MEC mantém mestrado em educação com orientação marxista

A julgar pela bibliografia do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica, oferecido pelo Ministério da Educação, não há dúvidas de que se trata de um curso com orientação marxista. Também não sobram mais dúvidas sobre a orientação que o MEC vem tomando a partir da nomeação do ministro Abraham Weintraub. O curso é oferecido no Instituto Federal do Espírito Santo, dentro do programa de Educação Profissional e Tecnológica e foi criado ainda no governo Temer.

Depois da provável parceria com o Instituto Ayrton Senna, denunciado aqui, e as evidências de que o MEC não abrirá mão da agenda globalista, como mostrou o colunista Allan dos Santos, a manutenção do referido mestrado apenas completa o quadro de absurdidades contrárias à maioria da população que elegeu Jair Bolsonaro. Tudo isso demonstra a dificuldade enfrentada pelo governo na tarefa de atacar várias frentes, ainda mais diante de um assédio midiático, político e, como se não bastasse, conspirações vindas do próprio governo.

Trata-se de uma coleção de traições contra o presidente que nomeou o ministro e igualmente contra o Brasil que está cansado das agendas impostas à sociedade à revelia da opinião majoritária expressa nas eleições.

Confira abaixo a bibliografia que o candidato a mestrando precisa ler para ser selecionado:

Bibliografia

1. BERNSTEIN, Basil. A pedagogização do conhecimento: estudos sobre recontextualização. Cadernos de Pesquisa, n. 120, p. 75–110, nov. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742003000300005&lng=pt&tlng=pt>.

2. BORGES, Liliam Faria Porto. Educação, escola e humanização em Marx, Engels e Lukács. Revista Educação em Questão, v. 55, n. 45, p. 101-126, 2017. Disponível em: <https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/12747>.

3. CIAVATTA, Maria. Ensino Integrado, a Politecnia e a Educação Omnilateral: por que lutamos? Revista Trabalho & Educação, v. 23, n. 1, p. 187–205, 2014. Disponível em: <https://seer.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/9303>.

4. FRIGOTTO, Gaudêncio. A interdisciplinaridade como necessidade e como problema nas Ciências Sociais. Ideação, v. 10, n. 1, p. 41–62, 2008. Disponível em: <http://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/4143>.

5. LEITE, Priscila de Souza Chisté. Materialismo Histórico-Dialético e suas relações com a pesquisa participante: contribuições para pesquisas em Mestrados Profissionais. Revista Anhanguera, v. 18, n. 1, p. 52–73, 2018. Disponível em: <http://pos.anhanguera.edu.br/wp-content/uploads/2017/03/revista-anhanguera-pesquisa-quali-2018.pdf>.

6. MANACORDA, Mario Alighiero. Marx e a a pedagogia moderna. Campinas, SP: Editora Alínea, 2007.

7. MOURA, Dante Henrique. Ensino médio integrado: subsunção aos interesses do capital ou travessia para a formação humana integral? Educação Pesquisa, v. 39, n. 3, p. 705–720, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ep/v39n3/10.pdf>.

8. RAMOS, Marise Nogueira. História e política da educação profissional. Curitiba, PR: Instituto Federal do Paraná, 2014. Disponível em: <http://curitiba.ifpr.edu.br/wp-content/uploads/2016/05/Hist%C3%B3ria-e-pol%C3%ADtica-da-educa%C3%A7%C3%A3o-profissional.pdf>.

 

9. SILVA, Gildemarks Costa e. Tecnologia, educação e tecnocentrismo: as contribuições de Álvaro Vieira Pinto. Rev. bras. Estud. pedagog., v. 94, n. 238, p. 839–857, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbeped/v94n238/a10v94n238.pdf>.

10. ZANETTE, Marcos Suel. Pesquisa qualitativa no contexto da Educação no Brasil. Educar em Revista, n. 65, p. 149–166, 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/er/n65/0104-4060-er-65-00149.pdf>.

 

 


 
 

30 thoughts on “MEC mantém mestrado em educação com orientação marxista

  1. E qual a opção à direita? Não tem. A direita nunca se importou em ocupar esses espaços. Não adianta agora reclamar do ministro.

    A alternativa é matricular todos no COF ou no curso de tomismo do Nougué?

    Está vendo? Não há opção infelizmente.

    Ou fecha o Mec ou vai continuar desse jeito.

    A esquerda fez o dever de casa e passou os ultimos 50 anos ocupando os espaços.

    1. Exatamente! Não dá para ficar eternamente pedindo para que o Estado resolva os problemas. A direita não costuma gostar muito de se mobilizar politicamente. A esquerda é dominante nesse quesito e assim conquista o espaço.

      Obviamente todo esse assunto passa pela existência de um ministério da educação e da centralização das ações e diretrizes educacionais de todo o país nas mãos de uma meia dúzia de burocratas em Brasília. Acredito que o cerne da questão esteja aí.

