No mundo inteiro, as reivindicações para a legalização do aborto, em grande medida, usam da ‘justificativa’ de que seria necessário legalizar o aborto para dar as mulheres condições de realizar abortos de forma segura.

Fala-se muito nas fase pré-legalização em altos números de mortes maternas, em decorrência de abortos clandestinos. Contudo, muitos casos têm demonstrado que as estatísticas que são usadas nesta fase são superestimadas e visam apenas causar uma falsa sensação de necessidade de alteração na legislação. Veja o artigo falácia dos números do aborto e os testemunhos de um ex-ativista pró-legalização que confessou que sempre usou números falsos para legitimar o discurso pró-escolha.

Não obstante ao fato de que o aborto é criticado pela ciência, por ter a embriologia demonstrado que o início da vida se dá na concepção, muitas organizações internacionais, grupos e ONGs insistem que o aborto possa ser legalizado sob argumento de que se quer dar condições seguras a um ato que é inevitável e de arbítrio individual de algumas mulheres.

Aborto legalizado não evita o aborto clandestino e expõe mulheres a riscos

ÍNDIA: Segundo relatório do Guttmacher Institute, uma pesquisa realizada mostrou que em 2004 pelo menos 65% dos abortos na Índia foram realizados por clínicas ilegais, sem a certificação exigida pelo governo. Em 2010, este percentual ficou em 54%.  A Índia é também mais um exemplo de que após a legalização o número de abortos aumenta significativamente, tendo passado da ordem de 24.300 abortos em 1972  para 700 mil abortos anuais. A primeira alteração na legislação da Índia ocorreu em 1971.

ÁFRICA DO SUL: Na África do Sul, apesar do aborto ser legalizado até a 24ª semana, o que é considerado uma lei das mais permissivas à prática, ainda em 2016 estima-se que 50% dos abortos no país sejam realizados em clínicas clandestinas.

NEPAL: Com aborto legalizado desde 2002 o Nepal ainda sofre com diversos casos de abortos inseguros feitos de forma clandestina. Estudo científico analisou em detalhes diversos casos de mulheres que realizaram aborto clandestinamente e tiveram complicações de saúde, procurando hospitais.

 

Informações:

Estudos Nacionais – Sobre África do Sul

Unsafe Abortion in India – New Indian Express

Estatísticas Aborto – India

Portugal – abortos clandestinos continuam

Nepal: abortos clandestinos continuam