Dilma e a implantação da República de Sodoma

O Governo de SodomaA presidente Dilma Roussef convocou, no último dia 18 de maio, a II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, através de artigo no Diário Oficial da União. Cristãos preocupam-se em todo o país. Com razão.
Considerando a clara inclinação abortista do PT e da maioria dos intelectuais que comandam as mentes que governam o país, fica óbvio que estamos diante de uma conspiração contra a religião cristã. Junto do aborto, a PL122 representa um ataque grave à vida e à liberdade de consciência, respectivamente, valores cujo desenvolvimento no Ocidente carregam inspiração do Cristianismo. É a República de Sodoma, guerra aberta contra toda a moral.
A Ditadura Gay, como tem sido chamada, já está em vigor na prática. A palavra “homofobia” nunca esteve tão na moda. Não é necessário falar contra a conduta de ninguém para ser tachado de homofóbico e preconceituoso. Basta que tenhamos opinião contrária à criação de uma lei e atraímos o ódio e repulsa de uma multidão de pessoas com uma obstinada convicção de que estão no ponto mais alto da escala evolutiva humana. Poucos têm se lembrado de averiguar o significado dessa palavra tão recentemente criada, que atenta contra o bom senso e a sanidade mental.
Homofobia = fobia de homossexuais. Fobia = medo patológico. Logo, o homofóbico é um doente mental. Na prática, porém, a simples aversão à relação homossexual, comum entre heterossexuais normais, pode ser considerada homofobia. Nós, pobres heteros, então, somos doentes.
Se a lei for aprovada, a sexualidade alheia vai virar tema jurídico. Difícil será provar a sexualidade de alguém.
Deixo aqui um trecho de texto do blog de Dom Luiz Bergonzini acerca do levante anti-cristão do governo federal e sobre a visão religiosa do homossexualismo.
Perseguição religiosa

O bispo de Dourados, no Estado de Mato Grosso do Sul, Dom Redovino Rizzardo, escrevendo sobre esse projeto de lei advertiu:
“O Senado Federal está apreciando o Projeto de Lei 122/2006, destinado a proteger a quem opta por atitudes e práticas homossexuais. … Se aprovado, o projeto criará situações constrangedoras para a Igreja Católica que, em seu proceder, procura se pautar pelo Evangelho. Assim, um sacerdote que, em sua homilia, condenar o homossexualismo, poderá ser julgado por ‘ação constrangedora de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica’. A decisão do reitor de não admitir no seminário um candidato homossexual poderá lhe acarretar de três a cinco anos de reclusão.”[1]
Homossexualismo não é fonte de direitos
O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz − que se tem destacado no combate ao aborto e ao homossexualismo − publicou significativo artigo contra o projeto de lei, inserindo-o numa perspectiva mais ampla: a sistemática ofensiva do governo do atual presidente socialista do Brasil − Luís Inácio Lula da Silva − contra a vida e contra a família, em oposição frontal a princípios fundamentais da moral católica.
Em seu artigo, sob o título O governo Lula e o combate à castidade, Pe. Lodi estabelece o nexo entre o movimento abortista e o movimento homossexual:
“No governo Lula, a causa pró-aborto — que ataca diretamente a vida humana — anda de mãos dadas com a causa pró-homossexualismo — que ataca frontalmente a virtude da castidade, sobre a qual se funda a família. Desde o início de 2003, o governo vem fazendo todo o possível, seja internamente, seja perante a comunidade internacional (ONU e OEA), para glorificar o homossexualismo e tratar como criminosos (“homofóbicos”) os que se opõem à conduta homossexual.” [2]
Depois de fazer um elenco cronológico de todas as medidas do Governo Lula no sentido de favorecer o homossexualismo, o Pe. Lodi da Cruz analisa o atual projeto em discussão no Senado, o qual transformará o homossexualismo numa fonte de privilégio:
“Que significa isso? Que além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todas as pessoas, os praticantes do homossexualismo terão direitos em virtude do homossexualismo por eles praticado. O projeto pretende dar aos homossexuais direitos, não na qualidade de pessoas, mas na qualidade de homossexuais. Ora, o homossexualismo (entendido como prática da conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo) é um vício contra a natureza, que não pode acrescentar direito algum a alguém.”[3]
O vício transformado em fonte de mérito
Por seu lado, a advogada Maria das Dores Dolly Guimarães pondera que, de acordo com o projeto, “o homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso.” [4]
“Os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos”, enfatiza a advogada, que é presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida.
