Objetivo do Baleia Azul era “limpar a sociedade”, diz mentor

Jornais do mundo inteiro noticiaram nesta quinta-feira (11/05), a prisão de um homem que disse ser o idealizador do jogo Baleia Azul, na Rússia. Philipp Budeikin, de 21 anos é acusado de ser o responsável pela morte de 16 adolescentes. Durante conversa com a polícia, Budeikin afirmou que seu objetivo era “limpar a sociedade” e as vítimas “estavam insatisfeitas com a própria vida”.

Segundo informações das fontes dadas ao Daily Mail, o jovem começou a atrair os adolescentes para o Baleia Azul em 2013, utilizando a VK, maior rede social da Rússia. Ao aceitarem as tarefas, as vítimas eram desafiadas a cortar suas próprias veias, matar animais até chegar ao ponto do suicídio.

O jogo tem movimentado os noticiários e causado preocupação em todo o mundo, principalmente em pais de adolescentes. Teria começado com uma notícia falsa de 2015, motivando, por efeito de imitação, postagens e mensagens suicidas, o que teria sido apontado como causa da morte de 16 jovens até agora.

Ao contrário do que tem sido dito, porém, não há evidências conclusivas de ameaças aos participantes, não havendo casos de indução clara ao suicídio em pessoas que não sofriam de depressão ou alguma pré condição. No entanto, o assunto tem motivado discussões midiáticas sobre o tema do suicídio e principalmente sobre a depressão.

A polícia afirma acreditar que há outros mentores como Phillipp envolvidos na difusão dessas ideias.

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Trump preocupa agenda global do FMI e Banco Mundial

Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar” o novo governo dos EUA, influenciando a partir da agenda do FMI para tentar definir a formulação de suas políticas.

WASHINGTON (Reuters) – Os líderes financeiros mundiais se reuniram nesta quinta-feira (20/04) nos Estados Unidos, para discutir formas de proteger o mundo financeiro das políticas consideradas protecionistas do presidente Donald Trump e defender a integração global do comércio, pautas pertencentes à agenda global da Nova Ordem Mundial.

As reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial irão colocar os 189 membros das duas instituições multilaterais diante do desafio da agenda de Trump “América em Primeiro Lugar” pela primeira vez, a apenas duas quadras da Casa Branca.

“Estes encontros irão tratar de Trump e das implicações de suas políticas para a agenda internacional”, disse Domenico Lombardi, ex-membro do conselho do FMI que hoje atua no Centro de Inovação para a Governança Internacional, um centro de estudos canadense.

Segundo Lombardi, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar”, influenciando no novo governo dos EUA a partir da agenda do FMI e tentar definir a formulação de suas políticas.

O FMI em particular vem emitindo alertas contra os planos de Trump para reduzir os déficits comerciais dos EUA com possíveis medidas de restrição de importações, argumentando que as políticas protecionistas iriam prejudicar o crescimento global.

Agora funcionários da gestão Trump estão reagindo a esses alertas lembrando que outros países são muito mais protecionistas do que os EUA e, no entanto, não parecem motivo de preocupação global.

Trump começou a semana assinando um decreto presidencial que ordenou a revisão das regras de aquisição pública “Buy American”, que incentivam a compra de produtos locais e que durante muito tempo ofereceram algumas isenções mediante acordos de livre comércio, e criticando as restrições do Canadá aos laticínios.

Além dos alertas sobre o comércio, na quarta-feira o FMI revelou dois documentos que apontam os perigos das propostas fiscais que Trump está cogitando, como ao avisar que suas ideias para uma reforma tributária poderiam incentivar operações financeiras arriscadas e elevar a dívida pública a ponto de prejudicar o crescimento, entre outros conselhos.

Fazer uma reforma tributária “de maneira que não aumente o déficit é melhor para o crescimento”, recomendou o diretor de assuntos fiscais do FMI, Vitor Gaspar.

 

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Atacado por ativistas, ônibus-protesto deixa no ar: quem é intolerante?

Depois de ser proibido pelas autoridades na Espanha, de onde veio, e enfrentar toda sorte de provações, o ônibus-protesto FreeSpeechBus foi apedrejado e hostilizado durante sua intervenção na reunião da ONU, em Nova York, onde se buscava recomendar o aborto e a Ideologia de Gênero como solução global. O ônibus conclui sua turnê com a percepção de que as ideologias não estão nem um pouco interessadas em dialogar com quem acredita em fatos biológicos.

