Rituais satânicos no RS geram debates sobre intolerância religiosa

Bruxos, magos e sacerdotes ocultos, oriundos do submundo das ciências secretas, evocam o poder do politicamente correto para tornar suas práticas aceitáveis em uma sociedade cada vez mais secular, indiferente e materialista

A morte e esquartejamento de duas crianças devido um ritual satânico, em Novo Hamburgo (RS), está gerando polêmica nas redes sociais e na região. Os acusados já foram presos e são conhecidos praticantes de magia negra. O templo em que ocorreu o ritual fica em uma região afastada da cidade de Gravataí, zona metropolitana de Porto Alegre. Outros templos podem ser vistos na rua principal da cidade (foto), onde são contratados rituais como o que vitimou as crianças, para o qual o contratante pagou R$ 25 mil para ter prosperidade imobiliária.

A questão levantou certa indignação na população e nas redes sociais e a associação com terreiros de Umbanda fez com que líderes de terreiros temessem ataques e represálias. Da mesma forma, praticantes de magia reivindicaram certa “isenção” sobre o assunto, alertando que suas práticas de magia não incluem sacrifícios humanos.

Um dos principais porta-vozes da “alta magia” no Rio Grande do Sul é Antônio Augusto Fagundes Filho, conhecido com Mago Fagundes. Trata-se de um dos filho do lendário tradicionalista e poeta gaúcho Nico Fagundes, falecido em 2015. Ele é autor do Livro dos Demônios, em que descreve diabos e os modos de se defender deles. “Os autênticos satanistas, de alto nível cultural e mágico, não precisam de sacrifício humano. Nem de animais. Magia é para ter saúde, felicidade e ficar livre de influências externas”, alerta o bruxo.

Líderes de terreiros de religiões de matriz africana e espírita estão preocupados com ataques e discursos de ódio nas redes sociais, associando-os ao culto ao demônio, coisa que, segundo eles, nada tem de verdadeiro.

A evolução dos debates públicos respeitam, coincidentemente ou não, as etapas de um processo persuasivo de convencimento e modificação da opinião pública. Assim como a “Janela de Overton”, na qual uma proposta é colocada à sociedade por meio de seu aspecto mais aceitável até produzir a aceitação completa, também a teoria do agendamento (agenda setting) demonstra que quando ativistas de uma causa não conseguem mudar nossa opinião, eles simplesmente fazem com que falemos do assunto. A opinião, gradativamente, vai caminhando para o estágio desejado por um processo dialético natural.

As drogas surgiram com a campanha anti-drogas, que era a maneira como a população compreende o assunto e pode debatê-lo. O drogado passou de vagabundo para doente, mediante uma real distinção existente, mas que tem o objetivo de servir aos seus abusos. Da mesma forma, o homossexualismo, a pedofilia. Antigamente, homossexuais eram invariavelmente associados a abusos sexuais de menores. Reforçando a forma como era praticado entre adultos independentes, ganhou status de opção sexual. Da mesma forma, a pedofilia, hoje, ganha status de uma orientação, ainda que doentia. Mas os pedófilos já não são necessariamente um caso de polícia, e sim de saúde.

Agora é a vez do satanismo, adornado pela imagem de estudiosos interessados em ciências secretas, como Antônio Augusto Fagundes, filho de folclorista gaúcho, representa bem a elite midiática do estado gaúcho, da RBS, para quem dá consultorias espirituais para suas produções, como no caso de um documentário sobre a Revolução Federalista, filmado na Ilha de Anhatomirim, em Florianópolis (outro ponto de encontro de práticas esotéricas), para o qual foi feito um ritual para consultar almas de maragatos mortos. No dia seguinte, conta-se, o mar estava tão revolto que quase não conseguiram partir da ilha.


Links:

Jornal NH – Mago condena sacrifícios humanos e líderes de terreiros temem ataques

Jornal NH – Hamburguense pagou R$ 25 mil para sacritificar irmãos em ritual satânico

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

O que é pós-verdade?

Por Victor Bruno*

No final de 2016, seguindo seu costume, os Dicionários Oxford elegeram a palavra que mais descrevia aquele ano. 2016, se lembramos, foi um ano traumático — pelo menos no que tange as sensibilidades políticas e culturais de uma parcela significativa das elites mundiais. Para a venerável entidade lexicográfica, “pós-verdade” era a palavra que mais representava o ano do Brexit e, mais preponderantemente, a eleição do presidente americano Donald Trump.

Uma série de eventos seguiram-se à esteira da emergência disso que se chama “pós-verdade”. Para os inimigos políticos do presidente do Partido Republicano, a frase de Kellyane Conway, uma das suas assessoras, na qual ela dizia que oferecia “fatos alternativos” à narrativa que dizia que a presença de público na posse de Trump empalidecia ante aos números da posse de Barack Obama, foi um prato cheio. Isso foi no início de 2017. Em abril, um grupo de estudantes do Pomona College, na Califórnia, pediu a retirada do conceito de verdade do currículo acadêmico, alegando que o conceito nada mais é do que um “construto euro-ocidental profundamente enraizado no Iluminismo”. Logo, racista e colonialista.

Se nós estivéssemos em outra situação, talvez eu estaria aqui criticando o sistema de educação superior que, afogado no mar de pós-modernismo do século XX e em suas ramificações que entram segundo milênio a dentro, esquece de ensinar o básico da filosofia e o básico da história da filosofia. (Se “verdade” é um conceito iluminista, então Parmenides tinha o dom da profecia, ao falar do “âmago inabalável da Verdade bem redonda” e Cristo roubou para si algo que verdadeiramente pertenceria à Europa do século XVII.) Porém, não estamos em outra situação. À primeira vista, a noção de que a verdade é um conceito inexistente pode parecer perfeitamente absurda, mas quando olhamos mais demoradamente perceberemos que existe todo um sistema de rapto imaginativo e cognitivo que faz com que a unidade da existência — ou seja, a verdade — fique escondida por trás de uma névoa de confusão e paixões. No atual estado de coisas, essa névoa e essas paixões recebem o nome de “subjetividade” e, por ocuparem no atual termômetro cognitivo o posto da verdade (ou por antes de vermos a verdade olharmos essa névoa de confusão), a tal subjetividade é endeusada, e nada pode ocupar seu espaço.

