RJ: Congresso mundial Figo 2018 sobre abor.., ops!,  sobre ginecologia e obstetrícia!

RJ: Congresso mundial Figo 2018 sobre abor.., ops!, sobre ginecologia e obstetrícia!

16/10/2018 1 Por Dr. Raphael Câmara

Está programado para ocorrer entre os dias 14 e 19 de outubro de 2018 o Congresso Internacional da FIGO na cidade do Rio de Janeiro. São esperados cerca de 8000 médicos ginecologistas/obstetras de todo o mundo.

Ao se observar a programação, é dada a impressão de ser um congresso sobre aborto pela quantidade gigantesca de eventos e palestras sobre o tema. Mais estranheza causa por ser o aborto na vida real um assunto de importância periférica quando comparado com outras doenças e situações muito mais importantes para a saúde da mulher que causam literalmente centenas de vezes mais mortes, tais como cânceres, mortes no parto e outras doenças benignas muito mais prevalentes. Mais assustador como prova disso é que duas condições consideradas como um tipo de aborto e que matam mais que o aborto ilegal no Brasil e que são as gravidezes molar e ectópica só têm juntas três aulas no congresso inteiro com o tema no título durante os seis dias de congresso! É uma verdadeira aberração! Depois não entendem porque as taxas de mortalidade materna só vêm aumentando nos últimos anos no Brasil como eu mostrei em artigo recente no jornal O Globo.

A lista de todos os eventos que ocorrerão no congresso que versam sobre o aborto está no final deste texto. Reparem que só coloquei na lista aqueles que tenho certeza absoluta de versar sobre o assunto, mas sei que outras muitas dezenas vão tratar sobre aborto por terem títulos sugestivos. É impossível se saber exatamente como o tema será tratado porque a palestra ainda não ocorreu, mas se tendo em vista o título da palestra, os palestrantes e as sociedades e ONGs que estão por trás, a impressão que se tem é que não há absolutamente NENHUMA palestra em que o viés seja contra a liberação e descriminalização do aborto. Se ao final do congresso, houver alguma, será uma grata e inesperada surpresa! O contraditório foi completamente chutado de lado! Estamos falando de quase 100 eventos! Neste link do site Estudos Nacionais há um detalhamento de palestrantes e ONGs notoriamente conhecidas pela defesa da liberação do aborto que lá estarão.

Em agosto passado, eu fui o único médico obstetra dentre vários que foram convocados para a ADPF 442 que foi contra a descriminalização do aborto no STF. Mostrei lá que eu era a verdadeira voz da maioria dos obstetras em vídeo que teve centenas de milhares de visualizações:

Nesta mesma apresentação, eu mostrei todas as mentiras que norteiam a falácia da descriminalização do aborto. Não me intimidei e apontei o dedo para a FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) mostrando que a defesa dela da descriminalização do aborto não representava a opinião da maioria dos médicos. Esta mesma FEBRASGO agora dá apoio para este congresso e mais uma vez não dá voz ao contraditório juntamente com a FIGO. Em valores disponíveis no site, o congresso custa cerca de 3000 reais em outubro. O médico que paga este valor está contribuindo sim para a defesa da liberação e descriminalização do aborto, mesmo que sem ter esta intenção. Pior que isso, há a presença de diversas empresas patrocinando o congresso e expondo no mesmo, tais como: Bayer, GSK, EMS, Nestlé (congresso esse que deveria era falar de amamentação e pouco trata sobre o tema quando comparamos com o aborto), Aché, Roche e dezenas de outras que podem ser vistas no site do congresso: https://figo2018.org/pb/patrocinio-e-exposicao/.

Muitas destas empresas estão como patrocinadoras “ouro” e “diamante” do curso de “Abortion Technology” (Tecnologia de Aborto), e abordará técnicas de aborto tanto no primeiro quanto no segundo trimestres de gestação. Conforme descrito pela própria FIGO, a realização do curso justifica-se “dado o clima de mudança em relação ao aborto na América Central e do Sul”. Para a FIGO, “o Congresso no Rio de Janeiro é uma oportunidade de introduzir as tecnologias de abortamentos a novos provedores”. No site do curso também se pode ver os patrocinadores ouro, diamante, prata, cobre e bronze… https://figo2018.org/pb/abortion-technology-pt/. Estas empresas precisam ser questionadas se realmente estão dispostas a patrocinarem um congresso com um nítido viés a favor da descriminalização do aborto. A força do povo é o boicote! O mesmo devem fazer os médicos não pagando o congresso ou, pelo menos, não comparecendo a estas mesas sobre aborto. E, caso compareçam, devem questionar os palestrantes mostrando o contraditório e deixando claro que a maioria dos médicos brasileiros não é a favor da descriminalização do aborto! A sociedade civil também pode programar atos pacíficos para mostrar que o Brasil é majoritariamente contra a descriminalização do aborto como mostrou recente pesquisa do DATAFOLHA. E este desejo contra a descriminalização é principalmente de mulheres pobres e pretas como mostram as pesquisas. Era de causar náuseas a repetição no STF pelas ativistas a favor da descriminalização do aborto de que a luta era pelas “mulheres pobres, pretas e indígenas”. Muito mais fariam por estas mulheres se liberassem os milhões de dólares que estas ONGs recebem para a melhoria educacional deste estrato populacional ou se investissem num parto seguro em que elas não morram sangrando.

