As evidências do início da vida na concepção vs. opiniões e subjetividades

Há mais de um século a ciência defende e reitera: a vida inicia com o processo de fertilização ou concepção. Isso vale para todos os animais de reprodução sexuada incluindo nós seres humanos.

Para desprazer de certas agendas políticas e ideológicas os avanços da ciência não têm colaborado muito. Quanto mais avança a ciência e suas tecnologias mais claro tem se tornado o fato do início da vida ser a fertilização.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar-1Não é a toa que foi dado o nome de contraceptivo ou anticoncepcional às famosas pílulas. Embora as pílulas tenham sido criadas e introduzidas no mercado por pessoas que defendiam o aborto de forma bastante ampla, o termo demonstra a preocupação que se tinha: evitar a concepção de embriões.

A história envolvendo o advento da contracepção artificial e da luta pelo direito do aborto é repleta de polêmicas e posturas que atentam contra os direitos humanos e princípios éticos, como pode ser visto ao conhecer um pouco de Margaret Sanger, intitulada a criadora da pílula e mentora do movimento e indústria da contracepção e do aborto no mundo atual.

Definitivamente não é necessário debater sobre a alma humana, sobre as origens transcendentes da vida ou sobre a posição de qualquer religião acerca desses temas. Embora essas abordagens também adicionem sentidos de grande relevo, se restringirmos o debate apenas aos conhecimentos científicos e a razão humana já teremos elementos suficientes para ver o início da vida humana e dialogar com nosso momento atual, usos e costumes, movimentos culturais, interesses e ideologias envolvidas.

Início da vida na concepção na visão da ciência

As evidências científicas e recentes avanços não só indicam que o início da vida ocorre na concepção como nos trazem muitas formas de ver isso.  Se partirmos da simples descrição biológica vemos que é na concepção ou fertilização, com a união dos gametas, que passa a existir um novo DNA. Um embrião é formado ainda fora do útero materno. Esse embrião carrega toda sua carga genética, ou seja, nenhuma informação genética é passada ao embrião ou o feto após este marco da concepção.

Antes mesmo da nidação do embrião, a mulher começa a sentir sua mamas duras e doloridas. Isso ocorre devido às alterações hormonais iniciadas a partir da fertilização, que visam, dentre diversas finalidades, preparar as mamas para a amamentação. Ou seja, a mulher está grávida desde o momento da união dos gametas.

Também podemos compreender o início da vida entendendo como se dá a fertilização in-vitro. Nos casos de barriga de aluguel, por exemplo, é feita artificialmente a fertilização e o embrião é transferido para o útero de outra mulher. Se o início da vida ocorresse no meio da gestação, como dizem alguns, a mulher que é “barriga de aluguel” teria a incrível e contraditória capacidade de dar a vida ao bebê sem ser sua mãe biológica, pois ele não tem sua carga genética e não é seu filho biológico.

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Os motivos pelos quais algumas pessoas acabam optando por uma fertilização in-vitro são, por exemplo, ausência de útero (mulher que teve de retirar o útero por alguma doença, por exemplo), defeitos congênitos como malformações uterinas, repetidas falhas de implantação em tentativas anteriores etc. Analisando os motivos para tal prática podemos ver que uma mulher que não tem capacidade de gestar uma criança pode ser mãe biológica de uma criança. Isso mostra que a implantação do embrião, por exemplo, ocorrida entre 5 a 7 dias após a concepção, é apenas uma etapa da formação dessa vida já em desenvolvimento. Não é o útero materno que “dá a vida” a cada um de nós, até porque se assim fosse, a mulher teria obtido informação genética do progenitor e “dado a vida” posteriormente e sozinha – a vida seria dada pela mãe e não pelo casal, outra interpretação bastante incoerente.

Desde o momento em que o embrião é composto por uma única célula, essa vida humana já tem sexo definido. A ciência atual já consegue mapear no embrião um grande número de características dessa pessoa, como a existência de síndromes, tendência à obesidade e até mensurar o potencial de desenvolvimento da inteligência da pessoa quando crescida.

Entusiastas e defensores da manipulação embrionária, dos contraceptivos e do acesso ao aborto vêm defendendo diferentes abordagens sobre o início da vida ou sobre a dignidade da vida humana.

A teoria da nidação, por exemplo, defende que somente na implantação do embrião é que ele deve ser considerado vida humana e sua eliminação até ali se assemelha a eliminar qualquer célula do corpo. Negligenciam fatos incontestáveis que diferenciam um embrião de qualquer outra célula. Essa comparação em geral ocorre, ou por completa falta de conhecimento sobre a ciência, ou por conta de interesses em conclusões convenientes, para justificar o uso de determinados métodos de controle de natalidade e ideologias, por exemplo.

Refutando a teoria da nidação ou implantação

Para defesa da teoria da nidação como marco inicial da vida se usa basicamente dois argumentos: 1) uma suposta viabilidade ou autonomia; 2) os casos de gêmeos univitelinos.

A alegação da viabilidade baseia-se em probabilidades e chances de sucesso, pois argumenta que por existir um alto número de concepções que não chegam a se implantar e são naturalmente eliminadas, esses embriões não seriam ainda vida humana. A lógica da chance de sucesso para determinar o que algo é ou deixa de ser parece bastante frágil.  Nada deixa de ser o que é em função das probabilidades e chances de sucesso ou sobrevivência.

