Freira pró-aborto dá palestra na Arquidiocese de Fortaleza

Ivone Gebara, a freira pro-aborto que se autodenomina ecofeminista, será a principal atração de evento que ocorrerá no Centro Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza nos dias 10 e 11 de junho, em que irá palestrar no Seminário “O Conservadorismo cresce assustadoramente. O que fazer?”. O encontro terá o tema centrado no feminismo e nos direitos ao aborto, diante da ação de movimentos pró-vida no Brasil e no mundo. A realização é do Centro de Estudos Bíblicos do Ceará – CEBI e a inscrição individual custa R$20,00 (Vinte Reais).

Ivone Gebara é favorável à despenalização e legalização do aborto no Brasil. A freira foi proibida pelo Vaticano de ensinar em entidades católicas, cumpriu uma sanção de reeducação teológica durante alguns anos Bélgica, o que lhe rendeu mais um doutorado. A religiosa passou a dedicar-se à produção intelectual tendo escrito mais de 30 livros.

Teóloga feminista promove aborto dentro da Igreja

Teologia feminista já faz parte da estrutura da Igreja

A partir de 1994 passou a ser tratada como ecofeminista a partir do ensaio “Trindade: palavra sobre coisas velhas e novas. Uma perspectiva ecofeminista”. O site Usininos  em uma entrevista com a freira doutora descreve o objetivo da palestrante que virá à Arquidiocese de Fortaleza: ” [Ivone Gebara]De dentro da Igreja procura mudá-la. Dedica-se, fundamentalmente a partir de uma teologia feminista, desconstruir o direito natural, patriarcal e machista que a hierarquia católica pretende impor”.

Confira trechos da entrevista

Com quais argumentos defende a despenalização do aborto numa estrutura como a da Igreja Católica, que condena tão duramente essa prática, inclusive, quando se trata de uma gravidez produto de um estupro ou quando a vida da mulher corre risco?

Nem em caso de fetos anencéfalos a Igreja o permite. É algo espantoso. Existe uma forma de fazer teologia metafísica que naturaliza a maternidade, que a torna dependente de um ser supra-histórico. Eu faço a desconstrução desse tipo de pensamento. Em minha militância pela causa das mulheres, não somente do aborto, trabalho na teologia feminista. E eles não aceitam. Eu também sofri um segundo processo por meu pensamento. Tive que responder três páginas de perguntas: se acredito na Trindade, se acredito que o Papa é infalível, coisas desse tipo.

O que faço é a desconstrução do discurso religioso justificador da superioridade masculina. Justificador, também, da concepção de que existe uma supra-história que nos conduz. Desconstruo o que é a natureza. Inclusive, um bispo justifica que se deve levar adiante uma gravidez de um feto anencéfalo porque Deus quer assim, o que é de um primitivismo até chocante. Uma pessoa mais simples não diz um absurdo como esse. Meu trabalho é desconstruir isso e também a Bíblia como a palavra de Deus. Eu digo: não é a palavra, é uma palavra humana, onde se coloca uma pessoa pela qual lhe é atribuído, dependendo dos textos, uma característica. Algumas vezes Deus é vingador, às vezes é bom, às vezes manda matar profetas.

Procuro entrar pela linha do humanismo, onde a dor do outro me toca, provoca-me. Deus é mais um verbo. Quero “deusar”, quero sentir sua dor e quero que sinta minha dor. Não há uma lei do alto que diga “não faça abortos” ou “não mates”. O fato é que de muitas maneiras nos matamos, inclusive, afirmando que não mate. A vida social é uma vida de vida e morte. Meu principal trabalho é a desconstrução do pensamento, da filosofia, da teologia que mantém estas posições contra as escolhas das mulheres, contra os corpos femininos, contra as dores femininas. E isto incomoda muito, porque eles dizem que, segundo Santo Tomás, a alma masculina vem primeira, para novamente demonstrar a superioridade masculina, ou sustentam que a partir do início da união do óvulo e o espermatozoide, a alma está criada por Deus. E agora adotam a ciência do DNA para justificar suas posições.

Tem pensado em sair da Igreja?

Não. Por coerência com certo feminismo e com o cristianismo. Porque sair significa também desvincular-se das mulheres, as que mais sofrem, todas são crentes. Acredito que as feministas não têm trabalhado suficientemente as cadeias religiosas dos meios populares, que são cadeias que consolam e oprimem ao mesmo tempo. Não se pode ser feminista ignorando a pertença religiosa das mulheres; se elas não são católicas, são da Assembleia de Deus ou da Igreja Universal, ou do candomblé ou do espiritismo. E em cada um destes lugares há uma dominação dos corpos femininos. A religião é um componente importantíssimo na construção da cultura latino-americana, a tal ponto que aqui, na Argentina, a ligação entre Igreja Estado é muito forte. No Brasil, oficialmente, temos a separação, mas na cultura não. A presidenta Dilma tem sido tão pressionada, na cultura, que já não diz mais sua posição a favor da despenalização do aborto. Retratou-se. É necessário mudar a Igreja a partir de dentro.

