e midiáticos e na prática da educação das famílias.

Junto da Ideologia de Gênero, o ambientalismo forma uma poderosa corrente do novo transhumanismo globalista, que ambiciona respectivamente o controle populacional, por meio da moralidade e reestruturação da família a estilos politicamente amoldáveis, e da ecologia radical global que se encarregará do controle econômico dos recursos globais. Nenhum governo mundial que se preze poderá angariar poder total sem essas duas armas de controle social. E nenhum empreendimento desta envergadura terá sucesso se não influenciar diretamente na matriz imaginativa das pessoas.

Assim, há um jogo de cooperação entre a ficção e o jornalismo. Enquanto a ficção trata de alargar imaginariamente as possibilidades, o jornalismo vai, aos poucos, difundindo ideias já existentes no meio intelectual. Catástrofes climáticas só puderam alcançar atenção mundial depois de suficientemente temidas no campo da possibilidade por meio da ficção. Empreende-se o mesmo caminho no âmbito familiar e da sexualidade humana até o almejado controle dos comportamentos.

Reserve o livro A transformação social

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Ideologia: A verdadeira cultura da violência

politicamente-corretoOuvimos falar de “cultura de estupro” na mídia. Dizem que há uma cultura violenta no ar, um tipo de tendência a discriminações irracionais e bárbaras. Os movimentos organizados que dizem lutar contra isso, falam em racismo, machismo, homofobia e uma série de palavras cada vez menos compreensíveis. Na verdade, entendemos bem do que eles falam e quais seus objetivos. Mas nos custa acreditar que não provém deles, na realidade, a cultura disseminada da violência, no seu insistente anseio por fazer valer os novos costumes e regras que eles creem tão mais humanos.

Há duas concepções básicas de mundo. Há outras, mas enumeremos duas, para os fins da nossa melhor compreensão. Há uma perspectiva realista e uma imanentista.

O realismo crê que o mundo exterior não depende de nossas mentes e que possui uma ordem preestabelecida. Como ignoramos ainda muita coisa deste mundo exterior, julgamos que essa ordem deva ser proveniente de uma Inteligência muito superior à do homem.

Já o imanentismo, considera que há realmente um mundo exterior, mas não o atribui qualquer ordem. Não havendo nenhuma ordem preexistente ao mundo, cabe ao homem ordená-lo. As coisas existem enquanto carentes de ordem e ao homem cabe a ordenação. O problema é quando este homem se torna, também ele, objeto de ordenamento de outrem. Caberia ao homem, portanto, dar sentido a si mesmo. Isso impõe uma classificação de homens bastante simples: a dos que não possuem sentido e não são capazes de orientar-se e os que não possuem sentido, mas são dotados de capacidades para dar sentido a si próprios e ao próximo. Não somente ao próximo, mas a toda a humanidade.

Evidentemente, uma árvore pode ser transformada em uma mesa. Mas o homem possui algo mais que a natureza física. Possui natureza humana. Mas para os imanentistas, esta também é produto de um sentido criado e, portanto, pode ser ressignificada e reordenada conforme o gosto do significador. Mas quem é este significador?

Alguns creditam este ordenamento a forças espontâneas como a cultura, a sociedade etc. Mas estas forças são na verdade controladas por seres humanos que podem, por sua própria conta, criar sentidos diversos ao restante da humanidade e impô-las pela violência. Basta-o os meios de ação. Estes sobram nas mãos de engenheiros sociais. Eis a gênese do totalitarismo e da verdadeira cultura da violência, contra a qual ninguém parece ter o direito de levantar-se.

Em nenhuma época se matou tantos cristãos no Oriente Médio, pelo simples fato de serem cristãos. Assim, um verdadeiro genocídio de bebês não-nascidos tem sido feito por meio do aborto. Nenhum destes fatos é creditado à cultura de violência, mas pelo contrário, a toda tentativa de impedir abortos ou à mera denúncia da morte de cristãos. Do mesmo modo, creem poder ordenar a sexualidade de crianças através de métodos de educação sexual nas escolas sem o consentimento dos pais. Isso igualmente não lhes parece violento, mas consideram gestos verdadeiramente humanitários.

A ideologia é a força integradora e ordenadora que provém da mente desequilibrada dos que se julgam mentores do mundo. Só um louco ordena-se pela missão salvadora de dar sentido a tudo e a todos. A ideologia é loucura.

O ideólogo que não cumpre a missão de dar sentido ao mundo sente-se gravemente omisso. Sua missão é sagrada e liga-se à salvação da humanidade. É por isso que esquerdistas e similares (todos os que optam por soluções mágicas na política ou nos costumes) se veem como salvadores da realidade e mais donos da razão quanto mais os contrariemos. Lembrá-los do sentido e da ordem preexistente nas coisas é não só ir contra suas concepções mas retirar deles o chão sobre o qual caminham.

Tentam, portanto, escravizar o mundo para satisfazer a sua própria falta de sentido. O ideólogo cansou-se de buscar sentido a si próprio e estagnou-se na missão salvífica de dar sentido ao mundo pela violência, seja física ou linguística, a que melhor lhe sirva para adequar sujeitos aos sentidos ou sentidos aos sujeitos.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Áudio :: Crianças ou animais? Dramática escolha

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Militância pela pedofilia no UOL

Yannik-DelbouxO blog Mulher, do UOL, traz uma matéria com o seguinte título: “Pedofilia não é sinônimo de abuso sexual e também requer ajuda”.

http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2015/10/16/pedofilia-nao-e-sinonimo-de-abuso-sexual-e-tambem-requer-ajuda.htm

A matéria se encaixa nas tentativas já conhecidas e comuns na mídia de estabelecer diferenças entre a atração sexual por crianças e o abusador de crianças ou estuprador. Este tipo de argumentação já apareceu em páginas como o Humaniza Redes, do Governo Federal, o mesmo governo que tem investido pesado para inserir no sistema de ensino princípios que defendem uma educação sexual com base na Ideologia de Gênero.

20150709213305760672eEmbora a diferença entre os que sentem atração por crianças e os abusadores exista em tese, a intenção da matéria é a de causar confusão entre duas coisas para relativizar a moralidade das duas e ampliar a aceitação da pedofilia (que abrange ambas).

O que está por trás do raciocínio da separação entre pedofilia e abuso sexual é a ideia de que não há relação entre desejo sexual e moralidade, já que parece não ser imoral a mera atração subjetiva por crianças.

Imoral parece ser somente o ato. Mas retirado o aspecto negativo da atração, sobra ao abuso um único obstáculo moral: o consentimento da criança. Havendo o consentimento, não haverá nada de errado. Ora, o consentimento de uma criança não é difícil para um adulto conseguir.

Toda argumentação contrária ao abuso sexual e à violência contra crianças é propositalmente fraco. O problema parece ser somente a violência não consensual e possíveis problemas psicológicos que criariam novos pedófilos no futuro. Mas nada disso ocorrerá se a criança for ensinada a aceitar explorar o seu corpo e ser libertada da repressão sexual imposta pela família.

A única verdadeira imoralidade para os militantes pedófilos é a repressão de todo e qualquer desejo sexual.

Herbert Marcuse dizia que a repressão sexual era a origem da exploração capitalista, o que tornava o corpo humano um instrumento do trabalho e não do prazer. A única forma de livrar-se disso é a liberação sexual total, para que a personalidade humana readquirisse a posse sobre o corpo.

As militâncias feministas e movimentos gays pela pedofilia, portanto, assimilaram o marxismo em suas causas subjetivas como uma modelo ideológico preenchido pela hermenêutica dos desejos.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Pedofilia e Ideologia de Gênero

Programa da RadioVox em que faço mais alguns comentários sobre a relação entre pedofilia e Ideologia de Gênero, sua presença na mídia, entre outros assuntos.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Breve história do ativismo pedófilo

Harriot Harmon (esquerda) é hoje vice-líder do Partido Trabalhista britânico e faz parte do Conselho para o bem estar da criança. Na década de 1970, era ativista pela pedofilia no movimento PIE.

Harriot Harmon (esquerda) é hoje vice-líder do Partido Trabalhista britânico e faz parte do Conselho para o bem estar da criança. Na década de 1970, era ativista pela pedofilia no movimento PIE.

Existiu, entre 1974 e 1984, na Inglaterra, um movimento de pedófilos chamado PIE (Pedophile Information Exchange), que entre outras coisas lutava no congresso para diminuir a idade de consentimento para relações sexuais, uma espécie de militância pela “maioridade sexual”. O movimento recebia dinheiro do governo britânico para a sua atividade por meio de verbas do Serviço de Voluntários do Ministério do Interior. O PIE acabou sendo fechado, na década de 80, depois que as investigações de frequentes escândalos de pedofilia acabaram levando a membros do movimento. Além disso, a sua atividade política começou a se tornar ultrajante para a sociedade britânica.