Leia também: Quando começa a vida humana? A ciência responde

A teoria da implantação também argumenta acerca dos casos dos gêmeos monozigóticos (gêmeos idênticos), uma vez que na concepção têm-se um embrião e quando chega o momento da implantação no útero este embrião se divide, ou se replica, como uma clonagem, resultando em dois gêmeos idênticos, por exemplo. Não é preciso pensar muito para ver que certamente havia uma vida humana até aquele momento. É similar ao processo de clonagem artificial. Na clonagem, feita com animais, ninguém questiona se o animal que deu origem ao clone era uma vida ou não antes da existência de seu clone. Então por que haveria de se questionar a existência de uma vida humana na fase pré-implantação nos casos de gêmeos monozigóticos?

Enquanto a teoria da nidação tenta caracterizar o início da vida por meio de um marco, ou uma etapa, a ser ultrapassada dentro do processo de desenvolvimento humano, outras teorias como a do 14º dia, ou a teoria formação do sistema neural, defendem que seria um determinado avanço no desenvolvimento do próprio ser humano que lhe conferiria o caráter de vida humana, ou direitos e dignidade. Uma relativização perigosa e subjetiva.

Debates sobre início da vida

Um artigo de Barreto (2017), recentemente publicado no Brasil, fez um levantamento de diversas teorias sobre o início da vida. Arrisco dizer que muitas delas não poderiam sequer ser chamadas de “teoria sobre início da vida”. Veja a breve descrição de diversas teorias trazidas neste artigo:

Entre os critérios mais utilizados para delimitar o marco inicial da vida humana destacam-se a concepção propriamente dita ou o surgimento do novo genoma, muito utilizados por coincidirem com o critério biológico; a nidação do embrião à parede do útero materno, por sua acolhida na comunidade humana; o surgimento das células cardíacas ou das células nervosas diferenciadas, utilizado por simetria aos critérios de morte cardíaca ou encefálica; a viabilidade pulmonar para a vida extrauterina, porquanto o feto teria condições de vida independente do suporte biológico materno. (grifos nossos)

Segundo estes autores vemos que a teoria da concepção tem amparo na biologia enquanto a da nidação tem amparo em “acolhida na comunidade humana”. Ou seja, muita gente concorda. Não por acaso essa é a teoria adotada pela indústria farmacêutica que fornece “contraceptivos”.

Barreto (2017) relaciona vinte supostas teorias sobre início da vida que foram encontrados em artigos acadêmicos ou livros. Digo supostas teorias porque de fato, a grande maioria delas sequer merecem ser chamadas de teoria sobre início da vida, como é o caso da teoria do “Ser Moral”. Essa teoria usa como  critério a “linguagem para comunicar vontades” e defende então o início da vida quando a criança atinge dois anos de idade. Outra teoria relacionada no estudo possui como critério para início da vida o nascimento, outra defende critério da “percepção visual”, em 28 a 30 semanas de idade gestacional, outra o sono-vigília do feto (em 28 semanas). Tem para todos os gostos.

A incoerência da teoria das células cardíacas e das células nervosas é clara e simples. Baseia-se numa tentativa de analogia com a morte cardíaca ou cerebral. Negligencia portanto, as grotescas diferenças existentes entre um cadáver de um ser humano nascido e que por condição adversas teve seu sistema cardíaco ou cerebral prejudicado, com um ser humano que está formando seu sistema neural e terá, em pouco tempo, de forma natural, atividade cerebral e cardíaca normais de um ser humano nascido.

Quando o assunto é acesso ao aborto fala-se bastante sobre a teoria da sensibilidade à dor verificável em 20 semanas de gestação. Primeiramente existem certas controvérsias científicas sobre o início da capacidade de sentir dor uma vez que são vistos reflexos a estímulos dolorosos com 7ª semana de gestação. Contudo, essa teoria é usada em muitos países para legalizar o aborto até 20 semanas, depois quando conseguem legalizar o aborto até 24 ou 30 semanas, os defensores da teoria da sensibilidade a dor em 20 semanas desaparecem ou passam a alegar simplesmente a autonomia da mulher, esquecendo-se do argumento que usaram outrora.

Contradições abortistas à parte, as principais teorias discutidas são a da concepção e a da nidação. Como vimos, a teoria da nidação conta com forte apelo da comunidade e da indústria, embora não goze de fundamentos sólidos. A teoria da nidação é conveniente para muita gente poderosa, como toda a indústria de contraceptivos hormonais, DIUs, pílulas do dia seguinte, indústria da fertilização in-vitro, cientistas que interessados na manipulação embrionária. A teoria da concepção, por sua vez, é tão sólida quanto inconveniente aos interesses institucionais capitalistas.

A beleza do genoma humano

Outra forma que ajuda a visualizar que o início da vida se dá na concepção é conhecendo um pouco melhor o genoma humano.  A Dra. Lygia da Veiga Pereira, no livro Sequenciaram o genoma humano, explica que em nosso genoma existem 30 a 40 mil genes com instruções para a formação e funcionamento de todo o processo de desenvolvimento do ser humano. Todos os detalhes como “altura, cor da pele, cor dos olhos, quantidade de cabelo, tamanho do nariz, distribuição de gordura no corpo, formato do rosto, capacidade respiratória, cardíaca etc” (Pereira, p. 11) .

