clinica de aborto legal nos estados unidos em pessimas condições de trabalho

Aborto seguro? Saiba como são as clínicas de aborto legal nos EUA

Relatório do departamento de saúde do estado da Pensilvânia traz assustadora lista de irregularidades encontradas na clínica de abortos Hillcrest Women’s Medical Center, estado da Pensilvânia.

Dentre as irregularidades descritas no relatório de 8 de julho, incluem-se:

  • medicamentos vencidos;
  • falta de documentação e credenciais dos médicos;
  • medicamentos armazenados em refrigeradores com temperatura inapropriada;
  • condições sanitárias inadequadas: as deficiências incluíam manchas no teto (substância marrom não identificada); estofamento rasgado nas mesas de exames e quintal com mato alto sem nenhum cuidado.

O relatório do departamento estadual contém 12 páginas e foi datado de 8 de julho mas até agora, final de agosto, a clínica ainda estava em funcionamento. O fechamento da clínica ocorreu somente agora, quase dois meses e meio após a emissão do relatório, porque as autoridades receberam denúncias.

As irregularidades encontradas na clínica trazem um risco altíssimo para todo procedimento médico feito em suas dependências. É o aborto legal sendo feito de forma completamente insegura, colocando em risco a vida de todas as pacientes.

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Teoria versus prática: aborto legal não é necessariamente mais seguro que aborto clandestino.

Apesar do principal argumento pela legalização do aborto em todo o mundo ser exatamente a falta de segurança devido às péssimas condições das clínicas clandestinas, os EUA, 44 anos após a legalização, ainda vive problemas de clínicas de aborto sem as mínimas condições de operação.

A pergunta que surge imediatamente é: se vemos fatos como esses nos EUA quase 5 décadas após a legalização do aborto, o que não seria visto no Brasil se a prática fosse legalizada?

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Informações:
National Rigjt to Life News – 25 de agosto de 2017

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
Comprovado: proibição total do aborto no Nicarágua reduz 59% óbitos maternos

Após proibição total do aborto Nicarágua reduz a mortalidade materna em 59%

Dez anos após a revogação da lei que permitia o “aborto terapêutico”, Nicarágua registra uma dramática redução na taxa de mortalidade materna. O decréscimo prova a falsidade do mito de que milhares de mulheres morrem porque o aborto é ilegal em alguns países, teoria defendida por militantes ‘pró-escolha’ e por organizações internacionais com negócios no mercado de aborto legal.

Em 30 de maio de 2017, o Ministério da Saúde (MINSA) da Nicarágua apresentou os registros de mortalidade do seu país relativo aos últimos 10 anos. Os números mostram aquilo que todo ativista pró-legalização temia. Após a proibição total do aborto, houve uma redução de 59% na taxa de mortalidade materna. Em 2006, ocorreram 93 óbitos maternos para cada 100.000 nascimentos. O número caiu para 59 óbitos em 2011 e agora em 2016, registraram 38 mortes maternas para cada 100.000 nascimentos.

A Nicarágua também atingiu com sucesso a meta do milênio para redução da mortalidade materna estipulada pela Organização Mundial da Saúde(OMS). Em 2011, o país recebeu o prêmio “American Prize“, da OMS.

Legislação sobre aborto no Nicarágua

No país, o aborto é completamente ilegal, inclusive em caso de estupro e risco de saúde para a mulher. Em 2006, o país votou uma lei que proibiu toda e qualquer prerrogativa para o aborto, após campanhas que tiveram o apoio de igrejas e organizações sociais. Na época da alteração da legislação, grupos ligados aos direitos humanos lamentaram a alteração legal e alertaram que isso representaria um aumento na mortalidade materna do país para os próximos anos. Dez anos mais tarde, vemos que esses prognósticos não estavam apenas incorretos,  mas que ocorreu exatamente o contrário.

Alguns membros da comunidade médica, na época, também contribuíram para a alteração legal que baniu o aborto. O obstetra e líder do movimento “Sim para a vida”, Rafael Cabrera, argumentou, em 2006, que a ciência médica havia avançado o suficiente para trazer o feto à vida extrauterina sem colocar em risco a saúde da mãe e que, por isso, mesmo em caso de gestações com risco de vida da gestante, não era necessário matar o feto. “Nós não acreditamos que uma criança precisa ser destruída sob o pretexto de que a mãe possa, talvez, morrer”, explicava o médico.

A história mostrou agora, 10 anos depois, que as previsões desse médico estavam corretas. É possível salvar as gestantes e os bebês. A medicina serve para salvar vidas e não para destruí-las.

