As evidências do início da vida na concepção vs. opiniões e subjetividades

Há mais de um século a ciência defende e reitera: a vida inicia com o processo de fertilização ou concepção. Isso vale para todos os animais de reprodução sexuada incluindo nós seres humanos.

Para desprazer de certas agendas políticas e ideológicas os avanços da ciência não têm colaborado muito. Quanto mais avança a ciência e suas tecnologias mais claro tem se tornado o fato do início da vida ser a fertilização.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar-1Não é a toa que foi dado o nome de contraceptivo ou anticoncepcional às famosas pílulas. Embora as pílulas tenham sido criadas e introduzidas no mercado por pessoas que defendiam o aborto de forma bastante ampla, o termo demonstra a preocupação que se tinha: evitar a concepção de embriões.

A história envolvendo o advento da contracepção artificial e da luta pelo direito do aborto é repleta de polêmicas e posturas que atentam contra os direitos humanos e princípios éticos, como pode ser visto ao conhecer um pouco de Margaret Sanger, intitulada a criadora da pílula e mentora do movimento e indústria da contracepção e do aborto no mundo atual.

Definitivamente não é necessário debater sobre a alma humana, sobre as origens transcendentes da vida ou sobre a posição de qualquer religião acerca desses temas. Embora essas abordagens também adicionem sentidos de grande relevo, se restringirmos o debate apenas aos conhecimentos científicos e a razão humana já teremos elementos suficientes para ver o início da vida humana e dialogar com nosso momento atual, usos e costumes, movimentos culturais, interesses e ideologias envolvidas.

Início da vida na concepção na visão da ciência

As evidências científicas e recentes avanços não só indicam que o início da vida ocorre na concepção como nos trazem muitas formas de ver isso.  Se partirmos da simples descrição biológica vemos que é na concepção ou fertilização, com a união dos gametas, que passa a existir um novo DNA. Um embrião é formado ainda fora do útero materno. Esse embrião carrega toda sua carga genética, ou seja, nenhuma informação genética é passada ao embrião ou o feto após este marco da concepção.

Antes mesmo da nidação do embrião, a mulher começa a sentir sua mamas duras e doloridas. Isso ocorre devido às alterações hormonais iniciadas a partir da fertilização, que visam, dentre diversas finalidades, preparar as mamas para a amamentação. Ou seja, a mulher está grávida desde o momento da união dos gametas.

Também podemos compreender o início da vida entendendo como se dá a fertilização in-vitro. Nos casos de barriga de aluguel, por exemplo, é feita artificialmente a fertilização e o embrião é transferido para o útero de outra mulher. Se o início da vida ocorresse no meio da gestação, como dizem alguns, a mulher que é “barriga de aluguel” teria a incrível e contraditória capacidade de dar a vida ao bebê sem ser sua mãe biológica, pois ele não tem sua carga genética e não é seu filho biológico.

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Os motivos pelos quais algumas pessoas acabam optando por uma fertilização in-vitro são, por exemplo, ausência de útero (mulher que teve de retirar o útero por alguma doença, por exemplo), defeitos congênitos como malformações uterinas, repetidas falhas de implantação em tentativas anteriores etc. Analisando os motivos para tal prática podemos ver que uma mulher que não tem capacidade de gestar uma criança pode ser mãe biológica de uma criança. Isso mostra que a implantação do embrião, por exemplo, ocorrida entre 5 a 7 dias após a concepção, é apenas uma etapa da formação dessa vida já em desenvolvimento. Não é o útero materno que “dá a vida” a cada um de nós, até porque se assim fosse, a mulher teria obtido informação genética do progenitor e “dado a vida” posteriormente e sozinha – a vida seria dada pela mãe e não pelo casal, outra interpretação bastante incoerente.

Desde o momento em que o embrião é composto por uma única célula, essa vida humana já tem sexo definido. A ciência atual já consegue mapear no embrião um grande número de características dessa pessoa, como a existência de síndromes, tendência à obesidade e até mensurar o potencial de desenvolvimento da inteligência da pessoa quando crescida.

Entusiastas e defensores da manipulação embrionária, dos contraceptivos e do acesso ao aborto vêm defendendo diferentes abordagens sobre o início da vida ou sobre a dignidade da vida humana.

A teoria da nidação, por exemplo, defende que somente na implantação do embrião é que ele deve ser considerado vida humana e sua eliminação até ali se assemelha a eliminar qualquer célula do corpo. Negligenciam fatos incontestáveis que diferenciam um embrião de qualquer outra célula. Essa comparação em geral ocorre, ou por completa falta de conhecimento sobre a ciência, ou por conta de interesses em conclusões convenientes, para justificar o uso de determinados métodos de controle de natalidade e ideologias, por exemplo.

Refutando a teoria da nidação ou implantação

Para defesa da teoria da nidação como marco inicial da vida se usa basicamente dois argumentos: 1) uma suposta viabilidade ou autonomia; 2) os casos de gêmeos univitelinos.

A alegação da viabilidade baseia-se em probabilidades e chances de sucesso, pois argumenta que por existir um alto número de concepções que não chegam a se implantar e são naturalmente eliminadas, esses embriões não seriam ainda vida humana. A lógica da chance de sucesso para determinar o que algo é ou deixa de ser parece bastante frágil.  Nada deixa de ser o que é em função das probabilidades e chances de sucesso ou sobrevivência.

Leia também: Quando começa a vida humana? A ciência responde

A teoria da implantação também argumenta acerca dos casos dos gêmeos monozigóticos (gêmeos idênticos), uma vez que na concepção têm-se um embrião e quando chega o momento da implantação no útero este embrião se divide, ou se replica, como uma clonagem, resultando em dois gêmeos idênticos, por exemplo. Não é preciso pensar muito para ver que certamente havia uma vida humana até aquele momento. É similar ao processo de clonagem artificial. Na clonagem, feita com animais, ninguém questiona se o animal que deu origem ao clone era uma vida ou não antes da existência de seu clone. Então por que haveria de se questionar a existência de uma vida humana na fase pré-implantação nos casos de gêmeos monozigóticos?

Enquanto a teoria da nidação tenta caracterizar o início da vida por meio de um marco, ou uma etapa, a ser ultrapassada dentro do processo de desenvolvimento humano, outras teorias como a do 14º dia, ou a teoria formação do sistema neural, defendem que seria um determinado avanço no desenvolvimento do próprio ser humano que lhe conferiria o caráter de vida humana, ou direitos e dignidade. Uma relativização perigosa e subjetiva.

Debates sobre início da vida

Um artigo de Barreto (2017), recentemente publicado no Brasil, fez um levantamento de diversas teorias sobre o início da vida. Arrisco dizer que muitas delas não poderiam sequer ser chamadas de “teoria sobre início da vida”. Veja a breve descrição de diversas teorias trazidas neste artigo:

Entre os critérios mais utilizados para delimitar o marco inicial da vida humana destacam-se a concepção propriamente dita ou o surgimento do novo genoma, muito utilizados por coincidirem com o critério biológico; a nidação do embrião à parede do útero materno, por sua acolhida na comunidade humana; o surgimento das células cardíacas ou das células nervosas diferenciadas, utilizado por simetria aos critérios de morte cardíaca ou encefálica; a viabilidade pulmonar para a vida extrauterina, porquanto o feto teria condições de vida independente do suporte biológico materno. (grifos nossos)

Segundo estes autores vemos que a teoria da concepção tem amparo na biologia enquanto a da nidação tem amparo em “acolhida na comunidade humana”. Ou seja, muita gente concorda. Não por acaso essa é a teoria adotada pela indústria farmacêutica que fornece “contraceptivos”.