Poderiam ser descritos centenas de exemplos de como seu genoma perfeitamente descrevia você desde o momento em que seus pais o conceberam um embrião unicelular.

Pereira (2005) destaca que “nosso genoma, o conjunto dos nosso genes, é composto por DNA, que por sua vez é constituído” por “3 bilhões de elementos ordenados sequencialmente”, aos quais poderíamos escrever na forma de letras e equivaleria a “800 Bíblias”. A partir da “primeira célula” do embrião “serão derivados todos os trilhões de células que compõem um indivíduo adulto”.

A descrição da informação genética presente em cada um de nós, no momento em que fomos concebidos,  tornou-se conhecida por meio do famoso médico cardiologista Dr. Enéas Carneiro, que ao término de completa e detalhada descrição demonstra que um cromossomo humano pode conter informação equivalente a 4 mil livros de 500 páginas cada um. Tratam-se das instruções e características de cada ser humano.

Chamar isso de um amontoado de células é leviano demais. Infelizmente já vi pessoas formadas em biologia, aqui no Brasil, compararem um embrião com um esperma ou com parasitas. Isso é lamentável. Enquanto o corpo humano trabalha para eliminar um eventual parasita, o corpo da mulher se transforma completamente, desde o primeiro dia da concepção de um embrião, para nutrir e acolher essa nova vida. As diferenças são brutais.

Quando dizem que não há consenso científico sobre o início da vida, lembre-se que isso se fundamenta em um debate em que se defende o início da vida no nascimento ou aos dois anos após nascido. Se não há consenso é por teimosia de alguns que, sem argumentos razoáveis, insistem em defender o que julgam mais conveniente às suas ideologias e preferências.


 04 de abril de 2018. Todos os direitos reservados.              Marlon Derosa e Dra. Ana Derosa


Informações:

Barreto, V., 2017. O marco inicial da vida humana: perspectivas ético-jurídicas no contexto dos avanços biotecnológicos. Caderno de Saúde Públia 2017; 33(6):e00071816. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/csp/v33n6/1678-4464-csp-33-06-e00071816.pdf>. Acesso em 18 mar. 2017.

Derosa, M. (Org.)., 2018. Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades. Ed. Estudos Nacionais. Cap. 4. Quando começa a vida segundo a ciência, por Dra. Ana Derosa.

Derosa, M. (Org.)., 2018. Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades. Ed. Estudos Nacionais. Cap. 15. A relação entre aborto e câncer de mama, por Dra. Angela Lanfranchi, Dr. Ian Gentles e Elizabeth Ring-Cassidy.

Derosa, A. 2017. Quando começa a vida humana? A ciência responde. Estudos Nacionais.

Pereira, L. 2005. Sequenciaram o genoma humano – E agora?. Coleção Polêmica. 2a edição. Moderna: São Paulo, SP.

36 citações de médicos e cientistas que confirmam: a vida humana começa na concepção

Quase metade das cirurgias de “troca de sexo” terminam em tentativas de suicídio, diz estudo

Pesquisa aponta que 41% dos que fizeram a troca de sexo já tentaram o suicídio

revista estudos nacionaisMédicos, psicólogos e educadores, que subscrevem a chamada teoria de gênero ou ideologia de gênero, insistem em recomendar as cirurgias de mutilação e os perigosos tratamentos hormonais, que destroem fisicamente os jovens.

Mas uma verdadeira epidemia de suicídios entre essas pessoas que se submetem a este tipo de tratamento tem sido ignorada, tornando-se uma tragédia silenciosa. A maior parte das pessoas que se submete a esses processos acaba admitindo grande arrependimento e alegam que a mutilação dos órgãos sexuais não trouxe o sentimento esperado.

Um estudo feito pela Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio e do Instituto Williams, publicado em agosto de 2015, e divulgado pelo LifeSiteNews, chocou a comunidade médica, e mais ainda os movimentos LGBT, ao redor do mundo. O documento relatou, através de diversas entrevistas, que “pessoas que sofrem de ‘confusão de gênero’ são estimuladas pela cultura atual a ‘serem elas mesmas’, rejeitando o próprio sexo com que nasceram e partindo para uma cirurgia reparativa” e que, isso “está causando uma epidemia de depressão e suicídios entre essas pessoas”. E continua o relatório:

“Mais de 41% das pessoas ‘transgêneros ativas’ (que realizou a troca de sexo) tentam se matar. Isso corresponde a taxa média de suicídio da população (4,6%) multiplicado por dez. E este estudo não é a única prova de que aqueles que procuram viver como se fossem do sexo oposto estão de fato, matando-se. Mais de uma dúzia de outros inquéritos em todo o mundo encontraram as mesmas assustadores taxas de suicídio.

Uma pesquisa nacional com mais de 6.500 pessoas trans perguntou: ‘Você já tentou se suicidar?’. 41% respondeu: ‘sim’.”

