Aborto e câncer de mama: décadas de estudos sendo ignorados

Os primeiros estudos científicos que mostraram o aborto induzido como fator de aumento de risco para o câncer de mama foram realizados em 1957 (1). Estudos vêm sendo publicados há mais de meio século com alertas sobre essa forte relação. Os estudos mais recentes, feitos nos últimos 10 a 15 anos, em todo o mundo, têm comprovado a consistência desse antigo alerta, que ao que tudo indica, é propositalmente ignorado pelos veículos de comunicação e grandes organizações que têm entre seus clientes, investidores e financiadores, grandes fundações e empresas ligadas à indústria bilionária do aborto.

Estamos no Outubro Rosa e apesar de todas essa bibliografia e histórico de pesquisas científicas ninguém fala sobre o assunto no Brasil.

1. Entenda como funciona

Durante uma gravidez o corpo da mulher passa por alterações extremamente significativas, incluindo obviamente, alterações do desenvolvimento dos seios que deverão estar preparados para amamentação ao final da gravidez.

O aborto não interrompe apenas a gravidez, mas todas essas alterações. A interrupção ocasionada pelo aborto deixa os seios da mulher semi-transformados, consequentemente instável e mais vulnerável.

No processo de maturação da mama, inerente à gestação, aumentam-se os níveis de estrogênio, que estimulam o crescimento. O crescimento se dá pela função de estímulo à divisão celular feita pelo estrogênio. Assim, se ocorrer porventura uma anomalia nesse processo de divisão celular, há o risco de se iniciar um câncer.

O estrogênio juntamente com outros hormônios preparam o corpo da mulher para amamentação, desenvolvendo aglomerados de tecidos mamários conhecidos como lóbulos. Estes hormônios aumentam o número de lóbulos no seio e depois passam por um processo de maturação. Eles desenvolvem-se do seu estado básico,  menos estáveis (conhecidos como lóbulos tipo 1 ou tipo 2) até os estados mais maduros, que são mais estáveis (chamados lóbulos tipo 3 e tipo 4).

Os lóbulos mais maduros são significativamente menos propensos a serem causadores de qualquer problema. Mas quando todo o processo da gravidez é interrompido inesperadamente por um aborto, todo este desenvolvimento é também interrompido deixando desestabilizado este processo hormonal e celular. Os lóbulos que ainda estão nos seus estados mais básicos (tipo 1 e 2), e por isso mais instáveis, têm seu desenvolvimento interrompido inesperadamente.

A imagem abaixo ilustra essas fases de maturação durante a primeira gestação.

relação entre o câncer de mama e aborto - estudos cientificos

Na 20ª semana de gestação, por exemplo, a mama passou a ter o dobro do tamanho.

Após a 20ª semana, esses lóbulos tornam-se menos instáveis e menos vulneráveis.

Após a 32ª semana de gestação, os lóbulos se desenvolveram até o tipo 4, já são capazes de produzir leite e seu estágio de maturação protegem a mulher contra o câncer de mama.

Com o nascimento, os módulos tipo 4 passam por um processo de retorno ao tipo 3, mantendo as alterações epigenéticas que protegem a mulher contra o desenvolvimento de câncer de mama.

2. Os estudos epidemiológicos

Em 2014, pelo menos 28 estudos epidemiológicos foram publicados em diversos países do mundo. Em 21 estudos, verificou-se um aumento significativo na ocorrência de câncer de mama em mulheres que fizeram um aborto.

Uma análise completa de dezenas de artigos científicos sobre o assunto foi publicada pela maior cirurgiã especializada em câncer de mama nos Estados Unidos, e uma das mais antigas pesquisadoras sobre o assunto, Dra. Angela Lanfranchi, em parceria com o Ph.D Patrick Fagan, de  133 páginas.

Outro importante estudo analisou em profundidade esta relação, e foi publicado na revista “Cancer Causes and Control“, pelo Dr. Yubei Huang e equipe. Trata-se de uma meta-analise que avaliou 36 pesquisas científicas sobre esta relação, na China. Este último estudo aponta que na média geral, pode-se considerar que a experiência do aborto aumenta em 44% o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo verificou que quando a mulher passou por 2 abortos, o risco aumenta para 76%. Nos casos de mulheres que já fizeram três abortos, infelizmente cada vez mais comum nos países onde é legalizado, o risco calculado no estudo foi para 89%.

Vale lembrar e exemplificar, que no Reino Unido, apenas em 2015, conforme dados do governo, 38% dos abortos foram feitos em mulheres que já tinham feito 1 aborto antes. Nos Estados Unidos, em média 40% dos abortos ao ano são feitos por mulheres que já fizeram 1 ou 2 abortos na sua vida.

Outro estudo com significativa abrangência foi publicado em 2007. O estudo analisou registros oficiais de casos de câncer de mama em oito países da Europa: Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda do Norte, República da Irlanda, Suécia, República Checa, Finlândia e Dinamarca. O estudo apresenta, em forma de gráfico, a correlação entre a incidência de câncer de mama e o aumento dos índices de aborto para cada 1000 mulheres, com os dados da Inglaterra e País de Gales, no período de 1998 a 2004.

O gráfico demonstra o crescimento do aborto e de casos de câncer de mama com comportamento extremamente similares.

evolução da correção entre cancer de mama e aborto

A estudo apresenta como conclusão final, com base em diversas evidências, que é possível afirmar que o crescimento dos casos de câncer de mama se deve ao aumento do número de abortos. Contudo esse estudo não utilizou-se de históricos de cada paciente. Oos estudos citados por Dra Angela Lanfranchi e pelos pesquisadores da China analisou o histórico médico dos pacientes, mostrando-se métodos mais consistentes. O estudo do Reino Unido vem no sentido de confirmar, por outro método, àquilo que dezenas de estudos mais aprofundados já tinham apontado.

3. Estudos científicos vêm respondendo aos críticos

Alguns estudos têm sido publicados criticando a ligação do câncer de mama com o aborto induzido. A tese principal argumenta que os estudos que indicam a relação entre aborto e maior incidência de câncer de mama estaria sofrendo viés porque dentro do grupo de mulheres do ‘grupo de controle’ (mulheres que não tiveram câncer de mama), poderiam haver mulheres que fizeram um aborto mas omitiram essa informação, devido à possível preconceito em torno da questão do aborto. Na hipótese desses autores, os resultados que indicam haver forte relação entre aborto e câncer não seriam suficientemente consistentes.

3.1. Primeiramente, esse viés só poderia acontecer se as mulheres do grupo controle, em todos os estudos (são dezenas), omitissem terem feito abortos e as mulheres do grupo análise, por algum motivo, resolvessem não omitir essa informação.  Ou seja, tal especulação não é minimamente razoável. Considerando a grande quantidade de estudos, realizados em tantos locais distintos no mundo, fica a pergunta: qual a probabilidade de que em todos os estudos, somente as mulheres do ‘grupo controle’ resolvessem omitir terem feito um aborto? Por que as mulheres do grupo análise não omitiram a informação ? É completamente surreal essa hipótese.

Ademais, os 36 estudos feitos na China e os 14 estudos feitos na Índia teriam baixíssimas chances de sofrer com esse viés. Isso porque na China praticamente não existe mais nenhum pudor para se falar em abortos, já que a prática é amplamente difundida.

3.2. Também cabe considerar, que não existe uma indústria milionária antiaborto. Indivíduos e organizações com orientação pró-vida não contam com financiamento de fundações milionárias, ao contrário do que ocorre com grupos pró-aborto, em todo o mundo.

3.3. Alguns partidários da defesa do aborto tentam argumentar que o ativismo pró-vida, apesar de desprovido de qualquer financiamento internacional, conta com o fervor de seus militantes pela defesa da vida. Contudo, vale considerar: a defesa da vida e a oposição ao aborto se dão pelo fato de que a vida inicia na concepção. Se porventura, hipoteticamente, algum estudo comprovasse de forma consistente, que todas essas dezenas de evidências científicas sobre a relação entre câncer de mama e aborto não procedem, ainda assim, nenhum ativista pró-vida precisaria mudar de opinião; pois seu posicionamento é defender a vida iniciada na concepção. Já, por outro lado, se um ativista pró-escolha tiver que admitir que o aborto traz tamanho malefício para as mulheres, sua posição de defesa do aborto fica seriamente comprometida. Talvez haja necessidade de mudar de ideia e não mais defender o aborto. Isso explica a relutância em aceitar esses estudos.

3.3. O National Cancer Institute, nos EUA, juntamente com algumas outras organizações médicas dizem que o aborto induzido “não pode ser relacionado ao aumento de risco de câncer de mama”. Curiosamente, dizem isso fundamentando-se em um simpósio que foi organizado em 2003. Trata-se do Workshop on Early Reproductive Events and Breast Cancer Risks.  A opinião e conclusão que chegaram nesse evento foi de que não haveria evidências suficientes para que seja considerado um fato de risco e que não há motivos para que sejam feitos mais estudos sobre essa correlação. Contudo, o evento contou com a presença de 100 cientistas e nenhum cientista que tem defende haver uma relação entre câncer de mama e aborto foi chamado para falar no evento. Tratou-se de um debate com membros selecionados para que não houvesse discordância nesse aspecto.

Contraditoriamente, a Associação Americana de Médicos alerta que as mulheres devem ter o direito de saber sobre todos os alertas que a comunidade científica tem feito, antes de tomar sua decisão por um aborto.

4. A maior evidência para ligação do câncer de mama e aborto: estudos feitos na Índia

Não bastasse as fortes evidências dos estudos produzidos na Europa e China, um estudo realizado na Índia parece trazer ainda mais elementos para indicar a correlação.

Isso porque neste vasto país com mais de 1 bilhão de habitantes, o câncer de mama apresenta-se na população geral com baixos índices. Especialistas explicam que um dos fatores que pode explicar os baixos índices de câncer de mama na Índia é se deve ao fato de que as mulheres se casam e têm filhos mais cedo do que a média de outros países, e a amamentação é um fator positivo que diminui os riscos do desenvolvimento de câncer de mama.

É nesse cenário da Índia que fica ainda mais fácil verificar a diferença entre os riscos de desenvolvimento de câncer de mama.

São diversos estudos que apontam haver fortes indícios de ligação da experiência do aborto com o aumento no risco do câncer de mama. O LifeSiteNews analisou 14 estudos científicos sobre o tema e verificou que na média geral, os estudos apontam que a experiência do aborto pode aumentar em 439% o risco de câncer de mama.

Em vista disso, analisei individualmente, nas pesquisas do Estudos Nacionais, 12 dos 14 estudos citados no LifeSiteNews, buscando diretamente em cada artigo avaliar sua consistência metodológica, sua qualidade, representatividade, e claro, conferindo se efetivamente essas foram as conclusões tiradas em suas  pesquisas. Com isso, montei o resumo abaixo, em forma de tabela, onde trago algumas informações básicas destes estudos e os links para quem desejar lê-los na sua íntegra. Estão todos em inglês.

