Aborto e câncer de mama: décadas de estudos sendo ignorados

Os primeiros estudos científicos que mostraram o aborto induzido como fator de aumento de risco para o câncer de mama foram realizados em 1957 (1). Estudos vêm sendo publicados há mais de meio século com alertas sobre essa forte relação. Os estudos mais recentes, feitos nos últimos 10 a 15 anos, em todo o mundo, têm comprovado a consistência desse antigo alerta, que ao que tudo indica, é propositalmente ignorado pelos veículos de comunicação e grandes organizações que têm entre seus clientes, investidores e financiadores, grandes fundações e empresas ligadas à indústria bilionária do aborto.

Estamos no Outubro Rosa e apesar de todas essa bibliografia e histórico de pesquisas científicas ninguém fala sobre o assunto no Brasil.

1. Entenda como funciona

Durante uma gravidez o corpo da mulher passa por alterações extremamente significativas, incluindo obviamente, alterações do desenvolvimento dos seios que deverão estar preparados para amamentação ao final da gravidez.

O aborto não interrompe apenas a gravidez, mas todas essas alterações. A interrupção ocasionada pelo aborto deixa os seios da mulher semi-transformados, consequentemente instável e mais vulnerável.

No processo de maturação da mama, inerente à gestação, aumentam-se os níveis de estrogênio, que estimulam o crescimento. O crescimento se dá pela função de estímulo à divisão celular feita pelo estrogênio. Assim, se ocorrer porventura uma anomalia nesse processo de divisão celular, há o risco de se iniciar um câncer.

O estrogênio juntamente com outros hormônios preparam o corpo da mulher para amamentação, desenvolvendo aglomerados de tecidos mamários conhecidos como lóbulos. Estes hormônios aumentam o número de lóbulos no seio e depois passam por um processo de maturação. Eles desenvolvem-se do seu estado básico,  menos estáveis (conhecidos como lóbulos tipo 1 ou tipo 2) até os estados mais maduros, que são mais estáveis (chamados lóbulos tipo 3 e tipo 4).

Os lóbulos mais maduros são significativamente menos propensos a serem causadores de qualquer problema. Mas quando todo o processo da gravidez é interrompido inesperadamente por um aborto, todo este desenvolvimento é também interrompido deixando desestabilizado este processo hormonal e celular. Os lóbulos que ainda estão nos seus estados mais básicos (tipo 1 e 2), e por isso mais instáveis, têm seu desenvolvimento interrompido inesperadamente.

A imagem abaixo ilustra essas fases de maturação durante a primeira gestação.

relação entre o câncer de mama e aborto - estudos cientificos

Na 20ª semana de gestação, por exemplo, a mama passou a ter o dobro do tamanho.

Após a 20ª semana, esses lóbulos tornam-se menos instáveis e menos vulneráveis.

Após a 32ª semana de gestação, os lóbulos se desenvolveram até o tipo 4, já são capazes de produzir leite e seu estágio de maturação protegem a mulher contra o câncer de mama.

Com o nascimento, os módulos tipo 4 passam por um processo de retorno ao tipo 3, mantendo as alterações epigenéticas que protegem a mulher contra o desenvolvimento de câncer de mama.

2. Os estudos epidemiológicos

Em 2014, pelo menos 28 estudos epidemiológicos foram publicados em diversos países do mundo. Em 21 estudos, verificou-se um aumento significativo na ocorrência de câncer de mama em mulheres que fizeram um aborto.

Uma análise completa de dezenas de artigos científicos sobre o assunto foi publicada pela maior cirurgiã especializada em câncer de mama nos Estados Unidos, e uma das mais antigas pesquisadoras sobre o assunto, Dra. Angela Lanfranchi, em parceria com o Ph.D Patrick Fagan, de  133 páginas.

Outro importante estudo analisou em profundidade esta relação, e foi publicado na revista “Cancer Causes and Control“, pelo Dr. Yubei Huang e equipe. Trata-se de uma meta-analise que avaliou 36 pesquisas científicas sobre esta relação, na China. Este último estudo aponta que na média geral, pode-se considerar que a experiência do aborto aumenta em 44% o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo verificou que quando a mulher passou por 2 abortos, o risco aumenta para 76%. Nos casos de mulheres que já fizeram três abortos, infelizmente cada vez mais comum nos países onde é legalizado, o risco calculado no estudo foi para 89%.

Vale lembrar e exemplificar, que no Reino Unido, apenas em 2015, conforme dados do governo, 38% dos abortos foram feitos em mulheres que já tinham feito 1 aborto antes. Nos Estados Unidos, em média 40% dos abortos ao ano são feitos por mulheres que já fizeram 1 ou 2 abortos na sua vida.

Outro estudo com significativa abrangência foi publicado em 2007. O estudo analisou registros oficiais de casos de câncer de mama em oito países da Europa: Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda do Norte, República da Irlanda, Suécia, República Checa, Finlândia e Dinamarca. O estudo apresenta, em forma de gráfico, a correlação entre a incidência de câncer de mama e o aumento dos índices de aborto para cada 1000 mulheres, com os dados da Inglaterra e País de Gales, no período de 1998 a 2004.

O gráfico demonstra o crescimento do aborto e de casos de câncer de mama com comportamento extremamente similares.

evolução da correção entre cancer de mama e aborto

A estudo apresenta como conclusão final, com base em diversas evidências, que é possível afirmar que o crescimento dos casos de câncer de mama se deve ao aumento do número de abortos. Contudo esse estudo não utilizou-se de históricos de cada paciente. Oos estudos citados por Dra Angela Lanfranchi e pelos pesquisadores da China analisou o histórico médico dos pacientes, mostrando-se métodos mais consistentes. O estudo do Reino Unido vem no sentido de confirmar, por outro método, àquilo que dezenas de estudos mais aprofundados já tinham apontado.

