A vida pautada pelos jornais

Texto de subsídio ou introdutório ao curso Como Ler as Notícias

A vida segundo os jornais não é a vida real

Há alguns anos, uma pesquisa indicava que era o brasileiro aquele que mais acreditava no problema global das mudanças climáticas, no aquecimento global e, consequentemente, na necessidade das medidas políticas, econômicas e mudanças comportamentais que salvariam o planeta. A cobertura midiática sobre o assunto foi ampla e gigantesca, influenciando entidades governamentais, movimentos e empresas a aderirem a um novo modo de ver o mundo, de fazer seus negócios e divulgar seus serviços. É verdade que isso aconteceu no mundo todo. Mas só no Brasil, ao que indicava a pesquisa, as premissas ambientalistas alcançavam tanta confiabilidade.

Esse fato basta como exemplo de como somos influenciados pelas notícias. Na verdade, pautamos não só a nossa compreensão da vida pública como vamos um pouco além: é com base nas notícias e no seu ritmo de escrita, estrutura textual, que muitas vezes somos levados a ver nossa própria vida, seja no cotidiano ou nas crenças mais profundas, em nossos momentos de lazer e na leitura de entretenimento.

O jornalismo imita a vida ou a vida imita o jornalismo?

Originalmente, a forma atual de se fazer notícia não foi projetada para corresponder à totalidade dos interesses humanos. Ela passou a existir para orientar politicamente e socialmente os cidadãos. O ser humano, porém, é muito mais do que um cidadão e a gradual perda dessa compreensão deu origem ao fenômeno da “massificação”, referido por Ortega y Gasset, no seu clássico A rebelião das massas.

Outra causa do fenômeno massivo foi a mudança da matriz de interesse humano da necessidade para o desejo, algo que foi construído conscientemente por meio de técnicas da psicanálise. Os símbolos de desejo atuam de maneira mais profunda em nossas mentes, de modo que temos poucas chances de sobrepô-los à percepção objetiva de nossa necessidade. Isso produziu efeitos catastróficos na personalidade contemporânea e deu origem à nossa atual “crise de sensibilidade”, nas palavras de Tiago Amorim em seu recente livro O coração do mundo. Se essa crise tem diversas e inabarcáveis causas, é porque a poucas delas foi dada a devida atenção. Poucos foram os autores que buscaram a influência do ritmo das notícias neste processo.

Afinal, é fácil observar como somos lenientes para ler um livro, um romance ou poesia, contemplar a música sacra, a música erudita etc. Não vemos muito sentido nessas coisas, mas dizemos que gostamos porque captamos facilmente a esfera estética mais superficial, aquela que associa certas coisas a um status social ou à imagem distante do que acreditamos ser a transcendência ou elevação. Mas é muito raro darmos a essas coisas o seu peso verdadeiro, dado em outras épocas. Instalamo-nos no confortável reino do subjetivo e momentâneo, como aquilo nos parece, ao quê nos evoca, em geral para que julguemos eficientemente alguém ao buscarmos, com certo custo, desvendar uma personalidade na sua identificação ou não com a nossa. Afinal, nosso desejo de sociabilidade muitas vezes extrapola nossa verdadeira necessidade.

Muito disso se deve ao ritmo das notícias, à avalanche de informações que nos soterra, que nos oprime. É fato que precisamos nos informar. E muito dos temas tratados pelas notícias são assuntos de nosso interesse, embora não tudo. O que fazer?

Qual o meu critério para ler as notícias?

Primeiro, é preciso que saibamos de uma vez por todas: somos expostos a uma quantidade de informação que vai muito além do interesse genuíno de qualquer ser humano. Não há nada que justifique tamanha quantidade de informação para uma pessoa, mesmo que ela desempenhe funções ou cargos de decisão muito abrangentes. De tudo o que é publicado necessitamos realmente de uma parcela ínfima e isso nos devia assustar. Afinal, a verdade é que dificilmente paramos para nos perguntar o que de fato nos aflige, o que precisamos mortalmente saber.

Somos levados pela informação que gritar mais alto, que brilhar mais forte ou apresentar-se com mais cores, sabores adocicados, ritmos frenéticos ou velocidade de dados

Como podemos nos orientar em um mundo como esse?

Existe uma grande quantidade de critérios disponíveis. Dentro deles, subcritérios, premissas e conclusões provisórias a que podemos chegar para eleger, sem tantos filtros, aquilo que mais nos importa. Mas não é o caso aqui de nos aprofundarmos na orientação pessoal mais específica para a vida e sim, como já dissemos, de fazê-lo por meio da compreensão dos critérios jornalísticos, sobre os quais pesam critérios econômicos, políticos, ideológicos e até religiosos. Compreendendo-os, podemos chegar mais próximo do encontro com o nosso interesse mais profundo, extraído da necessidade e do desejo mais autênticos.

Esse processo é não só necessário como urgente para o que quer que necessitemos fazer, seja a produção de conteúdo para a internet, seja a orientação pessoal como cidadãos ou, por exclusão daquilo que nos externaliza, buscar a mais profunda vocação pessoal. A tudo isso podemos chegar apenas olhando para aquilo que não nos interessa e rejeitando, sem culpa, aquilo que nos afasta da verdade. Afinal, para saber amar é preciso, primeiro, saber rejeitar. É para isso que precisamos saber cada vez mais como ler as notícias.

Fake news x jornalismo profissional

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

Recentemente, a página do Facebook do jornal Folha de São Paulo encerrou suas atividades na redes social afirmando que, na internet, “o fake news ganha espaço enquanto o jornalismo profissional perde”. Mas afinal, o que se quer dizer com “fake news”? E quem é o “jornalismo profissional” que o diz?

Na década de 1930, dois tipos de jornalismo se digladiavam pela confiança do público: um era o sensacionalismo, a chamada “imprensa marrom” e o outro, o transformador da sociedade, que ganhou a batalha e o título de “jornalismo profissional”. O sensacionalismo, porém, não tem nada de melhor. Enquanto o sensacionalismo vivia do pessimismo e da desconfiança (e por isso facilmente relacionado à direita política), o outro, com ares profissionais, era otimista em sua missão primeiro pela moral e os bons costumes e, hoje, pela cidadania, responsabilidade social, ambiental, engajamento político e a democracia. O sensacionalismo sempre foi acusado de querer vender jornais, enquanto o profissional era visto como se não quisesse dinheiro e vivesse de suas inquestionáveis utopias de mundo melhor.

Temos diante de nós um debate antigo e muito conhecido no meio jornalístico, mas que não tem uma solução fácil, já que ambos os lados se utilizam, vez por outra, dos mesmos instrumentos para descredibilizar o outro, conforme determinadas conveniências. Mesmo oferecendo apenas uma troca de insultos, é possível compreendermos o significado deste embate, os sentidos, e o campo de batalha em que ocorre.

A afirmação vinda de um dos maiores jornais do país deveria nos fazer perguntar imediatamente: afinal, o que se quer dizer com “fake news”? Em termos gerais, convencionou-se chamar de fake news as “notícias falsas ou sensacionalistas”, a velha imprensa marrom. Mas o sensacionalismo não é necessariamente uma notícia falsa e sim, dada em uma linguagem, digamos, não apropriada ou, segundo uma descrição mais etimológica, escolhida ou escrita com apelação para os sentidos mais imediatos (medo, surpresa, lucro etc). Então temos dois sentidos possíveis para a mesma expressão: a mentira pura e a linguagem “suja”.