N

Publicado por / Instituição / Revista / Grupo e Ano da publicação e Link

Região Grupo controle Grupo análise Aumento de risco apurado
1 Department of Surgery and Radiology, University College of Medical Sciences & GTB Hospital, Delhi, India (2011)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22830135
N.Kaur 123 115
  • 179%
2 Journal of Ayub Med Coll. (2011)
Oncology clinic – Hospital of Karachi, Pakistan
http://medind.nic.in/jav/t11/i4/javt11i4p163.pdf
Paquistão 224 224
  • 580%
3 Indian Journal of Cancer(2011)
http://www.indianjcancer.com/text.asp?2011/48/3/303/84928
Bhopal (MP) India 215 215
  • 91%
4 Wolrd Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences -2014
http://www.wjpps.com/wjpps_controller/abstract_id/1454
West Bengal – India 127 108
  • 966%
5 Radiotherapy and Medicine, JIPMER (Hospital especializado) – 2013
http://www.indianjcancer.com/article.asp?issn=0019-509X;year=2013;volume=50;issue=1;spage=65;epage=70;aulast=Balasubramaniam
152 152
  • 108%
6 Hospital Aurangabad, Maharashtra, India – 2014
http://www.ibimapublishing.com/journals/ENDO/2014/872124/872124.pdf
U.Talkalar – India 220 220
  • 180%
7 Cancer Epidemiology – The International Journal of Cancer Epidemiology, Detection and Prevention (ELSEVIER) – 2010
http://www.issues4life.org/pdfs/20100226_prolonged.pdf
Sri lanka – India 203 100
  • 242%
8 J Dhaka Medicine College – 2013.
http://www.banglajol.info/index.php/JDMC/article/viewFile/15628/11078
Bangladesh – India 262 262
  • 1.962%
9 New Delhi Hospital, Departments of Surgery/Surgical Oncology – 2013 – http://www.indianjcancer.com/text.asp?2013/50/4/316/123606 A.S. Bhadoria 320 320
  • 626%
10 Indian J. Prev. Soc. Med. Vol 39. – 2008
medind.nic.in/ibl/t08/i1/iblt08i1p71.pdf
M. Rai 65 65
  • 121%
11 Department of Surgical Oncology, GKNM Hospital, Coimbatore-641037, India. 2012

http://indianjournals.com/ijor.aspx?target=ijor:ajrssh&volume=2&issue=3&article=002

K.S. Santhy 200 200
  • 22%
12 Indian Journal of Community Medicine – 2013

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3714949/

R. Kamath 94 94
  • 475%

No Globalismo não se aceita nenhuma crítica ao aborto

Nos Estados Unidos, em apenas 8 estados existem leis que exigem que as mulheres sejam alertadas, antes de decidir fazer um aborto, sobre a existência de estudos que apontam haver um aumento no risco de câncer de mama após o aborto.

As pressões políticas e comerciais contribuem fortemente para que o tema não seja falado e não se alerte sobre esse risco. Uma agente importante no debate é a Fundação Susan G. Komen, que atua em campanhas de prevenção e conscientização ao câncer de mama nos EUA. A fundação tem como fundadora Nancy Brinker, que foi membro do conselho da Planned Parenthood. Atualmente, o site da Fundação Susan G. Komen mostra que mantêm seu trabalho graças aos parceiros: Fundação Ford e Bank of America. Sobre a ligação da Fundação Ford com a causa abortista creio ser desnecessário falar, tamanha abundância de citações, evidências e projetos de expansão ao acesso ao aborto no mundo todo, que são subsidiados com investimento da Fundação Ford. Sobre o Bank of America, a instituição financeira contribui para pelo menos 16 organizações pró-aborto nos Estados Unidos.

Quando o assunto é aborto, no discurso globalista, nenhuma crítica pode ser levantada.  Para sustentar a ideia do direito ao aborto os seus partidários não aceitam que seja imputada nenhum ponto negativo da prática do aborto, como se fosse um ato genuinamente bom e benéfico e que só traz benefícios.

Leia também: Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

Fontes e informações:

1. Segi M, e outros. An epidemiological study on cancer in Japan. GANN. 1957; 48: 1-63.

2. Artigo sobre relação aborto e câncer de mama – com diversas referências bibliográficas/livros e artigos

3.LifeSiteNews – Meta Analysis of 36 Chinese studies shows abortion increases breast cancer

4. Angela Lanfranchi, M.D., FACS, and Patrick Fagan, Ph.D, “Breast Cancer and Induced Abortion: A Comprehensive Review of Breast Development and Pathophysiology, the Epidemiologic Literature, and     Proposal for Creation of Databanks to Elucidate All Breast Cancer Risk Factors”
Disponível em PubMed http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25189012 e  em: http://www.bcpinstitute.org/papers/ILM_Vol%2029_No1_1-133.pdf

5. P. Carroll, “The Breast Cancer Epidemic: Modeling and Forecasts Based on Abortion and Other Risk Factors” Journal of American Physicians and Surgeons (2007) http://www.jpands.org/vol12no3/carroll.pdf

6. Site AfterAbortion.org: risco relacionado ao aborto

8. Cancro de mama – artigo – aborto.com.br

9. [um dos estudo que tentou criticar a ligação entre aborto e câncer de mama] 1998 Nov;53(11):708-14.  The alleged association between induced abortion and risk of breast cancer: biology or bias?

 

Quando as empresas não querem o feedback do cliente: o fim da era do marketing

Com os recentes e numerosos casos de grandes empresas como Santander, Itau e Unilever engajadas nas pautas polêmicas como a da ideologia de gênero, amplamente rejeitada pela maioria da população, surge as perguntas: para onde foi a orientação ao cliente? o marketing de relacionamentos e o consumidor em primeiro lugar? com o que realmente as empresas estão preocupadas? quais seus objetivos?

Contexto histórico do marketing e suas orientações

Segundo a ciência da administração, em especial as teorias sobre a orientação do marketing, desde o final do século XX teríamos passado da era da venda para a era do marketing, que deveria focar em compreender e satisfazer as necessidades dos clientes. Antes desse momento de luz, em que as empresas teriam descoberto que no topo das prioridades deve estar a compreensão e a atenção ao cliente, passamos, segundo alguns, por períodos de trevas.

As primeiras década de trevas seria a Era da Produção, onde as empresas estavam focadas unicamente em produzir com eficiência, baixo custo e ganho de escala. Estamos falando aqui do momento retratado no filme Tempos Modernos e da era da Ford Motors, no início da revolução industrial (até meados de 1950).

Nas décadas de 50 e 60 teria iniciado a Era do Produto, onde empresas passaram a buscar aprimoramento na qualidade dos produtos para que, diante de concorrentes, o cliente preferisse o seu produto. Logo em seguida, veio a Era das Vendas (ou orientação à venda), em que empresas teriam passado a investir forte nas equipes e técnicas de vendas para empurrar goela abaixo dos clientes, os produtos fabricados, surgindo a ideia do vendedor chato e inescrupuloso.

Primeiramente, sempre tive a sensação de que esse período inicial não era necessariamente uma era de trevas.
Embora professores universitários entusiasmados e fanáticos pelos novos empreendedores e gurus do marketing possam discordar, Henry Ford, quando decidiu produzir um único modelo de carro, somente na cor preta, estava sim preocupado com a necessidade dos clientes, talvez até mais preocupado do que dizem estar os marqueteiros de palco de hoje. A diferença é que o cliente não tinha tanta frescura e queria simplesmente ter um automóvel, pouco importando-se com a cor, design ou textura do estofamento.

O marketing holístico da Bíblia do Marketing

Segundo o guru do marketing, Philip Kotler, o marketing holístico agrega quatro dimensões do marketing: marketing interno + integrado + o de relacionamento + o marketing socialmente responsável.

Parece residir nesse último elemento o grande motivador das ações dessas multinacionais, em promover a ideologia de gênero e em investir em exposições ‘artísticas’ que expõem crianças de cinco anos a presença de homens sem roupas. Kotler demonstra com o termo marketing holítico, a influência de autores como Fritjof Capra, cuja obra, em si mesma, um produto de propaganda.  A partir daí, Kotler traz os conceitos de marketing ecológico e marketing humanista.

Ao falar do marketing humanista, a Bíblia do Marketing parece usar linguagem conflitante com a ideia central do marketing, que é (ou deveria ser) satisfazer as necessidades dos clientes. Segundo Kotler e Keller, “a orientação do marketing humanista sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses do mercado-alvo e satisfazê-los de maneira mais eficiente e eficaz que os concorrentes, de um modo que conserve ou aumente o bem-estar do consumidor e da sociedade como um todo“(2006, p. 20).

O livro cita o exemplo do McDonalds, que resolveu tornar seu cardápio mais saudável porque os clientes poderiam ficar doentes. Veja bem: na verdade, a alteração não foi motivada por um interesse dos clientes em ter uma dieta saudável, mas sim pelo interesse da empresa na mudança da dieta dos clientes. Ou seja, a atitude da empresa visava determinar a necessidade do cliente por uma “melhor alimentação”.
Contudo, logo a frente Kotler e Keller concluem o tema dizendo que essas ações visam melhorar a reputação da empresa, aumentar consciência de marca, fidelidade do cliente, obter mais vendas e exposição na mídia, acreditando que clientes tendem a buscar, cada vez mais, sinais de boa cidadania corporativa que vão além do fornecimento de benefícios racionais e emocionais.

De fato, no tempo de minha pós-graduação em marketing, aprendi que o objetivo das ações de marketing sociais também era a satisfação das necessidades dos clientes, mas que no contexto atual, o cliente ficou mais exigente, desejando não apenas um produto de qualidade e um bom atendimento, mas adquirir produtos e serviços de uma empresa preocupada com questões importantes para a sociedade. A controversa descrição de Kotler e Keller sobre o marketing humanista havia passado desapercebida por mim no meu tempo de faculdade e pós-graduação. Parece tratar-se de um “ato falho”, ou de uma sutileza, para orientar os mega empresários, que são os únicos que tem o poder de colocar em prática essa ideia “humanista” de impor, ou “determinar as necessidades e desejos dos consumidores”.

Se esquecermos o conceito de marketing consagrado por inúmeros autores, baseado em identificar e satisfazer as necessidades e focarmos na ideia de prioritariamente determinar necessidades aos clientes, conseguiremos entender porquê uma multinacional como a Unilever resolveu fazer a campanha do OMO promovendo a diversidade de gênero e o Santander deu espaço ao QueerMuseum, mesmo desrespeitando os valores e a crença de, no mínimo, 80% da população brasileira.  Não se trata de satisfazer a necessidade atual dos consumidores, mas em moldar suas necessidades.

Por que Philip Kotler traz esse conceito de marketing holístico e humanista?

Certamente o maior teórico do marketing do último século foi Philip Kotler(1931). Consultor da IBM, Bank of America, General Electric e outras mega-corporações, professor e autor de dezenas de livros, incluindo a “Administração de Marketing: A Bíblia do marketing” (2006) – 12ª edição.Trabalhou toda sua carreira como professor na Kellog School of Management, escola ligada a W.K. Kellogg Foundation e ao Kellogg Institute.

Quem empregou Philip Kotler por 50 anos

Não foi preciso grandes ou profundas investigações para comprovar o alinhamento do grupo Kellog com as grandes fundações de mega-capitalistas e globalista.

O site do Kellogg Institute mostra que investem em programas como o The Ford Program, que tem em seus projetos, temas como: debates sobre as religiões a o acolhimento imigrantes muçulmanos na europa; programas sobre saúde reprodutiva no Kenya e educação sexual em Uganda.

No México, a Kellogg Foundation investe no CISC, que promove os direitos sexuais e reprodutivos aos jovens (incluindo campanha pela descriminalização do aborto e o fornecimento de serviço de abortos) bem como a ideologia de gênero.