Lições que podem ser aprendidas com essa experiência

Proibição do aborto leva à queda de mortalidade materna: assim como o Chile registrou queda substancial na mortalidade materna e no número de abortos desde 1989, quando criminalizou a prática, a experiência da Nicarágua mostra, mais uma vez, que a proibição do aborto não gera mais mortalidade materna e gestão da saúde pública se faz promovendo saúde e não abortos.

Engajamento pró-vida tem importante função social: a experiência também mostra que toda a sociedade pode e deve participar na luta pela vida. Não fosse a articulação e campanha feita pelas igrejas e organizações pró-vida, em 2006, a Nicarágua não teria proibido o aborto. A participação da comunidade médica na luta pela vida também mostrou-se essencial.

Informações:

Em inglês – Notícia do The Guardian em 2006 mostra ativistas errando em seus prognósticos de que a mortalidade materna subiria com a criminalização total do aborto

Em Inglês – LifeSiteNews – sobre a divulgação dos resultados de 2006 a 2016

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Novos dados do governo do Uruguai mostram 35% de aumento no número de abortos

O Governo Uruguaio divulgou recentemente os números dos abortos ocorridos em 2016. Foram realizados um total de 9.719 abortos legais no ano de 2016. O número é 35% maior do que o verificado em 2013, primeiro ano após a legalização.

A apresentação completa do governo pode ser acessada pelo site do Ministério da Saúde do Uruguai.

Desde a legalização, no final de 2012, os números de abortos no Uruguai só crescem, acumulando alta de 35% desde o primeiro ano da legalização.

2013 = 7.171
2014 = 8.537
2015 = 9.362
2016 = 9.719

Ao analisar mais profundamente, os números parecem indicar que a tendência de crescimento no número de abortos permanece forte, uma vez que o número mensal de abortos ocorridos dentro do ano de 2016 também é crescente. No primeiro trimestre de 2016, ocorriam entre 750 a 770 abortos por mês. No segundo trimestre, o número variou na faixa de 800 abortos mês. Nos últimos dois trimestres em praticamente todos os meses ocorreram mais de 800 abortos, chegando a superando 900 em setembro. Esse comportamento traz um prognóstico ainda mais negativo. Se mantida tendência das variações mensais é provável que o país registrará ao término de 2017 um número de abortos ainda maior.

estatisticas sobre numeros de abortos no uruguai desde a legalização

Números de abortos legais ocorridos no Uruguai desde a legalização. Fonte: Ministério da Saúde do Uruguai.

O que motivou as mulheres a abortar no Uruguai em 2016

Os dados do governo mostram que 98,97% dos abortos foram por decisão da mulher. Os casos de violência sexual representaram 0,01%, ou seja, 1 aborto. Anomalia fetal incompatível com a vida representou 0,04% (4 abortos)  e risco de saúde para a mulher0,05%  (5 abortos).

estatisticas sobre numeros de abortos no uruguai desde a legalização

Motivo dos abortos legais ocorridos no Uruguai a cada ano. Fonte: Ministério da Saúde do Uruguai.

Consultas obrigatórias antes do aborto são obrigatórias

No Uruguai são previstas 4 consultas obrigatórias antes do procedimento de aborto ser realizado. Entre as consultas, é dado um tempo para a gestante pensar melhor sobre sua decisão e também é feito exame de ultrassom. Trata-se de medida obrigatória, e as estatísticas mostram que os procedimentos evitaram 585 abortos (6% do total). Apesar de ser um percentual pequeno, esses procedimentos são feitos em alguns países. Nos Estados Unidos, grupos pró-escolha lutaram para banir esse procedimento e hoje o Texas é um dos poucos estados que ainda tem esse procedimento.

Um projeto de lei com modelo semelhante foi proposto no Brasil recentemente, visando dar maior suporte e acesso aos exames para as gestantes que procuram o aborto por terem sido vítimas de estupro, situação a qual no Brasil é possível realizar aborto sem penalização. Apesar de ser um procedimento que salva vidas, muitos foram os críticos. O projeto brasileiro foi além, ao também dar suporte e orientação para caso a gestante deseje repensar sua situação e já iniciar procedimentos para adoção. O projeto de lei não é federal, trata-se de lei do Distrito Federal. Por completo desconhecimento da realidade de outros países e das consequências da legalização do aborto, muitos foram os críticos.

Legalização do aborto no Uruguai e em outros países

Como visto na esmagadora maioria dos países que legalizou o aborto no mundo, o crescimento no número de abortos ocorre de forma muito substancial. Como as experiências de outros países também mostram, após registrar aumento no número de abortos por diversos anos consecutivos após legalização, alguns países trataram de reduzir estatísticas. Com isso, receia-se que o mesmo ocorra no Uruguai, quer seja com ocultação direta de abortos, quer seja com as técnicas mais sutis, de não obrigar as clínicas e hospitais a fornecerem números sobre aborto. Esses fatos culminam, de uma forma ou de outra, em relatórios do governo com menos abortos e menos desconforto para os envolvidos na legalização e fornecimento do serviço.

