Folha de S. Paulo inventa retirada de obras sacras por Michele Bolsonaro

Sob o título “Obras sacras serão retiradas do Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro irá morar”, o jornal Folha de S. Paulo causou a indignação de católicos apoiadores de Bolsonaro e com justa razão. Segundo o jornal, as obras seriam retiradas a pedido da futura primeira-dama Michele Bolsonaro, que é evangélica. Mas a notícia foi desmentida pela própria Michele e pelo presidente Bolsonaro pelas redes sociais.

A informação divulgada pela Folha teve como fonte três funcionários do Palácio. Evidentemente, um canal de informação oficial seria necessário para que o tema virasse manchete. O jornal tentou falar com a assessoria de Michele, que informou que a primeira-dama não queria falar com a Folha. Mordida com a desfeita, a Folha decidiu publicar assim mesmo, arriscando a própria reputação já bastante depauperada, e publicou a matéria assim mesmo.

De um lado, o erro em Michele não falar com a Folha, postura que desde a eleição tem sido comum por parte da equipe e do próprio presidente, que após sofrer intensa oposição da Folha de S. Paulo, passou a fazer pouco caso do jornal. Evidentemente, este tipo de comportamento não ajuda, já que não se trata de desacreditar ou agredir o jornal, mas os seus leitores, muitos deles também eleitores de Bolsonaro.

Qual o objetivo da Folha?

Não deixou por menos a atuação do editor da matéria que, mesmo sem a palavra oficial da pessoa citada na matéria (no caso, a primeira-dama) optou por publicar assim mesmo, seja por vingancinha, seja pensando em angariar uns cliques às custas da mentira que seria logo desmentida e pareceria uma “volta atrás” do lado de Bolsonaro. O presidente já desautorizou seu vice e seu filho em público. Não pareceria estranho ele mandar a mulher ficar quieta e desistir da ideia extravagante. O fato é que houve intensos protestos de católicos conservadores nas redes sociais e Bolsonaro, assim como Michele, esclareceram o mal entendido.

A conduta da Folha foi típica de quem não se preocupa com a veracidade das informações, nem com a autenticidade das fontes, e pratica o que foi admitido pelo editor da Piauí quando disse, em seu podcast, em maio de 2018, que a Folha iria “tentar pegar Bolsonaro de qualquer jeito”, especialmente “fingindo fazer jornalismo”.

É claro que, ao divulgarem a informação imprecisa e incerta, o jornal sabia que estava plantando uma desconfiança entre católicos e evangélicos, principais forças de Bolsonaro. Mais do que isso: a Folha deve ter imaginado que causaria um incômodo até mesmo no casal, já que ele é católico e ela evangélica. Depois de tentar de todas as formas colocar pai e filhos em lados opostos da política, os jornalistas pacifistas e preocupados com a violência de Bolsonaro e sua turma querem mesmo é criar intrigas, pautar o novo governo fazendo-o perder tempo dando respostas a temas periféricos, porém delicados.

O mentiroso sabe que tem perna curta e que, mais cedo ou mais tarde, será desmentido. Mas ele conta com uma lei universal: a mentira sempre pode ser dita em um título bombástico, direto e curto, enquanto a explicação precisa de muito mais espaço para ser compreendida. Os editores da Folha, porém, com suas sisudas preocupações com o fenômeno das Fake News que assolam especialmente as redes sociais, não lembraram ou fingiram não lembrar que pelas redes sociais a informação é bem mais rápida e o desmentido pode ter até mais acessos que a mentira, já que há mais gente nas redes do que assinantes da Folha.

O resultado disso tudo é a continuação da escalada de perda de credibilidade dos grandes jornais, incrementada com o aumento da confiança e participação nas redes sociais, vistas pelo establishment como um criadouro de notícias falsas, boatos, crenças e superstições populistas ou fascistas.

 


 
 

10 thoughts on “Folha de S. Paulo inventa retirada de obras sacras por Michele Bolsonaro

  1. Se fosse verdade seria um absurdo, pois tem que respeitar política e religião. Afinal o presidente foi eleito por católicos, evangélicos espíritas etc. Deus de todos é um só.

  2. Só não concordo com o artigo que afirma “De um lado, o erro em Michele não falar com a Folha…” Ninguém, inclusive a primeira dama, tem a obrigação de atender um pedido de entrevista de quem quer que seja. Se ela não quis falar, seja lá por que motivo fosse, a Folha não tem o direito de publicar uma informação não checada. Isto não é jornalismo. É qualquer outra coisa, muito próxima da fofoca para não dizer outras coisas.

  3. O Certo no título da matéria seria mencionar a verdade latente: “Folha de SP CRIA FAKE NEWS com primeira dama como alvo”.

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