Em seus textos, Ivone faz questionamentos teológicos a respeito da imagem de Deus, da função das mulheres na Igreja, dos conteúdos dogmáticos ou de temas como o casamento gay e a descriminalização e legalização do aborto, além de críticas à estrutura patriarcal da Igreja. “É muito difícil de você mudar em 30, 40 anos de militância na teologia feminista”, reflete.

Informações: Portal Umbrais

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Objetivo do Baleia Azul era “limpar a sociedade”, diz mentor

Jornais do mundo inteiro noticiaram nesta quinta-feira (11/05), a prisão de um homem que disse ser o idealizador do jogo Baleia Azul, na Rússia. Philipp Budeikin, de 21 anos é acusado de ser o responsável pela morte de 16 adolescentes. Durante conversa com a polícia, Budeikin afirmou que seu objetivo era “limpar a sociedade” e as vítimas “estavam insatisfeitas com a própria vida”.

Segundo informações das fontes dadas ao Daily Mail, o jovem começou a atrair os adolescentes para o Baleia Azul em 2013, utilizando a VK, maior rede social da Rússia. Ao aceitarem as tarefas, as vítimas eram desafiadas a cortar suas próprias veias, matar animais até chegar ao ponto do suicídio.

O jogo tem movimentado os noticiários e causado preocupação em todo o mundo, principalmente em pais de adolescentes. Teria começado com uma notícia falsa de 2015, motivando, por efeito de imitação, postagens e mensagens suicidas, o que teria sido apontado como causa da morte de 16 jovens até agora.

Ao contrário do que tem sido dito, porém, não há evidências conclusivas de ameaças aos participantes, não havendo casos de indução clara ao suicídio em pessoas que não sofriam de depressão ou alguma pré condição. No entanto, o assunto tem motivado discussões midiáticas sobre o tema do suicídio e principalmente sobre a depressão.

A polícia afirma acreditar que há outros mentores como Phillipp envolvidos na difusão dessas ideias.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
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Fim do ‘ObamaCare’ corta US$ 390 milhões da indústria do aborto

Em vitória apertada a Câmara dos EUA revogou a lei chamada de ObamaCare nesta quinta-feira (4), com placar de 217 a 213.

Com a nova lei, a maior clínica de aborto dos Estados Unidos enfrentará uma baixa em investimentos estatais na ordem de $390 milhões de dólares. O orçamento total era $450 milhões, ou seja, 86% da verba governamental que Obama repassava a clínica foi cortado.

Polêmica sobre o ObamaCare

Institutos de pesquisa vêm analisando anualmente as questões polêmicas do ObamaCare, como o financiamento ao aborto para população mais pobre. Este financiamento vinha sendo feito de forma camuflada dentro das verbas governamentais que são repassadas aos planos de saúde financiar este tipo de procedimento em todo o país.

As alterações aprovadas nesta lei não revogam o ObamaCare, mas alteram elementos na política orçamentária.

Como funciona(va) na prática

Nos EUA não há objetivamente (ou teoricamente) um sistema público de saúde. Apesar de ser composto apenas por organizações privadas, o governo do EUA gasta em torno de 17% do PIB em financiamento ao sistema de saúde, por meio de subsídios. Há ainda as chamadas ‘clínicas populares’, que funcionam graças ao repasse de verbas governamentais. Sem um sistema público de saúde, o governo americano, em 2010, ficou em quarto lugar no mundo na lista dos países que mais gastam com saúde. Para efeito de comparação, no Brasil, após cortes de orçamento ocorridos em 2015 fechou o ano de 2016 com 9% do PIB comprometido com a saúde pública.

Os subsídios da saúde então, são verbas que o governo repassa aos hospitais, clínicas e médicos, para reduzir o custo final do serviço para os cidadãos americanos.

Nos EUA, os cidadãos contratam planos de saúde individualmente ou por meio do empregador, de forma semelhante aos planos privados aqui no Brasil. Há porém uma diferença. O ObamaCare tornou obrigatória a contratação de planos (ou seguros) de saúde por todos os cidadãos. Se não contratar, poderá pagar US$ 695 dólares de multa por adulto da família ou 2,5% de sua renda anual como multa. A multa aumenta todo ano.