3. Estudos científicos vêm respondendo aos críticos

Alguns estudos têm sido publicados criticando a ligação do câncer de mama com o aborto induzido. A tese principal argumenta que os estudos que indicam a relação entre aborto e maior incidência de câncer de mama estaria sofrendo viés porque dentro do grupo de mulheres do ‘grupo de controle’ (mulheres que não tiveram câncer de mama), poderiam haver mulheres que fizeram um aborto mas omitiram essa informação, devido à possível preconceito em torno da questão do aborto. Na hipótese desses autores, os resultados que indicam haver forte relação entre aborto e câncer não seriam suficientemente consistentes.

3.1. Primeiramente, esse viés só poderia acontecer se as mulheres do grupo controle, em todos os estudos (são dezenas), omitissem terem feito abortos e as mulheres do grupo análise, por algum motivo, resolvessem não omitir essa informação.  Ou seja, tal especulação não é minimamente razoável. Considerando a grande quantidade de estudos, realizados em tantos locais distintos no mundo, fica a pergunta: qual a probabilidade de que em todos os estudos, somente as mulheres do ‘grupo controle’ resolvessem omitir terem feito um aborto? Por que as mulheres do grupo análise não omitiram a informação ? É completamente surreal essa hipótese.

Ademais, os 36 estudos feitos na China e os 14 estudos feitos na Índia teriam baixíssimas chances de sofrer com esse viés. Isso porque na China praticamente não existe mais nenhum pudor para se falar em abortos, já que a prática é amplamente difundida.

3.2. Também cabe considerar, que não existe uma indústria milionária antiaborto. Indivíduos e organizações com orientação pró-vida não contam com financiamento de fundações milionárias, ao contrário do que ocorre com grupos pró-aborto, em todo o mundo.

3.3. Alguns partidários da defesa do aborto tentam argumentar que o ativismo pró-vida, apesar de desprovido de qualquer financiamento internacional, conta com o fervor de seus militantes pela defesa da vida. Contudo, vale considerar: a defesa da vida e a oposição ao aborto se dão pelo fato de que a vida inicia na concepção. Se porventura, hipoteticamente, algum estudo comprovasse de forma consistente, que todas essas dezenas de evidências científicas sobre a relação entre câncer de mama e aborto não procedem, ainda assim, nenhum ativista pró-vida precisaria mudar de opinião; pois seu posicionamento é defender a vida iniciada na concepção. Já, por outro lado, se um ativista pró-escolha tiver que admitir que o aborto traz tamanho malefício para as mulheres, sua posição de defesa do aborto fica seriamente comprometida. Talvez haja necessidade de mudar de ideia e não mais defender o aborto. Isso explica a relutância em aceitar esses estudos.

3.3. O National Cancer Institute, nos EUA, juntamente com algumas outras organizações médicas dizem que o aborto induzido “não pode ser relacionado ao aumento de risco de câncer de mama”. Curiosamente, dizem isso fundamentando-se em um simpósio que foi organizado em 2003. Trata-se do Workshop on Early Reproductive Events and Breast Cancer Risks.  A opinião e conclusão que chegaram nesse evento foi de que não haveria evidências suficientes para que seja considerado um fator de risco e que não há motivos para que sejam feitos mais estudos sobre essa correlação. Contudo, o evento contou com a presença de 100 cientistas e nenhum cientista que tem defende haver uma relação entre câncer de mama e aborto foi chamado para falar no evento. Tratou-se de um debate com membros selecionados para que não houvesse discordância nesse aspecto.

Contraditoriamente, a Associação Americana de Médicos alerta que as mulheres devem ter o direito de saber sobre todos os alertas que a comunidade científica tem feito, antes de tomar sua decisão sobre qualquer procedimento médico.

4. A maior evidência para ligação do câncer de mama e aborto: estudos feitos na Índia

Não bastasse as fortes evidências dos estudos produzidos na Europa e China, um estudo realizado na Índia parece trazer ainda mais elementos para indicar a correlação.

Isso porque neste vasto país, com mais de 1 bilhão de habitantes, o câncer de mama apresenta-se na população geral com baixos índices. Especialistas explicam que um dos fatores que pode explicar os baixos índices de câncer de mama na Índia é o fato de que as mulheres se casam e têm filhos mais cedo do que a média de outros países, e a amamentação é um fator positivo que diminui os riscos do desenvolvimento de câncer de mama (a constatação sobre a redução do risco de câncer devido à amamentação não traz polêmica entre os médicos. Trata-se de uma questão ‘pacificada’).

É nesse cenário da Índia fica ainda mais fácil verificar a diferença entre os riscos de desenvolvimento de câncer de mama.

São diversos estudos que apontam haver fortes indícios de ligação da experiência do aborto com o aumento no risco do câncer de mama. O LifeSiteNews analisou 14 estudos científicos sobre o tema e verificou que, na média geral, os estudos apontam que a experiência do aborto pode aumentar em 439% o risco de câncer de mama.

Em vista disso, analisei individualmente, 12 dos 14 estudos citados no LifeSiteNews, buscando diretamente em cada artigo avaliar sua consistência metodológica, sua qualidade, representatividade, e claro, conferindo se efetivamente essas foram as conclusões tiradas em suas  pesquisas. Com isso, montei o resumo abaixo, em forma de tabela, onde trago algumas informações básicas destes estudos e os links para quem desejar lê-los na sua íntegra e contribuir no debate em torno da questão. Estão todos em inglês.

