Doutor Drauzio quer aborto para os pobres

“O aborto já é livre no Brasil. Proibir é punir quem não tem dinheiro”

(Drauzio Varella, em entrevista à BBC Brasil)

Seguindo a cartilha internacional para o Brasil, o Dr. Drauzio Varella tenta fazer do assassinato um direito, conferindo à defesa do aborto um caráter de defesa dos pobres contra a exploração dos ricos que negam aos menos favorecidos os direitos inalienáveis de abater a própria prole.

O dr. Drauzio, ao contrário do que tenta parecer, é na verdade um defensor dos milionários pela eliminação dos pobres. E é justamente por isso que tenta parecer exatamente o contrário. Sua cartilha internacional pelo controle populacional passa pela crença de que a pobreza deve ser combatida impedindo os pobres de nascer.

A história do aborto está intimamente ligada à eliminação dos pobres por grandes fundações internacionais. Em 1919, Margareth Sanger, a antropóloga de cabelos curtos mais amada pelas feministas, dizia em seu livro The Pivot of Civilization:

“Os habitantes dos bairros pobres que, devido a sua natureza animal, reproduzem-se como coelhos e logo poderiam ultrapassar os limites de seus bairros ou de seus territórios, e contaminar então os melhores elementos da sociedade com doenças e genes inferiores…” Margareth Sanger, 1919.

Dentre os principais argumentos em favor do aborto, hoje, estão a defesa deste “direito” aos pobres e a alegação de que se trata de uma “questão de saúde pública”, outra verdade dita sem querer: o higienismo eugênico também nunca saiu das crenças dos abortistas, para quem a limpeza da sociedade  passa pela eliminação dos genes podres dos pobres como forma de garantir a saúde pública. Acreditem ou não, estes são os verdadeiros fundamentos das suas ideias, palavras que só tiveram sua linguagem modificada devido a imagem ruim que naturalmente ganharam depois do fim da Segunda Guerra mundial, sendo substituídas pela linguagem do politicamente correto.

O Doutor Drauzio nada mais é do que um Dr. Mabuse, um Dr. Joseph Menghele tupiniquim cuja imagem só é referência numa grande mídia que, diante de 50 mil homicídios por ano, prefere dar destaque a escândalos de corrupção. Drauzio só pode ser respeitado em um país servilmente comandado de fora por um cartel comunista como o Foro de São Paulo. Um país que mal sabe quem o governa só pode mesmo confundir um monstro abortista com um médico preocupado com a saúde da população.

Ao argumentar que o aborto aos pobres salvaria a vida de centenas de mulheres pobres, ele naturalmente condena à morte sumária e certa milhares de bebês que para ele são completamente descartáveis, já que ele não considera vida o feto que ainda não tenha desenvolvido atividade cerebral.

Ele cita o exemplo de quando há morte cerebral de um adulto e é permitido que seus demais órgãos sejam retirados para salvar outra vida. Sendo assim, estaria livre o caminho para matar o feto que ainda não tem atividade cerebral. Ora, embora retirar os órgãos de alguém com morte cerebral não seja exatamente algo moralmente aceitável (não fica claro que tipo de caso ele se refere, seria a eutanásia?), é evidente a diferença entre os dois: o paciente com morte cerebral não voltará a ter atividade cerebral na maior parte dos casos. Já o feto ainda sem atividade irá NATURALMENTE desenvolver-se. O doutor Drauzio falsifica a ética como o faz com o conceito de vida humana. Chamá-lo de monstro abominável me parece um juízo perfeitamente descritivo sobre sua alma corrompida.

“O importante é dar liberdade aos que pensam diferente”, diz o médico-monstro. Certamente o feto sem atividade cerebral não pode ter opinião sobre a sua própria vida e isso dá ao Dr. Drauzio o direito de eliminá-lo. Na ética drauzioniana, a vontade do mais forte, mais rico e mais capaz deve prevalecer sobre o mais fraco, pobre ou incapaz, algo completamente avesso à ideia de direito ou proteção. Mesmo assim, ele fala como se defendesse os menos favorecidos, com a maior cara de pau.