O ObamaCare busca assim, desde sua concepção, controlar o mercado de planos de saúde e por meio de subsídios (recursos de pagadores de impostos) subsidiar as empresas para que o custo dos seguros saúde fiquem mais acessíveis para a população, considerando cada faixa de renda. Os subsídios são proporcionais, visando ajudar mais os que tem menos renda. Os planos de saúde recebem verbas governamentais e contribuições dos cidadãos, com ‘um financiamento misto’.

Financiamento público do aborto

Uma lei publicada em 1976 e ajustada em 1990, determina que não pode haver financiamento ao aborto e contracepção por meio dos recursos do governo. Afinal, os recursos governamentais são os recursos dos pagadores de impostos, incluindo pagadores de impostos que abominam a ideia do aborto e ‘contracepção’.

Com as regras do chamado ObamaCare, criou-se uma brecha. Foram criados categorias de planos de saúde especiais que operam fora desta regra, permitindo então cobrir os gastos dos hospitais e clínicas com medicamentos e operações para viabilizar abortos. Contudo, os recursos destinados para financiamento ao aborto tem sido camufladas em meio a grandes remessas de subsídio do governo para as clínicas, visando não alarmar a população e movimentos contra a prática.

A revogação desta lei corta quase que a totalidade do financiamento público para estes procedimentos.

Panorama geral sobre as mudanças

Como dito, a lei foi apenas alterada. Dentre as alterações destacam-se:

– fim da obrigatoriedade de todos os cidadãos em contratar um plano de saúde;
– permite que planos de saúde cobrem 30% a mais de pessoas que fiquem sem seguro saúde por dois meses ou mais, como uma forma de incentivo para que a população não abra mão dos seguros.
– redução de impostos e subsídios, que visam facilitar o acesso a jovens adultos.
– cobertura obrigatória: com a nova lei, seguradoras não podem recusar planos de saúde ou cobrar taxas extras para pessoas com histórico de doenças ou que não atendessem a determinados critérios prévios. Em 2016 o ObamaCare beneficiada 20 milhões de pessoas; com esta mudança a estimativa sobe para 50 milhões de pessoas até 2019.
– Aumento da faixa de renda para acesso ao “Medicaid”. Esta alteração aumenta o acesso aos seguros saúde para mais 15 milhões de americanos.
– Empresas com mais de 50 funcionários serão obrigadas a oferecer planos de saúde, sob pena de multa. Empresas menores também podem oferecer benefícios aos funcionários e ter benefícios fiscais como recompensa;

Por que ObamaCare?

Comentários finais:  é no mínimo estranho o governo ter um programa chamado ObamaCare. De fato este não é o nome correto, mas o nome pegou e o então presidente adotou como parte de seu marketing pessoal.

O Site Huffingtonpost.com é um dos tantos que não gostou nem um pouco e discorda do uso deste nome. O nome correto é Affordable Health Care Act. Apesar do ex-presidente Obama ter atuado como motivador da lei ele não a criou sozinho. E ninguém chama o Social Security Act de “RooseveltCare”.

O termo ObamaCare surgiu durante a proposta da lei como um termo pejorativo, cunhado pelos Republicados.  Contudo, conforme artigo do The Washington Post, Stephanie Cutter, RP da campanha de Obama entendeu que este termo poderia ser usado de forma positiva, como marketing pessoal de Obama. Para reforçar o marketing, as campanhas e também alguns veículos de comunicação usam o termo ObamaCare para números e fatos positivos sobre a regulamentação; e o termo correto quando divulgam informações neutras ou negativas.

Informações  e referências

Issue Analysis – Abortion Funding and Obamacare (2016 edition) – Charlotte Lozier Institute(FRC) and Family Research Council (CLI)

Como realmente funciona o sistema de saúde americano

Free Clinics – BPHC

ObamaCareAbortion.com

ObamaCareFats.com – contracepção e aborto e o ObamaCare

O Globo – sobre as alterações (2017)

Huffingtonpost.com

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Influência islâmica no governo Temer preocupa diante de ataques em SP

A bomba da última terça-feira (2) preocupou os brasileiros. O ataque de muçulmanos a manifestantes, evento que foi tratado pela mídia como uma mera briga entre críticos à nova Lei de Migração e imigrantes palestinos, no centro de São Paulo, acendeu um alerta sobre a presença dos muçulmanos no país. Há alguns anos, ações no centro de SP e em diversas capitais já chamam a atenção da população. Assim como em outros pontos do país, crescem conversões à religião de Maomé.

Mas a atividade islâmica pode ter recebido mais um estímulo importante com a entrada do novo secretário de Assuntos Estratégicos da presidência, Hussein Kalout, que é presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS).

À frente da Federação, Hussein dá cursos e palestras sobre o mundo islâmico e a sua presença no Brasil. Atuava como especialista em Oriente Médio em colunas no jornal Folha de SP e concedeu muitas entrevistas e conferências sobre o tema.