Entre as ações empreendidas por este movimento durante sua atividade, esteve a luta pela redução da idade de consentimento para QUATRO anos de idade, o que começou a despertar indignação. Mas houve resistência do governo pois a atividade do movimento estava abrigada pelo Conselho Nacional para Liberdades Civis.

Ficou claro na época que nenhuma iniciativa pedófila teria exito enquanto a prática mantiver um estigma negativo na sociedade, isto é, contrária a valores tradicionais ainda em voga.

Nos EUA, em 1978, foi criada a NAMBLA (Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos) com o mesmo objetivo do PIE. NAMBLA é considerada a organização mais importante do ativismo pedófilo da atualidade.

Entre 1984 e 1994, pertenceu à ILGA (Associação Internacional de Gays e Lésbicas), mas foi expulsa. O movimento pedófilo alega que a expulsão da ILGA foi devido o objetivo do movimento internacional de conseguir um status consultivo como ONG nas Organização das Nações Unidas.

A ONU chegou a dar esse status ao ILGA em 1993 mesmo com a associação com o NAMBLA, mas com a ameaça do governo dos EUA de cortar financiamento às Nações Unidas enquanto abrigasse movimentos pedófilos, o ILGA decidiu pela dissociação com o  NAMBLA, sendo então admitido pela ONU no ano seguinte após protestos de organizações pedófilas de outros países.

O ILGA é um dos principais promotores da Ideologia de Gênero na ONU por meio da UNESCO, embora haja hoje centenas de outros movimentos e ONGs feministas empenhadas na causa da educação sexual para idades cada vez menores.

Links pesquisados:
Pedophilia Is A Sexual Orientation Under new California state law!!!

http://www.nambla.org/

Atualmente, no Brasil, por meio do Ministério da Educação e Cultura, rios de dinheiro são investidos na elaboração de programas educacionais que levam a temática da Ideologia de Gênero para ser ensinada a creches de todo o país. Essa ideologia, a pretexto de combater a discriminação, oferece às crianças um leque de opções sexuais e orientações possíveis que chama de gêneros.

A mudança de estratégia surtiu efeito. Hoje, na maioria dos países, a educação sexual é comum, embora a pedofilia seja oficialmente proibida. Um dos expedientes caros aos ativistas é a distinção, bastante arbitrária, entre pedófilos e abusadores de crianças. Segundo eles, há o pedófilo inofensivo que somente sente atração sexual por crianças mas não a pratica. Enquanto aos abusadores mantém-se a condenação penal, ao pobre pedófilo caberia tratamento, ajuda e toda a compreensão, cabendo inclusive, quem sabe, uma campanha de combate à discriminação contra ele.

O novo movimento pedófilo está hoje infiltrado nos movimentos LGBT por meio do “combate ao preconceito nas escolas”. Diante do preconceito sofrido por crianças com tendências homossexuais, sugere-se o ensino de todo tipo de prática sexual imaginável às crianças da mais tenra idade.

A mais conhecida teórica da Ideologia de Gênero, Judith Butler, porém, afirma que “gênero é o seu comportamento”, fazendo do conceito um tipo de cultura ou revolução comportamental. Ora, segundo ela, não há homens ou mulheres, mas simplesmente pessoas. A consequência lógica deste pensamento impõe que não exista nem mesmo preconceito e, no entanto, este é o conceito que está sendo utilizado para ensinar as crianças, a partir dos 4 anos, a explorarem seus corpos e os de seus colegas em busca de prazeres sexuais para, assim, definirem seu “gênero”.

A conceituação de Butler, se bem compreendida, já demonstra que não é o problema do preconceito que desejam resolver.

É sabido pela psicologia que para mudar a mentalidade de alguém, basta mudar-lhe o comportamento, pois o indivíduo lutará para adequar o pensamento às ações praticadas anteriormente, de modo a reduzir a dissonância cognitiva. Portanto, a mudança da mentalidade é o alvo principal, fazendo de crianças e adolescentes militantes eficientes pela destruição de todos os padrões morais.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a Ideologia de Gênero não torna as crianças homossexuais, mas as transforma em órfãos incapazes de perceber a realidade justamente porque habituam-se a adequá-la aos seus desejos e às ideologias do momento. Convertem as crianças a meros brinquedos de adultos.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.