Apesar de ainda não ter surgido nenhuma investigação e indícios de ocultação dos números, o governo do Uruguai ainda se posiciona, ao tratar do assunto, como defensor da legalização do aborto e expansão do seu acesso. No relatório do ano anterior, o governo ainda citava a hipotética (ou miraculosa) redução no número de abortos, que tentavam sustentar. Tratava-se da comparação dos números atuais de abortos com um estudo especulativo feito mais de 10 anos antes, que ‘estimava’ que ocorriam em torno de 33 mil abortos clandestinos ao ano. A ideia de que, passada a legalização os 33 mil abortos clandestinos milagrosamente se transformaram “apenas” 7 mil (dado do primeiro ano) foi percebida pela população como totalmente descabida. Para evitar o desconforto de tentar sustentar tão inusitada e ilógica situação, o relatório do ministério da saúde uruguaio mais recente passou a não fazer mais referências a esses números estimados no passado.

Informações:

Ordenanza Ministerial 369/04

Modificaciones en normativa sobre Interrupción Voluntaria del Embarazo (IVE)

Divulgação do Governo do Uruguai (apresentação)

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EUA tenta aprovar leis para dificultar ocultação de complicações em abortos legais

EUA busca dificultar ocultação de complicações em abortos e mortes maternas

O estado do Texas está tentando aprovar uma lei que obriga clínicas e hospitais, que fazem serviço de aborto, a informar o departamento de saúde estadual sobre complicações ocasionadas por seus procedimentos.

Apesar do aborto ser legalizado há 44 anos nos Estados Unidos, o país ainda vive uma situação de desconhecimento sobre o número total de abortos realizados todos os anos, sendo necessário avaliar a situação dos abortamentos no país por meio de números pouco confiáveis e parciais (incompletos).

Diversas investigações já foram realizadas no país visando tentar mapear e inibir atitudes de prestadores de serviço de abortos na ocultação de complicações pós-aborto legal.

Veja também: Clínicas de abortos nos EUA ocultam casos de complicações pós-aborto.

A proposta do Republicano Giovanni Capriglione é exigir que clínicas e hospitais informem o departamento de saúde estadual, em até 3 dias úteis, sobre quaisquer complicações relacionadas aos procedimentos de aborto, tais como óbito materno, perfuração uterina, infecção ou morte do bebê fora do útero.

Os nomes dos aborteiros e pacientes ficariam sob sigilo. Os prestadores de serviço de aborto que não cumprissem a lei, teriam de pagar US$ 500 dólares em multa, e reiterado descumprimento da lei por 3 vezes, estaria sujeito a perda da licença da unidade e da licença profissional do aborteiro.

O objetivo da lei é viabilizar que seja possível que o governo e a população do Texas tenham melhores estatísticas sobre a taxa de complicações dos procedimentos de abortos legais. Para os defensores da lei, as informações confiáveis são fundamentais para que as pessoas possam decidir conscientemente sobre o aborto.

Missuori:Lei semelhante vem sendo desrespeitada no em outro estado

O departamento de saúde do estado de Missuori vem lutando para resolver o problema e exigir das clínicas que forneçam as informações sobre complicações pós-aborto. No estado de Missuori existe uma lei para forçar prestadores de serviços ao fornecimento dessas informações, contudo, vem sendo negligenciado o seu cumprimento. Sob nova gestão, o departamento de saúde do estado de Missuori está dedicando esforços especiais para resolver o descumprimento da legislação.

A Dra. Lenora Berning alerta: “O aborto é um dos procedimentos cirúrgicos mais frequentes nos EUA, mas é um dos menos regulados. É o único procedimento cirúrgico que conheço, em que o médico que faz o procedimento não é responsável por dar acompanhamento pós-operatório e não se envolve em quaisquer complicações que ocorram por conta do procedimento.”

Informações:

Statesman.com

Departamento de Saúde do estado de Missuori

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[Investigação] Mortalidade materna por aborto nos EUA é ocultada pela indústria e governos

Há décadas, investigações tem revelado uma série de polêmicas relacionadas a mortalidade materna nos EUA. Artigos científicos da área da saúde também questionam os motivos dos altos níveis de mortalidade materna nos Estados Unidos, o que não condiz com a qualidade do sistema de saúde do país.

O departamento de saúde dos EUA admite, em seu site oficial, que não tem um diagnóstico preciso sobre o motivo dos índices de mortalidade acima do esperado.

Diz o site do CDC: The reasons for the overall increase in pregnancy-related mortality are unclear.