Com a sua nomeação, em fevereiro deste ano, o projeto islâmico conta agora com apoio governamental. A FAMBRAS difunde a cultura islâmica desde 1979 no Brasil. Mas com seu presidente ocupando a pasta dos Assuntos Estratégicos, suas ações poderão alcançar uma maior abrangência.

Em março deste ano, a entidade se reuniu com o Ministério da Educação para apresentar sugestões e ações afirmativas em benefício da população islâmica no país. Na oportunidade, foi apresentado o projeto de construção do ALNUR – CENTRO DA CULTURA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA CIVILIZAÇÃO MUÇULMANA, que segundo a FAMBRAS, contribuirá na “civilização muçulmana no Ocidente” por meio de um curso oferecido pela entidade intitulado “Mundo Islâmico”. Foi proposto que o Ministério da Educação leve seus representantes ao curso em 2017. Para isso, um programa com dados da última edição do curso foi entregue ao Ministro.

As conversões

As conversões ao islamismo no Brasil têm crescido nos últimos anos. Segundo o sheik Rodrigo Rodrigues, que conduz as orações na mesquita no centro da capital paulista, as conversões de brasileiros ao islamismo têm se tornado mais frequentes. “Acho que todo sábado duas ou três pessoas se convertem aqui. Nós não registramos, porque acreditamos que a conversão é pessoal e espontânea”, disse à BBC Brasil.

O Censo 2010 do IBGE falava em cerca de 30 mil praticantes da religião no país, mas a Fambras estima que o número tenha saltado de 600 mil em 2010 para entre 800 mil e 1,2 milhão de fiéis em 2015.

A maior parte dos brasileiros, segundo o sheik paulistano, busca informações a partir de relatos da imprensa sobre conflitos envolvendo países de maioria muçulmana. “Elas querem saber o que é o islã, quem era Bin Laden, o que é Charlie Hebdo (revista francesa que, em janeiro, teve vários funcionários assassinados em ataque extremista). E quando leem algo sobre o islamismo e escutam os muçulmanos, pensam ‘pô, não é nada disso que eu imaginava. E acabam se convertendo'”, afirma.

Com a chegada de mais imigrantes de origem muçulmana ao país nos últimos anos, vindos de países como Síria, Líbano, Nigéria e Gana, romances com estrangeiros também atraem brasileiras curiosas aos centros islâmicos.

O que é a FAMBRAS

A Fambras foi fundada em 1979 por Hajj Hussein Mohamed El Zoghbi. À época, os mais importantes líderes de associações muçulmanas do país se reuniram em Brasília, e manifestaram total apoio para a criação de uma entidade que se comprometesse com o fortalecimento e unificação de suas instituições. A maior preocupação da Federação era ajudar a manter vivas as práticas do Islam.

Desde então, a FAMBRAS atua no âmbito religioso, social, econômico e diplomático. Dentro destas esferas, a instituição desenvolve projetos para a divulgação do Islam, ações educacionais e assistenciais, tanto em benefício da comunidade muçulmana quanto das comunidades carentes do Brasil.

A entidade foi primeira a implantar o conceito e o sistema halal no país (sistema de abate de animais segundo a Sharia, lei islâmica). Em 1981, após uma visita do ministério Awkaf do Egito e da Liga Muçulmana, sediada em Meca, a FAMBRAS passou a estruturar esse mercado no Brasil. Hoje o mundo sabe que o Brasil é o maior exportador de carne de frango e bovino halal do mundo. Somente por meio desse sistema de abate e tratamento alimentar foi possível, ao Brasil, exportar alimentos ao mundo árabe.

A organização possui sólidas parcerias com entidades islâmicas internacionais, que auxiliam direta e indiretamente, disponibilizando bolsas para o Hajj, cursos em países islâmicos, fazendo a impressão dos livros distribuídos nos Dawas, no Brasil, colaborando na doação de alimentos para o Iftar das mesquitas etc. Foi através dessas parcerias que, ao longo de sua trajetória, a FAMBRAS intermediou a construção de 37 mesquitas no país.

Hoje, a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil se configura como a mais importante referência sobre o islamismo no país, e um dos principais modelos em certificação e difusão do conceito halal no mundo.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.

Palestinos atacam manifestantes contrários à Lei de Migração no centro de SP

SÃO PAULO ─ Quatro imigrantes sírios e um palestino foram presos em flagrante na Avenida Paulista na noite desta terça-feira (02/05) após lançarem uma bomba em manifestantes que protestavam contra o projeto da Lei de Migração. Por volta das 20h30, na altura da Estação Consolação de metrô, uma bomba caseira foi lançada no meio das pessoas ─ uma delas teve a perna queimada com a explosão. Em seguida, os agressores partiram para cima dos manifestantes, deixando pelo menos quatro feridos, sendo duas mulheres.

Ao ataque sucedeu-se uma correria, mas policiais militares interviram rapidamente, utilizando bombas de efeito moral e imobilizando e detendo cinco dos agressores sob aplausos dos manifestantes, que bradavam “Viva a PM”! Outros conseguiram fugir. Os detidos foram levados para a 78ª Delegacia Policial. Com eles, foram apreendidas mais bombas caseiras e outras armas como martelos, facas e socos inglêses.

Um dos detidos é o palestino Hasan Zarif, líder do movimento Palestina para Todos e dono do bar Al Janiah, no Bexiga, no Centro de São Paulo. Segundo manifestantes na delegacia, outro dos detidos estaria no país há dois meses e teria necessitado do auxílio de um tradutor para o idioma português.

Logo do ingresso dos detidos na 78ª DP, prontamente surgiram advogados e também cerca de 40 pessoas enfurecidas, aparentemente muçulmanas, exercendo pressão em favor dos detidos e causando transtorno na delegacia. Segundo policiais no local, considerando todos os materiais e elementos reunidos, o ataque caracteriza um ato terrorista.

Um dos agredidos, o advogado criminalista Everton, independente, estava discursando quando a bomba estourou. “Só quando ouvimos a explosão é que fomos perceber a movimentações. Cerca de 20 gangsters, com soco inglês e pedaços de ferro, foram para cima do movimento. Eles agrediram mulheres, idosos, menores de idade e trabalhadores, como eu e outros, que estamos aqui prestando queixa”, descreveu, exibindo as agressões que sofreu no rosto e na boca e a lesão que sofreu na perna.

“Eu estou indignado, nós estávamos num ato pacífico contra a Lei de Migração. Eu, brasileiro, fui agredido no meu próprio país por estar defendendo a minha nação. Aqui na DP, soube que os agressores são estrangeiros, de origem palestina e que nem português fala.”

E apelou ao presidente Michel Temer. “Presidente Temer, vete agora, o Brasil não aguenta mais ver brasileiros sendo agredidos dentro da nossa própria nação. Mais do que nunca vou às ruas porque eu fui agredido como brasileiro dentro do meu país, e não aceito isso.”

Assista o vídeo feito pelos manifestantes agredidos

Cobertura e reações

A grande mídia brasileira evitou a palavra terrorismo em relação aos imigrantes palestinos e classificou os manifestantes vítimas do ataque de “grupo de direita anti-migração”.

Segundo o site Epocth Times Brasil, os manifestantes protestaram pacificamente na Paulista, ainda em frente à Gazeta, contra o projeto da nova Lei de Migração. O manifestante Everton criticou a ausência da presença da mídia brasileira tradicional. “Era para a Veja, Estadão, Folha de SP estarem todos aqui. Não tem nenhum (veículo). Por quê? Porque isso não interessa para eles.”

Entre os poucos sites que abordaram o assunto está o Sociedade Militar, que declarou em sua matéria: “O termo terrorismo parece ser uma palavra proibida. “Somos pacíficos”, “nada acontece por aqui” e coisas do gênero é o que se tenta passar para a sociedade. Mas, as coisas estão mudando e precisamos sim tratar o assunto da maneira correta”. O site lembra que no Brasil ainda há liberdade de expressão, seja de direita ou de esquerda.

Organizado pelo movimento Direita São Paulo e com adesão de cidadãos diversos, o protesto teve início às 19h com uma concentração em frente ao prédio da TV Gazeta, também na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Aproximadamente às 19h20, portando cartazes onde se lia “Soberania não se negocia, Brasil em primeiro lugar! #VetaTemer”, os manifestantes marcharam pacificamente até o edifício do gabinete da Presidência da República, quando, às 20h30, a bomba foi lançada e seguiu-se o ataque. Cerca de 20h40 a manifestação já havia se dispersado.

O projeto da nova Lei de Migração foi proposto em 2015 pelo atual ministro das Relações Exteriores e então senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e aguarda a sanção ou o veto do presidente Michel Temer.

Os manifestantes lembraram o passado terrorista de Nunes, que atuou durante o regime militar como motorista de Carlos Marighela, comandante do grupo terrorista da Ação Libertadora Nacional.

Epoch Times

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Atos violentos de uma greve que não afetará reformas

A greve geral, convocada pela CUT para esta sexta-feira (28) não teve tanta adesão como esperavam os organizadores. Movimentada pelas centrais sindicais, com o apoio de diversos movimentos de esquerda, o objetivo era literalmente “parar o país”, o que de fato não ocorreu da forma como queriam. A pauta é a oposição às reformas trabalhista e da Previdência, que estão para ser aprovadas pelo governo. Para os sindicalistas, um dos pontos críticos das propostas é o fim da contribuição sindical obrigatória, o que provavelmente imporá mudanças na estrutura sindical do país.