Dois sentidos: a mentira e a linguagem imprópria

Uma coisa é a mera informação falsa, que engana em busca do que quer que seja, servindo a interesses variados. Quem espalha mentiras pela internet pode ser preso. Portanto, alegar isso injustamente é crime de difamação. Quem acusa de mentir precisa provar que é mentira, mostrar a verdade. Já a informação dada em linguagem imprópria ou apelativa, o velho sensacionalismo, não é necessariamente criminosa, mas apenas reprovável e pode-se, caso seja necessário, pedir direito de resposta para uma interpretação mais fiel à realidade ou apenas um contraponto.

Até agora estamos falando do que a expressão tenta dizer literalmente, indicar de modo mais direto, sem considerar as intenções de quem a usa. Fake News, segundo dizem, parece estar espalhada pela internet. Mas há uma dificuldade em identificar os dois sentidos possíveis. A dificuldade está na categorização política em que se encontram. Afinal, é pretensamente a esquerda que diz praticar o jornalismo profissional, enquanto à direita restam os rótulos de fake news. Mas considerando os dois sentidos mencionados, é possível que os papéis se invertam.

Parece fácil encontrar, de fato, alguns exemplos. Os blogs e sites que pedem a intervenção militar, por exemplo, utilizam-se de recursos que podemos chamar de sensacionalistas, como o uso de letras grandes (caixa-alta), pontos de exclamação, títulos forçados (muitas vezes contendo informações falsas apenas para chamar a atenção, pois são desmentidas no curso dos textos, categorização específica com o uso de jargões. Mas seus blogs costumam falar para um grupo muito específico, com vocabulário próprio e informações que exigem uma imensa confiança em fontes obscuras, o que é comum em sites de partidos ou sindicados de cunho marxista-leninista. A grande mídia não parece, porém, querer referir-se a estes.

Da mesma forma que a extrema-esquerda pratica o mesmo sentido de sensacionalismo, a imprensa profissional, ao estereotipar com rótulo odioso aquilo que quer denegrir, pratica a notícia falsa, a difamação pura e simples. Crimes de difamação, assim, podem ser cometidos desde que feitos em linguagem jornalística e tom imparcial, neutro. O historiador Marco Antônio Villa tem a permissão, como de fato fez, de chamar de nazistas todos os eleitores de Jair Bolsonaro, pelo simples fato de que esta palavra, dita em um grande órgão de mídia, nunca terá a conotação difamatória, mas de classificação óbvia.

Da mesma forma, sites de esquerda falam em “matança de fascistas”, obviamente referindo-se aos que classificam como eleitores de Jair Bolsonaro ou “coxinhas”. Considerando os dois sentidos mencionados, é possível encontrarmos a fake news, a pós-verdade, em qualquer lugar, independente da matiz político-ideológica. A verdade é que a direita comete deslizes e estes estão aí para quem quiser ver. Comete por falta de conhecimento ou por maldade, em alguns casos. Mas a esquerda o pratica apenas por maldade. Para matar o adversário e torná-lo um monstro, jogando toda a sociedade contra ele e tomar o poder para nunca mais sair.

Se eu não posso dizer o que penso, ninguém pode!

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

A grande mídia, acostumada ao que chama de jornalismo profissional como única linguagem possível, esquece-se de que existe um mundo real em que as pessoas exclamam suas opiniões como quem está contando uma notícia. O velho tiozão revoltado contra a “bandalheira” da política, tem plena confiança de que Lula será preso a qualquer momento. Ele acha perfeitamente normal que comece a contar sobre algum detalhe da Operação Lava-Jato com a frase “Lula preso amanhã”. Afinal, busca chamar a atenção de quem está apenas aguardando o fato mais esperado dos últimos anos. É irrelevante, na leitura da sua mensagem, saber se aquelas palavras estão dizendo o que dizem. O jornalista profissional não só defende o diploma que o custou tantos estudos (cervejas e baseados da faculdade), mas confunde propositalmente a expressão pessoal, em blogs, sites, páginas de facebook, com uma tentativa deliberada de tomar o espaço do jornalismo profissional. Um espaço que com tanto custo mantiveram e veem morrer, dia após dia, graças a uma habilidade conquistada na universidade: a de distorcer a realidade em favor da “transformação social”, da fundação da nova sociedade, cujas maravilhas só são conhecidas pelo ditadorzinho portador de um diploma.

Como, porém, a imensa maioria dos jornalistas da grande mídia escreve de maneira imparcial e asséptica apenas por estar aguilhoada a um cativeiro de normas de redação, procura e caça o “tiozão” que fala como quer, na tentativa de comprovar a lei universal e obrigatória que o impede de falar, nas páginas do jornal em que trabalha, como quem está em um churrasco com os primos, como gostaria. A diferença é que o jornalista da grande mídia, via de regra, adoraria estar gritando “Lula 2018!”, em letras garrafais. Mas o jornal (não o tiozão-jornalista) precisa fingir que respeita o leitor para poder convencê-lo, lá na frente e comedidamente, de que Dilma foi a primeira “presidenta” com ar de quem informa o tempo.

Notas sobre leitura de jornais: como nos informamos

Como ler as notícias?

Muita gente pensa, fala e escreve sobre técnicas de manipulação utilizadas pela mídia e por organizações internacionais. Tudo isso existe e tentei dar conta da maioria delas em meu livro A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda. Essas artimanhas, no entanto, de nada adiantariam se não fosse pela natural e espontânea desvirtuação da atenção humana, ocorrida pela própria condição moderna da informação. O que vamos falar vem muito antes, e serve de base para qualquer técnica de manipulação. Porque o problema que tornou possível a transformação está na pouca compreensão de como ocorre a informação. Proponho aqui, portanto, começar um outro tipo de leitura, a leitura imaginativa e participativa. Vamos refletir juntos.

O que é a leitura informativa?

A leitura de notícias já é, por si só, um problema, já que adquirir informação é conectar-se com o que é novo e atual, palavras que buscam descrever um sentimento. O sentido de atual não é exatamente o de novo, novidade, mas de estar acontecendo, em ação, agindo, não apenas em potência ou possibilidade de ocorrer. Quando lemos as notícias, buscamos nos dirigir ao que é fato, ao que está de certa forma consumado e cuja existência irreversível produz efeitos no mundo. Se o mundo modifica-se, move-se, sentimos a necessidade de acompanhar este movimento, como se fôssemos levados por um ritmo. O que nos impele a seguir esse movimento é uma analogia, por nós nem percebida, com o movimento do existir e do ser. Quando nos sentimos parados ou isolados desse movimento, sentimos que não existimos, não somos.

Portanto, a leitura de enunciados informativos carrega sempre a expectativa de conexão com a ação que se reflete no mundo, o que pode variar em cada indivíduo, conforme a profundidade ou superficialidade da informação ou tema. A escolha do tema de interesse, na busca pela informação, segue uma propensão íntima e fiel a algum outro movimento da alma individual. O indivíduo busca uma orientação, que pode ser expressa nos diversos aspectos da realidade. O foco em determinado aspecto passa facilmente a obedecer a classificação mais conhecida desses aspectos, como futebol, política, economia, comportamento e tantos quantos possam ser enumerados por uma redação de jornal ou seções de sites especializados em oferecer informação o mais personalizável possível, dentro de suas estruturas. Essa esquematização, é claro, obedece a estrutura midiática e o modo como se pode organizar as informações conforme suas condições e necessidades econômicas e técnicas.

