Campanha de Haddad cria aplicativo-jogo com tarefas diárias para “vencer o ódio”

Campanha de Haddad cria aplicativo-jogo com tarefas diárias para “vencer o ódio”

18/10/2018 0 Por Cristian Derosa

Joguinho no estilo “baleia azul” pede que usuários pressionem celebridades, familiares ou amigos para se “converterem à democracia”, além de espalhar notícias que saem na mídia contra Bolsonaro. Rede de apoiadores já teria mais de 50 mil inscritos espalhados pelas redes sociais, segundo organizadores. Enquanto isso, Haddad acusa Bolsonaro de fomentar redes de disseminação de mentiras contra ele.

Enquanto Haddad reclama ao TSE das mensagens virais no whatsapp e tenta remover conteúdos das redes sociais, também se queixa de que empresários estão pagando para impulsionar postagens, o que seria crime eleitoral. Mas o PT tem um histórico ainda maior de fazer este tipo de coisa. A diferença é que os empresários não pagavam, mas eram pagos para disseminar determinadas informações.

Quem duvida leia a notícia do “Mensalinho do Twitter” ou sobre o aplicativo que pagava pela disseminação de notícias do PT? Agora, enquanto acusa Bolsonaro de criar “rede de fake news”, a campanha do PT faz exatamente isso ao disseminar o seu novo aplicativo chamado “ativistas com Haddad”. O caso do Mensalinho do Twiiter, foram mais de 2 mil reais gastos em propaganda eleitoral ilegal paga para influenciadores digitais.

Os influenciadores deveriam divulgar o app “Brasil Feliz de novo”, desenvolvido pela Follow Now, um app usado para divulgar mensagens de apoio ao PT e “combater fake news“. Por meio de denúncias dos próprios influenciadores que se sentiram humilhados com a campanha, a agência seria a Follow Análises Estratégicas, sediada em Belo Horizonte, cujo um dos donos é o deputado mineiro Miguel Corrêa, do PT, candidato ao Senado.

O jogo Baleia Vermelha

Criado por “um grupo de pessoas que se organizou para lutar até o último minuto pela democracia”, o aplicativo “ativistas com Haddad” imita um tipo de joguinho de metas no estilo baleia azul (ou seria baleia vermelha?), com o objetivo de “vencer o ódio”.

O aplicativo utiliza notícias do dia contra Bolsonaro, criando tarefas como “espalhe este boato”, pressione determinada celebridade, alguém da sua família ou um amigo que se declara eleitor de Bolsonaro nas redes sociais. Marcada a tarefa, o usuário ganha pontos. Não se sabe qual o prêmio. Mas você terá a chance de ter uma ditadura bolivariana no seu país. Quer prêmio maior do que este?

A questão do Kit Gay é um dos focos das tarefas, que devem ser “desmentidas” em toda parte por meio de comentários utilizando hashtags como #vemproladodademocracia etc. O PT conseguiu que fossem removidas as postagens relacionando Haddad ao kit gay, com a justificativa de que não teria sido o candidato que “confecionou” a obra, grampeou as páginas ou fez os desenhos. No entanto, o Andrade é pai da criança sim e todos sabem. O próprio ativista responsável pelo material declarou que Haddad, enquanto ministro da educação, conhecia todo o conteúdo e o aprovou. Mas, nas palavras dele, “amarelou” quando viu a repercussão negativa. Assista o vídeo no final da matéria.

Estamos falando do PT, um partido que exigiu, por exemplo, a retirada de conteúdos que vinculassem o partido às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que costumeiramente publica cartas de solidariedade ao PT, publicadas no próprio site do partido. De repente, uma informação que aparentemente ostentavam com tanto orgulho virou motivo fake news. Não se trata, como noutros casos, de interpretações divergentes. Todo petista sabe que as Farc são suas admiradoras e parceiras. Mas em tempos eleitorais é preciso mentir muito e todos os meios são justificados pelo fim último e derradeiro do poder.