Embora as estatísticas que são divulgadas oficialmente pelo Departamento de Saúde (CDC) não apontem mortalidade materna relacionadas aos abortos legais, diversos fatores levantam suspeitas e tem dado origem à investigações. Dentre os fatores que levantam suspeita, destacam-se, e agravam-se cumulativamente:

1) altos níveis gerais de mortalidade materna apesar da tecnologia e qualidade do sistema de saúde;
2) falta de clareza sobre as causas da mortalidade materna pelo Departamento de Saúde(CDC);
3) simpatia por parte de membros do CDC com a indústria do aborto – tendo inclusive casos de ex-funcionários de clínicas de aborto sido contratados para trabalharem no CDC;
4) óbitos por aborto registrados em diferentes estados  e que não foram inseridos no relatório do governo;
5) mensagens entre membros do CDC e clínicas de aborto sobre mortes maternas relacionadas a abortos.

Enquanto isso, a OMS, Fundação McArthur e Rockefeller e Instituto Allan Guttmacher investem em pesquisas para dizer que o aborto precisa ser legalizado nos países em desenvolvimento porque o aborto clandestino é a origem da mortalidade materna.  Embora sejam incapazes de apurar com exatidão os próprios números,  de abortos legais feitos em seus modernos sistema de saúde, essas instituições americanas ditas isentas insistem em dizer que sabem os números de abortos clandestinos na Colômbia,  México, Brasil e tantos outros países alvos na agenda pró-aborto.


Uma investigação antiga, feita em 1989 acompanhou três casos de mulheres que morreram naquele ano logo após passarem por procedimentos de aborto. Surpreendentemente, nenhuma dessas mortes apareceu na estatísticas divulgadas pelo governo.

Tratam-se dos casos do óbito de Erica Richardson de 16 anos, falecida horas após um aborto legal, vítima de perfuração no útero, Gladys Estanislao e Debra Gray, também falecidas logo após o aborto devido a complicações, conforme relata o livro de Sherlock(1996). Todas residentes do estado de Maryland, um dos Estados que atualmente não fornece nenhuma informação sobre número de abortos realizados no seu Estado para o governo federal ou Instituto Guttmacher.

No mesmo ano de 1989, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou um total de 12 mortes relacionados a casos de aborto legal em todo o país.

Conforme estudo disponível no site afterabortion.org, do Elliot Institute, dos EUA, uma ampla investigação foi feita diante de suspeitas dessa natureza e revelou que de fato, há um número significativo de óbitos maternos que está sendo ocultado pela indústria milionária dos abortos, contando ainda com apoio das autoridades. Veja tradução de parte do artigo do Elliot Institute, abaixo:


Investigação aprofundada mostra mais casos ocultos

Copyright Elliot Institute, PO Box 7348, Springfield, IL 62791-7348.

Na década de 80, Kevin Sherlock, um repórter investigativo especializado em pesquisas com documentos públicos fez uma extensa revisão de certificados de óbitos de mulheres em idade reprodutiva em Los Angeles, capital da Califórnia.

Ele analisou os laudos de autópsias e encontrou 29 mortes ocasionadas por abortos no estado de Los Angeles. Ao comparar com os relatórios do governo ele verificou que apenas quatro desses casos haviam sido considerado nas estatísticas da Califórnia.

Usando técnica similar, Sherlock por fim documentou 30 a 40% mais óbitos maternos decorrentes de abortos legais em todo o país, do que o apurado nas estatísticas oficiais do Departamento de Controle de Doenças (CDC) do Governo Federal. (3)

Sherlock admite ainda que toda sua pesquisa foi realizada sem qualquer assistência do CDC, tendo ainda sofrido tentativas de obstruções por parte do órgão no processo de exame dos registros e documentos. Ressaltou ainda, que apesar dos limitados recursos que contou em sua pesquisa, e de todos os esforços da indústria do aborto e da cooperação governamental em ocultar dados acerca de mortes relacionadas ao aborto legal, sua pesquisa documenta apenas uma pequena parte das mortes que podem realmente ter ocorrido.

O pesquisador obteve registros de uma mensagem de Steven C. Joseph, comissário de departamento de saúde de Nova Iorque em junho de 1987, onde alertava ‘amigos’ que tinha na indústria do aborto para tomarem cuidado com o uso geral de anestesias, uma vez que havia registrado entre  1981 e 1984 um total de 30 mortes relacionadas a abortos em Nova Iorque e um terço delas (dez óbitos), por conta de questões envolvendo a anestesia, e que no resto do país, apenas 10% dos óbitos estavam relacionados com anestesias.

Essa mensagem é uma clara evidência de que as autoridades tem conhecimento de que a mortalidade materna decorrente de abortos legais é superior ao que é divulgada como número oficial. No mesmo período (1981 a 1984), em que o diretor do departamento de saúde enviou a mensagem sobre os 30 óbitos ocorridos na cidade de Nova Iorque, o relatório oficial do governo federal apresenta apenas 42 óbitos por aborto legal em todo o país.