De certo, há atividade cerebral na cabeça do doutor. Talvez nada além disso.

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
11 respostas
  1. Katy
    Katy says:

    Minha avó tentou abortar minha mãe, mas Deus tinha planos maiores para a vida de minha mãe que nasceu sem sequelas… Abomino o Aborto…

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  2. Eraldo Ferreira
    Eraldo Ferreira says:

    Vamos democratizar o assunto. Se pobre não pode fazer aborto por falta de grana então vamos começar a destruir as clinicas sofisticadas que praticam o aborto assistido e cobram caro por esse procedimento. Rico pode abortar quando quiser e quantas vezes quiser sem ter que dar satisfações a ninguém. É só agendar, pagar e fazer. Pobre tem que aceitar seu destino e continuar a gestação mesmo que não reúna condições financeiras de arcar com sua prole ou que a gravidez tenha sido indesejada.

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    • Cristian Derosa
      Cristian Derosa says:

      O que você chama de gestação é, na verdade, um bebê, uma criança. E será isso eternamente, embora não seja desejado. O desejo, amigo, não é a medida da existência de alguém e quem quer que creia nisso está mentindo para si mesmo. Nem o rico nem o pobre tem o poder de abortar uma vida. O aborto é assassinato em QUALQUER circunstância e quem o comete é um assassino covarde. Quer matar alguém? Vá matar alguém do seu tamanho.

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      • Pedro Amancio
        Pedro Amancio says:

        O senhor trata do assunto como se Drauzio estivesse obrigando os pobres a abortarem, quando vejo que na verdade ele quer dar o mesmo direito que os ricos têm também para os pobres. Não vou dizer se sou contra nem a favor, pois é um assunto muito polêmico que prefiro não discutir muito sobre. Mas acho que cada um sabe da sua realidade, e cada um tem o direito de fazer o que quiser com a própria vida, pois cada um sabe o que passou e o que vai passar (como citaram, rico paga caro mas pode abortar, pobre é obrigado a aceitar a gravidez mesmo que seja fruto de um estupro e que tenha consciência que sua vida e a da criança serão apenas de sofrimento). Vejo aqui que tratam do aborto como uma abominação mas fala que “se for pra matar alguém, que mate alguém do seu tamanho.” Fala de homicídio como se fosse algo normal (o que no Brasil realmente parece ser, pelos DIREITOS que os homicidas tem neste país, como por exemplo redução de pena por BOM COMPORTAMENTO) e tratam o que pode na visão de uma mãe ser a defesa de uma vida contra esse mundo cruel como um crime. Sabe lá o que uma mãe que pensa em abortar faria com a criança quando ela nascesse… Não custa nada refletir e criar opiniões sem levar em consideração uma notícia tão tendenciosa.

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        • Cristian Derosa
          Cristian Derosa says:

          Em primeiro lugar, não é preciso obrigar a abortar para que as crianças inocentes morram de fato. Os bebês certamente serão obrigados a morrer e isso você ignora propositalmente porque crê que não se trata de um bebê. Do mesmo jeito, os nazistas não se viam como assassinos porque os judeus não eram vistos como seres humanos. Em segundo lugar, bem se vê porque não gosta de falar do assunto, não por ser polêmico, mas por você também não ser afeito a pensar sobre ele. E depois ainda tenta dizer que eu é que “normalizo” o homicídio.

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  3. Paulo Otranto
    Paulo Otranto says:

    Seria um artigo se fosse assinado. Anônimo não deve ser levado em consideração… essas opiniões ridículas valem tanto quanto um peido!

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    • Cristian Derosa
      Cristian Derosa says:

      Se o sr. fosse minimamente alfabetizado teria percebido que o blog leva o meu nome, que é o nome do autor do blog. Se acha ridículo o que está ali, apresente sua versão ao invés de desqualificar sem argumentos, como uma criança birrenta. Vá chorar pra sua mamãe!

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  4. Vinicius Souza
    Vinicius Souza says:

    Pena que ele não tenha sido abortado… Menos assassinatos de crianças seriam feitos por suas propostas. Como médico sempre defendi a vida, conforme o juramento que fiz. Ele não o cumpre! Que vergonha!

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