pesquisas brasileiras confirmam abortos forçados

Pesquisas brasileiras confirmam abortos forçados no Brasil

Fora do Brasil diversos estudos já apontaram a ocorrência de abortos forçados, em que a mulher é pressionada pelo companheiro (pai da criança em formação), amigos, chefes, pais da mulher  ou até mesmo é coagida pelo estuprador, nos casos de violência sexual.

Leia também: Mulheres são pressionadas a abortar e sofrem danos psicológicos, diz estudo 

Embora no Brasil o ambiente de pesquisa seja muito mais dominado por militantes pró-legalização, em pesquisas por vezes com outros objetivos, podem acabar coletando dados que indicam a ocorrência de abortos forçados, em que a mulher não é a decisora e acaba abortando por pressão, intimidação ou coação, exercida por terceiros. Tal realidade demonstra, mais uma vez, que a luta pela legalização do aborto é extremamente nociva para as mulheres e com o aborto legal a mulher se torna ainda mais refém de pressões para fazer abortos contra sua vontade.

Leia também: Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

Pesquisas brasileiras confirmam achados de pesquisas internacionais

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar-1O artigo acadêmico publicado por Nader, Blandino e Maciel (2007)[1]  mostra que dentre um grupo de 21 mulheres brasileiras que fizeram um aborto induzido na amostra da pesquisa, 47% delas abortou por “alguém aconselhou a abortar”. Em 38% dos casos o pai da criança em gestação quem “incentivou” e em 23,% o pai “apoiou”.

Aparentemente, a pesquisa não desejava mostrar abortos forçados e usou os termos “pai incentivou a fazer o aborto” e “pai apoiou a fazer o aborto”. Ora, qual a diferença entre as que responderam que o pai apoiou e as que responderam que o pai incentivou? Se o pai apoiou, é possível (apenas possível) que a mulher tenha tomado a decisão inicial e tido apoio na decisão. Contudo, nos 38% dos casos em que o pai incentivou, fica claro que não foi um apoio a decisão da mulher, mas uma indicação para abortar, pressão ou coação.

A pesquisa também mostra a participação por meio de “incentivo ao aborto” vindo de outros membros da família. Em 9,5% dos casos, algum familiar “incentivou” ao aborto e em 4,8% algum familiar “apoiou”. Ou seja, somando os casos em que o pai ou a família incentivaram, temos 47,6% dos casos de aborto um terceiro incentivou o aborto.

Leia também: O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto

A pesquisa indica também que 11,8% teve medo de perder o emprego, 20,6% abortou por falta de apoio do pai da criança e 17,7% por ter uma relação instável, 5,8% por medo da família e apenas 2,9%  por “não querer a criança”. Ou seja, vemos a participação de terceiros em 55,9 % dos casos. A pesquisa corrobora com achados de pesquisas internacionais, como é o exemplar da pesquisa de Coleman (2017), [2] que verificou que 58% das mulheres tinha sido forçada a abortar nos Estados Unidos.

Também no Brasil pode-se ver que metade dos abortos, ou mais, são feitos contra a vontade da mulher, por pressão de terceiros, por medo, ou em vista das condições do seu relacionamento (que não deixam de ser resultado da vontade ou “incentivo ao aborto” por parte de seu companheiro).

Outra pesquisa similar[3], também realizada no Brasil, mostrou que 21% de um grupo de adolescentes abortou unicamente porque “o parceiro não queria” e 5,3% abortou porque “a família não aceitava”. Essa pesquisa analisou 230 mulheres que haviam sido hospitalizada após curetagem por aborto, na maternidade do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco.

Em países com aborto legal coação e pressão a abortar ocorrem com maior frequência

Ao comparar estas duas pesquisas brasileiras com pesquisas científicas e documentos disponíveis sobre a realidade de outros países, em especial os coletados pelo Elliot Institute no site TheUnchoice[4], verifica-se que o aborto forçado ocorre com menos frequência no Brasil, onde o aborto é crime e a população é menos favorável a prática.

A pesquisa Synergy of Coercion, que analisou países com aborto legal, verificou:

  • Efetivamente pressionadas: 52% das mulheres
  • Sentiu pressão para abortar: 64% das mulheres
  • Abortou por não obter apoio para seguir a gestação: 67% das mulheres
  • Não viu outra alternativa: 79% das mulheres

Além desses casos, centenas de notícias e julgamentos em tribunais sobre coação e agressão a gestantes são verificados em países com aborto legal. Relatórios também apontam para ocorrência de tentativas de assassinato da gestante com objetivo de evitar o nascimento da criança.[5] [6]

A luta pela solução errada

Para a militância pró-legalização, que recebe investimento internacional de organizações ligadas às clínicas de aborto, a solução é sempre liberar o aborto e o problema dos abortos forçados nunca é tratado, tampouco fala-se sobre.

É evidente que a legalização banaliza o aborto e expõe mais mulheres ao aborto forçado, situação que aumenta a probabilidade de desenvolvimento de transtornos psicológicos e claro. Os aumentos gerais da incidência de abortos, natural em países com aborto legalizado, provoca de um um gigantesco genocídio seres humanos inocentes, que deixa rastros de morte, traumas psicológicos, danos para saúde física das mulheres, relacionamentos e famílias destruídas, aumento nas taxas de suicídio e uma profunda degradação moral.

 


Referências do artigo:

[1] Características de abortamentos atendidos em uma maternidade pública do Município da Serra – ES. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v10n4/18.pdf>. Acesso em 04 mar. 2018.

2] Coleman et. al. 2017. Women Who Suffered Emotionally from Abortion: A Qualitative Synthesis of Their Experiences. Journal of American Physicians and Surgeons, Volume 22, Number 4, Winter 2017. Acesso ao artigo em inglês. Madeira JL. Aborted emotions: regret, relationality, and regulation. Michigan J Gender & Law 2014;21:1-66.

[3] Souza, AI., Aquino, M., Cecatti, JG., Pinto e Silva, JL., 1999.  Epidemiologia do Abortamento na Adolescência. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.21 no.3 Rio de Janeiro Apr. 1999. Disponível em  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em 04 mar. 2018.

[4] Elliot Institute, 2012. Forced Abortion in America: A Special Report. Link

[5] Julie A. Gazmararian et al., “The Relationship Between Pregnancy Intendedness and Physical Violence in Mothers of Newborns,” Obstetrics & Gynecology, 85 :1031 (1995); Hortensia Amaro et al., “Violence During Pregnancy and Substance Use,” American Journal of Public Health, 80: 575 (1990); and J. McFarlane et al., “Abuse During Pregnancy and Femicide: Urgent Implications for Women’s Health,” Obstetrics & Gynecology, 100: 27, 27-36 (2002)

[6] I.L. Horton and D. Cheng, “Enhanced Surveillance for Pregnancy-Associated Mortality-Maryland, 1993-1998,”
JAMA 285(11): 1455-1459 (2001); see also J. Mcfarlane et. al., “Abuse During Pregnancy and Femicide: Urgent Implications for Women’s Health,” Obstetrics & Gynecology 100: 27-36 (2002)

Referências internas

Derosa, M. 2018. Estudos Nacionais: Mulheres são pressionadas a abortar e sofrem danos psicológicos, diz estudo 

Derosa, M. 2017. Estudos Nacioanis: O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto

Derosa, M. 2017. Estudos Nacionais: Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

 

trauma-psicologico-por-aborto-em-homens

Trauma após aborto em homens

O trauma pós-aborto para o homem pode ocorrer nos casos em que a mulher decide  o aborto contra a vontade do homem mas também quando o homem participou da decisão de abortar.

Em um clima de debate sobre aborto em que o movimento pró-escolha tenta proibir qualquer homem de  sequer dizer qualquer coisa que não seja favorável a legalização, será que é possível falar sobre a realidade dos homens que sofrem de traumas pós-aborto?

O tema pode surpreender ao senso comum mas é uma realidade, assim como os abortos forçados e a seleção de sexo por aborto, o drama de homens que não desejam ter seus filhos sendo abortados ou que se arrependem do aborto existe e é grave. Embora não passem pela experiência do procedimento, o trauma pode ocorrer.  A identificação entre pai e filho pode existir desde as primeiras semanas de gestação e a terminação da gravidez pode ocasionar impactos significativos na sua saúde mental.

“quando soubemos que ela estava grávida ela disse que minha decisão era muito importante. Eu falei que queria continuar com aquela gestação e que daria todo o suporte para ela e o bebê (…) Ela admite que viverá para o resto de sua vida com o sofrimento daquela decisão mas ela se recusa a falar com qualquer pessoa sobre o assunto”.

Infelizmente testemunhos como esse não são uma realidade tão rara quanto se imagina. Legalmente os homens não têm recursos para evitar que seus filhos sejam abortados quando a mulher deseja fazer o aborto. Muitos acabam silenciando sobre o assunto. Muitos também podem acabar aceitando o aborto por coação, pressão e falta de alternativas, mostrando que a realidade do aborto forçado ocorre tanto contra a vontade mãe quanto do pai.

Consequências do aborto para o homem

Um artigo no LifeSiteNews mostra o drama de um homem que tentou inutilmente salvar a vida de seu filho, contra a decisão da mãe de recorrer ao aborto. O homem era refugiado de Honduras e vivia no Canadá temporariamente onde o aborto é legalizado. Ao pedir auxílio ele foi informado que as leis do Canadá não só permitiam o aborto por exclusiva decisão da mulher como a protegiam de tal forma que ele mesmo poderia ser preso ou deportado caso tentasse impedir o aborto de seu filho.

Um caso noticiado no jornal The Telegraph Observer conta a tragédia do homem, de 44 anos de idade, que cometeu suicídio em frente a uma clínica Planned Parenthood em Overland Park, em 2002. Outro caso de suicídio foi registrado no LifeSiteNews.com, onde o homem de 39 anos de idade cometeu suicídio após sua namorada decidir pelo aborto de seu filho.