Além disso, a mensagem também sugere que o comissário do departamento de saúde teve acesso a informação de outros 146 óbitos por aborto legal para o mesmo período, fora da cidade de Nova Iorque. Somando as informações das duas mensagem, citando óbitos dentro e fora de Nova Iorque, seriam então um total de 176 óbitos decorrentes de abortos legais. Ou seja, número 419% maior do que o divulgado no relatório do governo.

Leia também: Clínicas de abortos nos EUA ocultam casos de complicações pós-aborto

Outros casos corroboram com essa pesquisa(4). É o caso da morte de Barbara Lee Davis, por hemorragia, logo após uma cirurgia de aborto no primeiro trimestre de gravidez.  O departamento de saúde pública do estado de Illinois admitiu “Infelizmente está acontecendo todos os dias em Chicago, e nós mal ficamos sabendo sobre isso” (5). Um ano depois dessa declaração, uma investigação em apenas quatro clínicas de aborto em Chicago verificou-se, via jornal Chicago-Sun Times, que ocorreram 12 óbitos em consequência de abortos legais e os mesmos também não aparecem nas estatísticas oficiais do estado (6).

Mas como pode essas organizações e o governo estar ocultando tantos óbitos por aborto legal?

Antes da legalização, óbitos por aborto ilegais eram analisados cuidadosamente e relatados oficialmente como resultado de atividade ilegal (7).
Atualmente, nos EUA, o aborto não é somente legal mas é politicamente protegido. Toda o o serviço de gestão e acompanhamento das informações sobre aborto no departamento do governo é realizado por partidários da causa do aborto legal e inclusive contratam profissionais da indústria do aborto para trabalhar no departamento. É como contratar consultores da empresa de cigarro Philip Morris para trabalhar na divisão do governo que gerencia informações sobre câncer. Obviamente, os relatórios do governo estão mais preocupados em proteger a saúde da indústria americana de abortos do que em proteger a vida das mulheres americanas(8).

Ao mesmo tempo, óbitos decorrentes de abortos legais também vem sendo ocultados pela Organização Mundial da Saúde(OMS), pela metodologia do código do CID 12. A regra criada pela OMS agrega num mesmo código CID, os casos de embolismo, por exemplo, com casos de óbito por abortos legais. De acordo com a pesquisadora Isabelle Bin (9).

“o óbito por aborto é como que uma categoria “fantasma”, de forma que  é impossível de segregar mortes por aborto legal. Com a codificação utilizada, qualquer tentativa de registrar abortos legais no sistema do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde de Washington D.C., produz uma “mensagem de rejeição”. Apenas um número muito pequeno de óbitos por aborto são de fato qualificados e validados nessa metodologia para serem informados como óbito por aborto.”

Artigo original em inglês disponível no site AfterAbortion, por David C. Reardon, Ph.D., Copyright Elliot Institute, PO Box 7348, Springfield, IL 62791-7348,  traduzido para o português, com adaptações e dados complementares por Marlon Derosa.

Matéria original:  AfterAbortion.org

Referência de citações(originais, em inglês):

1. Kevin Sherlock, Victims of Choice, (Akron, OH: Brennyman Books, 1996) 134-135.

2. James A. Miller, “‘Safe and Legal’–Back in New York and Maryland,” HLI Reports, 11(2):8-9, Feb, 1993.

3. Sherlock, Victims of Choice, 115-117.

4. For a more complete discussion with additional examples, see Reardon, Aborted Women Silent No More, 109-113, 282-293.

5. Ann Saltenberger, Every Woman Has a Right to Know the Dangers of Legal Abortion (Glassboro, NJ: Air-Plus Enterprises, 1982, 27.

6. Pamela Zekman and Pamela Warrick, “The Abortion Profiteers,” Chicago Sun-Times, special reprint 3 December 1978 (original publication 12 November, 1978)

7. Reardon, 282-293.

8.For a more extensive review of CDC complicity, negligence, and conflicts of interest, see Mark Crutcher, Lime 5, (Denton, TX: Life Dynamics, 1996), 135-170.

9. Isabelle Bégin, “World-wide Abortion Statistics Scam Exposed,” Reality, Oct. 1999.

 


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Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

Clínicas de abortos nos EUA ocultam casos de complicações pós-aborto

Desde 1979 o estado de Missuori, nos EUA, exige que clínicas e hospitais que prestam serviços de abortamentos informem todos os casos de complicações à saúde da mulher relacionadas aos procedimentos.

Apesar disso, muitas clínicas e hospitais não tem fornecido informações a esse respeito. “Isso é inaceitável”, denuncia o Diretor do Departamento de Saúde do Estado, o ginecologista e obstetra Randall W. Williams.