Os sintomas que acometem pessoas que tentam mudar de sexo são, principalmente:

– níveis cronicamente elevados de estresse;

– ansiedade;

– e depressão.

“Muitas vezes, ainda, as pessoas relatam que se automutilam com cortes, uma vez que isso aliviaria as dores emocionais.”

Em depoimento ao Fantástico, da Rede Globo, um transexual brasileiro chamado ‘Léa T’, serve de alerta. Mesmo diante da insistência da repórter em mostrar que o transexual estaria muito feliz após o procedimento cirúrgico, o que ficou claro é que ‘Léa T’ está sentindo uma completa amargura e infelicidade. Leia trechos da entrevista, feita pela repórter Renata Ceribelli:

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarCeribelli: “A Lea T. fez a cirurgia de troca de sexo em março de 2012, mas só agora, quase um ano depois, ela se sente à vontade para falar sobre o assunto. Por quê?”

Lea: Porque a cirurgia é uma cirurgia complicada, não é uma cirurgia simples. É uma coisa muito íntima. Estou meio sensível, estou meio voada em algumas coisas, tentando entender algumas coisas. Mas eu acho que agora eu tô começando a conseguir falar a respeito dessa cirurgia, a respeito dessa pequena e grande mudança que eu fiz.

Ceribelli: Quanto tempo você ficou no hospital?

Lea: Eu fiquei no hospital um mês e meio.

Ceribelli: Em algum momento você falou: ah, eu não devia ter feito isso?

Lea: Eu fiquei um mês, sentindo dor, pensando nisso. Eu não aconselho essa cirurgia pra ninguém. Eu achava que a minha felicidade era embasada na cirurgia. Mas, não foi. Não é isso.

Ceribelli: Me lembro da nossa entrevista, bem antes de você fazer a cirurgia, você dizia que não se sentia uma mulher completa sendo uma mulher no corpo de homem. Depois da cirurgia, hoje você já diz: eu sou uma mulher completa?

Lea: Não, não!

Ceribelli: Você continua com o seu lado masculino?

Lea: Eu continuo. Eu tenho minha parte masculina. Eu calço 42. Eu tenho uma mão enorme, eu tenho o ombro largo. Eu tenho umas coisas masculinas no corpo.

E a entrevista prossegue mais um pouco.

Lea: eu entendi que isso tudo é uma bobeira.

Ceribelli: Você hoje é 100% mulher?

Lea: Não. Eu nunca vou ser 100% mulher.

No Brasil

No Brasil, o ‘tratamento’ para troca de sexo é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde agosto de 2008, conforme a publicação da Portaria Nº 457 e até o ano de 2014, foram realizados mais de 6.724 procedimentos ambulatoriais e 243 procedimentos cirúrgicos pelo SUS.

O procedimento padrão, antes da cirurgia, é realizar um acompanhamento ambulatorial com assistência integral no processo transexualizador. A idade mínima para os procedimento ambulatoriais é de 18 anos, os quais incluem acompanhamento multiprofissional e hormonioterapia. Para procedimentos cirúrgicos, a idade mínima é de 21 anos.


Escrito e traduzido por: Raul Effting. 


fontes:

[1] Life Site News

[2] O Povo

[2] Brasil.gov

“Abuso infantil institucionalizado”, considera autoridade pediátrica sobre o uso de inibidores de puberdade

Com tanta confusão em torno de toda a questão da identidade de gênero, transgênero e disforia de gênero, pode ser esclarecedor ter um verdadeiro especialista para nos fornecer alguns fatos bem constatados sobre o assunto. É exatamente isso que a Dra. Michelle Cretella, presidente do Colégio Americano de Pediatras, fez em um vídeo em que falou coisas reveladoras.

“Nossos corpos é que decidem o nosso sexo”, disse Cretella no vídeo postado pelo The Daily Signal.

“O sexo é biológio e não atribuído. O sexo é determinado no momento da concepção pelo nosso DNA. Está Estampado em cada célula do nosso corpo.”

Este é o lugar onde o mal entendido reside e as crianças pequenas são encorajadas a explorar diferentes identidades de gênero. Mas Cretella argumenta que isso se trata de psiquiatria humana complexa e que a ciência do sexo é biológica e unívoca:

“A sexualidade humana é binária. Existem pelo menos 6500 diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso. Uma identidade não é biológica, é psicológica. A identidade tem a ver com o pensamento e o sentimento. Pensamento e sentimentos não são biologicamente válidos. Nossos pensamentos e sentimentos podem ser factualmente corretos ou factualmente incorretos.”

E a médica continua a dar ótimos exemplos:

“Se eu entrar no consultório do meu médico, hoje, e dizer ‘ Oi, eu sou Margareth Tatcher’, meu médico irá dizer que eu estou delirando e me dará um antipsicótico. No entanto, se, em vez disso, eu entrar e dizer: ‘eu sou homem’, ele dirá: ‘Parabéns, você é transgênero’.”

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Ela continuou: “Se eu dissesse: ‘Doutor, eu vou me suicidar, pois sou uma pessoa amputada, presa em uma pessoa com pernas normais. Por favor, remova cirurgicamente a minha perna”. Eu seria diagnosticada com transtorno de integridade da identidade corporal. Mas se eu chegar até o mesmo médico e dizer: ‘eu sou homem, inscreva-me para uma mastectomia dupla’, meu médico o fará.”