Não há como negar ou rejeitar estes casos. Um artigo recente no The Daily Telegraph, da Austrália, reconhece a existência desses traumas e de que muitos homens chegam a cometer suicídio por conta disso. Além disso, “traumas pós-aborto frequentemente destroem relacionamentos”, completa o artigo.

Projetos e iniciativas atuam no tratamento de traumas pós-aborto em homens

A magnitude dos traumas e a prevalência dessa ocorrência pode ser bem ilustrada pela quantidade de organizações dedicadas a tratar e apoiar homens com trauma pós-aborto.

O site PostAbortionHelp.org organiza eventos nos Estados Unidos para dar apoio psicológico e espiritual para homens que sofrem do trauma pós-aborto, tamanha é a significância deste problema social e de saúde pública.

O site SilentNoMoreAwareness.org é outro que concentra diversos testemunhos de homens que experienciaram grande sofrimento por conta do aborto, além de realizar eventos de orientação tanto nos Estados Unidos, Canadá e em outros países, contendo uma agenda frequente de eventos nos EUA e Canadá. O site Men and Abortion também apresenta soluções de aconselhamento para homens com trauma pós-aborto.

Outros sites do gênero são: PlaceToRemember e o Reclaiming Fatherhood (Chicago), que também apresenta depoimentos de vítimas. Há também uma área específica do site TheUnchoice sobre esses casos TheUnChoice.com/Men, e no site do projeto RachelsVineyard.org relacionando diversos artigos e informações relevantes.

Livros e pesquisas científicas sobre trauma pós-aborto em homens

Embora existam mais pesquisas analisando o trauma pós-aborto em mulheres, o número de livros e pesquisas sobre o trauma pós-aborto em homens já é significativo.

LIVROS

Redeeming A Father’s Heart: Men Share Powerful Stories of Abortion Loss and Recovery Paperback – May 24, 2007. (disponível na amazon)

Fatherhood Aborted Paperback – May 11, 2001. (disponível na Amazon)

Men and Abortion: A Path to Healing Paperback – September, 1999 (disponível na Amazon)

Healing a Father’s Heart: A Post-Abortion Bible Study for Men Paperback – November 1, 1996. (disponível na Amazon incluindo versão Kindle)

Breve resumo dos livros disponível em inglês no link site PostAbortionHelp.Org

ARTIGOS ACADÊMICOS

A Thematic Analysis of Men’s Experience With a Partner’s Elective Abortion.
Catherine T. Coyle, PhD, 2015. (Link par o artigo)

New Research Concerning Men’s Disclosure of Their Abortion Experience (Download PDF)
Catherine T. Coyle, PhD & Vincent M. Rue, PhD

Men’s Perceptions Concerning Disclosure of a Partner’s Abortion: Implications for Counseling (Download PDF)
Catherine T. Coyle, PhD & Vincent M. Rue, PhD

Men and Abortion: Psychological Effects (with table) (Download PDF)
Catherine T. Coyle, RN, PhD

Palestras sobre os impactos do aborto na saúde mental de homens, por Kevin Burke

Um panorama amplo sobre esse tópico é apresentado pelo Dr. Kevin Burke, responsável por essa frente de trabalho no Projeto Rachel’s Vineyard, que atua em 49 estados dos EUA:

O Dr. Kevin Burke fala, em outro de seus vídeos, em inglês, sobre comportamento suicida em homens traumatizados pela experiência do aborto.

Arrependimento pós-aborto e o caso de Steven Tyler, da banda Aerosmith.

A história do cantor Steven Tyler ficou relativamente conhecida nos Estados Unidos. Por conta de sua carreira o cantor e sua ex-namorada Julia Holcomb decidiram recorrer ao aborto tardio, em uma gestação de cinco meses. “Nosso relacionamento nunca mais foi o mesmo”, descreveu Julia. O cantor também se pronunciou e disse que ter feito o aborto foi “devastador”, representando “uma grande crise”.

A história é contada em detalhes pela ex-namorada de Tyler no vídeo abaixo:

 


Informações:

Coyle e Rue (2015). A Thematic Analysis of Men’s Experience With a Partner’s Elective Abortion.

LifeSiteNews – Why I don’t want work on the front lines

LifeSiteNews – Dad commits suicide after girlfriend threatens abortion (Pai comete suicídio após sua namorada informar sobre aborto)

The Daily Telegraph Austrália

AfterAbortion.org – evento para tratamento pós-aborto para homens

TheUnchoice.com. Later Abortions More Likely to Be Unwanted, Are Linked to Psychological Problems.

By Randall K. O’Bannon, NRL Director of Education & Research, 2016. Research reveals men’s sense of grief and helplessness in response to woman’s abortion.

Mulheres favoráveis ao aborto têm 6 a 28 vezes mais chance de abortar

Embora militantes pró-legalização insistam em argumentar que a pauta se restringe a dar condições seguras para as mulheres e faz parte de “uma política de redução de danos”, a aceitação do aborto por parte das mulheres aumenta sua exposição a essa agressão. É o que indicou uma pesquisa acadêmica brasileira feita em 2009, que entrevistou 1.121 mulheres em São Paulo-SP.

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Se cada matéria que tenta caracterizar o aborto um direito contribui para o aumento da aceitação das mulheres sobre o aborto, jornalistas e veículos de comunicação têm contribuído para o aumento dessa problemática e para uma maior exposição das mulheres aos males dos abortos.

O estudo indica que as chances de uma mulher fazer um aborto quando ela considera o aborto um direito é 6,33 vezes maior, em comparação com as mulheres que acham que o aborto deve ser mantido criminalizado e jamais fizeram um aborto. O risco aumenta ainda mais quando a mulher tem baixo grau de instrução e aceita o aborto. (pág 39)

Em outro recorte, o estudo verificou que entre as mulheres que não tinham filhos e aceitam o aborto, a chance delas cometerem um aborto provocado é 28,34 vezes maior (pág 42).

Desta forma, surge a óbvia e inescapável afirmação: o apoio massivo da mídia no sentido de sensibilizar as pessoas a aceitar o aborto, se obtém sucesso, aumenta substancialmente os riscos das mulheres se exporem aos males físicos e psicológicos do aborto. 

Os dados do DataSUS confirmam isso. A partir do suposto surto de zika vírus, amplamente explorado pela mídia, o número de internações hospitalares pós-aborto teve aumento, após diversos anos de queda constante.

O aumento no risco de cometer abortos pode ser maior se a prática for legalizada

O estudo analisou essa chance de cometimento de abortos na atual situação brasileira. Se a prática for descriminalizada, o efeito da legalização pode aumentar ainda mais as chances das mulheres cometerem abortos. Os dados de outros países demonstram que quanto mais tempo decorrido desde que o aborto foi legalizado, maior a propensão das pessoas em aceitar a prática, maior o número de abortos e também o percentual de gestações terminadas em aborto.


Informações:

Carneiro, Marta Camila Mendes de Oliveira. 2009. Prevalência e características das mulheres com histórico de aborto – Vila Mariana, 2006, São Paulo. 59p. Dissertação de mestrado. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de São Paulo.

Acesse a íntegra da dissertação de mestrado citada, (59 páginas).

aborto em gestação apos 20 semanas

Aborto após 20 semanas e a capacidade de sentir dor do feto

No Brasil, muitos defensores da legalização do aborto buscam argumentar a legitimidade do direito ao aborto usando como argumento de que até 20 semanas os fetos não seriam capazes de sentir dor. Alguns chegam a cair no silogismo “se não sente dor, não é vida”, como se a capacidade de sentir dor fosse o que definisse a vida.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarO próprio STF, ao analisar casos recentes de anencefalia ou o Habeas Corpus 124.306, ponderou que isentaria de culpa os autores de um aborto clandestino porque, dentre outros motivos, tratava-se de um aborto antes do momento em que o feto tem capacidade de sentir dor.

Contradição da pauta

O argumento da capacidade de sentir dor tem sido apresentado, em muitos casos, como pilar legitimador da interrupção da gravidez, onde grupos ditos pró-escolha são categóricos ao dizer que ‘se ele não sente dor então não há problemas em fazer um aborto’. Ora, com este argumento compreende-se que: se o feto  sente dor, não cabe o aborto; se o feto sente dor, ele teria dignidade e direito a vida.


Ao mesmo tempo que no Brasil militantes pró-aborto alegam que até 20 semanas o feto não sente dor, nos EUA não aceitam que o aborto seja limitado a 20 semanas de gestação. O “argumento” da ‘incapacidade de sentir dor’ para legitimar o aborto não passa de uma artimanha conveniente ao momento do debate. Tão logo não seja mais conveniente, mudam de “argumento científico”.


Contradição do requisito de dor

Analogamente, a polêmica questão sobre pena de morte, muito discutida em determinados países, não é solucionada com a utilização de métodos indolores de terminação da vida do criminoso. E neste caso, tem-se absoluta certeza de que o condenado terá morte indolor, algo que pode ser bastante questionável para nascituros que, com 6 semanas de vida, já apresentam reflexo de retirada frente à estímulos externos [1] e com 7, já possuem enervação periférica completamente formada [2]. Da mesma forma, não é legítimo fazer qualquer mal às pessoas que tem insensibilidade congênita à dor (doença rara que atinge menos de 1 a cada 50 pessoas).

Contradição das leis defendidas pelos grupos autointitulados pró-escolha

Ao mesmo tempo que o movimento pró-escolha argumenta que o aborto deve ser legal no Brasil até 12, 16 ou 20 semanas porque o feto não sente dor, o movimento pró-escolha rejeitou, em janeiro de 2018, nos EUA, um projeto de lei apoiado pelo Presidente Donald Trump que busca determinar que a permissão para abortos seja limitada a 20 semanas de gestação (5 meses), que é onde não se tem mais qualquer dúvida que o feto é capaz de sentir dor. Projeto de lei similar foi proposto alguns anos atrás, em 2015, e também foi rejeitado pela bancada dos apoiadores do ‘direito ao aborto’.

