relação entre aborto e nascimento prematuro

Aborto aumenta o risco de nascimento prematuro em futuras gestações

Uma revisão sistemática de estudos científicos sobre esse tema, realizada por Gabrielle Saccone e colaboradores, avaliou mais de 150 estudos publicados nas últimas quatro décadas, aos quais demonstram que a experiência do aborto provocado aumenta consideravelmente os riscos da mulher ter partos prematuros em futuras gestações.

Estudos vêm mostrando que as taxas de nascimento prematuros estão crescendo nos últimos anos em diversos países do mundo onde o aborto é legalizado. O alerta é importante porque bebês nascidos antes da hora tem maiores riscos de sofrer com diversos tipos de complicações e alguns desses riscos podem se estender por toda sua vida. Países com maior incidência de aborto como Índia, China, Paquistão, EUA, estão entre os que tem mais incidência de nascimentos prematuros no mundo, segundo ranking da OMS.

O aborto espontâneo por sua vez, não provoca o aumento do risco nas futuras gestações. Isso porque é a abertura forçada do útero, natural de muitos procedimentos de aborto induzido, que tem grande potencial de provocar os danos. Com a abertura do útero prejudicada, o órgão torna-se menos capaz de suportar a crescente pressão que ocorre no decurso das gestações que virão. Em gestações futuras, na medida que o nascituro cresce, maior é a pressão. Com o útero prejudicado pela experiência de abortos induzidos, o nascimento prematuro passa a ter seu risco extremamente aumentado.

As consequências em geral, são nascimento significativamente prematuros, trazendo elevados riscos ao bebê e às gestante. Atualmente, 1 em cada 10 nascimentos nos EUA são prematuros. Essa taxa é três vezes maior entre as mulheres negras, que acabam abortando nos EUA três vezes mais do que brancas e latinas, conforme estatísticas de aborto disponíveis.

A revisão de Saccone e colaboradores traz fortes conclusões da associação do aborto induzido com subsequentes gestações com nascimento prematuro.

Dentre as pesquisas realizadas, há estudos que também verificaram aumento desse risco após abortos feitos com misoprostol (Mirmilstein e colaboradores).

Um dos estudos dessa área, publicado no The Lancet (veículo traz grande quantidade de publicações em favor da agenda pró-legalização e expansão do aborto), analisou 7,7 mil mulheres de oito países da Europa e verificou um aumento de 285% no risco de nascimento prematuro nas gestações em que a gestante havia passado por aborto induzido, em comparação com mulheres que tinham dado a luz em gestação anterior.

Informações:

LozierInstitute.org – abortion increases risk of pre-term birth new publication

LozierInstitute.org – abortion and preterm birth educational campaign recognizes the well documented link

(em inglês) Matéria sobre aumento na taxa de prematuros nos EUA

(em inglês) Matéria sobre aumento na taxa de prematuros na Índia

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com e para a Revista Estudos Nacionais. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

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