As categorias com as quais organizamos nossa atenção, portanto, muitas vezes são formadas a partir de classificações externas e alheias ao nosso próprio modo de ver e do funcionamento da nossa atenção. Acontece que a maioria das pessoas desconhece a própria forma de atenção, o próprio modo de conhecer, a maneira mais pessoal e própria de buscar a orientação.

Dessas categorias, classificações, depende em geral os critérios de atenção. As perguntas que devemos nos fazer e que, por meio de profundas reflexões, podemos um dia chegar a responder é: por que nos interessamos por determinada manchete no jornal? O que nos leva a gostar de determinado tema ou uma forma de abordagem? Isso tem relação com o nosso temperamento ou a nossa personalidade?

Algo que pode ajudar a visualizar a resposta para estas e outras perguntas é saber que, tendo-as em mãos, podemos não só nos orientarmos melhor no mundo, mas sem dúvida, orientar outros e criar métodos e critérios claros para a efetiva informação, formação, educação e conhecimento.

Universidade proíbe ideologia de gênero em sala de aula

“Homem é homem e mulher é mulher, segundo Deus e a Ciência”, declarou reitor da universidade UniCesumar, do Paraná.

Até agora, a Universidade UniCesumar tem sido a única instituição de médio ou grande porte que demonstrou compartilhar da visão de mundo de 90% dos brasileiros, opondo-se à agenda global. Enquanto aumenta a lista de empresas que apoiam a ideologia de gênero, ao menos uma empresa, no Brasil, parece se manter fiel às estruturas da realidade. Com isso, demonstra não somente estar do lado do povo brasileiro, mas estar operando sem a interferência das pautas da agenda internacional do globalismo.

Posicionamento da empresa preocupa militância

A oposição à ideologia de gênero contudo, até o momento, não foi objeto de campanha de marketing, mas foi manifestada em uma fala do reitor da universidade, Wilson de Matos Silva, conforme matéria divulgada no jornal O Diário em 15 de outubro.

Apesar da instituição simplesmente ter demonstrado a mesma preocupação que a maioria da população brasileira, a posição da empresa ganhou mais destaque na internet por parte dos seus críticos.

Alguns blogs que apoiam a ideologia de gênero escrevem sobre a opção da universidade com grande preocupação. Para Margot Jung, a postura da universidade é preocupante, “principalmente por ter cursos na área de saúde”. Em seu blog, Margot cita o caso de uma aluna do segundo ano de um curso na área da saúde que, até o momento, não teve aulas sobre o tema do gênero.

Conforme a autobiografia de seu site, Margot Jung foi sindicalista e se descreve como feminista, coordenadora de Grupo de Pais e Mães de LGBT e presidente da Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A universidade

Apesar de pouco conhecida, a UniCesumar tem mais de 100 mil alunos pelo país e faz parte do seleto número das 4% das instituições de ensino superior mais bem avaliadas pelo MEC, com mais de 68 centros espalhados pelo Brasil. A recente polêmica acabou revelando uma rara instituição que não parece tão preocupada em estar conectada com os grandes grupos internacionais, mas em manter o respeito pela postura do povo brasileiro, majoritariamente contrário a pautas como a Ideologia de Gênero.

O fenômeno do “marketing contra o cliente”

Em artigos anteriores, analisei alguns aspectos sobre o fenômeno do marketing atual que observamos no Brasil: grandes empresas não querem mais o feedback dos cliente e, apesar de saberem que a população é contra pautas como aborto e Ideologia de Gênero, insistem em usar isso como marketing “social”. As experiências têm fracassado e a população vem tentando boicotar e deixar de consumir produtos e serviços das marcas que apoiam essas pautas.

Leia também: Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Esse movimento empresarial poderia ser visto como uma grande contradição se não conhecêssemos a estrutura de financiamento ao globalismo internacional, tão forte que tem feito com que empresas deem mais importância às pautas dessa elite do que ao seu público alvo.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Sabendo que até Philip Kotler, o guru do marketing, trabalhava para grandes globalistas da esquerda, vemos hoje que os próprios conceitos de marketing contemporâneos converteram-se em meros produtos de marketing.

Essa é, contudo, uma realidade do marketing exclusiva para grandes empresas. Os pequenos e médios empresários mantém-se fieis à estrutura da realidade em que a satisfação do cliente é importante.

Leia também:

 – Saiba quem são as empresas engajadas na ideologia de gênero

 –  Rejeição do brasileiro à Ideologia de Gênero em números

 

 

 

O passo dialético da Globo

Recentemente, uma grande parcela do povo brasileiro se manifestou contra a Rede Globo depois de a emissora ter fornecido amostras evidentes de sua adesão a crenças como Ideologia de Gênero e aborto, temas amplamente rejeitados pela população, embora apoiados pela classe artística e midiática. Ao declarar sua postura mais claramente e sem medo de desagradar a população, a Globo dá um passo adiante na estratégia psicológica da conformação das opiniões em um quadro dialético. Não se trata mais de apelar para a espiral do silêncio. O jogo da dialética é especialidade de marxistas culturais. E ele funciona.

Devido à nossa educação baseada em crenças burguesas do positivismo liberal e frequentemente mecanicista, temos dificuldade em compreender a luta cultural no aspecto dialético. É preciso que estejam claros alguns conceitos que os marxistas estudam há décadas.

A opinião

A opinião individual é a célula da democracia. Com base nela, formam-se posturas individuais que vão se manifestar analogamente em grupos de interesse e, por sua vez, exercer pressão sobre toda a sociedade. Depois, o conjunto da sociedade vai se manifestar e, então, a sua autoridade é máxima e disso depende a crença no equilíbrio utópico da democracia. Com toda a autoridade política depositada na sociedade, resta aos ativistas influenciar a sua base cultural para que qualquer luta política que se restrinja ao campo político já comece perdida. Para conquistar a base é preciso movimentar os cidadãos individuais por uma série de instrumentos persuasivos que agem na esfera psicológica mais profunda e não meramente política.

Existem dois tipos básicos de persuasão reflexiva na democracia. O primeiro deles é o apelo quantitativo, a autoridade da maioria, o clássico efeito da espiral do silêncio, baseado na alegação de que uma ideia ou proposta é aceita por uma maioria sábia. Pode ser chamado também de efeito democrático, no qual a força persuasiva utilizada é a numérica, mas associando a esse número o caráter de evolução, melhoria ou progresso. A principal força desse tipo de persuasão está na ameaça implícita de isolamento social. Quem não está com todos está sozinho e não deve ser levado em conta. Evidentemente, uma das condições para isso funcionar é a crença compartilhada da autoridade da maioria. Toda a análise de Elisabeth Noelle-Neumann é sobre a influência deste expediente na formação da opinião pública.