Sim, o movimento pelo aborto é internacional

Sabemos que a estratégia da luta pelo direito ao aborto é internacional, conforme comprovado por diversos documentos oficiais. Grupos pró-legalização no Brasil (ex. Católicas pelo Direito de Decidir, Anis Bioética, Grupo Curumim et. al.) vêm recebendo vultuosos recursos financeiros de ONGs como a IWHC (International Women’s Health Coalition) para sua militância. Pesquisas de opinião sobre a questão do aborto no Brasil também vêm sendo pagas com recursos do grupo Planned Parenthod, como mostra o site da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

Planned Parenthood

Nos EUA, a clínica Planned Parenthood se opõe frontalmente à lei que limita os abortos até 20 semanas, como pode ser visto em seu site oficial, mostrando mais uma vez que os defensores da legalização no Brasil, que atuam com recursos da Planned Parenthood, de fato apenas utilizam o argumento da ‘incapacidade de sentir dor’ como artimanha conveniente ao momento do debate, que mescla interesses financeiros da indústria da morte.

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Em meio a essas contradições, muitos ditos pró-escolha questionam pró-vidas dizendo que “não há consenso de que a vida começa na concepção”. Embora a teoria da concepção seja de longe a mais forte em termos científicos, o restante do debate reside na defesa do início da vida na nidação ou 14º dia após fecundação, ficando a teoria da sensibilidade a dor à margem, unicamente sustentada por conta do forte investimento financeiro da indústria do aborto em fomento à militância e à teimosia dos militantes.


Por:
Dra. Ana Derosa
Marlon Derosa.
02 de fevereiro de 2018.

Informações

[1] Gupta R, Kilby M, Cooper G. Fetal surgery and anaesthetic implications. Continuing Education in Anaesthesia, Critical Care & Pain. 8:2 (2008) 71-75. Okado N, Kakimi S, Kojima T. Synaptogenesis in the cervical cord of the human embryo: sequence of synapse formation in a spinal reflex pathway. J Comp Neurol. (1979) Apr 1;184(3):491-518. Condic Testimony, H.R. 1797, 23 May 2013.

[2] Belle M, Godefroy D, Couly G, Malone SA, Collier F, Giacobini P, Chédotal A (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Cell. Mar 23;169(1):161-173.e12.

BBC – A mulher que não sente dor – e que pegou no sono quando dava à luz

NYT – Senate Rejects Measure to Ban Abortion After 20 Weeks of Pregnancy

PlannedParenthood – 20-Weeks Bans

IWHC – About Us / Reports

caso rebeca pede ao STF direito de abortar

O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto – #PelaFilhadeRebeca

O caso Rebeca, da gestante que teve o pedido de abortar seu filho negado pelo STF, repete a estratégia padrão, usada para legalizar o aborto em diversos países do mundo. As organizações se valem de uma situação desse tipo e do ativismo judiciário para contornar o poder legislativo. Funcionou nos EUA, no Canadá e em tantos outros lugares, consagrando-se como uma receita para legalização do aborto.

Dentro dessa receita está o apoio massivo dos grandes veículos de comunicação, que já bastante descredibilizados, não tem mais pudores de esconder que não passam de “folhetos feministas radicais“, ou melhor dizendo, promotores de ideias globalistas muito bem financiados. No site da Marie Claire, integrante do grupo Globo, quem escreve é a própria Debora Diniz, conhecida militante da causa pró-aborto.

Os argumentos apresentados pela “especialista” seriam cômicos se não fosse triste o fato de estarem sendo publicados em veículos de comunicação que atinge a tantas pessoas. Debora Diniz tenta responder a pergunta: “Por que não dar a criança para adoração?”. A “especialista” argumenta que o que Rebeca carrega em seu útero são células transparentes que sequer são captadas pela imagem do ultrassom, e por isso não pode destinar as células para adoção. Argumenta também que as pessoas que estão criticando Rebeca não procuram as milhares de crianças na fila de adoção para por em prática seus conselhos.

Esquece-se de considerar, a nossa especialista, que no Brasil há mais casais na fila de adoção do que crianças esperando por adoção. Também parece desconhecer completamente a evolução gestacional e a tecnologia de ultrassom, uma vez que na sétima semana de gravidez, o filho (ou a filha) de Rebeca já tem um coração pulsando e já tem maozinhas, com os dedos dos pés e das mãos em fase final de desenvolvimento, estando apenas ligados por uma membrana. Ele se move constantemente e pula, como uma criança e não tem nada de transparente, ele é perfeitamente visível no exame de ultrassom. Hoje, dia três de dezembro, provavelmente seu filho já entrou na 8ª semana e já tem o nítido aspecto humano, com os dedos do pé e da mão formados e tem os primeiros movimentos voluntários de seus membros.  Por fim, talvez seja importante avisar Débora Diniz, que as adoções são feitas após o nascimento das crianças, pois ela parece desconhecer também esta parte do processo.

Se Débora Diniz “desconhece” questões tão básicas sobre o desenvolvimento humano, também não deve estar ciente das pesquisas de Shahbazi et. al. (2016), que demonstrou  a autonomia do embrião ainda antes mesmo da nidação(implantação). Ou seja, desde o primeiro dia após a concepção. Ou ainda, as mais recentes descobertas da fetologia e da embriologia, como a pesquisa de Belle et. al. (2017), que mostrou que embriões sentem dor já na 7ª semana de gestação.

A principal alegação para o pedido de autorização ao aborto, no caso Rebeca, é o sofrimento psicológico que Rebeca estaria passando. Alega que sua situação é complicada:  tem um salário baixo; possui outros dois filhos (com vida extrauterina); e está fazendo faculdade, com bolsa integral do Prouni. Assim, com o nascimento do terceiro filho ela teria que trancar a faculdade e “sofreria muito”.

Vamos desconsiderar o fato de que é um completo absurdo colocar o bem estar e perspectivas de crescimento profissional acima da vida de um ser humano, e vamos analisar somente seu bem estar e sofrimento psicológico.

Sofrimento psicológico

A psiquiatra e pesquisadora Martha Shuping trabalha, há mais de 30 anos, com mulheres que se arrependeram de ter feito um aborto e sofrem terríveis dramas psicológicos (MacNair, 2013). Ela verificou que a maioria delas foi iludidas pela venda do aborto como uma solução fácil para suas vidas e essa decisão trouxe terríveis sofrimentos psicológico para muitas delas. Uma delas, no consultório pedindo ajuda psicológica, declarou:

Três anos após meu segundo aborto eu comecei a ter pesadelos em que eu me via em um cemitério pedaços de bebês e segurando um bebê em meus braços, chorando pelos bebês que eu perdi. Eu estava… segurando um bebê e tentando fazer ele voltar a viver.

A psiquiatra comenta ainda, sobre a pesquisa de Roe et. al. (2004) que verificou que 46% das mulheres americanas que fizeram um aborto no passado sofrem com flashbacks. As imagens das cenas do aborto voltam a sua mente, como terríveis pensamentos intrusivos. No outro lado do mundo, na Bielorrússia, outra pesquisa mostrou que os flashbacks ocorrem mesmo em uma sociedade onde a população é predominantemente ateia e não havia,na época da pesquisa, qualquer movimentação ou manifestações de grupos pró-vida, mostrando que o trauma, os flashbacks e os pesadelos não acontecem por conta de uma cultura que defende a vida. Nesse pequeno país que fica na divisa com a Rússia, 76% das mulheres pesquisadas relataram flashbacks sobre a experiência do aborto.

revista estudos nacionaisA pesquisa verificou também que após o aborto, 25% das mulheres alegou sentir dificuldade de estar próxima de bebês (Rue et. al. 2004). Uma mulher chegou a pedir demissão do emprego quando viu que sua colega de trabalho estava grávida e sua barriga começava a crescer.

Algumas mulheres relataram sofrer flashbacks terríveis da experiência do aborto para realizar um simples exame ginecológico, fazendo com que ficassem até mesmo anos sem fazer exames para evitar os flashbacks (Burke e Reardon, 2002).

Será que Rebeca está ciente dessas consequências?

O livro Complications, de Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy mostra também que os problemas psicológicos gerados pelo aborto provocam um significativo aumento na probabilidade da mulher cometer suicídio. São diversas pesquisas científicas que demonstram isso.

Mas se informações de pesquisas e de uma psiquiatra com 30 anos de experiência no tratamento de mulheres traumatizadas pelo aborto não são capazes de convencer mentes extremamente obstinadas, podemos nos valer de casos próximos da nossa realidade.

A cantora paraibana Zezé Luz, hoje em seus 50 anos de idade, conta em detalhes o drama e o sofrimento psicológico real que passou a sofrer após ter feito um aborto, quando tinha 19 anos.  (matéria completa no site Sempre Família)

Elba Ramalho também fez um aborto e se arrependeu profundamente. A artista mostra como a sua história foi semelhante a casos como o da Rebeca. Elba Ramalho explica:

Quando fiz o aborto, era jovem e não tinha informação, achava que era livre e podia tudo. Devagar fui tomando consciência do que tinha feito, do que era o aborto. Considero a mesma coisa que matar uma pessoa.

A entrevista com a Elba Ramalho, disponível no site Hora de Santa Catarina deixa uma importante mensagem sobre a questão do aborto:

Falta amor no mundo. Considero um infanticídio legalizado o que está acontecendo na humanidade, uma cultura de morte que está sendo disseminada. Quando comecei a pesquisar sobre o assunto, descobri que por trás do aborto existe uma grande indústria que financia isso, e as pessoas precisam saber.

Risco associados ao aborto: saúde física

Talvez Rebeca também não esteja ciente dos riscos para saúde física que pretende se expor ao fazer um aborto, que tirará a vida de seu filho. São diversos os estudos que mostram que mulheres tornam-se inférteis durante um  “aborto seguro”, feito em clínicas especializadas onde o aborto é legal. Em gestações futuras, as mulheres passam a ter um risco aumentado de nascimento prematuro ou nascimento do bebê abaixo do peso (menos de 2500 gramas), o que expõe o filho e a mãe a uma série de riscos de saúde.

