Cristãos e Judeus são os mais perseguidos no Ocidente, diz estudo

Para cada 1256 ataques a judeus e 369 a cristãos, muçulmanos sofrem 185 ataques anuais

pesquisa mostra como cristãos e judeus estão entre os mais perseguidos no mundo

No dia 16 de novembro deste ano, o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), publicou um levantamento – avassalador – realizado em diversos países, dentre eles, participaram os Estados Unidos, Canadá, Europa e alguns da Ásia Ocidental, que uniu dados de mais de 125 organizações internacionais.

A pesquisa levantou que, para cada 369 ataques a cristãos, há 185 ataques a muçulmanos, ou seja, para cada 2 cristãos atacados apenas pela sua religião, 1 muçulmano é atacado. Isto foi de causar um enorme estranhamento, uma vez que a pesquisa tomou como pauta os países ocidentais, todos de origem cristã, e que possuem como religião predominante o cristianismo.

 E não acaba por aí: considerando as três grandes religiões abraâmicas, a menor em termos populacionais é também a mais perseguida: os judeus, com 1256 ataques anuais.

Talvez o mais o curioso tenha sido o fato de a pesquisa ser oriunda de uma instituição de Direitos Humanos, onde, geralmente, só se fala em islamofobia, homofobia e direito dos presidiários, portanto, uma fonte insuspeita.

Todavia, é possível observar esta realidade nas relações geopolíticas que predominam no mundo atual.

Os judeus, além de terem sido massacrados no século XX – 6 milhões de mortos pelo regime nazista-, são diariamente bombardeados por residirem em seu país, Israel, tanto literalmente – pelos terroristas palestinos do Hamas -, quanto pela grande mídia e todo o tipo de mainstream predominante.

E, como se não fosse coincidência, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reconhecido Jerusalém como a capital de Israel, o ex-presidente ‘americano’, Barack Hussein Obama, fez uma declaração em que, por alusão, comparou o governo de Trump ao de Adolf Hitler. Obama disse que devemos “cultivar o jardim da democracia”, lembrando que, na época de Hitler, tudo estava indo bem, até que virou um caos. Ora, proteger o povo perseguido pelos nazistas é ser nazista? Parece que, para o senhor Obama, o cinismo não tem limites. Soa ainda mais estranho vindo de alguém que pertence a um partido apoiado, no passado, pela Ku Klux Klan.

Sobre o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo

Ainda, vale ressaltar o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo, que são assassinados apenas por serem cristãos. Em 2013, o Monsenhor Silvano Maria Tomasi, observador da Santa Sé, na ONU, denunciou através da rádio do vaticano que mais de 100 mil cristãos são assassinados por ano, principalmente no Oriente Médio e na Ásia, porém, as Nações Unidas quase não tocam no assunto, muito menos a grande mídia e o ‘beautiful people’, os quais dizem se preocupar tanto com direitos humanos e guerras. O Monsenhor também relatou que recebeu informações de que diversos padres ortodoxos estariam sendo executados e torturados na Síria, em Aleppo, onde também, seguidores de outras correntes do cristianismo estariam sendo obrigados a renunciar a sua fé e destruírem seus locais de culto.

Após a declaração feita por Tomasi, o secretário do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, o arcebispo Maria Toso, durante uma conferência, fez uma crítica à reação ocidental perante a perseguição dos Cristãos, dizendo que a discriminação não deve ser combatida somente para grupos específicos, mas também a que os cristãos enfrentem; a maioria, em seu próprio país.

foto mostra cristão perseguidos no mundo

Cristão crucificado na Síria

Concluindo, existem apenas duas hipóteses: a primeira é que os governos do ocidente estão mais preocupados com palavras que ofendem do que com assassinatos reais, demonstrado o descaso que é feito com o genocídio de cristãos e a importância que é dada a um apelido pejorativo, que pode configurar crime inafiançável no Brasil; a segunda, é que os grupos defendidos são selecionados a dedo, como pretexto para censurar os cristãos e às bases culturais da civilização ocidental, ignorando os que, prioritariamente, deveriam ser socorridos, posto que pertencem a um grupo de risco MUITO superior.

 

revista estudos nacionais

 

 

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Quem está por trás das campanhas da Coca-Cola com ideologia de gênero

Certamente a campanha de propaganda de final de ano da Coca-Cola que leva a imagem da drag queen Pabllo Vittar nas latas de refrigerante não agrada a grande maioria da população brasileira. A Coca-Cola fez outra campanha nessa linha no “Dia do Orgulho LGBT”, em junho desse ano, com a frase: “Essa Coca-Cola é Fanta sim, e daí?“. Diante desse tipo de postura empresarial, mais uma vez, surge a pergunta:

Por que uma empresa faria uma campanha de marketing que vai contra a matriz cultural de seu mercado alvo?

Lembro-me das aulas de marketing. A Coca-Cola foi analisada, em sala da aula, por ter grande sensibilidade com a cultura local dos diversos mercados em que atua. Certa vez, por conta do festival de Parentins, no estado do Amazonas, a empresa chegou a fabricar latas na cor azul, para ser agradável a uma parcela daquela comunidade. Essa e outras campanhas ilustravam uma máxima que deveríamos aprender, sobre estratégia empresarial: “pensar globalmente, agir localmente”.

Acionista chave da Coca-Cola

Warren Buffett possui nada menos do que 16.7 bilhões de dólares em ações da Coca-Cola.  Nos últimos anos tem ficado evidente quais são as agendas que Buffett busca incentivar. Em 2015, ele colocou 215 milhões de dólares em grupos pró-aborto. O LifeSiteNews conseguiu apurar que entre 2003 e 2014, Buffett subsidiou a Planned Parenthood, a maior clínica de abortos do mundo, em pelo menos 440 milhões de dólares. Também destinou 2.2 bilhões de dólares para a Fundação Bill e Melinda Gates, que atua na distribuição de medicamentos abortivos e contraceptivos em diversos países do mundo.

Buffet também tem sua própria fundação, que leva o nome de sua primeira esposa: Susan Thompson Buffett Foundation (Fundação Susan Thompason Buffett).

As ações desenvolvidas pela Fundação Susan Thompason Buffett fizeram Warren Buffett ser intitulado pela Bloomberg como o maior “ícone feminista”. Trata-se da terceira maior fundação dos Estados Unidos, atrás apenas de suas parceiras de agenda, a The Bill and Melinda Gates e a Ford Foundation. A Fundação Susan Thompson destaca-se também na distribuição gratuita, em escala global, de ‘contraceptivos’ DIU (Dispositivo Intrauterino). A Bloomberg destacou ainda o altíssimo investimento da Fundação em pesquisas acadêmicas nessa área.

Segundo o site InsidePhylanthropy, o mega-bilionário destina 99% de sua riqueza para causas filantrópicas. Desse montante, 83% se destina a Fundação Bill e Melinda Gates.  O motivo de destinar mais recursos para a fundação de Gates ao invés de suas próprias fundações é que Buffett teria ficado impressionado com a eficiência da Fundação Bill e Melinda Gates, na distribuição de medicamentos abortivos, contraceptivos e outras pautas da saúde reprodutiva ao redor do mundo, com foco especial na África.

revista estudos nacionaisAgenda Globalista

Para muitos empresários e profissionais bem intencionados, a frase “pensar globalmente e agir localmente”, aprendida na faculdade ou no MBA, significaria uma perspectiva de gestão que agrega uma visão estratégica integrada e internacional, com ações locais que permitam identificação dos valores de cada sociedade, para a satisfação das necessidades locais de cada país e sociedade, obviamente respeitando sua cultura. Tudo muito romântico e belo!
A verdade é que essa frase está longe de ser uma teoria de marketing. Trata-se de mais um slogan da estratégia globalista dos mega-capitalistas, que não estão nem um pouco preocupados com a satisfação das necessidades de cada sociedade ou com respeito de suas crenças, mas sim, com a engenharia social. Isso está evidente.

