Universidade proíbe ideologia de gênero em sala de aula

“Homem é homem e mulher é mulher, segundo Deus e a Ciência”, declarou reitor da universidade UniCesumar, do Paraná.

Até agora, a Universidade UniCesumar tem sido a única instituição de médio ou grande porte que demonstrou compartilhar da visão de mundo de 90% dos brasileiros, opondo-se à agenda global. Enquanto aumenta a lista de empresas que apoiam a ideologia de gênero, ao menos uma empresa, no Brasil, parece se manter fiel às estruturas da realidade. Com isso, demonstra não somente estar do lado do povo brasileiro, mas estar operando sem a interferência das pautas da agenda internacional do globalismo.

Posicionamento da empresa preocupa militância

A oposição à ideologia de gênero contudo, até o momento, não foi objeto de campanha de marketing, mas foi manifestada em uma fala do reitor da universidade, Wilson de Matos Silva, conforme matéria divulgada no jornal O Diário em 15 de outubro.

Apesar da instituição simplesmente ter demonstrado a mesma preocupação que a maioria da população brasileira, a posição da empresa ganhou mais destaque na internet por parte dos seus críticos.

Alguns blogs que apoiam a ideologia de gênero escrevem sobre a opção da universidade com grande preocupação. Para Margot Jung, a postura da universidade é preocupante, “principalmente por ter cursos na área de saúde”. Em seu blog, Margot cita o caso de uma aluna do segundo ano de um curso na área da saúde que, até o momento, não teve aulas sobre o tema do gênero.

Conforme a autobiografia de seu site, Margot Jung foi sindicalista e se descreve como feminista, coordenadora de Grupo de Pais e Mães de LGBT e presidente da Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A universidade

Apesar de pouco conhecida, a UniCesumar tem mais de 100 mil alunos pelo país e faz parte do seleto número das 4% das instituições de ensino superior mais bem avaliadas pelo MEC, com mais de 68 centros espalhados pelo Brasil. A recente polêmica acabou revelando uma rara instituição que não parece tão preocupada em estar conectada com os grandes grupos internacionais, mas em manter o respeito pela postura do povo brasileiro, majoritariamente contrário a pautas como a Ideologia de Gênero.

O fenômeno do “marketing contra o cliente”

Em artigos anteriores, analisei alguns aspectos sobre o fenômeno do marketing atual que observamos no Brasil: grandes empresas não querem mais o feedback dos cliente e, apesar de saberem que a população é contra pautas como aborto e Ideologia de Gênero, insistem em usar isso como marketing “social”. As experiências têm fracassado e a população vem tentando boicotar e deixar de consumir produtos e serviços das marcas que apoiam essas pautas.

Leia também: Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Esse movimento empresarial poderia ser visto como uma grande contradição se não conhecêssemos a estrutura de financiamento ao globalismo internacional, tão forte que tem feito com que empresas deem mais importância às pautas dessa elite do que ao seu público alvo.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Sabendo que até Philip Kotler, o guru do marketing, trabalhava para grandes globalistas da esquerda, vemos hoje que os próprios conceitos de marketing contemporâneos converteram-se em meros produtos de marketing.

Essa é, contudo, uma realidade do marketing exclusiva para grandes empresas. Os pequenos e médios empresários mantém-se fieis à estrutura da realidade em que a satisfação do cliente é importante.

Leia também:

 – Saiba quem são as empresas engajadas na ideologia de gênero

 –  Rejeição do brasileiro à Ideologia de Gênero em números

 

 

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

O passo dialético da Globo

Recentemente, uma grande parcela do povo brasileiro se manifestou contra a Rede Globo depois de a emissora ter fornecido amostras evidentes de sua adesão a crenças como Ideologia de Gênero e aborto, temas amplamente rejeitados pela população, embora apoiados pela classe artística e midiática. Ao declarar sua postura mais claramente e sem medo de desagradar a população, a Globo dá um passo adiante na estratégia psicológica da conformação das opiniões em um quadro dialético. Não se trata mais de apelar para a espiral do silêncio. O jogo da dialética é especialidade de marxistas culturais. E ele funciona.

Devido à nossa educação baseada em crenças burguesas do positivismo liberal e frequentemente mecanicista, temos dificuldade em compreender a luta cultural no aspecto dialético. É preciso que estejam claros alguns conceitos que os marxistas estudam há décadas.

A opinião

A opinião individual é a célula da democracia. Com base nela, formam-se posturas individuais que vão se manifestar analogamente em grupos de interesse e, por sua vez, exercer pressão sobre toda a sociedade. Depois, o conjunto da sociedade vai se manifestar e, então, a sua autoridade é máxima e disso depende a crença no equilíbrio utópico da democracia. Com toda a autoridade política depositada na sociedade, resta aos ativistas influenciar a sua base cultural para que qualquer luta política que se restrinja ao campo político já comece perdida. Para conquistar a base é preciso movimentar os cidadãos individuais por uma série de instrumentos persuasivos que agem na esfera psicológica mais profunda e não meramente política.

Existem dois tipos básicos de persuasão reflexiva na democracia. O primeiro deles é o apelo quantitativo, a autoridade da maioria, o clássico efeito da espiral do silêncio, baseado na alegação de que uma ideia ou proposta é aceita por uma maioria sábia. Pode ser chamado também de efeito democrático, no qual a força persuasiva utilizada é a numérica, mas associando a esse número o caráter de evolução, melhoria ou progresso. A principal força desse tipo de persuasão está na ameaça implícita de isolamento social. Quem não está com todos está sozinho e não deve ser levado em conta. Evidentemente, uma das condições para isso funcionar é a crença compartilhada da autoridade da maioria. Toda a análise de Elisabeth Noelle-Neumann é sobre a influência deste expediente na formação da opinião pública.

Mas há o segundo tipo, o qualitativo ou disruptivo, em que o apelo funciona inversamente ao primeiro. Ao invés de evocar a autoridade da maioria, apela para a credibilidade de grupos de iluminados, intelectuais, acadêmicos, pessoas que estudaram o assunto etc. “Toda unanimidade é burra”, repetem. Assim como no primeiro tipo, para que a ameaça de isolamento funcione, é preciso que o alvo atenda a pelo menos uma condição: precisa ter em alta conta o grupo que fala, do qual quer emprestada a credibilidade ao estar associado a eles. As comunidades profissionais se valem muito deste tipo de argumento de autoridade quando o assunto é comum à sua competência, mesmo que de fato não tenham conhecimento suficiente para formar uma opinião a respeito.

