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A disbioética contra a vida humana – por Dr. Hélio Angotti Neto

No periódico DIGNITAS, do Center for Bioethics and Human Dignity (Volume 23/3), Edward Grant, professor do renomado Centro Pellegrino de Bioética Clínica da Universidade de Georgetown, relata o avanço da eutanásia e do suicídio assistido sobre diversos países.
Sua preocupação é que matar o paciente torne-se, inevitavelmente, numa das formas elencadas mais fáceis, baratas e frequentes de lidar com pacientes graves.
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George Weigel, do Centro de Políticas Públicas e Ética de Washington

Em seu artigo, reproduz o relato do autor George Weigel:
Durante o acampamento de verão de minha paróquia no interior de Quebec, três anciões receberam o diagnóstico de câncer no hospital local, um estabelecimento interiorano a uma hora de viagem de carro do centro urbano de Ottawa e ainda mais distante da super secular Montreal. Porém, após a informação do diagnóstico, a primeira questão perguntada para cada uma dessas pessoas foi ‘você quer fazer eutanásia?’ É isso o que o sistema canadense de eutanásia alcançou em apenas poucos meses: colocou a eutanásia no topo das opções do cardápio proposto para pessoas gravemente doentes. (destaques do próprio autor)
Grant se questiona sobre como os novos médicos serão ensinados nesse contexto. Serão eles instruídos a oferecer a eutanásia como qualquer outra opção ou até mesmo como a primeira opção? Serão eles pressionados para corte de gastos monetários e emocionais com a eliminação dos “casos difíceis”?
Respeitarão aqueles que alegam objeção de consciência?
Por, Dr. Hélio Angotti Neto
Artigo original publicado originalmente no site do SEFAM – Seminário de Filosofia aplicado à Medicina, em 30 de dezembro de 2016.
Informações:
GRANT, Edward R. Cracks in the wall: confronting the legalization of physician-assisted suicide and euthanasia. DIGNITAS, 2016, Volume 23(3), p.1, 4-6.
Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
Noah Wall o menino sem cérebro aprendeu a falar e a andar

Menino que nasceu ‘sem cérebro’ surpreende a medicina, fala e vai à escola

Inglaterra: Nascido com 2% do cérebro e com diagnóstico médico de que não viveria por muito tempo, a família, que não optou por um aborto frente aos diagnósticos médicos, vê agora seu filho de quatro anos com capacidade de falar, contar até 10 e frequentar a escola.

Devido a uma rara complicação na espinha bífida e grave hidrocefalia, Noah Wall, surpreende a cada ano.

Os médicos diziam que ele não sobreviveria e provavelmente morreria no parto. Os pais haviam sido aconselhados a abortar, mas se recusaram.  Um documentário feito sobre a vida de Noah mostra o incrível desenvolvimento do menino.

O cérebro do menino tem se desenvolvido no espaço onde antes era ocupado pelo fluído cerebral. Por causa de sua condição, ele dependia completamente cadeira de rodas até pouco tempo. A reportagem no site Mirror ressalta o momento em que o menino pergunta para sua mãe “você está bem?”, ao vê-la chorando emocionada.

Noah Wall o menino sem cérebro aprendeu a falar e a andar

A família de Noah busca estimular ao máximo o cérebro do menino e os resultados estão se mostrando muito satisfatórios. O desenvolvimento cerebral dos últimos anos se mostrou acima de todas as expectativas. Um ano atrás, quando o menino tinha 3 anos, um exame indicou um crescimento de 80% no cérebro. Um resultado inacreditável que surpreendeu todos os médicos.

O menino agora passa por uma série de cirurgias nos quadris e tratamentos, na tentativa de fazê-lo capaz de andar um dia. O pai do menino diz: “Estamos determinados a fazer Noah capaz de andar”. No Facebook do menino, em postagens recentes, é possível acompanharmos as fotos do menino dando os primeiros passos com ajuda equipamentos e em tratamento. Um  vídeo emocionante mostra ele movendo a perna na cama.

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Um documentário completo sobre a história do menino sem cérebro foi produzido pelo Canal 5 (Channel 5), no ano passado, disponível em inglês.

Siga o perfil do menino no Facebook   e visite seu blog.

Informações:
Mirror.co.uk; Aleteia(en)

 

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
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Ana C. V. Derosa Farmacêutica e doutora em farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Farmacêutica e doutora em farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina.