Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Cada vez mais, grandes empresas tem optado pelo ‘marketing de lacração‘, que se identifica com uma parcela ínfima da população. Como resultado, as ações de marketing tem provocado revolta na esmagadora maioria de seus clientes e agradado a um percentual que varia entre 3 a 15%.

O que é marketing de lacração?

O termo dado para essas ações de propaganda ligadas a pautas globalistas como equidade de gênero, feminismo ou abortismo são chamadas “marketing de lacração“. A expressão  tem seu significado baseado em uma gíria “lacrar“, usado por jovens e feministas. No linguajar desses grupos, traz significados como “arrasar” ou “mandar bem“, atrelado à ideia do ‘empodeiramento‘, outro termo criado por esses grupos em uma tradução incorreta do termo em inglês empowerment.  Assim, a expressão marketing de lacração traz um significado literal apenas para membros desse grupo, que representam algo entre 3 a 15% da população e consideram que a empresa “arrasou” (ou “lacrou“) ao apoiar uma pauta como gênero ou feminismo, por exemplo.  Na prática, a campanha não ‘arrasou’ mas sim foi um fracasso, por tentar apoiar algo que a esmagadora maioria da população é contra.

O fracasso das campanhas

Depois que o Santander perdeu mais de 20 mil contas, em uma semana, por ter apoiado a exposição QueerMuseu em Porto Alegre e milhões de internautas repudiado a postura revolucionária da empresa na guerra cultural com a #SATANder, qualquer proposta com essas pautas vindo do setor marketing e comunicação não pode jamais ser vista como uma gafe de marqueteiro.

Os ideais globalistas revolucionários mostraram-se presentes também nas diretorias da Avon, que lançou o documentário “Repense o Elogio”, onde criticam o fato de meninos serem criados com elogios como “forte” e “corajoso” e as meninas receberem elogios como “bonitas” e “princesas”. Internautas manifestaram-se com milhares de avaliações negativas nos vídeos da campanha. Clientes e internautas comentam ainda que nas propagandas da Avon as mulheres são mostradas sempre belas como princesas e que é por isso que as mulheres compram os produtos da marca.

O vídeo completo da campanha (40min) recebeu 8 mil avaliações negativas “não gostei”, contra 1 mil “gostei”; A versão curta do vídeo (1m12s) recebeu 26 mil avaliações negativas contra 1 mil positivas.

A adesão da Avon à militância do discurso de gênero comprova mais uma vez que a satisfação da necessidade do cliente está longe de ser a preocupação dessas mega-corporações. Se tinha uma empresa que não deveria ter entrado nessa ideologia era exatamente empresas de cosméticos que contam com o “povão” como revendedor independente. A Avon conta com 1,5 milhão de consultoras espalhadas pelo Brasil. Um dos pilares da estratégia da Avon é, ironicamente, de que por meio de consultoras a empresa poderia ter mais identificação com o cliente final, além de se tornar uma ‘empresa do povo’, bem representada pelas mulheres brasileiras, especialmente de classe média e classe de menor renda. Com a campanha, a empresa ataca frontalmente os valores de suas revendedoras e dos consumidores, em sua grande maioria.

A campanha OMO[1] para o dia das crianças não foi diferente, obtendo rejeição em massa. Sendo eles uma marca do povo e da dona de casa brasileira, embarcar na proposta de gênero trouxe danos significativos para a marca e para os negócios da Unilever, que já não andam muito bem.

“Marketing de Lacração vira tendência para grandes corporações e mostra quais empresas estão contra a população”

Outro episódio ocorrido últimos dias foi a campanha do Carrefour, que postou em suas redes sociais, para o dia das Crianças, a mensagem “Depois que viram adultos, meninos que brincam de boneca ou casinha tornam-se mais conscientes e responsáveis com a família. Brincadeiras não têm gênero“.

Empresas sentem-se super confiantes em seu poder econômico

Acreditam deter tanto poder em seu monopólio e seu poder econômico que pensam que podem ser, a exemplo da Rede Globo que tem concessão pública, um meio de revolução e destruição dos valores tradicionais da população impondo pautas globalistas.

