Diplomacia do terror

Trecho de matéria do Estado de São Paulo On Line:

–  JERUSALÉM – O gabinete do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert disse nesta sexta-feira, 9, que os contínuos ataques de foguetes palestinos contra o Estado judeu “apenas mostram” que o cessar-fogo para o conflito na Faixa de Gaza proposto pela ONU “é impraticável e que não será adotado pelas organizações assassinas palestinas”. Em nota, o governo de Israel disse ainda que “nunca permitiu que um corpo externo decida sobre seu direito de proteger a segurança de seus cidadãos”, e que a operação militar, que já matou mais de 800 palestinos, continuará em defesa dos israelenses, segundo o jornal Haaretz.

A alegação do Estado de Israel define uma postura teoricamente adotada pela maioria dos países do mundo. A não intervensão externa. Em assuntos de defesa nacional, no entanto, estas intervensões são possíveis, se for para prestar auxílio na defesa dos cidadãos em casos de extremo perigo. Não preciso dizer que não é o caso.

O cessar-fogo da ONU pede a imediata trégua para ambas as partes. Mas como o Hamas não é um Estado reconhecido internacionalmente, não possui qualquer comprometimento com as Nações Unidas (o que não se pode dizer o mesmo da ONU em relação ao Hamas, aparentemente).

É um equivoco é falar de diplomacia, ciência que só se aplica a estados e não a organizações terroristas. A tentativa de negociar com terroristas só eleva a posição deles diante dos estados constituidos e só causa o crescimento dessas facções, coisa na qual a ONU trabalha para justificar a sua existência.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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