A vida pautada pelos jornais

Texto de subsídio ou introdutório ao curso Como Ler as Notícias

A vida segundo os jornais não é a vida real

Há alguns anos, uma pesquisa indicava que era o brasileiro aquele que mais acreditava no problema global das mudanças climáticas, no aquecimento global e, consequentemente, na necessidade das medidas políticas, econômicas e mudanças comportamentais que salvariam o planeta. A cobertura midiática sobre o assunto foi ampla e gigantesca, influenciando entidades governamentais, movimentos e empresas a aderirem a um novo modo de ver o mundo, de fazer seus negócios e divulgar seus serviços. É verdade que isso aconteceu no mundo todo. Mas só no Brasil, ao que indicava a pesquisa, as premissas ambientalistas alcançavam tanta confiabilidade.

Esse fato basta como exemplo de como somos influenciados pelas notícias. Na verdade, pautamos não só a nossa compreensão da vida pública como vamos um pouco além: é com base nas notícias e no seu ritmo de escrita, estrutura textual, que muitas vezes somos levados a ver nossa própria vida, seja no cotidiano ou nas crenças mais profundas, em nossos momentos de lazer e na leitura de entretenimento.

O jornalismo imita a vida ou a vida imita o jornalismo?

Originalmente, a forma atual de se fazer notícia não foi projetada para corresponder à totalidade dos interesses humanos. Ela passou a existir para orientar politicamente e socialmente os cidadãos. O ser humano, porém, é muito mais do que um cidadão e a gradual perda dessa compreensão deu origem ao fenômeno da “massificação”, referido por Ortega y Gasset, no seu clássico A rebelião das massas.

Outra causa do fenômeno massivo foi a mudança da matriz de interesse humano da necessidade para o desejo, algo que foi construído conscientemente por meio de técnicas da psicanálise. Os símbolos de desejo atuam de maneira mais profunda em nossas mentes, de modo que temos poucas chances de sobrepô-los à percepção objetiva de nossa necessidade. Isso produziu efeitos catastróficos na personalidade contemporânea e deu origem à nossa atual “crise de sensibilidade”, nas palavras de Tiago Amorim em seu recente livro O coração do mundo. Se essa crise tem diversas e inabarcáveis causas, é porque a poucas delas foi dada a devida atenção. Poucos foram os autores que buscaram a influência do ritmo das notícias neste processo.

Afinal, é fácil observar como somos lenientes para ler um livro, um romance ou poesia, contemplar a música sacra, a música erudita etc. Não vemos muito sentido nessas coisas, mas dizemos que gostamos porque captamos facilmente a esfera estética mais superficial, aquela que associa certas coisas a um status social ou à imagem distante do que acreditamos ser a transcendência ou elevação. Mas é muito raro darmos a essas coisas o seu peso verdadeiro, dado em outras épocas. Instalamo-nos no confortável reino do subjetivo e momentâneo, como aquilo nos parece, ao quê nos evoca, em geral para que julguemos eficientemente alguém ao buscarmos, com certo custo, desvendar uma personalidade na sua identificação ou não com a nossa. Afinal, nosso desejo de sociabilidade muitas vezes extrapola nossa verdadeira necessidade.

Muito disso se deve ao ritmo das notícias, à avalanche de informações que nos soterra, que nos oprime. É fato que precisamos nos informar. E muito dos temas tratados pelas notícias são assuntos de nosso interesse, embora não tudo. O que fazer?

Qual o meu critério para ler as notícias?

Primeiro, é preciso que saibamos de uma vez por todas: somos expostos a uma quantidade de informação que vai muito além do interesse genuíno de qualquer ser humano. Não há nada que justifique tamanha quantidade de informação para uma pessoa, mesmo que ela desempenhe funções ou cargos de decisão muito abrangentes. De tudo o que é publicado necessitamos realmente de uma parcela ínfima e isso nos devia assustar. Afinal, a verdade é que dificilmente paramos para nos perguntar o que de fato nos aflige, o que precisamos mortalmente saber.

Somos levados pela informação que gritar mais alto, que brilhar mais forte ou apresentar-se com mais cores, sabores adocicados, ritmos frenéticos ou velocidade de dados

Como podemos nos orientar em um mundo como esse?

Existe uma grande quantidade de critérios disponíveis. Dentro deles, subcritérios, premissas e conclusões provisórias a que podemos chegar para eleger, sem tantos filtros, aquilo que mais nos importa. Mas não é o caso aqui de nos aprofundarmos na orientação pessoal mais específica para a vida e sim, como já dissemos, de fazê-lo por meio da compreensão dos critérios jornalísticos, sobre os quais pesam critérios econômicos, políticos, ideológicos e até religiosos. Compreendendo-os, podemos chegar mais próximo do encontro com o nosso interesse mais profundo, extraído da necessidade e do desejo mais autênticos.

