É Jair, ou já era!

É Jair, ou já era!

25/10/2018 1 Por Lucas Almeida

Em artigo anterior, estabeleci as comparações entre o Manifesto Comunista e o Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores. As conclusões foram óbvias, por exemplo: reforma do Sistema de Justiça, novo marco regulatório da comunicação social eletrônica, lei contra os crimes de ódio à população LGBT, descriminalização das drogas, onipresença do Estado em inúmeros setores da sociedade civil, nova Assembleia Constituinte, exaustiva “participação popular” (CUT, MST, MTST, UNE, etc.). Todos esses ingredientes somados com a simpatia e aliança dos “democratas”: Maduro, Evo Morales, Pepe Mujica, Família Castro e similares.

No outro lado da moeda, temos: Jair Bolsonaro. O único – capaz – de derrubar o “Projeto de Eternização da Esquerda no poder” (ver artigos de Olavo de Carvalho, em 2004). O candidato foi transparente ao afirmar – em algumas entrevistas – o seguinte: “mexer” no caso – assassinato – do Prefeito de Santo André, Celso Daniel; investigar os partidos e/ou pessoas que estão envolvidos no atentado político a sua pessoa – por meio de Adélio Bispo, militante esquerdista; realizar cortes na famosa “Lei Rouanet”; “desengavetar” a CPI da UNE (Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados, engavetou) dentre outros. Ou seja, a investigação será dura e parece-me que as elites: política, midiática e artística estão fazendo de tudo para impedir a sua candidatura. (Quem não deve, não teme, certo?).

Diante desse cenário, é inevitável que a radicalização política – entre Direita e Esquerda – tome proporções apocalípticas até o esperado dia 28 de outubro. A partir do dia 29 de outubro ninguém saberá o que vai acontecer, no entanto, é possível que a famosa “conciliação de classes” ou “união do Brasil” – discurso promovido pelo candidato Bolsonaro – não aconteça, pois, a Esquerda e o grande establishment midiático irão trabalhar dia e noite – durante os quatro anos – para destruir o Governo legitimamente democrático.

Não nos esqueçamos que a – provável – subida de Bolsonaro à Presidência da República se deu pela força do povo brasileiro e das redes sociais, além de não fechar “acordos políticos” com o famoso “Centrão” e não gastar nenhum centavo com propagandas no rádio e TV. No Congresso, pelo menos, encontramos uma renovação tanto no crescimento do Partido Social Liberal como outros candidatos – de direita e centro-direita – que estarão em sua primeira legislatura. Sendo assim, essa base, inicialmente, auxiliará a governabilidade de Bolsonaro.

Diante desse contexto, afirmo categoricamente: não estamos em uma “disputa democrática”! Para comprovar essa tese, recomendo aos leitores o livro: Hugo Chávez, o espectro: como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global, do jornalista Leonardo Coutinho. Nessa obra, composta maciçamente de documento oficiais, Coutinho, mostra as ligações ilícitas de Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina e Irã com a Odebrecht, as FARC, o Hezbollah, o Estado Islâmico dentre outros. Todos os países “bolivarianos” se enriqueceram ao financiar o narcotráfico internacional e incitar o terrorismo em âmbito global.

E o Brasil onde fica nessa história? O Brasil foi um país que se “fingiu de cego” diante dessa desordem global, principalmente, nos Governos Lula e Dilma. Além disso, o PT é integrante do Foro de São Paulo e está intimamente relacionado com os governos autoritários de Maduro e Castro, sendo assim, não havendo diferença – alguma – entre política/banditismo e política/crime organizado.

Para comprovar o que falo, segue um trecho do livro: “[…], para Lula, “uma derrota de Chávez em 2012 seria igual ou pior que a queda do Muro de Berlim”. […] Mônica [mulher do publicitário João Santana] disse aos procuradores federais brasileiros que ambos foram trabalhar nas campanhas venezuelanas por meio de um arranjo coordenado pelo ex-presidente Lula. Segundo ela, o próprio Lula foi quem fez a intermediação do “contrato” com os chavistas, e ao fim se estabeleceu, com um aperto de mãos apenas, que seriam pagos 35 milhões de dólares para João Santana, integralmente por meio de caixa dois” (p. 75).

No decorrer da narrativa, Mônica, afirma que Maduro repassou-lhe 11 milhões de dólares, em malas de dinheiro, a Odebrecht pagou 7 milhões de dólares e a Andrade Gutierrez pagou metade dos 4 milhões prometidos ao casal de publicitários. “O pagamento foi realizado no exterior por meio de contas e empresas offshore. […] Os 11 milhões de dólares que Nicolás Maduro fez questão de entregar pessoalmente a Mônica Moura tem origem – conforme suspeitam ex-chavistas no exílio – somente em duas possíveis fontes: a corrupção e o narcotráfico” (p. 77).

Em tese: o crime reinou na América Latina durante os Governos de Esquerda, sendo assim, o retorno do PT ao Governo, em 2019, seria a institucionalização e a completa comunização do Brasil – por meio do crime organizado, terrorismo e narcotráfico. O Mensalão, o Petrolão e o financiamento via BNDES para as ditaduras bolivarianas foram amostras desse espetáculo catastrófico.

Quanto ao título do artigo “É Jair, ou já era! ”, refiro-me que a candidatura Bolsonaro é legítima, pois o candidato não está envolvido com nenhum tipo de organização criminosa ou máfia, além de não ser membro de nenhuma organização política internacional que se associa com partidos ilegais, narcotraficantes e terroristas (ver Atas do Foro de São Paulo). A eleição de Bolsonaro poderá representar novos rumos ao Brasil e a certeza de que tais atrocidades e crimes cometidos pelo PT – dentre outros partidos – sejam investigados e seus integrantes punidos.


Notas

Atas do Foro de São Paulo. Participantes del IX Encuentro (2000). Disponível em: <https://www.averdadesufocada.com/images/f/atas_foro_sao_paulo.pdf>.

Coutinho, Leonardo. Hugo Chávez, o espectro: como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global. São Paulo: Vestígio, 2018.