O Kellogg Institute possui projetos no Brasil, baseado no apoio à pesquisadores. Na verdade, deu apoio a dois pesquisadores: são eles, Pedro Floriano Ribeiro (UFSCar), autor de “Dos sindicatos ao governo: a organização nacional do PT de 1980 a 2005 (FAPESP, 2010) e premiado por sua tese de doutorado sobre o Partido dos Trabalhadores. O outro pesquisador brasileiro é o Professor Francisco C. Weffort, doutor em ciência política pela USP com a tese intitulada “Populismo e classes populares”, autor de artigos como “O futuro do socialismo”, “O que é democracia?”, “Por que democracia?”, “Introdução à política da cultura: um olhar sobre a cultura brasileira”, “Marx: política e revolução”, entre outros tantos nessa linha socialista e revolucionária.

Conhecendo para quem Philip Kotler trabalhou pode-se compreender porque sua teoria se tornou tão alinhada aos objetivos das grandes organizações globalistas.

Agenda globalista e revolucionária: da academia para as empresas

O globalismo e o pensamento revolucionário, de fato, atingiu hoje todas as áreas do conhecimento e espalhou-se por
todos os ramos da sociedade. Os jovens que desejavam ser exemplo de liberais capitalistas e foram estudar administração, publicidade, marketing, em graduações e MBAs, tornaram-se meros instrumentos da esquerda nas agências de publicidade e nas grandes empresas. Foram instrumentalizados pelo globalismo sem perceber. No ímpeto de buscar a máxima eficiência, abdicaram de estudar temas essenciais para a compreensão da realidade, aprenderam apenas o ferramental e se tornaram instrumentos daquilo que condenavam.

A ideia do marketing holístico é uma amostra disso. O livro “O ponto de mutação” de Fritjof Capra é leitura obrigatória nos cursos de gestão no Brasil, e provavelmente em muitos países. O foco que as aulas de administração trazem à obra de Capra tenta suavizar seu caráter revolucionário, focando a ideia de equilíbrio embasado na ideia do yin e yang com uma abordagem suficientemente superficial para que o futuro profissional passe a comungar de elementos e da linguagem revolucionária sem perceber claramente o que está acontecendo. Não se dá grande ênfase nas ideias pregadas por Capra, por exemplo, que o ponto de mutação culmina com o fim do patriarcado (consequência esperada = a desconstrução do modelo de família tradicional). Com isso, tanto os jovens de família tradicional que sonha em trabalhar em grandes organizações, serem independentes, constituir família e ser o orgulho de seus pais, quanto um pai de família que faz faculdade na meia idade para continuar sendo um bom varão, absorvem os valores globalistas e revolucionários, sem perceber.

Uma excelente análise da obra de Capra pode ser lida no artigo de Olavo de Carvalho sobre a Nova Era e a Revolução Cultural.

Qual foi o feedback dos clientes?

Boicote à Globo no TopTrends mundial, 200 mil rejeições ao vídeo da Unilever e dezenas de milhares de clientes perdidos pelo Santander.

Não é mais novidade que os maiores veículos de comunicação, como a Globo, tentam mudar a cabeça da população com pautas ideológicas o tempo todo. A esmagadora maioria do brasileiro, mesmo os mais humildes e sem acesso à outras mídias, sabem e falam abertamente que são contrariados frequentemente pelos noticiários, novelas e programas de TV, imbuídos em transmitir ideologias completamente opostas às crenças e valores pessoais, familiares e religiosos da esmagadora maioria da população. Esse fenômeno tem sido analisado por alguns (ainda poucos) especialistas de mídia e certamente daqui alguns anos ou décadas, será visto como fato histórico de notável importância.

Com as reportagens do programa Fantástico, de 08 de outubro de 2017, em favor da diversidade de gênero, a reportagem em defesa da exposição do QueerMuseu e da peça de teatro “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Jesus é interpretado por uma transexual, desencadeou um movimento mais ativo de boicote à Globo. Em marketing, isso se chama feedback do cliente. A hashtag #GloboLixo começou a aparecer logo após o programa do Fantástico e entrou para o TopTrends do Twitter.

Em situações de normalidade e sanidade, empresários e marqueteiros agradecem todos os feedbacks dos clientes, uma vez que as reclamações são oportunidades de melhoria e ajuste no alinhamento das estratégias das empresas, para que possam satisfazer as reais expectativas dos clientes. Mas não foi o que aconteceu. Essa máxima parece estar sendo abandonada pelas grandes empresas.

As maiores empresas de comunicação, de fato não estão mais preocupadas em entender o perfil do cliente para atendê-lo, já compreendem o seu público-alvo, mas querem que o perfil do cliente mude. Querem mudar suas necessidades e as crenças. No Fantástico, também foi feito um discurso fortemente contra as pessoas que vêm se manifestando contra as pautas da ideologia de gênero. Ou seja, o feedback do cliente não é mais bem-vindo. Afinal, o interesse é mudar o que ele pensa.

O apoio do Santander ao QueerMuseu custou ao banco dezenas de milhares de contas a menos, além de muitos feedbacks negativos na internet. O vídeo publicitário da OMO, marca da empresa Unilever, conquistou, em apenas seis dias, até o momento, 200 mil “dislikes” e 23 mil “likes“. Ou seja,  90% das avaliações do vídeo foram negativas, sem contar os milhares de comentários de indignação.

Onde foi parar a preocupação com a necessidade do cliente? Empresas do porte da Unilever e Santander perderam a capacidade de mapear o perfil do consumidor ou não se preocupam mais com isso, devido ao seu elevadíssimo poder no mercado?

Globalistas adquiriram tanto poder e dinheiro que acreditam que a população irá se submeter às suas ideias. Certamente não estamos mais na ‘Era do marketing’ como dizem alguns teóricos. Entramos em uma nova era, da fake news, do fake marketing ou do marketing de manipulação. Precisamos encontrar um novo nome para denominar esse momento, pois a era do marketing acabou. Mas esse é o menor dos problemas. O maior problema agora é sobreviver nessa guerra cultural.

Links adicionais:

Kellogg Institute

W.K. Kellogg Foundation – projeto no México

W.K. Kellogg Foundation – Quem somos

#GloboLixo no Twitter

Information PlannedParenthood federation investe na campanha pela legalização do aborto no mundo

Evidências do financiamento ao aborto ilegal no Brasil pelas grandes fundações internacionais

O financiamento internacional tem subsidiado não apenas a campanha pela legalização do aborto mas também a realização de abortos no Brasil.  Sites financiados por grandes fundações vendem pílulas abortivas ilegais no Brasil, promovendo o delito,  a morte de um nascituro, pondo em risco a saúde das mulheres e atentando contra a constituição brasileira.

Veja o site brasileiro “FazerUmAborto.com”. É escrachadamente um site brasileiro de fornecimento de abortos clandestinos.  Logo em sua apresentação descreve:

Se você está gravida e quer fazer um aborto por qualquer motivo, apesar do aborto não ser legal no Brasil há algumas soluções para você.

A primeira opção, e a que eu mais recomendo, é entrar em contato com a organização Women Help Women (Mulheres Ajudam Mulheres) pelo site:

http://womenhelp.org ou pelo email (…)

Elas falam português. É uma organização sem fins lucrativos que ajuda mulheres em países onde o aborto não é legal. Elas poderão te ajudar a fazer um aborto com comprimidos.

É amplamente conhecido o fato do cytotec ser usado para o aborto. Até o governo Brasileiro sabe disso e estudo formas de tornar o aborto clandestino mais seguro. Mas obviamente não dá para comprar em farmácias. Nenhum remédio nas farmácias é abortivo, eles são muito controlados, não perca seu tempo achando que isso vai ser fácil!

Quando você entra no site que eles apresentam o Women Help. Ao acessar o site da WomenHelp, você se sente em um site de soluções para aborto como se tudo fosse legalizado. A certeza de impunidade é tanta que a descrição do site não mostra nenhuma preocupação com a lei brasileira. Veja a página “quem somos”:

Women Help Women é um grupo internacional de ativistas, conselheiros/as formados/as, organizações e fundações sem fins lucrativos. Nós preenchemos a lacuna entre a defesa dos direitos reprodutivos e a prestação de serviços.

Na página “Sobre” há uma página um convite para “Apoiadores”. O site então explica que “as organizações e pessoas que estão nesta lista apoiam publicamente a Women Help Women e partilham o objetivo de aumentar o acesso, a produtos relacionados com a saúde reprodutiva”.

Eis a lista de organizações internacionais que fomentam o aborto ilegal no Brasil:

1.         Abortion Rights Campaign, Ireland
2.         Abortion Support Network, England (serving women living in Ireland and Northern Ireland)
3.         Alliance for Choice, Northern Ireland
4.         ALRANZ – Abortion Law Reform Association of New Zealand, New Zealand
5.         Asia Safe Abortion Partnership, India and Asia Pacific
6.         Catholics for Choice, USA
7.         Centre for Girls and Interaction, Malawi
8.         Changed Woman, Zambia
9.         Ciocia Basia, Germany
10.      Colectiva Salud Mujeres Ecuador, Ecuador
11.      Daniela Draghici, Coordinator, International Campaign for Women’s Right to Safe Abortion, Romania (personal capacity)
12.      Dandelion, Kenya
13.      Federation for Women and Family Planning, Poland
14.      Fortress of Hope Africa, Kenya
15.      Generation Initiative For Women and Youth Network, Nigeria
16.      Gynuity Health Projects, USA
17.      Ibis Reproductive Health, USA, South Africa
18.      Kobiety w Sieci, Poland
19.      Lesbianas y Feministas por el Derecho a la Información, Chile
20.      Línea Aborto Libre, Chile
21.      MARIA Abortion Fund for Social Justice, Mexico
22.      Need Abortion Ireland, Ireland
23.      Marge Berer, Founding Editor, Reproductive Health Matters, England (personal capacity)
24.      Organisation Congolaise pour la Protection des Opprimées et de l’environnement, Democratic Republic of Congo
25.      Peace Foundation Pakistan, Pakistan
26.      Promsex – Centro de Promocion Y Defensa de los Derechos Sexuales y Reproductivos, Peru
27.      Re(al)-Productive Health, Ireland
28.      Reproductive Health Training Center, Moldova
29.      Reproductive Rights Advocacy Alliance, Malaysia
30.      Reseau d’Action et d’Information Pour Les Femmes: RAIF, DR Congo
31.      Russian Association for Population and Development, Russia
32.      safe2choose, International
33.      Samsara, Indonesia
34.      Socorristas en Red (feministas que abortamos), Argentina
35.      Speaking of I.M.E.L.D.A. (Speaking of Ireland Making England the Legal Destination for Abortion), England
36.      Tamtang Group, Thailand
37.      Trust for Indigenous Culture and Health, Kenya
38.      Women’s Global Network for Reproductive Rights, International
39.      Women’s Promotion Centre, Tanzania

Rastreamento os investidores da causa abortista no Brasil

Em uma rápida pesquisa nos websites de algumas das organizações citadas como financiadoras da versão brasileira do site “Women Help” encontramos diversas ONGs e projetos internacionais. A esmagadora maioria deles conta com investimento de grandes fundações internacionais já famosas por seus negócios na bilionária indústria de abortos internacionais. Vejamos alguns exemplos.

Financiadores da “16. Gynuity Health Projects, USA”.