Esse processo é não só necessário como urgente para o que quer que necessitemos fazer, seja a produção de conteúdo para a internet, seja a orientação pessoal como cidadãos ou, por exclusão daquilo que nos externaliza, buscar a mais profunda vocação pessoal. A tudo isso podemos chegar apenas olhando para aquilo que não nos interessa e rejeitando, sem culpa, aquilo que nos afasta da verdade. Afinal, para saber amar é preciso, primeiro, saber rejeitar. É para isso que precisamos saber cada vez mais como ler as notícias.

Como a grande mídia quer converter o “fake news” em dinheiro e poder

Estrutura que fornece serviço de “fact-checking” pertence a entidade controlada pelo milionário George Soros, que tem como membros o Facebook e a Folha de São Paulo

Recentemente, uma matéria da Folha de São Paulo dava conta de que o jornal estava se retirando do Facebook que, segundo eles, estava sendo invadido por “fake news” enquanto o jornalismo profissional vinha perdendo espaço. A desistência das redes sociais por parte da Folha se deve menos à perda real de seguidores do que à sua aposta em uma nova forma de renda: o fact-checking, serviço prestado por uma estrutura subsidiada por bilionários como George Soros e Warren Buffet.

Há algum tempo, o Facebook anunciou a criação de uma estrutura de checagem de “fake news”, chamado IFCN (International Fact-Checking Network). A IFCN seria uma organização isenta, responsável por avaliar as notícias e informações na rede social que, ao detectar sites considerados Fake News retirar do ar imediatamente. O problema é que a IFCN é uma iniciativa criada pelas organizações e National Endowment for Democracy e Omidyar Network, em parceria com a Open Society Foundations, entidade de George Soros.

Entidades e ONGs brasileiras prestam “serviço” de espionagem de blogs, perfis e páginas para bilionários extrangeiros

Apenas em 2016, a fundação de George Soros e a Omidyard injetaram 1,3 milhão de dólares na IFCN para regular as “fake news”. Para operar, a IFCN conta com dezenas de parceiros em vários países do mundo. No Brasil, seus parceiros são a Agência Pública, Agência Lupa e a empresa “Aos Fatos”.

A organização “Aos Fatos” atua no Brasil há alguns anos, tendo atuado na checagem de dados nas eleições de 2016. Para as eleições de 2018, contará com um robô de checagem de Fake News, na parceria com Facebook.

Já a Agência Pública deixa clara em sua página “Transparência”, que é financiada pelas Fundações Oak e Ford. A Pública é notória militante da esquerda e não se preocupa em aparentar qualquer neutralidade. A agência dá grande foco em campanha de legalização do aborto, por exemplo, e não poupa esforços para propagar a causa. Em artigo recente, supostamente interessado em apontar a ocorrência de Fake News sobre o tema do aborto, a Pública afirmou que “o aborto ilegal leva à morte milhares de mulheres no Brasil todo ano”, embora dados do SUS sejam categóricos ao indicar que ocorrem, na verdade, em torno de 40 a 60 óbitos ao ano por aborto clandestino no país. O número correto de óbito materno por aborto ilegal, no Brasil, não só é público e disponível no site do SUS, como também já foi objeto de ofício de esclarecimento do Ministério da Saúde, diante do questionamento feito pelo Dep. Diego Garcia, em 2017, após uma manchete publicada pelo site da Folha que trazia outros números falsos. No ofício, o Ministério deixou claro: 55 óbitos em 2014. Este é um exemplo da atividade de sites como esse.

A Agência Lupa é uma área do site da famosa revista de esquerda “Piauí”, também parte do grupo da Folha e UOL.

Informações do Relatório Estudos Nacionais (fev.2018): “Relações entre grandes grupos de mídia e redes sociais”, em breve disponível para download.

A reportagem completa sobre o assunto você acompanha na segunda edição da Revista Estudos Nacionais, lançada em março de 2018.

Mulheres favoráveis ao aborto têm 6 a 28 vezes mais chance de abortar

Embora militantes pró-legalização insistam em argumentar que a pauta se restringe a dar condições seguras para as mulheres e faz parte de “uma política de redução de danos”, a aceitação do aborto por parte das mulheres aumenta sua exposição a essa agressão. É o que indicou uma pesquisa acadêmica brasileira feita em 2009, que entrevistou 1.121 mulheres em São Paulo-SP.

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Se cada matéria que tenta caracterizar o aborto um direito contribui para o aumento da aceitação das mulheres sobre o aborto, jornalistas e veículos de comunicação têm contribuído para o aumento dessa problemática e para uma maior exposição das mulheres aos males dos abortos.