N

Publicado por / Instituição / Revista / Grupo e Ano da publicação e Link

Região Grupo controle Grupo análise Aumento de risco apurado
1 Department of Surgery and Radiology, University College of Medical Sciences & GTB Hospital, Delhi, India (2011)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22830135
N.Kaur 123 115
  • 179%
2 Journal of Ayub Med Coll. (2011)
Oncology clinic – Hospital of Karachi, Pakistan
http://medind.nic.in/jav/t11/i4/javt11i4p163.pdf
Paquistão 224 224
  • 580%
3 Indian Journal of Cancer(2011)
http://www.indianjcancer.com/text.asp?2011/48/3/303/84928
Bhopal (MP) India 215 215
  • 91%
4 Wolrd Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences -2014
http://www.wjpps.com/wjpps_controller/abstract_id/1454
West Bengal – India 127 108
  • 966%
5 Radiotherapy and Medicine, JIPMER (Hospital especializado) – 2013
http://www.indianjcancer.com/article.asp?issn=0019-509X;year=2013;volume=50;issue=1;spage=65;epage=70;aulast=Balasubramaniam
152 152
  • 108%
6 Hospital Aurangabad, Maharashtra, India – 2014
http://www.ibimapublishing.com/journals/ENDO/2014/872124/872124.pdf
U.Talkalar – India 220 220
  • 180%
7 Cancer Epidemiology – The International Journal of Cancer Epidemiology, Detection and Prevention (ELSEVIER) – 2010
http://www.issues4life.org/pdfs/20100226_prolonged.pdf
Sri lanka – India 203 100
  • 242%
8 J Dhaka Medicine College – 2013.
http://www.banglajol.info/index.php/JDMC/article/viewFile/15628/11078
Bangladesh – India 262 262
  • 1.962%
9 New Delhi Hospital, Departments of Surgery/Surgical Oncology – 2013 – http://www.indianjcancer.com/text.asp?2013/50/4/316/123606 A.S. Bhadoria 320 320
  • 626%
10 Indian J. Prev. Soc. Med. Vol 39. – 2008
medind.nic.in/ibl/t08/i1/iblt08i1p71.pdf
M. Rai 65 65
  • 121%
11 Department of Surgical Oncology, GKNM Hospital, Coimbatore-641037, India. 2012

http://indianjournals.com/ijor.aspx?target=ijor:ajrssh&volume=2&issue=3&article=002

K.S. Santhy 200 200
  • 22%
12 Indian Journal of Community Medicine – 2013

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3714949/

R. Kamath 94 94
  • 475%

No Globalismo não se aceita nenhuma crítica ao aborto

Nos Estados Unidos, em apenas 8 estados existem leis que exigem que as mulheres sejam alertadas, antes de decidir fazer um aborto, sobre a existência de estudos que apontam haver um aumento no risco de câncer de mama após o aborto.

As pressões políticas e comerciais contribuem fortemente para que o tema não seja falado e não se alerte sobre esse risco. Uma agente importante no debate é a Fundação Susan G. Komen, que atua em campanhas de prevenção e conscientização ao câncer de mama nos EUA. A fundação tem como fundadora Nancy Brinker, que foi membro do conselho da Planned Parenthood. Atualmente, o site da Fundação Susan G. Komen mostra que mantêm seu trabalho graças aos parceiros: Fundação Ford e Bank of America. Sobre a ligação da Fundação Ford com a causa abortista creio ser desnecessário falar, tamanha abundância de citações, evidências e projetos de expansão ao acesso ao aborto no mundo todo, que são subsidiados com investimento da Fundação Ford. Sobre o Bank of America, a instituição financeira contribui para pelo menos 16 organizações pró-aborto nos Estados Unidos.

Quando o assunto é aborto, no discurso globalista, nenhuma crítica pode ser levantada.  Para sustentar a ideia do direito ao aborto os seus partidários não aceitam que seja imputada nenhum ponto negativo da prática do aborto, como se fosse um ato genuinamente bom e benéfico e que só traz benefícios.

Leia também: Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

Fontes e informações:

1. Segi M, e outros. An epidemiological study on cancer in Japan. GANN. 1957; 48: 1-63.

2. Artigo sobre relação aborto e câncer de mama – com diversas referências bibliográficas/livros e artigos

3.LifeSiteNews – Meta Analysis of 36 Chinese studies shows abortion increases breast cancer

4. Angela Lanfranchi, M.D., FACS, and Patrick Fagan, Ph.D, “Breast Cancer and Induced Abortion: A Comprehensive Review of Breast Development and Pathophysiology, the Epidemiologic Literature, and     Proposal for Creation of Databanks to Elucidate All Breast Cancer Risk Factors”
Disponível em PubMed http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25189012 e  em: http://www.bcpinstitute.org/papers/ILM_Vol%2029_No1_1-133.pdf

5. P. Carroll, “The Breast Cancer Epidemic: Modeling and Forecasts Based on Abortion and Other Risk Factors” Journal of American Physicians and Surgeons (2007) http://www.jpands.org/vol12no3/carroll.pdf

6. Site AfterAbortion.org: risco relacionado ao aborto

8. Cancro de mama – artigo – aborto.com.br

9. [um dos estudo que tentou criticar a ligação entre aborto e câncer de mama] 1998 Nov;53(11):708-14.  The alleged association between induced abortion and risk of breast cancer: biology or bias?

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO[1]
Artigo de Dr. Hélio Angotti Neto,  publicado no site do SEFAM – Seminário de Filosofia Aplicado à Medicina, em 14/11/2016.

O aborto é uma máquina de fazer dinheiro. Comece com um bebê ainda no útero de sua mãe, acrescente um carniceiro abortista ávido por verdinhas e obtenha mais duas vítimas sem muito esforço: a mãe e seu filho abortado. Equação sangrenta e lucrativa, pelo menos para o abortista.

Não exagero. Ou você realmente acha que médicos – se podemos chamá-los assim – matam fetos e bebês por caridade de suas alminhas santas?

Tome por exemplo a megaempresa abortista Planned Parenthood (PP), fundada pela eugenista Margareth Sanger, de quem falarei mais adiante e cujo legado de eliminação racial ainda perdura. Veja alguns números:

– Realizou 323.999 abortos em 2014, isto é, ceifou 888 vidas por dia ou uma vida a cada 97 segundos. Um prodígio da carnificina.[2]

– Foi responsável por um terço dos abortos realizados nos Estados Unidos em 2011 (333.964 em 1,06 milhões de mortes).[3]

– De 2011 a 2014 fez 1.312.728 abortos e ofereceu mais 1,3 milhões de kits de contracepção de emergência (isto é, mais abortos farmacológicos).[4]

Verdade seja dita, o aborto é o holocausto contemporâneo dos indefesos.

Toda essa casuísta genocida é justificada, ou pelo menos amenizada, por meio de desculpas como aquela que afirma ser o aborto somente uma atividade minoritária entre os muitos serviços de saúde prestados pela PP. Pelo menos isso funciona como fator de alívio na cabeça de muitos abortistas.

Tais serviços de saúde incluiriam campanhas de prevenção contra o câncer de mama, acompanhamento pré-natal e referência para adoção. Porém, antes que uma lágrima comovida escorra do canto de algum olho de crocodilo, tenho que revelar que tais serviços têm caído de forma consistente nos últimos anos.[5]

A sangrenta realidade é que 94% do que a PP faz é abortar.[6]

Apesar de divulgarem a cifra mágica de 3% de serviços ligados ao aborto, uma análise da distorção estatística revela a marota manipulação de dados. Um pacote de serviço de pré-natal é contado, em cada visita, como um serviço isolado. Um atendimento com diversos procedimentos conta como um serviço isolado para cada procedimento. Nesse superfaturamento macabro, o principal serviço da PP – o aborto – é maquiado.[7]

A PP é tão boa em praticar a maldade que até ousam estipular uma cota de quantos bebês precisam morrer por ano.[8] Stálin, com suas cotas de deportados para Gulags na Sibéria, ficaria orgulhoso.

Apesar de a PP declarar-se como uma organização sem fins lucrativos, seu orçamento no biênio 2014-2015 foi de 1,3 bilhões de dólares.[9] Dessa montanha de dinheiro, 554 milhões de dólares saíram dos cofres públicos, sustentados por muitos cristãos a favor da vida.[10]

Como se não bastasse o lucro imoral obtido com a matança de milhões, a PP ainda foi capaz de faturar com a venda de pedaços de bebês e fetos. É um açougue de gente![11]

Mas se não deu tempo de abortar, sem problemas. Há como lucrar enquanto são crianças, como mostra a cumplicidade com a prostituição infantil. Abortemos as crianças das crianças.[12]

Com tanto dinheiro na jogada, é claro que os abortistas lutarão com unhas e dentes – ou melhor, curetas e aspiradores – para que a fonte jamais seque. Embora se declarem apartidários, promovem intenso lobby e injetam dinheiro na campanha de candidatos abortistas em todas as instâncias políticas.[13]

De volta ao legado racista e eugenista da senhora Sanger, tão celebrada por progressistas como Hillary Clinton, nota-se que 79% das instalações abortistas ficam nas periferias onde habitam afrodescendentes e latinos.[14] Minorias perfazem 64% dos abortos nos Estados Unidos e para cada criança branca abortada são abortadas cinco crianças negras.[15] Há inclusive uma disposição em aceitar doações especialmente destinadas ao aborto seletivo de determinados grupos étnicos.[16]

A próxima vez que você questionar sobre a razão de o aborto ser tão defendido por certos grupos de interesse, tenha em mente que, ao contrário de cuidar por meio da cura, do alívio e do consolo, matar é extremamente fácil, e muito lucrativo também.

Hélio Angotti Neto


Referências:

[1] Artigo baseado no relatório do Family Research Council, de janeiro de 2016, disponível em: http://downloads.frc.org/EF/EF15F70.pdf

[2] “Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, https://www.plannedparenthood.org/files/2114/5089/0863/2014-2015_PPFA_Annual_Report_.pdf

[3] “Induced Abortion in the United States,” Guttmacher Institute, July 2014, accessed July 24, 2015,

http://www.guttmacher.org/pubs/fb_induced_abortion.html; “Planned Parenthood, Care. No matter what, 2011-2012 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016,

http://www.plannedparenthood.org/files/4913/9620/1413/PPFA_AR_2012_121812_vF.pdf

[4] “Planned Parenthood, Care. No matter what, Annual Report 2011-2012,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/4912/9620/1413/PPFA_AR_2012_121812_vF.pdf ; “Planned

Parenthood, Care. No matter what, Annual Report 2012-2013,” Planned Parenthood Federation of

America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/7413/9620/1089/ARFY13_111213_vF_rev3_ISSUU.pdf ;

“Planned Parenthood, Our Health. Our Decisions. Our Moment, Annual Report 2013-2014,” Planned

Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/6714/1996/2641/20132014_Annual_Report_FINAL_WEB_VERSION.pdf ; “Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, https://www.plannedparenthood.org/files/2114/5089/0863/2014-2015_PPFA_Annual_Report_.pdf ; Susan Wills, Esq. “New Studies Show All Emergency Contraceptives Can Cause Early Abortion,” Charlotte Lozier Institute, January 1, 2014, accessed July 24, 2015,

https://www.lozierinstitute.org/emergencycontraceptives/ .

