Discurso de “golpe da direita” promete unir e radicalizar esquerda

A prisão do ex-presidente Lula, no último sábado (7), reforçou a narrativa de “golpe da direita”, provocando a convocação de manifestações para os próximos meses em todo o Brasil, além de uma ampla articulação para consagrar o discurso do “golpe”, que unirá toda a esquerda em metas comuns.

No sábado à noite, imediatamente após a prisão de Lula, o site do Partido dos Trabalhadores publicou uma nota de solidariedade das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), demonstrando um radicalismo nunca antes visto. As Farc já são membros discretos do Foro de São Paulo, entidade criada por Lula, em 1990, desde seu início. Nos últimos anos, o grupo terrorista teve seu nome retirado da lista de membros devido a circunstâncias políticas e midiáticas.

Manifestações pelo país

Com isso, uma carta publicada aos apoiadores do ex-presidente foi divulgada com um cronograma de manifestações pelo país. A carta, publicada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, foram republicadas em diversos sites da esquerda. A carta é clara ao apontar a crença e o discurso que deve unir todos os movimentos:

“A prisão de Lula é parte essencial do golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência”.

Veja abaixo os protestos marcados:

11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.
17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
26 de Abril: Ato em defesa da Petrobras no Rio.
1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.

Além disso, os movimento pretendem buscar apoio internacional, não apenas na América Latina.

Na próxima semana, a ex-presidente Dilma Rousseff fará uma viagem internacional com o objetivo de denunciar o “golpe” que estaria vitimando Lula e ela. Na terça-feira (10), Dilma fala em conferência na Casa de América em Madri. Dois dias depois, a ex-presidenta recebe a Medalha Centenário da Real Academia Europeia de Doutores, em cerimônia no Colégio de Advogados, em Barcelona.

Na semana que vem, entre os dias 16 e 18, Dilma fará palestras respectivamente nas universidades americanas de Berkeley, Stanford e San Diego, na Califórnia.  No domingo (8), a ex-presidenta disse que Lula se tornou “um preso político”, vitima de “perseguição implacável”, e classificou a prisão como “injusta e cruel”. Em nota, Dilma diz que a “mídia golpista”, que nega o status de preso político a Lula, “finge não enxergar a ascensão do fascismo no País e a violência da extrema direita”.

Dilma afirma que o Brasil “segue dividido”, com risco de implementação em definitivo de um “Estado de Exceção”, e que Lula foi preso porque é líder na corrida presidencial.

Nova estratégia

Grande parte do discurso político dessa “nova esquerda” que nasce após a prisão de Lula, porém, foi desenhada no próprio discurso do ex-presidente em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no último sábado. Lula convocou toda a esquerda a se unir em seu nome, como uma ideia. No palanque, Lula não deu tanta atenção a Gleisi Hoffman (PT) ou Lindbergh Faria (PT), mas levantou o braço de Manuela D’Avila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL). O Partido dos Trabalhadores, ao mesmo tempo, radicaliza seu discurso e procura unir-se à esquerda no discurso de “Lula é preso político”.

Convoca uma série de ações para pressionar o STF a revogar a prisão:

Propostas de Mobilização Unitárias e Nacionais

1- Construir um Acampamento Nacional em Brasília na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF pela Liberdade Lula. Fazê-lo de forma permanente até conquistar a sua liberdade.
2- Fortalecer o Acampamento instalado no dia de hoje em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba. Estimular caravanas de várias cidades, em especial do Sul e Sudeste, em regime de revezamento, para manifestar solidariedade e participar dos debates políticos-culturais.
3- Estimular em todas as capitais onde for possível a realização de Acampamentos em locais centrais, que sejam um polo de Agitação e Propaganda na cidade, denunciando a prisão política de Lula.
4- Estimular desde hoje a realização de pichações com a palavra de ordem “Lula Livre”, “Liberdade para Lula”. Nas capitais onde for possível, organizar Brigadas de Agitação e Propaganda, grupos que ficarão permanentemente fazendo a disputa ideológica na sociedade.
5- Realização de um ato massivo pela Liberdade de Lula neste Domingo, 8 de Abril no Rio de Janeiro.
6- Convocar no dia 11 de Abril, dia de sessão no STF, um dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
7- Construir no dia 11 de Abril, através de nossas articulações internacionais, manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
8- Convocar centenas de juristas, advogados e militantes dos direitos humanos à Brasília para os dias 10 (à tarde) e 11 de abril, para realizar audiências no STF e um ato político no Senado Federal. A atividade esta sendo organizado pela Frente de Juristas pela Democracia.
9- Construir no dia 17 de Abril, marco de 2 anos do Golpe, um dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
10- Participar da Manifestação Nacional convocada no dia 26 de Abril no Rio de Janeiro, para defender a Petrobras, durante a Assembleia ordinária da empresa.
11- Construir um 1º de Maio unitário e massivo em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.
12- Realizar escrachos nas empresas e Bancos vinculados ao golpismo (Riachuelo, Bahamas).
13- Debater no Fórum das Centrais a construção de uma Paralisação Nacional em data a ser definida.

A “doença antipetista” e a espiral do silêncio da esquerda

Diante da “pressa para a prisão de Lula”, como disseram alguns, os petistas não compreendem a raiva, o ódio, a obstinação da “direita” contra a pessoa de Lula e o partido. Acusam um fenômeno patológico: a doença antipetista. De fato, parece inexplicável (e até doentio) que a pessoa de Lula seja tão odiada por “setores poderosos” (o povo brasileiro inteiro) somente por causa de um apartamento e ou um sítio que era dele, mas que não era. É que essa é uma doença brasileira: o horror moralista a certos desvios de conduta enquanto aceita uma vida inteiramente contraditória. A verdade é que Lula fez coisas muito piores do que isso e muita gente sabe. Mas as acusações, a condenação e prisão tiveram sua motivação naquilo que foi possível no momento, o caso do triplex e do sítio de Atibaia. Isso é o que muita gente esquece de propósito.

A verdade é que o brasileiro fica horrorizado com a corrupção quando indica o lucro individual, mas não parece se importar quando ela serve a uma ideologia que matou 100 milhões de pessoas, ao longo do século XX, e é cúmplice de 70 mil homicídios anuais.