Mas há o segundo tipo, o qualitativo ou disruptivo, em que o apelo funciona inversamente ao primeiro. Ao invés de evocar a autoridade da maioria, apela para a credibilidade de grupos de iluminados, intelectuais, acadêmicos, pessoas que estudaram o assunto etc. “Toda unanimidade é burra”, repetem. Assim como no primeiro tipo, para que a ameaça de isolamento funcione, é preciso que o alvo atenda a pelo menos uma condição: precisa ter em alta conta o grupo que fala, do qual quer emprestada a credibilidade ao estar associado a eles. As comunidades profissionais se valem muito deste tipo de argumento de autoridade quando o assunto é comum à sua competência, mesmo que de fato não tenham conhecimento suficiente para formar uma opinião a respeito.

O passo do jogo dialético

Durante décadas, as duas estratégias foram mantidas conjuntamente no tratamento da tensão existente entre elite cultural progressista e povo conservador: ora apelava-se ao número, fraudando enquetes de opinião e estereotipando posturas populares como exóticas e fora de moda, ora denunciando o conservadorismo reinante no império do patriarcado presente nas famílias, consideradas arcaicas e agarradas a antigas crenças religiosas (cujo bode expiatório sempre foi a Igreja Católica, mas mais recentemente passou-se a atacar também evangélicos devido o seu crescimento numérico).

Longos anos de estratégia dedicados a colocar as forças progressistas definitivamente encasteladas nas universidades, redações de jornais, agências de propaganda e em Brasília, já é possível avançar e declarar guerra, iniciada já com décadas de vantagem cultural. O povo, praticamente sem representação, não tem como fazer frente a um aparato midiático totalmente alheio às suas crenças e pressupostos. A comunicação entre os dois lados se tornou impossível e o passo seguinte é a admissão da dualidade, o jogo da dialética. Agora, todo cidadão precisa fazer uma escolha: se está do lado da elite iluminada, artística, criativa, intelectualizada e sábia ou com o povo burro, ignorante, violento, conservador e problemático.

O passo do jogo dialético, porém, como reza a boa estratégia marxista, pode retroceder a qualquer momento, bastando que o seu progresso se veja ameaçado. Em um ir e vir infinito, próprio da mentalidade revolucionária, eles  afirmam não saber exatamente para onde vão, mas sabem que querem a transformação total da sociedade. Essa transformação que é uma outra forma de dizer destruição.

 

Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Cada vez mais, grandes empresas tem optado pelo ‘marketing de lacração‘, que se identifica com uma parcela ínfima da população. Como resultado, as ações de marketing tem provocado revolta na esmagadora maioria de seus clientes e agradado a um percentual que varia entre 3 a 15%.

O que é marketing de lacração?

O termo dado para essas ações de propaganda ligadas a pautas globalistas como equidade de gênero, feminismo ou abortismo são chamadas “marketing de lacração“. A expressão  tem seu significado baseado em uma gíria “lacrar“, usado por jovens e feministas. No linguajar desses grupos, traz significados como “arrasar” ou “mandar bem“, atrelado à ideia do ‘empodeiramento‘, outro termo criado por esses grupos em uma tradução incorreta do termo em inglês empowerment.  Assim, a expressão marketing de lacração traz um significado literal apenas para membros desse grupo, que representam algo entre 3 a 15% da população e consideram que a empresa “arrasou” (ou “lacrou“) ao apoiar uma pauta como gênero ou feminismo, por exemplo.  Na prática, a campanha não ‘arrasou’ mas sim foi um fracasso, por tentar apoiar algo que a esmagadora maioria da população é contra.

O fracasso das campanhas

Depois que o Santander perdeu mais de 20 mil contas, em uma semana, por ter apoiado a exposição QueerMuseu em Porto Alegre e milhões de internautas repudiado a postura revolucionária da empresa na guerra cultural com a #SATANder, qualquer proposta com essas pautas vindo do setor marketing e comunicação não pode jamais ser vista como uma gafe de marqueteiro.

Os ideais globalistas revolucionários mostraram-se presentes também nas diretorias da Avon, que lançou o documentário “Repense o Elogio”, onde criticam o fato de meninos serem criados com elogios como “forte” e “corajoso” e as meninas receberem elogios como “bonitas” e “princesas”. Internautas manifestaram-se com milhares de avaliações negativas nos vídeos da campanha. Clientes e internautas comentam ainda que nas propagandas da Avon as mulheres são mostradas sempre belas como princesas e que é por isso que as mulheres compram os produtos da marca.

O vídeo completo da campanha (40min) recebeu 8 mil avaliações negativas “não gostei”, contra 1 mil “gostei”; A versão curta do vídeo (1m12s) recebeu 26 mil avaliações negativas contra 1 mil positivas.

A adesão da Avon à militância do discurso de gênero comprova mais uma vez que a satisfação da necessidade do cliente está longe de ser a preocupação dessas mega-corporações. Se tinha uma empresa que não deveria ter entrado nessa ideologia era exatamente empresas de cosméticos que contam com o “povão” como revendedor independente. A Avon conta com 1,5 milhão de consultoras espalhadas pelo Brasil. Um dos pilares da estratégia da Avon é, ironicamente, de que por meio de consultoras a empresa poderia ter mais identificação com o cliente final, além de se tornar uma ‘empresa do povo’, bem representada pelas mulheres brasileiras, especialmente de classe média e classe de menor renda. Com a campanha, a empresa ataca frontalmente os valores de suas revendedoras e dos consumidores, em sua grande maioria.

A campanha OMO[1] para o dia das crianças não foi diferente, obtendo rejeição em massa. Sendo eles uma marca do povo e da dona de casa brasileira, embarcar na proposta de gênero trouxe danos significativos para a marca e para os negócios da Unilever, que já não andam muito bem.

“Marketing de Lacração vira tendência para grandes corporações e mostra quais empresas estão contra a população”

Outro episódio ocorrido últimos dias foi a campanha do Carrefour, que postou em suas redes sociais, para o dia das Crianças, a mensagem “Depois que viram adultos, meninos que brincam de boneca ou casinha tornam-se mais conscientes e responsáveis com a família. Brincadeiras não têm gênero“.

Empresas sentem-se super confiantes em seu poder econômico

Acreditam deter tanto poder em seu monopólio e seu poder econômico que pensam que podem ser, a exemplo da Rede Globo que tem concessão pública, um meio de revolução e destruição dos valores tradicionais da população impondo pautas globalistas.

Contudo, nem mesmo o império da Globo parece ser suficiente para transformar as mentes da população contra realidades biológicas tão óbvias. Depois que a campanha #GloboLixo surgiu e ganhou o Brasil por meio do Twitter e Facebook, a Revista Veja, que tem o Santander entre seus patrocinadores, também passou a ser o alvo de campanha da população, após ter publicado edição da revista com matéria de capa em prol da ideologia de gênero.