É nesse contexto que entra o conceito de pós-verdade. A definição que o Oxford faz do conceito é altamente significativa (o que me deixa aliviado: se nas ciências humanas a Universidade de Oxford nada produz, parece que na lexicografia eles ainda são bons). Para eles, pós-verdade é um adjetivo que “denota circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes no talhar da opinião pública do que apelos à emoção ou a crenças pessoais.” Nesse paradigma, pós-verdade é o perfeito contrário da verdade. O prefixo “pós” indica algo que supera naturalmente o seu predecessor (no caso, a verdade). Mas o que se batizou de pós-verdade não é isso: é um conceito sintético produzido em laboratório que surge como algo que rivaliza com a realidade sensível da verdade. Verdade, tomada em si, não é “um construto”, como defendem o povo do Pomona College, mas uma realidade; um destino real ao qual muitas estradas já foram construídas na tentativa de se chegar lá. As estradas podem ser construtos; a verdade, o ápeiron, certamente não é.

Desse modo, podemos sublinhar as diferenças entre verdade e pós-verdade em tinta ainda mais carregada. Verdade é um todo, uma bola de existência ao redor da qual construímos as tentativas de apreendê-la. Pós-verdade, sendo sua paródia satânica, é uma situação que formamos à luz das nossas preferências e paixões para que a situação real se pareça mais com a medida da nossa existência (portanto servindo àquele desejo gnosticista de construir o mundo à nossa imagem e semelhança para que nele possamos liderar). Acontece que os nossos desejos e as nossas paixões não existem no mundo real, mas no campo da imaginação; são objetos imaginativos que, privados de hilomorfose (de encarnação, por assim dizer), só podem vir a ser quando falados. Nesse caso, a realidade das suas existências tem outra forma: são instrumentos de retórica.

Aqui a coisa fica mais explícita. Se a pós-verdade é algo que se constrói ao redor de ferramentas retóricas, então ela nada é além de mero discurso, de poder verbal, ou, como diria Paulo Francis, bafo de boca. Se usarmos uma velha formulação dos estudos de comunicação a realidade da pós-verdade se dá num processo em dois tempos, num circuito Emissor -> Receptor. Quer dizer, a pós-verdade é um elemento discursivo cuja construção se dá em duas etapas: primeiro ela se constrói no imaginário do Emissor e uma vez que o Emissor se convence que os seus desejos são a medida do mundo, ele os externaliza em discurso retórico para o Receptor. Mas, lembremos: se fatos objetivos não são importantes no paradigma da pós-verdade, a única coisa que o Emissor tem para convencer o Receptor é a fé na encarnação verbal das suas paixões. Essa fé é aquela fé que Eric Voegelin chamou de “esperança metastática”.

O que temos aqui, por fim, é o império do discurso retórico, do irracionalismo e da manipulação. O Prof. Olavo de Carvalho havia definido o discurso retórico como aquele que “[v]isa, essencialmente, a persuadir alguém a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa. . . .  A influência do discurso retórico é menos profunda, porém mais evidente e imediata, mais traduzível em ações exteriores” (grifos meus). Ou seja, é um discurso imperativo, que mira ações práticas — ações de transformação.

Dessa maneira, voltamos à praxis revolucionária, aquela que visa a transformação antes da compreensão. É o primado da 11.ª Tese contra Feuerbach. Mas uma coisa é certa: para todo aquele que se deixa seduzir pela sua própria névoa de desejo existe um líder maior que controla esse desejo.

 

[*] Victor Bruno é escritor e aluno do Curso Online de Filosofia
de Olavo de Carvalho
. Contribui ocasionalmente com textos
sobre política, filosofia e arte para publicações
como a VoegelinView, a Desistfilm e o
MUBI Notebook.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.

Censura: entenda o que está acontecendo nas redes sociais

Há muito se vem falando do crescimento da censura nas redes sociais, e acredite, ela realmente está acontecendo.

Pode-se dizer que a crescente censura é devido aos efeitos causados pela circulação de informação na internet, que abalaram as pernas de muitos poderosos ao redor do mundo, constituindo algo totalmente novo e inesperado. Por exemplo: através do Facebook, o povo Líbio se organizou para a derrubada do sangrento ditador Muammar al-Gaddafi, bilionário da indústria do petróleo; os brasileiros, através de páginas e grupos, deram início a inúmeros protestos que levaram ao Impeachment da ex-presidente Dilma Rouseff. Mas talvez o que mais enfureceu os globalistas e a mídia mundial tenha sido a sua grande derrota através da vitória do presidente americano Donald Trump, deixando mais do que claro o poder das redes sociais ao substituírem o próprio establishment midiático utilizando-se da divulgação de inúmeras notícias que são propositalmente ocultadas pelos jornais de propriedade dos bilionários.revista estudos nacionaisDe fato, o Facebook, o Youtube e a Google são empresas ligadas a esses bilionários, mas sua estrutura tomou proporções que fugiram do controle, levando a sua própria derrota. Então, surge a questão: ”como vamos controlar o negócio sem atrapalhar os nossos planos?”

Acontece que os métodos de controle já estão em ação. Basta perceber a quantidade de queixas e protestos de pessoas que acusam as mídias sociais, principalmente o Facebook,  de censurarem suas ideias, críticas, notícias e apagarem páginas e perfis pessoais.

Censura na Europa

Algo visível é o que está ocorrendo na Europa, não apenas os boicotes da União Europeia aos países que se recusam a receber imigrantes, mas a coordenação com os meios de comunicação para não mostrar ao mundo os efeitos da imigração.