Barreto (2017) relaciona vinte supostas teorias sobre início da vida que foram encontrados em artigos acadêmicos ou livros. Digo supostas teorias porque de fato, a grande maioria delas sequer merecem ser chamadas de teoria sobre início da vida, como é o caso da teoria do “Ser Moral”. Essa teoria usa como  critério a “linguagem para comunicar vontades” e defende então o início da vida quando a criança atinge dois anos de idade. Outra teoria relacionada no estudo possui como critério para início da vida o nascimento, outra defende critério da “percepção visual”, em 28 a 30 semanas de idade gestacional, outra o sono-vigília do feto (em 28 semanas). Tem para todos os gostos.

A incoerência da teoria das células cardíacas e das células nervosas é clara e simples. Baseia-se numa tentativa de analogia com a morte cardíaca ou cerebral. Negligencia portanto, as grotescas diferenças existentes entre um cadáver de um ser humano nascido e que por condição adversas teve seu sistema cardíaco ou cerebral prejudicado, com um ser humano que está formando seu sistema neural e terá, em pouco tempo, de forma natural, atividade cerebral e cardíaca normais de um ser humano nascido.

Quando o assunto é acesso ao aborto fala-se bastante sobre a teoria da sensibilidade à dor verificável em 20 semanas de gestação. Primeiramente existem certas controvérsias científicas sobre o início da capacidade de sentir dor uma vez que são vistos reflexos a estímulos dolorosos com 7ª semana de gestação. Contudo, essa teoria é usada em muitos países para legalizar o aborto até 20 semanas, depois quando conseguem legalizar o aborto até 24 ou 30 semanas, os defensores da teoria da sensibilidade a dor em 20 semanas desaparecem ou passam a alegar simplesmente a autonomia da mulher, esquecendo-se do argumento que usaram outrora.

Contradições abortistas à parte, as principais teorias discutidas são a da concepção e a da nidação. Como vimos, a teoria da nidação conta com forte apelo da comunidade e da indústria, embora não goze de fundamentos sólidos. A teoria da nidação é conveniente para muita gente poderosa, como toda a indústria de contraceptivos hormonais, DIUs, pílulas do dia seguinte, indústria da fertilização in-vitro, cientistas que interessados na manipulação embrionária. A teoria da concepção, por sua vez, é tão sólida quanto inconveniente aos interesses institucionais capitalistas.

A beleza do genoma humano

Outra forma que ajuda a visualizar que o início da vida se dá na concepção é conhecendo um pouco melhor o genoma humano.  A Dra. Lygia da Veiga Pereira, no livro Sequenciaram o genoma humano, explica que em nosso genoma existem 30 a 40 mil genes com instruções para a formação e funcionamento de todo o processo de desenvolvimento do ser humano. Todos os detalhes como “altura, cor da pele, cor dos olhos, quantidade de cabelo, tamanho do nariz, distribuição de gordura no corpo, formato do rosto, capacidade respiratória, cardíaca etc” (Pereira, p. 11) .

Poderiam ser descritos centenas de exemplos de como seu genoma perfeitamente descrevia você desde o momento em que seus pais o conceberam um embrião unicelular.

Pereira (2005) destaca que “nosso genoma, o conjunto dos nosso genes, é composto por DNA, que por sua vez é constituído” por “3 bilhões de elementos ordenados sequencialmente”, aos quais poderíamos escrever na forma de letras e equivaleria a “800 Bíblias”. A partir da “primeira célula” do embrião “serão derivados todos os trilhões de células que compõem um indivíduo adulto”.

A descrição da informação genética presente em cada um de nós, no momento em que fomos concebidos,  tornou-se conhecida por meio do famoso médico cardiologista Dr. Enéas Carneiro, que ao término de completa e detalhada descrição demonstra que um cromossomo humano pode conter informação equivalente a 4 mil livros de 500 páginas cada um. Tratam-se das instruções e características de cada ser humano.

Chamar isso de um amontoado de células é leviano demais. Infelizmente já vi pessoas formadas em biologia, aqui no Brasil, compararem um embrião com um esperma ou com parasitas. Isso é lamentável. Enquanto o corpo humano trabalha para eliminar um eventual parasita, o corpo da mulher se transforma completamente, desde o primeiro dia da concepção de um embrião, para nutrir e acolher essa nova vida. As diferenças são brutais.

Quando dizem que não há consenso científico sobre o início da vida, lembre-se que isso se fundamenta em um debate em que se defende o início da vida no nascimento ou aos dois anos após nascido. Se não há consenso é por teimosia de alguns que, sem argumentos razoáveis, insistem em defender o que julgam mais conveniente às suas ideologias e preferências.


 04 de abril de 2018. Todos os direitos reservados.              Marlon Derosa e Dra. Ana Derosa


Informações:

Barreto, V., 2017. O marco inicial da vida humana: perspectivas ético-jurídicas no contexto dos avanços biotecnológicos. Caderno de Saúde Públia 2017; 33(6):e00071816. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/csp/v33n6/1678-4464-csp-33-06-e00071816.pdf>. Acesso em 18 mar. 2017.

Derosa, M. (Org.)., 2018. Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades. Ed. Estudos Nacionais. Cap. 4. Quando começa a vida segundo a ciência, por Dra. Ana Derosa.

Derosa, M. (Org.)., 2018. Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades. Ed. Estudos Nacionais. Cap. 15. A relação entre aborto e câncer de mama, por Dra. Angela Lanfranchi, Dr. Ian Gentles e Elizabeth Ring-Cassidy.

Derosa, A. 2017. Quando começa a vida humana? A ciência responde. Estudos Nacionais.

Pereira, L. 2005. Sequenciaram o genoma humano – E agora?. Coleção Polêmica. 2a edição. Moderna: São Paulo, SP.

36 citações de médicos e cientistas que confirmam: a vida humana começa na concepção

Patrícia Galvão publica edital para financiamento de reportagens pró-aborto no Brasil

Edital publicado pelo Instituto Patrícia Galvão oferece financiamento de 10 mil reais para cinco reportagens que tratem do tema do aborto sob o ponto de vista favorável à legalização, com o objetivo de aumentar ainda mais a presença do tema na mídia.

A iniciativa vem de poderosas fundações e entidades internacionais que por meio do Instituto Patrícia Galvão investem milhões de dólares por ano para a propaganda de suas ideias e pautas de interesse internacional, especialmente em países em desenvolvimento. Os parceiros financiadores interessados são as entidades: Fundação Ford, International Planned Parenthood (IPPF), Instituto Rosa Luxemburgo, além do IBOPE, Instituto Avon, Mary Kay, TV Cultura e Rede Globo de Televisão, além do Ministério da Saúde e outros órgãos governamentais. Com estes parceiros financiadores, os vencedores do edital certamente terão sua reportagem veiculada com grande abrangência pelo país e pelo mundo.