O verdadeiro significado desse slogan consiste em introduzir agendas globalistas em todas as sociedades, incluindo a expansão do acesso ao aborto, ideologia de gênero, feminismo, e consequentemente, obtém-se a destruição da família.

Tenho visto de forma recorrente como os livros de marketing tem servido, há décadas, aos objetivos de mega capitalistas e globalistas. Dentro de muitos livros, onde se esperaria encontrar teorias acadêmicas e conhecimento científico, encontram-se diversos produtos de marketing, vendidos como se fossem teorias acadêmicas e tendências a serem seguidas “para o bem dos clientes, das empresas e da sociedade“. O famoso guru Philip Kotler contribuiu sobremaneira para isso, e ficou fácil entender o porquê. Ele trabalhou por décadas para a Kellogg Foundation, que é outra fundação bastante envolvida em diversos movimentos políticos de esquerda, promotora da pauta dos “direitos sexuais”, aborto e gênero.

Leia o artigo: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Fundação Coca-Cola

A Coca-Cola também possui sua fundação. A The Coca-Cola Foundation (Fundação Coca-Cola) atua desde 1984, em mais de 122 países, focando em três principais áreas: Mulheres, Água e Bem Estar.
Seus programas tem um especial no “empoderamento feminino” e distribuição de medicamento para mulheres de países da África, América Latina e Ásia, atuando em parceria com outras fundações, conhecidíssimas como: Bill e Melinda Gates Foundation.

Para atuar em tantos países a Coca-Cola Foundation movimenta bilhões de dólares entre as diversas fundações e ONGs espalhadas e conectadas em todo o mundo. A lista das organizações, disponível no site da da Coca-Cola, relaciona 262 organizações cujo montante de doações passa de 72,6 bilhões de dólares somente no ano de 2016.  Na lista constam organizações como a Gay e Lesbian Victory Institute; Nulac Institute, que luta pela pauta de gênero e outras pautas na América Latina; Open Society Foundation, de George Soros.

Em entrevistas, em dez 2016, o CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, afirma que é feminista e que a pauta feminista faz parte da estratégia da Coca-Cola, porque “é boa para os negócios”.

Estratégia empresarial versus valores da população

atualização em 04.12.2017:    Em julho, época da campanha “Essa Coca-Cola é Fanta, e dai?“, a Coca-Cola havia anunciado a criação criado um Comitê LGBTI+. Segundo o líder desse comitê interno, “A diversidade está no DNA da Coca-Cola”. Para a empresa, “A criação do comitê LBGT+ foi um passo importante na cultura da empresa”.  Apesar disso, uma das fotos da campanha foi criticada na internet também por conter apenas homens brancos na foto.

Em tempos em que a população vive aflita pelas incessantes tentativas de incluir questões polêmicas de ideologia de gênero e sexualidade precoce no material escolar de crianças de 6 anos de idade, e em que Fátima Bernardes leva diariamente, em seu programa matinal, crianças com aparente disforia de gênero, buscando, evidentemente, quebrar tabus e trabalhar na normalização desses casos, a postura da Coca-Cola no incentivo dessas pautas traz ainda mais tensão ao ambiente atual.

Em evento recente no Instituto Coca-Cola, a Diretora Executiva do Instituto afirmou:

“Acreditamos que as empresas podem e devem atuar para além das fronteiras de suas políticas de recursos humanos, para além das paredes de seus escritórios e fábricas, como agentes incentivadores de transformações que rompam os padrões culturais e tornem a sociedade mais justa e igualitária. É por isso que essa parceria com a ONU Mulheres tem um papel tão importante para a promoção do empoderamento socioeconômico das mulheres em comunidades de todo o Brasil” (grifo nosso)

A empresa também lançou alguns vídeos defendendo o fim da estigmatização de atividades entre homens e mulheres e o empoderamento feminino.

Em um dos vídeos, chegam a usar o termo “fazer decisões sobre o próprio corpo”, decidindo se querem ser mães ou não.

A empresa mostra-se claramente voltada ao trabalho de transformação da sociedade, por meio da desconstrução de valores culturais. Neste contexto, não parece por acaso a utilização de uma drag queen como “garota” propaganda. Principalmente quando vemos quais são as pautas que Buffett, principal acionista, tem investido.

Controle populacional e pauta feminista: as fundações e projetos patrocinados pelo maior acionista da Coca-Cola tem diversos elementos em comum, dentre os quais podemos destacar o controle populacional. Contudo, eles sabem que o controle populacional não passa apenas por alternativas de contracepção e expansão do acesso aos serviços de aborto, mas também pela implantação de uma cultura anti-natalista e é nesse contexto que entra o grande foco no “empoderamento” das mulheres. A pauta feminista e de “empodeiramento” vem no sentido de desestimular a maternidade por meio de grandes estímulo à carreira e ao empreendedorismo.  Talvez por isso o programa The Coca-Cola Company’s 5by20 initiative tem como objetivo “empodeirar” cinco milhões de mulheres até 2020. O estímulo ao movimento gay por parte dessas fundações também parece vir ao encontro desses objetivos de controle populacional, uma vez que esperam, com um desestímulo da chamada “heteronormatividade”, reduzir o número de famílias tradicionais no futuro. Assim, parece conveniente incentivar e promover a imagem de um ídolo jovem drag queen.

Informações:

InsidePhylanthropy

Coca-Cola Company – annual report 2016

Coca Cola Company – Why Investing in women and girls will drive economic growth and sustainable development

Coca-ColaCompany.com – Gender and Macroeconomics: What is next

Fool.com

HuffpostBrasil.com/ – Warren Buffett Foundationdonation contraception…

Conheça parte do Comitê LGBT+ que está trabalhando a diversidade sexual na Coca-Cola Brasil

G1 Globo – Em ação contra homofobia, Coca-Cola estampa ‘É Fanta, e daí?’ em latas

caso rebeca pede ao STF direito de abortar

O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto – #PelaFilhadeRebeca

O caso Rebeca, da gestante que teve o pedido de abortar seu filho negado pelo STF, repete a estratégia padrão, usada para legalizar o aborto em diversos países do mundo. As organizações se valem de uma situação desse tipo e do ativismo judiciário para contornar o poder legislativo. Funcionou nos EUA, no Canadá e em tantos outros lugares, consagrando-se como uma receita para legalização do aborto.

Dentro dessa receita está o apoio massivo dos grandes veículos de comunicação, que já bastante descredibilizados, não tem mais pudores de esconder que não passam de “folhetos feministas radicais“, ou melhor dizendo, promotores de ideias globalistas muito bem financiados. No site da Marie Claire, integrante do grupo Globo, quem escreve é a própria Debora Diniz, conhecida militante da causa pró-aborto.

Os argumentos apresentados pela “especialista” seriam cômicos se não fosse triste o fato de estarem sendo publicados em veículos de comunicação que atinge a tantas pessoas. Debora Diniz tenta responder a pergunta: “Por que não dar a criança para adoração?”. A “especialista” argumenta que o que Rebeca carrega em seu útero são células transparentes que sequer são captadas pela imagem do ultrassom, e por isso não pode destinar as células para adoção. Argumenta também que as pessoas que estão criticando Rebeca não procuram as milhares de crianças na fila de adoção para por em prática seus conselhos.