Apenas para efeito de ciência, assista ao pequeno vídeo:

Parece que estamos na Síria, não é? Mas estamos na Alemanha, em Hamburgo!

E cenários como este não cessam de surgir:

Carros sendo incendiados em Paris.

Motim e confronto com a polícia em Paris.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O álbum é enorme e poderíamos mostrar centenas de fotos. Mas que parte disto está sendo noticiado por aí? Muito pouco ou, até mesmo, nada.

Talvez devêssemos voltar ao ano de 2015, quando, durante uma refeição, Mark Zuckerberg (CEO do Facebook) e Angela Merkel (Chanceler da Alemanha) foram pegos de surpresa com um microfone que gravou pequenos trechos de suas conversas.

Depois de Merkel ter perguntado a Zuckerberg sobre os posts ofensivos a respeito da crise dos refugiados, o CEO do Facebook disse: “precisamos trabalhar nisso”.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar“Você está trabalhando nisso?”, Perguntou Merkel.

“Sim”, o Sr. Zuckerberg teria respondido, antes que a transmissão fosse interrompida.

Também, no último dia 6 de  dezembro, o governo polonês, a fim de reivindicar sua autonomia, fez um vídeo informativo que, infelizmente, foi censurado pelo Youtube.

O vídeo aborda a crise vivida com os imigrantes e a falta e autonomia dos membros da União Europeia, posto que o bloco econômico está, literalmente, suprimindo as identidades nacionais dos países membros e chantageando-os para que recebam imigrantes. O título do vídeo é: “Europa, abra seus olhos e garanta o nosso direito” que, incrivelmente, foi marcado como “inadequado à idade”, e muitos recursos padrão do YouTube para o vídeo foram desativados, incluindo a seção de comentários, compartilhamento, incorporação de opções, contagem e avaliação do usuário.

Esse “estado limitado” do Youtube é conhecido como um purgatório virtual de conteúdo considerado “ofensivo” ou “extremista” pela grande mídia e meios de comunicação – como a “crise de refugiados” e toda a propaganda que a alimenta.

Concluindo: não são apenas pessoas que estão sendo censuradas, mas também as próprias nações, demonstrando que a situação é gravíssima.

Escritor, pesquisador e cientista político, estudou Direito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Ciências Políticas na UNINTER. É autor do livro “Perdão e Penitência” e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2014. Atualmente, é colunista no Estudos Nacionais.

Passeata Cristã na Índia

Índia: Cristãos são presos por cantarem músicas natalinas

No último domingo (17), dezenas de católicos foram presos pela polícia indiana enquanto cantavam canções de natal, informou o dailymail.

A polícia afirmou que, no total, 32 cristãos foram detidos no estado indiano de Madhya Pradesh. A acusação é de que os cristãos estariam convertendo muitos indianos.

Quando um grupo de sacerdotes foi à delegacia de polícia para indagar sobre o ocorrido, seu ônibus foi incendiado, supostamente por uma multidão pertencente a um grupo hindu, afirmou Theodore Mascarenhas, secretário-geral da Conferência Episcopal da Índia. O fato se deu quando a minoria cristã da Índia soou o alarme sobre um recente aumento dos ataques às igrejas e membros da fé.

revista estudos nacionaisOs cristãos acusaram os intransigentes hindus, que estão sendo encorajados pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi, de terem cometido o crime.

Em cinco estados indianos, incluindo o Madhya Pradesh, têm leis que exigem que os indivíduos obtenham permissão do governo para que possam se converter a outra religião, e induzir uma conversão ilegal pode significar uma prisão de até um ano.

Escritor, pesquisador e cientista político, estudou Direito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Ciências Políticas na UNINTER. É autor do livro “Perdão e Penitência” e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2014. Atualmente, é colunista no Estudos Nacionais.

Migração: Suécia se torna a nova capital do estupro

Dados da polícia sueca revelaram que 80% dos estupros são cometidos por imigrantes

Diversas fontes, inclusive da polícia e do governo sueco, demonstraram que 80% dos estupros ocorridos no país estão sendo cometidos por imigrantes e não apenas isso: o número de estupros vem crescendo exponencialmente desde o início da onda migratória de refugiados para a Europa. Essa informação, no entanto, não está sendo repercutida pelos meios de comunicação internacionais. Veja, abaixo, os dados da polícia sueca:

Crescimento das taxas de estupro

Número de estupros por 100 mil habitantes.

A situação é tão preocupante que, apenas no festival de verão deste ano, em Malmo, foram registrados 150 assaltos e 20 estupros. Ocorreram, também, casos extremos, como a gangue que realizou um  ‘estupro coletivo’  de uma menina Sueca, e transmitido ao vivo, pelo Facebook Live. Quando as autoridades chegaram ao local, o crime já havia sido cometido e era tarde demais.

Responsáveis pelo estupro coletivo (atualmente, presos)

Outra questão preocupante é a impunidade, uma vez que há centenas de bairros, chamados de ”NO-GO ZONE” (zona proibida), onde nem a polícia tem acesso diante de tamanha periculosidade e do risco de ser atacada por gangues muçulmanas. Apenas na cidade de Malmo, na Suécia, existem dezenas. Os distritos “NO-GO ZONE” são bairros tomados pelo Islã, e que não estão sujeitos às leis suecas, mas às leis da Shariah. No entanto, o governo sueco ainda não tomou nenhuma medida, muito menos a União Europeia.

Escritor, pesquisador e cientista político, estudou Direito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Ciências Políticas na UNINTER. É autor do livro “Perdão e Penitência” e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2014. Atualmente, é colunista no Estudos Nacionais.

Universidade proíbe ideologia de gênero em sala de aula

“Homem é homem e mulher é mulher, segundo Deus e a Ciência”, declarou reitor da universidade UniCesumar, do Paraná.

