O sangue nas mãos do jornalismo do ódio

O sangue nas mãos do jornalismo do ódio

08/09/2018 0 Por Cristian Derosa

Mesmo esfaqueado e deitado em uma mesa de operações, Bolsonaro não é poupado pelos jornalistas que o culpam por ser radical demais nas propostas contra o crime. Mas a facada desferida por um radical de esquerda carrega a marca inconfundível do “assassinato de reputação” praticado por um jornalismo pautado pelo ódio fruto do medo.

A cobertura midiática sobre o atentado contra Bolsonaro tem sido um desastre histórico que certamente um dia será objeto de estudo em faculdades de jornalismo: a desonestidade se tornou um traço próprio da atividade jornalística desde que esta se converteu em arma ideológica. A responsabilidade do jornalismo é imensa. Mas a “ética jornalistica” já foi reduzida aos ditames do politicamente correto, enquanto os observatórios de mídia financiados por George Soros fazem as leis do que pode e o que não pode ser dito, as interpretações e os inimigos a destruir.

Jornalistas da Globo News têm sido exemplares nesta tarefa: desde o previsível e tradicional expediente da culpabilização da vítima até o endosso puro e simples da versão do autor do atentado e a tentativa de atenuar um crime político. Diante de tamanha violência do ataque, os jornalistas tentam atrair para si a imagem beatífica de pacifistas humanitários, enquanto destilam ódio por meio de insinuações e pressupostos inconfessáveis.

Segundo as versões da maioria dos jornais e declarações de colunistas e políticos, a retórica incisiva de Bolsonaro teria atraído o ódio contra ele. Mas de quem parte o ódio senão dos bandidos contra os quais ele defende justamente um tratamento mais duro? De um lado, o terrorista que comprova a ineficácia de qualquer estatuto do desarmamento e, de outro, a origem da parcela mais importante do ódio contra Bolsonaro: o esfaqueador era membro do PSOL, um partido de extrema-esquerda. Eis a origem e simpatia da grande maioria dos jornalistas, a sua inconfessável simpatia. Bolsonaro atrai o ódio, ao mesmo tempo, de criminosos e de esquerdistas, talvez por pertencerem ambos ao mesmo grupo, que conta com o formidável advogado do establishment jornalístico do país.

Para a maioria dos grandes veículos, de modo geral, Adélio Bispo de Oliveira, o açougueiro que tentou dar cabo da vida de Jair Bolsonaro, seria um mero doente mental “neutro” politicamente. Buscam, com isso, descaracterizar ou despolitizar o crime, em uma aparente manobra de apaziguamento dos ânimos. Mas a moderação na defesa da verdade, como diz Olavo de Carvalho, é serviço prestado à mentira. E neste caso, a defesa da moderação e paz vêm associada de maneira inconfundível com o ódio pavoroso que a esquerda tem de tudo o que Bolsonaro representa.

Recentemente, o candidato Ciro Gomes chamou Bolsonaro de “projeto de Hitler”, algo que resume perfeitamente bem a imagem que toda a esquerda, junto com a imprensa, tenta colar no candidato do PSL, que é líder nas pesquisas e ovacionado pelo povo por onde passa. De fato, não pelos motivos que a mídia assevera, o atentado era esperado: toda a violência simbólica, retórica, linguística que os jornalistas tentam associar a Bolsonaro é utilizado, sem qualquer escrúpulos, pelos canais submissos à esquerda extrema, o que o atentado e a sua cobertura simplesmente expôs a nu para todo o país.

A campanha cresce como rastilho de pólvora justamente devido à percepção popular deste engodo em favor da criminalidade e de uma certa visão que a esquerda tenta transformar em consenso, mas que reflete apenas as utopias universitárias que visam, em ultima análise, tutelar os usos, costumes e, por fim, as leis de um país.

Bolsonaro é a amostra de que o Brasil está vivo politicamente, acordado daquela apatia da qual reclamava a esquerda nas décadas anteriores. Esta vida política que desperta carrega evidentemente um expurgo. A reação contra tudo o que não presta, como dizia Nelson Rodrigues. E os expurgados começam a resistir, reagir contra a própria eliminação.

Acontece que ao contrário do que os jornalistas fingem acreditar, a esquerda sabe muito bem que a violência física não é uma disfunção da política, mas um dos seus instrumentos. Chegado o momento, sabem da necessidade do seu uso. Tanto Bolsonaro quanto o general Mourão sabem deste fato e são os mais preparados para lidar com este problema emergente. Ainda que tarde, o Brasil está tendo a chance de colocar no poder do Estado aqueles que conhecem os reais inimigos do país. O povo, por sua vez, percebe a cada dia que para além dos criminosos que o ameaça diariamente, tem pela frente um jornalismo pautado pelo ódio contra tudo o que possa representar uma vontade autêntica da população, especialmente quando isso possa significar o simples equilíbrio de forças entre bandidos e cidadãos de bem, entre o crime organizado, a esquerda e a possibilidade da liberdade. Porque esta é, em essência, a proposta de Bolsonaro e o que ele representa.

O ódio destilado pelo jornalismo é, sim, moralmente culpado pelo atentado que quase matou Bolsonaro, assim como ocorreu também com Donald Trump. Este tipo de jornalismo se tornou endêmico no mundo, desde que grandes grupos, representados simbolicamente na pessoa do milionário George Soros, passaram a comandar financeiramente os rumos conforme seus planos. Qualquer país que tenha um jornalismo assim nem precisaria de grupos terroristas.