Título: A Espiral do silêncio, opinião pública: nosso tecido social.
Autor:
Elisabeth Noelle-Neumann
Editora: Estudos Nacionais

Onde comprar:
Livraria Pius
Livraria e Editora Danúbio
Vide Editorial
Livraria Realejo (Santos -SP)
Entre outras.

Sobre a obra

Até agora o Brasil não contava com uma edição brasileira de A Espiral do Silêncio. Apesar disso, a teoria é citada e mencionada em praticamente todas as publicações acadêmicas ou estudos científicos sobre opinião pública. A referência, quase sempre de edições em espanhol, inglês, ou simplesmente de outros trabalhos que abordaram a teoria, mantém-se indispensável em qualquer trabalho da área. A obra original, porém, de autoria da cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann, permaneceu ausente do mercado editorial e, portanto, do público leitor brasileiro desde a sua primeira publicação, em 1977.

A pesquisa de Noelle-Neumann, no entanto, jamais deixou de ser atual e ainda hoje, em tempos de politicamente correto, acaba descrevendo nossa conturbada sociedade.

Noelle-Neumann propõe neste importante livro, a teoria da espiral do silêncio, uma abordagem fundamental para a análise da relação entre os meios de comunicação e o controle social. Com base na sua teoria, a autora acertou todas as previsões eleitorais na Alemanha.

Partindo da ideia de que a opinião pública pode ser uma forma de controle, o livro converteu-se em uma referência essencial por sua importante contribuição não somente à necessária e contínua construção de uma história da opinião pública, mas também à compreensão do comportamento dos eleitores e o esclarecimento das relações entre o homem moderno e os meios de comunicação.

Este livro é um texto de leitura obrigatória para os cientistas sociais e para todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais o papel da opinião pública na sociedade contemporânea. Nesta obra, Noelle-Neumann estuda a opinião pública como uma forma de controle social no qual os indivíduos adaptam seu comportamento às atitudes predominantes sobre o que é ou não aceitável.

Sobre a autora

Elisabeth Noelle-Neumann (Berlim, 1916 – Allensbach, 2010) foi reconhecida cientista política alemã. Professora emérita da Universidade de Mainz, teve como contribuição mais famosa o modelo da espiral do silêncio, teoria sobre como a percepção da opinião pública pode influenciar no comportamento do indivíduo.

Estudou filosofia, história, jornalismo e estudos americanos na Universidade Friedrich Wilhem e na Universidade de Königsberg Albertina. Em 1940, doutorou-se na Universidade de Missouri, se especializando em opinião pública.

Durante a década de 1940, trabalhou para o periódico Das Reich e o Frankfurter Zeitung. Em 1947, junto de seu primeiro marido Erich Peter Neumann, fundou a organização de opinião pública Institut für Demoskopie Allensbach.

De 1964 a 1983, permaneceu como docente da universidade Johannes Gutenberg de Maguncia, e até 1991, foi professora convidada da Universidade de Chicago.

Eventos

Outubro de 2017

– Dia 27: Blumenau – 19 às 22h
Local: Asselvi – Associação Educacional Vale do Itajaí

Informações sobre o evento: O evento será no auditório (sala A04) da FAMEBLU – campus 1, e terá palestra de Cristian Derosa, tradutor e editor do livro. Tratará das questões essenciais do livro e da sua atualidade. Neste sentido, o palestrante tentará demonstrar as teses do livro de importância fundamental, e as implicações ou relações destas mesmas teses com fatos concretos da atualidade. A referência inevitável ao quadro político brasileiro se fará com aguda clareza do conteúdo científico do livro. Adicione o evento em sua agenda do Facebook.

Novembro de 2017

– Dia 04: Curitiba – a confirmar

– Dia 07: Florianópolis – a confirmar

Press Release

Editora de Florianópolis lança clássico inédito no Brasil

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius, Vide Editorial, Livraria Danúbio, entre outras livrarias pelo Brasil.

Sobre o projeto

Sobre a editora

A Editora Estudos Nacionais iniciou suas atividades em 2016 com o lançamento do livro A Transformação Social, de Cristian Derosa e tem para este ano de 2017 diversos lançamentos em andamento.

Equipe do lançamento de A Espiral do Silêncio

  • Coordenação Executiva: Marlon Derosa
  • Coordenação Editorial: Cristian Derosa
  • Tradução e notas: Cristian Derosa
  • Revisão: Karina de Carvalho Giglio
  • Edição de imagem e vídeo: Henrique Derosa
  • Parceria equipe Ute Körner Literary Agent.

Ficha técnica

Data de lançamento: setembro de 2017
Tradução, apresentação e notas:  Cristian Derosa
ISBN: 978-85-94261-00-7
Número de páginas: 340
Peso: 580 g
Formato: 16 x 22,7 cm
Prefácio: Alexandre Costa

Compras corporativas

Se você é uma livraria, distribuidor ou faculdade/universidade e deseja adquirir exemplares do livro A Espiral do Silêncio, entre em contato pelo e-mail  contato@estudosnacionais.com enviando seus dados (CNPJ e endereço completo) e informando a quantidade de livros que deseja adquirir.

