Discurso de “golpe da direita” promete unir e radicalizar esquerda

A prisão do ex-presidente Lula, no último sábado (7), reforçou a narrativa de “golpe da direita”, provocando a convocação de manifestações para os próximos meses em todo o Brasil, além de uma ampla articulação para consagrar o discurso do “golpe”, que unirá toda a esquerda em metas comuns.

No sábado à noite, imediatamente após a prisão de Lula, o site do Partido dos Trabalhadores publicou uma nota de solidariedade das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), demonstrando um radicalismo nunca antes visto. As Farc já são membros discretos do Foro de São Paulo, entidade criada por Lula, em 1990, desde seu início. Nos últimos anos, o grupo terrorista teve seu nome retirado da lista de membros devido a circunstâncias políticas e midiáticas.

Manifestações pelo país

Com isso, uma carta publicada aos apoiadores do ex-presidente foi divulgada com um cronograma de manifestações pelo país. A carta, publicada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, foram republicadas em diversos sites da esquerda. A carta é clara ao apontar a crença e o discurso que deve unir todos os movimentos:

“A prisão de Lula é parte essencial do golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência”.

Veja abaixo os protestos marcados:

11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.
17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
26 de Abril: Ato em defesa da Petrobras no Rio.
1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.

Além disso, os movimento pretendem buscar apoio internacional, não apenas na América Latina.

Na próxima semana, a ex-presidente Dilma Rousseff fará uma viagem internacional com o objetivo de denunciar o “golpe” que estaria vitimando Lula e ela. Na terça-feira (10), Dilma fala em conferência na Casa de América em Madri. Dois dias depois, a ex-presidenta recebe a Medalha Centenário da Real Academia Europeia de Doutores, em cerimônia no Colégio de Advogados, em Barcelona.

Na semana que vem, entre os dias 16 e 18, Dilma fará palestras respectivamente nas universidades americanas de Berkeley, Stanford e San Diego, na Califórnia.  No domingo (8), a ex-presidenta disse que Lula se tornou “um preso político”, vitima de “perseguição implacável”, e classificou a prisão como “injusta e cruel”. Em nota, Dilma diz que a “mídia golpista”, que nega o status de preso político a Lula, “finge não enxergar a ascensão do fascismo no País e a violência da extrema direita”.

Dilma afirma que o Brasil “segue dividido”, com risco de implementação em definitivo de um “Estado de Exceção”, e que Lula foi preso porque é líder na corrida presidencial.

Nova estratégia

Grande parte do discurso político dessa “nova esquerda” que nasce após a prisão de Lula, porém, foi desenhada no próprio discurso do ex-presidente em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no último sábado. Lula convocou toda a esquerda a se unir em seu nome, como uma ideia. No palanque, Lula não deu tanta atenção a Gleisi Hoffman (PT) ou Lindbergh Faria (PT), mas levantou o braço de Manuela D’Avila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL). O Partido dos Trabalhadores, ao mesmo tempo, radicaliza seu discurso e procura unir-se à esquerda no discurso de “Lula é preso político”.

Convoca uma série de ações para pressionar o STF a revogar a prisão:

Propostas de Mobilização Unitárias e Nacionais

1- Construir um Acampamento Nacional em Brasília na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF pela Liberdade Lula. Fazê-lo de forma permanente até conquistar a sua liberdade.
2- Fortalecer o Acampamento instalado no dia de hoje em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba. Estimular caravanas de várias cidades, em especial do Sul e Sudeste, em regime de revezamento, para manifestar solidariedade e participar dos debates políticos-culturais.
3- Estimular em todas as capitais onde for possível a realização de Acampamentos em locais centrais, que sejam um polo de Agitação e Propaganda na cidade, denunciando a prisão política de Lula.
4- Estimular desde hoje a realização de pichações com a palavra de ordem “Lula Livre”, “Liberdade para Lula”. Nas capitais onde for possível, organizar Brigadas de Agitação e Propaganda, grupos que ficarão permanentemente fazendo a disputa ideológica na sociedade.
5- Realização de um ato massivo pela Liberdade de Lula neste Domingo, 8 de Abril no Rio de Janeiro.
6- Convocar no dia 11 de Abril, dia de sessão no STF, um dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
7- Construir no dia 11 de Abril, através de nossas articulações internacionais, manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
8- Convocar centenas de juristas, advogados e militantes dos direitos humanos à Brasília para os dias 10 (à tarde) e 11 de abril, para realizar audiências no STF e um ato político no Senado Federal. A atividade esta sendo organizado pela Frente de Juristas pela Democracia.
9- Construir no dia 17 de Abril, marco de 2 anos do Golpe, um dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
10- Participar da Manifestação Nacional convocada no dia 26 de Abril no Rio de Janeiro, para defender a Petrobras, durante a Assembleia ordinária da empresa.
11- Construir um 1º de Maio unitário e massivo em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.
12- Realizar escrachos nas empresas e Bancos vinculados ao golpismo (Riachuelo, Bahamas).
13- Debater no Fórum das Centrais a construção de uma Paralisação Nacional em data a ser definida.

Diagnóstico da imprensa da direita e a relação com fake news

Sites de direita que se pretendem noticiosos têm sido responsáveis por grande parte da informação que circula pela internet, especificamente redes sociais, incluindo o whatsapp. Com o tema dos acontecimentos políticos mais relevantes e de maior interesse, como a Lava-Jato, prisão de Lula, ação dos ministros do STF e intervenção militar, esses sites possuem alguma coisa em comum e grande parte deles é considerada fake news pela grande mídia. Mas existe algo de verdadeiro nessa consideração?

O que a mídia chama de fake news pode, na verdade, representar diferentes tipos de comunicação, segundo sua estratégia política, as escolhas discursivas, objetivos e funções no jogo midiático.