O passo do jogo dialético

Durante décadas, as duas estratégias foram mantidas conjuntamente no tratamento da tensão existente entre elite cultural progressista e povo conservador: ora apelava-se ao número, fraudando enquetes de opinião e estereotipando posturas populares como exóticas e fora de moda, ora denunciando o conservadorismo reinante no império do patriarcado presente nas famílias, consideradas arcaicas e agarradas a antigas crenças religiosas (cujo bode expiatório sempre foi a Igreja Católica, mas mais recentemente passou-se a atacar também evangélicos devido o seu crescimento numérico).

Longos anos de estratégia dedicados a colocar as forças progressistas definitivamente encasteladas nas universidades, redações de jornais, agências de propaganda e em Brasília, já é possível avançar e declarar guerra, iniciada já com décadas de vantagem cultural. O povo, praticamente sem representação, não tem como fazer frente a um aparato midiático totalmente alheio às suas crenças e pressupostos. A comunicação entre os dois lados se tornou impossível e o passo seguinte é a admissão da dualidade, o jogo da dialética. Agora, todo cidadão precisa fazer uma escolha: se está do lado da elite iluminada, artística, criativa, intelectualizada e sábia ou com o povo burro, ignorante, violento, conservador e problemático.

O passo do jogo dialético, porém, como reza a boa estratégia marxista, pode retroceder a qualquer momento, bastando que o seu progresso se veja ameaçado. Em um ir e vir infinito, próprio da mentalidade revolucionária, eles  afirmam não saber exatamente para onde vão, mas sabem que querem a transformação total da sociedade. Essa transformação que é uma outra forma de dizer destruição.

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro "A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)" e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Cada vez mais, grandes empresas tem optado pelo ‘marketing de lacração‘, que se identifica com uma parcela ínfima da população. Como resultado, as ações de marketing tem provocado revolta na esmagadora maioria de seus clientes e agradado a um percentual que varia entre 3 a 15%.

O que é marketing de lacração?

O termo dado para essas ações de propaganda ligadas a pautas globalistas como equidade de gênero, feminismo ou abortismo são chamadas “marketing de lacração“. A expressão  tem seu significado baseado em uma gíria “lacrar“, usado por jovens e feministas. No linguajar desses grupos, traz significados como “arrasar” ou “mandar bem“, atrelado à ideia do ‘empodeiramento‘, outro termo criado por esses grupos em uma tradução incorreta do termo em inglês empowerment.  Assim, a expressão marketing de lacração traz um significado literal apenas para membros desse grupo, que representam algo entre 3 a 15% da população e consideram que a empresa “arrasou” (ou “lacrou“) ao apoiar uma pauta como gênero ou feminismo, por exemplo.  Na prática, a campanha não ‘arrasou’ mas sim foi um fracasso, por tentar apoiar algo que a esmagadora maioria da população é contra.

O fracasso das campanhas

Depois que o Santander perdeu mais de 20 mil contas, em uma semana, por ter apoiado a exposição QueerMuseu em Porto Alegre e milhões de internautas repudiado a postura revolucionária da empresa na guerra cultural com a #SATANder, qualquer proposta com essas pautas vindo do setor marketing e comunicação não pode jamais ser vista como uma gafe de marqueteiro.

Os ideais globalistas revolucionários mostraram-se presentes também nas diretorias da Avon, que lançou o documentário “Repense o Elogio”, onde criticam o fato de meninos serem criados com elogios como “forte” e “corajoso” e as meninas receberem elogios como “bonitas” e “princesas”. Internautas manifestaram-se com milhares de avaliações negativas nos vídeos da campanha. Clientes e internautas comentam ainda que nas propagandas da Avon as mulheres são mostradas sempre belas como princesas e que é por isso que as mulheres compram os produtos da marca.

O vídeo completo da campanha (40min) recebeu 8 mil avaliações negativas “não gostei”, contra 1 mil “gostei”; A versão curta do vídeo (1m12s) recebeu 26 mil avaliações negativas contra 1 mil positivas.

A adesão da Avon à militância do discurso de gênero comprova mais uma vez que a satisfação da necessidade do cliente está longe de ser a preocupação dessas mega-corporações. Se tinha uma empresa que não deveria ter entrado nessa ideologia era exatamente empresas de cosméticos que contam com o “povão” como revendedor independente. A Avon conta com 1,5 milhão de consultoras espalhadas pelo Brasil. Um dos pilares da estratégia da Avon é, ironicamente, de que por meio de consultoras a empresa poderia ter mais identificação com o cliente final, além de se tornar uma ‘empresa do povo’, bem representada pelas mulheres brasileiras, especialmente de classe média e classe de menor renda. Com a campanha, a empresa ataca frontalmente os valores de suas revendedoras e dos consumidores, em sua grande maioria.

A campanha OMO[1] para o dia das crianças não foi diferente, obtendo rejeição em massa. Sendo eles uma marca do povo e da dona de casa brasileira, embarcar na proposta de gênero trouxe danos significativos para a marca e para os negócios da Unilever, que já não andam muito bem.

“Marketing de Lacração vira tendência para grandes corporações e mostra quais empresas estão contra a população”

Outro episódio ocorrido últimos dias foi a campanha do Carrefour, que postou em suas redes sociais, para o dia das Crianças, a mensagem “Depois que viram adultos, meninos que brincam de boneca ou casinha tornam-se mais conscientes e responsáveis com a família. Brincadeiras não têm gênero“.

Empresas sentem-se super confiantes em seu poder econômico

Acreditam deter tanto poder em seu monopólio e seu poder econômico que pensam que podem ser, a exemplo da Rede Globo que tem concessão pública, um meio de revolução e destruição dos valores tradicionais da população impondo pautas globalistas.

Contudo, nem mesmo o império da Globo parece ser suficiente para transformar as mentes da população contra realidades biológicas tão óbvias. Depois que a campanha #GloboLixo surgiu e ganhou o Brasil por meio do Twitter e Facebook, a Revista Veja, que tem o Santander entre seus patrocinadores, também passou a ser o alvo de campanha da população, após ter publicado edição da revista com matéria de capa em prol da ideologia de gênero.

No dia 23 de outubro, a Globo ainda teve que lidar com manifestação da campanha popular #GloboLixo em um de seus programas ao vivo. Durante uma matéria ao vivo, no jornal SP1, uma pessoa se colocou entre a câmera e o repórter e falou por duas vezes “Globo lixo!”. Durante o jornal, que teve a matéria interrompida por alguns segundos em virtude do ocorrido, os repórteres mostraram-se bastante irritados com a manifestação, mostrando que não se importam com a manifestação e que sentem raiva da população que manifesta seu descontentamento com a postura da empresa. Simplesmente não estão abertos à críticas ou diálogo. Eis que chegamos ao cúmulo da relação empresa versus cliente. Os gurus do marketing diziam que as empresas devem servir e atender necessidades dos clientes, com ouvidos atentos para suas necessidades e reclamações. Mais do que nunca, vemos que a relação se inverteu e as empresas não parecem estar dispostas à ceder ao atendimento das expectativas dos clientes ou se preocuparem com a reputação da marca perante o cliente.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Em uma aparente união dos grandes sites de notícias, o episódio do programa SP1, da Globo, está sendo noticiado na categoria TV & Famosos, TV & Novelas. Tal fato, deveria estar noticiado na categoria ”Cidadania”. Ou seja, rejeitam considerar que a manifestação #GloboLixo seja um feedback de cliente válido.

