O caso da suástica e a violência unilateral do jornalismo “isento”

O caso da suástica e a violência unilateral do jornalismo “isento”

11/10/2018 0 Por Cristian Derosa

Desde o início das eleições, temos visto uma onda permanente de agressividade contra Bolsonaro e seus eleitores por parte de militantes da esquerda, acompanhados pela atuação de jornalistas que relacionam o candidato ao nazismo, fascismo, ódio às mulheres e homossexuais etc. Militantes, que dizem representar as minorias, agridem verbalmente as mulheres, negros e gays que declaram apoio ao candidato líder das pesquisas que quase morreu esfaqueado por um deles em plena luz do dia.

“Mulher que vota em Bolsonaro merece, sim, ser estuprada”, disse uma militante no Twitter.

Depois de levar uma facada de um militante na rua, as afirmações e propostas de Bolsonaro parecem ser fonte de uma onda de violência cometida por seus próprios eleitores, motivo de muito zelo por parte de especialistas em boas maneiras e discurso empático, o que resumem na ambígua e sagrada palavra “democracia”.

Um caso mais suspeito que o outro, carentes de maiores explicações, parecem projetados para gerar manchetes e depois desaparecer imediatamente, permanecendo apenas a sua sensação. É o caso dos agressores da suástica, em Porto Alegre.

Foi amplamente divulgada a notícia de que uma jovem de 19 anos teria sido agredida por três homens, em Porto Alegre (RS), que desenharam uma suástica com um canivete em sua barriga. Na mesma semana, a jovem foi até a delegacia acompanhada de três advogados e decidiu não prosseguir com a ação. A polícia portanto suspendeu as investigações a pedido da jovem. Mas segundo o delegado, a suástica desenhada estava ao contrário, assemelhando-se mais a um símbolo budista do que ao ícone nazista.

As advogadas da jovem rebatem essa observação do delegado e afirmam que a agressão teve, sim, motivações “homofóbicas” e não budistas, pois “os budistas não atacam ninguém”. Mas não é a primeira vez que o símbolo é visto pelo delegado, como em pichações pela cidade, segundo informou. É possível que o símbolo esteja ao contrário por ter sido desenhado em uma posição desfavorável, como pela própria vítima. Não é a mesma coisa que dizer que Bolsonaro se auto-esfaqueou para, após perder 40% do sangue do corpo, ter ganhos eleitorais.

Também não é excesso de desconfiança nos militantes do outro lado: ontem foi feita uma “carreata fake”, em Recife, com camisetas verde-amarelo que imitavam os eleitores de Bolsonaro e que distribuía capim a nordestinos. O fato está bem documentado em vídeo e não se trata de teoria conspiratória. Quem faz isso não teria problema em desenhar uma suástica, ainda mais de maneira tão superficial para não ficar cicatrizes, como atesta a foto.

Outro caso fala de um estudante com boné do MST que foi agredido a garrafadas no campus da UFPR, supostamente por apoiadores de Bolsonaro, o que foi revelado em uma postagem na página do Facebook do Diretório Acadêmico da universidade, que dizia que um dos agressores gritou “aqui é Bolsonaro”. No entanto, os agressores vestiam camisetas do time Coritiba, da capital paranaense e, segundo a PM, eles integravam a torcida organizada do time.

A reportagem menciona outros casos envolvendo apoiadores de Bolsonaro, como a briga do mestre de campoeira que acabou com o esfaqueamento levado a cabo também por um apoiador de Bolsonaro. Mesmo com toda a falta de informação e aferição em alguns casos forçada pela imprensa ou no caso do DCE da UFPR, o candidato manifestou o repúdio a atos violentos e disse não querer os votos de gente que pratica violência dessa forma.

“Apoiadores” são violentos?

A verdade é que os eleitores de Bolsonaro fazem parte de uma imensa maioria da população brasileira que está protestando nas ruas desde 2013, em nenhum registro de atos de violência, exceto nos casos em que houve infiltração dos chamados Black Blocks (aliás, por onde andam?). O que se vê nos atos em favor de Bolsonaro são famílias, pessoas com crianças e jovens sem qualquer adereço violento ou capuzes, apenas com camisetas amarelas. Não deixa de ser irônico que um dos casos de violência reportados envolva uma torcida organizada. A proposta de um dos governadores eleitos apoiado por Bolsonaro, inclusive, é a extinção das torcidas organizadas, dada a sua violência incontrolável e risco para as pessoas.

O candidato lamenta as agressões e disse que não tem controle sobre tanta gente. Mas a verdade é que apoiador de Bolsonaro que defende violência gratuita está em franca contradição com o apoio que dá ao candidato que promete endurecer contra o crime. Por outro lado, toda a violência é justificada por comunistas e revolucionários. Basta estudar a história dos seus ídolos.

Ao mesmo tempo, centenas de prints de mensagens de whatsapp ou facebook são compartilhadas mostrando agressões sendo planejadas para incriminar eleitores de Bolsonaro. Isso vem sendo feito há meses, com a colaboração e o silêncio da grande mídia.

Uma matéria da Revista Exame dá conta de “50 ataques” ocorridos em diversos estados, perpetrados por apoiadores de Bolsonaro. Uma verdadeira onda de terrorismo revelada por “levantamento inédito”. Os militantes do outro lado, no entanto, parecem ser capazes apenas de uma facadinha. Na verdade, como sabemos, Adélio Bispo não era um militante, mas um “lobo solitário” acometido de uma onda de tédio inigualável, remediada apenas por uma facada em qualquer um. Deu azar de esfaquear o candidato líder nas pesquisas e o primeiro candidato conservador à presidência do Brasil.

Como em um efeito bola de neve, essas reportagens são repercutidas em todos os grandes veículos, reforçando a impressão de estarmos vivendo uma onda fenomenal de violência no país, vinda da turba dos eleitores do candidato que promete endurecer contra criminosos e defende a lei e a ordem no país. Evidentemente, a culpa pela violência de seus eleitores é do discurso de Bolsonaro, assim como pela facada que levou. Tanto a violência contra ele quanto a contra seus adversários é creditada aos seus “posicionamentos violentos”. Essa cosmovisão popularizada pelo movimento pacifista pode ser resumida na frase-clichê: “violência gera violência”, que obviamente não vale para a “intervenção pacífica” de Adélio Bispo.

Os ataques de petistas contra pessoas com camisetas de Bolsonaro, por outro lado, não estão estampados nos holofotes da grande mídia, mas empilhados nos feeds do twitter e facebook. A julgar pelos casos de fraude no estilo “false flag” que já pululam por ai, e a imediata credibilidade com que são recebidos pela imprensa, já se pode imaginar que muitos dos “50 ataques” fazem parte de uma onda fabricada pelos próprios, com a colaboração da mídia temerosa de perder os milhões de reais de financiamento público que um governo Bolsonaro certamente irá privá-los.

Essa mídia, assim como os militantes das ruas, são os mesmos que consideram toda polícia um ato fascista e defendem menores estupradores, assassinos, deixando famílias dilaceradas pela violência. Para eles, isso não é violência, mas somente aquela brutalidade cometida ou ameaçada contra o estuprador de menores. O partido que defende o desencarceramento é o mesmo que fabrica factoides acusando de violência quem defende a punição e leva facada por isso.