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A Planned Parenthood (IPPF), por exemplo, fundada pela eugenista Margaret Sanger (1879-1966), que defendia o abortamento de negros e moradores dos bairros pobres, está presente em mais de 170 países em sua atuação no campo da “saúde reprodutiva” – recurso eufemístico para aborto. A Planned Parenthood ficou conhecida em 2015 devido um escândalo internacional no qual foram divulgadas gravações em que membros do grupo vendiam clandestinamente órgãos de fetos abortados.

Mas nem todas são abertamente pró-aborto. Algumas se escondem sob belos disfarces, como no caso da empresa Mary Kay, cuja proprietária se diz cristã e declarou em entrevista ter “Deus como sócio”.

Objetivo do edital é ampliar ainda mais o tema na mídia, por meio de teorias como Agenda Setting utilizadas como técnicas de convencimento social. O Agenda Setting, ou agendamento, compõe-se de uma estrutura persuasiva baseada em uma fase de tópico ou objeto e seguida dos atributos associados ao tema. A presença constante do tema na mídia corresponde ao uso da teoria conforme a famosa observação do sociólogo Bernard Cohen de que os meios de comunicação não são capazes de determinar como pensar as coisas, mas podem eficientemente dizer no quê pensar. A exploração da presença do tema é, portanto, porta inicial para a sua atribuição de juízo.

Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, reforça a importância da mídia para fomentar o tema:

A mídia desempenha um papel crucial na percepção que a sociedade tem sobre o aborto, e este edital busca incentivar reportagens baseadas em evidências e histórias que nos ajudem a olhar para este tema com a seriedade que ele requer, afirma.

Dirigido a jornalistas profissionais com todos os níveis de experiência, o edital chamado Jornalismo Investigativo em Direitos Humanos, Aborto e Saúde Pública conta com apoio institucional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Global Health Strategies Brasil (GHS). O jornalismo investigativo da Abraji, como sempre, apenas investiga o que interessa. Afinal, a entidade brasileira é parceira inseparável da Open Society Foundation, do bilionário George Soros, que recentemente declarou que a liberdade na internet é uma ameaça à democracia.

Outro apoiador da iniciativa do Edital é a Global Health Strategies Brasil (GHS), uma entidade internacional que tem como bandeira a “comunicação e advocay para mudar o mundo”, financiando e promovendo iniciativas semelhantes para modificação da percepção social sobre temas de interesse dos seus financiadores. Aliado à ONU Mulheres, ao Fundo de População da ONU e à Global Fund for Women, o grupo financia ações sob a bandeira da “igualdade de direitos”, da saúde reprodutiva e sexual, apoiando a ampliação da educação sexual com o aporte teórico das teorias de gênero, (ideologia de gênero), financiando ONGs e movimentos LGBT por todo o mundo.

Lista dos apoiadores do Instituto Patrícia Galvão (ou veja o print do site oficial):

Agências das Nações Unidas
ONU Mulheres Brasil
UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas

Instituições internacionais
Fundação Ford
Global Fund for Women
IPPF – International Planned Parenthood Federation
IWHC – International Women’s Health Coalition
Fundação Rosa Luxemburgo

Governo brasileiro
Ministério da Saúde
SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério de Direitos Humanos

Instituições e empresas brasileiras
Ashoka Empreendedores Sociais
Data Popular
Ibope
Instituto Avon
Locomotiva Instituto de Pesquisa
MacKinsey&Company
Mary Kay
TV Cultura/Cultura Data

Outros parceiros já apoiaram projetos específicos do Instituto:
CCR – Comissão de Cidadania e Reprodução 
O2 Filmes
Rede Globo de Televisão

 

 

precisamos-falar-sobre-aborto-mitos-e-verdades

Números de abortos aumentam com a legalização, confirma levantamento com 19 países

O livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades mostra levantamento feito nas estatísticas oficiais de 19 países que legalizaram o aborto e responde de forma definitiva: a legalização do aborto provoca aumentos dramáticos nos números de abortos provocados.

Amplitude do levantamento

Em todos eles o número de abortos subiu drasticamente e a sociedade viu consequências negativas nas mais diversas esferas. Todos esses países analisados representam 51% da população total mundial. Ou seja, 3 bilhões 658 milhões de habitantes. Isso quer dizer que os malefícios da legalização e expansão do aborto estão impactando a maior parte da população mundial, representando um grande holocausto e tudo graças ao processo de legalização.

Região / País Número de abortos
 

País

População do país (em milhões) Número de abortos no 1 ano de aborto legal Último valor disponível Percentual de aumento desde a legalização
África do Sul 55,9 1.600 89.126 5.570%
Alemanha 82,67 17.800 99.237 458%
Austrália 21,6 1.140 84.500 7.412%
Canadá 36,3 11.000 100.000 809%
China 1370 3.910.110 6.690.027 71%
Escócia 5,9 1.544 12.063 681%
Espanha 46,15 17.766 108.690 512%
EUA 323 170.000 926.200 445%
França 66,9 33.454 203.463 508%
Grécia 10,75 7.184 17.632 245%
Índia 1300 380.000 701.415 85%
México (DF) 8,85 10.134 132.609 1.209%
Nepal 26,4 10.561 323.000 2.958%
Nova Zelândia 5 2.700 13.155 387%
Paquistão 210 890.000 2.250.000 253%
Portugal 10,32 6.107 16.454 167%
Reino Unido 65,5 27.200 190.000 599%
Suécia 9,9 500 38.071 7.614%
Uruguai 3,4 7.171 9.719 36%
População total  3.658,54  

Metodologia está subdimensiona o aumento de abortos provocados ocorridos

No capítulo “Um panorama internacional sobre a questão do aborto” são detalhados diversos engodos da indústria do abortamento legal. Por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de ferrenhos defensores da ideologia do aborto legal, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, verificam-se muitos casos de subnotificação de abortos legais. Essas características fazem com que o aumento verificado esteja subdimensionado. Se usada outras metodologias veríamos que a legalização provoca aumentos ainda maiores nos números de aborto.

Entenda:

  • Subnotificação de abortos legais: Um deles é o fato de que em muitos países que tem o aborto legalizado existem provas e confissões da própria indústria do aborto, governos, grupos pró-escolha e de institutos dizendo que o número de aborto legal apurado anualmente é inferior ao que de fato ocorre, pelo fenomeno da sub-notificação de abortos legais.
  • Não foi considerado o valor acumulado de abortos: outro fator que indica que o estudo está sendo ‘moderado’ é o fato de que comparou o primeiro ano de aborto legal com o último número registrado (ano mais recente da apuração em cada país). Ao analisar as estatísticas afundo verifica-se que em muitos casos os países sofreram já passaram do pico de abortos legais ao ano, ou seja, o valor acumulado ou mesmo a média de número de abortos nas últimas décadas pode, em diversos casos, ser maior do que o último número registrado e usado como parâmetro de cálculo do percentual de aumentos.
  • Base de cálculo do primeiro ano é maior que da fase da ilegalidade: em todos estes países verificou-se um aumento gradual nos anos após a legalização, indicando tendência. Em muitos casos os números de abortos clandestinos que ocorriam antes da legalização eram menores que o número de abortos no primeiro ano da legalização. Quando se analisa a dinâmica do número de nascimentos, por exemplo, isso fica evidente. Desde o primeiro ano do aborto legal em muitos casos o número de nascidos vivos já é menor que no ano anterior. Se fosse possível obter estimativas confiáveis de abortos clandestinos no período pré-legalização certamente o percentual de aumento de abortos decorrente da legalização seriam bem superiores.
  • Abortos clandestinos continuam acontecendo após a legalização: em diversos países da análise, os próprios militantes pró-aborto admitem que o número de abortos legais é apenas parte do problema e que persistem casos de abortos clandestinos. É o caso do Reino Unido, Nepal e África do Sul. Na África do Sul estima-se que o número de abortos legais corresponda a 50% do total de abortos ocorridos.
  • Percentual de gestações interrompidas confirma dados: as conclusões desse levantamento são confirmadas pelo aumento no percentual de gestações terminando em aborto nestes países. Desde a legalização o número de abortos passa a representar uma parcela cada vez maior das gestações totais do país, confirmando que a prática aumentou e ainda, que as estimativas de abortos clandestinos usadas na época anterior a legalização eram fraudadas pela militância pró-aborto.

O estudo comprova que a legalização do aborto no Brasil provocaria um aumento na prática. Mostra também que os problemas de abortos forçados, que atingem em torno de 50% dos casos de aborto, passarão a afetar um número ainda maior de mulheres. O estudo também demonstra que a legalização do aborto é antes de tudo uma bandeira de indústrias bilionárias.

Este levantamento é parte de um conjunto de estudos publicados por 13 autores do Brasil e do exterior, em 640 páginas no livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades, que conta com centenas de referências bibliográficas para que deseja um conteúdo completo sobre esta pauta. O livro pode ser adquirido pelo site da editora Estudos Nacionais.


Mais informações sobre o tema em estudos sobre aborto.

 

Cresce adesão ao movimento ‘Minha geração vai erradicar o aborto’

A campanha pró-vida chamada “My generation will end abortion” (minha geração vai acabar com o aborto, tradução literal livre) tem crescido significativamente nos EUA e agora conta com apoio do Presidente Donald Trump e de seu vice-presidente, Mike Pence.

A onda de otimismo frente a expansão das iniciativas pró-vida começou faz alguns anos e conta agora com apoio da presidência dos Estados Unidos e comemora avanços concretos.

Apoio da presidência dos Estados Unidos

Em janeiro de 2018 pela primeira vez um presidente americano participou da marcha anual pela vida. Trump fez um discurso 100% em apoio à vida destacando as diversas ações concretas realizadas em seu primeiro ano de governo contra o lobby abortista, como os gigantescos cortes de financiamentos públicos para projetos abortistas.

Agora em março o vice-presidente Mike Pence, em  um encontro na organização pró-vida  Susan B. Anthony List & Life Institute, destacou:

“Se todos nós fizermos tudo o que pudermos, podemos restaurar a santidade da vida ao centro da lei americana”

A onda de otimismo pela valorização da vida

O frase tem sido cada vez mais repetida nos Estados Unidos e em diversos outros países que tiveram o aborto legalizado há décadas mas hoje comemoram grandes avanços do movimento pró-vida.

A organização pró-vida Texas Alliance for Life fez um vídeo de pouco mais de 5 minutos que traz o título da campanha e chama as pessoas que se intitulam pró-vida para se engajarem nessa luta. O vídeo faz um resumo dos principais marcos desde a legalização do aborto, em 1973, e dá destaque aos recentes avanços do movimento pró-vida, demonstrando as reais chances de sucesso dessa geração em erradicar o aborto tanto pela desestimulação de sua prática quanto pela revogando as leis que favorecem a indústria do aborto.

A queda do movimento abortista e a ascensão pró-vida

A queda do movimento abortista é reflexo da consequência da legalização do aborto e de seus próprios atos. As mentiras usadas para aprovar o aborto legal vêm sendo paulatinamente descobertas e os efeitos colaterais do aborto cada vez tornam-se mais evidentes.

Milhares de pesquisas científicas, documentos e decisões judiciais mostram as mazelas da sociedade que tem o aborto legal: são abortos forçados, aborto coercitivo, seleção de sexo por aborto, aumento no risco de câncer de mama, prematuridade em gestações futuras, depressão, ansiedade, aumento nas taxas de suicídio, infertilidade, perda de libido, destruição das famílias e separação de casais, venda de órgãos e tecidos de fetos etc.

A indústria do aborto vêm contratando pesquisadores, ativistas, jornalistas e subsidiando políticos há décadas para produzir pesquisas que tentem desmentir ou atenuar todos esses problemas, mas pouco resultado tem sido obtido.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar-1Em paralelo, a ciência da embriologia e fetologia também obtiveram avanços significativos desde a década de 1970, quando se legalizou o aborto na maioria dos países como EUA, Canadá e Reino Unido, por exemplo. São estudos cada vez mais robustos que mostram a humanidade do embrião ou do feto nos estágios mais iniciais de uma gestação.

A conversão de pró-escolhas para pró-vida também tem contribuído para a queda do movimento abortista.

Como destaca o vídeo da organização pró-vida do Texas, nas últimas décadas o movimento em defesa da vida cresceu e passou a contar com apoio de ex-militantes e inclusive de ex-funcionários de clínicas de aborto, como é o caso do Dr. Bernard Nathanson e o caso da Srta. Abby Johnson. Abby  trabalhava numa clínica da PlannedParenthood e um dia, ao participar de um aborto assistiu a agonia do feto pela tela do aparelho de ultrassonografia. Após o aborto a Srta. Abby pediu demissão e juntou-se aos militantes pró-vida tornando-se uma grande defensora da causa. A experiência de Abby Johnson foi publicada no livro em inglês UnPlanned (disponível na Kindle Store).

Situação brasileira: o Brasil irá erradicar o aborto ou legalizar?

O Brasil é um grande alvo da indústria internacional do aborto e infelizmente os movimentos pró-aborto ainda tem muita força e vem guiando o debate enquanto enfrentam uma tímida oposição de poucos ativistas pró-vida e pesquisadores que atuam em defesa dos não nascidos mas representam a vontade de 87% da população brasileira, que é contra o aborto.

No ambiente cultural as barreiras da língua inglesa dificultam o acesso à informação. O monopólio ideológico dos grandes veículos de comunicação e a infiltração da esquerda abortista nas esferas do serviço público, que vai do STF (por conta da indicação dos ministros pelos governos petistas de Lula e Dilma) até  funcionários do Ministério da Saúde, representantes em Associações e Conselhos Profissionais e universidades têm produzido um ambiente perigoso, que ameaça a vida de quem aguarda a hora do parto para ver a luz do dia e a face de seus pais.

Apesar disso, o movimento pró-vida no Brasil também vem crescendo. Contudo, seu crescimento pode não significar outra coisa senão um maior número de pessoas lamentando a legalização do aborto. A onda de otimismo dos EUA é certamente uma esperança para o Brasil mas o movimento pró-vida brasileiro precisará crescer de forma rápida e consistente para tornar-se um obstáculo.