No dia 23 de outubro, a Globo ainda teve que lidar com manifestação da campanha popular #GloboLixo em um de seus programas ao vivo. Durante uma matéria ao vivo, no jornal SP1, uma pessoa se colocou entre a câmera e o repórter e falou por duas vezes “Globo lixo!”. Durante o jornal, que teve a matéria interrompida por alguns segundos em virtude do ocorrido, os repórteres mostraram-se bastante irritados com a manifestação, mostrando que não se importam com a manifestação e que sentem raiva da população que manifesta seu descontentamento com a postura da empresa. Simplesmente não estão abertos à críticas ou diálogo. Eis que chegamos ao cúmulo da relação empresa versus cliente. Os gurus do marketing diziam que as empresas devem servir e atender necessidades dos clientes, com ouvidos atentos para suas necessidades e reclamações. Mais do que nunca, vemos que a relação se inverteu e as empresas não parecem estar dispostas à ceder ao atendimento das expectativas dos clientes ou se preocuparem com a reputação da marca perante o cliente.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Em uma aparente união dos grandes sites de notícias, o episódio do programa SP1, da Globo, está sendo noticiado na categoria TV & Famosos, TV & Novelas. Tal fato, deveria estar noticiado na categoria ”Cidadania”. Ou seja, rejeitam considerar que a manifestação #GloboLixo seja um feedback de cliente válido.

Breve histórico do movimento do “marketing de lacração

O movimento feminista e de gênero vem preparando esse momento há algum tempo e as empresas vem aderindo à causa aos poucos. Em 2015, o Boticário fez sua campanha do Dia dos Namorados com casais LGBT trocando presentes e foi alvo de crítica nas redes sociais. Contrariando a lógica, diante do boicote sofrido a campanha do Boticário foi premiada pelo Effie Awards Brasil 2015.

Vale citar que o Effie Awards Brasil é um prêmio criado pela Effie Worldwide, uma organização internacional presente em 40 países, que busca “valoriza a relação cliente-agência e o trabalho conjunto do criativo e do profissional de Marketing na busca pela comunicação efetiva, ou seja, aquela que realmente funciona.“(sic).

A panelinha” dos executivos globalistas

A organização internacional tem no seu board membros de diversas empresas, tais como Coca-Cola, Unilever, Facebook, IBM, entre outras.

Entre os jurados atuais do prêmio Effie Awards Brasil estão: Alexandre Bouza (diretor de marketing do Boticário), André Vinicius (diretor de publicidade do UOL), Andréa M. Pinotti (diretora de marketing institucional do Itaú Unibanco), Igor Puga (diretor de marketing do Santander), Ricardo Esturaro (diretor de marketing da TV Globo), Silvia Balbo (diretora de marketing do Carrefour Brasil), entre outros.

O site Merkaz traz uma matéria em que analisa a importância das empresas se engajarem na luta pela diversidade de gênero. Segundo analisa o site, faz-se necessário a adesão ao discurso uma vez que o tema diversidade de gênero está entre “os 17 Objetivos para transformar o nosso mundo” traçados pela ONU para 2030. Ou seja, a orientação de marketing da empresa não está voltada ao cliente mas sim aos interesses da ONU, que por sua vez, são os interesses de uma elite capitalista composta por alguns poucos bilionários (George Soros, Fundação Ford, Fundação McArthur, Bill e Melinda Gates et al).

Skol faz campanha feminista, abortista e de gênero

A Skol convidou artistas para refazer pôsteres de antigas campanhas, hoje vistos como machistas por darem enfoque ao homem tomando cerveja e não às mulheres tomando cerveja. A iniciativa resultou na criação de pôsteres com frases como “meu corpo, minhas regras”  e “empodere-se”.

Veja informações completas sobre a iniciativa da Skol no site da AdNews

Leia também:
Veja a lista de empresas engajadas nessa tendência globalista de marketing

 


Zoofilia: como as agendas conquistam a opinião pública

A zoofilia já tem seus apoiadores. Eles são discretos e não têm pressa alguma. Assim como os ativistas pedófilos, sabem que um dia terão a recompensa: terão o tratamento de vítimas de preconceito e sua conduta entrará, aos poucos, na moda entre os jovens

Vimos recentemente a pedofilia ser representada em obras de arte, diante da sociedade brasileira escandalizada. Trata-se do bom e velho “tapa na cara da sociedade”, dito por ativistas em tom de ousadia artística, cujo termo técnico apropriado é “dessensibilização”. O processo de tornar as pessoas mais afeitas a certas ideias se consagra em uma lenta escalada de “expressões de impressões” individualizadas, únicas e pessoais, sempre amparadas pela liberdade de expressão. Seu objetivo, no entanto, é o da mudança na recepção e percepção da realidade.

Utilizando as mesmas técnicas dos ativistas pedófilos e da Ideologia de Gênero, podemos imaginar como seria possível fazer a com que a sociedade aceitasse algo que hoje considera absurdo. Usemos um exemplo que em breve já não será tão absurdo, já que a pedofilia alcançou já o cume do processo, abrindo espaço para outras monstruosidades. Pensemos na zoofilia, uma causa que já possui sua militância teórica há algum tempo. Os direitos dos animais surgiram historicamente para lutar contra todo tipo de abuso ou violência contra animais. Ora, o abuso sexual é uma dessas formas de violência, o que sempre foi tratado com grande rejeição pelos adeptos dos bichinhos. Uma das maiores ONGs de defesa dos animais é a ANDA (Agência de Notícias dos Direitos dos Animais), que repercute notícias sobre maus tratos. Recentemente, a ANDA repercutiu, com indignação, a matéria da ativista Gabriela M. O., para a revista Void, intitulada “Tirem os filhotes da sala“. Na matéria, Gabriela defende abertamente o sexo com animais, dizendo tratar-se de uma manifestação de amor, ampliando o clichê de que amor não tem idade, sexo, tamanho, nem espécie.

Para amparar a sua tese, Gabriela cita o filósofo iniciador das teorias pró-bichos, o australiano Peter Singer que, em um artigo intitulado Deares Pet: On Bestiality, diz que “a relação entre humanos e outras espécies não tem nada de criminoso, desde que seja mutuamente gratificante – e isso inclui o sexo com animais”.

Pergunta: se tanto Gabriela, ativista da revista Void, quanto os ativistas da ANDA se identificam como ativistas pelos direitos dos animais, por que motivo esta última não apoia as ideias inovadoras da sua colega e a considera absurdas e monstruosas? A resposta é muito simples: elas pertencem a estágios diferentes do ativismo. A dialética do absurdo consiste em colocar o tema em pauta mesmo que ele seja muito mal visto. O tempo e a ação discreta baseada na exposição e dessensibilização, vai forçando a formação de opiniões contrárias, lados opostos e um debate em torno do assunto. Os meios de comunicação não são capazes de nos dizer como pensar, mas podem, sem dúvida, nos dizer o que pensar, observou Bernard Cecil Cohen, no livro The Press and Foreign Policy.

A longa campanha contra a pedofilia não fez outra coisa senão abrir espaço para os ativistas que, de posse das provas da campanha de difamação e perseguição perpetrada pela sociedade arcaica e antiquada, surgem, aparentemente do nada, em assalto à “moral e os bons costumes”, que os ingênuos acreditam estar em perfeita saúde e vitalidade. A verdade é que a virgem já foi deflorada há muito tempo.