O estudo indica que as chances de uma mulher fazer um aborto quando ela considera o aborto um direito é 6,33 vezes maior, em comparação com as mulheres que acham que o aborto deve ser mantido criminalizado e jamais fizeram um aborto. O risco aumenta ainda mais quando a mulher tem baixo grau de instrução e aceita o aborto. (pág 39)

Em outro recorte, o estudo verificou que entre as mulheres que não tinham filhos e aceitam o aborto, a chance delas cometerem um aborto provocado é 28,34 vezes maior (pág 42).

Desta forma, surge a óbvia e inescapável afirmação: o apoio massivo da mídia no sentido de sensibilizar as pessoas a aceitar o aborto, se obtém sucesso, aumenta substancialmente os riscos das mulheres se exporem aos males físicos e psicológicos do aborto. 

Os dados do DataSUS confirmam isso. A partir do suposto surto de zika vírus, amplamente explorado pela mídia, o número de internações hospitalares pós-aborto teve aumento, após diversos anos de queda constante.

O aumento no risco de cometer abortos pode ser maior se a prática for legalizada

O estudo analisou essa chance de cometimento de abortos na atual situação brasileira. Se a prática for descriminalizada, o efeito da legalização pode aumentar ainda mais as chances das mulheres cometerem abortos. Os dados de outros países demonstram que quanto mais tempo decorrido desde que o aborto foi legalizado, maior a propensão das pessoas em aceitar a prática, maior o número de abortos e também o percentual de gestações terminadas em aborto.


Informações:

Carneiro, Marta Camila Mendes de Oliveira. 2009. Prevalência e características das mulheres com histórico de aborto – Vila Mariana, 2006, São Paulo. 59p. Dissertação de mestrado. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de São Paulo.

Acesse a íntegra da dissertação de mestrado citada, (59 páginas).

Fake news x jornalismo profissional

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

Recentemente, a página do Facebook do jornal Folha de São Paulo encerrou suas atividades na redes social afirmando que, na internet, “o fake news ganha espaço enquanto o jornalismo profissional perde”. Mas afinal, o que se quer dizer com “fake news”? E quem é o “jornalismo profissional” que o diz?

Na década de 1930, dois tipos de jornalismo se digladiavam pela confiança do público: um era o sensacionalismo, a chamada “imprensa marrom” e o outro, o transformador da sociedade, que ganhou a batalha e o título de “jornalismo profissional”. O sensacionalismo, porém, não tem nada de melhor. Enquanto o sensacionalismo vivia do pessimismo e da desconfiança (e por isso facilmente relacionado à direita política), o outro, com ares profissionais, era otimista em sua missão primeiro pela moral e os bons costumes e, hoje, pela cidadania, responsabilidade social, ambiental, engajamento político e a democracia. O sensacionalismo sempre foi acusado de querer vender jornais, enquanto o profissional era visto como se não quisesse dinheiro e vivesse de suas inquestionáveis utopias de mundo melhor.

Temos diante de nós um debate antigo e muito conhecido no meio jornalístico, mas que não tem uma solução fácil, já que ambos os lados se utilizam, vez por outra, dos mesmos instrumentos para descredibilizar o outro, conforme determinadas conveniências. Mesmo oferecendo apenas uma troca de insultos, é possível compreendermos o significado deste embate, os sentidos, e o campo de batalha em que ocorre.

A afirmação vinda de um dos maiores jornais do país deveria nos fazer perguntar imediatamente: afinal, o que se quer dizer com “fake news”? Em termos gerais, convencionou-se chamar de fake news as “notícias falsas ou sensacionalistas”, a velha imprensa marrom. Mas o sensacionalismo não é necessariamente uma notícia falsa e sim, dada em uma linguagem, digamos, não apropriada ou, segundo uma descrição mais etimológica, escolhida ou escrita com apelação para os sentidos mais imediatos (medo, surpresa, lucro etc). Então temos dois sentidos possíveis para a mesma expressão: a mentira pura e a linguagem “suja”.

Dois sentidos: a mentira e a linguagem imprópria

Uma coisa é a mera informação falsa, que engana em busca do que quer que seja, servindo a interesses variados. Quem espalha mentiras pela internet pode ser preso. Portanto, alegar isso injustamente é crime de difamação. Quem acusa de mentir precisa provar que é mentira, mostrar a verdade. Já a informação dada em linguagem imprópria ou apelativa, o velho sensacionalismo, não é necessariamente criminosa, mas apenas reprovável e pode-se, caso seja necessário, pedir direito de resposta para uma interpretação mais fiel à realidade ou apenas um contraponto.