Todo mundo conhece a história de Al Capone, mafioso que controlava o crime organizado, culpado de uma infinidade de mortes, sequestros e todo tipo de crime, mas foi preso por sonegação de impostos devido uma denúncia do seu próprio contador. Esta é precisamente a situação de Lula. Se fosse hoje e no Brasil, o caso de Al Capone levantaria uma onda de indignação moral contra o que? A sonegação de impostos. E teríamos que lidar com a tensão subterrânea em nossa consciência, por termos feito vista grossa a crimes horríveis enquanto puníamos os menores. Essa situação gera uma dissonância cognitiva que é capaz de converter um indivíduo em um mentiroso contumaz para ocultar a contradição que pesa em sua consciência.

Verdadeiros crimes: de Lula e dos brasileiros

Vigora uma verdadeira espiral do silêncio sobre o que verdadeiramente representa o PT. Virou coisa de teórico da conspiração falar em ideologia comunista, em globalismo e idéias totalitárias. Gente como o historiador Marco Antônio Villa, formador de opinião com o qual a maioria da classe média brasileira se identifica, prefere sempre focar no banditismo, divorciando-o da ideologia e fazendo-a parecer até aceitável.

Vamos ao fato:

Lula criou, junto de Fidel Castro, a maior organização internacional de influência política, arregimentando partidos e organizações terroristas em um único intuito de controlar os governos de toda a América Latina, plano que chegou a funcionar durante o primeiro mandato petista. A criação do Foro de São Paulo, em 1990, fez do Brasil e de outros países do continente, joguetes nas mãos de forças internacionais. Pela Constituição Federal, não é permitido a um partido político estar submetido a uma entidade exterior, menos ainda a uma entidade quase secreta, sobre a qual toda a imprensa fez um silêncio obsequioso de mais de 20 anos, para permitir que o organismo crescesse a tal ponto que fosse impossível conter a sua ação e influência. Mas para o brasileiro médio, indignado contra os “super-salários”, isso é teoria conspiratória, desconversa ou apenas “a parte boa” de um idealismo bem intencionado. Muitos dizem até que Lula não têm ideologia e que é “só ladrão”. Isso não difere muito da opinião da filosofa petista Marilena Chauí, para quem o Mensalão foi uma “corrupção do bem”.

Mas para fazer valer o poder do Foro de São Paulo sobre o Brasil, foi preciso subornar centenas de deputados para que votassem a favor dos projetos de interesse regional (internacional). Esse uso do dinheiro público não serviu para enriquecer nenhum petista, mas para fazer valer os seus projetos, coisa que a maioria dos antipetistas nem sabe do que se trata e só grita de dor pelos seus sintomas. O crime do PT, para eles, foi enriquecer esses deputados. Portanto, é o brasileiro, e não o PT, quem reduz a política à roubalheira. O PT sabe que o importante é influência e ideias, por isso prefere dar dinheiro para comprar consciências. Lula disse claramente em seu discurso: “eles pode me prender, mas não vão prender as ideias”.

A compra de consciências não é um crime hediondo para a maior parte dos brasileiros, mas sim a sua venda. É evidente que as duas são criminosas. Mas a diferença entre o corrupto e o corruptor parece grande demais para ser abarcada pelo moralismo superficial de um povo que, em sua maioria, está mais preocupado com a aposentadoria e na tão sonhada garantia da estabilidade financeira do que em ter a dignidade da liberdade de consciência para, no fim da vida, poder dizer que foi digno da própria pobreza material. Não: pobreza material, para este brasileiro, é culpa do governo, que nos deve benesses sociais ao ponto de não precisarmos nem limpar o próprio traseiro.

A verdade é que esse brasileiro de direita médio adoraria uma carga tributária alta, desde que os “serviços funcionassem”. Ele quer mesmo um paizão-estado, bunda-mole, e uma mãe gerentona (a Dilma) que mande no pai em favor dos filhinhos coitadinhos. Queremos ser mimados. O coitadismo e a exigência de moralismo assistencialista está no nosso sangue. Por isso não conseguimos, nem de longe, vislumbrar os verdadeiros crimes do PT, que financia com dinheiro (roubado do povo, eis só o crime que veem!) para nos fazer escravos de camarilhas ideológicas e tiranetes latino-americanos que recebem ordens da elite financeira da esquerda mundial.

 

Uma espiral do silêncio e a Igreja Católica

O PT diz falar em nome dos pobres. Por isso, ninguém quer parecer falar contra o pobre, contra os direitos sociais, contra a democracia. Enquanto não estiver em nosso horizonte de consciência a malícia esquerdista do uso de expressões artificiais e jargões para conquistar os corações arrependidos e culpados da classe média, estaremos sempre repetindo, com medo e condescendência, todas as propostas petistas e esquerdistas com a única ressalva de que não sejam eles a fazer as “mudanças necessárias”. O discurso temeroso de parecer “direitista”, de parecer cruel (e tudo o que a esquerda associa à direita), nos fará eternamente escravos da linguagem da esquerda, aquela mesma usada por bispos católicos, muito moderados, para despistar seu esquerdismo na forma de uma espécie de “pensamento complexo” neutro, que paire acima de todas as coisas.

É assim que a própria Igreja Católica no Brasil, historicamente envolvida no avanço da esquerda neste país, propõe agora salvar esse esquerdismo da aniquilação. Porque a direita brasileira, com sua costumeira matiz militarista e jurídica, quer apenas punir os delitos, os antinacionailsmos, teimando em “desver” o que viu e atribuir à esquerda a sua própria estupidez. Essa direita pode até chegar ao poder. Mas o perderá em pouco tempo, porque o seu modo de lidar com discursos é a prisão, a bala, o grito, o brado retumbante. Essa direita será sepultada antes de ter alguma visibilidade no horizonte de consciência da massa, aquela que tem fome e sede de justiça e continuará ignorada, tanto pela esquerda quanto pela direita. E principalmente pela Igreja Católica do Brasil, que prefere sempre deitar-se eternamente no colo da ideologia dos mais poderosos, especialmente quando usam o nome dos pobres para se fazer de bonzinho.

Estatuto da Diversidade Sexual consagra “cidadania plus” às categorias LGBT+

O que convencionou-se a chamar de “novos direitos” são, na verdade, anti-direitos, porque se pautam na restrição ou condição de participação em grandes grupos que contem com uma legitimidade construída à base de muito dinheiro

Como seria se além da cidadania garantida por lei todos pudéssemos reivindicar uma segunda, com direitos próprios e independentes, bastando que declaremos nossa participação, virtual ou real, a um grupo específico? Isso equivale a uma espécie de “cidadania plus”, ou secundária, que pode em alguns casos contrariar a dos demais cidadãos que desgraçadamente não pertençam a um grupo financiado por bilionários e com poder de pressão internacional. Esse é o pressuposto do que defende o Estatuto da Diversidade Sexual, que começa a ser debatido esta semana pelo Senado.

De acordo com a OAB, autora da proposta, o estatuto tem o objetivo de atender juridicamente as minorias e nas palavras da Ordem: “consagra uma série de prerrogativas e direitos a quem ainda não é reconhecido como sujeito de direito: homossexuais, lésbicas, bissexuais, transgêneros e intersexuais”. Podemos fazer a pergunta: desde quando as minorias LGBT+ não são sujeitos de direito? Na verdade elas são sujeitos de direito e, portanto, cidadãos. São cidadãos enquanto indivíduos, mas não enquanto coletividade, essa nova proposta de indivíduo. Estamos falando da queda de uma noção tradicional de cidadania, aplicada ao indivíduo e uma nova forma baseada no pertencimento a uma coletividade. Mas não é a qualquer coletividade. Para ser agraciado pela cidadania plus é preciso que seu grupo tenha representação na ONU e nos conselhos comunitários, bem como no Congressos Internacionais etc, etc, etc.

De fato, a comunidade LGBT em todo o mundo se comporta e age como se fosse uma nova nação, um povo ou humanidade secundária, mais evoluída. Cada vez mais empresas, sites, hotéis, produtoras cinematográficas, livros, são desenvolvidos focando neste público alvo em uma referência ao que chamam de “universo” ou mundo da diversidade. Existe até uma moeda própria, criada para ser usada na rede social Hornet, exclusiva para o público LGBT, cujos fundos serão revertidos à Fundação LGBT, criada por Christof Wittig. Agora eles têm até mesmo uma cidadania própria, diante da qual o brasileiro gay tem dupla cidadania. Evidentemente, essa segunda é uma espécie de cidadania 2.0, um upgrade da democracia baseada nos novos direitos.

A senadora e sexóloga Marta Suplicy considera “nítida e robusta a constitucionalidade do texto”, que segundo ela, corrobora o entendimento unânime do Supremo Tribunal Federal. “Essa é uma lei que consolida a tolerância e o respeito que grande parte da sociedade já acolheu e pratica, mas que é necessária para defender os direitos de minorias contra a intolerância renitente e os costumes retrógrados de grupos bem organizados”, afirmou Marta.

O mapa mental de Marta e dos ativistas

A senadora se refere a um movimento de evolução da cidadania, uma migração da antiga forma para a nova, que se transformará magicamente no ideal tão logo seja aprovada a lei. O real, a prática da sociedade a que ela se refere, está evidentemente baseada no costume tradicional calçado no respeito ao indivíduo. Ninguém desrespeita um homossexual enquanto indivíduo e cidadão, tampouco as instituições. Mas não é a isso que Marta se refere. Como ela diz, isso já ocorre. Precisamos, diz ela, defender as minorias contra “a intolerância renitente e os costumes retrógrados de grupos bem organizados”. Agora ela se refere a grupos opostos à “cidadania plus”, grupos minoritários que não exigem tais privilégios e, por isso, vêem como absurdas essas reivindicações. Esses grupos, diz ela, são “bem organizados” no sentido em que representam uma ameaça à construção dessa nova cidadania da qual não fazem parte. Afinal, mais organizados do que essa resistência são os próprios ativistas LGBT no Brasil, que de 2016 a 2017 receberam em torno de US$ 7,4 milhões só da Ford Foundation, apenas uma das centenas de entidades internacionais que financiam o trabalho de advocacy (militância) para esta causa no Brasil.

O que convencionou-se a chamar de “novos direitos” são, na verdade, anti-direitos, porque se pautam na restrição ou condição de participação em grandes grupos que contem com uma legitimidade construída à base de muito dinheiro. Essa situação tem por efeito lógico (e objetivo declarado) transformar o direito em um instrumento de mudança nas mãos dos mais poderosos econômica e politicamente.

Fonte: EBC

Patrícia Galvão publica edital para financiamento de reportagens pró-aborto no Brasil

Edital publicado pelo Instituto Patrícia Galvão oferece financiamento de 10 mil reais para cinco reportagens que tratem do tema do aborto sob o ponto de vista favorável à legalização, com o objetivo de aumentar ainda mais a presença do tema na mídia.

A iniciativa vem de poderosas fundações e entidades internacionais que por meio do Instituto Patrícia Galvão investem milhões de dólares por ano para a propaganda de suas ideias e pautas de interesse internacional, especialmente em países em desenvolvimento. Os parceiros financiadores interessados são as entidades: Fundação Ford, International Planned Parenthood (IPPF), Instituto Rosa Luxemburgo, além do IBOPE, Instituto Avon, Mary Kay, TV Cultura e Rede Globo de Televisão, além do Ministério da Saúde e outros órgãos governamentais. Com estes parceiros financiadores, os vencedores do edital certamente terão sua reportagem veiculada com grande abrangência pelo país e pelo mundo.

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A Planned Parenthood (IPPF), por exemplo, fundada pela eugenista Margaret Sanger (1879-1966), que defendia o abortamento de negros e moradores dos bairros pobres, está presente em mais de 170 países em sua atuação no campo da “saúde reprodutiva” – recurso eufemístico para aborto. A Planned Parenthood ficou conhecida em 2015 devido um escândalo internacional no qual foram divulgadas gravações em que membros do grupo vendiam clandestinamente órgãos de fetos abortados.

Mas nem todas são abertamente pró-aborto. Algumas se escondem sob belos disfarces, como no caso da empresa Mary Kay, cuja proprietária se diz cristã e declarou em entrevista ter “Deus como sócio”.