Breve histórico do movimento do “marketing de lacração

O movimento feminista e de gênero vem preparando esse momento há algum tempo e as empresas vem aderindo à causa aos poucos. Em 2015, o Boticário fez sua campanha do Dia dos Namorados com casais LGBT trocando presentes e foi alvo de crítica nas redes sociais. Contrariando a lógica, diante do boicote sofrido a campanha do Boticário foi premiada pelo Effie Awards Brasil 2015.

Vale citar que o Effie Awards Brasil é um prêmio criado pela Effie Worldwide, uma organização internacional presente em 40 países, que busca “valoriza a relação cliente-agência e o trabalho conjunto do criativo e do profissional de Marketing na busca pela comunicação efetiva, ou seja, aquela que realmente funciona.“(sic).

A panelinha” dos executivos globalistas

A organização internacional tem no seu board membros de diversas empresas, tais como Coca-Cola, Unilever, Facebook, IBM, entre outras.

Entre os jurados atuais do prêmio Effie Awards Brasil estão: Alexandre Bouza (diretor de marketing do Boticário), André Vinicius (diretor de publicidade do UOL), Andréa M. Pinotti (diretora de marketing institucional do Itaú Unibanco), Igor Puga (diretor de marketing do Santander), Ricardo Esturaro (diretor de marketing da TV Globo), Silvia Balbo (diretora de marketing do Carrefour Brasil), entre outros.

O site Merkaz traz uma matéria em que analisa a importância das empresas se engajarem na luta pela diversidade de gênero. Segundo analisa o site, faz-se necessário a adesão ao discurso uma vez que o tema diversidade de gênero está entre “os 17 Objetivos para transformar o nosso mundo” traçados pela ONU para 2030. Ou seja, a orientação de marketing da empresa não está voltada ao cliente mas sim aos interesses da ONU, que por sua vez, são os interesses de uma elite capitalista composta por alguns poucos bilionários (George Soros, Fundação Ford, Fundação McArthur, Bill e Melinda Gates et al).

Skol faz campanha feminista, abortista e de gênero

A Skol convidou artistas para refazer pôsteres de antigas campanhas, hoje vistos como machistas por darem enfoque ao homem tomando cerveja e não às mulheres tomando cerveja. A iniciativa resultou na criação de pôsteres com frases como “meu corpo, minhas regras”  e “empodere-se”.

Veja informações completas sobre a iniciativa da Skol no site da AdNews

Leia também:
Veja a lista de empresas engajadas nessa tendência globalista de marketing

 


Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Com os recentes e numerosos casos de grandes empresas como Santander, Itau e Unilever engajadas nas pautas polêmicas como a da ideologia de gênero, amplamente rejeitada pela maioria da população, surge as perguntas: para onde foi a orientação ao cliente? o marketing de relacionamentos e o consumidor em primeiro lugar? com o que realmente as empresas estão preocupadas? quais seus objetivos?

Contexto histórico do marketing e suas orientações

Segundo a ciência da administração, em especial as teorias sobre a orientação do marketing, desde o final do século XX teríamos passado da era da venda para a era do marketing, que deveria focar em compreender e satisfazer as necessidades dos clientes. Antes desse momento de luz, em que as empresas teriam descoberto que no topo das prioridades deve estar a compreensão e a atenção ao cliente, passamos, segundo alguns, por períodos de trevas.

As primeiras década de trevas seria a Era da Produção, onde as empresas estavam focadas unicamente em produzir com eficiência, baixo custo e ganho de escala. Estamos falando aqui do momento retratado no filme Tempos Modernos e da era da Ford Motors, no início da revolução industrial (até meados de 1950).

Nas décadas de 50 e 60 teria iniciado a Era do Produto, onde empresas passaram a buscar aprimoramento na qualidade dos produtos para que, diante de concorrentes, o cliente preferisse o seu produto. Logo em seguida, veio a Era das Vendas (ou orientação à venda), em que empresas teriam passado a investir forte nas equipes e técnicas de vendas para empurrar goela abaixo dos clientes, os produtos fabricados, surgindo a ideia do vendedor chato e inescrupuloso.

Primeiramente, sempre tive a sensação de que esse período inicial não era necessariamente uma era de trevas.
Embora professores universitários entusiasmados e fanáticos pelos novos empreendedores e gurus do marketing possam discordar, Henry Ford, quando decidiu produzir um único modelo de carro, somente na cor preta, estava sim preocupado com a necessidade dos clientes, talvez até mais preocupado do que dizem estar os marqueteiros de palco de hoje. A diferença é que o cliente não tinha tanta frescura e queria simplesmente ter um automóvel, pouco importando-se com a cor, design ou textura do estofamento.

O marketing holístico da Bíblia do Marketing

Segundo o guru do marketing, Philip Kotler, o marketing holístico agrega quatro dimensões do marketing: marketing interno + integrado + o de relacionamento + o marketing socialmente responsável.

Parece residir nesse último elemento o grande motivador das ações dessas multinacionais, em promover a ideologia de gênero e em investir em exposições ‘artísticas’ que expõem crianças de cinco anos a presença de homens sem roupas. Kotler demonstra com o termo marketing holítico, a influência de autores como Fritjof Capra, cuja obra, em si mesma, um produto de propaganda.  A partir daí, Kotler traz os conceitos de marketing ecológico e marketing humanista.

Ao falar do marketing humanista, a Bíblia do Marketing parece usar linguagem conflitante com a ideia central do marketing, que é (ou deveria ser) satisfazer as necessidades dos clientes. Segundo Kotler e Keller, “a orientação do marketing humanista sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses do mercado-alvo e satisfazê-los de maneira mais eficiente e eficaz que os concorrentes, de um modo que conserve ou aumente o bem-estar do consumidor e da sociedade como um todo“(2006, p. 20).

O livro cita o exemplo do McDonalds, que resolveu tornar seu cardápio mais saudável porque os clientes poderiam ficar doentes. Veja bem: na verdade, a alteração não foi motivada por um interesse dos clientes em ter uma dieta saudável, mas sim pelo interesse da empresa na mudança da dieta dos clientes. Ou seja, a atitude da empresa visava determinar a necessidade do cliente por uma “melhor alimentação”.
Contudo, logo a frente Kotler e Keller concluem o tema dizendo que essas ações visam melhorar a reputação da empresa, aumentar consciência de marca, fidelidade do cliente, obter mais vendas e exposição na mídia, acreditando que clientes tendem a buscar, cada vez mais, sinais de boa cidadania corporativa que vão além do fornecimento de benefícios racionais e emocionais.