De fato, constatamos em muitos desses sites um grande número de erros, imprecisões e (o mais comum) contradições entre o título e os textos. Como a maioria das pessoas hoje só lê os títulos, fica fácil fazer uma notícia ir longe somente por meio de um título apelativo e forte. Mas ele pode não ter nada a ver com a matéria, tampouco com a realidade. Este tipo de expediente tem lugar em um tipo de site que também é chamado fake news. Mas há outros tipo que correspondem ao rótulo fake news segundo a grande mídia.

No momento atual, para uma compreensão adequada da situação, urge estabelecer critérios muito claros sobre o nível de credibilidade das nossas fontes de informação política. Isso implica em uma análise criteriosa do discurso e função pretendida pelos sites mais usados para a informação.

As categorias e agrupamentos que sugiro aqui são meus e apenas ilustrativos, uma tentativa de clarificar nossa situação informativa.

Três tipos de sites

A recente lista feita pela Folha de São Paulo, embora os da direita não gostem, fornece um bom ponto de partida. Isso porque infelizmente ela não passa tão longe da realidade quanto gostariam os militantes mais aferrados aos slogans que infestam a “direitosfera”. O maior problema daquela lista é uma certa generalização. Na verdade, dentro da relação pode-se tirar dois tipos de sites diferentes, o que a grande mídia chama genericamente de fake news. Mas chamaremos apenas o primeiro grupo de fake news, que são os que deliberadamente mentem para ter curtidas. O terceiro tipo, como veremos, pertence à grande mídia quando consente em algum direitismo. E há entre eles um meio termo.

O primeiro grupo

De fato, muitos sites utilizam informações pouco confiáveis desde que apontem para soluções desejadas por seus redatores e leitores. A apelação para o desejo de gerar indignação no leitor é uma das marcas desse tipo de site, que tem como principais expoentes o Pensa Brasil, Brasil Atual, entre outros. Este tipo de site pode ser chamado de “imprensa marrom” oficial da direita, que difunde o que quer sem qualquer preocupação com a verdade, usando títulos bombásticos e mentindo descaradamente para gerar um efeito.

Função:

Um dos efeitos da existência deste grupo de site é a confirmação, por parte da grande mídia (esquerda), da sua tese de que a direita mente e manipula. O fake news, com base nesse grupo, fica associado à direita e a determinadas pautas preferidas por eles, como o desarmamento e a intervenção militar. Tem, portanto, a função mais característica do fenômeno fake news: descredibilizar um canal de informação mediante exemplos de erros grosseiros.

Segundo grupo

O segundo tipo é uma vertente do primeiro, mas com alguma responsabilidade a mais. É o caso do Crítica Nacional, que tem grande preocupação com a verdade e busca apurar as informações. No entanto, o site busca criar uma imagem noticiosa na sua apresentação apesar de seus textos e títulos serem opinativos. Isso confunde o leitor, apesar de agradar a muitos que compartilham da opinião. Seus títulos, portanto, só servem para circular entre os que concordam com a opinião manifestada. A Rádio Vox (da qual fui um dos fundadores) também está na lista da Folha. Assim como o Crítica Nacional, a sua presença na lista decorre de uma escolha do uso das palavras para seus títulos, o que facilmente é categorizado de “sensacionalismo” pelos critérios da grande mídia. O Mídia Sem Máscara poderia muito bem ser parte deste grupo, se não fosse assumidamente uma “revista eletrônica”, isto é, com uma linha editorial claramente opinativa e conservadora sem qualquer indício de disfarçar sua posição. O maior problema deste grupo está na sua “cara” noticiosa, que reflete a busca pelo mesmo tipo de credibilidade da grande mídia sem, no entanto, contar com o mesmo tipo de critério de veracidade adequado à percepção do leitor externo.

Função:

Assim como o primeiro grupo, as matérias divulgadas por estes sites também reforçam o discurso que tenta descredibilizar discursivamente a direita, já que apresenta em seus títulos e textos, afirmações que dificilmente o público geral leitor da grande mídia poderia confirmar sem o acompanhamento das discussões internas dos meios conservadores da internet. A função deste grupo, portanto, está ligada à estereotipagem sensacionalista e reducionista das suas afirmações pouco verossímeis para o público geral.

Terceiro tipo

O maior expoente do terceiro tipo é o site O Antagonista. Trata-se de um grupo que desempenha a clássica desinformação. É a direita consentida pela grande mídia, normalmente representada por segmentos ex-esquerdistas, tucanos e liberais, cuja principal finalidade é a denúncia da corrupção e falta de ética da política petista. O antipetismo é o viés mais claro das suas matérias e seus textos são, em geral, compartilhados e repercutidos pelo primeiro grupo, o das notícias falsas, sem citar a fonte. A relação deste terceiro grupo com o primeiro expõe e demonstra a sua função de desinformação e fortalecimento da imagem de combate informativo que muitas vezes serve à esquerda. Muitos sites tentam imitar O Antagonista, que se pauta pela credibilidade de seus colunistas, como Diogo Mainardi, para prescindir de indicações de fontes ou evidências. Confunde propositalmente opinião com informação, mas pode fazer isso porque pertence à estrutura da grande mídia.

Função desinformadora entre os grupos

A dobradinha entre os sites de “direita” da grande mídia, como o Antagonista, e os pertencentes a uma certa “imprensa marrom” da direita, o primeiro grupo, faz grandes estragos na direita brasileira. Enquanto o terceiro grupo informa a esquerda sobre o que a direita consentida está discutindo, o grupo “marrom” serve de exemplo de “fake news da direita” para a esquerda pintar e bordar em um território dominado por ela.