Até agora, a Universidade UniCesumar tem sido a única instituição de médio ou grande porte que demonstrou compartilhar da visão de mundo de 90% dos brasileiros, opondo-se à agenda global. Enquanto aumenta a lista de empresas que apoiam a ideologia de gênero, ao menos uma empresa, no Brasil, parece se manter fiel às estruturas da realidade. Com isso, demonstra não somente estar do lado do povo brasileiro, mas estar operando sem a interferência das pautas da agenda internacional do globalismo.

Posicionamento da empresa preocupa militância

A oposição à ideologia de gênero contudo, até o momento, não foi objeto de campanha de marketing, mas foi manifestada em uma fala do reitor da universidade, Wilson de Matos Silva, conforme matéria divulgada no jornal O Diário em 15 de outubro.

Apesar da instituição simplesmente ter demonstrado a mesma preocupação que a maioria da população brasileira, a posição da empresa ganhou mais destaque na internet por parte dos seus críticos.

Alguns blogs que apoiam a ideologia de gênero escrevem sobre a opção da universidade com grande preocupação. Para Margot Jung, a postura da universidade é preocupante, “principalmente por ter cursos na área de saúde”. Em seu blog, Margot cita o caso de uma aluna do segundo ano de um curso na área da saúde que, até o momento, não teve aulas sobre o tema do gênero.

Conforme a autobiografia de seu site, Margot Jung foi sindicalista e se descreve como feminista, coordenadora de Grupo de Pais e Mães de LGBT e presidente da Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A universidade

Apesar de pouco conhecida, a UniCesumar tem mais de 100 mil alunos pelo país e faz parte do seleto número das 4% das instituições de ensino superior mais bem avaliadas pelo MEC, com mais de 68 centros espalhados pelo Brasil. A recente polêmica acabou revelando uma rara instituição que não parece tão preocupada em estar conectada com os grandes grupos internacionais, mas em manter o respeito pela postura do povo brasileiro, majoritariamente contrário a pautas como a Ideologia de Gênero.

O fenômeno do “marketing contra o cliente”

Em artigos anteriores, analisei alguns aspectos sobre o fenômeno do marketing atual que observamos no Brasil: grandes empresas não querem mais o feedback dos cliente e, apesar de saberem que a população é contra pautas como aborto e Ideologia de Gênero, insistem em usar isso como marketing “social”. As experiências têm fracassado e a população vem tentando boicotar e deixar de consumir produtos e serviços das marcas que apoiam essas pautas.

Leia também: Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Esse movimento empresarial poderia ser visto como uma grande contradição se não conhecêssemos a estrutura de financiamento ao globalismo internacional, tão forte que tem feito com que empresas deem mais importância às pautas dessa elite do que ao seu público alvo.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Sabendo que até Philip Kotler, o guru do marketing, trabalhava para grandes globalistas da esquerda, vemos hoje que os próprios conceitos de marketing contemporâneos converteram-se em meros produtos de marketing.

Essa é, contudo, uma realidade do marketing exclusiva para grandes empresas. Os pequenos e médios empresários mantém-se fieis à estrutura da realidade em que a satisfação do cliente é importante.

Leia também:

 – Saiba quem são as empresas engajadas na ideologia de gênero

 –  Rejeição do brasileiro à Ideologia de Gênero em números

 

 

 

Pesquisador e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com e para a Revista Estudos Nacionais. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius. Organizador e coautor do livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”.

O passo dialético da Globo

Recentemente, uma grande parcela do povo brasileiro se manifestou contra a Rede Globo depois de a emissora ter fornecido amostras evidentes de sua adesão a crenças como Ideologia de Gênero e aborto, temas amplamente rejeitados pela população, embora apoiados pela classe artística e midiática. Ao declarar sua postura mais claramente e sem medo de desagradar a população, a Globo dá um passo adiante na estratégia psicológica da conformação das opiniões em um quadro dialético. Não se trata mais de apelar para a espiral do silêncio. O jogo da dialética é especialidade de marxistas culturais. E ele funciona.

Devido à nossa educação baseada em crenças burguesas do positivismo liberal e frequentemente mecanicista, temos dificuldade em compreender a luta cultural no aspecto dialético. É preciso que estejam claros alguns conceitos que os marxistas estudam há décadas.

A opinião

A opinião individual é a célula da democracia. Com base nela, formam-se posturas individuais que vão se manifestar analogamente em grupos de interesse e, por sua vez, exercer pressão sobre toda a sociedade. Depois, o conjunto da sociedade vai se manifestar e, então, a sua autoridade é máxima e disso depende a crença no equilíbrio utópico da democracia. Com toda a autoridade política depositada na sociedade, resta aos ativistas influenciar a sua base cultural para que qualquer luta política que se restrinja ao campo político já comece perdida. Para conquistar a base é preciso movimentar os cidadãos individuais por uma série de instrumentos persuasivos que agem na esfera psicológica mais profunda e não meramente política.

Existem dois tipos básicos de persuasão reflexiva na democracia. O primeiro deles é o apelo quantitativo, a autoridade da maioria, o clássico efeito da espiral do silêncio, baseado na alegação de que uma ideia ou proposta é aceita por uma maioria sábia. Pode ser chamado também de efeito democrático, no qual a força persuasiva utilizada é a numérica, mas associando a esse número o caráter de evolução, melhoria ou progresso. A principal força desse tipo de persuasão está na ameaça implícita de isolamento social. Quem não está com todos está sozinho e não deve ser levado em conta. Evidentemente, uma das condições para isso funcionar é a crença compartilhada da autoridade da maioria. Toda a análise de Elisabeth Noelle-Neumann é sobre a influência deste expediente na formação da opinião pública.