Esquece-se de considerar, a nossa especialista, que no Brasil há mais casais na fila de adoção do que crianças esperando por adoção. Também parece desconhecer completamente a evolução gestacional e a tecnologia de ultrassom, uma vez que na sétima semana de gravidez, o filho (ou a filha) de Rebeca já tem um coração pulsando e já tem maozinhas, com os dedos dos pés e das mãos em fase final de desenvolvimento, estando apenas ligados por uma membrana. Ele se move constantemente e pula, como uma criança e não tem nada de transparente, ele é perfeitamente visível no exame de ultrassom. Hoje, dia três de dezembro, provavelmente seu filho já entrou na 8ª semana e já tem o nítido aspecto humano, com os dedos do pé e da mão formados e tem os primeiros movimentos voluntários de seus membros.  Por fim, talvez seja importante avisar Débora Diniz, que as adoções são feitas após o nascimento das crianças, pois ela parece desconhecer também esta parte do processo.

Se Débora Diniz “desconhece” questões tão básicas sobre o desenvolvimento humano, também não deve estar ciente das pesquisas de Shahbazi et. al. (2016), que demonstrou  a autonomia do embrião ainda antes mesmo da nidação(implantação). Ou seja, desde o primeiro dia após a concepção. Ou ainda, as mais recentes descobertas da fetologia e da embriologia, como a pesquisa de Belle et. al. (2017), que mostrou que embriões sentem dor já na 7ª semana de gestação.

A principal alegação para o pedido de autorização ao aborto, no caso Rebeca, é o sofrimento psicológico que Rebeca estaria passando. Alega que sua situação é complicada:  tem um salário baixo; possui outros dois filhos (com vida extrauterina); e está fazendo faculdade, com bolsa integral do Prouni. Assim, com o nascimento do terceiro filho ela teria que trancar a faculdade e “sofreria muito”.

Vamos desconsiderar o fato de que é um completo absurdo colocar o bem estar e perspectivas de crescimento profissional acima da vida de um ser humano, e vamos analisar somente seu bem estar e sofrimento psicológico.

Sofrimento psicológico

A psiquiatra e pesquisadora Martha Shuping trabalha, há mais de 30 anos, com mulheres que se arrependeram de ter feito um aborto e sofrem terríveis dramas psicológicos (MacNair, 2013). Ela verificou que a maioria delas foi iludidas pela venda do aborto como uma solução fácil para suas vidas e essa decisão trouxe terríveis sofrimentos psicológico para muitas delas. Uma delas, no consultório pedindo ajuda psicológica, declarou:

Três anos após meu segundo aborto eu comecei a ter pesadelos em que eu me via em um cemitério pedaços de bebês e segurando um bebê em meus braços, chorando pelos bebês que eu perdi. Eu estava… segurando um bebê e tentando fazer ele voltar a viver.

A psiquiatra comenta ainda, sobre a pesquisa de Roe et. al. (2004) que verificou que 46% das mulheres americanas que fizeram um aborto no passado sofrem com flashbacks. As imagens das cenas do aborto voltam a sua mente, como terríveis pensamentos intrusivos. No outro lado do mundo, na Bielorrússia, outra pesquisa mostrou que os flashbacks ocorrem mesmo em uma sociedade onde a população é predominantemente ateia e não havia,na época da pesquisa, qualquer movimentação ou manifestações de grupos pró-vida, mostrando que o trauma, os flashbacks e os pesadelos não acontecem por conta de uma cultura que defende a vida. Nesse pequeno país que fica na divisa com a Rússia, 76% das mulheres pesquisadas relataram flashbacks sobre a experiência do aborto.

revista estudos nacionaisA pesquisa verificou também que após o aborto, 25% das mulheres alegou sentir dificuldade de estar próxima de bebês (Rue et. al. 2004). Uma mulher chegou a pedir demissão do emprego quando viu que sua colega de trabalho estava grávida e sua barriga começava a crescer.

Algumas mulheres relataram sofrer flashbacks terríveis da experiência do aborto para realizar um simples exame ginecológico, fazendo com que ficassem até mesmo anos sem fazer exames para evitar os flashbacks (Burke e Reardon, 2002).

Será que Rebeca está ciente dessas consequências?

O livro Complications, de Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy mostra também que os problemas psicológicos gerados pelo aborto provocam um significativo aumento na probabilidade da mulher cometer suicídio. São diversas pesquisas científicas que demonstram isso.

Mas se informações de pesquisas e de uma psiquiatra com 30 anos de experiência no tratamento de mulheres traumatizadas pelo aborto não são capazes de convencer mentes extremamente obstinadas, podemos nos valer de casos próximos da nossa realidade.

A cantora paraibana Zezé Luz, hoje em seus 50 anos de idade, conta em detalhes o drama e o sofrimento psicológico real que passou a sofrer após ter feito um aborto, quando tinha 19 anos.  (matéria completa no site Sempre Família)

Elba Ramalho também fez um aborto e se arrependeu profundamente. A artista mostra como a sua história foi semelhante a casos como o da Rebeca. Elba Ramalho explica:

Quando fiz o aborto, era jovem e não tinha informação, achava que era livre e podia tudo. Devagar fui tomando consciência do que tinha feito, do que era o aborto. Considero a mesma coisa que matar uma pessoa.

A entrevista com a Elba Ramalho, disponível no site Hora de Santa Catarina deixa uma importante mensagem sobre a questão do aborto:

Falta amor no mundo. Considero um infanticídio legalizado o que está acontecendo na humanidade, uma cultura de morte que está sendo disseminada. Quando comecei a pesquisar sobre o assunto, descobri que por trás do aborto existe uma grande indústria que financia isso, e as pessoas precisam saber.

Risco associados ao aborto: saúde física

Talvez Rebeca também não esteja ciente dos riscos para saúde física que pretende se expor ao fazer um aborto, que tirará a vida de seu filho. São diversos os estudos que mostram que mulheres tornam-se inférteis durante um  “aborto seguro”, feito em clínicas especializadas onde o aborto é legal. Em gestações futuras, as mulheres passam a ter um risco aumentado de nascimento prematuro ou nascimento do bebê abaixo do peso (menos de 2500 gramas), o que expõe o filho e a mãe a uma série de riscos de saúde.

O risco de câncer de mama também aumentará significativamente para Rebeca, se ela seguir em frente e abortar seu filho.

O caso de Zezé Luz, comprova quão elevados são os riscos para a saúde da mulher. Depois que ela fez o aborto teve que fazer a curetagem. Contudo, descobriu anos mais tarde, que o procedimento da curetagem, feito em um hospital, havia provocado uma perfuração na camada do seu endométrio.

A indústria e o falso direito das mulheres

Por fim, Rebeca também precisa ver que ela está sendo usada por uma indústria que move bilhões de dólares e que se o aborto for legalizado no Brasil, os número de abortos crescerão continuamente por anos, constituindo-se um verdadeiro holocausto de bebês em formação, degradando a sociedade brasileira moralmente e provocando um verdadeiro problema de saúde pública.

Para os militantes profissionais do direito ao aborto não há nenhuma preocupação com o direito das mulheres. Trata-se de uma bandeira falsa.  Em muitos países onde o aborto legal, a legalização do aborto retirou o direito de milhares de mulheres, que serão forçadas a abortar, por seus patrões, por seus companheiros amigos e familiares, depois de estabelecida a cultura do aborto no Brasil.

Leia o artigo: Abortos forçados: a maior chaga do movimento pró-escolha

Em todos os países que o aborto é legal ocorrem abortos de meninas simplesmente pelo fato de serem mulheres. Na Índia e na China o número de fetos do sexo feminino sendo abortados é assustador. Esse é o verdadeiro feminicídio, que as ONGs feministas nunca condenam. Milhares de casais optam pelo aborto, já que ele legal e de fácil acesso, quando ficam sabendo que esperam uma menina, para tentar engravidar mais uma vez, na expectativa de que consigam conceber um menino.  O bebê de Rebeca já tem sexo definido, desde a concepção. Será que ela não está grávida de uma menina? Será que Receba tem consciência do que está participando?