Contudo, nem mesmo o império da Globo parece ser suficiente para transformar as mentes da população contra realidades biológicas tão óbvias. Depois que a campanha #GloboLixo surgiu e ganhou o Brasil por meio do Twitter e Facebook, a Revista Veja, que tem o Santander entre seus patrocinadores, também passou a ser o alvo de campanha da população, após ter publicado edição da revista com matéria de capa em prol da ideologia de gênero.

No dia 23 de outubro, a Globo ainda teve que lidar com manifestação da campanha popular #GloboLixo em um de seus programas ao vivo. Durante uma matéria ao vivo, no jornal SP1, uma pessoa se colocou entre a câmera e o repórter e falou por duas vezes “Globo lixo!”. Durante o jornal, que teve a matéria interrompida por alguns segundos em virtude do ocorrido, os repórteres mostraram-se bastante irritados com a manifestação, mostrando que não se importam com a manifestação e que sentem raiva da população que manifesta seu descontentamento com a postura da empresa. Simplesmente não estão abertos à críticas ou diálogo. Eis que chegamos ao cúmulo da relação empresa versus cliente. Os gurus do marketing diziam que as empresas devem servir e atender necessidades dos clientes, com ouvidos atentos para suas necessidades e reclamações. Mais do que nunca, vemos que a relação se inverteu e as empresas não parecem estar dispostas à ceder ao atendimento das expectativas dos clientes ou se preocuparem com a reputação da marca perante o cliente.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Em uma aparente união dos grandes sites de notícias, o episódio do programa SP1, da Globo, está sendo noticiado na categoria TV & Famosos, TV & Novelas. Tal fato, deveria estar noticiado na categoria ”Cidadania”. Ou seja, rejeitam considerar que a manifestação #GloboLixo seja um feedback de cliente válido.

Breve histórico do movimento do “marketing de lacração

O movimento feminista e de gênero vem preparando esse momento há algum tempo e as empresas vem aderindo à causa aos poucos. Em 2015, o Boticário fez sua campanha do Dia dos Namorados com casais LGBT trocando presentes e foi alvo de crítica nas redes sociais. Contrariando a lógica, diante do boicote sofrido a campanha do Boticário foi premiada pelo Effie Awards Brasil 2015.

Vale citar que o Effie Awards Brasil é um prêmio criado pela Effie Worldwide, uma organização internacional presente em 40 países, que busca “valoriza a relação cliente-agência e o trabalho conjunto do criativo e do profissional de Marketing na busca pela comunicação efetiva, ou seja, aquela que realmente funciona.“(sic).

A panelinha” dos executivos globalistas

A organização internacional tem no seu board membros de diversas empresas, tais como Coca-Cola, Unilever, Facebook, IBM, entre outras.

Entre os jurados atuais do prêmio Effie Awards Brasil estão: Alexandre Bouza (diretor de marketing do Boticário), André Vinicius (diretor de publicidade do UOL), Andréa M. Pinotti (diretora de marketing institucional do Itaú Unibanco), Igor Puga (diretor de marketing do Santander), Ricardo Esturaro (diretor de marketing da TV Globo), Silvia Balbo (diretora de marketing do Carrefour Brasil), entre outros.

O site Merkaz traz uma matéria em que analisa a importância das empresas se engajarem na luta pela diversidade de gênero. Segundo analisa o site, faz-se necessário a adesão ao discurso uma vez que o tema diversidade de gênero está entre “os 17 Objetivos para transformar o nosso mundo” traçados pela ONU para 2030. Ou seja, a orientação de marketing da empresa não está voltada ao cliente mas sim aos interesses da ONU, que por sua vez, são os interesses de uma elite capitalista composta por alguns poucos bilionários (George Soros, Fundação Ford, Fundação McArthur, Bill e Melinda Gates et al).

Skol faz campanha feminista, abortista e de gênero

A Skol convidou artistas para refazer pôsteres de antigas campanhas, hoje vistos como machistas por darem enfoque ao homem tomando cerveja e não às mulheres tomando cerveja. A iniciativa resultou na criação de pôsteres com frases como “meu corpo, minhas regras”  e “empodere-se”.

Veja informações completas sobre a iniciativa da Skol no site da AdNews

Leia também:
Veja a lista de empresas engajadas nessa tendência globalista de marketing

 


Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
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