De fato, no tempo de minha pós-graduação em marketing, aprendi que o objetivo das ações de marketing sociais também era a satisfação das necessidades dos clientes, mas que no contexto atual, o cliente ficou mais exigente, desejando não apenas um produto de qualidade e um bom atendimento, mas adquirir produtos e serviços de uma empresa preocupada com questões importantes para a sociedade. A controversa descrição de Kotler e Keller sobre o marketing humanista havia passado desapercebida por mim no meu tempo de faculdade e pós-graduação. Parece tratar-se de um “ato falho”, ou de uma sutileza, para orientar os mega empresários, que são os únicos que tem o poder de colocar em prática essa ideia “humanista” de impor, ou “determinar as necessidades e desejos dos consumidores”.

Se esquecermos o conceito de marketing consagrado por inúmeros autores, baseado em identificar e satisfazer as necessidades e focarmos na ideia de prioritariamente determinar necessidades aos clientes, conseguiremos entender porquê uma multinacional como a Unilever resolveu fazer a campanha do OMO promovendo a diversidade de gênero e o Santander deu espaço ao QueerMuseum, mesmo desrespeitando os valores e a crença de, no mínimo, 80% da população brasileira.  Não se trata de satisfazer a necessidade atual dos consumidores, mas em moldar suas necessidades.

Por que Philip Kotler traz esse conceito de marketing holístico e humanista?

Certamente o maior teórico do marketing do último século foi Philip Kotler(1931). Consultor da IBM, Bank of America, General Electric e outras mega-corporações, professor e autor de dezenas de livros, incluindo a “Administração de Marketing: A Bíblia do marketing” (2006) – 12ª edição.Trabalhou toda sua carreira como professor na Kellog School of Management, escola ligada a W.K. Kellogg Foundation e ao Kellogg Institute.

Quem empregou Philip Kotler por 50 anos

Não foi preciso grandes ou profundas investigações para comprovar o alinhamento do grupo Kellog com as grandes fundações de mega-capitalistas e globalista.

O site do Kellogg Institute mostra que investem em programas como o The Ford Program, que tem em seus projetos, temas como: debates sobre as religiões a o acolhimento imigrantes muçulmanos na europa; programas sobre saúde reprodutiva no Kenya e educação sexual em Uganda.

No México, a Kellogg Foundation investe no CISC, que promove os direitos sexuais e reprodutivos aos jovens (incluindo campanha pela descriminalização do aborto e o fornecimento de serviço de abortos) bem como a ideologia de gênero.

O Kellogg Institute possui projetos no Brasil, baseado no apoio à pesquisadores. Na verdade, deu apoio a dois pesquisadores: são eles, Pedro Floriano Ribeiro (UFSCar), autor de “Dos sindicatos ao governo: a organização nacional do PT de 1980 a 2005 (FAPESP, 2010) e premiado por sua tese de doutorado sobre o Partido dos Trabalhadores. O outro pesquisador brasileiro é o Professor Francisco C. Weffort, doutor em ciência política pela USP com a tese intitulada “Populismo e classes populares”, autor de artigos como “O futuro do socialismo”, “O que é democracia?”, “Por que democracia?”, “Introdução à política da cultura: um olhar sobre a cultura brasileira”, “Marx: política e revolução”, entre outros tantos nessa linha socialista e revolucionária.

Conhecendo para quem Philip Kotler trabalhou pode-se compreender porque sua teoria se tornou tão alinhada aos objetivos das grandes organizações globalistas.

Agenda globalista e revolucionária: da academia para as empresas

O globalismo e o pensamento revolucionário, de fato, atingiu hoje todas as áreas do conhecimento e espalhou-se por
todos os ramos da sociedade. Os jovens que desejavam ser exemplo de liberais capitalistas e foram estudar administração, publicidade, marketing, em graduações e MBAs, tornaram-se meros instrumentos da esquerda nas agências de publicidade e nas grandes empresas. Foram instrumentalizados pelo globalismo sem perceber. No ímpeto de buscar a máxima eficiência, abdicaram de estudar temas essenciais para a compreensão da realidade, aprenderam apenas o ferramental e se tornaram instrumentos daquilo que condenavam.

A ideia do marketing holístico é uma amostra disso. O livro “O ponto de mutação” de Fritjof Capra é leitura obrigatória nos cursos de gestão no Brasil, e provavelmente em muitos países. O foco que as aulas de administração trazem à obra de Capra tenta suavizar seu caráter revolucionário, focando a ideia de equilíbrio embasado na ideia do yin e yang com uma abordagem suficientemente superficial para que o futuro profissional passe a comungar de elementos e da linguagem revolucionária sem perceber claramente o que está acontecendo. Não se dá grande ênfase nas ideias pregadas por Capra, por exemplo, que o ponto de mutação culmina com o fim do patriarcado (consequência esperada = a desconstrução do modelo de família tradicional). Com isso, tanto os jovens de família tradicional que sonha em trabalhar em grandes organizações, serem independentes, constituir família e ser o orgulho de seus pais, quanto um pai de família que faz faculdade na meia idade para continuar sendo um bom varão, absorvem os valores globalistas e revolucionários, sem perceber.

Uma excelente análise da obra de Capra pode ser lida no artigo de Olavo de Carvalho sobre a Nova Era e a Revolução Cultural.

Qual foi o feedback dos clientes?

Boicote à Globo no TopTrends mundial, 200 mil rejeições ao vídeo da Unilever e dezenas de milhares de clientes perdidos pelo Santander.

Não é mais novidade que os maiores veículos de comunicação, como a Globo, tentam mudar a cabeça da população com pautas ideológicas o tempo todo. A esmagadora maioria do brasileiro, mesmo os mais humildes e sem acesso à outras mídias, sabem e falam abertamente que são contrariados frequentemente pelos noticiários, novelas e programas de TV, imbuídos em transmitir ideologias completamente opostas às crenças e valores pessoais, familiares e religiosos da esmagadora maioria da população. Esse fenômeno tem sido analisado por alguns (ainda poucos) especialistas de mídia e certamente daqui alguns anos ou décadas, será visto como fato histórico de notável importância.

Com as reportagens do programa Fantástico, de 08 de outubro de 2017, em favor da diversidade de gênero, a reportagem em defesa da exposição do QueerMuseu e da peça de teatro “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Jesus é interpretado por uma transexual, desencadeou um movimento mais ativo de boicote à Globo. Em marketing, isso se chama feedback do cliente. A hashtag #GloboLixo começou a aparecer logo após o programa do Fantástico e entrou para o TopTrends do Twitter.