Ela exemplifica com alguns artigos do projeto de lei:
“A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (‘manifestação de afetividade’) por homossexuais (art. n.º 7)”. Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças, após descobrir que ela é lésbica (art. n.º 4).
“A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo n.º 8: ‘ação […] constrangedora […] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica'”, acrescenta, acentuando que “o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual poderá ser condenado a 3 a 5 anos de reclusão (art. n.º 5).”[5]
“Lei da Mordaça Gay”
Esse projeto de lei está sendo conhecido no Brasil como “Lei da Mordaça Gay”, uma vez que, caso aprovado, tornará ilegal qualquer condenação ou crítica que se faça à prática homossexual.
Esse é justamente o tílulo do estudo do advogado Paulo Medeiros Krause: A lei da mordaça gay, os superdireitos gays, inconstitucionalidade e totalitarismo[6], no qual afirma:
“O projeto é flagrantemente inconstitucional e significa a implantação do totalitarismo e do terrorismo ideológico de Estado, com manifesta violação dos direitos à igualdade, à livre manifestação do pensamento, à inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, à não-discriminação por motivos de crença religiosa, convicção filosófica e política, e ao devido processo legal material ou substantivo (art. 5.º, caput, IV, VI, VIII, LIV, da Constituição).”[7]
Em outro artigo sobre o mesmo tema, o Dr. Krause mostra o aspecto ideológico marxista subjacente ao projeto em questão:
“O que está por trás realmente do projeto de lei de homofobia é a tentativa de impor a todos o dogma da moralidade ou naturalidade do homossexualismo, que não é científico, mas de origem ideológica, marxista, tornando-se penalmente punível a contestação a essa pretensa verdade. Nada mais truculento. Nada mais inadmissível. Trata-se de evidente policiamento ideológico. …. Por certo, a lei não poderia obrigar quem quer que fosse a aceitar o dogma da infalibilidade papal. Todavia, almeja-se impor aos brasileiros o dogma da infal ibilidade de Erich Fromm e Herbert Marcuse.”[8]
Homossexualidade não é “gênero”, é conduta
O Prof. Uziel Santana, da Universidade Federal do Sergipe, explica de maneira simples e categórica o porque a “Lei da Mordaça Gay” é inconstitucional:
“Por que o Projeto de Lei 122/2006 é inconstitucional? É inconstitucional porque a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, como direito e garantia fundamental, que, primeiramente, “homens” e “mulheres” são iguais em direitos e obrigações, de modo que a Constituição não reconhece um terceiro gênero: o homossexual. E, se assim o é, como um projeto de lei ordinária pode tentar estabelecer super-direitos e a impossibilidade absoluta de crítica a um grupo de pessoas que, enquanto homossexuais, nem reconhecidos são pela Constituição? Para a Magna Carta, queiram eles ou não, estes são homens ou mulheres.”[9]
Implantação de um regime policial
Podemos concluir esta resenha sobre o perigo que corre o Brasil de se transformar na primeira Ditadura Homossexual do mundo, com as seguintes considerações do já citado bispo de Dourados, Dom Revidio Rizzato:
“Pelo que tudo indica, a partir da vigência do decreto de lei, além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros, os homossexuais terão privilégios e benesses que derivam de sua opção sexual. Em contrapartida, todos aqueles que não se conformam com comportamentos homossexuais, deverão silenciar ou preparar-se para ocupar uma cela em algum presídio do país.”[10]
Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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