Continuando nosso esforço imaginativo de previsão, se os ativistas da zoofilia desejam que a sua prática seja mais bem vista, precisam de muita dessensibilização, isto é, notícias de abusos sexuais de animais, mesmo que isso escandalize a sociedade. O escândalo é a própria dessensibilização, que vai ganhando força à medida que estágios anteriores vão se sedimentando no imaginário. Como no caso da pedofilia, é possível estabelecer uma distinção entre o zoófilo abusador, e portanto criminoso, e o pobre coitado do indivíduo que tem uma inclinação, uma atração irrefreável por quatro pernas. Este, obviamente, precisa de um tratamento e, quando não for possível, a sua atividade deve ser, então, tolerada, já que a culpa é do desejo e não dele. O indivíduo vitimado por esse fardo também não deve ser discriminado, podendo no máximo ser encaminhado a tratamento, tal como o usuário de drogas que nem mais pode ser preso.

A sociedade é colocada em uma posição de débito para com o cabriteiro, que passa a ter na opinião pública um algoz temível. A própria palavra zoófilo precisa, então, ser trocada por uma menos ofensiva (que tal “zooafetivo”?) e as uniões entre homens e animais passarão a ser defendidas, quando for prazeroso para o bicho, é claro. Diferente da pedofilia, esta prática não fere alguém que de fato é sujeito de direitos, como a criança, um ser humano, mas um animal. A sociedade, tão protetora e zelosa dos animais passará, então, a defender o abuso e a sodomização de bichinhos. E o fará com o ar de quem defende um direito, usando dessa defesa para incrementar sua personalidade benevolente diante das necessárias aparências do politicamente correto, para que o chefe não o olhe feio. Isso funciona porque as pessoas já estão totalmente prontas para isso.

Qualquer tópico de agenda que prescinda do estágio informativo, isto é, da colocação do tema em pauta, estará fadado ao fracasso. Disso os engenheiros sociais sempre souberam. Mas há um nível de seleção para a informação que deseje cair nas graças da fé pública. Não se trata de uma loteria. Ninguém ganha a mídia sem um aporte sólido. As informações disponibilizadas a jornalistas, seja qual for o tema, em geral vieram de longo esforço intelectual, fruto de décadas de estudo aprofundado e empenho científico. Depois de tudo isso, a instância que colocará o tema nos jornais está já plenamente convencida e nenhum argumento a fará mudar de ideia. A última esfera dessa verdadeira viagem rumo ao público é a política e qualquer ação política que se inicie sem essa retaguarda científica e intelectual, será apenas uma onda passageira usada e ressignificada pelas agendas atuantes para o seu próprio fortalecimento.

Grupos: a engenharia com poucos recursos

Como os pedófilos ou zoófilos, a militância LGBT se tornou uma massa de manobra de movimentos revolucionários que buscam a desestruturação moral da sociedade para a aplicação de leis e mudanças que teriam a moralidade como obstáculo. Esses ativistas se vêem forçados por suas próprias inclinações a lutarem por uma causa comum. O agrupamento de ativistas com desejos e anseios em comum é a primeira etapa de um fortalecimento das militâncias e ampliação de um exército para a guerra cultural. Nada disso seria possível sem a integração de grupos, usados para os estudos de recepção comunicativa.

Os estudos de recepção, na comunicação, começaram já na década de 1960, quando nomes como Paul Lazarsfeld e Kurt Lewin empreenderam longas experiências, dando origem a uma obra de engenharia até hoje utilizada. As chamadas “dinâmicas de grupo”, utilizadas até hoje, seja em empresas, sindicatos ou igrejas, foram e são responsáveis por um processo de integração do indivíduo em um grupo e a sua consequente domesticação. É mais fácil controlar indivíduos quando eles integram grupos. Trata-se de uma medida de economia de recursos que tornou possível a ação em grande escala.

 

Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Com os recentes e numerosos casos de grandes empresas como Santander, Itau e Unilever engajadas nas pautas polêmicas como a da ideologia de gênero, amplamente rejeitada pela maioria da população, surge as perguntas: para onde foi a orientação ao cliente? o marketing de relacionamentos e o consumidor em primeiro lugar? com o que realmente as empresas estão preocupadas? quais seus objetivos?

Contexto histórico do marketing e suas orientações

Segundo a ciência da administração, em especial as teorias sobre a orientação do marketing, desde o final do século XX teríamos passado da era da venda para a era do marketing, que deveria focar em compreender e satisfazer as necessidades dos clientes. Antes desse momento de luz, em que as empresas teriam descoberto que no topo das prioridades deve estar a compreensão e a atenção ao cliente, passamos, segundo alguns, por períodos de trevas.

As primeiras década de trevas seria a Era da Produção, onde as empresas estavam focadas unicamente em produzir com eficiência, baixo custo e ganho de escala. Estamos falando aqui do momento retratado no filme Tempos Modernos e da era da Ford Motors, no início da revolução industrial (até meados de 1950).

Nas décadas de 50 e 60 teria iniciado a Era do Produto, onde empresas passaram a buscar aprimoramento na qualidade dos produtos para que, diante de concorrentes, o cliente preferisse o seu produto. Logo em seguida, veio a Era das Vendas (ou orientação à venda), em que empresas teriam passado a investir forte nas equipes e técnicas de vendas para empurrar goela abaixo dos clientes, os produtos fabricados, surgindo a ideia do vendedor chato e inescrupuloso.

Primeiramente, sempre tive a sensação de que esse período inicial não era necessariamente uma era de trevas.
Embora professores universitários entusiasmados e fanáticos pelos novos empreendedores e gurus do marketing possam discordar, Henry Ford, quando decidiu produzir um único modelo de carro, somente na cor preta, estava sim preocupado com a necessidade dos clientes, talvez até mais preocupado do que dizem estar os marqueteiros de palco de hoje. A diferença é que o cliente não tinha tanta frescura e queria simplesmente ter um automóvel, pouco importando-se com a cor, design ou textura do estofamento.

O marketing holístico da Bíblia do Marketing

Segundo o guru do marketing, Philip Kotler, o marketing holístico agrega quatro dimensões do marketing: marketing interno + integrado + o de relacionamento + o marketing socialmente responsável.

Parece residir nesse último elemento o grande motivador das ações dessas multinacionais, em promover a ideologia de gênero e em investir em exposições ‘artísticas’ que expõem crianças de cinco anos a presença de homens sem roupas. Kotler demonstra com o termo marketing holítico, a influência de autores como Fritjof Capra, cuja obra, em si mesma, um produto de propaganda.  A partir daí, Kotler traz os conceitos de marketing ecológico e marketing humanista.

Ao falar do marketing humanista, a Bíblia do Marketing parece usar linguagem conflitante com a ideia central do marketing, que é (ou deveria ser) satisfazer as necessidades dos clientes. Segundo Kotler e Keller, “a orientação do marketing humanista sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses do mercado-alvo e satisfazê-los de maneira mais eficiente e eficaz que os concorrentes, de um modo que conserve ou aumente o bem-estar do consumidor e da sociedade como um todo“(2006, p. 20).

O livro cita o exemplo do McDonalds, que resolveu tornar seu cardápio mais saudável porque os clientes poderiam ficar doentes. Veja bem: na verdade, a alteração não foi motivada por um interesse dos clientes em ter uma dieta saudável, mas sim pelo interesse da empresa na mudança da dieta dos clientes. Ou seja, a atitude da empresa visava determinar a necessidade do cliente por uma “melhor alimentação”.
Contudo, logo a frente Kotler e Keller concluem o tema dizendo que essas ações visam melhorar a reputação da empresa, aumentar consciência de marca, fidelidade do cliente, obter mais vendas e exposição na mídia, acreditando que clientes tendem a buscar, cada vez mais, sinais de boa cidadania corporativa que vão além do fornecimento de benefícios racionais e emocionais.