O risco de câncer de mama também aumentará significativamente para Rebeca, se ela seguir em frente e abortar seu filho.

O caso de Zezé Luz, comprova quão elevados são os riscos para a saúde da mulher. Depois que ela fez o aborto teve que fazer a curetagem. Contudo, descobriu anos mais tarde, que o procedimento da curetagem, feito em um hospital, havia provocado uma perfuração na camada do seu endométrio.

A indústria e o falso direito das mulheres

Por fim, Rebeca também precisa ver que ela está sendo usada por uma indústria que move bilhões de dólares e que se o aborto for legalizado no Brasil, os número de abortos crescerão continuamente por anos, constituindo-se um verdadeiro holocausto de bebês em formação, degradando a sociedade brasileira moralmente e provocando um verdadeiro problema de saúde pública.

Para os militantes profissionais do direito ao aborto não há nenhuma preocupação com o direito das mulheres. Trata-se de uma bandeira falsa.  Em muitos países onde o aborto legal, a legalização do aborto retirou o direito de milhares de mulheres, que serão forçadas a abortar, por seus patrões, por seus companheiros amigos e familiares, depois de estabelecida a cultura do aborto no Brasil.

Leia o artigo: Abortos forçados: a maior chaga do movimento pró-escolha

Em todos os países que o aborto é legal ocorrem abortos de meninas simplesmente pelo fato de serem mulheres. Na Índia e na China o número de fetos do sexo feminino sendo abortados é assustador. Esse é o verdadeiro feminicídio, que as ONGs feministas nunca condenam. Milhares de casais optam pelo aborto, já que ele legal e de fácil acesso, quando ficam sabendo que esperam uma menina, para tentar engravidar mais uma vez, na expectativa de que consigam conceber um menino.  O bebê de Rebeca já tem sexo definido, desde a concepção. Será que ela não está grávida de uma menina? Será que Receba tem consciência do que está participando?

 


Referências:

Belle et. al (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Disponível em http://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(17)30287-8

Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy (2013). Complications: Abortion’s Impact on Women. The deVeber Institute for Bioethics and Social Research.

Keith L. Moore (2008). Embriologia Básica. 7ª edição. São Paulo: Saunders.

Reardon, D. C., Coleman, P. K., & Cougle, J. (2004) Substance use associated with prior history of abortion and unintended birth:  A national cross sectional cohort study. American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 26, 369-383.

Rue, V.M., Coleman, P.K., Rue, J.J. & Reardon, D.C. (2004). Induced abortion and traumatic stress: a preliminary comparison of American and Russian women. Medical Science Monitor, 10(10), SR5-16.

Rachel M. MacNair (2013). Peace Psychology Perspectives on Abortion.

Speckhard, A., & Mufel, N. (2003). Universal responses to abortion?  Attachment, trauma, and grief responses in women following abortion. Journal of Prenatal &Perinatal Psychology & Health Volume,18e(1), 3-37.

 

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Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

Embora o direito ao aborto seja pauta reivindicada por grupos que dizem defender os direitos das mulheres, os direitos de milhares delas tem sido retirado com a legalização do aborto em diversos países do mundo e também no Brasil, mostrando que a legalização do aborto traz consequências drásticas e caracteriza-se um grande fracasso como luta pelo direito das mulheres.

Com a legislação mais permissiva ocorre a banalização do aborto e sua facilidade de acesso favorece que mulheres sejam forçadas a abortar contra a sua vontade.

Entenda

Os casos de abortos forçados ocorrem em todos os países que tem o aborto legal e também, em menor quantidade, onde o aborto é crime. Nos EUA, são diversos casos que são registrados. Existem abundantes registros de casos em que os pais, empregadores ou o próprio pai do bebê exige que a mulher aborte porque a gestação “não veio em boa hora”.

Nas empresas, gerentes e patrões fazem pressão para que a mulher “interrompa” a gravidez, já que para a empresa interessa evitar a ausência da funcionária no período de licença maternidade. Veja alguns casos e relatos aqui.

A quantidade de abortos forçados é tão significativa que foi criado um site chamado “The Unchoice” (sem escolha, ou não escolhido, em inglês). O site theunchoice.com, do Elliot Institute, demonstra documentos e relatos de centenas de casos de mulheres que tiveram que abortar contra a sua própria vontade.

Uma pesquisa feita no Nepal verificou que 12% das mulheres havia abortado porque foram obrigadas pelo seus companheiros ou familiares. A pesquisa feita por David Reardon, no livro Victms and Victors mostra que, nos Estados Unidos, a maioria das mulheres que fizeram um aborto foram forçadas de alguma forma.

O aborto forçado foi também institucionalizado na China, onde o governo força as mulheres a abortar com vistas no controle populacional e sob as mais variadas formas de ameaça.

EUA – Abortos em caso de estupro

É comum que mulheres que foram estupradas e engravidaram queiram ter o bebê mas que acabem abortando porque seu companheiro ou seus familiares fazem fortíssimas pressões para isso, não aprovando que ela tenha um filho do agressor e até ameaçando não receber bem ao bebê caso ela não aborte.

Muitas mulheres estupradas, ao engravidarem, são levadas pelo próprio agressor até a clínica de abortos. Como sabemos, grande parte dos casos de violência sexual podem vir de pessoas próximas, que tem certo convívio com a vítima. Nesse contexto, por coação e controle psicológico, a vítima é abusada de forma recorrente e ao engravidar continua sendo controlada e é coagida a fazer o aborto. Com a facilidade de acesso ao aborto legal, a vida do abusador tornou-se muito mais fácil. Com o recurso do aborto, o crime não é descoberto e a vítima continua sendo coagida e abusada, sofrendo o agora o trauma em dobro: abusada e abortada.

Leia também:
Aborto e câncer de mama: décadas de estudos sendo ignorados

Aborto aumenta o risco de nascimento prematuro em futuras gestações

Existem muitos casos que a justiça americana descobriu apenas depois que a vítima havia sofrido mais de cinco ou dez anos os abusos sexuais e como consequência, havia acumulado diversos abortos em seu histórico, contra a sua vontade.

No Brasil

Casos como esses também estão crescendo no Brasil. Como o aborto se tornou facilitado no Brasil para casos de estupro (mesmo sem comprovação, B.O.) certamente muitas mulheres são violentadas de forma recorrente e estão passando por este drama em nosso país.

Em consulta a algumas ONGs e associações de apoio a gestantes, no Brasil, confirmamos que uma parcela significativa de mulheres grávidas vive, hoje, o drama de querer ter seus bebês, mas ser rejeitada pela família, que pressiona a mulher a fazer o aborto, ameaçando não dar apoio à gravidez e à maternidade. Quando a gravidez é fruto de estupro, a pressão é ainda maior, muitas vezes deixando a mãe sem escolha. A família ou o companheiro obriga ela a abortar.

Segundo uma assistente social que trabalha com apoio a gestante no Brasil, “em grande parte dos casos as gestantes querem ter o filho, mas a família não aceita. É nessa hora que ela precisa do nosso apoio”, explica.  As casas de apoio a gestantes, no Brasil, são poucas e não contam com qualquer apoio do governo ou leis de incentivo e chegam a sofrer perseguição de grupos a favor da legalização do aborto, que querem fechar essas casas.

Leia também: Aborto em caso de estupro beneficia estupradores e aumenta trauma

Com a legislação atual do Brasil, que permite o aborto em caso de estupro e sem Boletim de Ocorrência, ficou mais fácil aos agressores. Eles mesmos podem levar a vítima ao hospital e garantir que seus crimes serão encobertos. Além disso, nas cartilhas do Ministério da Saúde eles não recomendam que o hospital adote posturas de investigação para verificar se se trata de um caso de abuso sexual recorrente para comunicar à polícia.

 

Sabemos que casos de abortos forçados são recorrentes em todo o mundo. Na regra atual, toda mulher atendida no serviço de abortamento ‘legal’, no Brasil, teria sido vítima de abuso sexual, cometido provavelmente por alguém próximo à família.  O fato dos hospitais serem orientados a não solicitar qualquer investigação ao atenderem as vítimas de estupro permite aos abusadores perpetuar seus crimes e expõe milhares de mulheres a abusos reiterados. Contudo, nenhum grupo feminista irá se preocupar com esse sofrimento.

Os legisladores e o Ministério da Saúde estão sendo cúmplices morais de milhares de crimes de estupro recorrente e abortos forçados pelo país.

Leia também:

Quando a decisão do aborto não é a decisão da mulher – relatos de casos reais

[Investigação] Mortalidade materna por aborto legal nos EUA é ocultada pela indústria e governo

INFORMAÇÕES E LINKS

Aborto e câncer de mama: décadas de estudos sendo ignorados

Os primeiros estudos científicos que mostraram o aborto induzido como fator de aumento de risco para o câncer de mama foram realizados em 1957 (1). Estudos vêm sendo publicados há mais de meio século com alertas sobre essa forte relação. Os estudos mais recentes, feitos nos últimos 10 a 15 anos, em todo o mundo, têm comprovado a consistência desse antigo alerta, que ao que tudo indica, é propositalmente ignorado pelos veículos de comunicação e grandes organizações que têm entre seus clientes, investidores e financiadores, grandes fundações e empresas ligadas à indústria bilionária do aborto.

Estamos no Outubro Rosa e apesar de todas essa bibliografia e histórico de pesquisas científicas ninguém fala sobre o assunto no Brasil.

1. Entenda como funciona

Durante uma gravidez o corpo da mulher passa por alterações extremamente significativas, incluindo obviamente, alterações do desenvolvimento dos seios que deverão estar preparados para amamentação ao final da gravidez.

O aborto não interrompe apenas a gravidez, mas todas essas alterações. A interrupção ocasionada pelo aborto deixa os seios da mulher semi-transformados, consequentemente instável e mais vulnerável.