Mas há o segundo tipo, o qualitativo ou disruptivo, em que o apelo funciona inversamente ao primeiro. Ao invés de evocar a autoridade da maioria, apela para a credibilidade de grupos de iluminados, intelectuais, acadêmicos, pessoas que estudaram o assunto etc. “Toda unanimidade é burra”, repetem. Assim como no primeiro tipo, para que a ameaça de isolamento funcione, é preciso que o alvo atenda a pelo menos uma condição: precisa ter em alta conta o grupo que fala, do qual quer emprestada a credibilidade ao estar associado a eles. As comunidades profissionais se valem muito deste tipo de argumento de autoridade quando o assunto é comum à sua competência, mesmo que de fato não tenham conhecimento suficiente para formar uma opinião a respeito.

O passo do jogo dialético

Durante décadas, as duas estratégias foram mantidas conjuntamente no tratamento da tensão existente entre elite cultural progressista e povo conservador: ora apelava-se ao número, fraudando enquetes de opinião e estereotipando posturas populares como exóticas e fora de moda, ora denunciando o conservadorismo reinante no império do patriarcado presente nas famílias, consideradas arcaicas e agarradas a antigas crenças religiosas (cujo bode expiatório sempre foi a Igreja Católica, mas mais recentemente passou-se a atacar também evangélicos devido o seu crescimento numérico).

Longos anos de estratégia dedicados a colocar as forças progressistas definitivamente encasteladas nas universidades, redações de jornais, agências de propaganda e em Brasília, já é possível avançar e declarar guerra, iniciada já com décadas de vantagem cultural. O povo, praticamente sem representação, não tem como fazer frente a um aparato midiático totalmente alheio às suas crenças e pressupostos. A comunicação entre os dois lados se tornou impossível e o passo seguinte é a admissão da dualidade, o jogo da dialética. Agora, todo cidadão precisa fazer uma escolha: se está do lado da elite iluminada, artística, criativa, intelectualizada e sábia ou com o povo burro, ignorante, violento, conservador e problemático.

O passo do jogo dialético, porém, como reza a boa estratégia marxista, pode retroceder a qualquer momento, bastando que o seu progresso se veja ameaçado. Em um ir e vir infinito, próprio da mentalidade revolucionária, eles  afirmam não saber exatamente para onde vão, mas sabem que querem a transformação total da sociedade. Essa transformação que é uma outra forma de dizer destruição.

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Cada vez mais, grandes empresas tem optado pelo ‘marketing de lacração‘, que se identifica com uma parcela ínfima da população. Como resultado, as ações de marketing tem provocado revolta na esmagadora maioria de seus clientes e agradado a um percentual que varia entre 3 a 15%.

O que é marketing de lacração?

O termo dado para essas ações de propaganda ligadas a pautas globalistas como equidade de gênero, feminismo ou abortismo são chamadas “marketing de lacração“. A expressão  tem seu significado baseado em uma gíria “lacrar“, usado por jovens e feministas. No linguajar desses grupos, traz significados como “arrasar” ou “mandar bem“, atrelado à ideia do ‘empodeiramento‘, outro termo criado por esses grupos em uma tradução incorreta do termo em inglês empowerment.  Assim, a expressão marketing de lacração traz um significado literal apenas para membros desse grupo, que representam algo entre 3 a 15% da população e consideram que a empresa “arrasou” (ou “lacrou“) ao apoiar uma pauta como gênero ou feminismo, por exemplo.  Na prática, a campanha não ‘arrasou’ mas sim foi um fracasso, por tentar apoiar algo que a esmagadora maioria da população é contra.

O fracasso das campanhas

Depois que o Santander perdeu mais de 20 mil contas, em uma semana, por ter apoiado a exposição QueerMuseu em Porto Alegre e milhões de internautas repudiado a postura revolucionária da empresa na guerra cultural com a #SATANder, qualquer proposta com essas pautas vindo do setor marketing e comunicação não pode jamais ser vista como uma gafe de marqueteiro.

Os ideais globalistas revolucionários mostraram-se presentes também nas diretorias da Avon, que lançou o documentário “Repense o Elogio”, onde criticam o fato de meninos serem criados com elogios como “forte” e “corajoso” e as meninas receberem elogios como “bonitas” e “princesas”. Internautas manifestaram-se com milhares de avaliações negativas nos vídeos da campanha. Clientes e internautas comentam ainda que nas propagandas da Avon as mulheres são mostradas sempre belas como princesas e que é por isso que as mulheres compram os produtos da marca.

O vídeo completo da campanha (40min) recebeu 8 mil avaliações negativas “não gostei”, contra 1 mil “gostei”; A versão curta do vídeo (1m12s) recebeu 26 mil avaliações negativas contra 1 mil positivas.

A adesão da Avon à militância do discurso de gênero comprova mais uma vez que a satisfação da necessidade do cliente está longe de ser a preocupação dessas mega-corporações. Se tinha uma empresa que não deveria ter entrado nessa ideologia era exatamente empresas de cosméticos que contam com o “povão” como revendedor independente. A Avon conta com 1,5 milhão de consultoras espalhadas pelo Brasil. Um dos pilares da estratégia da Avon é, ironicamente, de que por meio de consultoras a empresa poderia ter mais identificação com o cliente final, além de se tornar uma ‘empresa do povo’, bem representada pelas mulheres brasileiras, especialmente de classe média e classe de menor renda. Com a campanha, a empresa ataca frontalmente os valores de suas revendedoras e dos consumidores, em sua grande maioria.

A campanha OMO[1] para o dia das crianças não foi diferente, obtendo rejeição em massa. Sendo eles uma marca do povo e da dona de casa brasileira, embarcar na proposta de gênero trouxe danos significativos para a marca e para os negócios da Unilever, que já não andam muito bem.

“Marketing de Lacração vira tendência para grandes corporações e mostra quais empresas estão contra a população”

Outro episódio ocorrido últimos dias foi a campanha do Carrefour, que postou em suas redes sociais, para o dia das Crianças, a mensagem “Depois que viram adultos, meninos que brincam de boneca ou casinha tornam-se mais conscientes e responsáveis com a família. Brincadeiras não têm gênero“.