Causa muita estranheza a fixação num suposto respeito ao desejo da mulher realizar o aborto ignorando o direito de viver do feto mas, por outro lado, há dezenas de mesas criticando a cesariana a pedido da mulher e o aumento global das taxas de cesarianas. Está claro aí que esta defesa do aborto nada mais é do que uma hipocrisia de uma pauta progressista e de esquerda e que a vida e o desejo da mulher não são os pontos importantes do debate. Até porque eu provei com números no STF que a mortalidade materna por aborto ilegal é mínima e nem de longe se caracteriza como um problema de saúde pública como a mídia quer fazer parecer. Problema de saúde pública seria liberar o aborto pelos motivos que mostrei em Brasília. Morte por aborto ilegal é tão rara que, em Brasília, todos os expositores a favor da liberação que exemplificavam um caso real citavam o mesmo caso de uma mulher que teve inserido em si um “talo de mamona” que morreu em maio. Não conseguiram encontrar nenhum outro caso recente, embora a mídia adore propagar mentiras como “11000 mortes por ano por aborto ilegal”. O número real é de cerca de 40 no máximo como mostrei no STF pelos dados do DATASUS. É fundamental que estes temas de pesquisa com forte componente ideológico passem a ter regulação na liberação de verbas pelo fato de nossas universidades terem viés de esquerda impedindo que pesquisadores conservadores consigam acesso a fomentos. Sobre este tema tratei em artigo recente na Gazeta do Povo.

Observando com lupa os temas do congresso, temos de tudo. Mesas sobre a objeção de consciência como algo que pode atrapalhar o desejo da mulher de abortar como se os sentimentos do médico e os traumas que isso pode trazer para a vida dele sejam menos importantes. É importante saberem que a objeção de consciência é direito inalienável do médico. Qualquer palestrante médico que de alguma forma faça apologia a se desrespeitar este direito no congresso deve ser denunciado ao CREMERJ para avaliação se houve afronta ao Código de Ética Médica. Temos também mesa para se “expandir” a idade gestacional para o aborto legal. Até aonde querem chegar?! Temos outra mesa para ver qual a melhor substância para matar o feto: KCl, digoxina ou lidocaína. Parecem aqueles métodos de pena de morte com injeção na veia, qualquer semelhança não é mera coincidência… Como obstetra, farei um parêntese aqui: há situações raríssimas em que para se manter a vida materna há necessidade de se fazer um feticídio com estas substâncias. Não há o menor sentido ao meu ver de isso ser discutido num congresso mundial não específico sobre o tema. Temos presença das ONGs feministas e a favor da descriminalização do aborto, tais como: Instituto Guttmacher, Planned Parenthood, dentre muitas outras. Temos a presença da Débora Diniz que é da ONG ANIS que defendeu a descriminalização do aborto no STF e que vai falar sobre o vírus da zika e a gravidez. A Débora Diniz foi a única brasileira que assinou uma carta pedindo a troca da sede das Olímpiadas do Rio pelo risco da zika. Detalhe: no período do inverno é mínimo o contágio de doenças pelo mosquito transmissor.