A função do terceiro grupo (O Antagonista) é mais ou menos a de ser usado pelo “efeito Arnaldo Jabor”, (aquele em que centenas de frases bonitas e “inteligentes” são espalhadas com a autoria de algum famoso). O canal que difunde é sempre o mais aproveitador da imagem e credibilidade de alguém.

Não foram os sites do primeiro grupo os “deletados” pela apuração de fake news sobre o caso da morte de Marielle. Foram os do segundo e terceiro grupo, mas por meio do estereótipo do primeiro. É para isso que eles servem. Não seria de todo absurdo supor que muitos desses sites pertencentes ao primeiro grupo seriam, na verdade, criações da própria mídia profissional com o intuito de atrair para si a credibilidade jornalística que se perde a cada dia.

O problema pode estar nos leitores

A verdade é que a maioria dos leitores brasileiros não está muito preocupada com os fatos reais, mas em determinar o curso dos acontecimentos. Por isso, a divulgação de matérias que soem verdadeiras tem muito mais apelo do que análises da realidade. A pequena parcela das pessoas interessadas no real, porém, acabam tragadas pela maré de factoides utilizáveis encarando-os como verdadeiros e ficando, assim, ainda mais perdidos. É mais ou menos essa situação informativa em que nos encontramos.

 

Como a gigante cai: a falência política do Facebook

(Por Victor Moretti)

Você sabe quanto é um bilhão? Tipo, na real… tem ideia do que dá pra fazer com UM FUCKING BILHÃO? Agora imagina 60 bilhões. De dólares. Indo para o ralo. É. Foi assim que Mark Zuckerberg se sentiu quando a Facebook perdeu isso em valor de mercado por causa de um micro-pequeno-merdinha furo na política de uso dos dados deles para aplicativos parceiros (já explico).

As vitórias de Donald Trump e do movimento Brexit em 2016 se deram, em parte, pela atuação de uma empresa: a Cambridge Analytica, especialista em análise de dados. Isso não é coisa nova, mas tem causado um terremoto no cenário digital e o motivo é político – embora a mídia faça parecer ser ético.

First things first

O que a Cambridge Analytica foi contratada para fazer? Coletar dados e realizar inteligência de mercado para orientar as campanhas políticas. A MESMA coisa que eu faço para meus clientes. A diferença é que meus clientes querem ganhar dinheiro, os deles tinham finalidade política.

O que a C.A. fez, afinal? O que foi contratada para fazer, legalmente e dentro da política de uso do Facebook. Criaram um jogo de Facebook (desses que vocês ficam me convidando pra jogar) em que se respondiam perguntas, como um Quiz. Ele coletava dados de quem jogava e fazia um sistema de profiling político com essas informações. Só isso.

O começo da avalanche se deu pelo fato do Facebook permitir que os aplicativos pegassem dados não só das pessoas que respondiam o Quiz, mas também de seus amigos (sem que ninguém consentisse com nada).

Ao todo, o sistema montou o perfil político de 50 milhões de americanos. Aí o resto foi mais ou menos assim… um gordo nerd, de barba falhada, com mancha de coca-cola na camisa estalou os dedos, alongou os braços e começou a fazer exatamente o que eu faço todo dia de manhã: segmentar publicidade voltada para eliminação de objeções psicológicas e estímulo para tomada de ação. Venda, votos, conversão de opiniões, tendências de moda. Não importa, o processo é o mesmo. No caso deles, o objetivo era que as pessoas votassem pelo Brexit e pelo Donald Trump.

Sabe qual é o pior? Funciona, funciona pra caramba! E foi assim que o Brexit venceu e o Trump foi eleito.

Onde está o erro? O Facebook proíbe o uso dessas informações de usuários e amigos de usuários fora do aplicativo na plataforma, mas não tem nenhum plano sobre como isso deveria ser sancionado ou evitado. Ou seja, a C.A seguiu as regras, prometeu que não ia usar a mina de ouro do Mark e… usou! A permissividade e o descontrole de uma pequena feature da plataforma deu início a avalanche.

Pausa.

Perceba que o prejuízo não surgiu do uso de dados. Então por qual motivo o mercado financeiro agiu em debandada contra o Facebook? Porque, colega, como já ensinava a banda Calcinha Preta, “Quem ama não trai, vive para o outro”. Segue comigo…

Essa história foi alvo de críticas pesadas sobre o Facebook pelo teor ético da exposição dos usuários da rede social a entidades privadas. Quando se tratou de mudar os rumos da política aí fodeu. Mas isso é uma mentira. O problema NUNCA foi o uso indevido dos dados de usuários e nem a influência política. A mídia, bancada e gerida pelos maiores engenheiros sociais da atualidade quer que você engula essa.

A verdade é que Barack Obama já tinha feito a mesma coisa em 2012! Foi assim: Obama reuniu uma equipe de 100 analistas de dados que adotaram uma abordagem totalmente orientada a dados de usuários da web. O próprio diretor de estrutura de dados do Comitê Nacional Democrata, Chris Wegrzyn, disse orgulhosamente que os dados continham fatos sobre o eleitorado e, através de modelos e experimentos, era possível deduzir as decisões eleitorais até o nível da decisão de cada indivíduo para então saber como influenciar essas pessoas.

Mas o Obama tem aquele sorrisão bonito, lava louça, joga basquete e o Trump, porra, é o Trump, né! Quem gosta do Trump? Quem, em sã consciência, contribuiria para a eleição do Trump?!

Agora vem o ponto chave para entender essa novela

Mark Zuckerberg é um apoiador da esquerda corporativista americana, desenhando nele e no Facebook os valores da moda do politicamente correto, do establishment cultural holywoodiano, do favoritismo político que o Facebook dá aos conteúdos de esquerda no feed de notícias, nos ataques à liberdade de expressão e diversidade de opinião, além do endosso das Fake News.