O FreeSpeechBus, o ônibus-protesto que levava escritas frases como “Meninos têm pênis, meninas têm vagina” encerrou sua turnê depois de ser apedrejado nos EUA. Esta é a resposta do mundo que prega a tolerância e a paz enquanto obriga as famílias a aceitarem para seus filhos uma educação sexual que nega fatos biológicos, o que comprovadamente gera problemas psicológicos e sociais nas crianças. Na Europa, há vários anos os pais que impedirem seus filhos pequenos de frequentarem aulas que ensinam masturbação e homossexualismo podem e têm sido punidos pela lei. A pergunta que devemos fazer é: quem acredita na necessidade dessas coisas seria capaz de algo como diálogo e tolerância?

A experiência do FreeSpeechBus responde satisfatoriamente, uma vez que o protesto consistia apenas em afirmar crenças comuns à maior parcela da humanidade. Diferente dos ativistas, o ônibus não estava impondo qualquer punição a quem acreditasse no contrário. Apenas evocava o direito de cada família ensinar seus filhos do modo como acredita que as coisas são.

A Ideologia de Gênero defende que homens e mulheres não possuem uma identidade social baseada na identidade biológica. Para eles, o homem nasce neutro e vai, ao longo da vida, recebendo estímulos sociais que o definem, de fora, como homem ou mulher. Paradoxalmente, acabam defendendo que basear-se na própria biologia para definir sua orientação sexual significa ser escravo da sociedade, mas se você acreditar nas palavras do professor que defende a Ideologia de Gênero, você está sendo livre. Para resolver todos os problemas de ordem sexual, os ativistas propõem a “mudança de sexo”. Mas quando o corpo não combina com a mente, não seria mais fácil mudar a mente do que mudar o corpo? Mas eles querem o poder sobre os corpos de todos. O mesmo ocorre com os defensores internacionais do aborto, do meio ambiente etc.

O totalitarismo das ideologias

Assim como o ambientalismo busca o controle dos recursos utilizando pesquisas a nos informarem da finitude dos recursos e a ameaça de sua destruição por nossa culpa, os defensores do aborto querem controlar o nível populacional usando a justificativa de “conquista de direitos”. Convencem, com isso, mães a matarem seus próprios filhos no ventre. Assim, também os que recomentam a mudança de sexo e, com isso, a desestruturação da personalidade humana, almejam nada menos do que tornar o homem um escravo amorfo, que não exitará em entregar seu próprio corpo aos caprichos da elite dos que estruturam e administram as ideias.

As ideologias, hoje, servem de instrumentos de organização e administração totalitária do mundo. A mesma sanha controladora denunciada pelos críticos da modernidade, culpada da devastação e dos genocídios totalitários que serviram de justificativa para um consenso global, agora servem para a administração total desse consenso.  A pós-modernidade, neste sentido, seria uma “ultra-modernidade” ou “neo-modernidade”, em sentido de uma hipertrofia da utopia controladora que agora se dirige para as consciências. A melhor expressão para resumir esse intento manifestado pela suposta inevitabilidade do fenômeno da globalização, é engenharia social.

 

 

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Egito: Estado Islâmico mata 43 e deixa 118 feridos durante missas

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Hillary sugeriu ataque à Síria poucas horas antes do bombardeio

A ex-secretária de Estado, Hillary Clinton pediu, em uma entrevista na TV nesta quinta-feira (06/04), que os EUA atacassem as bases aéreas da Síria para prevenir mais ataques com armas químicas. A sugestão da democrata foi feita poucas horas antes do bombardeio ocorrido sob as ordens do presidente Donald Trump.

“Eu realmente acredito que nós devíamos atacar seus campos de pouso e impedi-lo de usá-los para bombardear pessoas inocentes e soltar gás Sarin,” disse Clinton

O comentário foi feito durante entrevista com o colunista Nicholas Kristof do New York Times, no programa Women In The World. Clinton disse que é favorável a uma ação mais agressiva contra Assad, e acrescentou que não ter uma postura firme para com o presidente Sírio foi um dos seus piores erros políticos durante seu tempo como secretária do Estado no governo Obama. Essa foi a sua primeira entrevista desde a perda da eleição presidencial para Trump e aconteceu horas antes dos Estados Unidos lançar uma ofensiva de misseis em direção aos campos de pouso da Síria em resposta ao ataque de gás.

Traduzido: FoxNews

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Hungria proíbe universidade de George Soros por ser contra interesse do país

O Parlamento da Hungria aprovou na última terça-feira (04/04), uma lei que poderá fechar a Universidade Centro-Europeia (CEU), fundada em 1991 pelo bilionário húngaro George Soros, inimigo declarado do primeiro-ministro Victor Orban. A nova lei exige que os institutos acadêmicos que recebem financiamento estrangeiro tenham uma sede e programas no país de origem.