O diretor do Departamento tem 30 anos de experiência como obstetra e ginecologista e alerta, que todo de abortos envolvem riscos à saúde e complicações potenciais às mulheres. Segundo o especialista sênior, as pessoas devem ser alertadas sobre esses riscos antes de tomar a decisão de realizar um aborto.

Investigação sobre o assunto levanta polêmica no Senado dos Estados Unidos

Em 2016, uma investigação foi instaurada e identificou que a maior clínica de abortos dos Estados Unidos  orienta seus funcionários ocultar todo tipo de informação acerca de complicações relacionadas aos procedimentos de abortos.

Foram identificados documentos internos da clínica onde funcionários são orientados que em caso de complicações relacionadas ao aborto, a ambulância não deve ligar as sirenes, mesmo se isso significar locomoção lenta no trânsito. O objetivo disso é viabilizar que as viaturas transitem sem chamar atenção e dificultar que tais ocorrências sejam percebidas e noticiadas.

Além disso, a Planned Parenthood treina funcionários para fornecer apenas informações gerais quando tratado sobre casos dessa natureza com funcionários do serviço de emergência 911.

Os pacientes também são orientados logo após os abortos, para que, em caso de complicações e emergências, não ligue para o serviço de emergência 911 mas sim, diretamente para a Planned Parenthood.

O antigo diretor do Departamento de Saúde, Gail Vasterling, é suspeito de ter feito ‘vista grossa’ para o caso do hospital St. Louis Planned Parentood, que por 8 anos não passou pelas inspeções de segurança, tendo 39 casos de violação de regras de segurança e 210 incidentes registrados.

Espera-se que com o novo diretor, que está condenando estas práticas, a fiscalização seja mais efetivas.

Polêmicas sobre ocultação de complicações dos abortos legais pela Planned Parenthood mobilizam internautas

Vídeo abaixo, em inglês, mostra gravações e documentos que identificaram 4 casos de complicações em um período de 3 meses. Todos na mesma unidade St Louis Planned ParentHood no estado de Missuori.

A ambulância da clínica retira o paciente de sua residência cobrindo toda a operação com um grande pano.

 

Informações:

Site denuncia casos ocultados pelas clínicas (em inglês)

AbortionDocs.org – Site organiza documentos sobre os casos (em inglês)

Nota no site do Departamento de Saúde de Missuori (em inglês)

Operation Rescue – sobre a Investigação do Senado (em inglês)

LifeSiteNews – informações sobre o caso (em inglês)

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Com aborto legalizado, clínicas ilegais ainda fazem metade dos abortos na África do Sul

A legalização do aborto não tem impedido que abortos ilegais e inseguros ocorram na África do Sul. Entidade médica estima que metade dos abortos são feitos em clínicas improvisadas.

Em Joanesburgo, é comum encontrar anúncios de clínicas de abortos nos postes e muros, com oferta de aborto clandestino fácil e com preço acessível. O Royal College of Obstetricians & Gynecologists estima que metade dos abortos na África do Sul são feitos em “clínicas” ilegais.

O aborto é legalizado na África do Sul desde 1996, sem qualquer restrição até o sexto mês de gestação. Após a 24ª semana de gravidez o aborto é permitido apenas se a vida da mãe ou do feto estiverem em risco.

No país o aborto legal é realizado em hospitais públicos e clínicas médicas privadas, regulamentadas. A rede pública porém não é capaz de atender a população nem mesmo nos procedimentos que visam dar a saúde física da população no tratamento de doenças e acidentes.  Moradores de regiões distantes das grandes cidades também sofrem por falta de acesso aos centros médicos.

Com 50% de abortos fora do sistema legal, as estatísticas de abortos na África do Sul indicam uma situação de calamidade.

Apenas com os números oficiais, vemos que entre 1991 a 1996, o número de abortos anuais variava entre 1.024 e 1.600. Em 1996, ano da legalização, o número subiu para 26.519, depois em 1997 chegou a 40 mil abortos. Desde 2004 são registrados mais de 80 mil abortos por ano, até 2014, último número de nossa apuração, em que o número foi de 89.126 abortos, dentro do sistema legal de abortos.

Se a estimativa então é que 50% ocorram de forma clandestina, o número total seria superior a 170 mil abortos ao ano.

Dilemas do aborto gratuito em países subdesenvolvidos

Fala-se muito no discurso pró-escolha, sobre a necessidade de se legalizar o aborto e fornecê-lo de forma gratuita e segura na rede pública de saúde.

Se em países como EUA já existem problemas nesta questão, imaginem em países em desenvolvimento como o Brasil ou com a realidade da África do Sul.