Eleger Donald Trump, mesmo sem essa intenção, é abalar todo o centro de massa ideológica que o Facebook sustenta institucionalmente – e desagradar as pessoas erradas. Eis a traição! Quem coloca dinheiro na Facebook INC. está colocando combustível em um motor. Se o motor funciona contra o motorista, ele não presta.

Beleza, entendemos o motivo do prejuízo financeiro. Mas essa é metade da história. Vamos fazer uma conta de padeiro…

Mark Zuckerberg soma em si, todos os valores de um homem de porcelana do século XXI. Essa cara meio andrógina de quem come muita coisa feita de soja, sempre fala coisas bonitas para a mídia e está sempre postando sobre como sua vida é uma eterna propaganda de margarina diet. Basicamente a materialização de todos os meus pesadelos.

Segue a agenda esquerdista, rico, conhecido, bem sucedido e amável em níveis diabéticos, ele é candidato dos sonhos do Partido Democrata. Era um promessa futura, das grandes, para o Partido.

Ah, esqueci de mencionar um detalhe quase irrelevante: ele controla o maior banco de dados, fluxo e meio de informações públicas e privadas que a história da humanidade já produziu. Ele escolhe o que mostrar e o que ocultar, para quem e quando, conforme o perfil da pessoa. Então, coleguinha que está lendo… se existe uma pessoa nesse mundo que consegue ser eleita sem gastar um centavo em marketing, é ele.

Ou melhor, era. Agora ele é um bode expiatório: o desgraçado que permitiu que Donald Trump fosse eleito.

Em um golpe só, Donald Trump (acredito que sem essa intenção) atacou o coração do homem e de seu cavalo. Agora, Mark não tem credibilidade pessoal nem institucional para atuar politicamente como planejava fazer.

E agora, finalmente, só resta uma coisa ao Zuck: tratar melhor os usuários do Facebook e nós, marketeiros e empresas que bancam o salário dos funcionários dele.

Donald Trump: make the internet great again!

Edit: Pessoal, um esclarecimento importante que não ficou claro no texto. O mercado financeiro não é ideológico, ele quer lucro. O que aconteceu foi um movimento midiático estudado de crítica ao Facebook para que houvesse essa debandada.

STF fará audiência pública sobre legalização do aborto

Entidades interessadas em participar das discussões podem se inscrever até 25 de abril pelo e-mail .

O Supremo Tribunal Federal abriu inscrição para os debates da audiência pública sobre a legalização do aborto, que vai orientar o voto da ministra Rosa Weber. Para participar da audiência, os interessados podem se inscrever até 25 de abril pelo e-mail . Segundo a ministra, a seleção dos participantes levará em conta a especialização técnica sobre o tema e a representatividade dos palestrantes, com garantia de pluralidade de argumentos. Somente entidades e ONGs com CNPJ podem se inscrever.

Na decisão, Weber argumenta que a descriminalização do aborto “é um dos temas jurídicos mais sensíveis e delicado, enquanto envolve razões de ordem ética, moral, religiosa, saúde pública e tutela de direitos fundamentais individuais”.

A ADPF-442 (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) foi proposta pelo PSOL e pelo Anis – Instituto de Bioética, com a alegação de que a criminalização do aborto viola direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. A entidade recebe financiamento de organizações internacionais que militam pela legalização do aborto em todo o mundo.

 

O que acontece quando uma lei incentiva a ter armas

Com cerca de 33 mil habitantes, a cidade americana de Kennesaw teve apenas um assassinato nos últimos seis anos, junto a uma taxa de crimes violentos inferior a 2%, muito abaixo da média nacional que é de 5%.

Localizada no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, a cidade de Kennesaw é famosa por possuir uma lei local muito peculiar: a obrigatoriedade da posse de armas. O texto da lei é claro: “Todo chefe de família que reside nos limites da cidade é obrigado a possuir uma arma de fogo”. Segundo relatos dos moradores locais à CNN, a lei surgiu como uma declaração política, um protesto contra a proibição de armas que vigora na cidade de Morton Grove, Illinois, desde 1982.

revista estudos nacionaisSendo uma cidade peculiar, Kennesaw já recebeu ligações de todo o país, inclusive da Noruega, perguntando sobre a lei de armas da cidade.

Na mesma reportagem da CNN, um morador ainda disse: “as pessoas procuram o local com muita curiosidade, pensando que vivemos num Oeste Selvagem, onde as pessoas andam com armas de fogo amarradas aos seus lados, mas acabam descobrindo algo totalmente diferente e tendo sempre a reação: ‘oh, não é o que eu esperava’.”

A proposta do desarmamento no Brasil

No Brasil, as campanhas pelo desarmamento vão contra a opinião da maioria da população, que em 2005 disse “não” à proposta em um plebiscito com unanimidade. Bene Barbosa, um dos principais ativista contra a ideia de desarmar a população, defende o direito à legitima defesa baseado na observação já feita em muitos países do mundo, de que a criminalidade diminui nos lugares com direito à posse ou porte de armas.