Objetivo do edital é ampliar ainda mais o tema na mídia, por meio de teorias como Agenda Setting utilizadas como técnicas de convencimento social. O Agenda Setting, ou agendamento, compõe-se de uma estrutura persuasiva baseada em uma fase de tópico ou objeto e seguida dos atributos associados ao tema. A presença constante do tema na mídia corresponde ao uso da teoria conforme a famosa observação do sociólogo Bernard Cohen de que os meios de comunicação não são capazes de determinar como pensar as coisas, mas podem eficientemente dizer no quê pensar. A exploração da presença do tema é, portanto, porta inicial para a sua atribuição de juízo.

Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, reforça a importância da mídia para fomentar o tema:

A mídia desempenha um papel crucial na percepção que a sociedade tem sobre o aborto, e este edital busca incentivar reportagens baseadas em evidências e histórias que nos ajudem a olhar para este tema com a seriedade que ele requer, afirma.

Dirigido a jornalistas profissionais com todos os níveis de experiência, o edital chamado Jornalismo Investigativo em Direitos Humanos, Aborto e Saúde Pública conta com apoio institucional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Global Health Strategies Brasil (GHS). O jornalismo investigativo da Abraji, como sempre, apenas investiga o que interessa. Afinal, a entidade brasileira é parceira inseparável da Open Society Foundation, do bilionário George Soros, que recentemente declarou que a liberdade na internet é uma ameaça à democracia.

Outro apoiador da iniciativa do Edital é a Global Health Strategies Brasil (GHS), uma entidade internacional que tem como bandeira a “comunicação e advocay para mudar o mundo”, financiando e promovendo iniciativas semelhantes para modificação da percepção social sobre temas de interesse dos seus financiadores. Aliado à ONU Mulheres, ao Fundo de População da ONU e à Global Fund for Women, o grupo financia ações sob a bandeira da “igualdade de direitos”, da saúde reprodutiva e sexual, apoiando a ampliação da educação sexual com o aporte teórico das teorias de gênero, (ideologia de gênero), financiando ONGs e movimentos LGBT por todo o mundo.

Lista dos apoiadores do Instituto Patrícia Galvão (ou veja o print do site oficial):

Agências das Nações Unidas
ONU Mulheres Brasil
UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas

Instituições internacionais
Fundação Ford
Global Fund for Women
IPPF – International Planned Parenthood Federation
IWHC – International Women’s Health Coalition
Fundação Rosa Luxemburgo

Governo brasileiro
Ministério da Saúde
SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério de Direitos Humanos

Instituições e empresas brasileiras
Ashoka Empreendedores Sociais
Data Popular
Ibope
Instituto Avon
Locomotiva Instituto de Pesquisa
MacKinsey&Company
Mary Kay
TV Cultura/Cultura Data

Outros parceiros já apoiaram projetos específicos do Instituto:
CCR – Comissão de Cidadania e Reprodução 
O2 Filmes
Rede Globo de Televisão

 

 

Fake news x jornalismo profissional

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

Recentemente, a página do Facebook do jornal Folha de São Paulo encerrou suas atividades na redes social afirmando que, na internet, “o fake news ganha espaço enquanto o jornalismo profissional perde”. Mas afinal, o que se quer dizer com “fake news”? E quem é o “jornalismo profissional” que o diz?

Na década de 1930, dois tipos de jornalismo se digladiavam pela confiança do público: um era o sensacionalismo, a chamada “imprensa marrom” e o outro, o transformador da sociedade, que ganhou a batalha e o título de “jornalismo profissional”. O sensacionalismo, porém, não tem nada de melhor. Enquanto o sensacionalismo vivia do pessimismo e da desconfiança (e por isso facilmente relacionado à direita política), o outro, com ares profissionais, era otimista em sua missão primeiro pela moral e os bons costumes e, hoje, pela cidadania, responsabilidade social, ambiental, engajamento político e a democracia. O sensacionalismo sempre foi acusado de querer vender jornais, enquanto o profissional era visto como se não quisesse dinheiro e vivesse de suas inquestionáveis utopias de mundo melhor.

Temos diante de nós um debate antigo e muito conhecido no meio jornalístico, mas que não tem uma solução fácil, já que ambos os lados se utilizam, vez por outra, dos mesmos instrumentos para descredibilizar o outro, conforme determinadas conveniências. Mesmo oferecendo apenas uma troca de insultos, é possível compreendermos o significado deste embate, os sentidos, e o campo de batalha em que ocorre.

A afirmação vinda de um dos maiores jornais do país deveria nos fazer perguntar imediatamente: afinal, o que se quer dizer com “fake news”? Em termos gerais, convencionou-se chamar de fake news as “notícias falsas ou sensacionalistas”, a velha imprensa marrom. Mas o sensacionalismo não é necessariamente uma notícia falsa e sim, dada em uma linguagem, digamos, não apropriada ou, segundo uma descrição mais etimológica, escolhida ou escrita com apelação para os sentidos mais imediatos (medo, surpresa, lucro etc). Então temos dois sentidos possíveis para a mesma expressão: a mentira pura e a linguagem “suja”.

Dois sentidos: a mentira e a linguagem imprópria

Uma coisa é a mera informação falsa, que engana em busca do que quer que seja, servindo a interesses variados. Quem espalha mentiras pela internet pode ser preso. Portanto, alegar isso injustamente é crime de difamação. Quem acusa de mentir precisa provar que é mentira, mostrar a verdade. Já a informação dada em linguagem imprópria ou apelativa, o velho sensacionalismo, não é necessariamente criminosa, mas apenas reprovável e pode-se, caso seja necessário, pedir direito de resposta para uma interpretação mais fiel à realidade ou apenas um contraponto.

Até agora estamos falando do que a expressão tenta dizer literalmente, indicar de modo mais direto, sem considerar as intenções de quem a usa. Fake News, segundo dizem, parece estar espalhada pela internet. Mas há uma dificuldade em identificar os dois sentidos possíveis. A dificuldade está na categorização política em que se encontram. Afinal, é pretensamente a esquerda que diz praticar o jornalismo profissional, enquanto à direita restam os rótulos de fake news. Mas considerando os dois sentidos mencionados, é possível que os papéis se invertam.