Temos tudo isso e muito mais, mas não temos uma única pessoa que faça o papel de uma voz solitária para o contraditório! Eu os desafio a me darem ao menos 15 minutos para eu trazer argumentos contrários a esta pauta progressista que impede o debate de temas muito mais importantes para a saúde da mulher! Tenho certeza que preencho todos os requisitos necessários para ter lugar em alguma mesa no congresso sobre o tema. Aqui o contato do congresso para quem achar que devo ter voz lá e solicitar minha presença:  info@figo2018.org e whatsapp: 11 98452 0304


Lista das mesas que versam muito provavelmente sobre aborto:

Programação: segunda 15/10:

Mahmoud Fathalla Lecture – The Centrality of Reproductive Health and Choice in Women’s Lives – Anu Kumar, India/USA

Safe Abortion: WHO medical abortion guidelines and results of country case studies (WHO)

Mujeres en situación de aborto en América Latina (CLAP)

Global innovations in mHealth to improve access to contraception and abortion (Ibis Reproductive Health)

The Long Road to Legalization: The Role of Providers in Expanding Safe Abortion Care (Global Health Strategies)

Safe abortion and maternal mortality in Uruguay – Leonel Briozzo, Uruguay

ROOM 212 S012 Safe Abortion: WHO medical abortion guidelines and results of country case studies describing health sector establishment/ expansion of abortion services following policy reform Chair: Metin Gülmezoglu, Switzerland / Antonella Lavelanet, Switzerland S012.1 WHO medical abortion guidelines – Antonella Lavelanet, Switzerland S012.2 WHO medical abortion guidelines – Rodolfo Gomez, Uruguay S012.3 Results of country case studies – Wendy Chavkin, USA S012.4 Results of country case studies – Cliona Murphy, Ireland Organised by World Health Organization

Abortion care in the UK – the gap between policy and reality – Lesley Regan, UK

S025 Mujeres en situación de aborto en América Latina (The abortion situation in Latin-America ) Chair: Rodolfo Gómez Ponce de León, Uruguay S025.1 Estructura e historia de la red CLAP MUSA (Structure and history of the CLAP MUSA Network) – Rodolfo Gómez Ponce de León, Uruguay S025.2 SIP Un registro clínico basado en un estándar de atención de la OMS en SIP Plus (SIP A Clinical record based in a WHO standard of care in SIP Plus) – Analia Messina, Argentina S025.3 Ejemplo de red brasileña MUSA (Example of Brazilian MUSA Network) – Luiz Beccaro, Brazil S025.4 Ejemplos de los Centros Centinela participantes (Examples of the centers participating ) – Gonzalo Rubio, Chile Organised by CLAP

Abortion – Human Rights and Public Health perspectives – Sabaratnamb Arulkumaran, United Kingdom

S045 The Long Road to Legalization: The Role of Providers in Expanding Safe Abortion Care Chair: Alexandre Menezes, Brazil S045.1 Opening Remarks S045.2 Panel – Ntandho Patrick Godi, South Africa S045.3 Panel – Kalpana Apte, India S045.4 Panel – Cliona Murphy , Ireland S045.5 Closing Remarks – Rodolfo Pacagnella, Brazil Organised by Global Health Strategies

Capturing Compassion: Support For Abortion Among Mexican Catholics By Reason For Abortion – Blair G. Darney, United States Of America

Terça 16/10:

Understanding Abortion-related Morbidity in the Facilities: WHO Multi-Country Survey on Abortion (WHOMCS-A) (WHO)

How Abortion Stigma Impacts Every One of Us:  Providers, Rights Holders, Advocates, and Women (Inroads)

Expanding the gestational age for abortion services (Ipas)

Regulation of Conscientious Objection to Provision of Legal Abortion (Global Doctors for Choice)

Legal Mechanisms to Defend Access to Safe Abortion – Rebecca Brown, USA

Understanding Abortion-related Morbidity in the Facilities: WHO Multi-Country Survey on Abortion (WHOMCS-A) Chair: Özge Tunçalp, Switzerland / Rodolfo Gomez, Uruguay S058.1 Overview of MCS-A – rationale, methods, implementation – Özge Tunçalp, Switzerland S058.2 MCS-A – Africa – Zahida Qureshi, Kenya S058.3 MCS-A – Latin America and Caribbean – Rodolfo Gomez, Uruguay S058.4 Research and policy implications for the field – Rodolfo Gomez, Uruguay Organised by World Health Organization

Second-trimester abortion: Cervical Preparation Chair: Matthew Reeves, USA S061.1 Osmotic Dilators – Patricia Lohr, UK S061.2 Mifepristone and misoprostol – Kate Shaw, USA S061.3 Induction of fetal demise: KCl, digoxin, or lidocaine – Matthew Reeves, USA S061.4 Combining methods – Paul Blumenthal, USA Organised by National Abortion Federation (NAF

Challenges Of Safe Abortion In Bangladesh: Experiences Of A Referral Centre – Nasreen Banu, Bangladesh