No seu livro, escrito com Flávio Quintela, Mentiram para mim sobre o desarmamento, os autores demonstram as falácias do ativismo desarmamentista e suas distorções de dados para justificar a proibição total das armas. Atualmente, o candidato à presidência Jair Bolsonaro tem crescido nas pesquisas ao atacar a questão da segurança no país com mais de 60 mil homicídios por ano. Uma das proposta do candidato é armar os produtores ruais com fuzis AR-15 para defender contra as invasões de movimentos de extrema-esquerda como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.


fontes:

[1] Spotnik

[2] CNN

A vida pautada pelos jornais

Texto de subsídio ou introdutório ao curso Como Ler as Notícias

A vida segundo os jornais não é a vida real

Há alguns anos, uma pesquisa indicava que era o brasileiro aquele que mais acreditava no problema global das mudanças climáticas, no aquecimento global e, consequentemente, na necessidade das medidas políticas, econômicas e mudanças comportamentais que salvariam o planeta. A cobertura midiática sobre o assunto foi ampla e gigantesca, influenciando entidades governamentais, movimentos e empresas a aderirem a um novo modo de ver o mundo, de fazer seus negócios e divulgar seus serviços. É verdade que isso aconteceu no mundo todo. Mas só no Brasil, ao que indicava a pesquisa, as premissas ambientalistas alcançavam tanta confiabilidade.

Esse fato basta como exemplo de como somos influenciados pelas notícias. Na verdade, pautamos não só a nossa compreensão da vida pública como vamos um pouco além: é com base nas notícias e no seu ritmo de escrita, estrutura textual, que muitas vezes somos levados a ver nossa própria vida, seja no cotidiano ou nas crenças mais profundas, em nossos momentos de lazer e na leitura de entretenimento.

O jornalismo imita a vida ou a vida imita o jornalismo?

Originalmente, a forma atual de se fazer notícia não foi projetada para corresponder à totalidade dos interesses humanos. Ela passou a existir para orientar politicamente e socialmente os cidadãos. O ser humano, porém, é muito mais do que um cidadão e a gradual perda dessa compreensão deu origem ao fenômeno da “massificação”, referido por Ortega y Gasset, no seu clássico A rebelião das massas.

Outra causa do fenômeno massivo foi a mudança da matriz de interesse humano da necessidade para o desejo, algo que foi construído conscientemente por meio de técnicas da psicanálise. Os símbolos de desejo atuam de maneira mais profunda em nossas mentes, de modo que temos poucas chances de sobrepô-los à percepção objetiva de nossa necessidade. Isso produziu efeitos catastróficos na personalidade contemporânea e deu origem à nossa atual “crise de sensibilidade”, nas palavras de Tiago Amorim em seu recente livro O coração do mundo. Se essa crise tem diversas e inabarcáveis causas, é porque a poucas delas foi dada a devida atenção. Poucos foram os autores que buscaram a influência do ritmo das notícias neste processo.

Afinal, é fácil observar como somos lenientes para ler um livro, um romance ou poesia, contemplar a música sacra, a música erudita etc. Não vemos muito sentido nessas coisas, mas dizemos que gostamos porque captamos facilmente a esfera estética mais superficial, aquela que associa certas coisas a um status social ou à imagem distante do que acreditamos ser a transcendência ou elevação. Mas é muito raro darmos a essas coisas o seu peso verdadeiro, dado em outras épocas. Instalamo-nos no confortável reino do subjetivo e momentâneo, como aquilo nos parece, ao quê nos evoca, em geral para que julguemos eficientemente alguém ao buscarmos, com certo custo, desvendar uma personalidade na sua identificação ou não com a nossa. Afinal, nosso desejo de sociabilidade muitas vezes extrapola nossa verdadeira necessidade.

Muito disso se deve ao ritmo das notícias, à avalanche de informações que nos soterra, que nos oprime. É fato que precisamos nos informar. E muito dos temas tratados pelas notícias são assuntos de nosso interesse, embora não tudo. O que fazer?

Qual o meu critério para ler as notícias?

Primeiro, é preciso que saibamos de uma vez por todas: somos expostos a uma quantidade de informação que vai muito além do interesse genuíno de qualquer ser humano. Não há nada que justifique tamanha quantidade de informação para uma pessoa, mesmo que ela desempenhe funções ou cargos de decisão muito abrangentes. De tudo o que é publicado necessitamos realmente de uma parcela ínfima e isso nos devia assustar. Afinal, a verdade é que dificilmente paramos para nos perguntar o que de fato nos aflige, o que precisamos mortalmente saber.

Somos levados pela informação que gritar mais alto, que brilhar mais forte ou apresentar-se com mais cores, sabores adocicados, ritmos frenéticos ou velocidade de dados

Como podemos nos orientar em um mundo como esse?

Existe uma grande quantidade de critérios disponíveis. Dentro deles, subcritérios, premissas e conclusões provisórias a que podemos chegar para eleger, sem tantos filtros, aquilo que mais nos importa. Mas não é o caso aqui de nos aprofundarmos na orientação pessoal mais específica para a vida e sim, como já dissemos, de fazê-lo por meio da compreensão dos critérios jornalísticos, sobre os quais pesam critérios econômicos, políticos, ideológicos e até religiosos. Compreendendo-os, podemos chegar mais próximo do encontro com o nosso interesse mais profundo, extraído da necessidade e do desejo mais autênticos.

Esse processo é não só necessário como urgente para o que quer que necessitemos fazer, seja a produção de conteúdo para a internet, seja a orientação pessoal como cidadãos ou, por exclusão daquilo que nos externaliza, buscar a mais profunda vocação pessoal. A tudo isso podemos chegar apenas olhando para aquilo que não nos interessa e rejeitando, sem culpa, aquilo que nos afasta da verdade. Afinal, para saber amar é preciso, primeiro, saber rejeitar. É para isso que precisamos saber cada vez mais como ler as notícias.

Como a grande mídia quer converter o “fake news” em dinheiro e poder

Estrutura que fornece serviço de “fact-checking” pertence a entidade controlada pelo milionário George Soros, que tem como membros o Facebook e a Folha de São Paulo

Recentemente, uma matéria da Folha de São Paulo dava conta de que o jornal estava se retirando do Facebook que, segundo eles, estava sendo invadido por “fake news” enquanto o jornalismo profissional vinha perdendo espaço. A desistência das redes sociais por parte da Folha se deve menos à perda real de seguidores do que à sua aposta em uma nova forma de renda: o fact-checking, serviço prestado por uma estrutura subsidiada por bilionários como George Soros e Warren Buffet.