A Gynuity Health Project(EUA) também traz uma lista de financiadores em seu site,  na página “doadores”[1]. Dentre os financiadores destacam-se:

  • The Bill and Melinda Gates Foundation
  • Family Care International
  • International Planned Parenthood Federation / Western Hemisphere Region
  • The John D. and Catherine T. MacArthur Foundation
  • Planned Parenthood Global
  • Population Council
  • Richard and Rhoda Goldman Fund
  • The Rockefeller Foundation
  • University of British Columbia

A Gynuity foi fundada em 1997 e atua em escala global promovendo a expansão do acesso ao aborto. Em seu site, orgulhosamente apresenta seus projetos de expansão do aborto na Ásia (Asia Safe Abortion Partnership), na America Latina (projeto CLACAI – Consorcio Latinoamericano contra el Aborto Inseguro). Mais informações sobre o projeto CLACAI[2] em seu site clacai.org, em espanhol. O projeto atua em vários países da América Latina, tendo como principal objetivo, ensinar as mulheres dos países latinos sobre a autoadministração do medicamento abortivo misoprostol, apesar de ser ilegal nesses países.

Também atua no debate e militância (advocacy) buscando alterar as leis dos países. Em um evento realizado pelo projeto, em 2017, diversos palestrantes da Fundação Planned Parenthood marcam presença para debater a “necessidade” de legalização do aborto frente ao problema do Zyka Virus(embora ainda não esteja pacificado cientificamente a relação da microcefalia e do zyka – leia também Zika-Microcefalia: epidemia ou fraude abortista? ). A Gynuity Health Project possui um outro projeto chamado Misoprostol Alone Working Group[3] . Esse projeto atua tanto com mulheres dos países da América latina como com imigrantes latinos residentes dos Estados Unidos.

Financiadores “38. Women’s Global Network for reproductive Rights, International

O site dessa outra organização internacional[4] explica que dentre as principais fontes de recursos da organização destaca-se o “The Safe Abortion Action Fund (SAAF)”. Fundo constituído por cinco grandes doadores de recursos financeiro em 2006, com objetivo de fomentar o acesso ao aborto. O SAAF, como é explicitado no site, é administrado pelo International Planned Parenthood Fundation (IPPF). Em uma extensa lista de outros financiadores menos conhecidos, e dentre eles a famosa Fundação Ford aparece novamente.

Outra organização citada como patrocinadora é o Asia Safe Abortion (http://asap-asia.org). A organização, que comunga de lista bastante semelhantes de financiadores[5], tem foco a promoção do aborto nos países da Ásia. São eles: Austrália, Bangladesh, Camboja, China, Índia, Indonésia, Iran, Japão, Líbano, Malásia, Mongólia, Nepal, Paquistão, Filipinas, Sri Lanka, Tailândia, Turquia e Vietnam. O projeto orgulha-se de sua atuação internacional com objetivos[6] de: “Implementar campanhas internacionais para promover o acesso universal ao aborto”, e “dar autonomia para que as mulheres possam fazer sua decisão”.

O relatório anual de gestão [7] da SAAF, mostra que com 19 milhões de dólares, em 2015 trabalhavam com diversos indicadores de desempenho no seu plano estratégico, em seus diversos programas de atuação para expansão do aborto no mundo. Esse painel de indicadores de desempenho mostra como as técnicas mais avançadas em gestão estratégica tem sido usadas para a expansão das ideias abortistas.

Dentre os indicadores de gestão desses projetos de atuação onde o aborto é ilegal destacam-se:
– número de países onde foram dados novos passos para legalizar o aborto;
– número de mulheres e crianças que recebera o serviço de aborto no país;
– número de mulheres que receberam aconselhamento sobre o aborto;
– número de veiculações na mídia motivadas pelos trabalhos de membros SAAF;
– número de escritórios do SAAF que estão recrutando novos membros para campanhas pelo direito ao aborto;
– número de estudos iniciados

International Planned Parenthood Federation (IPPF)

Os mesmos objetivos e indicadores vistos nos relatórios anuais de gestão estratégica da SAAF são vistos nos relatórios anuais de sua organizadora e financiadora, a International Planned Parenthood Federation (IPPF). O relatório anual de 2016 da IPPF mostra um placar (página 19) em que acompanha os avanços de suas campanhas para descriminalizar o aborto em todo o mundo. No Brasil, em 2016, comemoram um avanço. Em todo o mundo, conforme mostra página (Anexo b / Annex B – página 20), foram 175 novas conquistas em descriminalização do aborto, conquistados graças ao apoio de 72 instituições parceiras. A IPPF obteve uma receita total de 291,2 milhões de dólares, com seus mais de 172 mil voluntários em 2016 e comemora mais um ano de expansão internacional.

Leia também: Máquina de fazer dinheiro: a indústria milionária do aborto

Esquemático do financiamento internacional
Veja abaixo, de forma visual, como funciona o esquema de financiamento a expansão do aborto no mundo.

imagem mostra esquema de financiamento ao aborto ilegal no brasil pela fundação rockefeller ford mcarthur bill e melinda gates planned parenthoodIlustramos na imagem acima o esquema de apenas duas instituições dentre as diversas ONGs e instituições envolvidas no esquema internacional. Em geral, todas elas tem em comum os mesmos financiadores: Ford, McArthur, Rockefeller, Bill e Mellinda Gates, International Planned Parenthood Federation e outras.

São sempre as mesmas grandes fundações, lideradas por uma elite globalista que deseja controlar tudo e a todos, passando por cima de legislações e culturas, para implantar suas agendas tão mortais quanto lucrativas.

 

Referências:

[1]                      A lista completa de organizações patrocinadoras  da organização Gynuity Health Project pode ser acessada por seu próprio site, http://gynuity.org/about/partners/donors/  disponível em 17/08/2017.

[2]                      Página com descrição do projeto e link para seu site oficial, disponível em 17/08/2017 no endereço http://gynuity.org/about/partners/clacai-consorcio-latinoamericano-contra-el-aborto-inseguro/

[3]                      Descrição completa do projeto disponível em 17/08/207 no endereço http://gynuity.org/about/partners/misoprostol-alone-working-group/

[4]                      Site da organização internacional “Women’s Global Network for reproductive Rights, International”, página Apoiadores explica sua estrutura de financiamento internacional. Disponível em https://womenhelp.org/pt/page/353/women-help-women-is-working-with-key-activists-and-feminist-organizations-arou . Acesso em 28 set. 2017.http://wgnrr.org/funders/

[5]                      Extensa lista de parceiros e financiadores disponível emhttp://asap-asia.org/our-supporters/ http://asap-asia.org/our-supporters/> acesso em 28 set. 2017.

[6]                      Tradução direta do conteúdo da página da organização. Endereço: <http://asap-asia.org/what-it-is/>. Acesso em 17 ago. 2017

[7] SAAF. Relatório de Gestão do Ano de 2015 – Disponível em <http://www.saafund.org/annual-reports/>  acesso em 28 set. 2017

8. Anexo I – Evidências: telas do sites Women Help
tela 1  tela 2  tela 3  tela 4

9. Anexo II – Evidências: Telas do site Fazer um aborto
tela 1 – primeira página do site

A Escola de Franfkurt: satanismo, feiúra e revolução

Por Murilo Resende Ferreira

A mídia e a Escola de Frankfurt

Um dos grandes paradoxos da civilização moderna é a coexistência de uma prosperidade material desconhecida junto à crescente feiúra e brutalidade social. As antigas formas de convivência social foram completamente devastadas e trocadas por diversões alucinadas onde uma música fabricada em laboratório hipnotiza e brutaliza os participantes. Nas ocasiões mais calmas, inexiste a antiga arte da conversa, da música e da poesia: só o que vemos são zumbis grudados em suas TVs e celulares. Muitos consideram que isso é uma evolução cultural natural, e até mesmo algo desejável e “progressista”. Mas em uma perspectiva histórica mais ampla, essa tirania da feiúra se mostra completamente injustificada. No final do século e no começo do século 20, a humanidade talvez tenha passado por um de seus maiores períodos criativos, com desenvolvimentos magníficos na música clássica, na literatura, na filosofia e em vários outros campos, e, pelo menos até a Segunda Guerra Mundial, esses desenvolvimentos tinham ampla reverberação na cultura popular. Como se deu uma queda tão rápida? Como chegamos ao mundo em que tudo é cultura, em que os estudantes universitários desejam proibir os grandes clássicos da literatura por não se encaixarem nos ditames do politicamente correto? O centro de onde irradiou essa verdadeira conspiração foi o Instituto de Pesquisa Social, popularmente conhecido como a Escola de Frankfurt.

Após a Revolução Comunista na Rússia em 1917, a crença geral do comunismo internacional era de que a revolução se espalharia como fogo por todo o mundo. Como isso não aconteceu, a Internacional Comunista deu início a uma série de iniciativas que buscavam compreender os motivos. Uma delas era liderada por Georg Lukács, um aristocrata húngaro, filho de um dos maiores banqueiros do Império Austro-Húngaro. Como comissário de cultura do breve regime comunista de Budapeste em 1919, ele descobrira um interessante fenômeno em relação à doutrinação ideológica. Um de seus projetos consistia na doutrinação marxista das crianças e adolescentes dos bairros mais pobres de Budapeste. Apesar da pesada carga de aulas e estudos, ele percebia que os jovens, ao saírem das salas de aula logo retomavam seus terços e sua devoção aos sacerdotes. Inspirado no pansexualismo de Sigmund Freud, ele optou por uma abordagem diferente: começaria com cursos de educação sexual. À medida que os cursos se espalharam, e incitaram alguns jovens a relações extraconjugais ou ao mero desafio das normas morais tradicionais, Lukács percebeu que os que entravam em conflito com suas igrejas e famílias logo estavam dispostos a aceitar qualquer tipo de doutrina que lhes fosse ensinada. Um dos motivos que levou à rápida queda do regime foi implantação por Lukács da educação sexual obrigatória, do acesso à contracepção, e do relaxamento da lei do divórcio, o que enfureceu a população devotamente católica da Húngria.

Lukács foi enviado para a Alemanha em 1922, onde liderou um encontro de sociólogos e intelectuais comunistas que viria a se tornar o Instituto de Pesquisa Social, a maior arma de guerra psicológica já desenvolvida pelo comunismo internacional. Para Lukács, o comunismo só invadiria o Ocidente com um movimento de características demoníacas, que fizesse prevalecer o sentimento de que fomos abandonados por Deus. A revolução só ocorreu na Rússia porque o país era há muito dominado por uma versão gnóstica do Cristianismo, como aparece nos escritos de Dostoievski. O que diferenciava o Ocidente da Rússia era principalmente a crença na sacralidade do indivíduo e sua capacidade de discernir a vontade divina através do uso progressivo da razão e da inteligência. A tarefa da Escola de Frankfurt consistiria então em destruir o legado judaico-cristão, por meio de uma abolição da cultura e a criação de novas formas culturais que levariam a uma alienação crescente da população e um novo barbarismo. Num período de três décadas, o Instituto de Pesquisa Social conseguiria o patrocínio das seguintes instituições para sua “causa”: universidades americanas e alemãs, a Fundação Rockfeller, a CBS(canal de TV americano), o Comitê Judeu-Americano, vários serviços de inteligência americanos, a Organização Internacional do Trabalho, etc..