Agendar eventos

Para receber em sua instituição um evento de apresentação e lançamento da obra a Espiral do Silêncio envie um e-mail para contato@estudosnacionais.com.
O evento pode ter diferentes formatos, como apresentação e lançamento da obra ou como mini-curso. Os eventos são ministrados por Cristian Derosa, mestre em jornalismo, autor de A Transformação Social, tradutor e editor da edição brasileira de A Espiral do Silêncio.

Artigos sobre a espiral do silêncio

Clássico do estudo da opinião pública tem sua primeira edição brasileira

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.

Silêncio em espiral: o efeito do desconhecimento geral sobre a natureza da opinião pública

“Espiral do Silêncio” se tornou, no Brasil, uma expressão geralmente mal entendida e imprecisa, usada como adjetivo para fenômenos dos mais variáveis e contraditórios, ao sabor de discussões pouco aprofundadas e pautadas pelo desconhecimento do seu significado original. Este é o efeito de dois principais fenômenos: a dificuldade do brasileiro em ler outros idiomas e a ausência de uma edição brasileira da obra original. Este último, felizmente, está sendo remediado.

Para compreender o que, de fato, significa a tese da espiral do silêncio, primeiramente é necessário saber que se trata de um fenômeno, em princípio, natural, que se intensifica com a formação da sociedade de massas e se fortalece quanto mais a integração social, e o consequente medo do isolamento, passam a influenciar na formação das opiniões individuais.

Quase 40 anos depois da sua publicação original, Die Schweigespirale (A espiral do silêncio), escrito pela cientista política Elisabeth Noelle-Neumann, ainda espanta pelo realismo e atualidade da sua análise. Como toda grande descoberta, a tese de Neumann surgiu a partir da surpresa. Um sobressalto diante das discrepâncias entre as pesquisas de intenção de voto, nas eleições, e os votos reais, uma mudança repentina no clima de opinião que tomou o país de assalto às vésperas das eleições alemãs de 1976. Para descobrir o que estaria por trás dessa guinada no último minuto, a autora começou a procurar outros fatores que poderiam influenciar na mudança de opinião dos indivíduos. A sua hipótese, chamada então de espiral do silêncio, era a de que, além do tema das opiniões, as pessoas mantinham sua atenção voltada também ao “clima de opinião” do entorno social. Mas teria, esse clima de opinião, um tamanho poder persuasivo ao ponto de determinar as opiniões finais e, por fim, o voto de um indivíduo? E por que este entorno era assim tão importante? A resposta de Neumann foi confirmada pelo conjunto dos seus estudos: o temor do isolamento social.

Neumann percebeu a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre o conceito de opinião pública, empreendendo uma verdadeira jornada pela história do uso da expressão e suas variações de significado, passando por intelectuais que viam a opinião pública como uma força positiva, negativa, irrelevante ou importantíssima. Com isso, visava se aproximar da natureza verdadeira da opinião pública, como apêndice social, força motriz de pressão e reforço, constrangimento e medo, atuante para a determinação de comportamentos e opiniões. Um estudo como este só podia se tornar um clássico do estudo da opinião pública.

O uso desse conhecimento para a manipulação

O uso corrente da expressão “espiral do silêncio”, como sinônimo de manipulação, embora uma imprecisão grosseira, não deixa de conter algum fundamento, mas de forma indireta. Trata-se do seu desenvolvimento mais avançado, pressupondo obviamente a sua compreensão profunda e consequente uso estrutural e generalizado, algo que, em situações normais, seria difícil de se estabelecer. Acontece que, dado o desconhecimento geral desses fatores, somados à pouca tradição do estudo do tema, no caso do Brasil, sobre a natureza da opinião pública e os fatores formadores das opiniões e comportamentos, o estabelecimento de sistemas de manipulação baseados no controle da opinião pública ficam enormemente facilitados.

O Brasil tem pouca tradição de bons estudos na área da opinião pública, exceto algumas valiosas traduções de manuais de propaganda e relações públicas que enfatizam a natureza mais funcional da transmissão de opiniões e do modo como circulam as ideias entre as pessoas na sociedade de massa. Esses só encontraremos em sebos. O que vem sendo lançado, em profusão, são os manuais de transformação social, que mais valem como cartilhas que ensinam a fazer propaganda de ideias através da mobilização social, cultural etc. A verdade é que o Brasil se tornou um “país alvo” para aplicação de itens essenciais das agendas internacionais e isso explica a ausência de bibliografia aprofundada sobre a natureza real da opinião pública, restando apenas manuais elogiosos baseados na crença “funcional” do cidadão esclarecido e emancipado, politicamente “vacinado” contra as manipulações. Há um escasso interesse em difundir, no Brasil, o conhecimento da natureza mais profunda dos fenômenos sociais que não sejam baseado na figura do “cidadão esclarecido”, típico da ideologia democrática.

Por isso, o lançamento, no Brasil, de A espiral do silêncio, vem romper um silêncio de quase 40 anos, sob o qual se construiu um clima propício ao uso de toda sorte de técnicas de propaganda e manipulação, usando o medo do isolamento como combustível ao politicamente correto, além de um aparato midiático voltado à intimidação e constrangimento de qualquer resistência às forças atuantes. Felizmente, além do lançamento da obra, muitas outras mudanças tem ocorrido graças às redes sociais e a internet, por onde ainda podem circular informações essenciais para a verdadeira orientação política necessária a qualquer sociedade que almeje algum conhecimento sobre si mesma.

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.