Mantida por George Soros e financiada internacionalmente, a CEU é considerada um estabelecimento anglófono, foi criada na Hungria pouco após a queda do comunismo para promover “a boa governança, o desenvolvimento sustentável e a transformação social”. Orban, que se diz “disposto a negociar com os Estados Unidos” sobre o futuro da universidade, acusou a CEU de “fazer trapaças” com a lei húngara.

“Os conservadores precisam lutar contra a campanha internacional para abolir nossas fronteiras financiada por George Soros”, disse o primeiro-ministro húngaro

Orban declarou à rádio húngara que existe uma campanha para dissolver as fronteiras dos países, algo que acontece dentro da Hungria e é financiado por George Soros. Ele ressalta que para viver ou estudar na Hungria, como em qualquer país, é preciso contar com a aprovação da população e do governo. Na CEU, são ensinadas as teorias de abolição das fronteiras e defendem uma Nova Ordem Mundial onde os governos dos países se submeteriam à governança global. A teoria do desenvolvimento sustentável é o embrião para um princípio de governança mundial.

“Essas teorias [de abolição das fronteiras]”, disse Orban, “são ensinadas pelas instituições de Soros e se infiltrou em um sem número de entidades internacionais. Devemos lutar contra elas, devemos argumentar contra elas e tornar suas operações transparentes, deixando claro que muitas vezes os seus princípios nada têm a ver com direitos humanos mas com a ganância de estrangeiros contra os países”.

Ele afirma ainda que, “estas ONGs não são organizações da sociedade civil, mas são apenas especulação à nossa custa”.

Oráculo da grande mídia global

George Soros tem sido fortemente opositor de Orban em seu país. Soros mantém centenas de ONGs pelo mundo, incluindo os EUA, onde financiou a campanha de Obama e de Hillary Clinton. Ele atua à frente da organização chamada Open Society, que abastece a grande maioria das agências de notícias globais por meio de sindicatos de colunistas de opinião associados às suas ideias.

A mídia internacional, repercutida no Brasil, deu mais destaque ao protesto de intelectuais e políticos pelo mundo contra a lei húngara e o fechamento da CEU, alegando, entre outras coisas, que essa universidade tem sido responsável pela formação de muitos políticos europeus.

Victor Orban, que é declarado inimigo de Soros, assegurou que o futuro da prestigiada universidade dependerá das negociações e acordos entre Budapeste e Washington.

Informações: Breitbart, IstoÉ, Agência EFE

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Explosão deixa 10 mortos em metrô na Rússia

Uma explosão ocorrida na manhã desta segunda-feira (03/04) no metrô de S. Petersburgo deixou, até agora, 10 mortos e 30 feridos, na Rússia. Dez pessoas morreram na estação Sennaya Ploshchad, de acordo com a agência de notícias russa Tass e a Reuters.

Uma bomba teria provocado a explosão por volta das 15h (no horário local), segundo a Reuters. Aparentemente, a explosão ocorreu entre duas estações antes da partida de um dos trens metropolitanos, o que causou uma grande nuvem de fumaça e forçou a retirada de um grande número de passageiros, de acordo com a agência Efe.

O presidente russo Vladimir Putin já foi informado do incidente. Está neste momento em Strelna, próximo a São Petersburgo. Já há imagens a circular nas redes sociais. Todas as hipóteses são consideradas, inclusive a de terrorismo.

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

Mulher imigrante cai de uma janela no Kwuait

O vídeo demonstra como são tratados os imigrantes nos países islâmicos

Nesta sexta-feira(31), um vídeo filmado no Kuwait, que mostra uma empregada doméstica pendurada em uma janela antes de cair em cima de um telhado, espalhou-se por todo o mundo através na internet. Alguns estão apontando o vídeo como um exemplo de como os trabalhadores estrangeiros são maltratados em países islâmicos.

“Segure-me! Segure-me!”, a mulher, supostamente etíope, grita em árabe. Ela, então, acaba perdendo a força em sua mão e despenca sete andares até cair em cima de um telhado. Claramente, em nenhum momento a pessoa, que estava filmando o ocorrido, fez quaisquer esforços para ajudar a pobre moça. Entretanto, a mulher, milagrosamente, sobreviveu com apenas um braço quebrado.

O segundo vídeo mostra a moça sendo ajudada pelos serviços de emergência do local. A BBC relatou que a empregada se pendurou para fora da janela por ser suicida, e que a pessoa que filmou teria registrado o incidente “para não ser acusada de assassinato caso a empregada doméstica tivesse morrido”. No entanto, a filmagem demonstra claramente a moça pedindo ajuda.