Parece fácil encontrar, de fato, alguns exemplos. Os blogs e sites que pedem a intervenção militar, por exemplo, utilizam-se de recursos que podemos chamar de sensacionalistas, como o uso de letras grandes (caixa-alta), pontos de exclamação, títulos forçados (muitas vezes contendo informações falsas apenas para chamar a atenção, pois são desmentidas no curso dos textos, categorização específica com o uso de jargões. Mas seus blogs costumam falar para um grupo muito específico, com vocabulário próprio e informações que exigem uma imensa confiança em fontes obscuras, o que é comum em sites de partidos ou sindicados de cunho marxista-leninista. A grande mídia não parece, porém, querer referir-se a estes.

Da mesma forma que a extrema-esquerda pratica o mesmo sentido de sensacionalismo, a imprensa profissional, ao estereotipar com rótulo odioso aquilo que quer denegrir, pratica a notícia falsa, a difamação pura e simples. Crimes de difamação, assim, podem ser cometidos desde que feitos em linguagem jornalística e tom imparcial, neutro. O historiador Marco Antônio Villa tem a permissão, como de fato fez, de chamar de nazistas todos os eleitores de Jair Bolsonaro, pelo simples fato de que esta palavra, dita em um grande órgão de mídia, nunca terá a conotação difamatória, mas de classificação óbvia.

Da mesma forma, sites de esquerda falam em “matança de fascistas”, obviamente referindo-se aos que classificam como eleitores de Jair Bolsonaro ou “coxinhas”. Considerando os dois sentidos mencionados, é possível encontrarmos a fake news, a pós-verdade, em qualquer lugar, independente da matiz político-ideológica. A verdade é que a direita comete deslizes e estes estão aí para quem quiser ver. Comete por falta de conhecimento ou por maldade, em alguns casos. Mas a esquerda o pratica apenas por maldade. Para matar o adversário e torná-lo um monstro, jogando toda a sociedade contra ele e tomar o poder para nunca mais sair.

Se eu não posso dizer o que penso, ninguém pode!

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

A grande mídia, acostumada ao que chama de jornalismo profissional como única linguagem possível, esquece-se de que existe um mundo real em que as pessoas exclamam suas opiniões como quem está contando uma notícia. O velho tiozão revoltado contra a “bandalheira” da política, tem plena confiança de que Lula será preso a qualquer momento. Ele acha perfeitamente normal que comece a contar sobre algum detalhe da Operação Lava-Jato com a frase “Lula preso amanhã”. Afinal, busca chamar a atenção de quem está apenas aguardando o fato mais esperado dos últimos anos. É irrelevante, na leitura da sua mensagem, saber se aquelas palavras estão dizendo o que dizem. O jornalista profissional não só defende o diploma que o custou tantos estudos (cervejas e baseados da faculdade), mas confunde propositalmente a expressão pessoal, em blogs, sites, páginas de facebook, com uma tentativa deliberada de tomar o espaço do jornalismo profissional. Um espaço que com tanto custo mantiveram e veem morrer, dia após dia, graças a uma habilidade conquistada na universidade: a de distorcer a realidade em favor da “transformação social”, da fundação da nova sociedade, cujas maravilhas só são conhecidas pelo ditadorzinho portador de um diploma.

Como, porém, a imensa maioria dos jornalistas da grande mídia escreve de maneira imparcial e asséptica apenas por estar aguilhoada a um cativeiro de normas de redação, procura e caça o “tiozão” que fala como quer, na tentativa de comprovar a lei universal e obrigatória que o impede de falar, nas páginas do jornal em que trabalha, como quem está em um churrasco com os primos, como gostaria. A diferença é que o jornalista da grande mídia, via de regra, adoraria estar gritando “Lula 2018!”, em letras garrafais. Mas o jornal (não o tiozão-jornalista) precisa fingir que respeita o leitor para poder convencê-lo, lá na frente e comedidamente, de que Dilma foi a primeira “presidenta” com ar de quem informa o tempo.

Nomeado por Dilma, Luiz Fux conduzirá processo eleitoral em 2018

revista estudos nacionaisHoje, dia 6 de fevereiro, o ministro do STF Luiz Fux assumirá o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Fux foi eleito pelos ministros do STF no dia 7 de dezembro de 2017 e substituirá Gilmar Mendes na presidência do TSE.

O TSE,  órgão que coordena todas as eleições brasileiras, é composto de no mínimo sete membros, sendo três juízes escolhidos dentre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois juízes dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo STF e nomeados pelo presidente da República. O presidente do TSE deve ser eleito dentre os três juízes do STF, cabendo a vice-presidência a algum dos outros dois. Vale lembrar que, além do STF basicamente controlar o TSE, todos os ministros do STF são nomeados pelo presidente da República e, todos os ministros atuais foram nomeados por Dilma, Lula e FHC, e estes três últimos são contrários à prisão de Lula e a favor da sua candidatura em 2018.

Quem é Luiz Fux?

A carreira de Luiz Fux como autoridade ministerial começou 2001, quando foi nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Já em 2011, foi indicado pela Presidente Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).  Sua indicação foi amplamente defendida pelos políticos Sérgio Cabral Filho (ex-governador do Rio de Janeiro) e Antonio Palocci (ex-ministro chefe da Casa Civil), ambos, atualmente, criminosos sentenciados pela justiça e presos por corrupção.

Fux, apesar de ter feito propaganda a favor da Lei da Ficha Limpa, no dia 23 de março de 2011, votou contra a aplicação da mesma para as eleições de 2010, beneficiando diretamente vários candidatos cuja elegibilidade havia sido barrada por causa de processos na Justiça. Deste modo, a lei começou a valer apenas em 2012.

Leia mais em Polêmicas envolvendo TSE e apenas 5% das urnas eletrônicas com voto impresso

Ainda, como se já não bastasse a larga censura que ocorre nas redes sociais, Fux prometeu que, como presidente do TSE, combaterá às chamadas “Fake News”.

urnas eletrônicas voto impresso

Polêmicas envolvendo TSE e apenas 5% de urnas eletrônicas com voto impresso

Atualmente, 50 países já abandonaram o uso das urnas eletrônicas. Nos países que ainda usam, a urna eletrônica tem voto impresso e/ou são de modelos mais modernos que as do Brasil.