A Conclusão da Dra. Cretella? “Se você quer cortar um braço ou perna saudável, você está mentalmente doente. Mas se você quer cortar os seios saudáveis, ou o pênis, você é transgênero.”

“Sejamos claros, ninguém nasce transgênero”, acrescentou, dando um exemplo de um jovem que estava sob seus cuidados médicos:

“Eu tinha um garotinho chamado Andy. Ele brincava cada vez mais com brinquedos de meninas e dizia que era uma menina. Eu recomendei que Andy e seus pais fossem a um terapeuta. Muitas vezes, a doença mental é causada por abuso do pai. Porém, neste caso, a criança havia tido uma má percepção da dinâmica familiar e absorveu uma falsa crença.”

À medida que as sessões prosseguiam, ficou claro para o terapeuta que a confusão de gênero de Andy estava enraizada por algumas dinâmicas familiares cruciais.

“No meio de uma sessão, Andy deixou o carrinho de brinquedo de lado e segurou uma boneca barbie, dizendo: ‘mamãe, papai, vocês não me amam quando eu sou um menino’. Quando Andy tinha três anos, sua irmã com necessidades especiais nasceu. Ela exigiu muito mais cuidado e atenção dos pais. Andy percebeu isso como ‘mamãe e papai amam meninas. Se eu quiser que eles me amem novamente, eu tenho que ser uma menina’. Assim, através da terapia familiar, Andy melhorou”.

Porém, nos dias de hoje, os pais de Andy seriam informados de algo completamente diferente:

“Eles ouviriam: ‘isso é o que Andy realmente é. Você deve mudar seu nome e garantir que todos os tratem como uma menina, ou então ele se suicidará’. Conforme Andy chegasse a puberdade, os especialistas o receitariam bloqueadores de puberdade para que ele pudesse continuar a se sentir como uma menina”, explicou Cretella.

A Dra. Cretella rejeita profundamente a prática de injetar bloqueadores de hormônios em crianças pré-adolescentes, dizendo que é uma prática insegura e defendendo que os pais apoiem seus filhos em seu desenvolvimento natural masculino ou feminino.

“A puberdade natural do sexo biológico causa uma grande melhoria na maior parte das crianças confusas com seu gênero”, explicou. “No entanto, estamos castrando quimicamente crianças com confusão de gênero, utilizando bloqueadores de puberdade. Então, nós esterilizamos permanentemente muitas delas, adicionando hormônios sintéticos.”

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Michelle está convencida de que, longe de libertar as crianças para o que elas realmente são, esses tratamentos constituem “abuso infantil institucionalizado”.

“Sejamos claros. Educar todas as crianças da pré-escola diante da mentira de que elas poderiam estar presas em corpos errados interromperia o próprio processo de aprendizagem e conhecimento da realidade. Se uma criança não pode confiar na realidade de seus corpos físicos, quem ou no que elas podem confiar? A ideologia de gênero nas escolas é um abuso psicológico que muitas vezes leva a castração química, esterilização e mutilação cirúrgica. Se isso não é abuso infantil, senhoras e senhores, o que é?”

 