Embora em alguns lugares, o trânsito tenha sido interrompido, isso ocorreu por meio de interrupções forçadas com pneus queimados, e não pelo excesso de manifestantes, que preferiram usar da sua truculência habitual para impor à população a sua vontade de poder. Em muitos estados foram registrados atos violentos por parte de movimentos sindicais durante a paralisação. No aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pessoas que tentavam embarcar foram agredidas fisicamente por manifestantes. Estradas e acessos urbanos foram bloqueados. Na USP, houve confronto com a PM.

Além do governo, especialistas afirmam que nada mudará com tais atos. As reformas sofrerão poucas mudanças, se sofrerem. Tudo vai depender do arranjo feito no Congresso com os parlamentares. Há consenso entre muitos analistas sobre a viabilidade e a necessidade de tais reformas, de modo que atos violentos apenas demonstram que os opositores mantém as mesmas respostas para todas as questões, sem apresentar soluções e negando-se a acreditar nos dados apresentados não só pelo governo, mas por diversas entidades. Isso porque, para os manifestantes, o ideal é “quebrar a máquina”, pois a máquina é o capitalismo. É preciso gerar a crise do capitalismo para que ganhe a causa socialista.

Estratégia da data favorável

A estratégia utilizada pelos movimentos foi a de abranger toda a população utilizando uma data próxima a um feriado, produzindo um feriadão. O objetivo, com isso, era gerar a ilusão de uma maior adesão popular. Em algumas cidades, carros de som com poucas pessoas em torno chamavam a população a participar.

Do mesmo modo, a pauta bastante generalista e repleta de desinformação, cuidava para que quem quisesse ser visto como zeloso pelos direitos dos trabalhadores e dos mais necessitados, aderisse pelo menos em apoio formal, às pautas dos grevistas.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Fake News: o jogo Baleia Azul e a histeria coletiva

O suposto “jogo”ou desafio do suicídio, chamado de Baleia Azul ganhou as manchetes de toda a mídia online e offline brasileira nos últimos dias. Isso coincidiu com o sucesso da série 13 Reasons Why do Netflix, que aborda o tema do suicídio na adolescência. Supostas vítimas do jogo aparecem, mas as investigações policiais ainda são inconclusivas.

Surgiu em 2015, por meio de uma notícia falsa que foi publicada em um jornal russo e desmascarada em seguida. A história circulou nos meios de comunicação na Rússia, Cazaquistão e Quirguistão, chegando também a países como a Bulgária. Em fevereiro deste ano, o Centro para a Internet Segura de Sofia, na Bulgária, investigou e chegou à conclusão que era um reavivamento de uma farsa que circulou na Rússia em 2015. “Essa incrível história atrai sites de tablóides, que lucram com visitas, acrescentando mais e mais detalhes e histórias horríveis, que não são apoiados por fatos”, disse o Centro para a Internet Segura para o jornal Balkan Insight.

O assunto, com fotos e vídeos de pessoas mutiladas por causa do jogo, tem circulado por redes sociais, pelo whatsapp, mas não fornece informações claras. Algumas dessas fotos e vídeos já foram desmascaradas por sites especializados em desfazer boatos online. A epidemia de preocupação e histeria, principalmente entre quem tem filhos adolescentes, tem impulsionado a avalanche de mensagens.

Uma das mensagens distribuídas, dizia ser de um participante do jogo informando que cumpriria o desafio proposto, de distribuir balas envenenadas em uma escola. Ele disse o nome das escolas, em Minas Gerais, o que causou grande alvoroço entre pais e diretores da escola. Uma operação da Polícia foi montada, mas tudo não passou de uma ameaça falsa, pois nenhum caso foi relatado.

A temática do suicídio

Embora muitos casos de suicídio estejam sendo seriamente associados ao jogo, de acordo com as informações apuradas até o momento, fica claro que se trata de um exagero para gerar comoção popular. Mas por que motivo alguém disseminaria algo assim? As causas podem ser várias, mas o importante são os alvos mais evidentes.

A temática do suicídio no jornalismo demanda certa atenção quando pretendemos analisar a cobertura da imprensa sobre o assunto. Na prática jornalística, ainda hoje, é praticamente proibido noticiar suicídios. Trata-se de uma convenção profissional, uma espécie de acordo de cavalheiros. Além de ser uma prática obviamente reprovável por todos os vivos, ninguém duvidou jamais que noticiá-la poderia incentivar pessoas já predispostas. Além disso, outro motivo é a óbvia exposição da vida íntima do suicida que uma notícia traria. A outra consequência é a social: a notícia de uma epidemia de suicídios poderia desestabilizar a ordem social, provocando um verdadeiro apocalipse de desesperança e caos. Mas diante disso, será que as notícias diárias sobre a violência já não fazem isso? Segundo os sociólogos tradicionais, não. O suicídio seria a gota d´água. Mas isso está para mudar.