Gilmar Mendes, presidente do TSE, definiu que apenas 5% das urnas em 2018 terão voto impresso.

revista estudos nacionaisA exigência do voto impresso foi definida pela Lei 13.165 em 2015, também chamada de mini-reforma política. A lei definiu a necessidade de voto impresso com 3 anos de antecedência da eleição presidencial. Apesar disso o TSE não incluiu a previsão da despesa no orçamento de 2018, para que pudesse cumprir a lei. Segundo o TSE, para viabilizar o voto impresso seria necessário 2 bilhões de reais. No Blog do Noblat comenta-se que o custo na verdade seria bem inferior.

Noblat ainda cita o caso do presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez. Em Honduras, durante a fase de apuração dos votos Juan Hernandez estava perdendo por 5 pontos percentuais e então houve um apagão informático; depois de consertado o apagão apareceu a vitória de Juan Orlando Hernandez.


Polêmicas envolvendo Gilmar Mendes

Nomeado em 2002 para o STF, Mendes foi nomeado recentemente presidente do TSE. Cargo que ocupará até fevereiro de 2018, quando passará o cargo ao Ministro Luiz Fux.

O site da revista Exame fez um resumo das principais polêmicas envolvendo o atual presidente do TSE e Ministro do STF que foi responsável por ‘preparar’ o Superior Tribunal Eleitoral para as eleições de 2018. Diante de tantas polêmicas a Exame traz no título da matéria  o título “Gilmar Mendes pode tudo?”.  Destacamos abaixo as principais polêmicas envolvendo o ministro:

  1. Em decisão monocrática liberou Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do RJ, Sérgio Cabral e suspendeu o inquérito que tramitava no STJ contra o governador do Paraná Beto Richa.
  2. Votou pelo arquivamento de processo contra o deputado Arthur Lira, do Senador Benedito de Lira, dep. Eduardo Fontes e o dep. José Guimarães(do PT-CE) e também pela soltura do empresário Marco Antonio de Luca, suspeito de pagar propina ao ex-governador do RJ em troca de contratos com o Estado
  3. Atendeu sozinho a um pedido do PT que proibia a realização de conduções coercitivas para interrogar investigados no país por considerar ato inconstitucional
  4. Soltou empresários presos na Operação Fratura Exposta, desdobramento da Lava-Jato no RJ, que investiga prática de corrupção no sistema de saúde do Estado.
  5. Depois de nomeado ao TSE, na qualidade de ministro do STF ele mandou soltar o ex-governador do RJ Antony Garotinho, acusado de negociar propina com a JBS para campanha de Garotinho no governo do estado.

Assim Gilmar Mendes coleciona polêmicas e posturas nada esperadas pela população que já possui dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral. No STF, Gilmar Mendes votou favorável a decisão de que um condenado em 2ª instância pode ser preso imediatamente. Recentemente deu sinais de que poderia rever seu voto, o que culminaria com a liberdade de Lula.  Coleciona polêmicas inclusive envolvendo questões eleitorais. Seja por omissão, em não prever orçamento, ou por “impossibilidade” orçamentária, fará com que as eleições de 2018 tenham apenas 5% de voto impresso, descumprindo a mini-reforma política aprovada em 2015.

Agora em 6 de fevereiro de 2018 assume a presidência do TSE o Ministro Luiz Fux.


Quem é o ministro Luiz Fux

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarO ministro que irá conduzir o processo eleitoral, segundo matéria do UOL, “grudou” em Delfim Netto na época da campanha por sua indicação ao STF. Também pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci (condenado pela lava-jato), e do então governador do Rio, Sergio Cabral (hoje preso) e de José Dirceu, como destaca matéria de 2012 no site UOL.

Em 2014, Luiz Fux se envolveu em polêmica após a nomeação de sua filha, a então advogada Marianna Fux, para o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que tinha apenas 35 anos de idade e não comprovou suficiente prática jurídica necessária ao cargo.

Depois, quando Dirceu foi condenado no processo do “mensalão”, José Dirceu ‘reclamou’ que quando fazia campanha para chegar ao STF, Luiz Fux teria prometido absolvê-lo da condenação.

O Ministro Luiz Fux demonstrou também postura controversa e considerada antidemocrática ao alegar que enquanto ministros, eles gozam de  “um grau de independência maior porque não devem satisfação depois da investidura a absolutamente mais ninguém”, quando votou pelo entendimento de que o aborto até o 3º mês não seria crime, em uma atitude que se costuma denominar ativismo judiciário abortista.


Aprovação da Lei em 2015

A obrigação do voto impresso nas eleições foi aprovado pela Câmara dos Deputados em junho de 2015, por nada menos do que 433 votos a favor e apenas 7 contrários. O texto aprovado determina que o voto deve ser impresso e conferido pelo eleitor. Somente após a conferência que poderia ser concluído o processo eletrônico de votação.


Auditoria sobre as eleição de 2014

Diante do resultado apertado nas eleições de 2014 entre PT e PSDB e a presença do ex-advogado do PT como Ministro do TSE, foi solicitado pelo PSDB um relatório de auditoria que analisou diversas denúncias de irregularidades e fragilidades no processo de votação das eleições presidenciais de 2014, tais como:

  1. Erro “eleitor já votou”: eleitor não pode votar porque alguém já tinha votado em seu nome. Diversas denúncias desse tipo foram documentadas inclusive em seções com urnas biométricas.
  2. Eleitores fantasmas: verificados casos de votos de eleitores que estavam no exterior.
  3. Fraude do mesário: mesários inseriam votos nas urnas no final do dia (diversas denúncias, em geral pouco documentadas).
  4. Documentos oficiais descartados: documentos da seção eleitoral jogados no lixo (contendo vídeos como provas)
  5. Teclado adulterado: urna registrava 44 quando se tentava digitar 45 (erro registrado em vídeo)
  6. Dispositivo suspeito: inseriram pen-drive na urna antes do início da votação (sem documentação)Fragilidades do processo de auditoria
  7. Lentidão na auditoria: o relatório apontou como fragilidade a morosidade exagerada nos processos de auditoria em que pequenas dúvidas técnicas ao invés de serem esclarecidas em uma rápida reunião entre auditores e auditados (TSE) careciam ritos formais como ofícios, requerimentos e longos prazos de resposta. Além disso, nem sempre a dúvida era 100% esclarecida.
  8. Auditoria comandada, na prática, pelos auditados: “a quebra de isenção no momento de decidir a sequencia da auditoria resultou em um sistemático prevalecimento das posições e decisões entre auditados (TSE / STI) sobre qualquer vontade de atuação dos auditores do PSDB, fazendo com que os caminhos da auditoria fossem escolhidos, dirigidos e limitados pelos auditados, usurpando a função e prerrogativa nativa dos auditores” (descrição integral conforme relatório – pág 68).