No processo de maturação da mama, inerente à gestação, aumentam-se os níveis de estrogênio, que estimulam o crescimento. O crescimento se dá pela função de estímulo à divisão celular feita pelo estrogênio. Assim, se ocorrer porventura uma anomalia nesse processo de divisão celular, há o risco de se iniciar um câncer.

O estrogênio juntamente com outros hormônios preparam o corpo da mulher para amamentação, desenvolvendo aglomerados de tecidos mamários conhecidos como lóbulos. Estes hormônios aumentam o número de lóbulos no seio e depois passam por um processo de maturação. Eles desenvolvem-se do seu estado básico,  menos estáveis (conhecidos como lóbulos tipo 1 ou tipo 2) até os estados mais maduros, que são mais estáveis (chamados lóbulos tipo 3 e tipo 4).

Os lóbulos mais maduros são significativamente menos propensos a serem causadores de qualquer problema. Mas quando todo o processo da gravidez é interrompido inesperadamente por um aborto, todo este desenvolvimento é também interrompido deixando desestabilizado este processo hormonal e celular. Os lóbulos que ainda estão nos seus estados mais básicos (tipo 1 e 2), e por isso mais instáveis, têm seu desenvolvimento interrompido inesperadamente.

A imagem abaixo ilustra essas fases de maturação durante a primeira gestação.

relação entre o câncer de mama e aborto - estudos cientificos

Na 20ª semana de gestação, por exemplo, a mama passou a ter o dobro do tamanho.

Após a 20ª semana, esses lóbulos tornam-se menos instáveis e menos vulneráveis.

Após a 32ª semana de gestação, os lóbulos se desenvolveram até o tipo 4, já são capazes de produzir leite e seu estágio de maturação protegem a mulher contra o câncer de mama.

Com o nascimento, os módulos tipo 4 passam por um processo de retorno ao tipo 3, mantendo as alterações epigenéticas que protegem a mulher contra o desenvolvimento de câncer de mama.

2. Os estudos epidemiológicos

Em 2014, pelo menos 28 estudos epidemiológicos foram publicados em diversos países do mundo. Em 21 estudos, verificou-se um aumento significativo na ocorrência de câncer de mama em mulheres que fizeram um aborto.

Uma análise completa de dezenas de artigos científicos sobre o assunto foi publicada pela maior cirurgiã especializada em câncer de mama nos Estados Unidos, e uma das mais antigas pesquisadoras sobre o assunto, Dra. Angela Lanfranchi, em parceria com o Ph.D Patrick Fagan, de  133 páginas.

Outro importante estudo analisou em profundidade esta relação, e foi publicado na revista “Cancer Causes and Control“, pelo Dr. Yubei Huang e equipe. Trata-se de uma meta-analise que avaliou 36 pesquisas científicas sobre esta relação, na China. Este último estudo aponta que na média geral, pode-se considerar que a experiência do aborto aumenta em 44% o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo verificou que quando a mulher passou por 2 abortos, o risco aumenta para 76%. Nos casos de mulheres que já fizeram três abortos, infelizmente cada vez mais comum nos países onde é legalizado, o risco calculado no estudo foi para 89%.

Vale lembrar e exemplificar, que no Reino Unido, apenas em 2015, conforme dados do governo, 38% dos abortos foram feitos em mulheres que já tinham feito 1 aborto antes. Nos Estados Unidos, em média 40% dos abortos ao ano são feitos por mulheres que já fizeram 1 ou 2 abortos na sua vida.

Outro estudo com significativa abrangência foi publicado em 2007. O estudo analisou registros oficiais de casos de câncer de mama em oito países da Europa: Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda do Norte, República da Irlanda, Suécia, República Checa, Finlândia e Dinamarca. O estudo apresenta, em forma de gráfico, a correlação entre a incidência de câncer de mama e o aumento dos índices de aborto para cada 1000 mulheres, com os dados da Inglaterra e País de Gales, no período de 1998 a 2004.

O gráfico demonstra o crescimento do aborto e de casos de câncer de mama com comportamento extremamente similares.

evolução da correção entre cancer de mama e aborto

A estudo apresenta como conclusão final, com base em diversas evidências, que é possível afirmar que o crescimento dos casos de câncer de mama se deve ao aumento do número de abortos. Contudo esse estudo não utilizou-se de históricos de cada paciente. Oos estudos citados por Dra Angela Lanfranchi e pelos pesquisadores da China analisou o histórico médico dos pacientes, mostrando-se métodos mais consistentes. O estudo do Reino Unido vem no sentido de confirmar, por outro método, àquilo que dezenas de estudos mais aprofundados já tinham apontado.

3. Estudos científicos vêm respondendo aos críticos

Alguns estudos têm sido publicados criticando a ligação do câncer de mama com o aborto induzido. A tese principal argumenta que os estudos que indicam a relação entre aborto e maior incidência de câncer de mama estaria sofrendo viés porque dentro do grupo de mulheres do ‘grupo de controle’ (mulheres que não tiveram câncer de mama), poderiam haver mulheres que fizeram um aborto mas omitiram essa informação, devido à possível preconceito em torno da questão do aborto. Na hipótese desses autores, os resultados que indicam haver forte relação entre aborto e câncer não seriam suficientemente consistentes.

3.1. Primeiramente, esse viés só poderia acontecer se as mulheres do grupo controle, em todos os estudos (são dezenas), omitissem terem feito abortos e as mulheres do grupo análise, por algum motivo, resolvessem não omitir essa informação.  Ou seja, tal especulação não é minimamente razoável. Considerando a grande quantidade de estudos, realizados em tantos locais distintos no mundo, fica a pergunta: qual a probabilidade de que em todos os estudos, somente as mulheres do ‘grupo controle’ resolvessem omitir terem feito um aborto? Por que as mulheres do grupo análise não omitiram a informação ? É completamente surreal essa hipótese.

Ademais, os 36 estudos feitos na China e os 14 estudos feitos na Índia teriam baixíssimas chances de sofrer com esse viés. Isso porque na China praticamente não existe mais nenhum pudor para se falar em abortos, já que a prática é amplamente difundida.

3.2. Também cabe considerar, que não existe uma indústria milionária antiaborto. Indivíduos e organizações com orientação pró-vida não contam com financiamento de fundações milionárias, ao contrário do que ocorre com grupos pró-aborto, em todo o mundo.

3.3. Alguns partidários da defesa do aborto tentam argumentar que o ativismo pró-vida, apesar de desprovido de qualquer financiamento internacional, conta com o fervor de seus militantes pela defesa da vida. Contudo, vale considerar: a defesa da vida e a oposição ao aborto se dão pelo fato de que a vida inicia na concepção. Se porventura, hipoteticamente, algum estudo comprovasse de forma consistente, que todas essas dezenas de evidências científicas sobre a relação entre câncer de mama e aborto não procedem, ainda assim, nenhum ativista pró-vida precisaria mudar de opinião; pois seu posicionamento é defender a vida iniciada na concepção. Já, por outro lado, se um ativista pró-escolha tiver que admitir que o aborto traz tamanho malefício para as mulheres, sua posição de defesa do aborto fica seriamente comprometida. Talvez haja necessidade de mudar de ideia e não mais defender o aborto. Isso explica a relutância em aceitar esses estudos.

3.3. O National Cancer Institute, nos EUA, juntamente com algumas outras organizações médicas dizem que o aborto induzido “não pode ser relacionado ao aumento de risco de câncer de mama”. Curiosamente, dizem isso fundamentando-se em um simpósio que foi organizado em 2003. Trata-se do Workshop on Early Reproductive Events and Breast Cancer Risks.  A opinião e conclusão que chegaram nesse evento foi de que não haveria evidências suficientes para que seja considerado um fator de risco e que não há motivos para que sejam feitos mais estudos sobre essa correlação. Contudo, o evento contou com a presença de 100 cientistas e nenhum cientista que tem defende haver uma relação entre câncer de mama e aborto foi chamado para falar no evento. Tratou-se de um debate com membros selecionados para que não houvesse discordância nesse aspecto.

Contraditoriamente, a Associação Americana de Médicos alerta que as mulheres devem ter o direito de saber sobre todos os alertas que a comunidade científica tem feito, antes de tomar sua decisão sobre qualquer procedimento médico.

4. A maior evidência para ligação do câncer de mama e aborto: estudos feitos na Índia

Não bastasse as fortes evidências dos estudos produzidos na Europa e China, um estudo realizado na Índia parece trazer ainda mais elementos para indicar a correlação.

Isso porque neste vasto país, com mais de 1 bilhão de habitantes, o câncer de mama apresenta-se na população geral com baixos índices. Especialistas explicam que um dos fatores que pode explicar os baixos índices de câncer de mama na Índia é o fato de que as mulheres se casam e têm filhos mais cedo do que a média de outros países, e a amamentação é um fator positivo que diminui os riscos do desenvolvimento de câncer de mama (a constatação sobre a redução do risco de câncer devido à amamentação não traz polêmica entre os médicos. Trata-se de uma questão ‘pacificada’).

É nesse cenário da Índia fica ainda mais fácil verificar a diferença entre os riscos de desenvolvimento de câncer de mama.

São diversos estudos que apontam haver fortes indícios de ligação da experiência do aborto com o aumento no risco do câncer de mama. O LifeSiteNews analisou 14 estudos científicos sobre o tema e verificou que, na média geral, os estudos apontam que a experiência do aborto pode aumentar em 439% o risco de câncer de mama.

Em vista disso, analisei individualmente, 12 dos 14 estudos citados no LifeSiteNews, buscando diretamente em cada artigo avaliar sua consistência metodológica, sua qualidade, representatividade, e claro, conferindo se efetivamente essas foram as conclusões tiradas em suas  pesquisas. Com isso, montei o resumo abaixo, em forma de tabela, onde trago algumas informações básicas destes estudos e os links para quem desejar lê-los na sua íntegra e contribuir no debate em torno da questão. Estão todos em inglês.

N

Publicado por / Instituição / Revista / Grupo e Ano da publicação e Link

Região Grupo controle Grupo análise Aumento de risco apurado
1 Department of Surgery and Radiology, University College of Medical Sciences & GTB Hospital, Delhi, India (2011)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22830135
N.Kaur 123 115
  • 179%
2 Journal of Ayub Med Coll. (2011)
Oncology clinic – Hospital of Karachi, Pakistan
http://medind.nic.in/jav/t11/i4/javt11i4p163.pdf
Paquistão 224 224
  • 580%
3 Indian Journal of Cancer(2011)
http://www.indianjcancer.com/text.asp?2011/48/3/303/84928
Bhopal (MP) India 215 215
  • 91%
4 Wolrd Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences -2014
http://www.wjpps.com/wjpps_controller/abstract_id/1454
West Bengal – India 127 108
  • 966%
5 Radiotherapy and Medicine, JIPMER (Hospital especializado) – 2013
http://www.indianjcancer.com/article.asp?issn=0019-509X;year=2013;volume=50;issue=1;spage=65;epage=70;aulast=Balasubramaniam
152 152
  • 108%
6 Hospital Aurangabad, Maharashtra, India – 2014
http://www.ibimapublishing.com/journals/ENDO/2014/872124/872124.pdf
U.Talkalar – India 220 220
  • 180%
7 Cancer Epidemiology – The International Journal of Cancer Epidemiology, Detection and Prevention (ELSEVIER) – 2010
http://www.issues4life.org/pdfs/20100226_prolonged.pdf
Sri lanka – India 203 100
  • 242%
8 J Dhaka Medicine College – 2013.
http://www.banglajol.info/index.php/JDMC/article/viewFile/15628/11078
Bangladesh – India 262 262
  • 1.962%
9 New Delhi Hospital, Departments of Surgery/Surgical Oncology – 2013 – http://www.indianjcancer.com/text.asp?2013/50/4/316/123606 A.S. Bhadoria 320 320
  • 626%
10 Indian J. Prev. Soc. Med. Vol 39. – 2008
medind.nic.in/ibl/t08/i1/iblt08i1p71.pdf
M. Rai 65 65
  • 121%
11 Department of Surgical Oncology, GKNM Hospital, Coimbatore-641037, India. 2012

http://indianjournals.com/ijor.aspx?target=ijor:ajrssh&volume=2&issue=3&article=002

K.S. Santhy 200 200
  • 22%
12 Indian Journal of Community Medicine – 2013

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3714949/

R. Kamath 94 94
  • 475%

No Globalismo não se aceita nenhuma crítica ao aborto

Nos Estados Unidos, em apenas 8 estados existem leis que exigem que as mulheres sejam alertadas, antes de decidir fazer um aborto, sobre a existência de estudos que apontam haver um aumento no risco de câncer de mama após o aborto.

As pressões políticas e comerciais contribuem fortemente para que o tema não seja falado e não se alerte sobre esse risco. Uma agente importante no debate é a Fundação Susan G. Komen, que atua em campanhas de prevenção e conscientização ao câncer de mama nos EUA. A fundação tem como fundadora Nancy Brinker, que foi membro do conselho da Planned Parenthood. Atualmente, o site da Fundação Susan G. Komen mostra que mantêm seu trabalho graças aos parceiros: Fundação Ford e Bank of America. Sobre a ligação da Fundação Ford com a causa abortista creio ser desnecessário falar, tamanha abundância de citações, evidências e projetos de expansão ao acesso ao aborto no mundo todo, que são subsidiados com investimento da Fundação Ford. Sobre o Bank of America, a instituição financeira contribui para pelo menos 16 organizações pró-aborto nos Estados Unidos.

Quando o assunto é aborto, no discurso globalista, nenhuma crítica pode ser levantada.  Para sustentar a ideia do direito ao aborto os seus partidários não aceitam que seja imputada nenhum ponto negativo da prática do aborto, como se fosse um ato genuinamente bom e benéfico e que só traz benefícios.

Leia também: Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

Fontes e informações:

1. Segi M, e outros. An epidemiological study on cancer in Japan. GANN. 1957; 48: 1-63.

2. Artigo sobre relação aborto e câncer de mama – com diversas referências bibliográficas/livros e artigos

3.LifeSiteNews – Meta Analysis of 36 Chinese studies shows abortion increases breast cancer

4. Angela Lanfranchi, M.D., FACS, and Patrick Fagan, Ph.D, “Breast Cancer and Induced Abortion: A Comprehensive Review of Breast Development and Pathophysiology, the Epidemiologic Literature, and     Proposal for Creation of Databanks to Elucidate All Breast Cancer Risk Factors”
Disponível em PubMed http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25189012 e  em: http://www.bcpinstitute.org/papers/ILM_Vol%2029_No1_1-133.pdf

5. P. Carroll, “The Breast Cancer Epidemic: Modeling and Forecasts Based on Abortion and Other Risk Factors” Journal of American Physicians and Surgeons (2007) http://www.jpands.org/vol12no3/carroll.pdf

6. Site AfterAbortion.org: risco relacionado ao aborto

8. Cancro de mama – artigo – aborto.com.br

9. [um dos estudo que tentou criticar a ligação entre aborto e câncer de mama] 1998 Nov;53(11):708-14.  The alleged association between induced abortion and risk of breast cancer: biology or bias?

 

Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO[1]
Artigo de Dr. Hélio Angotti Neto,  publicado no site do SEFAM – Seminário de Filosofia Aplicado à Medicina, em 14/11/2016.

O aborto é uma máquina de fazer dinheiro. Comece com um bebê ainda no útero de sua mãe, acrescente um carniceiro abortista ávido por verdinhas e obtenha mais duas vítimas sem muito esforço: a mãe e seu filho abortado. Equação sangrenta e lucrativa, pelo menos para o abortista.

Não exagero. Ou você realmente acha que médicos – se podemos chamá-los assim – matam fetos e bebês por caridade de suas alminhas santas?

Tome por exemplo a megaempresa abortista Planned Parenthood (PP), fundada pela eugenista Margareth Sanger, de quem falarei mais adiante e cujo legado de eliminação racial ainda perdura. Veja alguns números:

– Realizou 323.999 abortos em 2014, isto é, ceifou 888 vidas por dia ou uma vida a cada 97 segundos. Um prodígio da carnificina.[2]

– Foi responsável por um terço dos abortos realizados nos Estados Unidos em 2011 (333.964 em 1,06 milhões de mortes).[3]

– De 2011 a 2014 fez 1.312.728 abortos e ofereceu mais 1,3 milhões de kits de contracepção de emergência (isto é, mais abortos farmacológicos).[4]

Verdade seja dita, o aborto é o holocausto contemporâneo dos indefesos.

Toda essa casuísta genocida é justificada, ou pelo menos amenizada, por meio de desculpas como aquela que afirma ser o aborto somente uma atividade minoritária entre os muitos serviços de saúde prestados pela PP. Pelo menos isso funciona como fator de alívio na cabeça de muitos abortistas.

Tais serviços de saúde incluiriam campanhas de prevenção contra o câncer de mama, acompanhamento pré-natal e referência para adoção. Porém, antes que uma lágrima comovida escorra do canto de algum olho de crocodilo, tenho que revelar que tais serviços têm caído de forma consistente nos últimos anos.[5]

A sangrenta realidade é que 94% do que a PP faz é abortar.[6]

Apesar de divulgarem a cifra mágica de 3% de serviços ligados ao aborto, uma análise da distorção estatística revela a marota manipulação de dados. Um pacote de serviço de pré-natal é contado, em cada visita, como um serviço isolado. Um atendimento com diversos procedimentos conta como um serviço isolado para cada procedimento. Nesse superfaturamento macabro, o principal serviço da PP – o aborto – é maquiado.[7]

A PP é tão boa em praticar a maldade que até ousam estipular uma cota de quantos bebês precisam morrer por ano.[8] Stálin, com suas cotas de deportados para Gulags na Sibéria, ficaria orgulhoso.

Apesar de a PP declarar-se como uma organização sem fins lucrativos, seu orçamento no biênio 2014-2015 foi de 1,3 bilhões de dólares.[9] Dessa montanha de dinheiro, 554 milhões de dólares saíram dos cofres públicos, sustentados por muitos cristãos a favor da vida.[10]

Como se não bastasse o lucro imoral obtido com a matança de milhões, a PP ainda foi capaz de faturar com a venda de pedaços de bebês e fetos. É um açougue de gente![11]

Mas se não deu tempo de abortar, sem problemas. Há como lucrar enquanto são crianças, como mostra a cumplicidade com a prostituição infantil. Abortemos as crianças das crianças.[12]

Com tanto dinheiro na jogada, é claro que os abortistas lutarão com unhas e dentes – ou melhor, curetas e aspiradores – para que a fonte jamais seque. Embora se declarem apartidários, promovem intenso lobby e injetam dinheiro na campanha de candidatos abortistas em todas as instâncias políticas.[13]

De volta ao legado racista e eugenista da senhora Sanger, tão celebrada por progressistas como Hillary Clinton, nota-se que 79% das instalações abortistas ficam nas periferias onde habitam afrodescendentes e latinos.[14] Minorias perfazem 64% dos abortos nos Estados Unidos e para cada criança branca abortada são abortadas cinco crianças negras.[15] Há inclusive uma disposição em aceitar doações especialmente destinadas ao aborto seletivo de determinados grupos étnicos.[16]

A próxima vez que você questionar sobre a razão de o aborto ser tão defendido por certos grupos de interesse, tenha em mente que, ao contrário de cuidar por meio da cura, do alívio e do consolo, matar é extremamente fácil, e muito lucrativo também.