  2. Não adianta chorar. A esquerda ocupou os espaços paulatinamente. Não adianta querer mudar numa canetada. Façam concursos pra professor de universidade, senhores, preencham cátedras e coloquem outra visão nas universidades.

  3. Mas o curso foi criado só agora?!
    Foi o atual ministro que criou o curso?
    Se informe melhor jornalista!

  4. Cadê os letrados de direita? Que livros apresentam?? O de Olavo de Carvalho que nem estudou??

  5. Faça um curso de mestrado em educação profissional com orientação bibliográfica em Olavo de Carvalho. Será uma revolução educacional! O que a tal direita brasileira tem a oferecer? Só falam besteiras e apoiam-se em ideias arbitrárias e sem fundamentos. O que a direita já fez pelo Brasil?

  6. Gente, sociologia, filosofia e direito, sao areas extremamente necessarias, estudei em uma federal e nela tive um pouco de tudo, vi tanto marx e sua visão altamente anticientifica pois o marxismo esplica tudo em sua filosofia. Bem como via a visão positivista e mecaniciasta que minimisa as coisas, tratando individuos como uma peça ou uma mercadoria, acho que todo so veem o lado ruim das coisas. Marx é um grande teorico que estudamos em todo tipo de curso, mas não para seguir segamente suas palavra, é preciso entender e analisar os pontos positivos e negativos, assim como quando estudamos teoricos anti marxistas ou o proprio captalismo liberal! Estudar marx tem o mesmo signoficado de estudar Aristóteles, Platão, descart, maquiavel, darwin, buffon, entre outros que são fundame tais para a compreensão e desenvolvimento do pensamento moderno, inclusive da discussão aue estamos tendo agora!

  7. Meu deus que vergonha um acadêmico proferindo tanta baboseira. Que vergonha para um mestrando da UFSC. Pesquisas devem ocorrer. Todos os âmbitos, teu orientador deve tá passando muita vergonha agora em … Ah só pra finalizar, teu currículo Lattes é uma piada

  8. Só podia ser aluno de Olavo de Carvalho mesmo. Por isso um texto justificado de maneira ridícula.
    Caro amigo colunista me responda uma coisa: ter na bibliografia do curso esses pensadores significa orientação marxista? Me explica como por exemplo você faz um curso de economia sem falar de Marx? Sem explicar as diferenças entre capitalismo e socialismo? Mencionar uma figura ou conhecer a obra faz você exercer doutrinação? Deixa de ser burro cara. Vai estudar com o professor que ao menos tenha titulação.

    1. Imagino a tese de mestrado dele. Zé moleza sem Marx. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. Poderiam abrir mais mestrados no Brasil todo ou em parte EAD. Sou professor de informática, moro no interior, cuido da minha mãe doente e da esposa. Só de despesas médicas vai embora 60% da renda. Mais imposto de renda que eu ainda pago kkkk.
    Mestrados profissional na área de tecnologia, por exemplo na área de jogos digitais que é uma indústria que cresce e ganha mais dinheiro do que adora cinema e música juntas e é uma forma de arte e esporte pouco esplorada aqui. Temos que ser.uma nação de tudo. Tentar ganhar dinheiro de todos os jeitos possíveis. Assim seremos fortes.

  10. Pelo seu texto você é uma nazista disposto a queimar livros em praça pública. a bibliografia do referido Mestrado condiz com o debate de fundo da pedagogia sobre formação de professores para ensino, pesquisa e extensão numa pós-graduação stricto sensu de educação profissional e tecnológica, trata-se do que o mundo civilizado discute. No mais, como não sou psiquiatra, podem vcs irem se fuder!

    1. Interessante compreender o contexto de quando se fala da educação dos Sem Terra como um modelo de EDUCAÇÃO POPULAR, o que é diferente quando se trata de outros modelos de educação. Uma educação que leva em consideração o que as pessoas vivenciam, mas claro, seria complexo demais para você entender, né?

  11. Segue o link do Currículo Lattes do suposto jornalista em questão que se mostra extremamente sensacionalista, sem entender o que esse programa de mestrado e nem mesmo se deu ao trabalho de buscar informações sobre o que está falando

    http://lattes.cnpq.br/3016638386759759

    Típico dos Olavetes

  12. “Aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho”
    Com essa única frase invalidou o texto inteiro…

  13. A universalização do conhecimento quer dizer “tudo” imagino que seu orientador de mestrado deu muita risada do que você apresentou. Só que respeitou sua argumentação, pois pior k seja está dentro do jogo. Faça um doutorado em astrologia olavariana, ou cheirar cola de sapateiro pode levar ao mesmo resultado.

  14. O problema não é o Marxismo ou teorias Newtonianas. Quem falhou foi o Darwinismo que não previu a sub espécie humana Olavista, cujo seres ao combaterem a própria libido Freudiana passam a usar uma inteligência inferior a das ratazanas.

  15. A única solução é apresentar outros livros, é o trabalho de formiga. Muito esquerdoso lixoso comentando aqui.

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