Há algum tempo, o Facebook anunciou a criação de uma estrutura de checagem de “fake news”, chamado IFCN (International Fact-Checking Network). A IFCN seria uma organização isenta, responsável por avaliar as notícias e informações na rede social que, ao detectar sites considerados Fake News retirar do ar imediatamente. O problema é que a IFCN é uma iniciativa criada pelas organizações e National Endowment for Democracy e Omidyar Network, em parceria com a Open Society Foundations, entidade de George Soros.

Entidades e ONGs brasileiras prestam “serviço” de espionagem de blogs, perfis e páginas para bilionários extrangeiros

Apenas em 2016, a fundação de George Soros e a Omidyard injetaram 1,3 milhão de dólares na IFCN para regular as “fake news”. Para operar, a IFCN conta com dezenas de parceiros em vários países do mundo. No Brasil, seus parceiros são a Agência Pública, Agência Lupa e a empresa “Aos Fatos”.

A organização “Aos Fatos” atua no Brasil há alguns anos, tendo atuado na checagem de dados nas eleições de 2016. Para as eleições de 2018, contará com um robô de checagem de Fake News, na parceria com Facebook.

Já a Agência Pública deixa clara em sua página “Transparência”, que é financiada pelas Fundações Oak e Ford. A Pública é notória militante da esquerda e não se preocupa em aparentar qualquer neutralidade. A agência dá grande foco em campanha de legalização do aborto, por exemplo, e não poupa esforços para propagar a causa. Em artigo recente, supostamente interessado em apontar a ocorrência de Fake News sobre o tema do aborto, a Pública afirmou que “o aborto ilegal leva à morte milhares de mulheres no Brasil todo ano”, embora dados do SUS sejam categóricos ao indicar que ocorrem, na verdade, em torno de 40 a 60 óbitos ao ano por aborto clandestino no país. O número correto de óbito materno por aborto ilegal, no Brasil, não só é público e disponível no site do SUS, como também já foi objeto de ofício de esclarecimento do Ministério da Saúde, diante do questionamento feito pelo Dep. Diego Garcia, em 2017, após uma manchete publicada pelo site da Folha que trazia outros números falsos. No ofício, o Ministério deixou claro: 55 óbitos em 2014. Este é um exemplo da atividade de sites como esse.

A Agência Lupa é uma área do site da famosa revista de esquerda “Piauí”, também parte do grupo da Folha e UOL.

Informações do Relatório Estudos Nacionais (fev.2018): “Relações entre grandes grupos de mídia e redes sociais”, em breve disponível para download.

A reportagem completa sobre o assunto você acompanha na segunda edição da Revista Estudos Nacionais, lançada em março de 2018.

Quem é Mark Weinstein, criador do MeWe – parte 1

revista estudos nacionaisCriador da nova rede social MeWe, Mark Weinstein, escreve em  veículo ligado a George Soros e diz que sua rede não possui anúncios, monitoramento, captação de dados e manipulação.

Após muitas reclamações e acusações de censura e exposição no Facebook, um sujeito chamado Mark Weinstein, profissional na criação de redes sociais, resolveu criar um site especialmente direcionado para zelar pela segurança e privacidade dos usuários. O MeWe não possui anúncios, nem monitoramento dos usuários ou captação de dados.

Weinstein já era conhecido nos Estados Unidos por ser um grande especialista em privacidade cibernética. Inclusive, já deu entrevistas para o USA Today e para CNN, escrevendo também para o The Huffington Post sobre o tema. Mark Weinstein também possui diversas críticas contra o monitoramento e uso de dados realizado por empresas como o Facebook e o Google, acreditando que a privacidade é algo essencial e veio a se tornar um bem de muito valor no mundo atual, constituindo um dos principais motivos para que as pessoas deixem de usar redes sociais.

Fatos importantes sobre o criador do MeWe
Chama atenção o fato de Mark ser colunista de um site abertamente de esquerda,  The Huffington Post, que inclusive conta com apoio de George Soros. Em sua coluna, fala sobre sua especialidade, privacidade nas redes sociais. Alguns de seus textos tratam a “problemática da Fake News” no Facebook, em suposição de uso de Fake News pelo Presidente Donald Trump, citando por exemplo, o caso da certidão de nascimento do ex-presidente Obama (que na visão de Weinstein, é fake news).

Weinstein também trabalhou em um projeto criado pelo ex-presidente Barack Hussein Obama, fundado em 2011,  chamado National Strategy for Trusted Identities in Cyberspace (NSTIC). Este comitê, ligado diretamente à Casa Branca, foi criado com objetivo de melhorar a privacidade e segurança na internet, em parceria com setor privado, movimentos, terceiro setor,  governos e outras organizações. Não há como negar que o criador do MeWe entende de segurança online.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarEm outro artigo, Mark Weinstein analisa recentes problemas de censura no Facebook, descrevendo como uma grande violação de privacidade e censura o fato do Facebook ter retirado tópicos conservadores da linha do tempo de usuários, propositalmente, por conter uma equipe de liberais administrando suas políticas de privacidade. Mas pondera a importância do tratamento de Fake News de forma distinta.

Em seu Twitter, Mark Weinstein faz propaganda de que sua rede social não contém manipulação de linha do tempo, fake news, anúncios, reconhecimento facial e truques, mostrando que a nova rede social aposta na falência da credibilidade do Facebook e na insatisfação dos usuários diante destes problemas.