 


Referências:

Belle et. al (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Disponível em http://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(17)30287-8

Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy (2013). Complications: Abortion’s Impact on Women. The deVeber Institute for Bioethics and Social Research.

Keith L. Moore (2008). Embriologia Básica. 7ª edição. São Paulo: Saunders.

Reardon, D. C., Coleman, P. K., & Cougle, J. (2004) Substance use associated with prior history of abortion and unintended birth:  A national cross sectional cohort study. American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 26, 369-383.

Rue, V.M., Coleman, P.K., Rue, J.J. & Reardon, D.C. (2004). Induced abortion and traumatic stress: a preliminary comparison of American and Russian women. Medical Science Monitor, 10(10), SR5-16.

Rachel M. MacNair (2013). Peace Psychology Perspectives on Abortion.

Speckhard, A., & Mufel, N. (2003). Universal responses to abortion?  Attachment, trauma, and grief responses in women following abortion. Journal of Prenatal &Perinatal Psychology & Health Volume,18e(1), 3-37.

 

O ativismo da pedofilia: origens intelectuais dos movimentos por trás da “quebra dos tabus”

(Foto: À direita, Magnus Hirschfeld, fundador da Liga Mundial para a Reforma Sexual)

Em 1886, o psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing, no livro Psychopathia Sexualis, foi o primeiro a categorizar homossexualidade e pedofilia igualmente como perversões ou psicopatias sexuais que podiam ser tratadas, incluindo aí o sadismo, zoofilia, necrofilia etc. Descreveu-as como “excitação da vida sexual por estímulos inadequados”. Alguns anos depois, em 1898, o médico e psicólogo britânico Havelock Ellis, deu uma outra abordagem para as perversões sexuais. Ele questionava abertamente a ideia de normalidade sexual, assinalando que as perversões provêm daquilo que chamamos normalidade. “Enquanto ignoramos os limites da sexualidade normal, não somos capazes de fixar regras razoáveis para a sexualidade”, dizia em seu livro Inversão sexual (1898).

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Embora tratasse a pedofilia, junto do homossexualismo, zoofilia, necrofilia etc, como perversões doentias e perigosas, já começava a questionar os padrões de normalidade, o que o faz ser considerado um dos patronos da ideologia de gênero. Ellis pode ser considerado um impulsionador de uma série de movimentos contemporâneos, além do ativismo gay, mas também do ativismo contraceptivo, ao inaugurar a abordagem da sexualidade deslocada do seu caráter reprodutivo. O objetivo dos estudos dessa época era a descriminalização da homossexualidade mediante a sua consideração de anormalidade patológica, apesar de já estar presente o questionamento do conceito de normalidade, algo que viria a crescer no século seguinte.

 

O ativismo gay já existia por meio de seitas secretas como a Ordem de Queroneia, presidida por George Cecil Ives, que visava unir os homossexuais na luta por direitos civis e proteção contra a perseguição policial de então. A seita existe ainda hoje e conta como um dos seus objetivos a destruição da moral tradicional. Ives foi também o fundador da Sociedade Britânica para o Estudo da Psicologia do Sexo, da qual faziam parte Havelock Ellis e George Bernard Shaw.

Ao longo do século XX, muitos foram os estudos sobre o problema da pedofilia aliado ao homossexualismo. As abordagens, como a de Freud, buscavam a análise puramente cientifica e funcional da sociedade, apontando tais práticas como nocivas e prejudiciais à saúde social. Ao mesmo tempo, Freud deu início a um processo de sexualização da infância, que mais tarde começou a tomar forma através de seus seguidores. Paralelamente, no final da década de 1920, ocorriam as reuniões da Liga Mundial para a Reforma Sexual, para a qual o próprio Freud foi convidado e contou com a presença de Bertrand Russell e Dora Russell, um movimento mais ligado à eugenia e ao controle de natalidade. Tais reuniões criaram as bases do que hoje é aplicado em matéria de Educação Sexual e era organizado por ativistas como o médico Magnus Hirschfeld, ativista homossexual. Os defensores da ideia da “reforma sexual” ligavam-se às escolas funcionalistas e neomalthusianas. Tinham o claro objetivo da “racionalização” da atividade sexual, separando-a da função procriativa, em um contexto histórico de preocupação com avanço populacional.

A primeira abordagem de defesa da pedofilia veio por meio de um colaborador do dr. Freud, que se tornou quase um patrono da educação mundial: Wilhem Reich, membro do Partido Comunista Alemão. Em seu livro People in Trouble, no capítulo chamado Organizando a política sexual na Alemanha, Reich estimou existir na Alemanha daquela época aproximadamente oitenta organizações independentes estudando o tema sexual, com cerca de 350 membros. Em geral, reivindicavam direito ao aborto, controle de natalidade e fim da repressão ao homossexualismo. Reich percebeu que essas organizações falhavam no tratamento do problema da sexualidade na juventude e erravam ao não direcionar uma abordagem crítica radical nas estruturas de instituições como o casamento e a família.

Havia um embate entre duas correntes de pensamento muito influentes no início do século XX: funcionalistas e marxistas. Os funcionalistas, adeptos do conceito de reforma sexual, herdeiros dos neomalthusianos. Era a linha reacionária e cientificista, moderna, cujo objetivo estava no controle populacional, na racionalização da vida e administração funcional da sociedade. De outro lado, os marxistas propunham a abordagem da crítica total, da modernidade, da família, interessados na revolução social com fins na sociedade igualitária. Para isso, muitos (como Reich) acreditavam que a derrubada da superestrutura burguesa só poderia se dar por meio da destruição do conceito de família, já que, como dizia Engels em seu livro célebre A origem da família, da propriedade privada e do estado, o pátrio poder familiar, tal como a estrutura familiar tradicional, era a base real, o lastro, da propriedade privada e, com isso, do poder estatal burguês. Funcionalistas e marxistas se confrontavam em uma guerra que caminhava, dialeticamente, na mesma direção. Reforma sexual de um lado, revolução sexual de outro.

Em 1933, no livro Charater Analysis, Reich defendeu que a liberação sexual era o único caminho para haver saúde sexual, sem as quais, nenhuma reforma política teria êxito. De acordo com Anthony Giddens, “embora defendesse a igualdade da expressão sexual para as mulheres, [Reich] deu particular atenção aos direitos sexuais das crianças e dos adolescentes. Deve ser dado às crianças o direito de se envolver em jogos sexuais com outras crianças e também o direito de se masturbar; devem também ser protegidas do domínio de seus pais. Os adolescentes devem ter a oportunidade de satisfazer as suas necessidades sexuais sem qualquer controle, para que possam ser os agentes da futura mudança social”.

Reich era radicalmente contra a monogamia, defendendo “relacionamentos amorosos não orientados pela lei, mas pelo amor”. As crianças deviam ser criadas por comunidades estendidas, que as libertassem das “neuroses de seus país biológicos”.

Leia a matéria completa na edição de dezembro da Revista Estudos Nacionais. Adquira agora mesmo!

Outros tópicos da reportagem completa, na revista:

  • Alfred Kinsey;
  • Marcuse e a Revolução Sexual;
  • Ocultismo e a pedofilia
  • Ativismo pedófilo na universidade;
  • O ativismo na política;
  • A ideologia de gênero e a sexualização das crianças

 

Quem são e o que representam os presidenciáveis de 2018 para o Brasil de sempre

Bolsonaro e Lula são antagônicos porque representam algo de verdadeiro sobre o Brasil. Para ambos os lados, um representa o melhor e o outro, o pior. Dória e Huck, assim como Serra, Aécio, junto da maioria das opções apresentadas ao longo de nossa história, representam a doce mentira sempre usada para disfarçar nossa verdadeira face. Não há coisa mais insuportável para o brasileiro do que contemplar sua face no espelho.