fonte: Faith Wire

Ciência X jornalismo: uma batalha por uma fatia da realidade

É comum que cientistas desdenhem a atividade dos meios de comunicação por “falsearem” suas pesquisas. Mas o contrário também acontece. A falta de conhecimento dos limites da mídia demonstra que dificilmente um ativista das ciências conhece os limites da própria ciência e imagina, de fato, que aquilo que ele chama e enaltece como ciência estuda a mais real e ampla das realidades. Da mesma forma, muitos leitores de jornais ainda se pautam, ingenuamente, pela credibilidade da mídia como se esta fosse um canal puro de informação. Entre eles estão muitos cientistas.
Durante a cobertura da epidemia do Zika Vírus e sua suposta (e ainda não provada) relação com casos de microcefalia, um médico declarou em uma entrevista que o aumento dos diagnósticos de malformações poderia estar relacionado “com a maior atenção dada ao tema”. Ou seja: médicos estariam dando diagnósticos baseados nas manchetes de jornal. Um tal “agendamento” de uma atividade na outra é muito comum e não deixa de causar perplexidade. Mas as duas atividades possuem semelhanças quando o assunto é escolher uma parte da realidade para estudá-la, emitir uma conclusão ou apresentar um relato.
A verdade é que, aquilo que as ciências (naturais ou sociais) e o jornalismo, chamam de realidade são coisas bastante diferentes entre si. Mais do que isso: o que consideram real é algo muito diverso do que seja a própria realidade. Sem pretensões de falarmos sobre a realidade inteira — pois isso exigiria um recorte e de recortes estamos cheios — vejamos como funciona essa palavra “realidade” para ambas as atividades.
Para as ciências, trata-se do que é observável, testável, e portanto repetível. É o universo empírico. Para a mídia, é o que acontece, o que é “fato jornalístico” ou passível de adequar-se aos canais ou linguagens de transmissão. Tanto as causas quanto as consequências e efeitos dos fenômenos, para serem considerados e ganharem alguma atenção, precisam também estar dentro desta faixa de realidade, o que significa dizer que tanto a mídia quanto as ciências naturais não possuem os meios para a compreensão dos seus próprios fenômenos, precisando sempre recorrerem a outra ciência ou a outra linguagem. Ao mesmo tempo, a combinação de diversos canais e linguagens se torna impossível dada a especificidade do recorte do seu objeto, que exige a abstração de tudo o que está fora.
Para que seja possível tal distinção (entre realidade inteira e o seu recorte) é preciso um processo muito conhecido pelos semiólogos: existe o signo (palavra ou símbolo), o significado e a coisa da qual se está falando. Quando alguém se refere a uma mesa, está utilizando a palavra (signo) para gerar na mente do ouvinte uma associação com o significado dela. Estes dois são puramente mentais, embora digam respeito à coisa real que é o objeto da mesa. Mas os objetos reais, isto é, a realidade, só pode ser acessada racionalmente por meio de um signo e um significado.
Esse processo permite que façamos abstrações compartimentando a realidade segundo critérios previamente escolhidos e, com base nestes recortes, se trabalhe neles sem a constante e caótica contingência encontrada no meio natural, na realidade ampla e total na qual estamos inseridos.
Um exemplo clássico é a tabela periódica dos elementos químicos. Obviamente, na natureza os elementos não estão dispostos daquela maneira ordenada que vemos na tabela. Mas tal esquematização é necessária para o estudo daqueles elementos que, separados em quadrados isolados, podem ser abstraídos do caos em que se encontram em estado bruto. Este processo artificial para fins de estudo ocorre também em nossa mente e pode servir, não só ao estudo, mas a interesses transformadores.
Quando falamos em ciência e jornalismo, portanto, estamos falando de realidades diferentes, construídas para funções específicas. As modificações nos seus conceitos significam mudanças em suas funções. A variação das descrições possíveis, portanto, no que diz respeito a atividades como ciência e jornalismo, atende a mudanças na ordem das suas funções e, consequentemente, em uma faixa limitada dos efeitos do seu uso. Evidentemente, quando o jornalismo se torna um meio de transformação apenas, ele não deixa de informar, assim como não deixa de transformar quando prevalece a função informativa. Da mesma forma, a função das ciências também foi convertida em transformadora, desde que Marx disse que a compreensão se dá pela transformação.
Isso é observável na experiência simples do convívio em uma universidade, nas quais a transformação social e o convencimento para a mudança cultural tem prevalência sobre qualquer objetivo de compreensão da realidade. Quando a realidade é objeto de mudança o seu recorte passa a ser instrumental e, portanto, refém de ativismos em uma batalha competitiva na qual cada facção quer transformar a realidade à imagem e semelhança de suas utopias.

Novembro Azul: o silêncio em torno dos riscos do exame de próstata

Assim como no caso do Outubro Rosa, a campanha do Novembro Azul ainda se baseia no silêncio a respeito dos mais recentes estudos sobre a eficácia dos exames. Além de estatisticamente inútil na prevenção, os exames, quando produzem diagnóstico de falso positivo, implicam em muitos riscos à saúde do homem, como incontinência urinária e impotência sexual. Por estas e outras razões que o Instituto Nacional de Câncer não recomenda os exames em pessoas saudáveis.

“Há chances de morte por infecção – cerca de uma pessoa a cada mil – e sangramentos. Ao passar pelo tratamento, cerca de 20% dos homens adquirem incontinência urinária e 60% ficam impotentes”

Nos primeiros dias do mês de novembro já começam as informações e alertas sobre a doença, considerada a segunda maior causa de morte por câncer em homens. A justificativa para a recomendação é clara: o exame de próstata previne o câncer, que pode ser tratado antes que seja “tarde demais”, fazendo-o por meio do mantra que diz: “a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce”. O alerta, em tom amedrontador, não tem como não funcionar. As pessoas mais fragilizadas com questões de saúde correm aos hospitais e laboratórios para realizar os exames.

Pesquisadores da Universidade Case Western Reserve (Cleveland-EUA) avaliaram a eficácia do exame preventivo de câncer de próstata, o conhecido PSA (Antígeno Prostático Específico). A conclusão a que chegaram é que os riscos da triagem superam seus benefícios. Isso porque o agressivo tratamento posterior levaria à diminuição da qualidade de vida do paciente.

O problema é que, além dos riscos, o aumento no número de exames de rotina não tem feito diminuir o número de mortes pela doença, como mostra o quadro abaixo, publicado no British Medical Journal, em 2011:

Em uma nota à imprensa, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família & Comunidade, advertiu que a campanha Novembro Azul tem insistido em ir contra as recomendações dos estudos mais sérios do mundo. Um trecho da nota, diz:

Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens estadunidenses de qualquer idade. Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a esta prática, “por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício”. Na verdade, desde 2010, o Ministério da Saúde já duvidava da indicação desses exames, por não haver evidências científicas suficientes para justificá-lo.