Até agora estamos falando do que a expressão tenta dizer literalmente, indicar de modo mais direto, sem considerar as intenções de quem a usa. Fake News, segundo dizem, parece estar espalhada pela internet. Mas há uma dificuldade em identificar os dois sentidos possíveis. A dificuldade está na categorização política em que se encontram. Afinal, é pretensamente a esquerda que diz praticar o jornalismo profissional, enquanto à direita restam os rótulos de fake news. Mas considerando os dois sentidos mencionados, é possível que os papéis se invertam.

Parece fácil encontrar, de fato, alguns exemplos. Os blogs e sites que pedem a intervenção militar, por exemplo, utilizam-se de recursos que podemos chamar de sensacionalistas, como o uso de letras grandes (caixa-alta), pontos de exclamação, títulos forçados (muitas vezes contendo informações falsas apenas para chamar a atenção, pois são desmentidas no curso dos textos, categorização específica com o uso de jargões. Mas seus blogs costumam falar para um grupo muito específico, com vocabulário próprio e informações que exigem uma imensa confiança em fontes obscuras, o que é comum em sites de partidos ou sindicados de cunho marxista-leninista. A grande mídia não parece, porém, querer referir-se a estes.

Da mesma forma que a extrema-esquerda pratica o mesmo sentido de sensacionalismo, a imprensa profissional, ao estereotipar com rótulo odioso aquilo que quer denegrir, pratica a notícia falsa, a difamação pura e simples. Crimes de difamação, assim, podem ser cometidos desde que feitos em linguagem jornalística e tom imparcial, neutro. O historiador Marco Antônio Villa tem a permissão, como de fato fez, de chamar de nazistas todos os eleitores de Jair Bolsonaro, pelo simples fato de que esta palavra, dita em um grande órgão de mídia, nunca terá a conotação difamatória, mas de classificação óbvia.

Da mesma forma, sites de esquerda falam em “matança de fascistas”, obviamente referindo-se aos que classificam como eleitores de Jair Bolsonaro ou “coxinhas”. Considerando os dois sentidos mencionados, é possível encontrarmos a fake news, a pós-verdade, em qualquer lugar, independente da matiz político-ideológica. A verdade é que a direita comete deslizes e estes estão aí para quem quiser ver. Comete por falta de conhecimento ou por maldade, em alguns casos. Mas a esquerda o pratica apenas por maldade. Para matar o adversário e torná-lo um monstro, jogando toda a sociedade contra ele e tomar o poder para nunca mais sair.

Se eu não posso dizer o que penso, ninguém pode!

Como gostaria, o repórter da Folha, de estar praguejando contra o capitalismo e chamando de nazista quem o contrariasse!

A grande mídia, acostumada ao que chama de jornalismo profissional como única linguagem possível, esquece-se de que existe um mundo real em que as pessoas exclamam suas opiniões como quem está contando uma notícia. O velho tiozão revoltado contra a “bandalheira” da política, tem plena confiança de que Lula será preso a qualquer momento. Ele acha perfeitamente normal que comece a contar sobre algum detalhe da Operação Lava-Jato com a frase “Lula preso amanhã”. Afinal, busca chamar a atenção de quem está apenas aguardando o fato mais esperado dos últimos anos. É irrelevante, na leitura da sua mensagem, saber se aquelas palavras estão dizendo o que dizem. O jornalista profissional não só defende o diploma que o custou tantos estudos (cervejas e baseados da faculdade), mas confunde propositalmente a expressão pessoal, em blogs, sites, páginas de facebook, com uma tentativa deliberada de tomar o espaço do jornalismo profissional. Um espaço que com tanto custo mantiveram e veem morrer, dia após dia, graças a uma habilidade conquistada na universidade: a de distorcer a realidade em favor da “transformação social”, da fundação da nova sociedade, cujas maravilhas só são conhecidas pelo ditadorzinho portador de um diploma.

Como, porém, a imensa maioria dos jornalistas da grande mídia escreve de maneira imparcial e asséptica apenas por estar aguilhoada a um cativeiro de normas de redação, procura e caça o “tiozão” que fala como quer, na tentativa de comprovar a lei universal e obrigatória que o impede de falar, nas páginas do jornal em que trabalha, como quem está em um churrasco com os primos, como gostaria. A diferença é que o jornalista da grande mídia, via de regra, adoraria estar gritando “Lula 2018!”, em letras garrafais. Mas o jornal (não o tiozão-jornalista) precisa fingir que respeita o leitor para poder convencê-lo, lá na frente e comedidamente, de que Dilma foi a primeira “presidenta” com ar de quem informa o tempo.

Quem é Mark Weinstein, criador do MeWe – parte 1

revista estudos nacionaisCriador da nova rede social MeWe, Mark Weinstein, escreve em  veículo ligado a George Soros e diz que sua rede não possui anúncios, monitoramento, captação de dados e manipulação.

Após muitas reclamações e acusações de censura e exposição no Facebook, um sujeito chamado Mark Weinstein, profissional na criação de redes sociais, resolveu criar um site especialmente direcionado para zelar pela segurança e privacidade dos usuários. O MeWe não possui anúncios, nem monitoramento dos usuários ou captação de dados.

Weinstein já era conhecido nos Estados Unidos por ser um grande especialista em privacidade cibernética. Inclusive, já deu entrevistas para o USA Today e para CNN, escrevendo também para o The Huffington Post sobre o tema. Mark Weinstein também possui diversas críticas contra o monitoramento e uso de dados realizado por empresas como o Facebook e o Google, acreditando que a privacidade é algo essencial e veio a se tornar um bem de muito valor no mundo atual, constituindo um dos principais motivos para que as pessoas deixem de usar redes sociais.

Fatos importantes sobre o criador do MeWe
Chama atenção o fato de Mark ser colunista de um site abertamente de esquerda,  The Huffington Post, que inclusive conta com apoio de George Soros. Em sua coluna, fala sobre sua especialidade, privacidade nas redes sociais. Alguns de seus textos tratam a “problemática da Fake News” no Facebook, em suposição de uso de Fake News pelo Presidente Donald Trump, citando por exemplo, o caso da certidão de nascimento do ex-presidente Obama (que na visão de Weinstein, é fake news).

Weinstein também trabalhou em um projeto criado pelo ex-presidente Barack Hussein Obama, fundado em 2011,  chamado National Strategy for Trusted Identities in Cyberspace (NSTIC). Este comitê, ligado diretamente à Casa Branca, foi criado com objetivo de melhorar a privacidade e segurança na internet, em parceria com setor privado, movimentos, terceiro setor,  governos e outras organizações. Não há como negar que o criador do MeWe entende de segurança online.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarEm outro artigo, Mark Weinstein analisa recentes problemas de censura no Facebook, descrevendo como uma grande violação de privacidade e censura o fato do Facebook ter retirado tópicos conservadores da linha do tempo de usuários, propositalmente, por conter uma equipe de liberais administrando suas políticas de privacidade. Mas pondera a importância do tratamento de Fake News de forma distinta.

Em seu Twitter, Mark Weinstein faz propaganda de que sua rede social não contém manipulação de linha do tempo, fake news, anúncios, reconhecimento facial e truques, mostrando que a nova rede social aposta na falência da credibilidade do Facebook e na insatisfação dos usuários diante destes problemas.

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Segundo o criador do MeWe, ele poderá ultrapassar o número de usuários do Facebook, uma vez que o mesmo estaria perdendo usuários continuamente. No último ano, por exemplo, houve uma queda de 21% de engajamento, ou seja, na comunicação entre amigos na rede. O Facebook só se preocupa com a receita deles, algo ainda crescente, entretanto, há sempre espaço para a próxima grande coisa. O WhatsApp, Snapchat e Instagram provaram isso, entretanto, o Facebook comprou as marcas, não conseguindo, apenas, comprar o Snapchat.

Diante de ligações de Mark Weinstein com The Huffington Post (e consequentemente George Soros), surgem dúvidas a respeito da propaganda utilizada pelo fundador da nova rede social. Afinal, o melhor upgrade para um  programa de manipulação será sempre a proposta ou alegação da libertação do sistema manipulador descoberto, no caso, o Facebook.

Em tempos de Fake News (rótulo descredibilizador), a reconquista da credibilidade da internet parece ter tirado o sono daqueles que ganham bilhões manipulando mentes, movimentos sociais e governos.


Por: Marlon Derosa, Cristian Derosa e Raul Effting, em Estudos Nacionais, 08 de fev. 2018.

Fontes:Huffington Post – Mark Weinstein; media research center

Força Aérea Americana bate recorde de bombas lançadas num único ataque durante conflito contra o Talibã

revista estudos nacionais“O novo método demonstrou como serão as próximas guerras”

Na última terça-feira (06), um ataque realizado através de um bombardeiro B-52 Stratofortress, bombardeiro de maior porte dos Estados Unidos, bateu um novo recorde em quantidade de bombas utilizadas num mesmo ataque, o qual foi realizado contra o Talibã, no Afeganistão.