[5] “Planned Parenthood, 2011-2012 Annual Report,” p. 2-3; “Breast Health Initiative,” Planned Parenthood, accessed July 24, 2015, http://www.plannedparenthood.org/about-us/newsroom/breast-healthinitiative ; “Planned Parenthood and Mammograms,” Fact Check, October 18, 2012, accessed July 24, 2015, http://www.factcheck.org/2012/10/planned-parenthood-and-mammograms/ ; “Cecile Richards Lied About Mammograms, Finally Comes Clean,” Breitbart, accessed October 6, 2015, http://www.breitbart.com/big-government/2015/09/30/cecile-richards-lied-mammograms-finallycomes-clean/

[6] “Planned Parenthood, 2011-2012 Annual Report,” accessed July 24, 2015, p. 5.

[7] Abby Johnson, “Planned Parenthood Business Model All About Abortion,” LifeNews.com, April 5, 2011, accessed July 24, 2015, http://www.lifenews.com/2011/04/05/abby-johnson-planned-parenthoodbusiness-model-all-about-abortion/ ; Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 30.

[8] “Exposed: Former Planned Parenthood Director Says It Has Abortion Quotas,” LifeNews.com, accessed

October 8, 2015, http://www.lifenews.com/2014/04/16/exposed-former-planned-parenthood-directorsays-it-has-abortion-quotas/

[9] Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 34.

[10] Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 32-33.

[11] “Investigative Footage,” The Center for Medical Progress, accessed July 24, 2015, http://centerformedicalprogress.org/cmp/investigative-footage ; Abby Ohlheiser, “Congressional, state investigations into Planned Parenthood underway after undercover video goes viral,” The Washington Post, July 15, 2015, accessed July 24, 2015, http://www.washingtonpost.com/news/acts-of-faith/wp/2015/07/15/congressional-stateinvestigations-into-planned-parenthood-underway-after-undercover-video-goes-viral

[12] “Exposing Planned Parenthood’s Cover-up of Child Sex Trafficking,” Live Action, accessed July 24, 2015, http://liveaction.org/traffick

[13] “Planned Parenthood,” The Sunlight Foundation, Influence Explorer, accessed July 24, 2015,

http://influenceexplorer.com/organization/planned-parenthood/a3bf2b2a33a84534a706a2d04c52de95

[14] “Map Guide,” Protecting Black Life, accessed October 20, 2015, http://www.protectingblacklife.org/pp_targets/

[15] Susan A. Cohen, “Abortion and Women of Color: The Bigger Picture,” Guttmacher Policy Review 11, (Summer 2008): 3, accessed July 24, 2015, http://www.guttmacher.org/pubs/gpr/11/3/gpr110302.html

[16] The Planned Parenthood Racism Project, Live Action, accessed July 24, 2015, http://liveaction.org/theplanned-parenthood-racism-project/

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
autanasia-no-canada-contra-a-vida-humana

A disbioética contra a vida humana – por Dr. Hélio Angotti Neto

No periódico DIGNITAS, do Center for Bioethics and Human Dignity (Volume 23/3), Edward Grant, professor do renomado Centro Pellegrino de Bioética Clínica da Universidade de Georgetown, relata o avanço da eutanásia e do suicídio assistido sobre diversos países.
Sua preocupação é que matar o paciente torne-se, inevitavelmente, numa das formas elencadas mais fáceis, baratas e frequentes de lidar com pacientes graves.
disbioética da eutanasia dr. hélio angotti neto

George Weigel, do Centro de Políticas Públicas e Ética de Washington

Em seu artigo, reproduz o relato do autor George Weigel:
Durante o acampamento de verão de minha paróquia no interior de Quebec, três anciões receberam o diagnóstico de câncer no hospital local, um estabelecimento interiorano a uma hora de viagem de carro do centro urbano de Ottawa e ainda mais distante da super secular Montreal. Porém, após a informação do diagnóstico, a primeira questão perguntada para cada uma dessas pessoas foi ‘você quer fazer eutanásia?’ É isso o que o sistema canadense de eutanásia alcançou em apenas poucos meses: colocou a eutanásia no topo das opções do cardápio proposto para pessoas gravemente doentes. (destaques do próprio autor)
Grant se questiona sobre como os novos médicos serão ensinados nesse contexto. Serão eles instruídos a oferecer a eutanásia como qualquer outra opção ou até mesmo como a primeira opção? Serão eles pressionados para corte de gastos monetários e emocionais com a eliminação dos “casos difíceis”?
Respeitarão aqueles que alegam objeção de consciência?
Por, Dr. Hélio Angotti Neto
Artigo original publicado originalmente no site do SEFAM – Seminário de Filosofia aplicado à Medicina, em 30 de dezembro de 2016.
Informações:
GRANT, Edward R. Cracks in the wall: confronting the legalization of physician-assisted suicide and euthanasia. DIGNITAS, 2016, Volume 23(3), p.1, 4-6.
Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
aborto em caso de estupro no brasil foto

[Dossiê] Aborto em caso de estupro beneficia estupradores e aumenta o trauma

Apesar do aborto em caso de estupro ser amplamente defendido como um grande direito das mulheres, poucos sabem a realidade desses casos. Pesquisas científicas ao redor do mundo vêm analisando o drama vivido pelas mulheres que sofrem violência sexual e engravidam em sua decorrência e veem a experiência do aborto como extremamente traumática. Além disso, muitas são forçadas a abortar, sendo vítimas mais uma vez.

