Com carimbo de “fake”, G1 e Lupa confirmam evento LGBT infantil no Congresso

Com carimbo de “fake”, G1 e Lupa confirmam evento LGBT infantil no Congresso

29/08/2018 10 Por Cristian Derosa

“Checadores de fatos” carimbam de fake devido imprecisões irrelevantes, mas confirmam a existência de eventos LGBT focados no tema da infância ocorridos no Congresso Nacional

O analfabetismo do jornalistas brasileiros é já algo alarmante, assim como em diversas profissões na calamidade educacional que assola o Brasil. Às vezes parece que Bolsonaro dá informações um tanto imprecisas propositalmente só para que os jornalistas mais analfabetos coloquem o tema em evidência e confirmem a parte mais importante e assustadora do alerta feito pelo candidato.
Tanto na entrevista do Jornal Nacional quanto na da Globo News, Bolsonaro se referiu a um evento que chamou de “seminário LGBT infantil”, para explicar o episódio que serviu para ele ter sido tão relacionado ao tema. Acho que ninguém pensou de fato que o nome oficial do evento citado por Bolsonaro fosse mesmo “seminário LGBT infantil”. Qualquer pessoa minimamente alfabetizada entende que o objetivo da caracterização ou “apelido” emitido por ele foi com objetivo de enfatizar a ligação absurda entre LGBT e a infância. Acontece que, fingindo uma naturalidade nessa questão, os jornalistas só podem mesmo se prender a minudências formais, como a data do evento e o seu nome oficial. O jornalismo se tornou a arte de mudar de assunto.

O G1, então, do alto de sua responsabilidade informativa, nos vem comunicar que:

Em maio de 2012, foi organizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara, o “9º Seminário LGBT no Congresso Nacional”, um evento realizado anualmente. Naquele ano, foram discutidos os temas “infância e sexualidade”. Idealizador do seminário, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu no pedido de autorização para organizar o evento que o objetivo era debater com a sociedade civil e o governo federal “sobre a infância e a adolescência de meninos e meninas que sofrem bullying e violência doméstica por escapar dos papéis de gênero definidos pela sociedade”. O lema do seminário foi “Todas as infâncias são esperança”. Especialistas em direito, educação, sexualidade, psicologia e cultura participaram do seminário.
Os entrevistadores também tentaram confrontar o candidato com a relação feita por ele entre LGBT e a pedofilia, o que ele não teve tempo de responder. Essa relação já foi demonstrada aqui e evidentemente precisa ser disfarçada como uma aberração para sustentar as crenças compartilhadas pelo mainstream jornalístico. Com as consciências esmagadas pelo politicamente correto que alimenta as redações pela via fácil do investimento internacional focado nessas áreas, como já mostramos, o jornalista precisa fingir surpresa, suspeita em um tom de descrédito e chacota, para não ser confrontado com a sua escandalosa submissão ao establishment global.
Acontece que as mesmas organizações internacionais que fornecem a pauta dessa imprensa avessa a qualquer independência, também investe pesado em eventos de promoção da “igualdade de gênero” em órgãos e espaços públicos nacionais. Os jornalistas ficam horrorizados com as imprecisões formais enquanto fazem cara de paisagem para a denúncia feita em rede nacional de um assustador evento de promoção da pedofilia em pleno Congresso Nacional.