Quebrando o recorde anterior, estabelecido em novembro, o bombardeiro americano lançou 24 bombas guiadas com precisão durante uma campanha aérea de 96 horas contra um treinamento do Talibã e instalações de narcóticos no Afeganistão. A configuração de bordo do B-52 permitiu que os terroristas fossem completamente eliminados.

“Os talibãs não têm onde se esconder”, disse o General John Nicholson, durante um comunicado. “Não haverá refúgio seguro para qualquer grupo terrorista”, continuou.

Com a derrota do Estado Islâmico no Iraque, os Estados Unidos estão constantemente movendo tropas do Iraque para o Afeganistão, a fim de acabar, também, com o Talibã.


Escrito e traduzido por: Raul Effting

fonte: Daily Caller

Caça Russo é derrubado na Síria e piloto é assassinado

“A aeronave foi derrubada por um sistema de mísseis antiaéreo portátil”, disse o Ministério da Defesa da Rússia

O incidente ocorreu no último sábado (03), e o Ministério da Defesa da Rússia já revelou informações sobre o caso, dizendo que a aeronave teria sido abatida com a ajuda de um sistema de defesa aéreo-portátil. O piloto sobreviveu à queda, mas foi morto durante uma briga com os terroristas.

“O piloto solicitou um resgate em uma área controlada pelos rebeldes Jabhat al-Nusra. Entretanto, em meio a uma briga com os terroristas, o piloto foi assassinado.”

revista estudos nacionais“O avião estava voando em torno da zona de Idlib”, disseram os militares. E, de acordo com o Ministério russo, a Rússia e a Turquia são as responsáveis por garantir a paz na zona de Idlib, na Síria, e estão fazendo todo o possível para que os rebeldes devolvam o corpo do piloto morto.

Em dois anos de operação militar na Síria, a Rússia já perdeu quatro aeronaves e quatro helicópteros. De acordo com o ministro da defesa russa, Yury Borisov, as forças aéreas estão usando aviões de ataque terrestre Su-25SM, todos modernizados.

A aeronave de ataque Su-25 foi projetada para destruir objetos terrestres móveis e fixos de pequena área, bem como alvos aéreos de baixa velocidade.


Escrito e traduzido por: Raul Effting.

Fonte: Sputnik News

Nomeado por Dilma, Luiz Fux conduzirá processo eleitoral em 2018

revista estudos nacionaisHoje, dia 6 de fevereiro, o ministro do STF Luiz Fux assumirá o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Fux foi eleito pelos ministros do STF no dia 7 de dezembro de 2017 e substituirá Gilmar Mendes na presidência do TSE.

O TSE,  órgão que coordena todas as eleições brasileiras, é composto de no mínimo sete membros, sendo três juízes escolhidos dentre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois juízes dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo STF e nomeados pelo presidente da República. O presidente do TSE deve ser eleito dentre os três juízes do STF, cabendo a vice-presidência a algum dos outros dois. Vale lembrar que, além do STF basicamente controlar o TSE, todos os ministros do STF são nomeados pelo presidente da República e, todos os ministros atuais foram nomeados por Dilma, Lula e FHC, e estes três últimos são contrários à prisão de Lula e a favor da sua candidatura em 2018.

Quem é Luiz Fux?

A carreira de Luiz Fux como autoridade ministerial começou 2001, quando foi nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Já em 2011, foi indicado pela Presidente Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).  Sua indicação foi amplamente defendida pelos políticos Sérgio Cabral Filho (ex-governador do Rio de Janeiro) e Antonio Palocci (ex-ministro chefe da Casa Civil), ambos, atualmente, criminosos sentenciados pela justiça e presos por corrupção.

Fux, apesar de ter feito propaganda a favor da Lei da Ficha Limpa, no dia 23 de março de 2011, votou contra a aplicação da mesma para as eleições de 2010, beneficiando diretamente vários candidatos cuja elegibilidade havia sido barrada por causa de processos na Justiça. Deste modo, a lei começou a valer apenas em 2012.

Leia mais em Polêmicas envolvendo TSE e apenas 5% das urnas eletrônicas com voto impresso

Ainda, como se já não bastasse a larga censura que ocorre nas redes sociais, Fux prometeu que, como presidente do TSE, combaterá às chamadas “Fake News”.

Vaticano e as consequências da excomunhão de corruptos e mafiosos

Há décadas utilizando-se dos símbolos e bispos da Igreja, a máfia siciliana declarou guerra ao Vaticano e a Francisco. A condenação à máfia pela Igreja promete não retroceder e estuda formas de ampliar a excomunhão aos corruptos e mafiosos, não apenas na Itália. No Brasil, a excomunhão devia preocupar os padres e bispos “defensores dos pobres” e dos condenados pela Operação Lava-Jato.