Uma pesquisa feita com 192 mulheres, descrita no livro Victims and Victors, verificou que:

– Aproximadamente 80% das mulheres que fizeram aborto por conta de estupro alegam que o aborto foi uma solução errada para seu problema;
– Em quase todos os casos de aborto em caso de estupro a decisão do aborto foi tomada pelo violentador, para ocultar seu delito e continuar abusando sexualmente da vítima após o aborto;
– Nenhuma mulher que deu à luz ao bebê manifestou arrependimento da decisão tomada. Nenhuma delas disse que preferia ter abortado.

Diversos estudos têm demonstrado que a experiência do aborto por si, já traz uma série de consequências negativas e graves à saúde física e mental para uma grande parcela das mulheres. A pesquisa focada nas vítimas de abuso sexual mostra que os danos psicológicos ficam ainda mais acentuados nesses casos.

Quem toma a decisão do aborto?

A pesquisa mostra, que na maioria dos casos não é a mulher que toma a decisão de abortar. Dentre as 192 mulheres pesquisadas, a maior parte daquelas que abortou alegou ter sofrido forte pressão da família, companheiros, amigos e dos médicos para fazer o aborto e não desejavam abortar.

Grupo de mulheres vítimas de estupro e incesto que engravidaram assinam petição aos Legisladores americanos

A petição foi assinada por dezenas mulheres vitimas de incesto ou estupro que engravidaram e manifestam-se veementemente contra a agenda abortista. A petição tem o nome de 38 dessas mulheres e destaca que outras tantas integrantes do grupo, preferiram não se identificar.

Trata-se de um manifesto contra a exploração recorrente dessas trágicas experiências, pelos políticos e lobistas da indústria do aborto, que apenas usam esses casos para sensibilizar a opinião pública e aprovar leis que vão ao encontro de seus interesses.

Na petição, o grupo de mulheres vítimas de violência, ressalta que esses políticos e lobistas que dizem estarem representando-as, jamais pararam para ouvi-las e dar qualquer suporte às vítimas de incesto ou estupro. Argumentam que eles desconhecem completamente as necessidades dessas vítimas.

A petição destaca que muitas delas levam a gravidez adiante criando seus filhos. Outras tantas entregam seus filhos para adoção, e outras recorrem ao aborto. Comprova ainda, ao declara que dentre as que abortaram, muitas foram forçadas a fazer o aborto por ‘amigos’, companheiros, familiares, empregadores ou médicos, ao invés de lhes ser dado o devido apoio emocional para tratar seu trauma e cuidar dos filhos. Destacam ainda que “para muitas de nós, o trauma físico e emocional causado pelo aborto é igual ou ainda pior do que o trauma do estupro ou incesto”.

Estupradores tem se beneficiado com a facilidade do acesso ao aborto

Nos EUA, tem sido cada vez mais comum que os estupradores só passem a ser rastreados e presos depois que a vítima já abortou duas, três ou até 10 vezes.

Vasta documentação, processos judiciais e pesquisas mostram que o ‘direito’ ao aborto em caso de estupro vem sendo usado contra as mulheres nos EUA. Quanto mais liberal e mais fácil o acesso ao aborto, maiores podem ser os danos para as mulheres.

“Direito” ao aborto em caso de estupro é usado contra as mulheres nos EUA.

Em 2002, a Justiça do estado do Arizona condenou uma das filiais da Planned Parenthood por sua negligência quanto ao caso de uma menina de 13 anos de idade, que vinha sofrendo abuso sexual e o fato só foi notificado às autoridades quando a menina voltou à clínica para fazer o seu segundo aborto em seis meses. A promotoria alertou que a menina poderia ter sido poupada de meses de abusos sexuais e da traumática experiência de um segundo aborto se a clínica tivesse informado às autoridades sobre o primeiro aborto. O abusador, que era irmão da vítima, foi preso a partir da notificação feita somente quando do segundo aborto.

Veja a seguir uma série de casos registrados que foram compilados pelo site TheUnchoice, do Elliot Institute, nos EUA.

Em New Orleans, um homem de 41 anos foi condenado por violentar as duas filhas de sua namorada e usar o aborto para encobrir seu crime. As vítimas, que eram gêmeas, permaneceram sendo violentadas por 7 anos, desde os 10 até os seus 17 anos de idade. Uma das vítimas informou que tinha feito dois abortos, um quando tinha 15 e novamente quando tinha 17 anos de idade. O estuprador foi quem às obrigou a fazer o aborto e pagou os custos do primeiro aborto. A mãe da vítima pagou pelos custos do segundo aborto.

Fonte original: “Man Uses Abortion to Cover Up Sisters’ Rapes,” Pro-Life Infonet, April 13, 2003, attributed to New Orleans Times Picayune.

No estado de Baltimore, os pais de três adolescentes foram condenados por abuso sexual e coação ao aborto. O pai das vítimas às violentou por um período de pelo menos nove anos. As vítimas foram obrigadas a fazer pelo menos 10 abortos e pelo menos cinco desses abortos foram feitos na mesma clínica de abortos.