Se o Brasil não fizer a sua parte poderá ver um novo e inusitado cenário: aborto legal no Brasil e aborto proibido nos Estados Unidos.

 


Informações:

Artigo do site Crítica Nacional: Contra o aborto, vice-Presidente americano diz que vai “restaurar a vida na América”

 

pesquisas brasileiras confirmam abortos forçados

Pesquisas brasileiras confirmam abortos forçados no Brasil

Fora do Brasil diversos estudos já apontaram a ocorrência de abortos forçados, em que a mulher é pressionada pelo companheiro (pai da criança em formação), amigos, chefes, pais da mulher  ou até mesmo é coagida pelo estuprador, nos casos de violência sexual.

Leia também: Mulheres são pressionadas a abortar e sofrem danos psicológicos, diz estudo 

Embora no Brasil o ambiente de pesquisa seja muito mais dominado por militantes pró-legalização, em pesquisas por vezes com outros objetivos, podem acabar coletando dados que indicam a ocorrência de abortos forçados, em que a mulher não é a decisora e acaba abortando por pressão, intimidação ou coação, exercida por terceiros. Tal realidade demonstra, mais uma vez, que a luta pela legalização do aborto é extremamente nociva para as mulheres e com o aborto legal a mulher se torna ainda mais refém de pressões para fazer abortos contra sua vontade.

Leia também: Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

Pesquisas brasileiras confirmam achados de pesquisas internacionais

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplar-1O artigo acadêmico publicado por Nader, Blandino e Maciel (2007)[1]  mostra que dentre um grupo de 21 mulheres brasileiras que fizeram um aborto induzido na amostra da pesquisa, 47% delas abortou por “alguém aconselhou a abortar”. Em 38% dos casos o pai da criança em gestação quem “incentivou” e em 23,% o pai “apoiou”.

Aparentemente, a pesquisa não desejava mostrar abortos forçados e usou os termos “pai incentivou a fazer o aborto” e “pai apoiou a fazer o aborto”. Ora, qual a diferença entre as que responderam que o pai apoiou e as que responderam que o pai incentivou? Se o pai apoiou, é possível (apenas possível) que a mulher tenha tomado a decisão inicial e tido apoio na decisão. Contudo, nos 38% dos casos em que o pai incentivou, fica claro que não foi um apoio a decisão da mulher, mas uma indicação para abortar, pressão ou coação.

A pesquisa também mostra a participação por meio de “incentivo ao aborto” vindo de outros membros da família. Em 9,5% dos casos, algum familiar “incentivou” ao aborto e em 4,8% algum familiar “apoiou”. Ou seja, somando os casos em que o pai ou a família incentivaram, temos 47,6% dos casos de aborto um terceiro incentivou o aborto.

Leia também: O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto

A pesquisa indica também que 11,8% teve medo de perder o emprego, 20,6% abortou por falta de apoio do pai da criança e 17,7% por ter uma relação instável, 5,8% por medo da família e apenas 2,9%  por “não querer a criança”. Ou seja, vemos a participação de terceiros em 55,9 % dos casos. A pesquisa corrobora com achados de pesquisas internacionais, como é o exemplar da pesquisa de Coleman (2017), [2] que verificou que 58% das mulheres tinha sido forçada a abortar nos Estados Unidos.

Também no Brasil pode-se ver que metade dos abortos, ou mais, são feitos contra a vontade da mulher, por pressão de terceiros, por medo, ou em vista das condições do seu relacionamento (que não deixam de ser resultado da vontade ou “incentivo ao aborto” por parte de seu companheiro).

Outra pesquisa similar[3], também realizada no Brasil, mostrou que 21% de um grupo de adolescentes abortou unicamente porque “o parceiro não queria” e 5,3% abortou porque “a família não aceitava”. Essa pesquisa analisou 230 mulheres que haviam sido hospitalizada após curetagem por aborto, na maternidade do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco.

Em países com aborto legal coação e pressão a abortar ocorrem com maior frequência

Ao comparar estas duas pesquisas brasileiras com pesquisas científicas e documentos disponíveis sobre a realidade de outros países, em especial os coletados pelo Elliot Institute no site TheUnchoice[4], verifica-se que o aborto forçado ocorre com menos frequência no Brasil, onde o aborto é crime e a população é menos favorável a prática.

A pesquisa Synergy of Coercion, que analisou países com aborto legal, verificou:

  • Efetivamente pressionadas: 52% das mulheres
  • Sentiu pressão para abortar: 64% das mulheres
  • Abortou por não obter apoio para seguir a gestação: 67% das mulheres
  • Não viu outra alternativa: 79% das mulheres

Além desses casos, centenas de notícias e julgamentos em tribunais sobre coação e agressão a gestantes são verificados em países com aborto legal. Relatórios também apontam para ocorrência de tentativas de assassinato da gestante com objetivo de evitar o nascimento da criança.[5] [6]

A luta pela solução errada

Para a militância pró-legalização, que recebe investimento internacional de organizações ligadas às clínicas de aborto, a solução é sempre liberar o aborto e o problema dos abortos forçados nunca é tratado, tampouco fala-se sobre.

É evidente que a legalização banaliza o aborto e expõe mais mulheres ao aborto forçado, situação que aumenta a probabilidade de desenvolvimento de transtornos psicológicos e claro. Os aumentos gerais da incidência de abortos, natural em países com aborto legalizado, provoca de um um gigantesco genocídio seres humanos inocentes, que deixa rastros de morte, traumas psicológicos, danos para saúde física das mulheres, relacionamentos e famílias destruídas, aumento nas taxas de suicídio e uma profunda degradação moral.

 


Referências do artigo:

[1] Características de abortamentos atendidos em uma maternidade pública do Município da Serra – ES. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v10n4/18.pdf>. Acesso em 04 mar. 2018.

2] Coleman et. al. 2017. Women Who Suffered Emotionally from Abortion: A Qualitative Synthesis of Their Experiences. Journal of American Physicians and Surgeons, Volume 22, Number 4, Winter 2017. Acesso ao artigo em inglês. Madeira JL. Aborted emotions: regret, relationality, and regulation. Michigan J Gender & Law 2014;21:1-66.

[3] Souza, AI., Aquino, M., Cecatti, JG., Pinto e Silva, JL., 1999.  Epidemiologia do Abortamento na Adolescência. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.21 no.3 Rio de Janeiro Apr. 1999. Disponível em  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em 04 mar. 2018.

[4] Elliot Institute, 2012. Forced Abortion in America: A Special Report. Link

[5] Julie A. Gazmararian et al., “The Relationship Between Pregnancy Intendedness and Physical Violence in Mothers of Newborns,” Obstetrics & Gynecology, 85 :1031 (1995); Hortensia Amaro et al., “Violence During Pregnancy and Substance Use,” American Journal of Public Health, 80: 575 (1990); and J. McFarlane et al., “Abuse During Pregnancy and Femicide: Urgent Implications for Women’s Health,” Obstetrics & Gynecology, 100: 27, 27-36 (2002)

[6] I.L. Horton and D. Cheng, “Enhanced Surveillance for Pregnancy-Associated Mortality-Maryland, 1993-1998,”
JAMA 285(11): 1455-1459 (2001); see also J. Mcfarlane et. al., “Abuse During Pregnancy and Femicide: Urgent Implications for Women’s Health,” Obstetrics & Gynecology 100: 27-36 (2002)

Referências internas

Derosa, M. 2018. Estudos Nacionais: Mulheres são pressionadas a abortar e sofrem danos psicológicos, diz estudo 

Derosa, M. 2017. Estudos Nacioanis: O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto

Derosa, M. 2017. Estudos Nacionais: Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

 

trauma-psicologico-por-aborto-em-homens

Trauma após aborto em homens

O trauma pós-aborto para o homem pode ocorrer nos casos em que a mulher decide  o aborto contra a vontade do homem mas também quando o homem participou da decisão de abortar.