Novas discussões no âmbito do jornalismo prático questionam a renúncia de noticiar casos de suicídios baseando-se em crenças como a manifestada em um artigo da jornalista Carolina Grando, no Observatório da Imprensa:

Da mesma forma que o jornalismo dá conta de cobrir noticiosamente outros temas tabus que figuram entre as manchetes dos jornais diários, como pedofilia ou incesto, contribuindo para a denúncia de práticas ilegais e para informar acerca de outras realidades, as notícias sobre suicídios poderiam obter o mesmo êxito, alcançando senão a finalidade do jornalismo, que é gerenciar a arena simbólica e proporcionar um compartilhamento de informações e experiências, promovendo debate e maior compreensão sobre temas sociais.

Essa afirmação deixa de fora um fato importantíssimo: tanto pedofilia e incesto, quanto o uso de drogas (outro tabu rompido) vêm se tornando pauta de movimentos que reivindicam aceitação pública, exigindo descriminalizações e direitos sociais. Na Alemanha, o incesto já não é crime. A pedofilia da mesma forma, já conta com entidade com status consultivo na ONU, que defende a prática sob o nome de “direitos sexuais para crianças” e as drogas estão prontas para ter seu comércio legalizado, já que o seu uso já é descriminalizado.

A observação da autora do artigo do Observatório da Imprensa é bastante ingênua, fruto de profissionais que acreditam na auto-suficiência do jornalismo como força integradora da sociedade, esquecendo de quando ele responde bovinamente aos estímulos de movimento sociais e influências cujo dinheiro e credibilidade, há décadas, o jornalismo depende.

Toda nova disposição legal, no Ocidente, vem primeiro pela boca inconsequente e submissa dos jornais. A questão do suicídio já conta com discussões aprofundadas em muitos países, mas também no Brasil abordando razões ou personagens que apelam para histórias comoventes. Em matéria da Revista Fórum o “tabu do suicídio” é considerado um atentado contra a laicidade do estado.

O problema da depressão e suas causas

Os problemas alegados pelas notícias assustadoras sobre o jogo Baleia Azul parecem alertas importantes, como o cuidado dos pais com filhos adolescentes, crianças etc. O problema da depressão parece outra sub-pauta levantada, tendo como consequência o suicídio, discussões que servem de alarme social para catalizar reações de pânico diante do aparentemente inevitável e incontrolável. Muitas discussões parecem infrutíferas quando surgem nos meios mais populares, como papos de família, escolas e universidades ou no ambiente de trabalho. Em geral, a tendência é a obediência a um fluxo de pautas recebido gratuitamente, sem qualquer justificativa. A longa exposição a notícias de tragédias e males incontroláveis, porém, gera nas pessoas uma perda de esperança na liberdade humana, fazendo com que algumas pessoas já predispostas a isso, comecem a sugerir controles absolutos sobre as atitudes humanas.

A depressão cada vez mais é vista como doença de ordem puramente química, quanto mais notícias, impulsos e todo tipo de estímulos as pessoas recebem desde a infância. O mundo moderno, com a presença constante de tecnologias de altíssima velocidade, complexidade e incognoscibilidade, produz evidentemente uma ansiedade que pode ser mortal. Os motivos da depressão ninguém sabe ao certo. Mas é extremamente sintomático que os defensores mais ardorosos da “causa química” admitam ser portadores de algum grau do problema.

É evidente que todas as causas para a depressão estão presentes na nossa sociedade. Famílias desestruturadas, secularização crescente da educação e das famílias, cultura juvenil destruidora e desequilibrada. Mas afinal, onde estavam os preocupados com a adolescência de hoje na época de festivais como Woodstock?

Já faz algum tempo que portadores desse problema dizem, ao serem perguntados se estão bem, “estou quimicamente bem”. Isso nos leva a perguntar sobre a responsabilidade da indústria farmacêutica e de psiquiatras que têm respostas químicas para todos os problemas, o quanto de dinheiro estão levando ao transformar milhares de pessoas em escravos de medicamentos. E até que ponto esses medicamentos não terão também a sua efetividade política, moral e social sobre a democracia quando decidirmos sobre questões importantes. Será que ouviremos um sonoro “sou quimicamente a favor”?

 

 


Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Trump preocupa agenda global do FMI e Banco Mundial

Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar” o novo governo dos EUA, influenciando a partir da agenda do FMI para tentar definir a formulação de suas políticas.