Richard Ablin, pesquisador de patologia e imunologia da Universidade de Medicina do Arizona, responsável pela descoberta do PSA, em 1970, em um artigo para o New York Times, diz que “em alguns casos o exame de PSA é importante. Após tratamento, um aumento da substância pode indicar o retorno do tumor em outro órgão. Homens com histórico de câncer na família devem fazer esse exame regularmente – um aumento elevado pode significar câncer.  No entanto, o meio médico se apropriou dos exames que levaram a um gasto público desastroso causado pelo aumento de consultas, exames e tratamentos a medida que a população envelhece. Com o crescimento da expectativa de vida mundial, é esperado que o número de casos novos aumente cerca de 60% até o ano de 2015″.

Segundo o Dr. Ablin, os riscos já começam na biópsia. São feitas 15 perfurações na glândula através do reto, por onde também é feito o exame de toque. Há chances de morte por infecção – cerca de uma pessoa a cada mil – e sangramentos. Ao passar pelo tratamento, cerca de 20% dos homens adquirem incontinência urinária e 60% ficam impotentes.

 

Outubro Rosa: silêncios sobre riscos da mamografia

 

A dita preocupação com o câncer de mama de campanhas como o Outubro Rosa tem feito um silêncio ensurdecedor sobre os riscos da mamografia. Assim como o que acontece com o câncer de próstata, os exames que prometem prever o câncer trazem estatisticamente mais riscos do que benefícios. No entanto, campanhas como essa lucram milhões com o medo que geram na população.

Entre as iniciativas de grupos como o Inca (Instituto Nacional de Câncer) está a difusão de informações sobre a doença e os modos de prevenção, informando que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. Mas e os conhecidos riscos deste tipo de exame?

Há muitos artigos científicos que tem influenciado a recusa de médicos em pedir tal exame. Segundo pesquisa publicada no periódico British Medical Journal, a exposição à radiação pode elevar em até cinco vezes as chances de mulheres jovens com uma mutação nos genes responsáveis por controlar a supressão dos cânceres de mama e de ovário desenvolverem a doença.

De acordo com pesquisa de Harvard, sistema de triagem pode detectar cânceres que não provocariam sintomas ou mortes e levar mulheres a tratamentos desnecessários em até 20% dos casos

  • A mamografia tem vários pontos negativos, incluindo os resultados falsos positivos, falsos negativos, o uso da radiação ionizante (que pode provocar câncer) e o fato de que as mamografias não têm impacto visível sobre as taxas de mortalidade
  • Um estudo recente refuta o uso da mamografia como uma ferramenta importante na prevenção do câncer, afirmando que ela não tem nenhum impacto sobre as taxas de mortalidade e causa mais danos às mulheres do que as ajuda.

Segundo o Dr. Mercola,

“para cada 1.000 mulheres que não fazem mamografias, 5 delas morrem de câncer de mama. Para cada 1.000 mulheres que não fazem mamografias, 4 delas morrem de qualquer maneira.

A diferença entre os dois grupos é de 20% (a diferença daquela uma pessoa salva no grupo da mamografia cuja vida foi salva). No outro lado da equação, de cada 1.000 mulheres que fazem as mamografias de rotina durante a vida:

  • METADE recebe um resultado falso positivo. Portanto, embora elas NÃO tenham câncer, cerca de 500 a cada 1.000 mulheres que fazem mamografias sofrem o terror do diagnóstico do câncer de mama
  • 64 fazem biópsias, que podem ser dolorosas e apresentam riscos de efeitos adversos

10 fazem tratamento para o câncer que, na realidade, NÃO é câncer, incluindo cirurgias de mutilação, drogas tóxicas e radiação. Tanto a cirurgia quanto a quimioterpia e radioterapia são perigosas e morrer tratando um câncer que você não tem é uma tragédia dupla”.

A dra. Lucy Kerr dá 10 bons motivos para NÃO se fazer uma mamografia.

Leia um dos estudos brasileiros sobre o tema

Campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul aproveitam-se de uma neurose tipicamente moderna

Todos os anos é a mesma coisa. Chega outubro e somos bombardeados de informações sobre câncer de mama. O movimento começou em 1990, com o objetivo de conscientizar para o perigo da doença, isto é, amedrontar a população e recomendar toda sorte de exames preventivos. A iniciativa deu resultado. Nunca se fez tanto exame preventivo periódico, muito embora a doença não tenha retrocedido um milímetro. A realidade do câncer existe e precisa, de fato, de informação para o tratamento. Mas quando se fala em prevenção, é importante termos em mente algumas coisas que não têm, em si, muito a ver com medicina, mas que nos afetam inevitavelmente todos os dias.

Vivemos uma neurose médica como nunca houve, fruto de um modo de vida atribulado e aterrorizado, mas, principalmente, de uma consciência do real fragmentada em recortes abstratos, sem os quais seria impossível acreditar na comunidade médica ou na indústria farmacêutica do modo como acreditamos. A verdade é que o exame preventivo possui riscos, assim como qualquer exame, que devem ser pesados e confrontados com o risco real da doença. No caso do câncer de mama, o exame da mamografia, há alguns anos, não vem mais sendo recomendado periodicamente, como antes. Isso pouco é falado pelas campanhas tão preocupadas com a doença.

O cúmulo da mentalidade moderna é muito bem representado pela atitude de celebridades como Angelina Jolie, que mutilou os próprios seios devido o medo de desenvolver câncer de mama. 