A despeito do que tantos dizem e se perguntam sobre quem é o brasileiro, desde os patriarcas do Império, passando pelos tradicionalistas que se opunham aos modernistas de 1922, somos apenas portugueses com algo de franceses. Um pouco de América Latina ainda nos faz falta. Mas a nossa índole concreta tem pouco a ver com o Brasil que a mídia nos apresenta e nos ensina, que fomos ensinados inclusive a amar, desde o Estado Novo e a bossa nova. O país do novo, porém, sempre alegre e saltitante, tem mais da depressiva bossa nova do que dos alegres carnavais. A imagem de um palhaço triste na sarjeta combina melhor as duas nações que se digladiam dentro de nossas esperanças políticas. Brasileiro, como o português, resume-se num triste fado (ou tango), cuja lamentação nunca cessa e entorpece uma alegria fingida e tímida, em um otimismo falso que disfarça a profunda desilusão com este mundo. Digo isso para introduzir o entendimento da natureza verdadeira da nossa mentira e da nossa hipocrisia.

Toda campanha presidencial precisa pintar um líder, um guia da nação, um brasileiro típico, algo que pressupõe uma imagem da nação. Historicamente, essa imagem sempre foi um resumo de nosso próprio conflito: a resposta para a desilusão só pode ser uma solução total, final e triunfante. Mas se o triunfo não pode esperar, deveria ser preciso defini-lo. Mas uma definição nos poria no caminho de um realismo filosófico oposto ao oportunismo dos vendedores de soluções, que se nutrem da esperança e do sonho, marcas do nosso romantismo. Seja a vassorinha que vai varrer a sujeira (nem que seja para debaixo do tapete) ou o caçador de marajás, o romantismo ibérico se nutre de utopias estáticas e fora do tempo, cuja fronteira com o real se pode empurrar indefinidamente para a frente.

O suposto mito do conservadorismo português, que temeroso da entrada das ideias iluministas na colônia, empenhou alguns esforços contra a instalação de universidades por aqui, não é de todo infundado. Tem a seu favor não só uns tantos livros de história, mas a própria inexistência do pensamento reflexivo, o que os monarquistas militantes creditam somente ao monstro republicano. Ao baixo nível de instrução, some-se o sentimentalismo do nosso povo, ao mesmo tempo dócil e varonil.

Com uma vitória indefinida, o sentimentalismo de um país romântico e sem instrução só pode se fixar na emoção mais forte, o que evidentemente varia conforme os tempos, a estação do ano ou a lentidão do trânsito.

Nossos presidenciáveis sempre se dividiram entre dois tipos básicos de promessas: a do fim da corrupção e a do início do reinado do progresso

Assim como uma grande parte dos presidentes do século XX, Lula chegou ao poder prometendo o fim definitivo da corrupção e da concupiscência. Com o apoio da Igreja Católica, apelando ao moralismo da indignação, o Partido dos Trabalhadores apenas utilizou um mecanismo consagrado. A esquerda brasileira teve o mérito de compreender melhor a essência do brasileiro, enquanto a direita apenas obedecia os estímulos naturais. O conservadorismo nacional, como dito por Paulo Mercadante, é o da conciliação, do arranjo artificial dos poderes, em um país tradicionalmente comandado e dirigido pelas elites que dominam (ou usurpam) o Estado. O patrimônio nacional, da união, como propriedade do rei, do monarca, é sagrado, como o seu direito. Raymundo Faoro não nos deixa dúvidas quanto à tradição portuguesa monárquica no entendimento da propriedade, no Brasil. Tudo pertence ao Estado, portanto, tudo é sagrado assim como o Estado. Tudo pode e tudo nos convém, mas o roubo do dinheiro público merece a pena de morte.

Essa esquerda que se tornou o próprio estamento burocrático a pretexto de combatê-lo, desaprendeu, com o poder, a agir na realidade, porque acreditou na mentira midiática dos direitos infinitos e, assim, perdeu o fio que o conectava ao povo, à sua base popular. Mas Lula, com a força da sua personalidade, não representa a esquerda, mas o Brasil. Sua personalidade transmite algo de verdadeiro no brasilianismo: a sua malícia e ao mesmo tempo sua indignação emotiva e moral contra a injustiça. Assim como Bolsonaro.

Jair Bolsonaro representa o Brasil de sempre, aquele país que é comandado, não pela força da personalidade, mas pela personalidade de força. A força da ordem e do progresso é amalgamada na força da indignação. A indignação contra o “roubo do país” perpetrado pelo PT, a desilusão com Lula. A opção Bolsonaro tem a mesmíssima motivação da opção Lula de décadas atrás. Ambos pareciam opções radicais e absurdas à primeira vista, o que foi sendo modificado pelas contingências da situação atual. Ambos representam a imagem tipicamente brasileira e não oferece qualquer ameaça ao intelecto o brasileiro médio. Como lembra Olavo de Carvalho, o ódio do brasileiro ao conhecimento o faz partidário de qualquer pessoa cuja inteligência não o humilhe suficientemente para tornar o eleitor menor que o eleito. “Se ele, que é simples, pode, então eu posso me achar alguma coisa”. Como vemos, a tristeza depressiva e portuguesa do brasileiro não chega a ter o charme de um fado.

Ciro Gomes também simboliza essa natureza brasileira, embora de maneira mais ideológica. Mas é em Dória e Luciano Huck (surgido como opção de emergência), que aparece a cara da mentira midiática sobre a essência tupiniquim. A sugestão de Huck, logo descartada, provavelmente diante da percepção da impopularidade, demonstra justamente o desespero da tentativa de manutenção da mentira. Isso não significa, porém, que rumamos  ao reino da verdade. A mentira tem a perna curta, mas nunca cessa de dar os seus pulinhos.

Cultura brasileira na mídia: a cara do Brasil

Tanto Dória quanto Huck representaram, na verdade, tentativas de impedir o levante de Lula ou de Bolsonaro, justamente por estes representarem o desmoronamento das imagens erguidas sobre o país. Engana-se quem crê que a mídia foi, alguma vez, de fato, lulista. A mídia apenas exerceu seu tradicional papel conciliador com o poder. A imagem de Lula nunca foi agradável aos analistas políticos, embora corroborasse parte da imagem do brasileiro coitadinho que sempre se tentou fazer. Mas o coitadinho é uma imagem real usada e abusada pelas elites tipicamente brasileiras, mas que cataliza uma parte importante da essência do brasileiro. A imagem do brasileiro batalhador, alegre e de bem com a vida, popularizada hoje em dia pela Globo, é oposta ao coitadismo. Dória é o representante do que o brasileiro gostaria de ser, de como a mídia o pinta. Do mesmo modo, Huck é o Brasil Mulambo, do Esquenta, do espetáculo da pobreza, do palhaço e do caldeirão da alegria, que ajuda o pobre para mostrar que tem uma personalidade solidária, mas não sofre, não é pobre e é exemplo. É a diversidade das soluções para satisfazer o desejo brasileiro pelo pai dos pobres, o salvador da pátria.

Dória é o Brasil norte-americano, do empreendimento e da eficiência, algo que Ciro tenta utilizar com cara esquerdista. Bolsonaro é o Brasil da ordem e do progresso, do petróleo e do nióbio, país rico e soberano, braço forte e mão amiga! O inimigo agora é outro: a corrupção tomou a cara do socialismo e vice-versa. Mas a sua personalidade encanta o Brasil com a sinceridade e espontaneidade do seu jeito de falar. Apesar da personalidade cativante, para alguns, Bolsonaro conta com um contexto bem mais favorável em um país sensível às próprias emoções do momento. O contexto que Lula precisa pintar é o do golpe, do avanço da direita, algo compartilhado apenas pela esquerda, uma parcela muito pequena da população. Para a grande maioria, a única força de Lula é sua personalidade brasileira. Por isso, as opções para a esquerda estão acabando, fazendo-os retomar seus métodos tradicionais.