How Abortion Stigma Impacts Every One of Us:  Providers, Rights Holders, Advocates, and Women Chair: Kati LeTourneau, USA S075.1 Panel Discussion – Nozer Sheriar, India S075.2 Panel Discussion – Jedidah Maina, Kenya S075.3 Panel Discussion – Estela Kempis, Mexico S075.4 Panel Discussion – Ana Vera, Ecuador Organised by inroads (The International Network for the Reduction of Abortion Discrimination and Stigma

Con La Ley Y Sin La Ley: With And Without The Law: What’s Happening With Abortion In Mexico? – Raffaela Schiavon, Italy

Delays In Care-Seeking Among Women Undergoing Second Trimester Abortion In South Africa – Deborah Constant, South Africa

Expanding the gestational age for abortion services Chair: Anibal Faundes, Brazil / Laura Castleman, USA S090.1 Advancing gestational age step-by-step – Laura Gil, Colombia S090.2 Medical abortion at or after 13 weeks: scaling up services and adverse-event reporting – Demeke Desta, Ethiopia S090.3 Abortion after 13 weeks of gestation: considerations for abortion method and location of care – Patricia Lohr, UK S090.4 Ten years of learning: from research to health systems challenges to providing abortion services after 13 weeks in South Africa – Caitlin Gerdts, South Africa Organised by Ipas

FCS 34.552 Intrafetal Injection Of Lidocaine To Induce Fetal Demise – Matthew Reeves, United States Of America FCS 34.521 Disrespect And Abuse In Maternity Care: Individual Consequences Of Structural Violence – Andrea Solnes Miltenburg, Norway FCS 34.522 Doctor’s Perception About 2nd Trimester Induced Abortions. – Madhuri Chandra, India FCS 34.524 Efficacy Of Mifepristone- Misoprostol Combination In Cases Of Missed Abortion In First Trimester – Dr. Rajasi Sengupta, India FCS 34.529 Factors Influencing Contraceptive Use Among Reproductive Age Women In Rwanda – Stephen Rulisa, Rwanda FCS 34.530 Feasibility And Acceptability Of Mypostcare.Ca An Intervention For Post Abortion Care: Phase III – Roopan Gill, Canada FCS 34.532 FIGO PPIUD Activities In Bangladesh – Farhana Dewan, Bangladesh FCS 34.533 First Trimester Surgical Abortion Pain Using Buccal Misoprostol And/Or Lidocaine Paracervical Block – Jessica Shim, USA

Regulation of Conscientious Objection to Provision of Legal Abortion Chair: Dick van der Tak, Netherlands/Malaysia / Wendy Chavkin, USA S105.1 International comparisons of regulation of CO to abortion provision – Wendy Chavkin, USA S105.2 A Study of Conscience-based Refusal to provide Legal Abortion Services in Ghana, and a Subsequent Plan for Intervention – Koku Awoonor-William, Ghana S105.3 The bioethical and human rights perspectives on regulation of Conscientious Objection – Laura Gil, Colombia S105.4 The experience in Uruguay – Leonel Briozzo, Uruguay Organised by Global Doctors for Choice

Quarta 17/10:

Prevention of Unsafe Abortion (FIGO)

Prevention of unsafe abortion: East Central Southern Africa FIGO experience (FIGO)

Medical education and training (The Guttmacher Institute)

The FIGO ten country needs assessment on abortion

New frontiers in abortion care (Gynuity Health Projects)

Accelerate progress: Sexual and reproductive health and rights for all (The Guttmacher Institute)

Challenging cases in care for termination of pregnancy (Ipas and Gynuity)

Evidence and values: Overcoming barriers to safe abortion care (MSF)

ROOM 202A S118 New frontiers in abortion care: translating the latest evidence on medical abortion innovations into simpler more accessible services Chair: Paul Blumenthal, USA S118.1 Simplifying and expanding access to outpatient medical abortion: new evidence in settings with and without access to mifepristone – Rasha Dabash, USA S118.2 Management of pregnancy failure: new evidence and clinical updates – Hillary Bracken, USA S118.3 Innovations in later medical abortion protocols and practices; new evidence driving changes in policy, practice and access to medical abortion for women with gestations greater than 13 weeks – Jennifer Blum, USA S118.4 Telemedicine delivery of medical abortion: evidence supporting this new Telabortion approach in the United States – Beverly Winikoff, USA Organised by Gynuity Health Projects