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Segundo o criador do MeWe, ele poderá ultrapassar o número de usuários do Facebook, uma vez que o mesmo estaria perdendo usuários continuamente. No último ano, por exemplo, houve uma queda de 21% de engajamento, ou seja, na comunicação entre amigos na rede. O Facebook só se preocupa com a receita deles, algo ainda crescente, entretanto, há sempre espaço para a próxima grande coisa. O WhatsApp, Snapchat e Instagram provaram isso, entretanto, o Facebook comprou as marcas, não conseguindo, apenas, comprar o Snapchat.

Diante de ligações de Mark Weinstein com The Huffington Post (e consequentemente George Soros), surgem dúvidas a respeito da propaganda utilizada pelo fundador da nova rede social. Afinal, o melhor upgrade para um  programa de manipulação será sempre a proposta ou alegação da libertação do sistema manipulador descoberto, no caso, o Facebook.

Em tempos de Fake News (rótulo descredibilizador), a reconquista da credibilidade da internet parece ter tirado o sono daqueles que ganham bilhões manipulando mentes, movimentos sociais e governos.


Por: Marlon Derosa, Cristian Derosa e Raul Effting, em Estudos Nacionais, 08 de fev. 2018.

Fontes:Huffington Post – Mark Weinstein; media research center

EUA: Senado reprova lei que proíbe aborto em gestações superiores a 20 semanas

Os Estados Unidos é um dos únicos países do mundo que permite aborto tardio, junto com China, Coréia do Norte, Vietnã, Canadá, Holanda e Cingapura

revista estudos nacionaisNa madrugada de domingo (28), o Senado americano reprovou projeto de lei que visava para proibir realização de abortos após 20 semanas de gestação, uma vez que diversos lugares dos Estados Unidos promovem abortos em gestações após 5, 6 ou 7 meses de gestação.

A Lei, chamada de ‘Lei de Proteção ao Nascituro Capaz de Sentir Dor” (trad. livre) patrocinada pelo senador Lindsey Graham Olin, da Carolina do Sul, proíbe abortos em bebês com idade superior a 20 semanas (22 semanas de gestação) com base na ciência da dor fetal.

O projeto de lei ainda contém falhas, permitindo que bebês concebidos em estupro ou incesto continuassem a ser abortados, independentemente da capacidade de sentir dor.

Às 20 semanas, o bebê não nascido é do tamanho de um tablet, inclusive, as mães já conseguem sentir seus bebês chutando, ou seja, já são indivíduos humanos. Por exemplo, quando as mães fazem operação no útero durante esse período de gestação, já é prática padrão do médico dar anestesia aos bebês.

Ainda é legal desmembrá-los em abortos violentos e dolorosos, posto que a Lei ainda precisa da assinatura de Donald Trump. De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), em 2013 havia pelo menos 5.770 abortos tardios nos EUA por ano, em bebês com mais de 20 semanas de idade.

Assista o vídeo abaixo e veja como é um bebê que nasce com 22 semanas de gestação:

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Marjorie Dannenfelser, presidente da ONG Susan B. Anthony Lista (SBA List), disse que “Votar para manter a brutalidade do aborto tardio legal não é apenas moralmente abominável, mas desafia o consenso nacional e é uma grande responsabilidade política”, continuou Marjorie.


Escrito e traduzido por: Raul Effting.

Fontes:

[1] LifeSiteNews

[2] Daily Caller

 

 

História: como a Teologia da Libertação fez a cabeça de gerações

A relação promíscua da hierarquia católica com as ideologias da esquerda tem produzido um fenômeno assustador: o avanço das pautas culturais dessa esquerda, como ideologia de gênero e aborto, entre fieis cristãos.

Desde os anos 1960, padres, bispos e leigos da Igreja Católica têm aderido a idéias políticas e propostas de tipo ideológico, aliando-se a partidos, grupos políticos e até terroristas, com a desculpa da luta pelos pobres, pelos povos oprimidos. Pelos frutos da fundação do PT, responsável direto pela implantação das políticas de aborto e da ideologia de gênero no Brasil, conheceremos os padres e bispos que terão de arcar com um pesado fardo em seus ombros.

revista estudos nacionaisRecentemente, um evento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), o 14º Intereclesial de Bases, ocorrido em Londrina, teve o tom claro de um comício político, quando o ideólogo do PT, Frei Beto, resolveu fazer um minuto de silêncio em desagravo ao julgamento do ex-presidente Lula, que ocorria naquele momento em Porto Alegre (RS).

O público presente era composto de militantes. Ativistas pertencentes a todos os tipos de movimentos sociais de esquerda, MST, CUT, entre outros, ocasião em que foi distribuída uma cartilha sobre educação, na qual se defendia a necessidade da conscientização a respeito de direitos, como aborto e educação sexual. Tudo com a presença do arcebispo de Londrina, Dom Geremias Steinmetz. Diante de ataques de internautas, devido o caráter declaradamente partidário e ideológico do evento, o arcebispo chegou a pedir que retirassem as faixas que mencionavam o Partido dos Trabalhadores, mas foi vaiado pelos militantes.

A relação promíscua da hierarquia católica com as ideologias da esquerda tem produzido um fenômeno assustador: o avanço das pautas culturais dessa esquerda, como ideologia de gênero e aborto, entre fieis cristãos. O resultado completo dessa catástrofe veremos nos próximos anos, mas a história do movimento da teologia da libertação pode ajudar a explicar como o seu avanço foi tão rápido e efetivo na destruição das bases morais e espirituais da religião cristã, algo que ameaça a própria estrutura da Igreja Católica.