Em junho de 2014, em um discurso na região da Sicília, o Papa Francisco excomungou publicamente os integrantes da máfia italiana Ndrangheta, após a comoção italiana diante de um atentado da máfia que vitimou uma criança. Desde João Paulo II, o Vaticano tem feito declarações e ataques à máfia e sua relação com o clero. Nunca havia sido proferida, porém, uma excomunhão pública e coletiva.

revista estudos nacionaisA organização que desde a Segunda Guerra tem relações promíscuas com membros do clero, começou a ser rechaçada em 1993, pelo Papa João Paulo II, depois da qual a Itália viu sucessivos atentados à bomba, com dezenas de vítimas, às portas de igrejas em diversos lugares do país. Na ocasião, disse o então pontífice, em Agrigento: “mafiosos, convertam-se, um dia chegará o julgamento de Deus”. O Papa Bento XVI também chegou a criticar a máfia e alfinetar a relação escandalosa com bispos e cardeais da Sicília, ao dizer: “É preciso ter vergonha do mal, do que ofende a Deus e ao homem, é preciso ter vergonha do mal que fere a comunidade civil e religiosa com ações que não suportam a luz do dia”.

Francisco, porém, em junho de 2014, foi mais claro e incisivo: “A Ndrangheta é a adoração do mau, o desprezo do bem comum. Tem que ser combatida, afastada. Isso nos pedem nossos filhos, nossos jovens. E a Igreja tem que ajudar. Os mafiosos não estão em comunhão com Deus. Estão excomungados”.

Após o ocorrido, uma procissão organizada pela própria máfia, na qual levavam uma imagem da Virgem Maria, prestaram reverência diante da casa de um dos mais importantes membros da Ndrangheta, que cumpre prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Na ocasião, a polícia italiana abandonou a escolta que fazia ao evento, diante de clara provocação. Mas a provocação era ao papa que os havia excomungado.

A excomunhão que alcança o mundo

A partir de 2016, o Vaticano começou a fazer um estudo aliado a outras organizações, para ampliar formas de condenação pública à corrupção e máfia, incluindo a aplicação da excomunhão de mafiosos e corruptos da Igreja. Segundo Nicola Gatteri, procurador e autor de livros sobre a máfia italiana, um dos efeitos da declaração do Papa tem sido o aumento das declarações e ações públicas por parte de cardeais e arcebispos, padres e lideranças da Igreja, contra a máfia e a sua relação com o clero.

Em agosto de 2017, o Vaticano anunciou que criará uma “rede internacional” para combater a máfia e a corrupção espalhadas pelo mundo. A decisão vem na sequência de uma reunião sobre os temas, realizada no dia 15 de junho, pela Consulta sobre a Justiça do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

De acordo com especialistas no poder e meios de ação mafiosos na Itália, a guerra empreendida contra Francisco se daria em várias frentes, uma delas na mídia, pela qual tentariam criar uma imagem negativa do papa diante dos católicos.

Excomungados brasileiros

No Brasil, bispos e sacerdotes confessam publicamente o seu apoio aos partidos e políticos, personalidades e intelectuais ligados à máfias políticas como o PT. Os tentáculos da Ndrangheta no Brasil ficaram evidentes em uma operação da Polícia Federal que funcionou dentro da Operação Lava-Jato e apurou relações da máfia italiana com o contrabando de cocaína para a Europa, envolvendo o doleiro Alberto Youssef e a doleira gaúcha Maria de Fátima Stocker. operações mafiosas ocorridas nos portos de Santa Catarina. No mês de janeiro, durante o 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, em Londrina, bispos participaram de um verdadeiro comício político em apoio público ao ex-presidente Lula, que estava sendo julgado, naquele momento, em segunda instância em Porto Alegre.

No evento, os realizadores promoveram um minuto de silêncio contra a condenação do ex-presidente, acusado de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Leia a matéria com a história completa na segunda edição da Revista Estudos Nacionais, em março. Assine!

 

 

 

aborto em gestação apos 20 semanas

Aborto após 20 semanas e a capacidade de sentir dor do feto

No Brasil, muitos defensores da legalização do aborto buscam argumentar a legitimidade do direito ao aborto usando como argumento de que até 20 semanas os fetos não seriam capazes de sentir dor. Alguns chegam a cair no silogismo “se não sente dor, não é vida”, como se a capacidade de sentir dor fosse o que definisse a vida.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarO próprio STF, ao analisar casos recentes de anencefalia ou o Habeas Corpus 124.306, ponderou que isentaria de culpa os autores de um aborto clandestino porque, dentre outros motivos, tratava-se de um aborto antes do momento em que o feto tem capacidade de sentir dor.