ROOM 202C S120 Accelerate progress: Sexual and reproductive health and rights for all Chair: Nozer Sheriar, India S120.1 Overview of Guttmacher-Lancet Commission Report on SRHR: a new definition and agenda – Susheela Singh, USA S120.2 Relevance of the Commission report for low and middle income countries – Gamal Serour, Egypt S120.3 An essential package of SRHR services: Quality of care and rights – Lale Say, Turkey and Switzerland S120.4 Abortion care: Changes in methods and safety – Imane Khachani, Morocco Organised by The Guttmacher Institute

Implementing A Blended Learning Approach In Second Trimester Abortion Training In Nepal – Dr. Deeb Shrestha Dangol, Nepal

ROOM 211 S126 The FIGO ten country needs assessment on abortion Chair: Jaydeep Tank, India / Lisa Juanola, The Netherlands S126.1 Background and overview – Jaydeep Tank, India S126.2 Cross country results from FIGO’s ten country safe abortion advocacy needs assessment – Irene de Vries, The Netherlands S126.3 Moderated Q&A with panel members (national society representatives) and audience engagement Organised by FIGO Working Group for the Prevention of Unsafe Abortion

ROOM 210 S138 Prevention of Unsafe Abortion Chair: Anibal Faúndes, Brazil / Laila Arjumand Banu, Bangladesh S138.1 Interventions required for the introduction and expansion of Post abortion Contraception at the Lusaka University Teaching Hospitals – Swebby Macha, Zambia S138.2 Medical pregnancy termination as a facilitator for the provision of safe legal abortion in Benin – René Perrin, Benin S138.3 The approval and implementation of therapeutic abortion in Peru – Enrique Guevara, Peru S138.4 Achievements of the FIGO Initiative on Prevention of Unsafe Abortion in the world – Anibal Faúndes, Brazil Organised by FIGO

ROOM 202A S147 Every women needs a midwife, some need an obstetrician too! Chair: Franka Cadée, Netherlands / Carlos Füchtner, Bolivia S147.1 Panel discussion – Sandra Oyarzo, Chile S147.2 Panel discussion – Ingela Wiklund, Sweden S147.3 Panel discussion – Neel Shah, USA S147.4 Panel discussion – Thomas Larsen, Denmark Organised by International Confederation of Midwives (ICM)

ROOM 202C S149 Adapting services delivery approaches to meet diverse needs in comprehensive abortion care Chair: Kristina Gemzell Danielsson, Sweden S149.1 Providing post abortion care in a humanitarian setting – an experience from Darfur, Sudan- Bashir G M Elimam, Sudan S149.2 Facilitating access to comprehensive abortion care in rural Nepal through community clinics – Pramij Thapa, Nepal S149.3 Implementing a harm reduction approach in abortion care in Latin America – Helena Acosta, Colombia S149.4 What do women want? Redefining quality of care in abortion service delivery – Rebecca Wilkins, United Kingdom Organised by International Planned Parenthood Federation (IPPF)

Legal Abortion In Brazil: A Systematic Review – Sandra Fonseca, Brazil FCS 58.561 Legality And Safety Of Abortion Worldwide, 2017 – Cynthia Summers, United States Of America

ROOM 202C S164 Evidence and values: Overcoming barriers to safe abortion care Chair: Catrin Schulte-Hillen, Switzerland S164.1 “We just made it happen”: Engaging the Ministry of Health and UN agencies to make abortion care available to Rohingya refugees – Sharmin Sultana, Bangladesh S164.2 Simplifying Medical Abortion: UK Service data with promise for elsewhere – Dhammika Perera, UK/Sri Lanka S164.3 When abortion is illegal: the Zika epidemic and the magnitude of abortion in Brazil – Debora Diniz, Brazil S164.4 Safe abortion care as part of humanitarian aid: addressing internal barriers through direct field support – Ann Van Haver, Belgium Organised by Médecines Sans Frontières (MSF)

5ª feira 18/10

La interrupción voluntaria del embarazo, su evolución  desde su  implementación (Voluntary interruption of pregnancy: its evolution since its implementation) – Jimmy Castañeda, Colombia

ROOM 202A S192 Obstetrician-gynaecologists as leaders for abortion access and care Chair: Lesley Regan, UK / Feiruz Surur, Ethiopia S192.1 Re-integrating abortion care into the NHS – Lesley Regan, UK S192.2 Integrating abortion into medical education – Feiruz Surur, Ethiopia S192.3 Physician leadership in the liberalization of abortion: Chile and Uruguay – Dominique Truan Kaplan, Chile S192.4 Physician leadership in the liberalization of abortion: Chile and Uruguay – Leonel Briozzo, Uruguay S192.5 Physician leadership in the integration of abortion into mainstream obstetrics and gynaecology care: The 100 Professors statement and Fellowship in Family Planning – Philip Darney, USA Organised by Bixby Center for Global Reproductive Health, UCSF