WASHINGTON (Reuters) – Os líderes financeiros mundiais se reuniram nesta quinta-feira (20/04) nos Estados Unidos, para discutir formas de proteger o mundo financeiro das políticas consideradas protecionistas do presidente Donald Trump e defender a integração global do comércio, pautas pertencentes à agenda global da Nova Ordem Mundial.

As reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial irão colocar os 189 membros das duas instituições multilaterais diante do desafio da agenda de Trump “América em Primeiro Lugar” pela primeira vez, a apenas duas quadras da Casa Branca.

“Estes encontros irão tratar de Trump e das implicações de suas políticas para a agenda internacional”, disse Domenico Lombardi, ex-membro do conselho do FMI que hoje atua no Centro de Inovação para a Governança Internacional, um centro de estudos canadense.

Segundo Lombardi, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar”, influenciando no novo governo dos EUA a partir da agenda do FMI e tentar definir a formulação de suas políticas.

O FMI em particular vem emitindo alertas contra os planos de Trump para reduzir os déficits comerciais dos EUA com possíveis medidas de restrição de importações, argumentando que as políticas protecionistas iriam prejudicar o crescimento global.

Agora funcionários da gestão Trump estão reagindo a esses alertas lembrando que outros países são muito mais protecionistas do que os EUA e, no entanto, não parecem motivo de preocupação global.

Trump começou a semana assinando um decreto presidencial que ordenou a revisão das regras de aquisição pública “Buy American”, que incentivam a compra de produtos locais e que durante muito tempo ofereceram algumas isenções mediante acordos de livre comércio, e criticando as restrições do Canadá aos laticínios.

Além dos alertas sobre o comércio, na quarta-feira o FMI revelou dois documentos que apontam os perigos das propostas fiscais que Trump está cogitando, como ao avisar que suas ideias para uma reforma tributária poderiam incentivar operações financeiras arriscadas e elevar a dívida pública a ponto de prejudicar o crescimento, entre outros conselhos.

Fazer uma reforma tributária “de maneira que não aumente o déficit é melhor para o crescimento”, recomendou o diretor de assuntos fiscais do FMI, Vitor Gaspar.

 

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Facebook permitirá que funcionários protestem contra Trump

O Facebook informou que não punirá funcionários que ocuparem tempo de sua carga horária para protestar em favor de políticas pró-imigração durante o dia 1 de Maio.  Além dos funcionários, a empresa informou também que vai buscar garantir esse direito de protesto aos seus fornecedores e irá investigar se alguma empresa fornecedora não permitir que seus funcionários façam protestos se desejarem.

A rede social informou a sua política de direitos de protesto no dia 14 de abril por meio de um post em sua intranet.  O Facebook e outras empresas do setor de tecnologia tem criticado fortemente as políticas de segurança nacional de Donald Trump sobre maior controle na imigração.

A maior rede social do mundo vem manifestando fortes posições na política. Há alguns anos crescem acusações de que o Facebook esteja ocultando informações, notícias e opiniões mais conservadoras do Feed de notícias.

O Facebook recebeu fortes críticas de usuários em todo o mundo em episódios como as eleições americanas em 2016 e agora mais recente com o Brexit. Para muitos usuários, a rede social estaria tomando partido e manipulando o top trends ao não considerar os temas mais compartilhados como relevantes simplesmente por não compartilhar da opinião dos usuários da rede social.

Polêmica de tendência do Facebook no passado

Apesar de negar qualquer manipulação do feed de notícias, no início de 2016 o Facebook realizou ajustes em seu algoritmo após diversas reclamações de usuários.

Em maio de 2016 a empresa chegou a demitir funcionários que estariam manipulando o Feed com intensões políticas. Negou que o algoritmo de seu sistema tivesse qualquer viés político, mas admitiu que funcionários podem influenciar dando um viés que favorecesse pautas de esquerda na rede social. A empresa informou que trabalha constantemente em investigações para evitar que ocorram manipulações dessa natureza.

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CNBB emite nota “Pela vida, contra o aborto”

Brasília (Rádio Vaticana)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta terça-feira (11/04) intitulada “Pela vida, contra o aborto”, na qual condena o movimento do Supremo Tribunal Federal que, atropelando o Congresso Nacional, procura legislar em favor da descriminalização do aborto.

Os bispos reafirmam a posição clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e, condena “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

A nota critica a ideia do “aborto seguro”, baseada no argumento da falta de condições adequadas para a realização de abortos. “É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos”, dizem os Bispos.

Os bispos ainda lembram que “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”.  E afirmam: “A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade”.

A CNBB pede: “O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado”. E conclama: as “comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana”.
Leia a Nota na íntegra:

 

PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”
(Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos.

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.
Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo U. Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

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