Pelo Twitter, os usuários foram rápidos em afirmar que o incidente era uma realidade e que destacava os maus tratos que os trabalhadores estrangeiros recebem nos países islâmicos. Em muitos países muçulmanos, principalmente no Kuwait, na Arábia Saudita e no Catar, as empregadas domésticas são tratadas como escravas e forçadas a trabalhar em condições sobre-humanas. Como diz a jornalista muçulmana Alya Mooro, abuso sexual e assédio de trabalhadores domésticos é comum nos países ricos do Golfo Pérsico, uma vez que as empregadas estrangeiras estão à mercê dos patrões, que possuem total controle sobre os vistos e passaportes das empregadas.

Outros vídeos mostram como as mulheres são tratadas em diversas escolas no Oriente Médio. Fica, deste modo, a pergunta que não quer calar: “O multiculturalismo é bom?”

Fontes: Broadly Vice; BBC

 

 

 

 

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Aborto: Paraguai mostra força ante pressão de organizações internacionais

O governo do Paraguai, uma das economias que mais crescem na América Latina, rejeitou recomendações feitas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que enviou ao Estado paraguaio uma espécie de intimação sobre a aprovação de um caso de aborto, envolvendo uma menina que sofreu abuso sexual.

O Estado paraguaio respondeu de forma contundente e conforme sua Carta Magna: antes de tudo, não vamos autorizar nenhuma ingerência de um organismo internacional que nos diga o que fazer. Segundo: o direito à vida é um direito constitucional e ambas as vidas serão protegidas”.

“Terceiro: a menina está bem, mantendo a gravidez e não temos nenhuma obrigação de publicar ou expor sua integridade, porque ela vai seguir vivendo e deve ter uma vida normal”.

Apesar de a mãe da menina ter desmentido que pediu o aborto, representantes de organizações internacionais pró-legalização seguem pressionando. Assim que souberam do caso da menina que ficou grávida após abuso sexual, ONGs procuraram a família para assinar contrato que permitisse representar a família no caso e buscaram apoio de organismos internacionais.

De forma similar ao famoso caso Roe vs Wade, que serviu de navio quebra-gelo para a legalização nos Estados Unidos na década de 70,  ONGs buscam utilizar casos de gravidez fruto de violência sexual para dar publicidade à questão do aborto e abrir precedentes legais.

Governo paraguaio rejeitou pressões.

Organizações internacionais tem feito pressões em diversas áreas e tentam de todas as formas prejudicar inclusive acordos comerciais envolvendo o Paraguai e outros países, como forma de pressionar o governo. Anos atrás, as Nações Unidas ameaçaram países africanos mais pobres de cortar ajuda humanitária caso não se submetessem às suas políticas abortivas e de gênero.

Informações:
ACI Digital
Estudos Nacionais

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
departamento do estado dos estados unidos funcionaria espionagem china

Funcionário do governo americano é preso por espionagem para China

De acordo com o relatório do Departamento de Justiça um funcionário do Departamento de Estado teria recebido pagamentos da China durante os últimos cinco anos.

A funcionária, Candace Claiborne, está sendo acusada de “obstruir um procedimento oficial e fazer declarações falsas ao FBI, ambas as ofensas criminosas, por supostamente ocultar inúmeros contatos que ela teve ao longo de um período de cinco anos com agentes de inteligência estrangeiros”, disse o memorando do Departamento de Justiça. Ela foi presa na terça-feira(28) e compareceu ao tribunal na quarta-feira(29).

Claiborne é acusada de ter contactado repetidamente dois agentes de inteligência chineses, que lhe forneceram presentes e dinheiro, incluindo “dinheiro transferido para uma conta, um iPhone, um laptop da Apple, presentes chineses de Ano Novo, refeições, viagens internacionais, um curso de moda, um apartamento mobiliado e um pagamento mensal”, disse o comunicado à imprensa.

Claiborne, que trabalhou no Departamento de Estado desde 1999, reconheceu ter ciência de que os dois oficiais de inteligência chineses eram realmente “espiões”, mas cooperou com eles em troca de “dezenas de milhares de dólares em presentes e benefícios” por mais de cinco anos.

“Claiborne usou sua posição e seu acesso a dados diplomáticos confidenciais para lucro pessoal”, afirmou a Procuradora-Geral Adjunta Mary B. McCord nesta quarta-feira.

Claiborne trabalhou em vários postos no Departamento de Estado desde 1999, incluindo “embaixadas e consulados” no Iraque, Sudão e China.

A lei americana prevê a pena máxima de 25 anos para funcionário que cometerem este tipo de crime.

“Funcionários do governo serão responsabilizados por não honrar a confiança depositada neles”, disse a advogada dos EUA, Channing Philips.

Esta não é a primeira vez que um funcionário do governo foi apanhado espionando pela China.

Em 2016, um funcionário do FBI declarou-se culpado de transmitir dados confidenciais ao governo comunista chinês em troca de prostitutas e dinheiro.

Por Raul Effting

Informações:
Infowars

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