Fonte original: Jean Marbella, “Satisfactory explanations of sex crime proved elusive,” Baltimore Sun, Oct. 31, 1990; M. Dion Thompson, “GBMC, doctor suspected nothing amiss,” Baltimore Sun, Oct. 31. 1990; “Family Horror Comes to Light in Story of Girls Raped by Father,” Baltimore Sun, November 4, 1990; Raymond L. Sanchez, “Mother Sentenced in Rape Case,” Baltimore Sun, Dec. 6, 1990

No estado do Kansas, registrou-se o caso de uma menina foi abusada sexualmente por 10 anos e foi obrigada a fazer pelo menos quatro abortos. O agressores era o seu padrasto. Ela voltava para casa após o aborto e continuava a ser violentada. O caso foi descoberto porque por um grupo de pessoas pró-vida, quando a menina foi até a clínica de abortos e encontrou o grupo que lá manifestava. Nos quatro abortos anteriores a clínica jamais denunciou o caso às autoridades.

Fonte original: The Newsletter of Life Dynamics, Inc. (www.LifeDynamics.com), Edition 2, 2008, p. 4.

Leia também: abortos provocam sérios danos físicos psicológicos para as mulheres

A verdadeira ajuda para vítimas de incesto e estupro

Em 1979, a Dra. Sandra Mahkorn, fez uma pesquisa sobre como dar suporte às vítimas de estupro que ficaram grávidas. Incrivelmente, até hoje há poucas pesquisas feitas nessa área que não envolvam simplesmente a proposta do aborto como “única solução”.

A pesquisa mostrou que primeiramente, a mulher precisa de apoio psicológico para superar os sentimentos e traumas da experiência do estupro ou incesto. A pesquisa verificou também, que quando questionadas sobre ‘o que elas consideravam mais difícil’, a maioria respondeu que era a pressão social. Também foi visto que logo após à violência sofrida e ao diagnóstico da gravidez, muitas sentem raia e aversão ao bebê. Mas conforme a gestação evolui, as mulheres passam a ter sentimentos positivos sobre o filho que estão esperando. Com isso, a grande maioria das mulheres tem uma visão bastante positiva de si mesmas e de seu filho quando chega ao final da gestação, sendo para elas, uma criança muito bem vinda.

A pesquisadora ainda destaca:

“A crença de que a gravidez após o estupro devastará emocional e psicologicamente a vítima reflete o equívoco comum … [o estudo mostra] que a gravidez não impede a resolução do trauma da violência sexual; em vez disso, com apoio amoroso, atitudes sem julgamento e empatia,  é possíveis dar as respostas emocionais e psicológicas saudáveis que ela necessita.”

Outra pesquisadora, Dra. Ingrid Skop, membro da Faculdade de Obstetrícia e Ginecologia dos Estados Unidos, fala sobre alguns dos casos mais delicados de gestação resultantes de incesto ou estupro, que são os casos que ocorrem com meninas ainda muito jovens. Traduzimos parte de sua fala sobre esses casos.

Como mãe de uma menina de 11 anos, senti-me muito triste ao ouvir o caso da menina de 10 anos de idade no Paraguai, que ficou grávida em decorrência de incesto. É natural que, quando ouvimos trágicas situações como essas, queiramos voltar o relógio para essa menina inocente. Mas isso não é possível. A pergunta que deve ser feita é: o que devemos fazer agora?

Como obstetra, alerto que a gestação para uma criança tão nova traz um risco elevado. Estatísticas mostram que há maiores risco de nascimento prematuro nesses casos, nascimento de criança com baixo peso, maior risco de anemia e subnutrição do bebê.

Por outro lado, o aborto também trazem riscos substanciais para essa menina. Submetida ao aborto, sofreria com risco de infecção, hemorragia, perfuração do útero, podendo torna-la infértil, danos ao colo do útero aumentando risco de gestações futuras terminar em nascimento prematuro, e em casos mais raros, risco de morte.

Os riscos emocionais e psicológicos são difíceis de se quantificar, e para uma menina nova vítima de incesto, é provável que possa sofrer de depressão e transtorno de estresse pós-traumático devido ao aborto. Enquanto ela possivelmente não esteja ciente de tantos riscos que o aborto à expõe, ela certamente sabe que há um bebê em seu ventre. No segundo trimestre ela pode inclusive senti-lo chutar. Meninas nessa idade normalmente amam bebês. Nesse contexto, forçá-la a terminar a gestação em aborto é algo que provavelmente trará grandes traumas emocionais.  Por outro lado, permitir que ela tenha o bebê pode proporcionar-lhe algum conforto, afinal, sabemos que muitos casos superam as dificuldades e tem desfechos positivos dessa forma.

Frequentemente o aborto é apresentado como uma falsa escolha. A escolha nessa situação não está entre o aborto e uma gestação de alto risco. Desde que seu caso obteve atenção internacional, eu tenho certeza de que há muita gente desejando proporcionar todo o cuidados e conforto necessário para essa menina, caso ela queira continuar a gestação. Com suporte social adequado, boa alimentação, cuidados pré-natais, certamente ela permanecerá saudável para ter seu bebê. Alternativa de “adoção aberta” pode permitir ainda, que a mãe mantenha relacionamento com a criança.