Em situações de normalidade e sanidade, empresários e marqueteiros agradecem todos os feedbacks dos clientes, uma vez que as reclamações são oportunidades de melhoria e ajuste no alinhamento das estratégias das empresas, para que possam satisfazer as reais expectativas dos clientes. Mas não foi o que aconteceu. Essa máxima parece estar sendo abandonada pelas grandes empresas.

As maiores empresas de comunicação, de fato não estão mais preocupadas em entender o perfil do cliente para atendê-lo, já compreendem o seu público-alvo, mas querem que o perfil do cliente mude. Querem mudar suas necessidades e as crenças. No Fantástico, também foi feito um discurso fortemente contra as pessoas que vêm se manifestando contra as pautas da ideologia de gênero. Ou seja, o feedback do cliente não é mais bem-vindo. Afinal, o interesse é mudar o que ele pensa.

O apoio do Santander ao QueerMuseu custou ao banco dezenas de milhares de contas a menos, além de muitos feedbacks negativos na internet. O vídeo publicitário da OMO, marca da empresa Unilever, conquistou, em apenas seis dias, até o momento, 200 mil “dislikes” e 23 mil “likes“. Ou seja,  90% das avaliações do vídeo foram negativas, sem contar os milhares de comentários de indignação.

Onde foi parar a preocupação com a necessidade do cliente? Empresas do porte da Unilever e Santander perderam a capacidade de mapear o perfil do consumidor ou não se preocupam mais com isso, devido ao seu elevadíssimo poder no mercado?

Globalistas adquiriram tanto poder e dinheiro que acreditam que a população irá se submeter às suas ideias. Certamente não estamos mais na ‘Era do marketing’ como dizem alguns teóricos. Entramos em uma nova era, da fake news, do fake marketing ou do marketing de manipulação. Precisamos encontrar um novo nome para denominar esse momento, pois a era do marketing acabou. Mas esse é o menor dos problemas. O maior problema agora é sobreviver nessa guerra cultural.

Links adicionais:

Kellogg Institute

W.K. Kellogg Foundation – projeto no México

W.K. Kellogg Foundation – Quem somos

#GloboLixo no Twitter

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Clássico do estudo da opinião pública tem sua primeira edição brasileira

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
camille paglia fala sobre ideologia de genero

A ideologia de gênero e cirurgias desnecessárias violam direitos de menores

Camille Paglia alerta que “transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão.” E não somente! Incutir nas mentes de crianças e adolescentes a falsa ideia de que precisam se mutilar e se tornar dependentes de hormônios para sentirem-se bem é uma violência sem precedentes. Em muitos casos, isso é sugerido ainda antes mesmo de atingirem a idade da razão. As tentativas forçadas de afirmar tal ideologia, que vai contra a natureza mais óbvia das coisas, mostra que a decadência social, moral e psicológica que nossa sociedade se encontra nos mais baixos patamares.

As disformias são estudadas pela ciência há tempo e devem ser vistas como disformias. Tratam-se de transtornos mentais.

A disformia de gênero é um transtorno similar à disformia corporal.  Um exemplo de disformia corporal é anorexia. Nesses casos, nenhum médico em sã consciência prescreveria lipoaspiração para alguém que é magro mas se vê gordo. Segundo Bjornsson et al (2010), estudos apontam que o transtorno afeta cerca de 0,7 a 2,4% das pessoas. Ninguém tem dúvidas que a anorexia, enquanto disformia corporal, deve ter seu tratamenta no âmbito psicológico, para que a pessoa, curada, passe a se ver como realmente é.

Da mesma forma que na disformia corporal, a disformia de gênero deve ser tratada com tratamento psicológico e não com alterações físicas e hormonais. A prova de que o sexo e gênero não são meras construções sociais, como prega a propaganda transgênero, é que as intervenções hormonais tornam-se necessárias por toda a vida, jamais dando à pessoa um corpo naturalmente “ajustado com seu gênero”, não obstante o fato de que os “pacientes” continuam em muitos casos necessitando tratamento psicológico. Experiências baseadas nessa falaciosa premissa do gênero enquanto construção social levaram diversas pessoas ao suicídio, como ilustra o caso Reimer. Por outro lado, nos (raros) casos de disformia de gênero que são diagnósticados propriamente, estima-se que entre 88 a 98% dos deles, são resolvidos com o fim da puberdade. Passado esse período e com o tratamento apropriado, no âmbito psicológico, a pessoa se sentirá bem com seu corpo sem tê-lo mutilado ou se tornado dependentes de hormônios.

O que por trás de toda a propaganda transgênero, dirigida a crianças e adolescentes, aliam-se os desejos manifestados por grupos que historicamente defendem o direito ao abuso de menores e organizações que investem na degradação de valores e na subversão da sociedade. Grandes fundações (abrigadas pela UNESCO) têm claros interesses na desestruturação da família, pois esta representa um claro obstáculo à engenharia social. Seu indivíduo ideal é atomizado e carente de proteção institucional. Uma sociedade assim, demandará cada vez mais poder desses mesmos grupos e fundações.

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Camille Paglia, acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale e professora da University of the Arts em Philadelphia, fala com grande propriedade de conhecimento e também experiência pessoal sobre essa questão de gênero:

Eu estou muito preocupada com essa tendência cirúrgica para mudança do corpo. Isso está por toda parte nos EUA. Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica. Se essa ideia estivesse no ar quando eu era jovem, teria me tornado obcecada com isso. Eu teria sido convencida de que essa seria a resposta para todos os meus problemas com a sociedade contemporânea e sua rigidez sexual. E eu teria cometido um engano terrível.

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Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão. Há um número muito pequeno de pessoas realmente intersexuais. É uma anormalidade congênita. A maioria dos casos não é assim. Intervir no corpo, removendo o pênis ou os seios, é uma ilusão porque todas as células do seu corpo permanecem sendo o que elas sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero.

“As pessoas que olham para esse debate e pensam que estamos caminhando para um futuro progressista estão enganadas. Nós vivemos em um período em que os gêneros são fluidos e ninguém se identifica com os papeis de cada um dos gêneros no passado. Mas a ideia de que isso é um sintoma de saúde social está errada. É o caos.

“Estamos numa fase tardia da cultura, como ocorreu com outras civilizações, em que as definições dos sexos começam a se borrar e a se dissolver e surgem todos os tipos de androginia e de brincadeiras com trocas de papéis entre feminino e masculino. Eu adoro tudo isso, mas acho que não pode ser confundido com um sintoma de saúde e de progresso. Sinto muito. É um sintoma de declínio histórico da nossa cultura. E deveríamos nos preocupar porque isso indica ansiedade e algo errado.