Empresas sentem-se super confiantes em seu poder econômico

Acreditam deter tanto poder em seu monopólio e seu poder econômico que pensam que podem ser, a exemplo da Rede Globo que tem concessão pública, um meio de revolução e destruição dos valores tradicionais da população impondo pautas globalistas.

Contudo, nem mesmo o império da Globo parece ser suficiente para transformar as mentes da população contra realidades biológicas tão óbvias. Depois que a campanha #GloboLixo surgiu e ganhou o Brasil por meio do Twitter e Facebook, a Revista Veja, que tem o Santander entre seus patrocinadores, também passou a ser o alvo de campanha da população, após ter publicado edição da revista com matéria de capa em prol da ideologia de gênero.

No dia 23 de outubro, a Globo ainda teve que lidar com manifestação da campanha popular #GloboLixo em um de seus programas ao vivo. Durante uma matéria ao vivo, no jornal SP1, uma pessoa se colocou entre a câmera e o repórter e falou por duas vezes “Globo lixo!”. Durante o jornal, que teve a matéria interrompida por alguns segundos em virtude do ocorrido, os repórteres mostraram-se bastante irritados com a manifestação, mostrando que não se importam com a manifestação e que sentem raiva da população que manifesta seu descontentamento com a postura da empresa. Simplesmente não estão abertos à críticas ou diálogo. Eis que chegamos ao cúmulo da relação empresa versus cliente. Os gurus do marketing diziam que as empresas devem servir e atender necessidades dos clientes, com ouvidos atentos para suas necessidades e reclamações. Mais do que nunca, vemos que a relação se inverteu e as empresas não parecem estar dispostas à ceder ao atendimento das expectativas dos clientes ou se preocuparem com a reputação da marca perante o cliente.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Em uma aparente união dos grandes sites de notícias, o episódio do programa SP1, da Globo, está sendo noticiado na categoria TV & Famosos, TV & Novelas. Tal fato, deveria estar noticiado na categoria ”Cidadania”. Ou seja, rejeitam considerar que a manifestação #GloboLixo seja um feedback de cliente válido.

Breve histórico do movimento do “marketing de lacração

O movimento feminista e de gênero vem preparando esse momento há algum tempo e as empresas vem aderindo à causa aos poucos. Em 2015, o Boticário fez sua campanha do Dia dos Namorados com casais LGBT trocando presentes e foi alvo de crítica nas redes sociais. Contrariando a lógica, diante do boicote sofrido a campanha do Boticário foi premiada pelo Effie Awards Brasil 2015.

Vale citar que o Effie Awards Brasil é um prêmio criado pela Effie Worldwide, uma organização internacional presente em 40 países, que busca “valoriza a relação cliente-agência e o trabalho conjunto do criativo e do profissional de Marketing na busca pela comunicação efetiva, ou seja, aquela que realmente funciona.“(sic).

A panelinha” dos executivos globalistas

A organização internacional tem no seu board membros de diversas empresas, tais como Coca-Cola, Unilever, Facebook, IBM, entre outras.

Entre os jurados atuais do prêmio Effie Awards Brasil estão: Alexandre Bouza (diretor de marketing do Boticário), André Vinicius (diretor de publicidade do UOL), Andréa M. Pinotti (diretora de marketing institucional do Itaú Unibanco), Igor Puga (diretor de marketing do Santander), Ricardo Esturaro (diretor de marketing da TV Globo), Silvia Balbo (diretora de marketing do Carrefour Brasil), entre outros.

O site Merkaz traz uma matéria em que analisa a importância das empresas se engajarem na luta pela diversidade de gênero. Segundo analisa o site, faz-se necessário a adesão ao discurso uma vez que o tema diversidade de gênero está entre “os 17 Objetivos para transformar o nosso mundo” traçados pela ONU para 2030. Ou seja, a orientação de marketing da empresa não está voltada ao cliente mas sim aos interesses da ONU, que por sua vez, são os interesses de uma elite capitalista composta por alguns poucos bilionários (George Soros, Fundação Ford, Fundação McArthur, Bill e Melinda Gates et al).

Skol faz campanha feminista, abortista e de gênero

A Skol convidou artistas para refazer pôsteres de antigas campanhas, hoje vistos como machistas por darem enfoque ao homem tomando cerveja e não às mulheres tomando cerveja. A iniciativa resultou na criação de pôsteres com frases como “meu corpo, minhas regras”  e “empodere-se”.

Veja informações completas sobre a iniciativa da Skol no site da AdNews

Leia também:
Veja a lista de empresas engajadas nessa tendência globalista de marketing

 


Pesquisador e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com e para a Revista Estudos Nacionais. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius. Organizador e coautor do livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”.

Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Com os recentes e numerosos casos de grandes empresas como Santander, Itau e Unilever engajadas nas pautas polêmicas como a da ideologia de gênero, amplamente rejeitada pela maioria da população, surge as perguntas: para onde foi a orientação ao cliente? o marketing de relacionamentos e o consumidor em primeiro lugar? com o que realmente as empresas estão preocupadas? quais seus objetivos?

Contexto histórico do marketing e suas orientações

Segundo a ciência da administração, em especial as teorias sobre a orientação do marketing, desde o final do século XX teríamos passado da era da venda para a era do marketing, que deveria focar em compreender e satisfazer as necessidades dos clientes. Antes desse momento de luz, em que as empresas teriam descoberto que no topo das prioridades deve estar a compreensão e a atenção ao cliente, passamos, segundo alguns, por períodos de trevas.

As primeiras década de trevas seria a Era da Produção, onde as empresas estavam focadas unicamente em produzir com eficiência, baixo custo e ganho de escala. Estamos falando aqui do momento retratado no filme Tempos Modernos e da era da Ford Motors, no início da revolução industrial (até meados de 1950).