A auditoria foi finalizada e concluindo-se que o processo tinha sido válido e os problemas encontrados não haviam afetado o resultado da eleição.


 

Quem é Geoffrey Robertson, advogado de Lula na ONU

Geoffrey Robertson, advogado britânico que representa Lula na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da ONU, também defende Julian Assange e afirma que o processo contra o ex-presidente viola garantias fundamentais

Na última quarta-feira (24), um observador internacional esteve presente no julgamento do TRF4, em Porto Alegre. É o advogado britânico Geoffrey Robertson, representante internacional de Lula nas Nações Unidas. Embora o advogado não represente Lula no caso do TRF4, o pedido para que Robertson participasse do julgamento foi atendido pelo desembargador federal Leandro Paulsen, na última sexta-feira (19).

O advogado teve a alternativa de acompanhar o julgamento em uma sala reservada, próximo a uma tradutora, conforme deferiu o desembargador João Pedro Gebran. Ele também foi o único estrangeiro presente na sala de audiência, a qual é reservada apenas para advogados de defesa, os réus, a acusação e os desembargadores.

Durante o julgamento, Geoffrey lutou bravamente contra o sono, chegando a cochilar algumas vezes, mas acabou se levantando e tomando um café.

Robertson chamou Moro de “egomaníaco” e sistema jurídico brasileiro seria “inquisitorial”

Em agosto de 2017, Robertson afirmou ser difícil o ex-presidente escapar de uma condenação. Ele também criticou o juiz Sérgio Moro, que considera “egomaníaco”. “Moro ama publicidade”, afirmou Robertson. Para ele, “Moro se comporta como um Eliot Ness”. Ness é o agente americano que conseguiu prender Al Capone, nos anos de 1930.

No final do ano passado, o advogado também criticou a manifestação do presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Segundo ele, o magistrado demonstrara entender como correta a condenação do petista por Moro. Lenz poderá exercer influência sobre os colegas, disse ele. “É ridículo, o presidente prejulgou. Como Lula terá direito a uma apelação justa?”

O defensor de Lula chamou o sistema jurídico brasileiro de “inquisitorial”, pois, segundo ele, o magistrado é, ao mesmo tempo, promotor e juiz; o que seria uma “aberração”.

Ativista e defensor de Julian Assange

Geoffrey é famoso por seu ativismo pelos Direitos Humanos, tendo representado muitos casos na ONU. Defendeu o jornal britânico The Guardian, o lutador de boxe Mike Tyson, e, atualmente, defende Julian Assange, responsável pelo site do Wikileaks.

O advogado também é conhecido por suas ideias anti-católicas e considera-se assumidamente de esquerda. Em seu livro “Memórias”, declara que “a lei pode servir como um alavanca para a libertação”, alegando que esta é a filosofia que orienta toda a sua carreira.

De acordo com um perfil feito pelo jornal The Independent,

o foco de Robertson se deslocaria para os direitos humanos e a responsabilização dos governos. Na década de 1990, ele defendeu os quatro diretores da fábrica de ferramentas Matrix Churchill acusados ​​de fornecer ilegalmente armas a Saddam Hussein. O julgamento entrou em colapso depois que o juiz rejeitou as tentativas por parte do governo de suprimir documentos-chave. Um inquérito judicial subsequente descobriu que ministros tinham realmente encorajado a venda de armas. 

. Robertson esteve no centro das atenções novamente quando defendeu o jornal The Guardian num processo de difamação movido por Neil Hamilton, do Partido Conservador.

[…]

Robertson escreveu livros polêmicos. Um deles era um julgamento do papa e do Vaticano, outro um trabalho histórico acadêmico sobre John Cooke, o advogado que assumiu a tarefa de processar Charles I após a Guerra Civil inglesa.

. Robertson não é para todos os gostos. Direitistas não gostam dele. Católicos ficam irritados com seu antipapismo. E o apoio de longa data ao intervencionismo militar humanitário como um meio de levar os criminosos de guerra e violadores dos direitos humanos à justiça levou-o a uma posição um pouco estranha sobre o Iraque. Na edição de 2006 de seu livro “Crimes Against Humanity” ele fala da “retidão moral de derrubar Saddam Hussein e a ilicitude dos meios utilizados para fazê-lo”, com a implicação de que o erro de George W. Bush foi apenas de usar a justificativa errada para o invasão.

revista estudos nacionais

Sentença

No julgamento, os desembargadores, além de manterem a condenação expedida pelo Juíz Sérgio Moro, aumentaram a pena de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês, com início em regime fechado.

Por fim, como a decisão da 8ª turma de recursos foi unânime, o réu fica impossibilitado de reverter a condenação em segunda instância, podendo apenas utilizar o recurso de embargos de declaração, o qual somente solicita ao juíz uma explicação de algo que tenha ficado vago na sentença.

Em terceira instância, Lula ainda poderá tentar recorrer ao STF ou ao STJ, porém pode já estar preso. Ainda, devido a unanimidade dos desembargadores, é improvável que o STF ou o STJ aceite analisar o recurso.


Escrito por: Raul Effting.

Fontes:

[1]Rede Brasil Atual

[2]clicRBS

[3]VEJA

[4]Diário do Centro do Mundo

[5]G1

[6]G1

 

MPF notifica Forças Armadas para que recrutem transexuais

revista estudos nacionaisNa última sexta-feira (12), o Ministério Público Federal emitiu uma carta de recomendação para que o Exército, a Aeronáutica e a Marinha passem a recrutar militares transexuais em seus efetivos. O documento de caráter extrajudicial foi emitido pelos procuradores Ana Padilha e Renato Machado, que deram um prazo de 30 dias para que as Forças Armadas adotem a recomendação. Caso as Forças Armadas não cumpram o pedido, os procuradores ameaçaram tomar medidas judiciais.

A carta de recomendação também citou um inquérito civil realizado em 2014, que teve por meta investigar possíveis violações dos direitos humanos nas Forças Armadas que, supostamente, estariam reformando os militares de acordo com a orientação sexual, alegando incapacidade para o serviço militar.