“Eu não noto, a propósito, nenhum avanço no campo das artes. Ninguém está em um período especialmente fértil. Pelo contrário, todos estão obcecados consigo próprios. O ego se tornou um trabalho artístico. As pessoas têm dez conceitos diferentes sobre o que elas são. Acho que a obsessão com gênero e com orientação sexual se tornou uma doença.

“Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e de sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia. Isso não são os anos 60, quando se pregou o poder do indivíduo contra a autoridade, mas a destruição dessa ideia cósmica do lugar de cada um no universo. E isso tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura. É o novo narcisismo.”

Assista o vídeo com a entrevista com a Dra Camille Paglia.

 

Informações:

Criacionismo – Camille Paglia e a ideologia de gênero

Body dysmorphic disorder (2010)  Bjornsson, et al. Dialogues Clin Neurosci https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181960/#ref27

Estudos Nacionais – Médicos americanos alertam sobre Ideologia de gênero e transgêneros

Estudos Nacionais – Breve histórico do ativismo pedófilo

Estudos Nacionais – Caso Reimer: a experiência de troca de sexo que levou gêmeos ao suicídio

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Apenas 10% dos jovens confiam na imprensa no Brasil

Entre os brasileiros de 16 e 24 anos, apenas 10% confiam muito na imprensa, 48% confiam pouco e 41% não confiam absolutamente. O Jornal Folha de São Paulo, divulgador da pesquisa, enfatizou a manutenção de 22% de credibilidade da imprensa entre a população geral. O descrédito entre os mais jovens, porém, demonstra um possível efeito nas eleições e na participação política, já que as redes sociais fizeram aumentar a participação dos jovens na política.

As Forças Armadas continuam sendo a instituição mais confiável do país, com 40%. Já a classe política, assim como a imprensa, caiu bastante em direção ao descrédito popular.

A maior queda de credibilidade foi da presidência da República que, em 2012, tinha 33% de credibilidade e hoje somente 3%. Assim como os partidos políticos, que viram sua credibilidade despencar: 2% da população confiam muito nos partidos, 28% confiam pouco e 68% não confiam nem um pouco nos partidos políticos.

A pesquisa, feita pelo Datafolha, ouviu 2.771 pessoas de 21 a 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Credibilidade da mídia e “fake news”

A credibilidade da imprensa, no Brasil, acompanha uma queda que se verifica há décadas em todo o mundo, desde que o advento da internet balançou o modelo de negócio das grandes empresas jornalísticas, que tiveram que recorrer a outras fontes de financiamento. Antes da internet, a imprensa era financiada pela publicidade impressa, que vinha de grandes empresas e de governos. Desde o final da década de 90, porém, os grandes jornais, ancorados ao modelo impresso, precisaram recorrer ao chamado Terceiro Setor (ONGs), de onde passaram a receber influência também do conteúdo.

Como o Terceiro Setor é essencialmente transformador e não se preocupa em oferecer diferenciais informativos, os jornais foram gradativamente caindo no descrédito. A internet, que passou a se uma alternativa mais sincera à informação, começou a preocupar os jornais. Na esteira das denúncias de manipulação, alguns jornalistas viram a possibilidade de aproveitar o “gancho” do fake news, para descredibilizar a internet, o rival que roubou-lhes o financiamento e a credibilidade informativa.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro "A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)" e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

“Pastoral da Diversidade”, em MG, retrata confusão vivida na Igreja Católica

A criação da Pastoral da Diversidade, em Belo Horizonte (MG) é uma das ações que retratam bem a confusão moral vivida pela Igreja Católica. Sucumbindo à pressão do mundo da mídia, religiosos e leigos engajados justificam uma revolução nos valores cristãos por meio de palavras do Papa Francisco.

Depois da 5ª Assembleia do Povo de Deus, que refletiu a realidade concreta das famílias e afirmou a perspectiva de acolhida das suas diversas configurações, o padre Marcus propôs a criação da pastoral, que foi de imediato abraçada pelo reitor do santuário, padre Aureo Nogueira de Freitas. É ele quem afirma: “É hoje uma das mais vivas”.

Os organizadores, entre os quais se inclui o padre Marcus Aurélio Mareano, coordenam as reuniões com debates sobre a família e acolhimento, rezam e possuem até uma missa para organizar e cuidar da liturgia, no terceiro domingo de cada mês. Suas palavras de acolhimento resumem-se a contrariar o ensinamento cristão que condena a prática homossexual. Embora a Igreja sempre tenha acolhido homossexuais a se converterem, obviamente abandonando suas práticas, a nova doutrina pastoral incentivada por iniciativas como essa não pede para que o homossexual deixa de fazer o que faz. Trata-se de um acolhimento contra o preconceito, o que na concepção desses católicos, está em perfeita concordância com o que pede o Papa Francisco quando diz: “Se uma pessoa é gay, busca a Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”.

O entendimento oficial da Igreja sobre a família, para estes católicos, já faz parte do passado:

O grupo funciona como qualquer outra pastoral de igreja, como a da Família, dos Casais ou dos Jovens. Eles se encontram a cada 15 dias na paróquia, debatem temas relativos a família e acolhimento, rezam e têm inclusive uma missa para organizar, no terceiro domingo de cada mês. Tudo é acompanhado pelo padre Marcus Aurélio Mareano e pela irmã Maria do Socorro, designados como assessores da pastoral.

A posição da Igreja e a confusão dos fiéis

Mesmo com um entendimento muito claro a respeito do assunto, por parte da doutrina da Igreja, os fiéis se encontram, em geral, confusos sobre como proceder, imperando uma verdadeira diversidade de modos e regras de conduta. O entendimento oficial da Igreja, hoje, vê os homossexuais como pessoas necessitadas de ajuda espiritual e pastoral, mas a orientação é para a vida de castidade e o abandono da vida de pecado. No Código de Direito Canônico, a Igreja considera o homossexualismo como um transtorno psíquico e passível de auxílio da própria Igreja. No entanto, o Conselho Federal de Psicologia, entende que orientar para o abandono da vida homossexual faz parte de uma cultura de preconceito e proíbe o tratamento, mesmo nos casos em que a própria pessoa deseja abandonar o homossexualismo. Esta é a postura dos movimentos inseridos em iniciativas como a da Pastoral da Diversidade e outros como o Diversidade Católica que utilizam-se do nome de católicos para implementar mudanças dentro da Igreja, alterando assim a prática pastoral com fins no entendimento da doutrina.

Os católicos, em geral, se veem perdidos em meio à confusão doutrinal, sem saber o que aceitar ou repudiar, ou até que ponto a Igreja aceita os pecadores e repele suas práticas. Segundo a doutrina, um homossexual é apenas um pecador, não sendo impedido de frequentar missas, mas é privado da comunhão por causa da sua vida de pecado, uma situação objetiva. No entanto, um “casal” homossexual que se apresenta publicamente como tal, embora não possa ser impedido de frequentar missas, pode representar o próprio pecado e o desejo de torná-lo norma por meio do constrangimento dos fiéis. Com o tema do homossexualismo (assim como a realidade do pecado em geral) ausente das homilias, reina a confusão generalizada, onde cada fiel possui um sistema próprio de regras de conduta, para as quais só pode recorrer aos conselhos da mídia e telenovelas sobre o modo correto de se viver.

No livro Adeus Homens de Deus, de Michael Rose, é contada a história do lobby gay dentro dos muros da Igreja Católica, nos EUA, realidade que se espalhou pelo mundo e nem mesmo conta mais com desejo de ser ocultada. Iniciada com o trabalho de padres e bispos responsáveis pela seleção de vocacionados, que por décadas preferem os jovens com tendências homossexuais para serem ordenados, o clero foi infiltrado por um movimento global que reflete a tendência do mundo. Iniciada com a Revolução Sexual, nos anos 1960, o movimento gay internacional inclui, hoje, militantes pelo direito à prática da pedofilia e se inserem em todas as esferas sociais, incluindo as igrejas cristãs.

 

 

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro "A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)" e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
legalizacao da maconha artigo informações

Legalização da maconha: Leia este texto antes de opinar

Se você fumou maconha (ou queimou, cheirou, injetou), por favor, leia este texto.

Mas não pegue no volante, porque a erva está relacionada ao aumento do número de colisões fatais, com o dobro de chances de acontecerem. No Colorado, onde a droga é liberada, os acidentes aumentaram 100% de 2007 a 2012, segundo um estudo feito pelo diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida. Também em Washington, mais do que dobraram os acidentes de trânsito fatais provocados por maconheiros depois que a droga foi legalizada, saltando de 8% em 2013 para 17% em 2014. Não obstante, o limite máximo de Tetra-hidrocarbinol (THC) estabelecido para se dirigir com segurança é extremamente arbitrário e mais difícil de ser mensurado do que o definido para o álcool. Pelo menos é o que afirmam o British Medical Journal e a AAA Foundation for Traffic Safety.

O que é Tetra-hidrocarbinol (THC)?

THC é o principal componente ativo da maconha que tem mecanismo semelhante ao de uma substância produzida no organismo, chamada Anandamida. Ambas ativam receptores canabinóides tipo 1 (CB1) no cérebro, gerando, entre outros processos, um aumento na liberação de dopamina em algumas regiões cerebrais. Contudo, ao contrário da Anandamida, o THC leva de 5 a 8 dias para ser expelido totalmente do sangue, sendo algumas vezes mais potente. O problema, então, é que níveis elevados de dopamina alteram a atividade cerebral, levando a alucinações, delírios, acessos de ira e pânico e à diminuição da percepção de tempo e espaço, alguns dos sintomas típicos da Esquizofrenia e do Transtorno Afetivo Bipolar.

Esquizofrênicos ouvem vozes que incitam o suicídio, ficam sem expressão afetiva, têm visões horripilantes. Pessoas com Transtorno Bipolar alternam entre períodos intensos de depressão e euforia. E a maconha aumenta exponencialmente o risco de se desenvolver ambos os transtornos na fase que vai da adolescência aos 35 anos, segundo estudo da American Medical Association, maior organização americana de médicos e de estudantes de medicina. O estudo chama-se Cannabis Use and Earlier Onset of Psychosis. E também há outro, da mesma associação, cujo título é Neuropsychological Permormance in a Long-term Cannabis Users.

O THC vicia?

Sim. Segundo alguns estudos, dentre eles o Adverse Health Effects o Marijuana Use, do New England Journal of Medicine, 9% das pessoas que experimentaram maconha apenas UMA VEZ tornaram-se dependentes, e de 25 a 50% das que fazem uso diário também.

E a maconha medicinal?

A maconha tem pelo menos 400 componentes químicos, embora a grande maioria deles ainda careça de explicação científica acerca de seus efeitos no organismo. Assim, as pesquisas sobre o tema concentram-se em apenas alguns destes compostos, como é o caso do THC, já tratado acima, e do Canabidiol, ou CBD. Alguns estudos sugerem que o CBD não desencadeia efeitos psicoativos e é válido para o tratamento de inúmeras doenças como a esclerose múltipla, dores neuropáticas, câncer, epilepsia e mal de Parkinson. O importante em relação ao assunto, portanto, é entender que a maconha tem diversos componentes, sendo alguns deles psicoativos e outros não. Os primeiros, como é o caso do THC, geram dependência e acarretam graves disfunções ao sistema neurológico. Os segundos, tal qual o CBD, vêm apresentando efeitos benéficos no tratamento de patologias. Logo, pagar um traficante em troca de maconha ou utilizar os componentes psicoativos da erva é completamente diferente de procurar um médico para que ele receite um medicamento isolado, não-psicoativo, que foi testado e aprovado por organizações médicas e agências de saúde no mundo inteiro.

A liberação das drogas acaba com o tráfico e com a violência?

É fácil supor que a descriminalização das drogas acabaria com a violência e com o tráfico, mas um traficante não está no ramo porque tem um apreço especial pelos entorpecentes. Traficante de verdade sequer fuma maconha. Ele planta, refina, distribui e comercializa porque isso rende lucros exorbitantes. Assim, um indivíduo que dedica sua vida a um crime hediondo – e a outros que precisa cometer para sobreviver – não deixaria de ser bandido porque recebeu autorização estatal para vender drogas. A escolha pelo tráfico é (i)moral antes de ser empreendedora e, por isso mesmo, nada garante que um traficante pediria aposentadoria da vida criminosa porque recebeu chancela do Estado.

No mais, a “droga legalizada” seria muito mais cara do que a “droga ilícita”, porque sobre ela incidiria todo o aparato legal de qualquer atividade econômica, aí incluídos direitos trabalhistas, processos, arrecadação tributária, etc. Então é óbvio que, para manter seus lucros, o traficante seguiria com sua atividade fora da burocracia que fatalmente seria criada com a legalização. Por outro lado, se o Estado monopolizasse para si o comércio, também nada faz supor que os traficantes iriam à falência, já que um bandido será sempre bandido e, portanto, escolherá outro ramo para investir na seleção quase infinita de crimes disponíveis no submundo.

Por isso é que a criminalidade também não diminuiria com a descriminalização. Pelo contrário. Aumentariam não só os crimes de outras modalidades cometidos pelos traficantes como aqueles derivados do vício das pessoas, tais quais agressões e furtos; sem contar a guerra entre os próprios traficantes, que seguiria intacta, como mostram os dados do Observatório Nacional Sobre Violência e Criminalidade do Ministério do Interior, do Uruguai: só no primeiro semestre, os assassinatos saltaram de 139, em 2013 (ano da liberação), para 154 em 2015, sendo 43% desse total oriundo do acerto de contas entre traficantes. No total para 2015, o país teve recorde histórico de homicídios, com 272 mortes

A liberação diminui o consumo?