Situação no Brasil

Hoje no Brasil, diversos hospitais realizam abortos em casos de gestação decorrente de estupro. A norma técnica do Ministério da Saúde desobriga a apresentação de Boletim de Ocorrência (B.O.) do abuso sexual, permitindo que os estupradores possam continuar abusando sexualmente das vítimas após o aborto. Noticiado amplamente pela mídia escrita e televisiva, os grandes veículos de comunicação claramente buscam divulgar o máximo possível que o aborto está disponível de forma gratuita e sem necessidade de B.O., como forma de expandir essa prática.

O programa da Globo,  Profissão Repórter veiculado em agosto de 2017,  mostra que tem objetivo claro de ‘incentivar a expansão do aborto’ nesses casos e admite que a maioria dos abusadores estão dentro da casa das vítimas. Ao mesmo tempo simplesmente ignora o terrível fato de que a vítima vai voltar para casa e provavelmente voltará a ser abusada diariamente após o aborto. Insistem ainda, que os hospitais precisam fazer o aborto sem a necessidade de apresentação de B.O. O que se pretende com isso? dar plena liberdade para os estupradores?

Segundo informações do Diário Catarinense, citando fonte do Ministério da Saúde, 86% dos abortos feitos em hospitais no Brasil não contaram com apresentação de B.O.  Conhecendo um pouco da realidade da questão do aborto em outros países, surgem algumas perguntas:

  • Como fazer com que 86% dessas mulheres parem de ser violentadas?
  • Apenas fornecer o aborto e ainda sem B.O., não fará com que a elas sejam ainda mais violentadas?
  • O poder público restringir-se-á ao fornecimento do aborto e será negligente com a violência sexual?

Muitas mulheres vítimas de estupro e incesto que optaram por seguir em frente com a gestação de seus filhos mostram-se satisfeitas e testemunham suas histórias de superação. O apoio da família e sociedade mostra-se fundamental nesse processo. O apoio à elas não consiste em fornecer o aborto. Isso é um equívoco.

Finalizo essa breve pesquisa e traduções compartilhadas aqui, com uma história real de superação. O vídeo abaixo mostra a comovente história de uma menina que ainda adolescente, sofreu violência sexual e engravidou. Optou por dar ao seu filho o direito de nascer e sua vida mudou para sempre, em alegrias e conquistas. (Vídeo disponibilizado pelo no Choices4Life).

Informações:

Principais fontes:AfterAbortion.org  –  pesquisa de Elliot Institute , Petição para legisladores americanos Forced Abortion in America – a special report – em inglês, 26 páginas – (todos os direitos reservados a Elliot Institute-USA)

Fontes complementares: LifeSiteNews – What About Abortion in Cases of Rape and Incest? Women and Sexual Assault e Choices4life – Three 10 Year Olds Pregnant After Rape

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
relação entre aborto e nascimento prematuro

Aborto aumenta o risco de nascimento prematuro em futuras gestações

Uma revisão sistemática de estudos científicos sobre esse tema, realizada por Gabrielle Saccone e colaboradores, avaliou mais de 150 estudos publicados nas últimas quatro décadas, aos quais demonstram que a experiência do aborto provocado aumenta consideravelmente os riscos da mulher ter partos prematuros em futuras gestações.

Estudos vêm mostrando que as taxas de nascimento prematuros estão crescendo nos últimos anos em diversos países do mundo onde o aborto é legalizado. O alerta é importante porque bebês nascidos antes da hora tem maiores riscos de sofrer com diversos tipos de complicações e alguns desses riscos podem se estender por toda sua vida. Países com maior incidência de aborto como Índia, China, Paquistão, EUA, estão entre os que tem mais incidência de nascimentos prematuros no mundo, segundo ranking da OMS.

O aborto espontâneo por sua vez, não provoca o aumento do risco nas futuras gestações. Isso porque é a abertura forçada do útero, natural de muitos procedimentos de aborto induzido, que tem grande potencial de provocar os danos. Com a abertura do útero prejudicada, o órgão torna-se menos capaz de suportar a crescente pressão que ocorre no decurso das gestações que virão. Em gestações futuras, na medida que o nascituro cresce, maior é a pressão. Com o útero prejudicado pela experiência de abortos induzidos, o nascimento prematuro passa a ter seu risco extremamente aumentado.

As consequências em geral, são nascimento significativamente prematuros, trazendo elevados riscos ao bebê e às gestante. Atualmente, 1 em cada 10 nascimentos nos EUA são prematuros. Essa taxa é três vezes maior entre as mulheres negras, que acabam abortando nos EUA três vezes mais do que brancas e latinas, conforme estatísticas de aborto disponíveis.

A revisão de Saccone e colaboradores traz fortes conclusões da associação do aborto induzido com subsequentes gestações com nascimento prematuro.

Dentre as pesquisas realizadas, há estudos que também verificaram aumento desse risco após abortos feitos com misoprostol (Mirmilstein e colaboradores).

Um dos estudos dessa área, publicado no The Lancet (veículo traz grande quantidade de publicações em favor da agenda pró-legalização e expansão do aborto), analisou 7,7 mil mulheres de oito países da Europa e verificou um aumento de 285% no risco de nascimento prematuro nas gestações em que a gestante havia passado por aborto induzido, em comparação com mulheres que tinham dado a luz em gestação anterior.

Informações:

LozierInstitute.org – abortion increases risk of pre-term birth new publication

LozierInstitute.org – abortion and preterm birth educational campaign recognizes the well documented link

(em inglês) Matéria sobre aumento na taxa de prematuros nos EUA

(em inglês) Matéria sobre aumento na taxa de prematuros na Índia

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.