Nas décadas de 50 e 60 teria iniciado a Era do Produto, onde empresas passaram a buscar aprimoramento na qualidade dos produtos para que, diante de concorrentes, o cliente preferisse o seu produto. Logo em seguida, veio a Era das Vendas (ou orientação à venda), em que empresas teriam passado a investir forte nas equipes e técnicas de vendas para empurrar goela abaixo dos clientes, os produtos fabricados, surgindo a ideia do vendedor chato e inescrupuloso.

Primeiramente, sempre tive a sensação de que esse período inicial não era necessariamente uma era de trevas.
Embora professores universitários entusiasmados e fanáticos pelos novos empreendedores e gurus do marketing possam discordar, Henry Ford, quando decidiu produzir um único modelo de carro, somente na cor preta, estava sim preocupado com a necessidade dos clientes, talvez até mais preocupado do que dizem estar os marqueteiros de palco de hoje. A diferença é que o cliente não tinha tanta frescura e queria simplesmente ter um automóvel, pouco importando-se com a cor, design ou textura do estofamento.

O marketing holístico da Bíblia do Marketing

Segundo o guru do marketing, Philip Kotler, o marketing holístico agrega quatro dimensões do marketing: marketing interno + integrado + o de relacionamento + o marketing socialmente responsável.

Parece residir nesse último elemento o grande motivador das ações dessas multinacionais, em promover a ideologia de gênero e em investir em exposições ‘artísticas’ que expõem crianças de cinco anos a presença de homens sem roupas. Kotler demonstra com o termo marketing holítico, a influência de autores como Fritjof Capra, cuja obra, em si mesma, um produto de propaganda.  A partir daí, Kotler traz os conceitos de marketing ecológico e marketing humanista.

Ao falar do marketing humanista, a Bíblia do Marketing parece usar linguagem conflitante com a ideia central do marketing, que é (ou deveria ser) satisfazer as necessidades dos clientes. Segundo Kotler e Keller, “a orientação do marketing humanista sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses do mercado-alvo e satisfazê-los de maneira mais eficiente e eficaz que os concorrentes, de um modo que conserve ou aumente o bem-estar do consumidor e da sociedade como um todo“(2006, p. 20).

O livro cita o exemplo do McDonalds, que resolveu tornar seu cardápio mais saudável porque os clientes poderiam ficar doentes. Veja bem: na verdade, a alteração não foi motivada por um interesse dos clientes em ter uma dieta saudável, mas sim pelo interesse da empresa na mudança da dieta dos clientes. Ou seja, a atitude da empresa visava determinar a necessidade do cliente por uma “melhor alimentação”.
Contudo, logo a frente Kotler e Keller concluem o tema dizendo que essas ações visam melhorar a reputação da empresa, aumentar consciência de marca, fidelidade do cliente, obter mais vendas e exposição na mídia, acreditando que clientes tendem a buscar, cada vez mais, sinais de boa cidadania corporativa que vão além do fornecimento de benefícios racionais e emocionais.

De fato, no tempo de minha pós-graduação em marketing, aprendi que o objetivo das ações de marketing sociais também era a satisfação das necessidades dos clientes, mas que no contexto atual, o cliente ficou mais exigente, desejando não apenas um produto de qualidade e um bom atendimento, mas adquirir produtos e serviços de uma empresa preocupada com questões importantes para a sociedade. A controversa descrição de Kotler e Keller sobre o marketing humanista havia passado desapercebida por mim no meu tempo de faculdade e pós-graduação. Parece tratar-se de um “ato falho”, ou de uma sutileza, para orientar os mega empresários, que são os únicos que tem o poder de colocar em prática essa ideia “humanista” de impor, ou “determinar as necessidades e desejos dos consumidores”.

Se esquecermos o conceito de marketing consagrado por inúmeros autores, baseado em identificar e satisfazer as necessidades e focarmos na ideia de prioritariamente determinar necessidades aos clientes, conseguiremos entender porquê uma multinacional como a Unilever resolveu fazer a campanha do OMO promovendo a diversidade de gênero e o Santander deu espaço ao QueerMuseum, mesmo desrespeitando os valores e a crença de, no mínimo, 80% da população brasileira.  Não se trata de satisfazer a necessidade atual dos consumidores, mas em moldar suas necessidades.

Por que Philip Kotler traz esse conceito de marketing holístico e humanista?

Certamente o maior teórico do marketing do último século foi Philip Kotler(1931). Consultor da IBM, Bank of America, General Electric e outras mega-corporações, professor e autor de dezenas de livros, incluindo a “Administração de Marketing: A Bíblia do marketing” (2006) – 12ª edição.Trabalhou toda sua carreira como professor na Kellog School of Management, escola ligada a W.K. Kellogg Foundation e ao Kellogg Institute.

Quem empregou Philip Kotler por 50 anos

Não foi preciso grandes ou profundas investigações para comprovar o alinhamento do grupo Kellog com as grandes fundações de mega-capitalistas e globalista.

O site do Kellogg Institute mostra que investem em programas como o The Ford Program, que tem em seus projetos, temas como: debates sobre as religiões a o acolhimento imigrantes muçulmanos na europa; programas sobre saúde reprodutiva no Kenya e educação sexual em Uganda.

No México, a Kellogg Foundation investe no CISC, que promove os direitos sexuais e reprodutivos aos jovens (incluindo campanha pela descriminalização do aborto e o fornecimento de serviço de abortos) bem como a ideologia de gênero.

O Kellogg Institute possui projetos no Brasil, baseado no apoio à pesquisadores. Na verdade, deu apoio a dois pesquisadores: são eles, Pedro Floriano Ribeiro (UFSCar), autor de “Dos sindicatos ao governo: a organização nacional do PT de 1980 a 2005 (FAPESP, 2010) e premiado por sua tese de doutorado sobre o Partido dos Trabalhadores. O outro pesquisador brasileiro é o Professor Francisco C. Weffort, doutor em ciência política pela USP com a tese intitulada “Populismo e classes populares”, autor de artigos como “O futuro do socialismo”, “O que é democracia?”, “Por que democracia?”, “Introdução à política da cultura: um olhar sobre a cultura brasileira”, “Marx: política e revolução”, entre outros tantos nessa linha socialista e revolucionária.