De fato, no tempo de minha pós-graduação em marketing, aprendi que o objetivo das ações de marketing sociais também era a satisfação das necessidades dos clientes, mas que no contexto atual, o cliente ficou mais exigente, desejando não apenas um produto de qualidade e um bom atendimento, mas adquirir produtos e serviços de uma empresa preocupada com questões importantes para a sociedade. A controversa descrição de Kotler e Keller sobre o marketing humanista havia passado desapercebida por mim no meu tempo de faculdade e pós-graduação. Parece tratar-se de um “ato falho”, ou de uma sutileza, para orientar os mega empresários, que são os únicos que tem o poder de colocar em prática essa ideia “humanista” de impor, ou “determinar as necessidades e desejos dos consumidores”.

Se esquecermos o conceito de marketing consagrado por inúmeros autores, baseado em identificar e satisfazer as necessidades e focarmos na ideia de prioritariamente determinar necessidades aos clientes, conseguiremos entender porquê uma multinacional como a Unilever resolveu fazer a campanha do OMO promovendo a diversidade de gênero e o Santander deu espaço ao QueerMuseum, mesmo desrespeitando os valores e a crença de, no mínimo, 80% da população brasileira.  Não se trata de satisfazer a necessidade atual dos consumidores, mas em moldar suas necessidades.

Por que Philip Kotler traz esse conceito de marketing holístico e humanista?

Certamente o maior teórico do marketing do último século foi Philip Kotler(1931). Consultor da IBM, Bank of America, General Electric e outras mega-corporações, professor e autor de dezenas de livros, incluindo a “Administração de Marketing: A Bíblia do marketing” (2006) – 12ª edição.Trabalhou toda sua carreira como professor na Kellog School of Management, escola ligada a W.K. Kellogg Foundation e ao Kellogg Institute.

Quem empregou Philip Kotler por 50 anos

Não foi preciso grandes ou profundas investigações para comprovar o alinhamento do grupo Kellog com as grandes fundações de mega-capitalistas e globalista.

O site do Kellogg Institute mostra que investem em programas como o The Ford Program, que tem em seus projetos, temas como: debates sobre as religiões a o acolhimento imigrantes muçulmanos na europa; programas sobre saúde reprodutiva no Kenya e educação sexual em Uganda.

No México, a Kellogg Foundation investe no CISC, que promove os direitos sexuais e reprodutivos aos jovens (incluindo campanha pela descriminalização do aborto e o fornecimento de serviço de abortos) bem como a ideologia de gênero.

O Kellogg Institute possui projetos no Brasil, baseado no apoio à pesquisadores. Na verdade, deu apoio a dois pesquisadores: são eles, Pedro Floriano Ribeiro (UFSCar), autor de “Dos sindicatos ao governo: a organização nacional do PT de 1980 a 2005 (FAPESP, 2010) e premiado por sua tese de doutorado sobre o Partido dos Trabalhadores. O outro pesquisador brasileiro é o Professor Francisco C. Weffort, doutor em ciência política pela USP com a tese intitulada “Populismo e classes populares”, autor de artigos como “O futuro do socialismo”, “O que é democracia?”, “Por que democracia?”, “Introdução à política da cultura: um olhar sobre a cultura brasileira”, “Marx: política e revolução”, entre outros tantos nessa linha socialista e revolucionária.

Conhecendo para quem Philip Kotler trabalhou pode-se compreender porque sua teoria se tornou tão alinhada aos objetivos das grandes organizações globalistas.

Agenda globalista e revolucionária: da academia para as empresas

O globalismo e o pensamento revolucionário, de fato, atingiu hoje todas as áreas do conhecimento e espalhou-se por
todos os ramos da sociedade. Os jovens que desejavam ser exemplo de liberais capitalistas e foram estudar administração, publicidade, marketing, em graduações e MBAs, tornaram-se meros instrumentos da esquerda nas agências de publicidade e nas grandes empresas. Foram instrumentalizados pelo globalismo sem perceber. No ímpeto de buscar a máxima eficiência, abdicaram de estudar temas essenciais para a compreensão da realidade, aprenderam apenas o ferramental e se tornaram instrumentos daquilo que condenavam.

A ideia do marketing holístico é uma amostra disso. O livro “O ponto de mutação” de Fritjof Capra é leitura obrigatória nos cursos de gestão no Brasil, e provavelmente em muitos países. O foco que as aulas de administração trazem à obra de Capra tenta suavizar seu caráter revolucionário, focando a ideia de equilíbrio embasado na ideia do yin e yang com uma abordagem suficientemente superficial para que o futuro profissional passe a comungar de elementos e da linguagem revolucionária sem perceber claramente o que está acontecendo. Não se dá grande ênfase nas ideias pregadas por Capra, por exemplo, que o ponto de mutação culmina com o fim do patriarcado (consequência esperada = a desconstrução do modelo de família tradicional). Com isso, tanto os jovens de família tradicional que sonha em trabalhar em grandes organizações, serem independentes, constituir família e ser o orgulho de seus pais, quanto um pai de família que faz faculdade na meia idade para continuar sendo um bom varão, absorvem os valores globalistas e revolucionários, sem perceber.

Uma excelente análise da obra de Capra pode ser lida no artigo de Olavo de Carvalho sobre a Nova Era e a Revolução Cultural.

Qual foi o feedback dos clientes?

Boicote à Globo no TopTrends mundial, 200 mil rejeições ao vídeo da Unilever e dezenas de milhares de clientes perdidos pelo Santander.

Não é mais novidade que os maiores veículos de comunicação, como a Globo, tentam mudar a cabeça da população com pautas ideológicas o tempo todo. A esmagadora maioria do brasileiro, mesmo os mais humildes e sem acesso à outras mídias, sabem e falam abertamente que são contrariados frequentemente pelos noticiários, novelas e programas de TV, imbuídos em transmitir ideologias completamente opostas às crenças e valores pessoais, familiares e religiosos da esmagadora maioria da população. Esse fenômeno tem sido analisado por alguns (ainda poucos) especialistas de mídia e certamente daqui alguns anos ou décadas, será visto como fato histórico de notável importância.

Com as reportagens do programa Fantástico, de 08 de outubro de 2017, em favor da diversidade de gênero, a reportagem em defesa da exposição do QueerMuseu e da peça de teatro “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Jesus é interpretado por uma transexual, desencadeou um movimento mais ativo de boicote à Globo. Em marketing, isso se chama feedback do cliente. A hashtag #GloboLixo começou a aparecer logo após o programa do Fantástico e entrou para o TopTrends do Twitter.

Em situações de normalidade e sanidade, empresários e marqueteiros agradecem todos os feedbacks dos clientes, uma vez que as reclamações são oportunidades de melhoria e ajuste no alinhamento das estratégias das empresas, para que possam satisfazer as reais expectativas dos clientes. Mas não foi o que aconteceu. Essa máxima parece estar sendo abandonada pelas grandes empresas.