A África do Sul sofre com problemas graves de saúde pública. A malária e outras doenças contagiosas atacam a uma parcela significativa da população. No ranking da OMS, o sistema de saúde da África coloca o país na posição 182, da lista que contém 191 países. O Brasil está na posição 78, no meio da lista.

No Brasil, há filas de milhares de pessoas esperando para cirurgias, faltam leitos em hospitais, as filas são tão longas em algumas cidades que o paciente morre na espera. Também faltam medicamentos para as pessoas em diversos pontos do países, incluindo medicamentos de uso crônico em doenças de alta gravidade.

Na hora de optar pela compra de um medicamento para tratamento de doenças graves e os medicamentos abortivos, qual será a opção do estado? A escolha do estado será a de salvar a vida dos mais necessitados ou terminar com a dos menos desejados?

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Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
obamacare presidente trump aborto

Fim do ‘ObamaCare’ corta US$ 390 milhões da indústria do aborto

Em vitória apertada a Câmara dos EUA revogou a lei chamada de ObamaCare nesta quinta-feira (4), com placar de 217 a 213.

Com a nova lei, a maior clínica de aborto dos Estados Unidos enfrentará uma baixa em investimentos estatais na ordem de $390 milhões de dólares. O orçamento total era $450 milhões, ou seja, 86% da verba governamental que Obama repassava a clínica foi cortado.

Polêmica sobre o ObamaCare

Institutos de pesquisa vêm analisando anualmente as questões polêmicas do ObamaCare, como o financiamento ao aborto para população mais pobre. Este financiamento vinha sendo feito de forma camuflada dentro das verbas governamentais que são repassadas aos planos de saúde financiar este tipo de procedimento em todo o país.

As alterações aprovadas nesta lei não revogam o ObamaCare, mas alteram elementos na política orçamentária.

Como funciona(va) na prática

Nos EUA não há objetivamente (ou teoricamente) um sistema público de saúde. Apesar de ser composto apenas por organizações privadas, o governo do EUA gasta em torno de 17% do PIB em financiamento ao sistema de saúde, por meio de subsídios. Há ainda as chamadas ‘clínicas populares’, que funcionam graças ao repasse de verbas governamentais. Sem um sistema público de saúde, o governo americano, em 2010, ficou em quarto lugar no mundo na lista dos países que mais gastam com saúde. Para efeito de comparação, no Brasil, após cortes de orçamento ocorridos em 2015 fechou o ano de 2016 com 9% do PIB comprometido com a saúde pública.

Os subsídios da saúde então, são verbas que o governo repassa aos hospitais, clínicas e médicos, para reduzir o custo final do serviço para os cidadãos americanos.

Nos EUA, os cidadãos contratam planos de saúde individualmente ou por meio do empregador, de forma semelhante aos planos privados aqui no Brasil. Há porém uma diferença. O ObamaCare tornou obrigatória a contratação de planos (ou seguros) de saúde por todos os cidadãos. Se não contratar, poderá pagar US$ 695 dólares de multa por adulto da família ou 2,5% de sua renda anual como multa. A multa aumenta todo ano.

O ObamaCare busca assim, desde sua concepção, controlar o mercado de planos de saúde e por meio de subsídios (recursos de pagadores de impostos) subsidiar as empresas para que o custo dos seguros saúde fiquem mais acessíveis para a população, considerando cada faixa de renda. Os subsídios são proporcionais, visando ajudar mais os que tem menos renda. Os planos de saúde recebem verbas governamentais e contribuições dos cidadãos, com ‘um financiamento misto’.

Financiamento público do aborto

Uma lei publicada em 1976 e ajustada em 1990, determina que não pode haver financiamento ao aborto e contracepção por meio dos recursos do governo. Afinal, os recursos governamentais são os recursos dos pagadores de impostos, incluindo pagadores de impostos que abominam a ideia do aborto e ‘contracepção’.

Com as regras do chamado ObamaCare, criou-se uma brecha. Foram criados categorias de planos de saúde especiais que operam fora desta regra, permitindo então cobrir os gastos dos hospitais e clínicas com medicamentos e operações para viabilizar abortos. Contudo, os recursos destinados para financiamento ao aborto tem sido camufladas em meio a grandes remessas de subsídio do governo para as clínicas, visando não alarmar a população e movimentos contra a prática.

A revogação desta lei corta quase que a totalidade do financiamento público para estes procedimentos.