Conhecendo para quem Philip Kotler trabalhou pode-se compreender porque sua teoria se tornou tão alinhada aos objetivos das grandes organizações globalistas.

Agenda globalista e revolucionária: da academia para as empresas

O globalismo e o pensamento revolucionário, de fato, atingiu hoje todas as áreas do conhecimento e espalhou-se por
todos os ramos da sociedade. Os jovens que desejavam ser exemplo de liberais capitalistas e foram estudar administração, publicidade, marketing, em graduações e MBAs, tornaram-se meros instrumentos da esquerda nas agências de publicidade e nas grandes empresas. Foram instrumentalizados pelo globalismo sem perceber. No ímpeto de buscar a máxima eficiência, abdicaram de estudar temas essenciais para a compreensão da realidade, aprenderam apenas o ferramental e se tornaram instrumentos daquilo que condenavam.

A ideia do marketing holístico é uma amostra disso. O livro “O ponto de mutação” de Fritjof Capra é leitura obrigatória nos cursos de gestão no Brasil, e provavelmente em muitos países. O foco que as aulas de administração trazem à obra de Capra tenta suavizar seu caráter revolucionário, focando a ideia de equilíbrio embasado na ideia do yin e yang com uma abordagem suficientemente superficial para que o futuro profissional passe a comungar de elementos e da linguagem revolucionária sem perceber claramente o que está acontecendo. Não se dá grande ênfase nas ideias pregadas por Capra, por exemplo, que o ponto de mutação culmina com o fim do patriarcado (consequência esperada = a desconstrução do modelo de família tradicional). Com isso, tanto os jovens de família tradicional que sonha em trabalhar em grandes organizações, serem independentes, constituir família e ser o orgulho de seus pais, quanto um pai de família que faz faculdade na meia idade para continuar sendo um bom varão, absorvem os valores globalistas e revolucionários, sem perceber.

Uma excelente análise da obra de Capra pode ser lida no artigo de Olavo de Carvalho sobre a Nova Era e a Revolução Cultural.

Qual foi o feedback dos clientes?

Boicote à Globo no TopTrends mundial, 200 mil rejeições ao vídeo da Unilever e dezenas de milhares de clientes perdidos pelo Santander.

Não é mais novidade que os maiores veículos de comunicação, como a Globo, tentam mudar a cabeça da população com pautas ideológicas o tempo todo. A esmagadora maioria do brasileiro, mesmo os mais humildes e sem acesso à outras mídias, sabem e falam abertamente que são contrariados frequentemente pelos noticiários, novelas e programas de TV, imbuídos em transmitir ideologias completamente opostas às crenças e valores pessoais, familiares e religiosos da esmagadora maioria da população. Esse fenômeno tem sido analisado por alguns (ainda poucos) especialistas de mídia e certamente daqui alguns anos ou décadas, será visto como fato histórico de notável importância.

Com as reportagens do programa Fantástico, de 08 de outubro de 2017, em favor da diversidade de gênero, a reportagem em defesa da exposição do QueerMuseu e da peça de teatro “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Jesus é interpretado por uma transexual, desencadeou um movimento mais ativo de boicote à Globo. Em marketing, isso se chama feedback do cliente. A hashtag #GloboLixo começou a aparecer logo após o programa do Fantástico e entrou para o TopTrends do Twitter.

Em situações de normalidade e sanidade, empresários e marqueteiros agradecem todos os feedbacks dos clientes, uma vez que as reclamações são oportunidades de melhoria e ajuste no alinhamento das estratégias das empresas, para que possam satisfazer as reais expectativas dos clientes. Mas não foi o que aconteceu. Essa máxima parece estar sendo abandonada pelas grandes empresas.

As maiores empresas de comunicação, de fato não estão mais preocupadas em entender o perfil do cliente para atendê-lo, já compreendem o seu público-alvo, mas querem que o perfil do cliente mude. Querem mudar suas necessidades e as crenças. No Fantástico, também foi feito um discurso fortemente contra as pessoas que vêm se manifestando contra as pautas da ideologia de gênero. Ou seja, o feedback do cliente não é mais bem-vindo. Afinal, o interesse é mudar o que ele pensa.

O apoio do Santander ao QueerMuseu custou ao banco dezenas de milhares de contas a menos, além de muitos feedbacks negativos na internet. O vídeo publicitário da OMO, marca da empresa Unilever, conquistou, em apenas seis dias, até o momento, 200 mil “dislikes” e 23 mil “likes“. Ou seja,  90% das avaliações do vídeo foram negativas, sem contar os milhares de comentários de indignação.

Onde foi parar a preocupação com a necessidade do cliente? Empresas do porte da Unilever e Santander perderam a capacidade de mapear o perfil do consumidor ou não se preocupam mais com isso, devido ao seu elevadíssimo poder no mercado?

Globalistas adquiriram tanto poder e dinheiro que acreditam que a população irá se submeter às suas ideias. Certamente não estamos mais na ‘Era do marketing’ como dizem alguns teóricos. Entramos em uma nova era, da fake news, do fake marketing ou do marketing de manipulação. Precisamos encontrar um novo nome para denominar esse momento, pois a era do marketing acabou. Mas esse é o menor dos problemas. O maior problema agora é sobreviver nessa guerra cultural.

Links adicionais:

Kellogg Institute

W.K. Kellogg Foundation – projeto no México

W.K. Kellogg Foundation – Quem somos

#GloboLixo no Twitter

Pesquisador e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com e para a Revista Estudos Nacionais. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius. Organizador e coautor do livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”.

Clássico do estudo da opinião pública tem sua primeira edição brasileira

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius.

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