Antecedentes históricos da Teologia da Libertação

O movimento social-eclesial da teologia da libertação oficialmente surgiu no contexto da interpretação do Concílio Vaticano II, após um compromisso assinado por 500 bispos do mundo todo, conhecido como o “Pacto das Catacumbas”, uma cerimônia discreta ocorrida em uma catacumba, em Roma. O contexto do pacto era a influência do livro do padre peruano Gustavo Gutierrez, intitulado A teologia da libertação. Mesmo com condenações vindas da alta hierarquia da Igreja, o movimento cresceu assustadoramente. Isso porque a sua base estava calçada em antecedentes muito poderosos, como as articulações da União Soviética em torno do objetivo para a expansão da ideologia socialista na América Latina.

O general romeno Mihai Pacepa, ex-chefe da polícia secreta da Romênia comunista, conta, em entrevista, como se deu a influência da KGB, a polícia secreta soviética, na criação e expansão da teologia da libertação pelo mundo. Segundo ele, Nikita Khrushchev queria marcar seu governo como aquele que expandiu o socialismo pelo mundo, especialmente América Central e do Sul. De acordo com Pacepa, “a Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os ‘líderes latinos’ na sua nova guerra de ‘libertação’”. Esse processo faz parte do mesmo conjunto de ações práticas que levaram o comunismo a Cuba, a partir de 1958.

Segundo Pacepa, o nome teologia da libertação foi cunhado pela própria KGB, a linha de outros movimentos da época:

Durante esses anos, a KGB teve uma tendência pelos movimentos de “Libertação”. O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC –sic–), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado pela KGB com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB.

Para tornar tudo isso possível, o governo soviético sabia que precisava influenciar desde dentro diversos movimentos e até criar alguns. É o caso da Conferência Cristã pela Paz, ocorrida em Praga, capital da então Tchecoslováquia, hoje República Tcheca. Praga é hoje considerada a capital internacional da espionagem e guarda um museu internacional da KGB.

Foi preciso, segundo Pacepa, uma influência interna no Conselho Mundial das Igrejas (CMI), fundado em 1948, em Amsterdã, na Holanda. O CM é fruto de uma longa articulação ecumênica que nasceu do verdadeiro anseio pela discussão da crise moral do mundo moderno. Mas seus eventos e congressos foram, desde o início, marcados pela presença de agentes de transformação cujo objetivo real era integrar os tópicos ecumênicos na lógica da desconstrução de dogmas para o enfraquecimento das convicções morais e, por fim, sabotagem global da espiritualidade cristã, grande obstáculo para a socialização mundial, algo sabido desde os escritos de Engels.

O percurso dos conselhos ecumênicos globais que culminaram na criação da CMI é longo e começou em Edimburgo, em 1910. Depois, também em Estocolmo (1925) e Lausanne (1927). Por fim, o Concílio Vaticano II ficou conhecido como a adesão da Igreja Católica aos princípios ecumênicos.

CMI, CMP e o poder secreto soviético

Fundado oficialmente em 1948, o CMI experimentou, segundo eles próprios, “uma crescente tendência ao comprometimento com questões ligadas ao papel dos cristãos e cristãs no debate e nas ações no campo da ética social”. Depois do Vaticano, o CMI tem sido a maior organização global de cristãos, considerando as outras denominações, presente em 120 países. O controle secreto desta entidade pela KGB foi essencial, segundo Pacepa, para o crescimento e expansão da teologia da libertação na América Latina e Caribe.

Após uma influência discreta na CMI, era preciso uma entidade religiosa intermediária, com maior controle dos líderes soviéticos. Tem início, em Praga, a Conferência Cristã pela Paz, com o objetivo de disseminar a teologia da libertação pelo mundo, dirigida pela KGB e subordinada ao Conselho Mundial da Paz, também com sede em Praga, fundado em 1949.

Pacepa conta a sua própria experiência:

Durante meus anos como líder da comunidade de inteligência do bloco soviético, dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Era estritamente KGB. A maioria dos empregados do CMP eram oficiais de inteligência soviéticos acobertados. Suas duas publicações em francês, “Nouvelles perspectives” e “Courier da Paix”, estavam também dirigidas pelos membros infiltrados da KGB –e da romena DIE2–. Inclusive o dinheiro para o orçamento da CMP chegava de Moscou, entregue pela KGB em dólares, em dinheiro lavado para ocultar sua origem soviética. Em 1989, quando a URSS estava à beira do colapso, o CMP admitiu publicamente que 90 por cento do seu dinheiro chegava através da KGB3.

Conferência de Medelín

Em 1968, membros da Conferência Cristã pela Paz conseguiram convencer um grupo de bispos latino-americanos, signatários do Pacto das Catacumbas, a pautar sua Conferência de Bispos na mesma direção de uma “luta contra a pobreza e a opressão”, com o foco na “violência institucionalizada”, mirando os governos e aparatos do estado burguês, na linguagem marxista. Era a Conferência de Medelin, na Colômbia. Era o momento de viabilizar os objetivos do Pacto das Catacumbas.

Encerrado o Concílio (1965), o episcopado latino-americano começou a organizar encontros a fim de interpretar os documentos conciliares à luz da especial problemática revolucionária latino-americana. Reunidos em Medellín, em 1968, os bispos, com o apoio romano do Papa Paulo VI, produziram um documento para sustentar a ação dos “católicos progressistas” em todo o continente nos próximos tempos.

O resultado destes eventos foram vistos nos anos seguintes, quando a “igreja dos pobres”, verdadeira igreja dentro da Igreja, infiltra-se nos movimentos sociais do Brasil, por meio de encontros que firmaram ainda mais a relação entre bispos e padres com movimentos revolucionários, inclusive terroristas.

Leia o estudo completo na segunda edição da Revista Estudos Nacionais, a ser lançada em março.