Panorama geral sobre as mudanças

Como dito, a lei foi apenas alterada. Dentre as alterações destacam-se:

– fim da obrigatoriedade de todos os cidadãos em contratar um plano de saúde;
– permite que planos de saúde cobrem 30% a mais de pessoas que fiquem sem seguro saúde por dois meses ou mais, como uma forma de incentivo para que a população não abra mão dos seguros.
– redução de impostos e subsídios, que visam facilitar o acesso a jovens adultos.
– cobertura obrigatória: com a nova lei, seguradoras não podem recusar planos de saúde ou cobrar taxas extras para pessoas com histórico de doenças ou que não atendessem a determinados critérios prévios. Em 2016 o ObamaCare beneficiada 20 milhões de pessoas; com esta mudança a estimativa sobe para 50 milhões de pessoas até 2019.
– Aumento da faixa de renda para acesso ao “Medicaid”. Esta alteração aumenta o acesso aos seguros saúde para mais 15 milhões de americanos.
– Empresas com mais de 50 funcionários serão obrigadas a oferecer planos de saúde, sob pena de multa. Empresas menores também podem oferecer benefícios aos funcionários e ter benefícios fiscais como recompensa;

Por que ObamaCare?

Comentários finais:  é no mínimo estranho o governo ter um programa chamado ObamaCare. De fato este não é o nome correto, mas o nome pegou e o então presidente adotou como parte de seu marketing pessoal.

O Site Huffingtonpost.com é um dos tantos que não gostou nem um pouco e discorda do uso deste nome. O nome correto é Affordable Health Care Act. Apesar do ex-presidente Obama ter atuado como motivador da lei ele não a criou sozinho. E ninguém chama o Social Security Act de “RooseveltCare”.

O termo ObamaCare surgiu durante a proposta da lei como um termo pejorativo, cunhado pelos Republicados.  Contudo, conforme artigo do The Washington Post, Stephanie Cutter, RP da campanha de Obama entendeu que este termo poderia ser usado de forma positiva, como marketing pessoal de Obama. Para reforçar o marketing, as campanhas e também alguns veículos de comunicação usam o termo ObamaCare para números e fatos positivos sobre a regulamentação; e o termo correto quando divulgam informações neutras ou negativas.

Informações  e referências

Issue Analysis – Abortion Funding and Obamacare (2016 edition) – Charlotte Lozier Institute(FRC) and Family Research Council (CLI)

Como realmente funciona o sistema de saúde americano

Free Clinics – BPHC

ObamaCareAbortion.com

ObamaCareFats.com – contracepção e aborto e o ObamaCare

O Globo – sobre as alterações (2017)

Huffingtonpost.com

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
ministro irlandes fecha centro de apoio a gestantes aborto

Aborto: Ministro Irlandês fecha centro de apoio a mulheres

O Ministro da Saúde da Irlanda fechou centro de apoio a gestantes, que ajudava a orientar as mulheres a terem seus bebês evitando abortos.

O centro de apoio a gestantes Human Life International (HLI), oferece apoio às gestantes por meio de aconselhamento psicológico e fornecimento de exames de ultrassom gratuitos às gestantes.

A acusação é de que estes centros de apoio fornecem “informações enganosas” sobre riscos para a saúde da mulher sobre o aborto e com isso estariam pressionam a mulher a ter seu filho.

As “informações enganosas” contam com diversos artigos científicos e evidências médicas que os amparam. O ministro da saúde da Irlanda rejeita aceitar estas pesquisas.

Um desses estudos, rejeitado pelos ativistas pró-escolha, foi publicado pela Associação Americana de Pediatria em 2015. No estudo, a Associação analisou evidências que apontaram fortes evidências da relação entre aumento de risco de câncer de mama e abortos induzidos.

Nesse caso, a Associação Americana de Pediatria usou, dentre outras técnicas de pesquisa, a meta-análises (metodologias de alto padrão de qualidade em pesquisa científica), comparou 36 diferentes estudos da área médica que demonstram haver evidências consistentes de que o aborto induzido está relacionado com o aumento no risco de câncer.

Em função disso a Associação Americana de Psiquiatria passou a recomendar que esta informação seja fornecida ás mulheres, para que decidam sobre sua gravidez de posse de informações e possíveis riscos às quais estarão expostas.

Informações:

Estudo Associação Americana Pediatria (em inglês)

Artigo LifeSiteNews (em inglês)

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.

CNBB emite nota “Pela vida, contra o aborto”

Brasília (Rádio Vaticana)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta terça-feira (11/04) intitulada “Pela vida, contra o aborto”, na qual condena o movimento do Supremo Tribunal Federal que, atropelando o Congresso Nacional, procura legislar em favor da descriminalização do aborto.

Os bispos reafirmam a posição clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e, condena “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

A nota critica a ideia do “aborto seguro”, baseada no argumento da falta de condições adequadas para a realização de abortos. “É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos”, dizem os Bispos.

Os bispos ainda lembram que “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”.  E afirmam: “A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade”.

A CNBB pede: “O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado”. E conclama: as “comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana”.
Leia a Nota na íntegra:

 

PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”
(Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos.

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.
Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo U. Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

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