Logo Stálin, enfurecido com o caráter cosmopolita do Instituto, cortou todo o financiamento soviético, uma atitude que expressa a relação de amor e ódio entre o nascente marxismo cultural e a ortodoxia do comunismo-leninismo. Uma outra grande figura do Instituto era Herbert Marcuse. Ele começou como um comunista, tornou-se um protegido de Heidegger no exato momento em que este se tornava um nazista; na América serviu à OSS, o embrião da CIA, e se tornou o analista chefe de política soviética durante o período de Joseph McCarthy; na década de 60 houve uma nova virada, e ele se tornou o guru mais importante da Nova Esquerda, e terminou seus dias fundando o Partido Verde na Alemanha Ocidental. Em tudo isso só há uma tentativa de responder à pergunta: quem poderá nos salvar da civilização ocidental?

O empreendimento de maior sucesso da escola de Frankfurt foi a influência maciça sobre o desenvolvimento da programação de rádio e TV da modernidade. Isso se deu a partir dos trabalhos de Theodor Adorno e Walter Benjamin. Em 1924, Adorno se mudou para Viena, para estudar com os compositores atonais Alban Berg e Arnold Schonberg, e se associou ao círculo ocultista ao redor do marxista renegado Karl Kraus. Ali ele entrou em contato com as idéias de Otto Gross, um discípulo extremista de Freud. Gross, um viciado em cocaína, tinha desenvolvido a teoria de que a saúde mental só seria atingida no Ocidente através de uma renascença do antigo culto de Astarte, que destruiria o monoteísmo e a família burguesa.

Um dos primeiros problemas em que se engajaram Adorno e Benjamin foi o da criação de uma base materialista sólida para a estética. O inimigo de ambos era Gottfried Leibniz, que era acima de tudo um antidualista, um inimigo da divisão gnóstica de corpo e mente, e que também afirmara a liberdade criativa humana. Para o marxismo, que tudo enxerga como fruto de uma teia de relações sociais, essa perspectiva é claramente um problema. Benjamin afirma então que a preponderância da mente racional é um erro, um triste legado de Sócrates. De fato, na origem de tudo está a capacidade de dar nomes às coisas, tomada aqui como uma espécie de imposição linguístico-social que nunca pode ter certeza de sua base objetiva. A tentativa de expressar a realidade é completamente distorcida pela natureza das relações de classe. Ao historicizar e relativizar dessa forma a busca da verdade, o conceito antiquado de bem e mal também pode ser esquecido. Foi por isso que Benjamin defendeu o que chamou de “Satanismo” dos simbolistas e surrealistas franceses, pois considerava que o cerne do Satanismo é o culto do mal como instrumento político, como instrumento de combate contra o diletantismo moralizante da burguesia. O objetivo de uma elite cultural na sociedade capitalista moderna deve ser a destruição da concepção da arte como imitação consciente do Deus criador; é preciso mostrar que a iluminação religiosa é, na verdade, uma iluminação profana, uma inspiração materialista e antropológica que pode ser iniciada pela maconha, pelo ópio e outras drogas. É preciso também criar novas formas culturais que aumentem a alienação da população, pois o povo precisa entender o quão alienante é viver sem o socialismo. Na música, por exemplo, ninguém deve acreditar que é possível compor hoje como Mozart e Beethoven; a composição deve ser atonal, diz Adorno, pois a atonalidade é doentia, e “o caráter doentio, dialeticamente, é ao mesmo tempo a cura…”. O objetivo da arte moderna deve ser a destruição do caráter elevador da arte, para que o homem, privado de sua ligação com o divino, só enxergue a revolta política como opção criativa. Trata-se de fomentar e organizar o pessimismo com instrumento político. Benjamin colaborou com Bertold Bretcht nesse sentido, e as peças teatrais que daí surgiram buscam desmoralizar e deixar a platéia gratuitamente irritadiça.

A análise feita por Adorno e Benjamin também é a base teórica de quase todas as tendências estéticas politicamente corretas que dominam as universidades. O pós-estruturalismo de Roland Barthes, Michael Foucault, e Jacques Derrida, a semiótica de Umberto Eco e o Desconstrucionismo de Paul de Man têm todos como fonte o trabalho de Benjamin. A novela Em Nome da Rosa, de Umberto Eco, é , por exemplo, nada mais que uma ode a Benjamin. Atualmente todos já têm a experiência de universitários alucinados que dizem que Monteiro de Lobato, Shakesperare e Platão são racistas, machistas e homofóbicos, e que isso é a única coisa que importa em suas obras. Mas a origem profunda dessa loucura é a tese de Benjamin-Adorno de que o que importa na obra artística é o contexto inconsciente das relações e tensões sociais. O abandono dos clássicos em prol de autores negros e feministas é bom porque a tradição é somente um conglomerado de falsos nomes, um logocentrismo que reflete a dependência que a burguesia tem de suas palavras. Se essas palavras de ordem universitárias parecem retardadas, é porque foram calculadas para serem. Adorno acreditava que as gerações vindouras seriam receptivas a esse tipo de propaganda porque seriam completamente retardadas pela reprodução mecânica da arte.

Antes do século 20, a distinção entre arte e entretenimento era muito maior. A experiência artística poderia ser divertida, mas era fundamentalmente ativa e não passiva. Era preciso fazer a escolha consciente de ir a um concerto, comprar um livro ou ir a uma exibição de arte. Não havia um acesso facilitado e até forçado às grandes formas culturais. A grande arte exigia um poder de concentração máximo e amplo conhecimento do assunto tratado. Naqueles tempos, a memorização da poesia e de peças de teatro e a reunião da família para um recital caseiro de piano eram a norma até no campo. As pessoas não aprendiam a “apreciar” a música, mas sim a executá-la. No entanto, as novas tecnologias contêm um potencial dialético de manipulação das massas na perspectiva marxista. O fato de que uma sinfonia de Beethoven pode ser infinitamente reproduzível leva a uma dessacralização da experiência e uma alienação crescente. Segundo Adorno, trata-se de um processo de desmitologização. Esta nova passividade diante do que antes exigia um esforço monstruoso poderia levar ao fracionamento da composição musical em partes “divertidas”, que poderiam ser então “fetichizadas” na memória do ouvinte, enquanto as partes difíceis seriam esquecidas.  O ouvinte atomístico e dissociado é infantilizado, só que seu primitivismo não é o dos primitivos, mas sim dos forçosamente retardados.

Esse retardo conceitual indicava que que a programação das rádios poderia determinar as preferências. Se você tocar Mozart e Caetano Veloso na mesma rádio, tudo acabará mesclado como “música de rádio” na cabeça do ouvinte. Idéias agressivas e novas também poderiam ser introduzidas através da homogeneização da indústria cultural, que seria assim explorada pelas forças “progressistas”.  Foram estas percepções que provavelmente justificaram o apoio maçiço que o Instituto recebeu do establishment americano depois de sua transferência para os Eua em 1934. Em 1937, a Fundação Rockfeller começou a financiar uma pesquisa sobre os efeitos sociais das novas formas de mídia de massas, particularmente o rádio, que ficou popularmente conhecida como o “Projeto do Rádio”. O diretor do projeto era Paul Lazersfeld, o filho adotivo do economista austro-marxista Rudolph Hilferding, e antigo colaborador do Instituto de Pesquisas Sociais. Dentre os colaboradores estavam Frank Staton, um P.H.D em psicologia industrial que viria a se tornar presidente da CBS no cume de sua influência e auxiliar influente de Lyndon Johnson; Herta Herzog, que se casaria com Lazersfelz e se tornaria a primeira diretora de pesquisa da Voz da América; e Hazel Gaudet, um dos principais diretores de pesquisas políticas dos Eua. Theodor Adorno era o chefe da seção musical. O objetivo era testar a tese de Adorno-Benjamin e mensurar o potencial da grande mídia para a lavagem cerebral.

O sucesso foi estrondoso. Uma das primeiras descobertas foi a do formato seriado de programação de novelas. Antes se acreditava que o sucesso desse formato se restringia a mulheres das classes baixas, que precisavam de um escapismo para suas vidas entediantes. Herta Herzog descobriu que não havia a menor correlação com o status socioeconômico e nem mesmo com o conteúdo. O fator determinante era a forma seriada; as pessoas se viciavam no formato, no desejo de saber o que irá acontecer na próxima semana. Descobriu-se que era possível até dobrar a audiência de uma peça de rádio dividindo-a em fragmentos. Não é nem preciso dizer como a indústria do entretenimento se apropriou desse insight. O próximo estudo do projeto foi uma investigação do terror causado pela transmissão que Orson Welles fez de A Guerra dos Mundos em 1938. A despeito de vários alertas sobre o caráter fictício da peça, aproximadamente 25% dos ouvintes acreditaram que era um relato real. Os pesquisadores descobriram que a maioria dos que entraram em pânico não acreditaram que marcianos estavam invadindo e sim os alemães. Os ouvintes já estavam condicionados pelas outras notícias e pela quebra do noticiário em pequenos boletins alarmistas. Welles usou essa técnica em seu programa, simulando que se tratava de uma série de boletins urgentes no meio de uma programação musical. A técnica de seriação das novelas, transplantada para o noticiário, funcionava perfeitamente.

Adorno e o Projeto do Rádio chegaram à conclusão de que a repetição do formato era a chave para a popularidade. O sucesso era determinado pela escolha e o formato da programação. Se um contexto familiar fosse mantido, qualquer conteúdo poderia se tornar aceitável. E nós, que padecemos com o funk e o sertanejo universitário, podemos atestar esse diagnóstico. A maior descoberta do projeto foi “Little Annnie” o apelido dado ao sistema de análise programas de Stanton-Lazersfelz. Os métodos anteriores de pesquisa de audiência eram bastante ineficazes e se limitavam a perguntar ao fim de um programa se a audiência estava satisfeita ou não e pedir uma opinião sobre o conteúdo. Isso não levava em conta a percepção atomizada do sujeito moderno, e exigia a análise racional de uma experiência irracional. O Projeto desenvolveu então um aparelho em que a pessoa podia registrar a intensidade do seu gosto e desgosto a cada momento de um programa. Ao comparar os gráficos, os pesquisadores puderam avaliar quais situações ou personagens provocavam um estado momentâneo de prazer. Essa descoberta transformou toda a indústria do entretenimento; os resultados das análises de programação e a audiência têm uma correlação que se aproxima de 85%. É por isso que hoje temos uma sensação de dejá vu em qualquer programa de TV. São os mesmos personagens e situações que se repetem indefinidamente, e somente o cenário se altera, pouco importando se é a Idade Média ou o espaço sideral. E a grande verdade é que o conteúdo estúpido e erótico da indústria do entretenimento não é uma necessidade natural, mas algo que foi planejado.

Esses esforços de manipulação da população geraram a pseudociência da pesquisa de opinião pública. Atualmente, tudo na mídia é direcionado por pesquisas de opinião, mesmo quando os jornalistas e senhores da mídia juram desejar estimular a liberdade de opinião e pensamento. A idéia da opinião pública como corte julgadora de tudo e todos é ademais absurda e irracional, pois nega a idéia da mente racional individual. A verdade é fruto do pensamento correto, e não do fato que 50,1% das pessoas concordam ou não com determinada asserção.