Contradição da pauta

O argumento da capacidade de sentir dor tem sido apresentado, em muitos casos, como pilar legitimador da interrupção da gravidez, onde grupos ditos pró-escolha são categóricos ao dizer que ‘se ele não sente dor então não há problemas em fazer um aborto’. Ora, com este argumento compreende-se que: se o feto  sente dor, não cabe o aborto; se o feto sente dor, ele teria dignidade e direito a vida.


Ao mesmo tempo que no Brasil militantes pró-aborto alegam que até 20 semanas o feto não sente dor, nos EUA não aceitam que o aborto seja limitado a 20 semanas de gestação. O “argumento” da ‘incapacidade de sentir dor’ para legitimar o aborto não passa de uma artimanha conveniente ao momento do debate. Tão logo não seja mais conveniente, mudam de “argumento científico”.


Contradição do requisito de dor

Analogamente, a polêmica questão sobre pena de morte, muito discutida em determinados países, não é solucionada com a utilização de métodos indolores de terminação da vida do criminoso. E neste caso, tem-se absoluta certeza de que o condenado terá morte indolor, algo que pode ser bastante questionável para nascituros que, com 6 semanas de vida, já apresentam reflexo de retirada frente à estímulos externos [1] e com 7, já possuem enervação periférica completamente formada [2]. Da mesma forma, não é legítimo fazer qualquer mal às pessoas que tem insensibilidade congênita à dor (doença rara que atinge menos de 1 a cada 50 pessoas).

Contradição das leis defendidas pelos grupos autointitulados pró-escolha

Ao mesmo tempo que o movimento pró-escolha argumenta que o aborto deve ser legal no Brasil até 12, 16 ou 20 semanas porque o feto não sente dor, o movimento pró-escolha rejeitou, em janeiro de 2018, nos EUA, um projeto de lei apoiado pelo Presidente Donald Trump que busca determinar que a permissão para abortos seja limitada a 20 semanas de gestação (5 meses), que é onde não se tem mais qualquer dúvida que o feto é capaz de sentir dor. Projeto de lei similar foi proposto alguns anos atrás, em 2015, e também foi rejeitado pela bancada dos apoiadores do ‘direito ao aborto’.

Sim, o movimento pelo aborto é internacional

Sabemos que a estratégia da luta pelo direito ao aborto é internacional, conforme comprovado por diversos documentos oficiais. Grupos pró-legalização no Brasil (ex. Católicas pelo Direito de Decidir, Anis Bioética, Grupo Curumim et. al.) vêm recebendo vultuosos recursos financeiros de ONGs como a IWHC (International Women’s Health Coalition) para sua militância. Pesquisas de opinião sobre a questão do aborto no Brasil também vêm sendo pagas com recursos do grupo Planned Parenthod, como mostra o site da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

Planned Parenthood

Nos EUA, a clínica Planned Parenthood se opõe frontalmente à lei que limita os abortos até 20 semanas, como pode ser visto em seu site oficial, mostrando mais uma vez que os defensores da legalização no Brasil, que atuam com recursos da Planned Parenthood, de fato apenas utilizam o argumento da ‘incapacidade de sentir dor’ como artimanha conveniente ao momento do debate, que mescla interesses financeiros da indústria da morte.

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Em meio a essas contradições, muitos ditos pró-escolha questionam pró-vidas dizendo que “não há consenso de que a vida começa na concepção”. Embora a teoria da concepção seja de longe a mais forte em termos científicos, o restante do debate reside na defesa do início da vida na nidação ou 14º dia após fecundação, ficando a teoria da sensibilidade a dor à margem, unicamente sustentada por conta do forte investimento financeiro da indústria do aborto em fomento à militância e à teimosia dos militantes.


Por:
Dra. Ana Derosa
Marlon Derosa.
02 de fevereiro de 2018.

Informações

[1] Gupta R, Kilby M, Cooper G. Fetal surgery and anaesthetic implications. Continuing Education in Anaesthesia, Critical Care & Pain. 8:2 (2008) 71-75. Okado N, Kakimi S, Kojima T. Synaptogenesis in the cervical cord of the human embryo: sequence of synapse formation in a spinal reflex pathway. J Comp Neurol. (1979) Apr 1;184(3):491-518. Condic Testimony, H.R. 1797, 23 May 2013.

[2] Belle M, Godefroy D, Couly G, Malone SA, Collier F, Giacobini P, Chédotal A (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Cell. Mar 23;169(1):161-173.e12.

BBC – A mulher que não sente dor – e que pegou no sono quando dava à luz

NYT – Senate Rejects Measure to Ban Abortion After 20 Weeks of Pregnancy

PlannedParenthood – 20-Weeks Bans

IWHC – About Us / Reports