A luta contra um governante que encarne, de alguma maneira, a natureza do brasileiro (para o bem ou para o mal), motiva todo tipo de estratégia, buscando substitui-lo pelas opções que dialoguem com o mundo e suas novas utopias.

Novembro Azul: o silêncio em torno dos riscos do exame de próstata

Assim como no caso do Outubro Rosa, a campanha do Novembro Azul ainda se baseia no silêncio a respeito dos mais recentes estudos sobre a eficácia dos exames. Além de estatisticamente inútil na prevenção, os exames, quando produzem diagnóstico de falso positivo, implicam em muitos riscos à saúde do homem, como incontinência urinária e impotência sexual. Por estas e outras razões que o Instituto Nacional de Câncer não recomenda os exames em pessoas saudáveis.

“Há chances de morte por infecção – cerca de uma pessoa a cada mil – e sangramentos. Ao passar pelo tratamento, cerca de 20% dos homens adquirem incontinência urinária e 60% ficam impotentes”

Nos primeiros dias do mês de novembro já começam as informações e alertas sobre a doença, considerada a segunda maior causa de morte por câncer em homens. A justificativa para a recomendação é clara: o exame de próstata previne o câncer, que pode ser tratado antes que seja “tarde demais”, fazendo-o por meio do mantra que diz: “a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce”. O alerta, em tom amedrontador, não tem como não funcionar. As pessoas mais fragilizadas com questões de saúde correm aos hospitais e laboratórios para realizar os exames.

Pesquisadores da Universidade Case Western Reserve (Cleveland-EUA) avaliaram a eficácia do exame preventivo de câncer de próstata, o conhecido PSA (Antígeno Prostático Específico). A conclusão a que chegaram é que os riscos da triagem superam seus benefícios. Isso porque o agressivo tratamento posterior levaria à diminuição da qualidade de vida do paciente.

O problema é que, além dos riscos, o aumento no número de exames de rotina não tem feito diminuir o número de mortes pela doença, como mostra o quadro abaixo, publicado no British Medical Journal, em 2011:

Em uma nota à imprensa, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família & Comunidade, advertiu que a campanha Novembro Azul tem insistido em ir contra as recomendações dos estudos mais sérios do mundo. Um trecho da nota, diz:

Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens estadunidenses de qualquer idade. Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a esta prática, “por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício”. Na verdade, desde 2010, o Ministério da Saúde já duvidava da indicação desses exames, por não haver evidências científicas suficientes para justificá-lo.

Richard Ablin, pesquisador de patologia e imunologia da Universidade de Medicina do Arizona, responsável pela descoberta do PSA, em 1970, em um artigo para o New York Times, diz que “em alguns casos o exame de PSA é importante. Após tratamento, um aumento da substância pode indicar o retorno do tumor em outro órgão. Homens com histórico de câncer na família devem fazer esse exame regularmente – um aumento elevado pode significar câncer.  No entanto, o meio médico se apropriou dos exames que levaram a um gasto público desastroso causado pelo aumento de consultas, exames e tratamentos a medida que a população envelhece. Com o crescimento da expectativa de vida mundial, é esperado que o número de casos novos aumente cerca de 60% até o ano de 2015″.

Segundo o Dr. Ablin, os riscos já começam na biópsia. São feitas 15 perfurações na glândula através do reto, por onde também é feito o exame de toque. Há chances de morte por infecção – cerca de uma pessoa a cada mil – e sangramentos. Ao passar pelo tratamento, cerca de 20% dos homens adquirem incontinência urinária e 60% ficam impotentes.

 

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Abortos forçados: a maior chaga do movimento “pró-escolha”

Embora o direito ao aborto seja pauta reivindicada por grupos que dizem defender os direitos das mulheres, os direitos de milhares delas tem sido retirado com a legalização do aborto em diversos países do mundo e também no Brasil, mostrando que a legalização do aborto traz consequências drásticas e caracteriza-se um grande fracasso como luta pelo direito das mulheres.

Com a legislação mais permissiva ocorre a banalização do aborto e sua facilidade de acesso favorece que mulheres sejam forçadas a abortar contra a sua vontade.

Entenda

Os casos de abortos forçados ocorrem em todos os países que tem o aborto legal e também, em menor quantidade, onde o aborto é crime. Nos EUA, são diversos casos que são registrados. Existem abundantes registros de casos em que os pais, empregadores ou o próprio pai do bebê exige que a mulher aborte porque a gestação “não veio em boa hora”.

Nas empresas, gerentes e patrões fazem pressão para que a mulher “interrompa” a gravidez, já que para a empresa interessa evitar a ausência da funcionária no período de licença maternidade. Veja alguns casos e relatos aqui.

A quantidade de abortos forçados é tão significativa que foi criado um site chamado “The Unchoice” (sem escolha, ou não escolhido, em inglês). O site theunchoice.com, do Elliot Institute, demonstra documentos e relatos de centenas de casos de mulheres que tiveram que abortar contra a sua própria vontade.

Uma pesquisa feita no Nepal verificou que 12% das mulheres havia abortado porque foram obrigadas pelo seus companheiros ou familiares. A pesquisa feita por David Reardon, no livro Victms and Victors mostra que, nos Estados Unidos, a maioria das mulheres que fizeram um aborto foram forçadas de alguma forma.

O aborto forçado foi também institucionalizado na China, onde o governo força as mulheres a abortar com vistas no controle populacional e sob as mais variadas formas de ameaça.

EUA – Abortos em caso de estupro

É comum que mulheres que foram estupradas e engravidaram queiram ter o bebê mas que acabem abortando porque seu companheiro ou seus familiares fazem fortíssimas pressões para isso, não aprovando que ela tenha um filho do agressor e até ameaçando não receber bem ao bebê caso ela não aborte.

Muitas mulheres estupradas, ao engravidarem, são levadas pelo próprio agressor até a clínica de abortos. Como sabemos, grande parte dos casos de violência sexual podem vir de pessoas próximas, que tem certo convívio com a vítima. Nesse contexto, por coação e controle psicológico, a vítima é abusada de forma recorrente e ao engravidar continua sendo controlada e é coagida a fazer o aborto. Com a facilidade de acesso ao aborto legal, a vida do abusador tornou-se muito mais fácil. Com o recurso do aborto, o crime não é descoberto e a vítima continua sendo coagida e abusada, sofrendo o agora o trauma em dobro: abusada e abortada.

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Aborto e câncer de mama: décadas de estudos sendo ignorados

Aborto aumenta o risco de nascimento prematuro em futuras gestações

Existem muitos casos que a justiça americana descobriu apenas depois que a vítima havia sofrido mais de cinco ou dez anos os abusos sexuais e como consequência, havia acumulado diversos abortos em seu histórico, contra a sua vontade.

No Brasil

Casos como esses também estão crescendo no Brasil. Como o aborto se tornou facilitado no Brasil para casos de estupro (mesmo sem comprovação, B.O.) certamente muitas mulheres são violentadas de forma recorrente e estão passando por este drama em nosso país.

Em consulta a algumas ONGs e associações de apoio a gestantes, no Brasil, confirmamos que uma parcela significativa de mulheres grávidas vive, hoje, o drama de querer ter seus bebês, mas ser rejeitada pela família, que pressiona a mulher a fazer o aborto, ameaçando não dar apoio à gravidez e à maternidade. Quando a gravidez é fruto de estupro, a pressão é ainda maior, muitas vezes deixando a mãe sem escolha. A família ou o companheiro obriga ela a abortar.