As técnicas de manipulação das pesquisas de opinião são inteiramente baseadas na psicanálise e se tornaram padrão em todo o mundo. Tudo gira ao redor do projeto de estudo da personalidade autoritária desenvolvido por Max Horkheimer, diretor do Instituto de Pesquisa Social pelos idos de 1942. Segundo Horkheimer, o objetivo era entender o preconceito com o objetivo de erradicá-lo. Nova traços de personalidade foram mensurados, incluindo o grau de convencionalismo, de agressão autoritária a pessoas que violam valores convencionais, de projetividade sobre os perigos do mundo e de preocupação com a sexualidade. A partir dessas mensurações foram construídas várias escalas: a escala E de etnocentrismo, a escala PEC de conservadorismo político e econômico, a escala A-S de antissemitismo e a escala F de fascismo. Surge um novo tipo ideal weberiano: a personalidade autoritária. Um observador mais benigno diria que a pesquisa provou que a população americana era conservadora, mas os mestres da Escola de Frankfurt viram nos resultados a prova de um fascismo irredutível e perigoso, oriundo da própria civilização cristã. A pesquisa foi popularizada por Hanna Arendt no seu famoso livro As Origens do Totalitarismo: todo mundo é um fascista em potencial.

Esse método de interpretação de pesquisas de opinião e personalidade é dominante até hoje nas ciências sociais e também em todos os grandes institutos de pesquisa, que surgiram motivados exatamente por essas novas descobertas e projetos.  É ele também que perpassa todo o marketing das campanhas políticas, e por isso o maior medo de um político moderno é o “extremismo”, ou o fascismo na linguagem frankfurtiana. E não para por aí: todo o desenvolvimento da propaganda e da televisão nas décadas de 50 e 60 foi iniciado por pessoas treinadas nas técnicas frankfurtianas de alienação em massa, incluindo os diretores das grandes redes de televisão. Essa popularidade da Escola de Frankfurt advém do fato incrível de que as teorias da escola foram oficialmente aceitas pelo governo americano durante a Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que este dizia combater a ameaça comunista. A OSS, o embrião da CIA, era basicamente composto de frankfurtianos, dentre eles: Carl Schorske, Franz Neumann, Herbert Marcuse, Paul Baran, Otto Kirchheimer, Leo Lowenthal, Sophie Marcuse, Siegfried Kracauer, Norman Brown, Barrington Moore Jr, Gregory Bateson e Arthur Schlesinger. Um dos primeiros projetos da OSS, liderado por Marcurse, foi o uso de técnicas de lavagem cerebral para desnazificação da Alemanha do pós-guerra. Horkheimer, que recebeu dupla nacionalidade, sendo naquele momento o único indivíduo que era ao mesmo tempo alemão e americano, foi enviado à Alemanha para reformar todo o sistema universitário, tendo como fruto toda uma geração de pensadores antiocidentais como Hans-Georg Gadamer e Jurgen Habermas. Nos Eua, a influência intelectual da Escola de Frankfurt se fez sentir no fato de que a sociologia se tornou o curso universitário mais procurado durante a década de 60 e nas revoltas estudantis que marcaram a época.

Um outro braço das operações frankfurtianas chegou até às experiências da CIA com drogas psicodélicas.  O LSD se tornou a droga de uso da própria agência e dos antigos membros do Instituto de Pesquisa Social. Foi Gregory Bateson, por exemplo, que levou o poeta Allen Ginsberg a participar de um experimento da Marinha com o LSD em Palo Alto, California. Esses alucinógenos tornam a vítima completamente antissocial e autocentrada, preocupada somente com objetos, que ganham uma aura monstruosa e ilusiva. As drogas produzem instantaneamente o estado de espírito desejado e propagado pela Escola de Frankfurt. Os famosos protestos de 1968 foram simplesmente frutos de décadas de atividade frankfurtiana e muitas drogas, não espantando que ao fim Herbert Marcuse tivesse emergido como o grande líder da revolta dos loucos. O visual de cabelos longos, a comida macrobiótica, a libertação sexual: tudo já tinha sido testado em comunidades ocultistas relacionadas com a Escola de Frankfurt, como a comuna de Ascona antes de 1920. O documento fundador da contracultura da década de 60 foi o Eros e Civilização de Marcuse, publicado em 1955 e financiado pela Fundação Rockfeller. Para Marcuse, o homem ocidental é unidimensional, e a única salvação é a libertação absoluta do erotismo em uma rebelião contra a racionalidade tecnológica. Foi ele que criou, na nova edição de 1966, o famoso slogan “faça amor, não faça guerra”. O objetivo era propagar a perversidade polimórfica e o pansexualismo como ideal civilizacional. Wilhem Reich, um membro mais marginal e louco da Escola de Frankfurt, chegou a dizer que o Nazismo fora causado pela monogamia. A educação primária foi dominada por um seguidor de Reich, A.S Neill, um ateísta militante e membro da Sociedade Teosófica, cujas teorias pregavam a rebelião aberta dos alunos contra os professores. Seu livro Summerhill atingiu a marca de 2 milhões de unidades vendidas em 1970 e se tornou leitura obrigatória de mais de 600 cursos universitários, influência que permanece até hoje. A libertação sexual da Escola de Frankfurt sempre foi um instrumento de controle político que visava transformar as pessoas em categorias objetivas através da despersonalização sexual. A partir daí, não somos mais indivíduos, mas negros, mulheres ou homossexuais. Tudo o que hoje chamamos de ideologia de gênero tem sua raiz em Marcuse, Fromm, Reich e outros agregados da Escola de Frankfurt.

Essa popularização da vida como um ritual pessimista e erótico é base do horror da vida moderna. Os herdeiros de Frankfurt dominam completamente as universidades e treinam os alunos em seus rituais de purgação politicamente corretos. A intolerância universitária é uma implementação da tolerância libertadora de Marcuse: toda a tolerância com a esquerda, nenhuma com a direita. Toda a arte foi erotizada e brutalizada até o ponto em que é impossível assistir um concerto de Mozart sem indicações de um contexto erótico. Crianças de 5 anos assistem em casa a filmes de terror com imagens que petrificariam os mais entusiasmados frequentadores do Coliseu romano. Fica claro que sem a destruição dessa verdadeira abominação da desolação, não será possível qualquer ressurgência da civilização ocidental em sua tradição judaico-cristã.

Fontes

Minnicino, Michael. The Franfkurt School and Political Correctness. Disponível em: https://www.schillerinstitute.org/fid_91-96/921_frankfurt.html

a Russia espalhou seus erros pelo mundo - o holocausto abortista

A Rússia espalhou seus erros pelo mundo: o primeiro holocausto abortista

A história do aborto na Rússia está fora de todos os padrões vistos no mundo. Foi o primeiro país a legalizar o aborto, sob o comando de Lênin, e seus números são estratosféricos. Assim como a Rússia espalhou ideologias socialistas-comunistas pelo mundo, ajudou a popularizar, ao longo do século XX, a terrível ideia de legalizar o aborto. O seu exemplo motivou uma onda de adesões ao aborto pelo mundo.

Em 1926, a Rússia superou 126 mil abortos por ano. Em 1936, foram 800 mil aborto e 5 anos depois e, em 1941, há um vácuo nas estatísticas. Os dados disponíveis sobre o ano de 1940 indicam ter havido 500 mil abortos. As estatísticas retornam em 1954, quando a Rússia registrou 3,4 milhões de abortos apenas naquele ano. O processo de “desestanilização” da União Soviética durou anos e a cultura stalinista do socialismo-comunismo, impregnada, foi o grande motor que fez com que o número alarmante de abortos permanecesse na casa dos milhões por décadas. Em 1963, foram registrado mais de 5,4 milhões de abortos.

Com o fim da Guerra Fria, em 1991, o número de abortos passou a cair, permanecendo com 3,6 milhões de abortos anuais. Hoje em dia, dados de 2014 registram que a Rússia realiza 929.963 mil abortos por ano, representando 32% das gestações russas.

Utopia abortista

Em 1929, os bolcheviques (membros do Partido Operário Social-Democrata, liderado por Lênin) implantaram o aborto na Rússia. A ideia de Vladimir Lênin, baseada em Engels, era de que a família representa a origem do poder na sociedade burguesa e, por isso, deveria ser destruída enquanto instituição, pois impede os planos da revolução socialista ao manter o lastro do poder e da exploração na alma dos cidadãos. Além disso, com o aborto facilitado, mais mulheres estariam disponíveis como força de trabalho deixando, assim, de serem “propriedades de seus maridos” para serem propriedades do povo (Partido).

Uma matéria recente no The Moscow Times mostra um pouco como a Rússia vê sua própria história.

Em 1929, estimulado pelas ideias comunistas de igualdade de gênero e direito das mulheres, a União Soviética se tornou o primeiro país no mundo a legalizar o aborto.

A máquina de sucção, utilizada em abortos tardios até hoje em todo o mundo, foi desenvolvida nessa época na Rússia.

O aborto foi criminalizado, de 1936 a 1950, devido a inserção de ideias nacionalistas e apelo ao patriotismo, o que durou apenas até meados da década de 1950, quando oficiais soviéticos voltaram a permitir o aborto, permanecendo a legislação atual. Com o passar do tempo, a legalização consagrou o aborto como uma prática social.

Na URSS o aborto era largamente usada como forma de contracepção. Os números de abortos começaram a reduzir mas continuam até os dias de hoje em níveis extremamente anormais. Depois da China, a Rússia tem os níveis mais altos de aborto no mundo. Em 2015, 930 mil abortos ocorreram no país – e isso, somente os números oficiais -, pois estima-se que há um grande número de abortos feitos fora do sistema médico. O número de abortos anuais pode ser até duas vezes maior, dizem especialistas Russos.” (The Moscow Times)

Segundo a matéria, Ekaterina Schulman, cientista política especializada em problemas sociais da Rússia acredita que a proibição do aborto provocaria uma catástrofe social.

Oficiais do Governo rejeitam as iniciativas e ideias de criminalização do aborto porque seriam financeiramente inviáveis, devido ao fato de que o número de pessoas que dependem do governo aumentaria muito. A Deputada Olga Golodets, por outro lado, diz que a redução do número de abortos seria de grande ajuda para o problema demográfico da Rússia.

Ações para redução do aborto na Rússia

Apesar de 80% da população russa se autointitular Cristã Ortodoxa, apenas 10% é praticante e leva a sua vida conforme os princípios da religião. Dentro dessas limitações, a Igreja Ortodoxa tem forte atuação em ações de conscientização e redução das práticas do aborto.

Em 2011, o governo russo adotou diversas medidas para enfrentar o problema da baixa taxa de natalidade do país. As medidas adotadas incluíam por exemplo, exigência de que clínicas e organizações que realizam abortos destinem 10% de suas verbas de marketing para campanhas de conscientização sobre os riscos à saúde da mulher quando realiza um aborto. Leis também tornaram ilegal descrever o aborto como um procedimento médico seguro à vida da mãe.

Foi também instituído o “Dia da família, amor e da fé”, em parceria com a Igreja Ortodoxa.

A Rússia viu sua população decrescer de 1992 até 2012, na ordem de centenas de milhares a cada ano. O país sofre tendo a menor densidade populacional do mundo.

(Colaborou: Cristian Derosa)

Informações:

Aborto na Rússia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto_na_R%C3%BAssia

História da Rússia – https://en.wikipedia.org/wiki/Abortion_in_Russia#1936-1955

Estatísticas sobre o aborto – http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/ab-russia.html

Matéria – The Moscow Times – Debate sobre o aborto na Rússia
https://themoscowtimes.com/articles/russias-abortion-debate-is-back-55545 e http://www.liveactionnews.org/the-abortion-ripple-effect-russias-tragic-abortion-tale/

Estatísticas sobre o país – https://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_Russia#Vital_statistics

Jornalistas são os mais crédulos na mídia

Os jornalistas, pela própria definição e papel na atividade que desempenham, são as pessoas que mais acreditam nos jornais. Os jornais, por sua vez, não fazem concorrência em relação ao conteúdo, mas por credibilidade, o que faz com que apenas reafirmem sua idoneidade enquanto noticiam os mesmos fatos, com o mesmo viés, que a média dos veículos ditos da “grande mídia”. O artigo citado no áudio fala de uma sociologia do jornalismo, necessária à compreensão dos critérios de credibilidade e veracidade para a melhor orientação política e social.