Acreditar que a descriminalização levaria à redução do consumo é tão ingênuo e desonesto quanto supor que o número de estupros diminuiria se o estupro fosse liberado. É que esse argumento remete à (falsa) ideia de que a repressão leva os usuários a consumirem mais, muito embora a realidade venha exaustivamente demonstrando que a liberação das drogas ELEVA o consumo.

Por exemplo: em 2001, Portugal alterou a lei que criminalizava o uso de drogas, permitindo aos usuários portarem “a quantidade necessária para um consumo médio individual durante dez dias”, que seria algo próximo a 15g de cocaína ou 20g de maconha. Mas uma comparação entre os dados coletados no estudo Sinopse Estatística, do Serviço de Intervenção em Comportamentos de Vício e Dependências (SICAD) em 2001 e em 2014, demonstra o aumento substancial do consumo de drogas, especialmente de maconha e entre adultos de 24 a 35 anos, de 12,9% para 15,9%.

Também outra publicação, o Relatório Europeu Sobre Drogas, publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), revela que o consumo de maconha entre estudantes de 15 a 16 anos subiu de 8% em 2001 para 16% em 2016. E ambos os estudos asseveram que o uso de drogas não só em Portugal, mas em toda a Europa, segue aumentando cada vez mais, inclusive com novos tipos de substâncias surgidas recentemente no mercado.

Mas nem só no Velho Continente o consumo de drogas têm aumentado após a legalização.

No Uruguai, que em 2013 flexibilizou as leis sobre o uso dando ao Estado o controle sobre a produção, consumo e distribuição de maconha, além de permitir o auto-cultivo, o consumo de maconha aumentou consideravelmente entre 2011 e 2015 nas três métricas utilizadas pela Junta Nacional de Drogas (JND), que publicou a VI Encuesta Nacional en Hogares sobre Consumo de Drogas. Entre pessoas de 15 a 65 anos, o consumo por toda a vida passou de 20 para 23%. Nos últimos 12 meses, de 8,3 para 9,3%. E nos últimos 30 dias, de 4,9 para 6,3%. Isso tudo sem contar com os dados do Instituto Técnico Forense, que recebe as drogas apreendidas pelas operações policias. Eles demonstram que a liberação da maconha aumentou o consumo de outras substâncias psicoativas, como o ecstazy e a cocaína, baseado na quantidade cada vez maior de apreensões dessas drogas. Em 2014, foram aprendidos apenas 40g de ecstazy. Um ano depois, 17kg. Por fim, também o Ministério da Saúde uruguaio, em parceria com a JND, apresentou novos dados sobre a apreensão de drogas sintéticas no país, demonstrando que houve um aumento de 7 vezes em relação aos anos anteriores.

A quem interessa a liberação?

Para onde quer que se olhe, a questão das drogas nada tem a ver com garantias individuais ou com saúde pública. Na década de 50, Mao Tse-Tung já proibia o ópio em território nacional sob a alegação de não contaminar o próprio povo, embora tenha entupido os países vizinhos com a droga, isto é, fez dela um armamento químico de guerra. Sessenta anos mais tarde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulga que, em 2015, morreram 52 MIL pessoas por overdose de drogas no país, uma cifra aterrorizante se considerarmos que em regiões de guerra, como a Faixa de Gaza, morrem cerca de 35 mil pessoas ao ano. Nos EUA, portanto, as drogas já são armamentos de destruição em massa, assim como eram na China maoísta, embora com uma singela diferença: a droga chinesa enfraquecia e matava os inimigos; a droga americana enfraquece e mata o próprio povo.

O lobby pela liberação das drogas é e sempre foi uma tentativa de usar a população como cobaia para a engenharia social de intelectuais, burocratas e magnatas de esquerda, usando os entorpecentes como instrumentos de destruição e dominação física e psicológica. Tanto é assim que a própria Open Society Foundation, de George Soros, diz que a política de descriminalização das drogas em Portugal “é o segundo de uma série de relatórios do Programa Global de Políticas sobre Drogas” da fundação. E onde tem George Soros tem sacanagem.

Este é um artigo introdutório sobre o tema. Pretendo avançar na discussão tanto quanto seja possível.

Estudante do curso de medicina pela PUC-SP, pesquisador de temas relacionados a saúde, drogas, política e colaborador do site Estudos Nacionais.
arquitetura classica e antiga

Arquitetura clássica nos faz mais felizes e tem maior valor no mercado

A beleza da arquitetura antiga traz sensações de felicidade e relaxamento como as áreas verdes e parques.

Uma grande quantidade de pesquisas têm indicado que a arquitetura tradicional ou antiga, anteriores ao século XIX, torna as pessoas mais felizes.  Um passeio pelas catedrais antigas e outros prédios dos séculos passados produz relaxamento e felicidade.

O estudo sugere que a beleza da arquitetura clássica pode ter diversos impactos positivos a saúde.  “Isso mostra que a importância da beleza dos ambientes em que vivemos pode ser maior do que se acredita”, diz um dos pesquisadores.

Clássico vale mais

Um estudo da Holanda mostrou que casas com arquitetura neo-tradicional são vendidos em média 15% acima das casas com arquitetura não tradicionais ou moderna. Quando as edificações possuem apenas alguns elementos de arquitetura neo-tradicional ou tradicional, são vendidas 5% acima das modernas.

Prédios na Inglaterra construídos antes da primeira guerra mundial tiveram uma valorização de 465% entre 1983 a 2013, enquanto as construções pós-guerra tiveram valorização de 255% no mesmo período.

Mesmo sem conhecimento desses estudos têm se visto que as pessoas dão grande valor a arquitetura clássica e antiga. Contudo, as novas construções têm seguido outras tendências preterindo a preferência de muitas pessoas.

Em face ao estudo publicado, muitos jornais como o Telegraph, o blog The Sector e outros, tem questionado: Por que não construir mais prédios com arquitetura clássica, antiga e medieval?

O psicólogo David Halpern fez uma pesquisa em 1987, verificando as preferências arquitetônicas de estudantes em geral. Isso mostrou que os estudantes de diferentes cursos universitários tem gostos semelhantes, mas os estudantes de arquitetura demonstraram ter preferências distintas da maioria dos demais estudantes. Curiosamente, os dados também indicam que quanto mais o estudante avança no curso de arquitetura, mais suas preferências arquitetônicas distanciam-se dos demais estudantes de outros cursos.

Estudo original: Quantifying the Impact of Scenic Environments on Health
Publicado em: Scientific Reports, Nature.com.
Data de publicação: 25/11/2015.

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.