Discurso e transformação

O apóstolo da transformação social precisa acostumar-se com a idéia de odiar profundamente tudo o que é fixo e imutável. E para mudar o imutável é preciso inundar a mente humana de mentiras (a começar pela própria) ao ponto de impossibilitar a distinção entre verdadeiro e falso. Afinal, o primeiro padrão fixo a ser destruído é a verdade.

A Ideologia de gênero formou-se sobre as fundações do feminismo e do desconstrucionismo linguístico de Derrida e Foucault, para quem todas as instituições (família, escola, religião, estado) são, na verdade, nada mais que discursos.

Há algumas décadas que tudo é discutido. A constante discussão de todos os temas põe em risco todo o entendimento fixo sobre qualquer coisa. A desconstrução de discursos é uma forma de esvaziamento dos valores embutidos nestes discursos. Esta era a dica de Derrida.

O discurso feminista que conhecemos pela mídia deixa de lado a sua parte mais cruel: as feministas sempre souberam que para a libertação da mulher era necessário libertar também a criança da repressão sexual. Isso porque a criança é, para elas, o símbolo maior da escravidão feminina. É um fato inegável que a idéia de jogá-las cada vez mais cedo em escolas veio das feministas.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta