Asia Bibi passa o Dia das Mães na solidão, entre a dor e a esperança

A suas condição psicológica oscila entre o desespero e a dor da vida de uma pessoa inocente presa, e a oração que a induz a confiar sempre na Providência de Deus.

A sua condição psicológica oscila entre o desespero e a dor da vida de uma pessoa inocente presa, e a oração que a induz a confiar sempre na Providência de Deus.

AGÊNCIA FIDES | A dor de uma mãe que não pode abraçar seus filhos, a oração e a confiança em Deus na esperança da salvação e da liberdade: com estes sentimentos, Asia Bibi – a cristã paquistanesa condenada à morte injustamente por blasfémia – viveu o Dia das Mães, que se celebrou no passado domingo, 8 de maio, em todo o mundo.

Segundo informou a “Masihi Foundation”, que se ocupa da assistência legal à mulher e da proteção de sua família, Asia recebeu nos dias passados a visita de sua filha menor (Eshum, 10 anos), que lhe levou, com um ramo de flores, o abraço e o carinho de todos os irmãos. Foi um momento comovente e Asia viveu o encontro em lágrimas.

Nestes dias, ela sente fortemente a solidão e deseja ardentemente reunir-se com a família. Preocupa-a ainda outra situação: um de seus filhos, Imran Masih, está noivo e quer casar-se, mas deseja a presença da mãe na cerimónia.

A família de Asia continua sua vida protegida de olhares indiscretos, confiando no trabalho dos advogados. Por sua vez, Ásia recebeu nas semanas passadas os remédios para a cura de uma doença e depois do jejum quaresmal, voltou a alimentar-se. A suas condição psicológica oscila entre o desespero e a dor da vida de uma pessoa inocente presa, e a oração que a induz a confiar sempre na Providência de Deus.

A iniciativa do Dia Especial de oração para ela trouxe-lhe alento e deu-lhe coragem ao saber que muitas pessoas no mundo estão a rezar pela sua libertação.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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