Redações em espiral: a sociologia do jornalismo

Em uma época em que o reforço psicológico, a auto afirmação, fazem as vezes de valores morais, não há maior apóstolo da credibilidade jornalística do que o próprio jornalista. Ele é, portanto, a vítima mais indefesa e mais submetida às forças psicológicas que se distribuem pela sociedade contemporânea. E, portanto, a quem menos se deve dar crédito.

Toda a vida moderna gira em torno da socialização, do afago a egos cada vez mais sedentos de confirmação, autoimagens hiper sensíveis e à beira do pânico diante da possibilidade de rejeições, medo do isolamento que representaria a morte social. O autoengano, neste sentido, torna-se uma prática diária de sobrevivência. O sociólogo David Riesman diagnosticou esse fenômeno em sua obra A multidão solitária, publicado na década de 1950, no qual destacava a ascensão de um novo caráter social que chamou de alterdirigido, isto é, dirigido pelo outro. Desde a época das suas primeiras observações a respeito, o foco no ambiente social aumentou drasticamente. Hoje, ninguém pode estar totalmente imune ao juízo público. Nas palavras da politóloga Elisabeth Noelle-Neumann, quem mostra-se indiferente à opinião pública é ou um louco ou um santo.

Se estamos todos individualmente submetidos a essa pressão latente, um dos principais veículos responsáveis por disseminar a homogeneização das opiniões e crenças é a grande mídia, representada especificamente pelos meios noticiosos ou pretensamente informativos. Esses meios possuem, eles próprios, um ambiente no qual são produzidas as informações como atividade profissional, mas também social. Assim como nas ruas, nas repartições, no ponto de ônibus, na fila do banco ou no caixa do supermercado, as redações dos jornais fornecem um ambiente social especialmente fértil à transmissão de comportamentos e condutas imitativas. O jornalista está sujeito às mesmas forças que o restante da opinião pública, mas carrega consigo muito mais motivos para depositar credibilidade no seu próprio trabalho, pelas mesmas razões psicológicas presentes no restante da sociedade: a auto-afirmação, o desejo mimético de pertencimento à classe dos informadores e a solidariedade da categoria. Mas há algo mais.

Universidade: onde tudo começa

Formado por pessoas oriundas das universidades, locais em que hoje vigora o vício em álcool, drogas como maconha e opiniões superficiais, o jornalista chega à redação com crenças tanto mais firmes e convictas quanto menos fundamentadas em fatos ou experiências. O ambiente universitário, especificamente o do jornalismo, fundamenta-se na disseminação de uma imagem de sociedade que independe de experiências ou vivências reais. Pelo contrário: toda experiência real deve, por força e pressão do pertencimento à nova classe, ser moldada e ressignificada dentro das categorias presentes na imagem ideológica de sociedade que foi aprendida em sala de aula. E a força persuasiva dessa imagem não está de forma alguma na força dos seus postulados, no rigor da observação, tampouco na credibilidade intelectual ou pessoal do professor. A maior força de persuasão está no próprio compartilhamento das crenças pelos membros do grupo, uma vez que isso fortalece, não a crença ou conjunto de crenças em si mesmos, mas o pertencimento do indivíduo àquela comunidade pretensamente pensante.

O fator catalizador das ideias e opções ideológicas e idealistas está, sem sombra de dúvida, na permanente e onipresente socialização a que o estudante universitário se vê submetido desde a entrada às portas daquilo que crê ser o “templo do conhecimento”. Hoje as universidades estão rodeadas de bares e cervejarias, bem o contrário do que um ingênuo observador poderia supor ao imaginar um campus circundado por livrarias, cafés e museus. A vida universitária de nossas cidades foi, já há algumas décadas, reduzida àquilo que antes era reservado aos estratos mais baixos da vida urbana, às periferias não apenas geográficas mas morais. O mundo ordinário do estudante há muito deixou de ser o das letras e das artes para precipitar-se à mais baixa escala de existência. Uma mudança deste tipo, de graves consequências para milhares de vidas individuais, não pode ser deixado de fora quando tentamos compreender o conteúdo abjeto de notícias advogando crimes como pedofilia, uso de drogas e assassinatos. Também não nos deve impressionar uma decadência deste tipo.

Cada vez mais estudos apontam para uma verdadeira epidemia de depressão e ansiedade em estudantes universitários. Até mesmo casos de esquizofrenia e surtos psicóticos não são raros. A exposição a drogas e socialização constante produz evidentemente um aumento nos níveis de ansiedade e demandas maiores por atividade social, o que no meio universitário é facilmente confundido com estudo, atividade social, ativismo e uma gama de coisas vistas hoje somente em seu caráter positivo.

A redação

Chegada a formatura, o jornalista recém formado se crê no direito de ser contratado pelos jornais proeminentes e, tão logo o consiga, sabe que tem o dever de transformar a sociedade naquilo que seus professores o ensinaram. Mas, chegado ao ambiente social da redação, tudo muda. Até mesmo o idealismo universitário pode ser deixado de lado em nome da adaptação social ao novo grupo. O chefe, o colega, os “famosos” da redação, os exemplos dos quais todos falam, aquele repórter premiado que passa na redação distribuindo brincadeiras íntimas sem, no entanto, aceitar muita proximidade. O recém chegado adoraria ser amigo dele. Eis o objetivo profissional inicial e imediato. Tão logo se tornar aceito e integrante daquelas brincadeiras, será notado pelo editor-chefe. Este é o critério inicial e a demora ou incapacidade de perceber isso pode representar a ruína ou o ostracismo editorial: ser relegado à diagramação ou a algum outro setor já previamente estigmatizado como depósito de inúteis sociais. O inútil social é alguém que não foi capaz de conquistar o sorriso do chefe (ou dos colegas que o fizeram) ou não atraiu para si qualquer interesse ou simpatia, o que indicaria a submissão às ordens dadas sempre em tom de confiança. Ordens estas que significam obviamente opções muito claras em direção a políticas editoriais vindas de cima. Em suma: todos precisam demonstrar afabilidade e flexibilidade extremas, que beiram o puxa-saquismo e a tolerância com humilhações, para comprovar a sua utilidade a um sistema de obediência absurdamente rígido, mas que aparenta ser apenas um jogo social necessário ou inevitável.

O problema por trás do que chamamos muito genericamente de “militância esquerdista nas redações”, não é uma questão ideológica. O que viabiliza toda a transmissão de ideias é, na verdade, a submissão psicológica, a dependência social em que indivíduos são cooptados não em nome de ideais, mas da sua sobrevivência social e profissional. Uma minoria dos jornalistas e repórteres possuem crenças fixas e convictas. A grande massa disforme de profissionais está apenas sujeita a uma rede de ameaças emocionais que forma um sistema psicótico de produção de histéricos em série. Nada disso pode ser possível sem aquela dependência longamente construída na universidade, regada a muito álcool, drogas e uma vida moral pautada pela imitação de comportamentos, incrementos à hipersensibilização, distanciamento da realidade e confusão entre realidade e mundo social abstrato.

Imagem: “O mundo é governado pela opinião”. Gravura publicada em 1641, representando a opinião pública regada pelos jornais, comandada pelo governante.

Cura para o fake news: como funciona a guerra da informação

Manchetes da última semana chegaram a contradizer objetivamente a realidade, dando exemplo de uma manipulação intencional e ideológica contra a atividade profissional dos psicólogos e, principalmente, às custas do sofrimento de seus pacientes. O que o jornalismo tem a ver com isso?

A grande mídia brasileira foi responsável, nessa semana, por mais um episódio do grande ‘case de fake news‘: a chamada”cura gay”. A expressão surgiu há alguns anos para caracterizar o projeto de lei que possibilitava o tratamento psicológico de homossexuais que desejassem deixar de sê-lo, o que vinha sendo proibido por órgãos como o Conselho Federal de Psicologia, sob acusação de preconceito. O assunto morreu por algum tempo, enquanto o projeto permanece parado. Voltou a partir de uma ação popular impetrada contra o CFP, e da liminar de um juiz permitindo o tratamento de homossexuais que tivessem interesse.

Mas na última semana, as manchetes chegaram, em diversos casos, a contradizer objetivamente o que de fato ocorreu, mostrando claramente, como que em um exemplo didático, como é feita a guerra da informação por meio do fake news.

O tratamento dado pela mídia acaba sendo um preconceito com as pessoas homossexuais que se encontram em estado de sofrimento com a sua condição. Em nome de uma agenda de “orgulho gay”, a imprensa age de modo irresponsável promovendo mais sofrimento a essas pessoas e negando-lhes o direito de serem tratadas como gostariam.

A alegação central, manifestada em muitos títulos e manchetes da mídia, acusa a decisão de considerar o homossexualismo uma doença que precisa ser curada. Esquecem que quem falou em “cura” foram eles, justamente na tentativa de acusar quem quer que falasse no assunto de preconceituoso. Uma manobra que revela o modo de ação das milícias ideológicas espalhadas pelas redações.

Vejamos os títulos das matérias de cada grande jornal, lembrando que o título é um excelente termômetro do viés midiático, uma vez  que ele permite discernir o tom e a ideia central que o veículo quer imprimir na mente do público.

O tempo – Justiça Federal permite tratar homossexualidade como doença
Veja – Justiça permite tratar homossexualidade como doença
G1 – Justiça gera polêmica: permite tratar homossexualidade como doença
Folha – Justiça concede liminar que permite tratar homossexualidade como doença
F5 – Famosos se manifestam contra a decisão de tratar homossexualidade como doença
Estadão – Juiz libera cura gay por psicólogos

O uso do termo “cura gay” também foi encontrado em diversos veículos, tentando passar a ideia de que a decisão judicial seria preconceituosa e discriminatória:

Época(Globo) – Cura gay: “Reorientar gays é como embranquecer negros contra o preconceito”, diz psicólogo
Correio Braziliense – Ex-alunos de juiz que permitiu cura gay criticam posicionamento do docente

Mas o que diz a decisão do juiz?

O juiz teve o cuidado de declarar em sua decisão que: “a homossexualidade constitui variação natural da sexualidade humana, não podendo ser, portanto, considerada como condição patológica” (grifo nosso).  Portanto, a decisão judicial que motivou o fenômeno midiático, começa mostrando claramente que NÃO cabe falar em “cura gay” ou “homossexualidade enquanto doença”.

A ação foi movida para atender o anseio de pessoas que são homossexuais ou estão confusas e desejam ter auxílio psicológico. Contudo, devido a uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), os psicólogos estavam impedidos de auxiliar esse pacientes.

Por isso, a decisão judicial foi enfática e pontual ao deliberar que não se pode “privar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura, preconceito ou discriminação”. Ou seja, a decisão visa dar um direito aos homossexuais que desejam ter esse tipo de tratamento.

