Foro de São Paulo: esquerda brasileira reforça apoio a ditadura venezuelana

Foro de São Paulo: esquerda brasileira reforça apoio a ditadura venezuelana

10/05/2018 0 Por Estudos Nacionais

Eleições organizadas pelo governo para o dia 20 de maio não terá candidatos de oposição

Seguindo a orientação da resolução final do Foro de São Paulo (FSP), reunido em julho de 2017, os membros da esquerda brasileira, PT, PCdoB e PDT, reforçaram, na semana passada, o apoio à manutenção da Revolução Bolivariana da Venezuela, iniciada em 1999, com Hugo Chavez e, a partir de 2013, com Nicolás Maduro.

Na resolução de seu 23º encontro, em julho de 2017, o FSP reforçou a posição da entidade e de seus membros (partidos de esquerda da América Latina) na direção de um apoio à revolução contra a “guerra não convencional, econômica e midiática contra a Venezuela, por parte da direita oligárquica” contra o “governo democraticamente eleito de Nicolás Maduro”.

“O Foro de São Paulo se coloca em estado de alerta permanente em apoio à luta do povo venezuelano em defesa da Revolução Bolivariana”, diz a resolução.

Desde o governo de Hugo Chavez, a Venezuela enfrenta uma crise econômica sem precedentes, com casos de escassez de alimentos, falta de empregos e controle abusivo dos direitos dos cidadãos venezuelanos chegaram a receber atenção da Organização das Nações Unidas e provocam migrações em massa ao Norte do Brasil.

Eleições de fachada

Apesar das queixas da esquerda unida do continente, as eleições marcadas para o próximo dia 20 de maio não terá a presença da oposição venezuelana, sendo todos os candidatos escolhidos pelo governo, entre chavistas e apoiadores de Maduro, o que garantirá a continuidade da Revolução Bolivariana. Diversos países manifestaram repúdio à forma como estão sendo organizadas as eleições.

Durante a Cúpula das Américas, em Lima, Peru, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence pediu que a Venezuela cancelasse as eleições fraudulentas e organizasse uma verdadeira. Após várias sansões do governo norte-americano, Pence ameaçou continuar boicotando o país enquanto não optar por eleições verdadeiramente democráticas.

Espanha e Argentina também se manifestaram contra as eleições venezuelanas e afirmaram não reconhecer o pleito. O presidente argentino, Maurício Macri disse que as eleições não terão qualquer valor e o presidente eleito não será reconhecido pela Argentina.

“Não vamos validar o resultado eleitoral de maio, ele não tem nenhum valor. Por mais que o senhor [Nicolás] Maduro me insulte, não vamos reconhecê-lo como um presidente democrático porque nesse momento não há democracia na Venezuela”, disse Macri.