O caso do Novembro Azul deixaremos para o próximo mês, mas apresenta o mesmo tipo de riscos, que só podem ser justificados por sentimentos de medo e horror à doença. Em um mundo no qual a doença tem quase que um valor moral, não pode haver coisa mais horrível do que o sofrimento e a doença, verdadeira vergonha alheia, já que se tornou comum culpar o doente por seus males, resultados de hábitos detestáveis e pouco “conscientes”.

Engajamento midiático

O motivo de tanto engajamento da mídia para questões de prevenção, como Outubro Rosa, é o financiamento feito pelo Terceiro Setor, as ONGs, que desde o advento da Internet, passaram a substituir as grandes empresas no custeio da publicidade das grandes empresas de mídia. Já que as fundações milionárias estão por trás, não mais somente das grandes empresas, mas das grandes ONGs, as causas são mais caras que os produtos e os jornais precisam, anualmente, mostrar serviço que justifique o seu sustento.

 

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A disbioética contra a vida humana – por Dr. Hélio Angotti Neto

No periódico DIGNITAS, do Center for Bioethics and Human Dignity (Volume 23/3), Edward Grant, professor do renomado Centro Pellegrino de Bioética Clínica da Universidade de Georgetown, relata o avanço da eutanásia e do suicídio assistido sobre diversos países.
Sua preocupação é que matar o paciente torne-se, inevitavelmente, numa das formas elencadas mais fáceis, baratas e frequentes de lidar com pacientes graves.
disbioética da eutanasia dr. hélio angotti neto

George Weigel, do Centro de Políticas Públicas e Ética de Washington

Em seu artigo, reproduz o relato do autor George Weigel:
Durante o acampamento de verão de minha paróquia no interior de Quebec, três anciões receberam o diagnóstico de câncer no hospital local, um estabelecimento interiorano a uma hora de viagem de carro do centro urbano de Ottawa e ainda mais distante da super secular Montreal. Porém, após a informação do diagnóstico, a primeira questão perguntada para cada uma dessas pessoas foi ‘você quer fazer eutanásia?’ É isso o que o sistema canadense de eutanásia alcançou em apenas poucos meses: colocou a eutanásia no topo das opções do cardápio proposto para pessoas gravemente doentes. (destaques do próprio autor)
Grant se questiona sobre como os novos médicos serão ensinados nesse contexto. Serão eles instruídos a oferecer a eutanásia como qualquer outra opção ou até mesmo como a primeira opção? Serão eles pressionados para corte de gastos monetários e emocionais com a eliminação dos “casos difíceis”?
Respeitarão aqueles que alegam objeção de consciência?
Por, Dr. Hélio Angotti Neto
Artigo original publicado originalmente no site do SEFAM – Seminário de Filosofia aplicado à Medicina, em 30 de dezembro de 2016.
Informações:
GRANT, Edward R. Cracks in the wall: confronting the legalization of physician-assisted suicide and euthanasia. DIGNITAS, 2016, Volume 23(3), p.1, 4-6.
Noah Wall o menino sem cérebro aprendeu a falar e a andar

Menino que nasceu ‘sem cérebro’ surpreende a medicina, fala e vai à escola

Inglaterra: Nascido com 2% do cérebro e com diagnóstico médico de que não viveria por muito tempo, a família, que não optou por um aborto frente aos diagnósticos médicos, vê agora seu filho de quatro anos com capacidade de falar, contar até 10 e frequentar a escola.

Devido a uma rara complicação na espinha bífida e grave hidrocefalia, Noah Wall, surpreende a cada ano.

Os médicos diziam que ele não sobreviveria e provavelmente morreria no parto. Os pais haviam sido aconselhados a abortar, mas se recusaram.  Um documentário feito sobre a vida de Noah mostra o incrível desenvolvimento do menino.

O cérebro do menino tem se desenvolvido no espaço onde antes era ocupado pelo fluído cerebral. Por causa de sua condição, ele dependia completamente cadeira de rodas até pouco tempo. A reportagem no site Mirror ressalta o momento em que o menino pergunta para sua mãe “você está bem?”, ao vê-la chorando emocionada.

 

A família de Noah busca estimular ao máximo o cérebro do menino e os resultados estão se mostrando muito satisfatórios. O desenvolvimento cerebral dos últimos anos se mostrou acima de todas as expectativas. Um ano atrás, quando o menino tinha 3 anos, um exame indicou um crescimento de 80% no cérebro. Um resultado inacreditável que surpreendeu todos os médicos.

O menino agora passa por uma série de cirurgias nos quadris e tratamentos, na tentativa de fazê-lo capaz de andar um dia. O pai do menino diz: “Estamos determinados a fazer Noah capaz de andar”. No Facebook do menino, em postagens recentes, é possível acompanharmos as fotos do menino dando os primeiros passos com ajuda equipamentos e em tratamento. Um  vídeo emocionante mostra ele movendo a perna na cama.

Um documentário completo sobre a história do menino sem cérebro foi produzido pelo Canal 5 (Channel 5), no ano passado, disponível em inglês.

Siga o perfil do menino no Facebook   e visite seu blog.

Informações:
Mirror.co.uk; Aleteia(en)