Hélio Angotti Neto


Referências:

[1] Artigo baseado no relatório do Family Research Council, de janeiro de 2016, disponível em: http://downloads.frc.org/EF/EF15F70.pdf

[2] “Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, https://www.plannedparenthood.org/files/2114/5089/0863/2014-2015_PPFA_Annual_Report_.pdf

[3] “Induced Abortion in the United States,” Guttmacher Institute, July 2014, accessed July 24, 2015,

http://www.guttmacher.org/pubs/fb_induced_abortion.html; “Planned Parenthood, Care. No matter what, 2011-2012 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016,

http://www.plannedparenthood.org/files/4913/9620/1413/PPFA_AR_2012_121812_vF.pdf

[4] “Planned Parenthood, Care. No matter what, Annual Report 2011-2012,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/4912/9620/1413/PPFA_AR_2012_121812_vF.pdf ; “Planned

Parenthood, Care. No matter what, Annual Report 2012-2013,” Planned Parenthood Federation of

America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/7413/9620/1089/ARFY13_111213_vF_rev3_ISSUU.pdf ;

“Planned Parenthood, Our Health. Our Decisions. Our Moment, Annual Report 2013-2014,” Planned

Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, http://www.plannedparenthood.org/files/6714/1996/2641/20132014_Annual_Report_FINAL_WEB_VERSION.pdf ; “Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” Planned Parenthood Federation of America, accessed January 5, 2016, https://www.plannedparenthood.org/files/2114/5089/0863/2014-2015_PPFA_Annual_Report_.pdf ; Susan Wills, Esq. “New Studies Show All Emergency Contraceptives Can Cause Early Abortion,” Charlotte Lozier Institute, January 1, 2014, accessed July 24, 2015,

https://www.lozierinstitute.org/emergencycontraceptives/ .

[5] “Planned Parenthood, 2011-2012 Annual Report,” p. 2-3; “Breast Health Initiative,” Planned Parenthood, accessed July 24, 2015, http://www.plannedparenthood.org/about-us/newsroom/breast-healthinitiative ; “Planned Parenthood and Mammograms,” Fact Check, October 18, 2012, accessed July 24, 2015, http://www.factcheck.org/2012/10/planned-parenthood-and-mammograms/ ; “Cecile Richards Lied About Mammograms, Finally Comes Clean,” Breitbart, accessed October 6, 2015, http://www.breitbart.com/big-government/2015/09/30/cecile-richards-lied-mammograms-finallycomes-clean/

[6] “Planned Parenthood, 2011-2012 Annual Report,” accessed July 24, 2015, p. 5.

[7] Abby Johnson, “Planned Parenthood Business Model All About Abortion,” LifeNews.com, April 5, 2011, accessed July 24, 2015, http://www.lifenews.com/2011/04/05/abby-johnson-planned-parenthoodbusiness-model-all-about-abortion/ ; Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 30.

[8] “Exposed: Former Planned Parenthood Director Says It Has Abortion Quotas,” LifeNews.com, accessed

October 8, 2015, http://www.lifenews.com/2014/04/16/exposed-former-planned-parenthood-directorsays-it-has-abortion-quotas/

[9] Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 34.

[10] Planned Parenthood, 2014-2015 Annual Report,” accessed January 5, 2016, p. 32-33.

[11] “Investigative Footage,” The Center for Medical Progress, accessed July 24, 2015, http://centerformedicalprogress.org/cmp/investigative-footage ; Abby Ohlheiser, “Congressional, state investigations into Planned Parenthood underway after undercover video goes viral,” The Washington Post, July 15, 2015, accessed July 24, 2015, http://www.washingtonpost.com/news/acts-of-faith/wp/2015/07/15/congressional-stateinvestigations-into-planned-parenthood-underway-after-undercover-video-goes-viral

[12] “Exposing Planned Parenthood’s Cover-up of Child Sex Trafficking,” Live Action, accessed July 24, 2015, http://liveaction.org/traffick

[13] “Planned Parenthood,” The Sunlight Foundation, Influence Explorer, accessed July 24, 2015,

http://influenceexplorer.com/organization/planned-parenthood/a3bf2b2a33a84534a706a2d04c52de95

[14] “Map Guide,” Protecting Black Life, accessed October 20, 2015, http://www.protectingblacklife.org/pp_targets/

[15] Susan A. Cohen, “Abortion and Women of Color: The Bigger Picture,” Guttmacher Policy Review 11, (Summer 2008): 3, accessed July 24, 2015, http://www.guttmacher.org/pubs/gpr/11/3/gpr110302.html

[16] The Planned Parenthood Racism Project, Live Action, accessed July 24, 2015, http://liveaction.org/theplanned-parenthood-racism-project/

autanasia-no-canada-contra-a-vida-humana

A disbioética contra a vida humana – por Dr. Hélio Angotti Neto

No periódico DIGNITAS, do Center for Bioethics and Human Dignity (Volume 23/3), Edward Grant, professor do renomado Centro Pellegrino de Bioética Clínica da Universidade de Georgetown, relata o avanço da eutanásia e do suicídio assistido sobre diversos países.
Sua preocupação é que matar o paciente torne-se, inevitavelmente, numa das formas elencadas mais fáceis, baratas e frequentes de lidar com pacientes graves.
disbioética da eutanasia dr. hélio angotti neto

George Weigel, do Centro de Políticas Públicas e Ética de Washington

Em seu artigo, reproduz o relato do autor George Weigel:
Durante o acampamento de verão de minha paróquia no interior de Quebec, três anciões receberam o diagnóstico de câncer no hospital local, um estabelecimento interiorano a uma hora de viagem de carro do centro urbano de Ottawa e ainda mais distante da super secular Montreal. Porém, após a informação do diagnóstico, a primeira questão perguntada para cada uma dessas pessoas foi ‘você quer fazer eutanásia?’ É isso o que o sistema canadense de eutanásia alcançou em apenas poucos meses: colocou a eutanásia no topo das opções do cardápio proposto para pessoas gravemente doentes. (destaques do próprio autor)
Grant se questiona sobre como os novos médicos serão ensinados nesse contexto. Serão eles instruídos a oferecer a eutanásia como qualquer outra opção ou até mesmo como a primeira opção? Serão eles pressionados para corte de gastos monetários e emocionais com a eliminação dos “casos difíceis”?
Respeitarão aqueles que alegam objeção de consciência?
Por, Dr. Hélio Angotti Neto
Artigo original publicado originalmente no site do SEFAM – Seminário de Filosofia aplicado à Medicina, em 30 de dezembro de 2016.
Informações:
GRANT, Edward R. Cracks in the wall: confronting the legalization of physician-assisted suicide and euthanasia. DIGNITAS, 2016, Volume 23(3), p.1, 4-6.
aborto em caso de estupro no brasil foto

[Dossiê] Aborto em caso de estupro beneficia estupradores e aumenta o trauma

Apesar do aborto em caso de estupro ser amplamente defendido como um grande direito das mulheres, poucos sabem a realidade desses casos. Pesquisas científicas ao redor do mundo vêm analisando o drama vivido pelas mulheres que sofrem violência sexual e engravidam em sua decorrência e veem a experiência do aborto como extremamente traumática. Além disso, muitas são forçadas a abortar, sendo vítimas mais uma vez.

Uma pesquisa feita com 192 mulheres, descrita no livro Victims and Victors, verificou que:

– Aproximadamente 80% das mulheres que fizeram aborto por conta de estupro alegam que o aborto foi uma solução errada para seu problema;
– Em quase todos os casos de aborto em caso de estupro a decisão do aborto foi tomada pelo violentador, para ocultar seu delito e continuar abusando sexualmente da vítima após o aborto;
– Nenhuma mulher que deu à luz ao bebê manifestou arrependimento da decisão tomada. Nenhuma delas disse que preferia ter abortado.

Diversos estudos têm demonstrado que a experiência do aborto por si, já traz uma série de consequências negativas e graves à saúde física e mental para uma grande parcela das mulheres. A pesquisa focada nas vítimas de abuso sexual mostra que os danos psicológicos ficam ainda mais acentuados nesses casos.

Quem toma a decisão do aborto?

A pesquisa mostra, que na maioria dos casos não é a mulher que toma a decisão de abortar. Dentre as 192 mulheres pesquisadas, a maior parte daquelas que abortou alegou ter sofrido forte pressão da família, companheiros, amigos e dos médicos para fazer o aborto e não desejavam abortar.

Grupo de mulheres vítimas de estupro e incesto que engravidaram assinam petição aos Legisladores americanos

A petição foi assinada por dezenas mulheres vitimas de incesto ou estupro que engravidaram e manifestam-se veementemente contra a agenda abortista. A petição tem o nome de 38 dessas mulheres e destaca que outras tantas integrantes do grupo, preferiram não se identificar.

Trata-se de um manifesto contra a exploração recorrente dessas trágicas experiências, pelos políticos e lobistas da indústria do aborto, que apenas usam esses casos para sensibilizar a opinião pública e aprovar leis que vão ao encontro de seus interesses.

Na petição, o grupo de mulheres vítimas de violência, ressalta que esses políticos e lobistas que dizem estarem representando-as, jamais pararam para ouvi-las e dar qualquer suporte às vítimas de incesto ou estupro. Argumentam que eles desconhecem completamente as necessidades dessas vítimas.

A petição destaca que muitas delas levam a gravidez adiante criando seus filhos. Outras tantas entregam seus filhos para adoção, e outras recorrem ao aborto. Comprova ainda, ao declara que dentre as que abortaram, muitas foram forçadas a fazer o aborto por ‘amigos’, companheiros, familiares, empregadores ou médicos, ao invés de lhes ser dado o devido apoio emocional para tratar seu trauma e cuidar dos filhos. Destacam ainda que “para muitas de nós, o trauma físico e emocional causado pelo aborto é igual ou ainda pior do que o trauma do estupro ou incesto”.

Estupradores tem se beneficiado com a facilidade do acesso ao aborto

Nos EUA, tem sido cada vez mais comum que os estupradores só passem a ser rastreados e presos depois que a vítima já abortou duas, três ou até 10 vezes.