Apesar disso, a esmagadora maioria das manchetes, no início dessa semana, dizia o contrário. Como é o caso da matéria da Exame, no dia 18, redigita como: Justiça do DF permite tratar homossexualidade como doença

 

Artilharia de Fake news perde terreno e dá o braço a torcer

Após gerar grande polêmica na internet, muitas pessoas foram até a decisão judicial e perceberam que a mídia estava forçando a barra. Até mesmo gays, ex-gays e transexuais se manifestaram na internet mostrando que as manchetes estavam completamente fora de contexto. Assim, alguns dias depois do estouro das manchetes, começaram a surgir matérias em grande sites de notícia amenizando o tom e contando com alguma objetividade.

Exame (21/09): Juiz diz que decisão não trata homossexualidade como doença
UOL (21/09): Juiz que autorizou “cura gay” diz que decisão teve interpretação “equivocada”
Diário de Pernambuco: ‘Cura gay’: Juiz afirma que em ‘nenhum momento’ considerou homossexualidade como doença

Fake News e guerra informativa

O funcionamento da mentira, no jornalismo, conta com uma excelente estrutura de justificativas. Os jornais se sentem muito à vontade para afirmar que reportaram “a primeira impressão” e, com isso, repercutir a parte mais sensacionalista, isto é, mais apelativa de um fato. Depois, feito o estrago, trata de aprofundar a questão, dando ares de objetividade e análise crítica. Obviamente, o efeito disso é que, na segunda fase, o público já perdeu o interesse pelo assunto, ficando apenas a sensação inicial, do escândalo da primeira impressão. Esse processo formata, na opinião pública, uma imagem do fato e dos envolvidos, um estereótipo, como diria Lippmann, que em futuras referências ao tema, voltará com toda a força, motivado pela necessidade de simplificação dos personagens e fatos.

Daqui há seis meses, quando por algum motivo os jornais voltarem ao assunto, os leitores recorrerão à imagem mais simplificada da questão, motivados a encaixá-la em um novo episódio da narrativa dada, e não à expressão mais complexa e objetiva do final da cobertura, que seria mais difícil articular. A simplificação, como vemos, é a chave da manipulação e gera uma adequação do leitor à mensagem simplificada e estereotipada, o que facilita todo o processo.

É fácil, portanto, justificar tudo isso como sendo parte da atividade jornalística, o que de fato é verdade. Isso porque os jornalistas internalizaram a técnica e o processo e conseguem usá-lo para os fins da sua agenda ideológica e gostos particulares.

As agendas internacionais se tornaram pauta jornalística garantida desde o final dos anos 1990, quando a atividade jornalística precisou do aporte financeiro do chamado Terceiro Setor, vendo-se refém não mais de venda de produtos dos seus anunciantes, mas da venda das ideias da rede global de ONGs pelo mundo. É o que chamam globalização da comunicação.

 

Colaborou: Marlon Derosa

Clássico do estudo da opinião pública tem sua primeira edição brasileira

A Espiral do Silêncio, escrito em 1982 pela cientista política alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, finalmente ganhou a sua primeira edição brasileira. Publicado pela editora Estudos Nacionais, em Florianópolis (SC), o livro, cujo subtítulo é Opinião pública: nosso tecido social, tornou-se um clássico a partir do estudo feito sobre as pesquisas eleitorais nas eleições gerais alemãs de 1976. Diante da discrepância entre o que diziam as pesquisas de opinião e o resultado final das eleições, a autora empenhou seu instituto a compreender o que havia acontecido. Sua hipótese inicial, chamada de hipótese da espiral do silêncio, era a da influência de outros fatores na tomada de posição política, como a percepção do clima de opinião e o medo do isolamento social.

Não foi a primeira vez que se buscou explicar as opiniões a partir de fatores psicológicos e sociais, mas a pesquisa de Neumann deve seu ineditismo à longa pesquisa que buscou confirmar os limites da sua hipótese, fazendo entrevistas com milhares de pessoas e aliando a isso uma incrível e abrangente revisão teórica sobre o tema da opinião pública, a recorrência histórica da expressão e os sentidos em que foi utilizada. O objetivo foi localizar, na história das teorias que se debruçaram sobre a opinião pública, qual delas melhor se prestava à realidade que estava sendo observada.

Importância e atualidade do tema

É conhecido o poder que têm as pesquisas de intenção de voto na influência do eleitorado, sugestionando-o para a opção que parece vencedora. Em alguns países, a pesquisa de intenções de voto é proibida após determinada data das eleições. Isso vem justamente da percepção do seu potencial uso para gerar uma falsa imagem da opinião pública, o que fatalmente influenciaria na direção de uma espécie de “aposta no vencedor”.

Mas além da pesquisa eleitoral, há uma série de crenças sociais, estigmas e preconceitos, tabus e comportamentos ditos normais, vigentes como normalidade, que produzem a ameaça virtual do isolamento social. Fugir desses estigmas faz parte da conduta de quem quer sobreviver em sociedade, já que o isolamento, para o homem moderno e democrático, representa uma espécie de “morte social”.

Em tempos de politicamente correto, vemos muitas condutas vistas como aceitáveis, enquanto que a crítica ou mera contestação de um comportamento pode pôr a baixo uma reputação.

Uma das observações interessantes feitas pela autora é a de que os jornalistas, já naquela época, alinhavam-se prioritariamente à esquerda, enquanto o público geral era mais conservador (apoiavam o partido da União Cristã Democrata). Isso foi confirmado com a análise subsequente das opiniões do público e confrontado com matérias jornalísticas que, em linhas gerais, priorizavam o ponto de vista socialdemocrata (Partido Socialdemocrata e Liberal).

Traduzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Cristian Derosa, autor de A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda, lançado pela mesma editora, A espiral do silêncio volta a iluminar um tema bastante inconveniente para o mundo democrático: as influências psicológicas e involuntárias na formação da opinião pública, algo ainda visto com certa ressalva por quem prefere acreditar na segurança do modelo democrático.

O livro conta ainda com o prefácio de Alexandre Costa, autor do livro Introdução à Nova Ordem Mundial.

A Espiral do Silêncio – Opinião Pública: nosso tecido social, de Elisabeth Noelle-Neumann, pode ser adquirido no site da Livraria Pius.

camille paglia fala sobre ideologia de genero

A ideologia de gênero e cirurgias desnecessárias violam direitos de menores

Camille Paglia alerta que “transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão.” E não somente! Incutir nas mentes de crianças e adolescentes a falsa ideia de que precisam se mutilar e se tornar dependentes de hormônios para sentirem-se bem é uma violência sem precedentes. Em muitos casos, isso é sugerido ainda antes mesmo de atingirem a idade da razão. As tentativas forçadas de afirmar tal ideologia, que vai contra a natureza mais óbvia das coisas, mostra que a decadência social, moral e psicológica que nossa sociedade se encontra nos mais baixos patamares.

As disformias são estudadas pela ciência há tempo e devem ser vistas como disformias. Tratam-se de transtornos mentais.

A disformia de gênero é um transtorno similar à disformia corporal.  Um exemplo de disformia corporal é anorexia. Nesses casos, nenhum médico em sã consciência prescreveria lipoaspiração para alguém que é magro mas se vê gordo. Segundo Bjornsson et al (2010), estudos apontam que o transtorno afeta cerca de 0,7 a 2,4% das pessoas. Ninguém tem dúvidas que a anorexia, enquanto disformia corporal, deve ter seu tratamenta no âmbito psicológico, para que a pessoa, curada, passe a se ver como realmente é.

Da mesma forma que na disformia corporal, a disformia de gênero deve ser tratada com tratamento psicológico e não com alterações físicas e hormonais. A prova de que o sexo e gênero não são meras construções sociais, como prega a propaganda transgênero, é que as intervenções hormonais tornam-se necessárias por toda a vida, jamais dando à pessoa um corpo naturalmente “ajustado com seu gênero”, não obstante o fato de que os “pacientes” continuam em muitos casos necessitando tratamento psicológico. Experiências baseadas nessa falaciosa premissa do gênero enquanto construção social levaram diversas pessoas ao suicídio, como ilustra o caso Reimer. Por outro lado, nos (raros) casos de disformia de gênero que são diagnósticados propriamente, estima-se que entre 88 a 98% dos deles, são resolvidos com o fim da puberdade. Passado esse período e com o tratamento apropriado, no âmbito psicológico, a pessoa se sentirá bem com seu corpo sem tê-lo mutilado ou se tornado dependentes de hormônios.

O que por trás de toda a propaganda transgênero, dirigida a crianças e adolescentes, aliam-se os desejos manifestados por grupos que historicamente defendem o direito ao abuso de menores e organizações que investem na degradação de valores e na subversão da sociedade. Grandes fundações (abrigadas pela UNESCO) têm claros interesses na desestruturação da família, pois esta representa um claro obstáculo à engenharia social. Seu indivíduo ideal é atomizado e carente de proteção institucional. Uma sociedade assim, demandará cada vez mais poder desses mesmos grupos e fundações.

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Camille Paglia, acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale e professora da University of the Arts em Philadelphia, fala com grande propriedade de conhecimento e também experiência pessoal sobre essa questão de gênero:

Eu estou muito preocupada com essa tendência cirúrgica para mudança do corpo. Isso está por toda parte nos EUA. Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica. Se essa ideia estivesse no ar quando eu era jovem, teria me tornado obcecada com isso. Eu teria sido convencida de que essa seria a resposta para todos os meus problemas com a sociedade contemporânea e sua rigidez sexual. E eu teria cometido um engano terrível.

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Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão. Há um número muito pequeno de pessoas realmente intersexuais. É uma anormalidade congênita. A maioria dos casos não é assim. Intervir no corpo, removendo o pênis ou os seios, é uma ilusão porque todas as células do seu corpo permanecem sendo o que elas sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero.

“As pessoas que olham para esse debate e pensam que estamos caminhando para um futuro progressista estão enganadas. Nós vivemos em um período em que os gêneros são fluidos e ninguém se identifica com os papeis de cada um dos gêneros no passado. Mas a ideia de que isso é um sintoma de saúde social está errada. É o caos.

“Estamos numa fase tardia da cultura, como ocorreu com outras civilizações, em que as definições dos sexos começam a se borrar e a se dissolver e surgem todos os tipos de androginia e de brincadeiras com trocas de papéis entre feminino e masculino. Eu adoro tudo isso, mas acho que não pode ser confundido com um sintoma de saúde e de progresso. Sinto muito. É um sintoma de declínio histórico da nossa cultura. E deveríamos nos preocupar porque isso indica ansiedade e algo errado.

“Eu não noto, a propósito, nenhum avanço no campo das artes. Ninguém está em um período especialmente fértil. Pelo contrário, todos estão obcecados consigo próprios. O ego se tornou um trabalho artístico. As pessoas têm dez conceitos diferentes sobre o que elas são. Acho que a obsessão com gênero e com orientação sexual se tornou uma doença.

“Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e de sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia. Isso não são os anos 60, quando se pregou o poder do indivíduo contra a autoridade, mas a destruição dessa ideia cósmica do lugar de cada um no universo. E isso tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura. É o novo narcisismo.”

Assista o vídeo com a entrevista com a Dra Camille Paglia.

 

Informações:

Criacionismo – Camille Paglia e a ideologia de gênero

Body dysmorphic disorder (2010)  Bjornsson, et al. Dialogues Clin Neurosci https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181960/#ref27

Estudos Nacionais – Médicos americanos alertam sobre Ideologia de gênero e transgêneros

Estudos Nacionais – Breve histórico do ativismo pedófilo

Estudos Nacionais – Caso Reimer: a experiência de troca de sexo que levou gêmeos ao suicídio