Segundo uma assistente social que trabalha com apoio a gestante no Brasil, “em grande parte dos casos as gestantes querem ter o filho, mas a família não aceita. É nessa hora que ela precisa do nosso apoio”, explica.  As casas de apoio a gestantes, no Brasil, são poucas e não contam com qualquer apoio do governo ou leis de incentivo e chegam a sofrer perseguição de grupos a favor da legalização do aborto, que querem fechar essas casas.

Leia também: Aborto em caso de estupro beneficia estupradores e aumenta trauma

Com a legislação atual do Brasil, que permite o aborto em caso de estupro e sem Boletim de Ocorrência, ficou mais fácil aos agressores. Eles mesmos podem levar a vítima ao hospital e garantir que seus crimes serão encobertos. Além disso, nas cartilhas do Ministério da Saúde eles não recomendam que o hospital adote posturas de investigação para verificar se se trata de um caso de abuso sexual recorrente para comunicar à polícia.

 

Sabemos que casos de abortos forçados são recorrentes em todo o mundo. Na regra atual, toda mulher atendida no serviço de abortamento ‘legal’, no Brasil, teria sido vítima de abuso sexual, cometido provavelmente por alguém próximo à família.  O fato dos hospitais serem orientados a não solicitar qualquer investigação ao atenderem as vítimas de estupro permite aos abusadores perpetuar seus crimes e expõe milhares de mulheres a abusos reiterados. Contudo, nenhum grupo feminista irá se preocupar com esse sofrimento.

Os legisladores e o Ministério da Saúde estão sendo cúmplices morais de milhares de crimes de estupro recorrente e abortos forçados pelo país.

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Quando a decisão do aborto não é a decisão da mulher – relatos de casos reais

[Investigação] Mortalidade materna por aborto legal nos EUA é ocultada pela indústria e governo

INFORMAÇÕES E LINKS

Universidade proíbe ideologia de gênero em sala de aula

“Homem é homem e mulher é mulher, segundo Deus e a Ciência”, declarou reitor da universidade UniCesumar, do Paraná.

Até agora, a Universidade UniCesumar tem sido a única instituição de médio ou grande porte que demonstrou compartilhar da visão de mundo de 90% dos brasileiros, opondo-se à agenda global. Enquanto aumenta a lista de empresas que apoiam a ideologia de gênero, ao menos uma empresa, no Brasil, parece se manter fiel às estruturas da realidade. Com isso, demonstra não somente estar do lado do povo brasileiro, mas estar operando sem a interferência das pautas da agenda internacional do globalismo.

Posicionamento da empresa preocupa militância

A oposição à ideologia de gênero contudo, até o momento, não foi objeto de campanha de marketing, mas foi manifestada em uma fala do reitor da universidade, Wilson de Matos Silva, conforme matéria divulgada no jornal O Diário em 15 de outubro.

Apesar da instituição simplesmente ter demonstrado a mesma preocupação que a maioria da população brasileira, a posição da empresa ganhou mais destaque na internet por parte dos seus críticos.

Alguns blogs que apoiam a ideologia de gênero escrevem sobre a opção da universidade com grande preocupação. Para Margot Jung, a postura da universidade é preocupante, “principalmente por ter cursos na área de saúde”. Em seu blog, Margot cita o caso de uma aluna do segundo ano de um curso na área da saúde que, até o momento, não teve aulas sobre o tema do gênero.

Conforme a autobiografia de seu site, Margot Jung foi sindicalista e se descreve como feminista, coordenadora de Grupo de Pais e Mães de LGBT e presidente da Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A universidade

Apesar de pouco conhecida, a UniCesumar tem mais de 100 mil alunos pelo país e faz parte do seleto número das 4% das instituições de ensino superior mais bem avaliadas pelo MEC, com mais de 68 centros espalhados pelo Brasil. A recente polêmica acabou revelando uma rara instituição que não parece tão preocupada em estar conectada com os grandes grupos internacionais, mas em manter o respeito pela postura do povo brasileiro, majoritariamente contrário a pautas como a Ideologia de Gênero.

O fenômeno do “marketing contra o cliente”

Em artigos anteriores, analisei alguns aspectos sobre o fenômeno do marketing atual que observamos no Brasil: grandes empresas não querem mais o feedback dos cliente e, apesar de saberem que a população é contra pautas como aborto e Ideologia de Gênero, insistem em usar isso como marketing “social”. As experiências têm fracassado e a população vem tentando boicotar e deixar de consumir produtos e serviços das marcas que apoiam essas pautas.

Leia também: Empresas servem a objetivos globalistas com ‘marketing de lacração’

Esse movimento empresarial poderia ser visto como uma grande contradição se não conhecêssemos a estrutura de financiamento ao globalismo internacional, tão forte que tem feito com que empresas deem mais importância às pautas dessa elite do que ao seu público alvo.

Leia também: Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Sabendo que até Philip Kotler, o guru do marketing, trabalhava para grandes globalistas da esquerda, vemos hoje que os próprios conceitos de marketing contemporâneos converteram-se em meros produtos de marketing.

Essa é, contudo, uma realidade do marketing exclusiva para grandes empresas. Os pequenos e médios empresários mantém-se fieis à estrutura da realidade em que a satisfação do cliente é importante.

Leia também:

 – Saiba quem são as empresas engajadas na ideologia de gênero

 –  Rejeição do brasileiro à Ideologia de Gênero em números

 

 

 

Rejeição do brasileiro à Ideologia de Gênero em números

Não é por acaso que grandes grupos, como a Rede Globo, comprometidos com as pautas da agenda internacional, têm escancarando a sua intenção de modificação da mentalidade considerada atrasada da população quando o tema é Ideologia de Gênero, aborto ou quaisquer pautas que agridem a noção natural de família, compartilhada pela maioria da população. O choque entre uma sociedade claramente conservadora, em matéria de moral, e uma mídia progressista vai ganhando contornos de luta ideológica. Mas trata-se da boa e velha guerra cultural, referida por Peter Kreeft.

Mais de 300 mil pessoas assinaram a petição, criada pelo site CitizenGo, para impedir a proeminente ideóloga do gênero, Judith Butler, de palestrar no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 2015, quando ativistas, por meio do Ministério da Educação (MEC) tentaram inserir a Ideologia de Gênero nos planos municipais e estaduais, a população se organizou em estados e municípios para pressionar congressistas regionais a retirar a ideologia dos planos educacionais. Isso fez com que os militantes do gênero desistissem do caminho legislativo e partissem para alternativas mais efetivas, como a Base Nacional Curricular. A rejeição popular à questão de gênero, ainda mais quando associada a cartilhas e dinâmicas escolares para crianças, produziu um imenso alvoroço e tem se tornado cada vez mais evidente.

Contrariamente a isso, empresas como a Google e Facebook tentam dar uma impressão de apoio popular à questão da diversidade, quando na verdade falam apenas para um público restrito e comprometido com o politicamente correto, motivo pelo qual teme ser rejeitado, não pela população, mas por grandes grupos a quem servem. Recentemente, o Google publicou uma matéria que vale a pena ser lida e analisada. Enfatiza o crescimento quantitativo no interesse por temas como a diversidade, racismo e feminismo, tentando indicar, com isso, que esses temas estão na moda e, portanto, são uma “tendência” de interesse na juventude. Para isso, utilizou-se da sua ferramenta Google Trends e concluiu que houve um crescimento de 123% no interesse pelos temas citados e que isso representa uma tendência importante.

