Relatório da Anistia Internacional ajuda Maduro a calar opositores

Relatório da Anistia Internacional ajuda Maduro a calar opositores

26/09/2018 0 Por Cristian Derosa

A Anistia Internacional (AI), movimento financiado por George Soros e recentemente expulso da Hungria, publicou um relatório denunciando as centenas de mortes pelo governo venezuelano de Nicolás Maduro. O que parece uma boa notícia, porém, esconde um truque argiloso. A denúncia busca claramente transformar o genocídio bolivariano de Maduro em uma mera operação de discriminação contra “jovens e pobres”, vítimas da desigualdade social reinante no país. Com isso, a Anistia Internacional presta um valioso auxílio a Maduro para calar as centenas de vozes dos opositores do regime socialista que são mortos justamente porque discordam do ditador. A questão ideológica, causa principal do genocídio e autoritarismo de Maduro, fica de fora das preocupações da entidade internacional.

“O governo do presidente Maduro deveria garantir o direito à vida, em vez de tirar a vida dos jovens do país. Todos os jovens vivendo na pobreza deveriam ter oportunidades iguais para o futuro e não viver com o medo de que a polícia ou os militares os vejam como inimigos que devem ser erradicados”, disse Erika Guevara-Rosas, diretora de Américas da Anistia Internacional.

A entidade repete o mesmo discurso que utilizou em sua “nota pública” em repúdio à morte de Marielle Franco, vereadora do PSOL que ganhou até mesmo uma fundação com seu nome, abastecida com o dinheiro do mesmo milionário Soros. A Anistia também protestou contra o “golpe de Temer”, o que caracterizou como “responsável por violações de direitos humanos”.

O mesmo discurso contra a “criminalização da juventude”, seletivamente a de esquerda, está sendo usado contra o regime venezuelano, reforçando todo o corpo de pressupostos que a esquerda pró-Maduro defende. O objetivo é claramente abrir espaço para a retomada do poder, na Venezuela, pela esquerda moderada para evitar um governo de direita. Essa iniciativa obviamente também mira nas eleições brasileiras e prepara munição para um possível governo Bolsonaro.

“O estado venezuelano está usando força letal com a intenção de matar as pessoas mais vulneráveis e socialmente excluídas do país”, diz a matéria sobre o relatório, no site da Anistia Internacional. Em 1982, a Anistia publicou um relatório de protesto contra os crimes de consciência perpetrados por ditaduras de direita conta comunistas. O crime de consciência, no critério da AI parece ter apenas um lado. Isso tem um motivo e tem tudo para receber um uso especial no Brasil após as eleições, por esta mídia tão afeita ao dinheiro e pautas internacionais.

Uma narrativa está sendo criada com base na ocultação para fortalecer a versão da esquerda, favorecendo ainda mais a esquerda latino-americana. O relatório centra sua crítica na condição social das vítimas e no uso de forças militares para “supostamente combater o crime”. Também ressalta outras causas dos homicídios do país, como a presença de armas de fogo, culpando o governo por não conseguir coibir a violência suficientemente. Talvez a Anistia Internacional, sob a aparência de uma preocupação com a situação venezuelana, esteja sugerindo que Maduro, além de matar opositores, também os desarme para conter a “onda de violência”. Uma violência que aparentemente não tem causador, vista como um “fenômeno”. Esta será a tônica do discurso anti-radicalismo da grande mídia, que tem tudo para se interessar mais pela Venezuela daqui para a frente.

O ex-chefe da Anistia, Pierre Sané, defendeu a libertação de Lula para participar das eleições, considerando-o um preso político. A Anistia não diz uma palavra, porém, sobre os presos políticos da Venezuela. No início de setembro, o presidente da Assembléia Nacional da Venezuela pediu ao Papa Francisco que interceda pelos mais de 349 presos políticos que estão encarcerados no país apenas por se oporem ao regime de Nicoláz Maduro. A Assembleia é o único órgão relativamente controlado pela oposição, mas todas as suas decisões são imediatamente rejeitadas pelo presidente. A Anistia Internacional, em seu relatório, auxilia o ditador a manter o silêncio global sobre estas pessoas presas por discordarem do regime.

Discurso tenta confundir opinião pública aprofundando estratégia da esquerda continental

A mídia brasileira, que calou-se durante décadas sobre a violência na Venezuela, começou milagrosamente a se interessar pelo assunto tão logo publicada a nova roupagem discursiva sugerida pela AI, como vemos em matéria da Folha. A ideia de “direita” no Brasil está intimamente ligada à polícia e à repressão ao crime, que cresceu assustadoramente chegando a 70 mil homicídios anuais, após sucessivos governos de esquerda. A esquerda que é representada pela grande mídia segue na vitimização do criminoso, uma postura determinada pela escolha do crime como modelo de transgressão do sistema capitalista e do criminoso como símbolo do proletariado e do marginalizado. Uma opção estratégica definida pela esquerda brasileira durante o regime militar.

Ao associar a onda de violência na Venezuela às armas, ao uso da força militar, às más condições sociais e à pobreza, a Anistia Internacional reforça a narrativa de toda a esquerda, buscando o velho expediente da demonização de toda repressão ao associar Maduro a um mero ditador militarista e não um ícone assumido da esquerda bolivariana. Outro efeito desta narrativa é justificar todo o terrorismo impulsionado e financiado pelo Foro de São Paulo e pelos mesmos grupos de suporte de movimentos como a AI, entre os quais o milionário George Soros.

O belo discurso da “esquerda equilibrada” e o rótulo direitista aos radicais

Com isso, legitimará o mesmo discurso da esquerda tucana, que vê tanto em Bolsonaro quanto em Maduro, apenas um radicalismo equivalente, como se Bolsonaro não fosse exatamente um símbolo da reação contra uma escalada de esquerda que cresce desde a década de 90.

Na concepção dessa esquerda que se diz muito moderada, qualquer resistência à esquerdização do mundo é radicalismo e ditadura que equivale aos crimes da esquerda, que por sua vez passam a ser imediatamente justificados ou simplesmente não dignos de muita atenção, como mostra o silêncio da mídia e da AI sobre, por exemplo, os centenas de presos políticos como o opositor Leopoldo Lopez, certamente um radical.

Quando os crimes do regime de Adolf Hitler começaram a ser denunciados mundo a fora, toda a sua filiação marxista e socialista foi colocada debaixo do tapete por intelectuais que na época controlavam a grande mídia, transformando o ditador alemão em um “líder nacionalista de direita”. Esta é a origem do mito do nazismo de direita: quando os crimes da esquerda não podem mais ser escondidos, então o jeito é culpar os inimigos.

Assista o vídeo sobre o assunto desta matéria:

 

Links importantes

Quem por ventura tiver dúvidas sobre o financiamento de George Soros à Anistia Internacional, veja nos links abaixo a confirmação, tanto do movimento no Brasil quanto internacionalmente:

Financiamento no Brasil: https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_keyword=anistia%20internacional

Internacional: https://www.opensocietyfoundations.org/grants-database/?filter_keyword=amnesty