S194 Rights, Access and Bodily Autonomy – Achieving Improved Reproductive Health Outcomes When SheDecides Chair: Rebekka Van Roemburg, The Netherlands S194.1 SheDecides genesis, mission, progress and modes of operation – Rebekka Van Roemburg, The Netherlands S194.2 FIGO’s role in SheDecides – C.N. Purandare, India S194.3 SAFE ENGAGE project: Strengthening Evidence-Based Policy to Expand Access to Safe Abortion – Charlotte Feldman-Jacobs, USA S194.4 Recent shifts in abortion legislation and implementation – Eunice Brookman, Ghana S194.5 Midwives’ association in Chile – advocate for legislative reform – – Sandra Oyarzo Torres, Chile Organised by SheDecides

FCS 76.594 Requests For Medication Abortion Support In Brazil During And After The Zika Epidemic – Alexandra Wollum, United States Of America

S204.1 Dimensiones éticas y legales de la confidencialidad en la prestación de servicios de salud reproductiva (Ethical and Legal Dimensions of Confidentiality in the Delivery of Reproductive Health Services) – Pio Ivan Gomez, Colombia S204.2 Las obligaciones profesionales en el consultorio y los servicios de salud sexual (Professional obligations in the office and sexual health services) – Leonel Briozzo, Uruguay S204.3 Una revisión del régimen legal de indicaciones para el aborto en América Latina y de su implementación (A review of the legal regime of indications for abortion in Latin America and its implementation) – Raffaela Schiavon, Mexico S204.4 La distribucion de misoprostol para el manejo de la HPP en base a la experiencia global (Advance Distribution of Misoprostol for PPH Management based on global experience – Jill Durocher, USA Organised by FIGO

Unsafe Abortion In Brazil: A Systematic Review, 2010-2017 – Rosa Domingues, Brazil

Successful Development Of A National Guideline On The Termination Of Pregnancy For Legal Indications – Innocent Ujah, Nigeria

Conscientious objection – Liliane Abrancinkas, Uruguay Organised by FIGO

De-medicalizing Abortion and Postabortion Care to Expand Access in the Public and Private Sector in Both Restrictive and less- Restrictive Settings Chair: Kathryn Mimno, USA S213.1 Women’s needs, wants and autonomy in accessing safe abortion and postabortion care – Patty Skuster, USA S213.2 Global evidence and lessons learned on de-medicalization of abortion and postabortion care – Rasha Dabash, USA S213.3 The role of private sector in abortion and postabortion care – Dhammika Perera, UK Organised by Abortion and PAC Consortium

Pautas Para La Toma De Decisiones Clinicas Cuando El Embarazo Pone En Riesgo La Vida De La Mujer (Guidelines for clinical decision-making when pregnancy puts women’s lives at risk) Chair: Pio Ivan Gomez, Colombia S219.1 La causal vida y los deberes del equipo de salud (The causal life and duties of the health team) – Leonel Briozzo, Uruguay S219.2 Marco legal internacional para la aplicación de la causal vida (International legal framework for the application of the risk to life exception) – Estefanny Molina, Spain S219.3 Implementación de los servicios de la interrupción legal del embarazo bajo la causal riesgo para la vida en América Latina y el Caribe: una perspectiva regional (Implementation of legal abortion services under the risk to life exception in Latin America and the Caribbean: a regional perspective) – Helena Acosta, Colombia S219.4 Implementación de servicios de aborto legal bajo la excepción de riesgo a la vida en América Latina y el Caribe: una perspectiva de pais (Implementation of legal abortion services under the risk to life exception in Latin America and the Caribbean: a country perspective) – Linda Valencia, Guatemala Organised by International Planned Parenthood Federation (IPPF – WHR)

The Healthcare Context Of Abortion-Related Morbidity And Mortality: An Analysis Across 10 Countries – Onikepe Owolabi, Nigeria FCS 87.606 The Legal Abortion In A Reference Hospital Of Porto Alegre – Sandra Scalco, Brazil

Understanding Women’s Experiences With Self-Induced Abortion: Idis With Women In 3 Fpai Clinics – Shamala Dupte, India

Women’s Interactions With Health Professionals During Later Abortion In Argentina – Ruvani Jayaweera, United States Of America