Homossexualidade compromete a eficiência das Forças Armadas?

Em 2010, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho causou controvérsias ao dizer que o serviço militar não é compatível com a homossexualidade e que os gays deveriam procurar outras profissões. O fato se deu mais de um ano após o sargento Laci de Araújo ser preso por ter relações com um colega de profissão.

Segundo o general Raymundo, a homossexualidade compromete a capacidade que o militar possui de liderar.

“O indivíduo não consegue comandar. A tropa fatalmente não vai obedecer. Isso está provado. Não sou contra o indivíduo ser assim. Só que se ele é, talvez haja outro ramo de atividade que possa desempenhar”, disse. O general também informou que há gays nas tropas, mas que são tolerados por manterem discrição sobre sua orientação. “Nós sabemos que existem, mas não sabemos quem. Se ele mantém a dignidade, honra a sua farda e não há conhecimento oficial, não vejo problema.”1

O general também falou da Guerra do Vietnã:

“Tem sido provado mais de uma vez, o indivíduo não consegue comandar. O comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos, e um deles é esse aí. O soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer. Está sendo provado, na Guerra do Vietnã, tem vários casos exemplificados, que a tropa não obedece normalmente indivíduos desse tipo.”2

Reconhecidamente, as FA possuem 30 militares homossexuais, entretanto, a maioria opta pela discrição e prefere não ser reconhecido.3

Homossexualidade nos exércitos ao redor do mundo

Movimentos pelos direitos LGBT por todo o mundo têm reivindicado direitos à identidade pública baseada em suas preferências sexuais, o que não existia até bem pouco tempo. Militares e até religiosos que tinham orientações sexuais diferentes simplesmente optavam pela discrição, evitando conflitos.

Em 2017, o presidente Donald Trump proibiu o recrutamento de transexuais. Segundo o presidente, os militares não podem arcar com ‘os enormes gastos médicos e a distração’ que os transexuais causam e recomendou que os insatisfeitos ligassem para Casa Branca.

Segundo o Departamento de Defesa Americano, existem por volta de 5 mil transgêneros entre os 1.3 milhões de soltados na ativa nos Estados Unidos. Entretanto, eles apenas declaram sua orientação sexual após o começo do serviço militar.4


Fontes:

[1] Gazeta do Povo

[2] G1

[3] G1

[4] O Globo

Rituais satânicos no RS geram debates sobre intolerância religiosa

Bruxos, magos e sacerdotes ocultos, oriundos do submundo das ciências secretas, evocam o poder do politicamente correto para tornar suas práticas aceitáveis em uma sociedade cada vez mais secular, indiferente e materialista

A morte e esquartejamento de duas crianças devido um ritual satânico, em Novo Hamburgo (RS), está gerando polêmica nas redes sociais e na região. Os acusados já foram presos e são conhecidos praticantes de magia negra. O templo em que ocorreu o ritual fica em uma região afastada da cidade de Gravataí, zona metropolitana de Porto Alegre. Outros templos podem ser vistos na rua principal da cidade (foto), onde são contratados rituais como o que vitimou as crianças, para o qual o contratante pagou R$ 25 mil para ter prosperidade imobiliária.

A questão levantou certa indignação na população e nas redes sociais e a associação com terreiros de Umbanda fez com que líderes de terreiros temessem ataques e represálias. Da mesma forma, praticantes de magia reivindicaram certa “isenção” sobre o assunto, alertando que suas práticas de magia não incluem sacrifícios humanos.

Um dos principais porta-vozes da “alta magia” no Rio Grande do Sul é Antônio Augusto Fagundes Filho, conhecido com Mago Fagundes. Trata-se de um dos filho do lendário tradicionalista e poeta gaúcho Nico Fagundes, falecido em 2015. Ele é autor do Livro dos Demônios, em que descreve diabos e os modos de se defender deles. “Os autênticos satanistas, de alto nível cultural e mágico, não precisam de sacrifício humano. Nem de animais. Magia é para ter saúde, felicidade e ficar livre de influências externas”, alerta o bruxo.

Líderes de terreiros de religiões de matriz africana e espírita estão preocupados com ataques e discursos de ódio nas redes sociais, associando-os ao culto ao demônio, coisa que, segundo eles, nada tem de verdadeiro.

A evolução dos debates públicos respeitam, coincidentemente ou não, as etapas de um processo persuasivo de convencimento e modificação da opinião pública. Assim como a “Janela de Overton”, na qual uma proposta é colocada à sociedade por meio de seu aspecto mais aceitável até produzir a aceitação completa, também a teoria do agendamento (agenda setting) demonstra que quando ativistas de uma causa não conseguem mudar nossa opinião, eles simplesmente fazem com que falemos do assunto. A opinião, gradativamente, vai caminhando para o estágio desejado por um processo dialético natural.

As drogas surgiram com a campanha anti-drogas, que era a maneira como a população compreende o assunto e pode debatê-lo. O drogado passou de vagabundo para doente, mediante uma real distinção existente, mas que tem o objetivo de servir aos seus abusos. Da mesma forma, o homossexualismo, a pedofilia. Antigamente, homossexuais eram invariavelmente associados a abusos sexuais de menores. Reforçando a forma como era praticado entre adultos independentes, ganhou status de opção sexual. Da mesma forma, a pedofilia, hoje, ganha status de uma orientação, ainda que doentia. Mas os pedófilos já não são necessariamente um caso de polícia, e sim de saúde.

Agora é a vez do satanismo, adornado pela imagem de estudiosos interessados em ciências secretas, como Antônio Augusto Fagundes, filho de folclorista gaúcho, representa bem a elite midiática do estado gaúcho, da RBS, para quem dá consultorias espirituais para suas produções, como no caso de um documentário sobre a Revolução Federalista, filmado na Ilha de Anhatomirim, em Florianópolis (outro ponto de encontro de práticas esotéricas), para o qual foi feito um ritual para consultar almas de maragatos mortos. No dia seguinte, conta-se, o mar estava tão revolto que quase não conseguiram partir da ilha.


Links:

Jornal NH – Mago condena sacrifícios humanos e líderes de terreiros temem ataques

Jornal NH – Hamburguense pagou R$ 25 mil para sacritificar irmãos em ritual satânico