Vasta documentação, processos judiciais e pesquisas mostram que o ‘direito’ ao aborto em caso de estupro vem sendo usado contra as mulheres nos EUA. Quanto mais liberal e mais fácil o acesso ao aborto, maiores podem ser os danos para as mulheres.

“Direito” ao aborto em caso de estupro é usado contra as mulheres nos EUA.

Em 2002, a Justiça do estado do Arizona condenou uma das filiais da Planned Parenthood por sua negligência quanto ao caso de uma menina de 13 anos de idade, que vinha sofrendo abuso sexual e o fato só foi notificado às autoridades quando a menina voltou à clínica para fazer o seu segundo aborto em seis meses. A promotoria alertou que a menina poderia ter sido poupada de meses de abusos sexuais e da traumática experiência de um segundo aborto se a clínica tivesse informado às autoridades sobre o primeiro aborto. O abusador, que era irmão da vítima, foi preso a partir da notificação feita somente quando do segundo aborto.

Veja a seguir uma série de casos registrados que foram compilados pelo site TheUnchoice, do Elliot Institute, nos EUA.

Em New Orleans, um homem de 41 anos foi condenado por violentar as duas filhas de sua namorada e usar o aborto para encobrir seu crime. As vítimas, que eram gêmeas, permaneceram sendo violentadas por 7 anos, desde os 10 até os seus 17 anos de idade. Uma das vítimas informou que tinha feito dois abortos, um quando tinha 15 e novamente quando tinha 17 anos de idade. O estuprador foi quem às obrigou a fazer o aborto e pagou os custos do primeiro aborto. A mãe da vítima pagou pelos custos do segundo aborto.

Fonte original: “Man Uses Abortion to Cover Up Sisters’ Rapes,” Pro-Life Infonet, April 13, 2003, attributed to New Orleans Times Picayune.

No estado de Baltimore, os pais de três adolescentes foram condenados por abuso sexual e coação ao aborto. O pai das vítimas às violentou por um período de pelo menos nove anos. As vítimas foram obrigadas a fazer pelo menos 10 abortos e pelo menos cinco desses abortos foram feitos na mesma clínica de abortos.

Fonte original: Jean Marbella, “Satisfactory explanations of sex crime proved elusive,” Baltimore Sun, Oct. 31, 1990; M. Dion Thompson, “GBMC, doctor suspected nothing amiss,” Baltimore Sun, Oct. 31. 1990; “Family Horror Comes to Light in Story of Girls Raped by Father,” Baltimore Sun, November 4, 1990; Raymond L. Sanchez, “Mother Sentenced in Rape Case,” Baltimore Sun, Dec. 6, 1990

No estado do Kansas, registrou-se o caso de uma menina foi abusada sexualmente por 10 anos e foi obrigada a fazer pelo menos quatro abortos. O agressores era o seu padrasto. Ela voltava para casa após o aborto e continuava a ser violentada. O caso foi descoberto porque por um grupo de pessoas pró-vida, quando a menina foi até a clínica de abortos e encontrou o grupo que lá manifestava. Nos quatro abortos anteriores a clínica jamais denunciou o caso às autoridades.

Fonte original: The Newsletter of Life Dynamics, Inc. (www.LifeDynamics.com), Edition 2, 2008, p. 4.

Leia também: abortos provocam sérios danos físicos psicológicos para as mulheres

A verdadeira ajuda para vítimas de incesto e estupro

Em 1979, a Dra. Sandra Mahkorn, fez uma pesquisa sobre como dar suporte às vítimas de estupro que ficaram grávidas. Incrivelmente, até hoje há poucas pesquisas feitas nessa área que não envolvam simplesmente a proposta do aborto como “única solução”.

A pesquisa mostrou que primeiramente, a mulher precisa de apoio psicológico para superar os sentimentos e traumas da experiência do estupro ou incesto. A pesquisa verificou também, que quando questionadas sobre ‘o que elas consideravam mais difícil’, a maioria respondeu que era a pressão social. Também foi visto que logo após à violência sofrida e ao diagnóstico da gravidez, muitas sentem raia e aversão ao bebê. Mas conforme a gestação evolui, as mulheres passam a ter sentimentos positivos sobre o filho que estão esperando. Com isso, a grande maioria das mulheres tem uma visão bastante positiva de si mesmas e de seu filho quando chega ao final da gestação, sendo para elas, uma criança muito bem vinda.

A pesquisadora ainda destaca:

“A crença de que a gravidez após o estupro devastará emocional e psicologicamente a vítima reflete o equívoco comum … [o estudo mostra] que a gravidez não impede a resolução do trauma da violência sexual; em vez disso, com apoio amoroso, atitudes sem julgamento e empatia,  é possíveis dar as respostas emocionais e psicológicas saudáveis que ela necessita.”

Outra pesquisadora, Dra. Ingrid Skop, membro da Faculdade de Obstetrícia e Ginecologia dos Estados Unidos, fala sobre alguns dos casos mais delicados de gestação resultantes de incesto ou estupro, que são os casos que ocorrem com meninas ainda muito jovens. Traduzimos parte de sua fala sobre esses casos.

Como mãe de uma menina de 11 anos, senti-me muito triste ao ouvir o caso da menina de 10 anos de idade no Paraguai, que ficou grávida em decorrência de incesto. É natural que, quando ouvimos trágicas situações como essas, queiramos voltar o relógio para essa menina inocente. Mas isso não é possível. A pergunta que deve ser feita é: o que devemos fazer agora?

Como obstetra, alerto que a gestação para uma criança tão nova traz um risco elevado. Estatísticas mostram que há maiores risco de nascimento prematuro nesses casos, nascimento de criança com baixo peso, maior risco de anemia e subnutrição do bebê.

Por outro lado, o aborto também trazem riscos substanciais para essa menina. Submetida ao aborto, sofreria com risco de infecção, hemorragia, perfuração do útero, podendo torna-la infértil, danos ao colo do útero aumentando risco de gestações futuras terminar em nascimento prematuro, e em casos mais raros, risco de morte.

Os riscos emocionais e psicológicos são difíceis de se quantificar, e para uma menina nova vítima de incesto, é provável que possa sofrer de depressão e transtorno de estresse pós-traumático devido ao aborto. Enquanto ela possivelmente não esteja ciente de tantos riscos que o aborto à expõe, ela certamente sabe que há um bebê em seu ventre. No segundo trimestre ela pode inclusive senti-lo chutar. Meninas nessa idade normalmente amam bebês. Nesse contexto, forçá-la a terminar a gestação em aborto é algo que provavelmente trará grandes traumas emocionais.  Por outro lado, permitir que ela tenha o bebê pode proporcionar-lhe algum conforto, afinal, sabemos que muitos casos superam as dificuldades e tem desfechos positivos dessa forma.

Frequentemente o aborto é apresentado como uma falsa escolha. A escolha nessa situação não está entre o aborto e uma gestação de alto risco. Desde que seu caso obteve atenção internacional, eu tenho certeza de que há muita gente desejando proporcionar todo o cuidados e conforto necessário para essa menina, caso ela queira continuar a gestação. Com suporte social adequado, boa alimentação, cuidados pré-natais, certamente ela permanecerá saudável para ter seu bebê. Alternativa de “adoção aberta” pode permitir ainda, que a mãe mantenha relacionamento com a criança.

Situação no Brasil

Hoje no Brasil, diversos hospitais realizam abortos em casos de gestação decorrente de estupro. A norma técnica do Ministério da Saúde desobriga a apresentação de Boletim de Ocorrência (B.O.) do abuso sexual, permitindo que os estupradores possam continuar abusando sexualmente das vítimas após o aborto. Noticiado amplamente pela mídia escrita e televisiva, os grandes veículos de comunicação claramente buscam divulgar o máximo possível que o aborto está disponível de forma gratuita e sem necessidade de B.O., como forma de expandir essa prática.

O programa da Globo,  Profissão Repórter veiculado em agosto de 2017,  mostra que tem objetivo claro de ‘incentivar a expansão do aborto’ nesses casos e admite que a maioria dos abusadores estão dentro da casa das vítimas. Ao mesmo tempo simplesmente ignora o terrível fato de que a vítima vai voltar para casa e provavelmente voltará a ser abusada diariamente após o aborto. Insistem ainda, que os hospitais precisam fazer o aborto sem a necessidade de apresentação de B.O. O que se pretende com isso? dar plena liberdade para os estupradores?

Segundo informações do Diário Catarinense, citando fonte do Ministério da Saúde, 86% dos abortos feitos em hospitais no Brasil não contaram com apresentação de B.O.  Conhecendo um pouco da realidade da questão do aborto em outros países, surgem algumas perguntas:

  • Como fazer com que 86% dessas mulheres parem de ser violentadas?
  • Apenas fornecer o aborto e ainda sem B.O., não fará com que a elas sejam ainda mais violentadas?
  • O poder público restringir-se-á ao fornecimento do aborto e será negligente com a violência sexual?

Muitas mulheres vítimas de estupro e incesto que optaram por seguir em frente com a gestação de seus filhos mostram-se satisfeitas e testemunham suas histórias de superação. O apoio da família e sociedade mostra-se fundamental nesse processo. O apoio à elas não consiste em fornecer o aborto. Isso é um equívoco.

Finalizo essa breve pesquisa e traduções compartilhadas aqui, com uma história real de superação. O vídeo abaixo mostra a comovente história de uma menina que ainda adolescente, sofreu violência sexual e engravidou. Optou por dar ao seu filho o direito de nascer e sua vida mudou para sempre, em alegrias e conquistas. (Vídeo disponibilizado pelo no Choices4Life).

Informações:

Principais fontes:AfterAbortion.org  –  pesquisa de Elliot Institute , Petição para legisladores americanos Forced Abortion in America – a special report – em inglês, 26 páginas – (todos os direitos reservados a Elliot Institute-USA)

Fontes complementares: LifeSiteNews – What About Abortion in Cases of Rape and Incest? Women and Sexual Assault e Choices4life – Three 10 Year Olds Pregnant After Rape