As maiores empresas de comunicação, de fato não estão mais preocupadas em entender o perfil do cliente para atendê-lo, já compreendem o seu público-alvo, mas querem que o perfil do cliente mude. Querem mudar suas necessidades e as crenças. No Fantástico, também foi feito um discurso fortemente contra as pessoas que vêm se manifestando contra as pautas da ideologia de gênero. Ou seja, o feedback do cliente não é mais bem-vindo. Afinal, o interesse é mudar o que ele pensa.

O apoio do Santander ao QueerMuseu custou ao banco dezenas de milhares de contas a menos, além de muitos feedbacks negativos na internet. O vídeo publicitário da OMO, marca da empresa Unilever, conquistou, em apenas seis dias, até o momento, 200 mil “dislikes” e 23 mil “likes“. Ou seja,  90% das avaliações do vídeo foram negativas, sem contar os milhares de comentários de indignação.

Onde foi parar a preocupação com a necessidade do cliente? Empresas do porte da Unilever e Santander perderam a capacidade de mapear o perfil do consumidor ou não se preocupam mais com isso, devido ao seu elevadíssimo poder no mercado?

Globalistas adquiriram tanto poder e dinheiro que acreditam que a população irá se submeter às suas ideias. Certamente não estamos mais na ‘Era do marketing’ como dizem alguns teóricos. Entramos em uma nova era, da fake news, do fake marketing ou do marketing de manipulação. Precisamos encontrar um novo nome para denominar esse momento, pois a era do marketing acabou. Mas esse é o menor dos problemas. O maior problema agora é sobreviver nessa guerra cultural.

Links adicionais:

Kellogg Institute

W.K. Kellogg Foundation – projeto no México

W.K. Kellogg Foundation – Quem somos

#GloboLixo no Twitter

Clássico do estudo da opinião pública tem sua primeira edição brasileira

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius.

camille paglia fala sobre ideologia de genero

A ideologia de gênero e cirurgias desnecessárias violam direitos de menores

Camille Paglia alerta que “transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão.” E não somente! Incutir nas mentes de crianças e adolescentes a falsa ideia de que precisam se mutilar e se tornar dependentes de hormônios para sentirem-se bem é uma violência sem precedentes. Em muitos casos, isso é sugerido ainda antes mesmo de atingirem a idade da razão. As tentativas forçadas de afirmar tal ideologia, que vai contra a natureza mais óbvia das coisas, mostra que a decadência social, moral e psicológica que nossa sociedade se encontra nos mais baixos patamares.

As disformias são estudadas pela ciência há tempo e devem ser vistas como disformias. Tratam-se de transtornos mentais.

A disformia de gênero é um transtorno similar à disformia corporal.  Um exemplo de disformia corporal é anorexia. Nesses casos, nenhum médico em sã consciência prescreveria lipoaspiração para alguém que é magro mas se vê gordo. Segundo Bjornsson et al (2010), estudos apontam que o transtorno afeta cerca de 0,7 a 2,4% das pessoas. Ninguém tem dúvidas que a anorexia, enquanto disformia corporal, deve ter seu tratamenta no âmbito psicológico, para que a pessoa, curada, passe a se ver como realmente é.

Da mesma forma que na disformia corporal, a disformia de gênero deve ser tratada com tratamento psicológico e não com alterações físicas e hormonais. A prova de que o sexo e gênero não são meras construções sociais, como prega a propaganda transgênero, é que as intervenções hormonais tornam-se necessárias por toda a vida, jamais dando à pessoa um corpo naturalmente “ajustado com seu gênero”, não obstante o fato de que os “pacientes” continuam em muitos casos necessitando tratamento psicológico. Experiências baseadas nessa falaciosa premissa do gênero enquanto construção social levaram diversas pessoas ao suicídio, como ilustra o caso Reimer. Por outro lado, nos (raros) casos de disformia de gênero que são diagnósticados propriamente, estima-se que entre 88 a 98% dos deles, são resolvidos com o fim da puberdade. Passado esse período e com o tratamento apropriado, no âmbito psicológico, a pessoa se sentirá bem com seu corpo sem tê-lo mutilado ou se tornado dependentes de hormônios.

O que por trás de toda a propaganda transgênero, dirigida a crianças e adolescentes, aliam-se os desejos manifestados por grupos que historicamente defendem o direito ao abuso de menores e organizações que investem na degradação de valores e na subversão da sociedade. Grandes fundações (abrigadas pela UNESCO) têm claros interesses na desestruturação da família, pois esta representa um claro obstáculo à engenharia social. Seu indivíduo ideal é atomizado e carente de proteção institucional. Uma sociedade assim, demandará cada vez mais poder desses mesmos grupos e fundações.

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Camille Paglia, acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale e professora da University of the Arts em Philadelphia, fala com grande propriedade de conhecimento e também experiência pessoal sobre essa questão de gênero:

Eu estou muito preocupada com essa tendência cirúrgica para mudança do corpo. Isso está por toda parte nos EUA. Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica. Se essa ideia estivesse no ar quando eu era jovem, teria me tornado obcecada com isso. Eu teria sido convencida de que essa seria a resposta para todos os meus problemas com a sociedade contemporânea e sua rigidez sexual. E eu teria cometido um engano terrível.

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Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão. Há um número muito pequeno de pessoas realmente intersexuais. É uma anormalidade congênita. A maioria dos casos não é assim. Intervir no corpo, removendo o pênis ou os seios, é uma ilusão porque todas as células do seu corpo permanecem sendo o que elas sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero.

“As pessoas que olham para esse debate e pensam que estamos caminhando para um futuro progressista estão enganadas. Nós vivemos em um período em que os gêneros são fluidos e ninguém se identifica com os papeis de cada um dos gêneros no passado. Mas a ideia de que isso é um sintoma de saúde social está errada. É o caos.

“Estamos numa fase tardia da cultura, como ocorreu com outras civilizações, em que as definições dos sexos começam a se borrar e a se dissolver e surgem todos os tipos de androginia e de brincadeiras com trocas de papéis entre feminino e masculino. Eu adoro tudo isso, mas acho que não pode ser confundido com um sintoma de saúde e de progresso. Sinto muito. É um sintoma de declínio histórico da nossa cultura. E deveríamos nos preocupar porque isso indica ansiedade e algo errado.

“Eu não noto, a propósito, nenhum avanço no campo das artes. Ninguém está em um período especialmente fértil. Pelo contrário, todos estão obcecados consigo próprios. O ego se tornou um trabalho artístico. As pessoas têm dez conceitos diferentes sobre o que elas são. Acho que a obsessão com gênero e com orientação sexual se tornou uma doença.

“Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e de sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia. Isso não são os anos 60, quando se pregou o poder do indivíduo contra a autoridade, mas a destruição dessa ideia cósmica do lugar de cada um no universo. E isso tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura. É o novo narcisismo.”

Assista o vídeo com a entrevista com a Dra Camille Paglia.

 

Informações:

Criacionismo – Camille Paglia e a ideologia de gênero

Body dysmorphic disorder (2010)  Bjornsson, et al. Dialogues Clin Neurosci https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181960/#ref27

Estudos Nacionais – Médicos americanos alertam sobre Ideologia de gênero e transgêneros

Estudos Nacionais – Breve histórico do ativismo pedófilo

Estudos Nacionais – Caso Reimer: a experiência de troca de sexo que levou gêmeos ao suicídio