Em um clima de debate sobre aborto em que o movimento pró-escolha tenta proibir qualquer homem de  sequer dizer qualquer coisa que não seja favorável a legalização, será que é possível falar sobre a realidade dos homens que sofrem de traumas pós-aborto?

O tema pode surpreender ao senso comum mas é uma realidade, assim como os abortos forçados e a seleção de sexo por aborto, o drama de homens que não desejam ter seus filhos sendo abortados ou que se arrependem do aborto existe e é grave. Embora não passem pela experiência do procedimento, o trauma pode ocorrer.  A identificação entre pai e filho pode existir desde as primeiras semanas de gestação e a terminação da gravidez pode ocasionar impactos significativos na sua saúde mental.

“quando soubemos que ela estava grávida ela disse que minha decisão era muito importante. Eu falei que queria continuar com aquela gestação e que daria todo o suporte para ela e o bebê (…) Ela admite que viverá para o resto de sua vida com o sofrimento daquela decisão mas ela se recusa a falar com qualquer pessoa sobre o assunto”.

Infelizmente testemunhos como esse não são uma realidade tão rara quanto se imagina. Legalmente os homens não têm recursos para evitar que seus filhos sejam abortados quando a mulher deseja fazer o aborto. Muitos acabam silenciando sobre o assunto. Muitos também podem acabar aceitando o aborto por coação, pressão e falta de alternativas, mostrando que a realidade do aborto forçado ocorre tanto contra a vontade mãe quanto do pai.

Consequências do aborto para o homem

Um artigo no LifeSiteNews mostra o drama de um homem que tentou inutilmente salvar a vida de seu filho, contra a decisão da mãe de recorrer ao aborto. O homem era refugiado de Honduras e vivia no Canadá temporariamente onde o aborto é legalizado. Ao pedir auxílio ele foi informado que as leis do Canadá não só permitiam o aborto por exclusiva decisão da mulher como a protegiam de tal forma que ele mesmo poderia ser preso ou deportado caso tentasse impedir o aborto de seu filho.

Um caso noticiado no jornal The Telegraph Observer conta a tragédia do homem, de 44 anos de idade, que cometeu suicídio em frente a uma clínica Planned Parenthood em Overland Park, em 2002. Outro caso de suicídio foi registrado no LifeSiteNews.com, onde o homem de 39 anos de idade cometeu suicídio após sua namorada decidir pelo aborto de seu filho.

Não há como negar ou rejeitar estes casos. Um artigo recente no The Daily Telegraph, da Austrália, reconhece a existência desses traumas e de que muitos homens chegam a cometer suicídio por conta disso. Além disso, “traumas pós-aborto frequentemente destroem relacionamentos”, completa o artigo.

Projetos e iniciativas atuam no tratamento de traumas pós-aborto em homens

A magnitude dos traumas e a prevalência dessa ocorrência pode ser bem ilustrada pela quantidade de organizações dedicadas a tratar e apoiar homens com trauma pós-aborto.

O site PostAbortionHelp.org organiza eventos nos Estados Unidos para dar apoio psicológico e espiritual para homens que sofrem do trauma pós-aborto, tamanha é a significância deste problema social e de saúde pública.

O site SilentNoMoreAwareness.org é outro que concentra diversos testemunhos de homens que experienciaram grande sofrimento por conta do aborto, além de realizar eventos de orientação tanto nos Estados Unidos, Canadá e em outros países, contendo uma agenda frequente de eventos nos EUA e Canadá. O site Men and Abortion também apresenta soluções de aconselhamento para homens com trauma pós-aborto.

Outros sites do gênero são: PlaceToRemember e o Reclaiming Fatherhood (Chicago), que também apresenta depoimentos de vítimas. Há também uma área específica do site TheUnchoice sobre esses casos TheUnChoice.com/Men, e no site do projeto RachelsVineyard.org relacionando diversos artigos e informações relevantes.

Livros e pesquisas científicas sobre trauma pós-aborto em homens

Embora existam mais pesquisas analisando o trauma pós-aborto em mulheres, o número de livros e pesquisas sobre o trauma pós-aborto em homens já é significativo.

LIVROS

Redeeming A Father’s Heart: Men Share Powerful Stories of Abortion Loss and Recovery Paperback – May 24, 2007. (disponível na amazon)

Fatherhood Aborted Paperback – May 11, 2001. (disponível na Amazon)

Men and Abortion: A Path to Healing Paperback – September, 1999 (disponível na Amazon)

Healing a Father’s Heart: A Post-Abortion Bible Study for Men Paperback – November 1, 1996. (disponível na Amazon incluindo versão Kindle)

Breve resumo dos livros disponível em inglês no link site PostAbortionHelp.Org

ARTIGOS ACADÊMICOS

A Thematic Analysis of Men’s Experience With a Partner’s Elective Abortion.
Catherine T. Coyle, PhD, 2015. (Link par o artigo)

New Research Concerning Men’s Disclosure of Their Abortion Experience (Download PDF)
Catherine T. Coyle, PhD & Vincent M. Rue, PhD

Men’s Perceptions Concerning Disclosure of a Partner’s Abortion: Implications for Counseling (Download PDF)
Catherine T. Coyle, PhD & Vincent M. Rue, PhD

Men and Abortion: Psychological Effects (with table) (Download PDF)
Catherine T. Coyle, RN, PhD

Palestras sobre os impactos do aborto na saúde mental de homens, por Kevin Burke

Um panorama amplo sobre esse tópico é apresentado pelo Dr. Kevin Burke, responsável por essa frente de trabalho no Projeto Rachel’s Vineyard, que atua em 49 estados dos EUA:

O Dr. Kevin Burke fala, em outro de seus vídeos, em inglês, sobre comportamento suicida em homens traumatizados pela experiência do aborto.

Arrependimento pós-aborto e o caso de Steven Tyler, da banda Aerosmith.

A história do cantor Steven Tyler ficou relativamente conhecida nos Estados Unidos. Por conta de sua carreira o cantor e sua ex-namorada Julia Holcomb decidiram recorrer ao aborto tardio, em uma gestação de cinco meses. “Nosso relacionamento nunca mais foi o mesmo”, descreveu Julia. O cantor também se pronunciou e disse que ter feito o aborto foi “devastador”, representando “uma grande crise”.

A história é contada em detalhes pela ex-namorada de Tyler no vídeo abaixo:

 


Informações:

Coyle e Rue (2015). A Thematic Analysis of Men’s Experience With a Partner’s Elective Abortion.