No entanto, fazendo uma pesquisa na mesma ferramenta do Google podemos fazer outras observações. Afinal, o que aconteceria se cruzássemos termos como Ideologia de Gênero com Diversidade de Gênero? Palavra odiada pelos ideólogos e ativistas, que não assumem defender uma ideologia, mas uma “teoria”, a recorrência da expressão Ideologia indicaria uma tendência bem mais interessante, que é a da rejeição dos brasileiros, no último ano, ao tema tão querido por eles. Ao mesmo tempo, o interesse por “diversidade de gênero” representaria o interesse em favor da discussão do tema em escolas, criminalização da “homofobia”, entre outras coisas.

O resultado é este:

Crescimento nas buscas de novembro de 2016 a novembro de 2017 (um ano):

Termo “Ideologia de Gênero”
Nov. 2016: 9% de interesse*
Nov. 2017: 57% de interesse
Aumento de 633%

Termo “Diversidade de Gênero”
Nov. 2016: 5% de interesse
Nov. 2017: 20% de interesse
Aumento de 400%

(*) O Google não disponibiliza os números totais de buscas, mas um percentual do aumento ou redução da popularidade, limitando-se a demonstrar o comportamento das buscas e não a quantidade ou total de buscas em valores absolutos.

Cresce a compreensão de que se trata de uma ideologia

O aumento de 633% nas buscas pelo termo “ideologia de gênero”, mostra um crescimento no engajamento da ideia segundo a qual as militâncias LGBT defendem uma ideologia e não uma teoria cientificamente embasada, como querem seus propagandistas. Ao mesmo tempo, o interesse por “diversidade de gênero”, um termo claramente usado pelos apoiadores, também aumentou, mas não representou tanto crescimento mesmo em um contexto favorável, quando meios de comunicação, sites de busca e redes sociais, fazem campanhas atrás de campanhas para a “conscientização”.

A população brasileira, diferente do que tenta mostrar os promotores da diversidade inseridos nessas grandes empresas, não aceita a ideia do gênero como uma tendência positiva, uma vez que cresce ainda mais a tendência crítica, como mostram as reações às exposições do Santander e MAM, posturas como a do sabão em pó OMO, Itaú e outras empresas que financiam a Ideologia de Gênero. Os boicotes estão invadindo as redes sociais, com informações sobre quem será o novo boicotado. Esta não é uma tendência apenas brasileira, mas se espalha por todo o mundo.

Essa reação não parece muito esperada pelas grandes redes de mídia, que continuam tentando passar a ideia de que há uma tendência, ao mesmo tempo em que combatem as reações tachando-as de exóticas e isoladas. O pior propagandista é o que acredita na própria mentira e passa a raciocinar inserido em um quadro imaginário. Diante dessa realidade, nem seria preciso impedir ações ou palestras como a de Judith Butler. Uma situação de vantagem, quando conhecida, pode ser ampliada pela simples ação do outro lado. A sociedade brasileira está cada vez mais convencida da existência de uma poderosa elite que age contra a sociedade e a família. A única arma dos militantes é vencer pelo apoio popular, nem que seja por meio de blefe. E é justamente onde perdem de lavada. Chamem Judith Butler para falar no Congresso e a sociedade ficará ainda mais convencida de onde estão seus valores e onde, definitivamente, eles não estão.

O passo dialético da Globo

Recentemente, uma grande parcela do povo brasileiro se manifestou contra a Rede Globo depois de a emissora ter fornecido amostras evidentes de sua adesão a crenças como Ideologia de Gênero e aborto, temas amplamente rejeitados pela população, embora apoiados pela classe artística e midiática. Ao declarar sua postura mais claramente e sem medo de desagradar a população, a Globo dá um passo adiante na estratégia psicológica da conformação das opiniões em um quadro dialético. Não se trata mais de apelar para a espiral do silêncio. O jogo da dialética é especialidade de marxistas culturais. E ele funciona.

Devido à nossa educação baseada em crenças burguesas do positivismo liberal e frequentemente mecanicista, temos dificuldade em compreender a luta cultural no aspecto dialético. É preciso que estejam claros alguns conceitos que os marxistas estudam há décadas.

A opinião

A opinião individual é a célula da democracia. Com base nela, formam-se posturas individuais que vão se manifestar analogamente em grupos de interesse e, por sua vez, exercer pressão sobre toda a sociedade. Depois, o conjunto da sociedade vai se manifestar e, então, a sua autoridade é máxima e disso depende a crença no equilíbrio utópico da democracia. Com toda a autoridade política depositada na sociedade, resta aos ativistas influenciar a sua base cultural para que qualquer luta política que se restrinja ao campo político já comece perdida. Para conquistar a base é preciso movimentar os cidadãos individuais por uma série de instrumentos persuasivos que agem na esfera psicológica mais profunda e não meramente política.

Existem dois tipos básicos de persuasão reflexiva na democracia. O primeiro deles é o apelo quantitativo, a autoridade da maioria, o clássico efeito da espiral do silêncio, baseado na alegação de que uma ideia ou proposta é aceita por uma maioria sábia. Pode ser chamado também de efeito democrático, no qual a força persuasiva utilizada é a numérica, mas associando a esse número o caráter de evolução, melhoria ou progresso. A principal força desse tipo de persuasão está na ameaça implícita de isolamento social. Quem não está com todos está sozinho e não deve ser levado em conta. Evidentemente, uma das condições para isso funcionar é a crença compartilhada da autoridade da maioria. Toda a análise de Elisabeth Noelle-Neumann é sobre a influência deste expediente na formação da opinião pública.

Mas há o segundo tipo, o qualitativo ou disruptivo, em que o apelo funciona inversamente ao primeiro. Ao invés de evocar a autoridade da maioria, apela para a credibilidade de grupos de iluminados, intelectuais, acadêmicos, pessoas que estudaram o assunto etc. “Toda unanimidade é burra”, repetem. Assim como no primeiro tipo, para que a ameaça de isolamento funcione, é preciso que o alvo atenda a pelo menos uma condição: precisa ter em alta conta o grupo que fala, do qual quer emprestada a credibilidade ao estar associado a eles. As comunidades profissionais se valem muito deste tipo de argumento de autoridade quando o assunto é comum à sua competência, mesmo que de fato não tenham conhecimento suficiente para formar uma opinião a respeito.

O passo do jogo dialético

Durante décadas, as duas estratégias foram mantidas conjuntamente no tratamento da tensão existente entre elite cultural progressista e povo conservador: ora apelava-se ao número, fraudando enquetes de opinião e estereotipando posturas populares como exóticas e fora de moda, ora denunciando o conservadorismo reinante no império do patriarcado presente nas famílias, consideradas arcaicas e agarradas a antigas crenças religiosas (cujo bode expiatório sempre foi a Igreja Católica, mas mais recentemente passou-se a atacar também evangélicos devido o seu crescimento numérico).

Longos anos de estratégia dedicados a colocar as forças progressistas definitivamente encasteladas nas universidades, redações de jornais, agências de propaganda e em Brasília, já é possível avançar e declarar guerra, iniciada já com décadas de vantagem cultural. O povo, praticamente sem representação, não tem como fazer frente a um aparato midiático totalmente alheio às suas crenças e pressupostos. A comunicação entre os dois lados se tornou impossível e o passo seguinte é a admissão da dualidade, o jogo da dialética. Agora, todo cidadão precisa fazer uma escolha: se está do lado da elite iluminada, artística, criativa, intelectualizada e sábia ou com o povo burro, ignorante, violento, conservador e problemático.

O passo do jogo dialético, porém, como reza a boa estratégia marxista, pode retroceder a qualquer momento, bastando que o seu progresso se veja ameaçado. Em um ir e vir infinito, próprio da mentalidade revolucionária, eles  afirmam não saber exatamente para onde vão, mas sabem que querem a transformação total da sociedade. Essa transformação que é uma outra forma de dizer destruição.