LifeSiteNews – Why I don’t want work on the front lines

LifeSiteNews – Dad commits suicide after girlfriend threatens abortion (Pai comete suicídio após sua namorada informar sobre aborto)

The Daily Telegraph Austrália

AfterAbortion.org – evento para tratamento pós-aborto para homens

TheUnchoice.com. Later Abortions More Likely to Be Unwanted, Are Linked to Psychological Problems.

By Randall K. O’Bannon, NRL Director of Education & Research, 2016. Research reveals men’s sense of grief and helplessness in response to woman’s abortion.

Mulheres favoráveis ao aborto têm 6 a 28 vezes mais chance de abortar

Embora militantes pró-legalização insistam em argumentar que a pauta se restringe a dar condições seguras para as mulheres e faz parte de “uma política de redução de danos”, a aceitação do aborto por parte das mulheres aumenta sua exposição a essa agressão. É o que indicou uma pesquisa acadêmica brasileira feita em 2009, que entrevistou 1.121 mulheres em São Paulo-SP.

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Se cada matéria que tenta caracterizar o aborto um direito contribui para o aumento da aceitação das mulheres sobre o aborto, jornalistas e veículos de comunicação têm contribuído para o aumento dessa problemática e para uma maior exposição das mulheres aos males dos abortos.

O estudo indica que as chances de uma mulher fazer um aborto quando ela considera o aborto um direito é 6,33 vezes maior, em comparação com as mulheres que acham que o aborto deve ser mantido criminalizado e jamais fizeram um aborto. O risco aumenta ainda mais quando a mulher tem baixo grau de instrução e aceita o aborto. (pág 39)

Em outro recorte, o estudo verificou que entre as mulheres que não tinham filhos e aceitam o aborto, a chance delas cometerem um aborto provocado é 28,34 vezes maior (pág 42).

Desta forma, surge a óbvia e inescapável afirmação: o apoio massivo da mídia no sentido de sensibilizar as pessoas a aceitar o aborto, se obtém sucesso, aumenta substancialmente os riscos das mulheres se exporem aos males físicos e psicológicos do aborto. 

Os dados do DataSUS confirmam isso. A partir do suposto surto de zika vírus, amplamente explorado pela mídia, o número de internações hospitalares pós-aborto teve aumento, após diversos anos de queda constante.

O aumento no risco de cometer abortos pode ser maior se a prática for legalizada

O estudo analisou essa chance de cometimento de abortos na atual situação brasileira. Se a prática for descriminalizada, o efeito da legalização pode aumentar ainda mais as chances das mulheres cometerem abortos. Os dados de outros países demonstram que quanto mais tempo decorrido desde que o aborto foi legalizado, maior a propensão das pessoas em aceitar a prática, maior o número de abortos e também o percentual de gestações terminadas em aborto.


Informações:

Carneiro, Marta Camila Mendes de Oliveira. 2009. Prevalência e características das mulheres com histórico de aborto – Vila Mariana, 2006, São Paulo. 59p. Dissertação de mestrado. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de São Paulo.

Acesse a íntegra da dissertação de mestrado citada, (59 páginas).

aborto em gestação apos 20 semanas

Aborto após 20 semanas e a capacidade de sentir dor do feto

No Brasil, muitos defensores da legalização do aborto buscam argumentar a legitimidade do direito ao aborto usando como argumento de que até 20 semanas os fetos não seriam capazes de sentir dor. Alguns chegam a cair no silogismo “se não sente dor, não é vida”, como se a capacidade de sentir dor fosse o que definisse a vida.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarO próprio STF, ao analisar casos recentes de anencefalia ou o Habeas Corpus 124.306, ponderou que isentaria de culpa os autores de um aborto clandestino porque, dentre outros motivos, tratava-se de um aborto antes do momento em que o feto tem capacidade de sentir dor.

Contradição da pauta

O argumento da capacidade de sentir dor tem sido apresentado, em muitos casos, como pilar legitimador da interrupção da gravidez, onde grupos ditos pró-escolha são categóricos ao dizer que ‘se ele não sente dor então não há problemas em fazer um aborto’. Ora, com este argumento compreende-se que: se o feto  sente dor, não cabe o aborto; se o feto sente dor, ele teria dignidade e direito a vida.


Ao mesmo tempo que no Brasil militantes pró-aborto alegam que até 20 semanas o feto não sente dor, nos EUA não aceitam que o aborto seja limitado a 20 semanas de gestação. O “argumento” da ‘incapacidade de sentir dor’ para legitimar o aborto não passa de uma artimanha conveniente ao momento do debate. Tão logo não seja mais conveniente, mudam de “argumento científico”.


Contradição do requisito de dor

Analogamente, a polêmica questão sobre pena de morte, muito discutida em determinados países, não é solucionada com a utilização de métodos indolores de terminação da vida do criminoso. E neste caso, tem-se absoluta certeza de que o condenado terá morte indolor, algo que pode ser bastante questionável para nascituros que, com 6 semanas de vida, já apresentam reflexo de retirada frente à estímulos externos [1] e com 7, já possuem enervação periférica completamente formada [2]. Da mesma forma, não é legítimo fazer qualquer mal às pessoas que tem insensibilidade congênita à dor (doença rara que atinge menos de 1 a cada 50 pessoas).

Contradição das leis defendidas pelos grupos autointitulados pró-escolha

Ao mesmo tempo que o movimento pró-escolha argumenta que o aborto deve ser legal no Brasil até 12, 16 ou 20 semanas porque o feto não sente dor, o movimento pró-escolha rejeitou, em janeiro de 2018, nos EUA, um projeto de lei apoiado pelo Presidente Donald Trump que busca determinar que a permissão para abortos seja limitada a 20 semanas de gestação (5 meses), que é onde não se tem mais qualquer dúvida que o feto é capaz de sentir dor. Projeto de lei similar foi proposto alguns anos atrás, em 2015, e também foi rejeitado pela bancada dos apoiadores do ‘direito ao aborto’.

Sim, o movimento pelo aborto é internacional

Sabemos que a estratégia da luta pelo direito ao aborto é internacional, conforme comprovado por diversos documentos oficiais. Grupos pró-legalização no Brasil (ex. Católicas pelo Direito de Decidir, Anis Bioética, Grupo Curumim et. al.) vêm recebendo vultuosos recursos financeiros de ONGs como a IWHC (International Women’s Health Coalition) para sua militância. Pesquisas de opinião sobre a questão do aborto no Brasil também vêm sendo pagas com recursos do grupo Planned Parenthod, como mostra o site da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

Planned Parenthood

Nos EUA, a clínica Planned Parenthood se opõe frontalmente à lei que limita os abortos até 20 semanas, como pode ser visto em seu site oficial, mostrando mais uma vez que os defensores da legalização no Brasil, que atuam com recursos da Planned Parenthood, de fato apenas utilizam o argumento da ‘incapacidade de sentir dor’ como artimanha conveniente ao momento do debate, que mescla interesses financeiros da indústria da morte.

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Em meio a essas contradições, muitos ditos pró-escolha questionam pró-vidas dizendo que “não há consenso de que a vida começa na concepção”. Embora a teoria da concepção seja de longe a mais forte em termos científicos, o restante do debate reside na defesa do início da vida na nidação ou 14º dia após fecundação, ficando a teoria da sensibilidade a dor à margem, unicamente sustentada por conta do forte investimento financeiro da indústria do aborto em fomento à militância e à teimosia dos militantes.


Por:
Dra. Ana Derosa
Marlon Derosa.
02 de fevereiro de 2018.

Informações

[1] Gupta R, Kilby M, Cooper G. Fetal surgery and anaesthetic implications. Continuing Education in Anaesthesia, Critical Care & Pain. 8:2 (2008) 71-75. Okado N, Kakimi S, Kojima T. Synaptogenesis in the cervical cord of the human embryo: sequence of synapse formation in a spinal reflex pathway. J Comp Neurol. (1979) Apr 1;184(3):491-518. Condic Testimony, H.R. 1797, 23 May 2013.

[2] Belle M, Godefroy D, Couly G, Malone SA, Collier F, Giacobini P, Chédotal A (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Cell. Mar 23;169(1):161-173.e12.

BBC – A mulher que não sente dor – e que pegou no sono quando dava à luz

NYT – Senate Rejects Measure to Ban Abortion After 20 Weeks of Pregnancy

PlannedParenthood – 20-Weeks Bans

IWHC – About Us / Reports

EUA: Senado reprova lei que proíbe aborto em gestações superiores a 20 semanas

Os Estados Unidos é um dos únicos países do mundo que permite aborto tardio, junto com China, Coréia do Norte, Vietnã, Canadá, Holanda e Cingapura

revista estudos nacionaisNa madrugada de domingo (28), o Senado americano reprovou projeto de lei que visava para proibir realização de abortos após 20 semanas de gestação, uma vez que diversos lugares dos Estados Unidos promovem abortos em gestações após 5, 6 ou 7 meses de gestação.

A Lei, chamada de ‘Lei de Proteção ao Nascituro Capaz de Sentir Dor” (trad. livre) patrocinada pelo senador Lindsey Graham Olin, da Carolina do Sul, proíbe abortos em bebês com idade superior a 20 semanas (22 semanas de gestação) com base na ciência da dor fetal.

O projeto de lei ainda contém falhas, permitindo que bebês concebidos em estupro ou incesto continuassem a ser abortados, independentemente da capacidade de sentir dor.

Às 20 semanas, o bebê não nascido é do tamanho de um tablet, inclusive, as mães já conseguem sentir seus bebês chutando, ou seja, já são indivíduos humanos. Por exemplo, quando as mães fazem operação no útero durante esse período de gestação, já é prática padrão do médico dar anestesia aos bebês.

Ainda é legal desmembrá-los em abortos violentos e dolorosos, posto que a Lei ainda precisa da assinatura de Donald Trump. De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), em 2013 havia pelo menos 5.770 abortos tardios nos EUA por ano, em bebês com mais de 20 semanas de idade.

Assista o vídeo abaixo e veja como é um bebê que nasce com 22 semanas de gestação:

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Marjorie Dannenfelser, presidente da ONG Susan B. Anthony Lista (SBA List), disse que “Votar para manter a brutalidade do aborto tardio legal não é apenas moralmente abominável, mas desafia o consenso nacional e é uma grande responsabilidade política”, continuou Marjorie.


Escrito e traduzido por: Raul Effting.

Fontes:

[1] LifeSiteNews

[2] Daily Caller

 

 

abortos forçados e danos psicologicos pos-aborto

Mulheres são pressionadas a abortar e sofrem danos psicológicos, diz estudo

A expressão “pró-escolha” perde completamente seu sentido diante do resultado da pesquisa publicada no ano passado pelo Journal of American Physicians and Surgeons (JP&S), que confirma pesquisas anteriores sobre a efetiva decisão da mulher em abortar e os traumas pós-aborto.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarA pesquisa analisou 987 mulheres que passaram por abortos e traz diversas informações importantes sobre a experiência do aborto em mulheres nos EUA, onde a prática é legalizada:

  • 13% das mulheres informou ter feito algum tipo de tratamento psicológico ou psiquiátrico antes do aborto e após o aborto 67,5% das mulheres haviam passado por tratamentos psicológicos.
  • 58,3% das mulheres informou que fez o aborto por ter sofrido algum tipo de pressão por pessoas próximas e 28,4% informou que teve medo de perder seu companheiro caso não fizesse o aborto.
  • 73,8% discorda de que a decisão do aborto tenha sido uma decisão exclusivamente dela, indicando haver sofrido pressões sociais.
  • 67,5% informou que se tratou da experiência mais difícil de suas vidas.

Leia também: Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

A pesquisa verificou diversos impactos na saúde mental das mulheres:

  • 14,4% passaram a sofrer sintomas de depressão relacionados ao aborto
  • 14% declarou sofrer sentimentos de culpa
  • 12,4% declarou ter tido perda de autoconfiança e sentimento de que não merece ser amada 9% informou ter passado a fazer uso de alcool e drogas
  • 7% declarou crises de ansiedade
  • 6,2% passou a ter pensamentos suicidas

Dentro da amostra da pesquisa, de 987 mulheres, 69,8% havia feito um aborto; 19,7% havia feito dois abortos, 7,6% havia feito três abortos e 2,9% havia feito quatro abortos ou mais. Setenta porcento delas fez o aborto com 21 anos de idade ou menos.

A pesquisa obteve relatos de mulheres de todos os estados dos Estados Unidos exceto o Havaí. A pesquisa foi realizada por um time de pesquisadores renomados que há muitos anos trabalha nessa área.

Os abortos forçados são vistos com menos frequência em países onde o aborto é crime, como o Brasil. A falta de apoio às gestantes para seguir suas gestações e terem seus filhos e o fácil acesso aos serviços de abortamento mostram-se elementos que podem contribuir para que as mulheres sofram pressão para abortarem, aumentando assim o número de mulheres que se expõe aos problemas psicológicos e físicos ocasionados por um aborto, quer seja ele legal ou ilegal.

O argumento de que as mulheres tem o direito de escolher sobre o seu próprio o corpo se mostra apenas um artifício retórico, em um contexto ideológico no qual a ideia de “empoderamento”  fortalece discursos políticos persuasivos.

Os dados da pesquisa vem confirmando constatações de diversos outros pesquisadores de outras universidades e de outros países. Milhares de mulheres podem estar sendo levadas a terríveis sofrimentos em nome de agendas políticas internacionais que governos são pressionados a aceitar.

 


Pesquisas científicas e experiências clínicas da psiquiatra Dra. Martha Shuping são detalhadamente apresentadas no livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades, em lançamento no Brasil pela Editora Estudos Nacionais. O livro já pode ser adquirido antecipadamente e a entrega será em março.

 


Referências:

Coleman et. al. 2017. Women Who Suffered Emotionally from Abortion: A Qualitative Synthesis of Their Experiences. Journal of American Physicians and Surgeons, Volume 22, Number 4, Winter 2017. Acesso ao artigo em inglês.
Madeira JL. Aborted emotions: regret, relationality, and regulation. Michigan J Gender & Law 2014;21:1-66.

Cohen, Susan A. Repeat abortion, repeat unintended pregnancy, repeated and misguided government policies. Guttmacher Policy Review 2007 10(2):8-12.
Centers for Disease Control and Prevention. (2013, November 29). Abortion Surveillance–United States, 2010 (see Tables 3 and 5).